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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

JP no XXV Torneio Sul-Brasileiro: Inter humilha o Boa Vista e dá o título ao Flamengo

Opa, 

Ainda no Estádio Distrital Taperinha, fechamos a sequência de jogos do final de semana passado com a última partida válida pelo XXV Torneio Sul-Brasileiro. Depois da boa vitória rubro-negra na preliminar, foi a vez de Boa Vista e Internacional entrarem em campo para a esperada definição do campeão do certame. 

O time paranaense não tinha mais chances de ficar com a taça. Já o Boa Vista precisava de uma vitória por três gols de diferença para ser campeão. Com dois, também conseguiria o caneco desde que o placar fosse de 3x1, 4x2 e daí em diante. A torcida local confiava numa boa apresentação dos seus atletas e compareceu em número razoável apesar da chuva e do frio. 


SA Boa Vista (amador) - Diadema/SP. Foto: Fernando Martinez. 


Internacional EC (amador) - Campo Largo/PR. Foto: Fernando Martinez. 

Apesar da chance concreta do time local ser campeão, o clima antes do jogo era estranho. O Boa Vista se atrasou demais e o Inter ficou um bom tempo dentro de campo esperando a chegada do seu adversário. Após muitos minutos de espera, os atletas chegaram na base da correria e ,já devidamente uniformizados, foram ao gramado para a peleja sem nem se aquecerem direito. 

E após o apito inicial, o clima estranho só aumentou quando o Internacional jogou sozinho durante os primeiros 20 minutos. Antes da segunda virada do ponteiro os paranaenses já tinham chegado perto de abrir o placar por duas vezes. A postura inerte dos paulistas foi castigada severamente, e com 18 minutos o marcador já apontava a vitória parcial do time alvi-negro por 3x0. 


O Boa Vista buscava o título do XXV Torneio Sul-Brasileiro. Mas esqueceu de entrar em campo de verdade. Foto: Fernando Martinez. 

Isso mesmo, precisando vencer para ser campeão, o Boa Vista sofreu três gols e nem o mais fiel torcedor imaginava que uma virada pudesse acontecer após esse banho de água fria. Reginaldo Vital marcou duas vezes, aos 5 e aos 8 minutos, e Pequi ampliou aos 18. Nas três lances, falhas individuais de todos os atletas do setor defensivo do Boa Vista. 


Voo elástico do goleiro paranaense no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez. 

O time local não produzia nada e somente marcou o primeiro gol aos 23 graças a um frangaço do goleiro paranaense Clodoaldo. Júlio César chutou de longe sem pretensão alguma, mas na tentativa de espalmar pela linha de fundo, o arqueiro colocou a bola dentro do próprio gol. 


Marcação forte dos atletas do Internacional. Foto: Fernando Martinez. 

Mas para tristeza da torcida, esse gol não significou uma mudança de postura dentro de campo. Pelo contrário, o Inter continuou muito superior e teve muitas oportunidades para ampliar ainda mais o placar. Na base do lucro para os locais, o time visitante só marcou mais uma vez antes do tempo inicial terminar. Luciano chutou de longe e aproveitou falha do goleiro Celso, que fez péssima partida, e anotou o seu aos 36 minutos. 


Jogador do Inter se preparando para levantar a pelota dentro da área paulista. Foto: Fernando Martinez. 

Com 4x1 contra o Boa Vista e com o título já decidido a favor do time rubro-negro do Rio Grande do Sul, a etapa final começou sonolenta. No ritmo da preguiça, bati uma soneca esperta durante os primeiros minutos sem perder nada de importante. O clima era frio e a peleja estava com parcas emoções. Só após o vigésimo minuto a peleja voltou a ficar mais animada com jogadas de efeito por parte dos atacantes do Inter. 


Zagueiro do time de Diadema tirando a bola de perto da sua área. Foto: Fernando Martinez. 

Pequi, para mim o melhor jogador da equipe paranaense, marcou um golaço aos 24. Ele avançou pela esquerda, deu um chapéu no zagueiro e encobriu com classe o goleiro local para fazer o quinto do Inter. Sem deixar a peteca cair, Marquinhos marcou duas vezes, um aos 38 após grande troca de passes de todo o setor ofensivo e o outro aos 41. 


Chute de longe para o time local. Foto: Fernando Martinez. 

Tomar um inesperado 7x1 em casa deixou a torcida indignada com a baixa qualidade do futebol apresentado pelos donos da casa. Contribuindo com o clima estranho, diretores do time trocaram socos nas arquibancadas... Estranho. Nem o belo gol de Rodiney, que chutou de longe no ângulo esquerdo do goleiro, aos 46 diminuiu a raiva latente do pessoal. 

O resultado final do massacre foi Boa Vista 2-7 Internacional. Esse resultado deu o título do XXV Torneio Sul-Brasileiro para o Flamengo de Bento Gonçalves. O placar foi tão desastroso para a equipe de Diadema que até o segundo lugar foi perdido em virtude da goleada sofrida. No saldo de gols, o onze de Campo Largo ficou com o vice-campeonato. 

Esse foi o décimo título gaúcho na história da competição, contra oito do Paraná e sete de Santa Catarina. Participando regularmente do torneio desde 2006, São Paulo ainda não conquistou nenhuma taça. O maior campeão do certame é o Vila Fanny de Curitiba com cinco conquistas (1989/1991/1992/1993 e 1995), seguido pelo Juventude de Lindóia do Sul/SC com quatro conquistas (1999/2000/2001 e 2002). 


Capitães do Boa Vista e do Olaria/SC levantando os respectivos troféus de terceiro e quarto colocados no torneio. Fotos: Fernando Martinez. 

Em 2013 o torneio será provelmente sediado em Bento Gonçalves e terá a segunda participação consecutiva do Flamengo, que poderá tentar o bi no seu estádio. Boa Vista e Internacional também estarão na edição XXVI do certame, classificados como atuais bi-campeões do Paulista Amador do Estado e da Taça Paraná. O outro participante será o Mãe Luzia (!) de Criciúma, atual campeão catarinense da categoria. 


Comemoração entusiasmada do pessoal do Internacional de Canpo Largo após a conquista do vice. Foto: Fernando Martinez. 


O título ficou para o Flamengo de Bento Gonçalves. Foi a décima conquista dos gaúchos na história do certame. Foto: Fernando Martinez. 

A comemoração foi contida por parte do pessoal do time de Bento Gonçalves, e aconteceu num estádio já totalmente vazio. Destaque para a presença de rádios das três cidades do sul do país, comprovando que o pessoal do Sul dá um grande valor à competição. Já por terras paulistas, a importância que dão é quase nula. Esperamos ver alguma mudança de atitude por parte do pessoal daqui em breve. 


Confraternização entre o pessoal do campeão e do vice no pódio montado pela organização. Foto: Fernando Martinez. 


"Ô Cride, fala pra mãe que o Flamengo foi campeão". Locutor da rádio de Bento Gonçalves falando sobre o título ao vivo com seu poderoso Smartphone Android Cosmic 3.0.2. Foto: Fernando Martinez. 

Após mais de 10 horas de jornada, cansado, com sono e com frio, voltei para casa e não demorou muito para que fosse passear pelo mundo dos sonhos. Esses foram as últimas matérias aqui do JP no mês de novembro, e dezembro será dedicado a caçar jogos que sobraram por aí... Vamos à luta! 

Até a próxima! 

Fernando

JP no XXV Torneio Sul-Brasileiro: Flamengo derrota o Olaria e fica perto do título

Opa, 

Para alguém que não tem carteira de motorista (e nem pretende tê-la em breve) e vive na boa andando de metrô e trem, ter que atravessar a cidade de São Paulo de carro com horário de chegada marcado é dose pra leão. Foi isso que aconteceu no domingo passado, quando saí da Barra Funda com destino à cidade de Diadema, palco da disputa do XXV Torneio Sul-Brasileiro Amador

Além do habitual trânsito infernal da capital bandeirante, o domingo entupiu as ruas de carros ainda mais com a realização da primeira fase da Fuvest e da etapa final da temporada de Fórmula 1 em Interlagos. As simpáticas ciclofaixas para a população implantadas aos domingos fecharam com "chave de ouro" a trilogia de problemas para os motoristas. 

Sem trânsito, o tempo de viagem entre o Nicolau Alayon e o Estádio Distrital Taperinha não chega nem a 30 ou 40 minutos. Mas com todos os agravantes citados, levamos quase duas horas para chegar na cidade da Grande São Paulo. Como a ambulância e o policiamento não atrasaram, foi por água abaixo a ideia de fazer as imagens oficiais do Flamengo de Bento Gonçalves e do Olaria de Xanxerê (um clássico carioca genérico), times que fizeram o jogo inicial da rodada. 


Ataque do Olaria no primeiro tempo do jogo contra o Flamengo. Foto: Fernando Martinez. 

Quando entrei nas dependências do estádio a partida não tinha chegado nem no décimo minuto. O time catarinense precisava vencer a peleja por dois gols de diferença para ainda ter chance de ser campeão. Os gaúchos queriam vencer para obrigar o Boa Vista, que enfrentaria o Internacional/PR no jogo de fundo, a vencer seu jogo para levantar o caneco. 


Marcação firme da zaga catarinense contra atleta gaúcho. Foto: Fernando Martinez. 

Acompanhei quase todo o primeiro tempo junto ao ataque flamenguista e vi o time gaúcho jogar melhor e não dar espaços ao Olaria. Em cerca de 20 minutos a equipe de Bento Gonçalves já tinha acertado a trave catarinense por duas vezes. De tanto insistir, o gol finalmente saiu aos 29 com um tirambaço de Roger no canto direito, sem a menor chance de defesa para o goleiro Rudi. 


Já que não teve foto posada, segue um detalhe dos uniformes do Olaria/SC e do Flamengo/RS. Foto: Fernando Martinez. 

Perdendo um gol atrás do outro e levando a zaga xanxereense à loucura, o intervalo chegou com a vantagem mínima para o Fla. Fui então fazer o almoço com a companhia dos amigos presentes, Mílton, seu Natal, Nílton e o Fernando "Passe Livre", na barraca da "Tia do Bolo". O sanduba com um toque de pimenta é sensacional e agradaria até o chef gastronômico mais exigente. 


Bola alçada na área do rubro-negro no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez. 

De barriga cheia, voltamos às nossas posições e o segundo tempo foi apenas razoável. O Flamengo continuava mandando no jogo mas não tinha a mesma inspiração da etapa inicial. O Olaria até mostrava certa disposição, mas por ter o time com qualidade inferior, não assustava a zaga gaúcha. 


Jogadores observando a pelota em lance no meio de campo. Foto: Fernando Martinez. 

A emoção mesmo estava no alojamento que fica ao lado do campo. Atletas das categorias de base do CA Diadema, médicos e o policiamento presente não tiravam os olhos de uma TV sintonizada no Grande Prêmio do Brasil. Eu mesmo, no esquema "um olho no peixe, outro no gato", fiquei de butuca para ver o que acontecia em Interlagos. 


Oportunidade de ouro para o Flamengo ampliar o placar, mas que foi desperdiçada pelo jogador gaúcho. Foto: Fernando Martinez. 

Garanto que a corrida estava bem mais emocionante do que a peleja, agora acontecendo debaixo de uma friaca sensacional fora de época e de uma chuvinha que ia e voltava sem cerimônia. No final, o marcador não foi mais alterado e o jogo ficou mesmo em Flamengo/RS 1-0 Olaria/SC. A decisão do XXV Torneio Sul-Brasileiro tinha ficado para o jogo de fundo. 

Até lá! 

Fernando

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Noroeste Campeão da Copa Paulista 2012

Fala, pessoal! 

Domingo foi o dia da grande final da Copa Paulista 2012, e após cinco anos (a última foi a inesquecível peleja entre Juventus e Linense) a grande decisão voltou a ser realizada na capital bandeirante, dessa vez no Estádio Nicolau Alayon. Como diria o outro, Audax e Noroeste chegaram a essa fase "com todos os méritos e com todas as justiças". 

Alguns ainda chamaram esse jogo de o duelo entre o "futebol moderno contra o futebol tradicional". Tanto que no meio da enorme caravana noroestina que compareceu ao estádio do Nacional Atlético Clube, vimos torcedores de inúmeros outros times, todos numa espécie de "torcida do interior paulista" contra a "modernidade". 

Sem querer falar o que penso sobre o assunto "ódio ao futebol moderno", pois já falei isso algumas vezes aqui no JP, é legal demais ver um time tradicional indo bem num campeonato importante. Isso comprova que as equipes mais antigas do estado precisam mesmo reciclar a forma de ver como o futebol funciona nos dias atuais. Traduzindo, os times precisam ser profissionais sem deixar de lado a sua história. 

Após vencer o polêmico jogo de ida por 2x1, o Norusca jogava por um empate para garantir o seu segundo título da Copa Paulista (o primeiro foi em 2005). Já o Audax, que ostentava como melhor campanha no torneio até então as quartas-de-final de 2010 ainda na época que era chamado com o nome original, precisava vencer por dois gols de diferença para ser campeão de forma direta. Uma vitória por um gol de diferença levaria a partida aos pênaltis. 


Troféu para o campeão e para o vice da Copa Paulista 2012. Fotos: Fernando Martinez. 

Vale registrar que essa foi a terceira vez que acompanhei no estádio uma final de Copa Paulista (a primeira em 2003 no título do Santo André contra o Ituano e a segunda com o já citado Juventus x Linense de 2007) e a quarta vez que o JP se fez presente na decisão em oito anos de vida (além do título grená há cinco anos, presenciamos as conquistas do Votoraty em 2009 e do Paulista em 2010). 

Credenciado para acompanhar uma final assim pela primeira vez em todos os tempos (uhú), fiquei no campo durante os 90 minutos e dali pude fazer todas as fotos antes, durante e depois da peleja terminar. Primeiro, vamos com as imagens das equipes e do quarteto de arbitragem. 


Audax SP EC - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez. 


EC Noroeste - Bauru/SP. Foto: Fernando Martinez. 


Na ordem, o assistente número 1 Alberto Poletto Masseira, o capitão do Noroeste, o árbitro Vinicius Furlan, o capitão do Audax Paulo César, o quarto árbitro Alysson Fernandes Matias e o assistente número 2 Mauro André de Freitas. Foto: Fernando Martinez. 

Esperávamos que, por precisar fazer o resultado, o Audax fosse adotar uma postura ofensiva desde os primeiros movimentos. Só que isso não aconteceu, pois o Noroeste foi mais efetivo e deu muito trabalho ao goleiro Sidão, o melhor nome do time paulistano durante os 90 minutos. 


Ataque noroestino pela direita no começo da decisão contra o Audax. Foto: Fernando Martinez. 


O bom jogador Diogo encarando defensor do time paulistano. Foto: Fernando Martinez. 

Ele fez duas defesas fantásticas e impediu que o Noroeste abrisse o marcador ainda no primeiro tempo. A principal delas num chute forte de Diogo pela direita aos 36 minutos. O time amarelo chegou poucas vezes com perigo dentro da área da equipe interiorana, e aos 37 criou a sua melhor oportunidade na etapa inicial. Francis avançou sem marcação, invadiu a área e chutou forte. Mas o goleiro Wálter fez milagre e impediu o gol local. 


Zaga do time amarelo desarmando atacante do time bauruense. Foto: Fernando Martinez. 

O primeiro tempo terminou como começou, e com apenas mais 45 minutos para tentar reverter a vantagem auvi-rubra, o técnico Antônio Carlos fez mudanças no time do Audax, que voltou melhor e mais perigoso. Aos 8 minutos Rafinha teve a chance de ouro para os donos da casa. O camisa 7 entrou na área, driblou o zagueiro e, cara-a-cara com o arqueiro bauruense, chutou torto. A bola saiu pela linha de fundo tirando tinta da trave. 


O Audax voltou melhor para o tempo final, buscando com mais afinco o primeiro gol da peleja. Foto: Fernando Martinez. 

Logo após esse lance algum dos amigos presentes preferiu a velha máxima "esse gol perdido pode fazer falta no final". E fez mesmo, já que aos 20 minutos o camisa 11 Diogo avançou pela direita e chutou sem ângulo para estufar as redes do Audax e deixar o Norusca muito perto do título. 


Comemoração dentro e fora de campo após o gol do Noroeste. Foto: Fernando Martinez. 


Ataque local pela direita. Foto: Fernando Martinez. 

A equipe da casa sentiu o golpe e a rigor só teve mais uma boa chance em chute de Ingro pela direita aonde o arqueiro Wálter fez ótima intervenção em dois tempos. O Noroeste ainda teve tempo de chegar muito perto de ampliar aos 38, quando Daniel avançou sem marcação e chutou para milagrosa defesa de Sidão. 


Grande chance para o Noroeste ampliar, mas o goleiro do Audax Sidão fez milagre. Foto: Fernando Martinez. 


Marcação firme do setor defensivo do time local no final do jogo. Foto: Fernando Martinez. 

No final, o jogo terminou com o placar de Audax 0-1 Noroeste. De forma incontestável e com duas vitórias, o time de Bauru conquistou pela segunda vez a Copa Paulista de Futebol e se classificou para a disputa da Copa do Brasil 2013. Será a terceira participação do onze bauruense no torneio nacional (a equipe foi eliminada na primeira fase do certame pelo 15 de Campo Bom em 2006 e na segunda fase pelo Figueirense em 2007). 


Jogadores do Noroeste no alambrado do Nicolau Alayon comemorando a conquista com a torcida. Foto: Fernando Martinez. 

A festa pelo título foi absolutamente sensacional, e todos os atletas foram junto da enorme e apaixonada torcida presente no Nicolau Alayon para a comemoração. Alguns torcedores choravam, outros tentavam tocar nos atletas do clube que estavam pendurados no alambrado. A comemoração foi tão intensa que um pedaço desse alambrado despencou, sem machucar ninguém. 


A festa pelo título era intensa, e segundos depois dessa imagem, parte do alambrado despencou. Foto: Fernando Martinez. 


Técnico Moisés Egert saudando a torcida, e ao lado torcedor noroestino segurando o escudo do clube. Foto: Fernando Martinez. 

Parabenizo o Esporte Clube Noroeste por essa conquista, pois pode servir de exemplo para que times tradicionais possam entrar nos eixos para tentar ocupar novamente lugares de destaque no futebol paulista. Como disse antes, a modernização da gestão é mais do que necessária em busca da adequação aos novos tempos. 

Também parabenizo o Audax pelo vice-campeonato. Depois de eliminar os favoritos XV de Piracicaba e Ferroviária nas quartas e na semi-final, o time ficou no "quase". Isso também aconteceu na Série A2, quando chegou a conquistar o acesso para a elite estadual por alguns minutos. Não sei quando, mas em virtude do bom trabalho que é feito, acredito ser questão de tempo o time disputar o Paulistão e eventualmente jogar uma Série D de Brasileiro. 


Paulo César levantando a taça de vice-campeão do Audax. Foto: Fernando Martinez. 


Jogadores fazendo a festa no palco montado pela organização. Foto: Fernando Martinez. 


O JP parabeniza o Esporte Clube Noroeste pela grande conquista. Foto: Fernando Martinez. 

Depois de captar várias imagens da festa noroestina e da tristeza do Audax, peguei uma carona com o seu Natal e dali fomos até Diadema, pois era a hora de ver outra rodada decisiva e mais uma entrega de taça, agora pelo Torneio Sulbrasileiro. 

Até lá! 

Fernando

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

JP no XXV Torneio Sul-Brasileiro: Jogo fraco e empate sem gols entre Boa Vista e Flamengo/RS

Opa, 

O jogo de fundo da segunda rodada do XXV Torneio Sul-Brasileiro 2012, realizado no Estádio Distrital Taperinha em Diadema, reuniu os vencedores da sexta-feira, Boa Vista e Flamengo de Bento Gonçalves, respectivamente campeões amadores de São Paulo e Rio Grande do Sul em 2011. 

Coincidentemente as duas agremiações também foram campeãs estaduais em 2012, ambas no mês de novembro. A equipe de Diadema conquistou o bi no dia 18 após vencer o Juventus de Itu, também no Taperinha. Já o Flamengo conquistou o caneco no dia 4, empatando sem gols com o sensacional Botafogo de Fagundes Varela (time ex-profissional). 

Essas duas conquistas deixaram esse confronto com um ar de "final antecipada" do certame. Além disso, as duas boas vitórias na rodada inicial deixaram uma grande expectativa em todos os presentes. Por jogar em casa, o Boa Vista poderia ser considerado favorito, já que nas disputas dos dois últimos certames a equipe simplesmente venceu 10 dos 11 jogos disputados na cidade. 

Já a Sociedade Esportiva e Cultural Flamengo, fundada em 27 de novembro de 1958, tem um aproveitamento simplesmente espetacular nas disputas do Campeonato Gaúcho de Amadores. A equipe teve sua primeira participação em 2010, e em três anos ficou com o título duas vezes. Conversamos com o pessoal do clube e eles disseram que foi investida uma quantia de 400 mil reais (!) em 2012 para que a equipe fizesse um bom papel. 


SA Boa Vista (amador) - Diadema/SP. Foto: Fernando Martinez. 


SEC Flamengo (amador) - Bento Gonçalves/RS. Foto: Fernando Martinez. 


Quarteto de arbitragem e capitães dos times. Foto: Fernando Martinez. 

Mas quando o árbitro apitou e a peleja começou, toda a expectativa de um jogo bastante disputado, com gols e muita emoção foi por água abaixo. Com 10 minutos corridos a gente já apostava e sinalizava que o jogo estava com um indefectível cheirinho de 0x0. 


Lance de Boa Vista x Flamengo/RS no Distrital Taperinha. Foto: Fernando Martinez. 


Bola alçada na área do Boa Vista no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez. 

Os times erraram passes demais e não chegaram perto da área adversária. O jogo ficou concentrado no meio-campo, muito truncado e sem nenhuma inspiração, confirmando que escrever sobre um jogo assim é muito complicado. Somente o pessoal do Olaria e do Internacional gostavam do que viam, pois um empate nessa peleja deixava todo mundo com chances de título no domingo. 


Os times não estavam inspirados para essa peleja, apesar de toda a expectativa criada. Foto: Fernando Martinez. 

Após o tempo inicial terminar num murcho empate sem gols, a fome bateu forte e fui com o Renato fazer uma boquinha com deliciosos hambúrgueres vendidos na porta do estádio. Ganhou fácil o Selo JP de qualidade, muito também pela simpatia da vendedora. O lanche estava tão bom que nem o começo do segundo tempo tirou a gente dali. 


Goleiro do time de Diadema espalmando a bola após cruzamento. Foto: Fernando Martinez. 

Voltei ao campo com cerca de dez minutos corridos no tempo final e sem ter perdido nada relevante. A fraca peleja, ainda modorrenta e sem emoções, foi responsável por começarmos uma resenha surreal com os fiscais da FPF, o médico do jogo e um policial militar que nas horas vagas passa o tempo preocupado com aeromodelismo. 


Chegada do Flamengo pela esquerda no tempo final. Foto: Fernando Martinez. 

Indo de seleção brasileira de futebol até o valor de um litro de gasolina especial para aviões comerciais, o papo foi bastante interessante e o jogo acabou relegado ao segundo plano. E para não dizer que não teve absolutamente nenhuma emoção, o Boa Vista chegou a marcar um gol durante os 45 minutos finais, mas o atacante estava impedido. Foi o único lance digno de registro. 


Chance de gol do time gaúcho pelo alto. Foto: Fernando Martinez. 

O fim de jogo foi óbvio: Boa Vista 0-0 Flamengo/RS. Os dois times agora somavam quatro pontos, mas os gaúchos tinham vantagem no saldo de gols (dois contra um). Isso fez com que todos tivessem chances de conquistarem o caneco no domingo. Como voltaria lá para a rodada final, acabou sendo de boa valia ter terminado assim. 

Só que o domingo não foi só de taça no Torneio Sul-Brasileiro, pois tivemos a sensacional oportunidade de acompanhar in loco a grande e esperada final da Copa Paulista 2012. Um grande quórum de amigos esteve presente no Nicolau Alayon para essa decisão. 

Até lá! 

Fernando

JP no XXV Torneio Sul-Brasileiro: Olaria/SC e Inter/PR ficam no empate em grande jogo

Opa, 

Final de semana bastante concorrido aqui no Blog do Fern, ops, no JP. Foram cinco partidas vistas in loco e duas entregas de taça, algo raro de acompanhar sem fazer grandes viagens. A nossa cobertura começou no sábado à tarde com duas partidas válidas pelo XXV Campeonato Sul-Brasileiro de Futebol Amador, realizado nesse ano na cidade de Diadema

A competição é disputada pelos campeões amadores do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo, e um rodízio entre os quatro estados determina qual será a sede anual. Pela segunda vez na história do certame (a primeira foi em 2008 em Guarulhos e estivemos presentes na última rodada daquele campeonato) o estado de São Paulo recebeu a honra de sediar o quadrangular. 

O campeonato de 2012 reuniu os times campeões em 2011. Além do Boa Vista de Diadema, que se classificou para esse torneio após vencer o amador do estado, também vieram para São Paulo o Flamengo de Bento Gonçalves, campeão gaúcho de amadores, o Olaria de Xanxerê, campeão catarinense de futebol não-profissional adulto, e o Internacional de Campo Largo, campeão da Copa Paraná. 

A sede dos jogos foi o Estádio Distrital da Taperinha, que atualmente não é mais um "estádio drive-in" como conferimos numa visita de 2009. E logo no primeiro jogo, acompanhei o duelo mais esperado pelo que vos escreve. Internacional e Olaria entraram em campo vindos de derrota na estreia. 

Mas por qual motivo esse jogo me interessaria tanto? Simples. Foi o confronto dos dois times que já foram profissionais, ou seja, os dois entraram na minha Lista (agora com 547 equipes) com louvor. O Olaria jogou a segunda divisão estadual em 1998, enquanto a equipe de Campo Largo foi campeã paranaense da quarta divisão (!) em 2001, vencendo o não menos genial Dois Vizinhos nos penais. 

Para não perder nenhum detalhe da rodada, fui cedo para Diadema e no caminho encontrei o amigo Renato. Pegamos o trólebus no Jabaquara e vinte minutos depois já nos encontrávamos nas dependências do estádio distrital. Seguem agora as imagens exclusivas das equipes: 


EC Olaria (amador) - Xanxerê/SC. Foto: Fernando Martinez. 


Internacional EC (amador) - Campo Largo/PR. Foto: Fernando Martinez. 


Capitães das equipes e trio de arbitragem. Foto: Fernando Martinez. 

As duas agremiações haviam sido derrotadas na rodada de estreia. Enquanto o Inter tomou 4x2 para o Flamengo, o "Tijolão do Oeste" perdeu por 3x2, de virada e com um gol nos acréscimos, para o Boa Vista. O revés no segundo jogo acabaria com a chance de título para qualquer um dos dois. 


Zaga do Olaria afastando a bola, no frenético começo de jogo do Inter. Foto: Fernando Martinez. 


Camisa 9 do Inter dando um tempo no futebol e brincando de empinar pipa no gramado do Distrital Taperinha. Foto: Fernando Martinez. 

E para deleite dos torcedores todos puderam curtir um belíssimo jogo de futebol no gramado do Taperinha. Quem tomou conta da peleja nos primeiros 30 minutos foi a equipe paranaense. O Internacional criou ótimas oportunidades e chegou muito perto de abrir o marcador. A pressão era tanta que a equipe acertou dois chutes na trave. O primeiro de Batata aos 10 minutos e o segundo aos 23, com Élton. 


Tentativa de bicicleta que não deu muito certo no ataque da equipe paranaense. Foto: Fernando Martinez. 

Mas no velho esquema "quem não faz, toma", logo no primeiro ataque perigoso do Olaria a equipe catarinense abriu o placar. Após escanteio da direita, Harrison subiu no meio dos zagueiros e cabeceou firme para o fundo das redes. O relógio marcava 30 minutos. 


Exato momento da cabeçada de Harrison no primeiro gol do Olaria. Foto: Fernando Martinez. 

O Internacional sentiu o golpe e o restante da etapa inicial foi de emoções apenas moderadas. No segundo tempo a equipe de Campo Largo colocou a cabeça novamente no lugar e continou a mostrar o bom futebol do começo da peleja. Vimos outra série de oportunidades de gol desperdiçadas. A melhor delas quando Ioiô cabeceou firme e Xuxa, zagueiro do Tijolão do Oeste, salvou em cima da linha. 


"Será que consigo dominar a pelota antes dela sair pela linha de fundo?", pensava o atacante do Internacional. Foto: Fernando Martinez. 

Só que não teve jeito do time catarinense segurar a pressão até o fim. Aos 28 minutos Adriano Chuva conseguiu fazer uma belíssima jogada indivudual, driblou três zagueiros e chutou no ângulo do goleiro Rudi. Buscando os três pontos que deixariam o time ainda vivo no certame, o Inter conseguiu aos 43 minutos a virada na base do sufoco. Quase num replay do gol do Olaria, Emerson escorou de cabeça escanteio vindo da direita. 


Detalhe do gol de empate do time paranaense, em grande jogada individual de Adriano Chuva. Foto: Fernando Martinez. 


Agora o momento exato em que Emerson cabeceava para virar o jogo para a equipe do Paraná. Foto: Fernando Martinez. 

Parecia que a vitória estava assegurada, pois nem esse gol fez com que o Internacional diminuísse o ritmo nos minutos seguintes. Mas a equipe cometeu um único vacilo que acabou se mostrando fatal. No último lance do jogo a zaga de Campo Largo cometeu uma falta boba na lateral. Todo mundo foi para a área, e após o cruzamento, Pereira subiu entre os zagueiros e empatou de novo a contenda. Festa de final de Copa do Mundo para o Olaria. 


Tempestade de areia em grande chance de gol para o Inter. Foto: Fernando Martinez. 


Comemoração do gol de empate do Olaria jogo aos 50 minutos do tempo final. Foto: Fernando Martinez. 

Final de jogo: Olaria/SC 2-2 Internacional/PR. O empate, heroico para o time de Xanxerê e trágico para os paranaenses, fez com que as duas equipes torcessem por um resultado igual na partida de fundo para ainda terem chance de título no domingo. Jogo de fundo que reuniu os dois vencedores da sexta e era bastante aguardado por todo mundo. 

Até lá! 

Fernando