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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

Juventus vacila e ressuscita o Oeste na Rua Javari

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na quarta-feira rolou o monstruoso combo Metrô sem funcionar + dia mais quente do ano. Se eu fosse sensato teria ficado em casa, mas acabei indo parar no Estádio Conde Rodolfo Crespi ver o Juventus x Oeste válido pela décima rodada do Campeonato Paulista da Série A2. Chance dos grenás, atual sexto colocado, voltarem a vencer na Mooca após três compromissos. No último, derrota contra o Comercial por 2 a 1, estivemos presentes.

Era a oportunidade de ouro levando em conta a péssima fase do clube de Barueri. Depois que golearam o Monte Azul na estreia por 5 a 1 no interior, o rubro-negro estava com uma assustadora série de nove (!) compromissos sem nenhum resultado positivo e ocupava a 15ª (e penúltima) colocação, à frente apenas do derrotado na jornada inicial.


CA Juventus - São Paulo/SP


Oeste FC - Barueri/SP


O árbitro Márcio Henrique de Góis, os assistentes Alberto Poletto Masseira e Herman Brumel Vani e o quarto árbitro Rafael Gomes Félix da Silva

Essa partida acabou sendo especial pelo quórum envolvido. Além do Milton, figurinha carimbada em todo canto, e do Jurandyr, recém integrado em terras paulistanas, tivemos a presença do Victor Minhoto, o integrante mineiro do JP, e o retorno triunfal do glorioso Orlando "Ferris Bueller" Lacanna, dando um tempo na curtição adoidada da vida e reencontrando a antiga turma futebolística. Os quatro integrantes da velha guarda do Jogos Perdidos não se reuniam tinha uns 15 anos se bobear. Grande prazer estar perto de todos.

Dentro de campo, a peleja começou bastante movimentada, apesar de poucos momentos de perigo. Quem chegou perto de sair na frente foi o Juventus, com Massom logo no início e depois aos 16 minutos em lance travado por Lucas Rodrigues na hora do chute. O Oeste se aventurou pouco no ataque e, aos 41, surpreendentemente, abriu o marcador em uma dessas raras investidas. Em escanteio da esquerda, Ítalo surgiu no segundo pau e cabeceou firme, vencendo o goleiro André Dias, que alcançou 200 jogos com a camisa grená.





Detalhes do primeiro tempo de Juventus x Oeste

O papo com os amigos foi com eles de um lado do alambrado e eu do outro, no gramado. Como a chuva veio forte nos minutos finais da etapa inicial resolvi me espremer na arquibancada e acompanhar de lá a metade final da partida. O cotejo melhorou muito e o Juventus retornou ao gramado disposto a virar o placar. O escrete local ocupou o setor defensivo do Oeste e aos 12 minutos empatou com cabeçada perfeita de Bruno Moraes. Os grenás seguiram melhores em campo e o segundo gol parecia ser questão de tempo. Só que, aos 24, quem fez foi o clube de Barueri. André Dias fez falta na entrada da área e Lucas Rodrigues foi para a cobrança. O camisa 2 chutou firme, mandou a pelota no canto e recolocou os visitantes na frente.

A torcida ficou parte surpresa e parte revoltada com o gol, já pensando na surrealidade que seria ressuscitar o Oeste. os grenás sentiram o golpe e passaram apenas a cruzar bolas na área visitante. Todos os levantamentos foram neutralizados pela zaga. A cinco minutos do fim, pintou uma briga generalizada cheia de "cenas lamentáveis" entre jogadores reservas e integrantes das comissões técnicas que terminou com a expulsão de Yago, goleiro reserva do Oeste, e de vários outros profissionais envolvidos na confusão.




O Juventus perdeu a terceira seguida em casa e está se complicando na missão de estar nas quartas


Aquela treta marota entre atletas e comissão técnica de Juventus e Oeste. Meio mundo foi expulso


Essa foto vale entrar no post. A minha pessoa junto com a velha guarda do Jogos Perdidos depois de muitos anos. Destaque para a alegria total do magnânimo JR (ex-Jandir), o penúltimo da esquerda para a direita

O Juventus 1-2 Oeste foi a primeira vitória do escrete preto e vermelho em um mês. A equipe respirou na luta contra a queda e agora está em 13º lugar com 10 pontos. Já o Moleque Travesso ressuscitou o São Caetano, o Comercial e agora o Rubrão. Apesar de ter se mantido no G8 (está em sétimo) o pessoal da Mooca está doidinho para ficar de fora das quartas de final.

A dupla Victor e Jurandyr se mandou rapidinho, mas o glorioso Orlando ficou ainda comigo e com o Milton após o apito final. Como tinha jogo de noite, a gente precisava comer, então fomos ali perto da Javari fazer uma boquinha e nos atualizarmos com o que tem acontecido na vida do velho amigo. O papo estava tão bom que por pouco não perdemos a hora de pegarmos o caminho do Canindé. Foi no laço.

Até lá!

Ficha Técnica: Juventus 1-2 Oeste

Local: Estádio Conde Rodolfo Crespi (São Paulo); Árbitro: Márcio Henrique de Góis; Público: 459 pagantes; Renda: R$ 9.530,00; Cartões amarelos: Betinho, Jair (Juv), André Dias, Gilberto Alemão, Bonifácio, Di Maria, Diego Augusto, Guilherme Portuga, Cristian, Ito Roque; Cartões vermelhos: Ito Roque 31 do 2º, Yago (goleiro reserva do Oeste), Genilson Abreu (AT do Juventus), Thales Romero (Massagista do Juventus), Sérgio Alecsandro e Renan Freitas (AT do Oeste) 40 do 2º; Gols: Ítalo 42 do 1º, Bruno Moraes 13 e Lucas Rodrigues 25 do 2º.
Juventus: André Dias; Iran, Gilberto Alemão, Diego Sacomam e Denis Neves; Adílson Goiano (Adriano Paulista), Betinho (Jeferson Lima), Masson (Everton Sena) e Cesinha; Bruno Moraes e Luan Gama (Zé Oliveira). Técnico: Ito Roque.
Oeste: Gledson; Lucas Rodrigues, Diego Jussani, Diego Augusto e Di Maria (Davi); Negueba, Ítalo (Reifit), Bonifácio (Marcelo Toscano) e Motta (Edgar); Cristian e Guilherme Portuga (Bruno Gonçalves). Técnico: Sérgio Alecsandro.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

Bernô derrota o Bandeirante na bola parada no ABC

Texto e fotos: Fernando Martinez


Como as tabelas da FPF são pessimamente montadas, no sábado tinham vários jogos marcados no mesmo horário. Apesar disso a escolha até que foi fácil. Fui até o Estádio Primeiro de Maio para um genial embate válido pela sétima rodada da fase inicial do Campeonato Paulista da Série A3. Em campo, o São Bernardo recebeu o Bandeirante de Birigüi, um dos preferidos da casa.

O confronto tem uma grande história nos anos 80. Foram dois duelos importantes no quadrangular final da Segundona de 1986, disputado no começo e 1987. O Bandeirante venceu ambos, resultados que ajudaram o time a ser campeão e conquistar o acesso. O Bernô ficou em terceiro e nunca mais chegou tão longe. Depois foram apenas três encontros. Dois em 1994, um triunfo para cada lado, e o 2 a 0 a favor do alvinegro em 2021.


EC São Bernardo - São Bernardo do Campo/SP


Bandeirante EC - Birigüi/SP


Os capitães, o árbitro Rafael Gomes Felix da Silva, os assistentes Ricardo Luis Buzz e Giovanni Crescêncio e o quarto parbutro Willians Costa Rocha

O Milton esteve comigo nessa em um sábado que teve chuva e um tempo preguiçoso. Fizemos todo aquele caminho metrô + trem + trólebus até o Primeiro de Maio com bastante sono, mas tendo a certeza de que a presença era obrigatória. Quando cheguei notei que o BEC estava com um calção dourado e já me assustei. Muito do que eu gosto do clube de Birigüi é por terem um uniforme igual ao da seleção paulista, então qualquer coisa que fuja disso já deixa a gente com a pulga atrás da orelha. Não demorou para notar que eles resolveram jogar todo de meias vermelhas e calção e camisa dourados comemorando o centenário. Não ficou feio, só que não é tão legal ver o Bandeirante sem a sua combinação tradicional.

O BEC chegou a ser líder e perdeu o posto após uma série de três compromissos sem vitória entre a terceira e a quinta rodadas. No último, triunfo por 3 a 0 em cima do Sertãozinho. O Bernô vinha de derrota e apesar dela ocupava o topo da tabela. Fiquei sozinho no ataque local e não me arrependi. Os donos da casa atacaram mais, porém as finalizações não eram boas.

O goleiro William, do BEC, acabou se tornando o principal nome da tarde ao impedir o gol do São Bernardo em algumas oportunidades, principalmente em lance com chute cara-a-cara de Rafael Carioca. O melhor futebol foi premiado aos 40 minutos com o tento que inaugurou o marcador. Bryam se enroscou com Ronaldo pela esquerda, derrubou o atleta alvinegro e o árbitro marcou pênalti. Alê bateu e fez.





Eu queria ver o Bandeirante jogando igual a seleção paulista, mas vi um uniforme com as cores do San Francisco 49ers, time da NFL



O lance do pênalti marcado a favor do Bernô e a cobrança de Alê

A chuva apertou na segunda etapa e resolvi subir até a parte coberta e acompanhar os últimos 45 minutos na companhia do Milton. A partida seguiu com o Bernô mais incisivo e pecando no toque final. O Bandeirante criou só um momento interessante aos 19 com falta de Arisson que David Becker desviou pela linha de fundo. O Vovô do ABC enfileirou chances perdidas e podia ter vencido sem tanta dificuldade.






No segundo tempo o São Bernardo chegou perto de marcar, mas o 1 a 0 se manteve

No fim, foi confirmado o resultado do primeiro tempo: São Bernardo 1-0 Bandeirante. O triunfo fez o Cachorrão dormir na liderança da Série A3 após sete jogos e 13 pontos ganhos. O BEC seguiu com 11. Foi um jogaço? Longe disso, mas pelo menos não ficou no zero. Se no sábado tinha um monte de partida no mesmo horário, no domingo não teve nada. Fui obrigado então a ficar em casa pensando na rodada dupla de quarta-feira, com direito a Série A2 e A1 no cardápio de pelejas do Jogos Perdidos.

Até lá!

Ficha Técnica: São Bernardo 1-0 Bandeirante

Local: Estádio Primeiro de Maio (São Bernardo do Campo); Árbitro: Rafael Gomes Felix da Silva; Público: 294 pagantes; Renda: R$ 3.110,00; Cartões amarelos: Willian, Vinícius Oliveira, Arthur, Bruno Costa, Eduardo; Gol: Alê (pênalti) 43 do 1º.
São Bernardo: David Becker; Vinícius Oliveira, Vinicius Leandro, Bruno Costa e Arthur (Jonas); Alê, Willian (Luiz Felipe) e Nauhan (Luan); Ronaldo (Sandrinho), Garrinsha (Xandinho) e Rafael Carioca. Técnico: Renato Peixe.
Bandeirante: Wiliam; Radeche (Welbinho), Guilherme Truyts, Eduardo Barbosa e Dudu; William Monteiro, Bryam (Octávio), Eduardo (Luis Felipe) e Bruno Silva (Wallace); Lucas Lima e Gabriel Justino (Arisson). Técnico: Paulinho McLaren.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

Bruno Mezenga resolve, faz dois e o Água Santa derrota o Ramalhão

Texto e fotos: Fernando Martinez


Não foi aqueeela partida dos sonhos, mas ver o Campeonato Paulista dentro de campo sempre vale a pena. Estive na quinta-feira no ABC pelo segundo dia seguido, desta vez acompanhando o duelo regional - clássico não, por favor - entre Santo André e Água Santa no Estádio Bruno José Daniel, válido pela sétima rodada. Os dois estão na luta pela classificação nos seus grupos e por uma vaga na Série D de 2024.

Vale registrar que essa foi a minha estreia com o Água Santa na principal divisão do estado de São Paulo. Com isso completei toda a sequência do que poderia ver do Netuno. Apenas na internet existem registros do clube jogando o Desafio ao Galo em 2005, o Amador do Estado em 2009, o primeiro ano em competições de base da FPF em 2012, a estreia no profissionalismo em 2013 e várias outras apresentações desde então. Quase com 19 anos de vida, é fato que não tem nada como o Jogos Perdidos na grande rede.


A marra do Santo André para fazer a foto oficial foi incrível. Primeiro que posaram sem o goleiro. Quando o arqueiro foi chamado, o time simplesmente desistiu de fazer a imagem. Parecia que estávamos pedindo 10 mil reais emprestado para a rapaziada tamanha a má vontade


EC Água Santa - Diadema/SP


Quarteto de arbitragem escalado com Matheus Delgado Candançan, Fabrini Bevilaqua Costa, Bruno Silva de Jesus e Ricardo Bittencourt da Silva e os capitães

Peleja às seis da tarde de uma quinta-feira não é para qualquer um, então apenas 970 pessoas pagaram ingresso. De novo contando com a presença do Milton, que, por já ter superado a marca dos sessentinha, não paga ingresso na casa andreense, vimos um confronto muito interessante de duas equipes com momentos bons. O Netuno, que somou apenas dois pontos nos quatro primeiros compromissos, se achou e vinha de dois triunfos, 2 a 1 contra a Portuguesa e um 3 a 0 sensacional em cima do Ituano. O Santo André faz campanha razoável, pena que o grande problema é estar no grupo do Palmeiras, favorito de tudo.

No domingo os mandantes foram bem contra o São Paulo e o 1 a 0 do Tricolor foi conquistado nos acréscimos. É, mas a sorte mudou na quinta. O Ramalhão foi mal e não conseguiu fazer frente ao clube de Diadema. O Água Santa, se não jogou o fino da bola, foi bastante superior e emplacou a terceira vitória seguida.

O bom começo visitante deu resultado aos 15 minutos. Júnior Todinho fez grande jogada pelo lado direito e tocou para Bruno Mezenga. O atacante acertou um belo chute e colocou o Netuno na frente. O Santo André estava mortinho e se livrou de tomar mais gols em seguida. A torcida não curtiu muito a fraca atuação da equipe. O único ataque local no tempo inicial foi aos 41 com Dudu Vieira arriscando de longe.






Imagens do primeiro tempo de Santo André x Água Santa

Na etapa final o Água resolveu a parada logo cedo. Reginaldo colocou na cabeça de Bruno Mezenga, que fez o segundo. João Vítor respondeu na sequência e mandou no travessão. O Ramalhão buscou pelo menos o gol de honra, só que conforme o relógio andava, o fôlego foi desaparecendo. Nessas, o Netuno quase ampliou com Ronald em finalização na trave.





No tempo final o Água Santa marcou no começo e depois segurou a vitória

O Santo André 0-2 Água Santa marcou o terceiro resultado positivo seguido dos diademenses, vice-líderes do Grupo B com onze pontos, igual o São Paulo. O onze andreense está em terceiro no D, atrás de Palmeiras e o embalado São Bernardo FC. Desse jeito, não lutarão por uma vaga entre os oito melhores do torneio.

Se na quarta teve São Caetano e na quinta Santo André, no sábado devo fechar a trilogia do ABC Paulista em São Bernardo do Campo, minha estreia na cidade pela Série A3. Tem duelo que relembra o grande quadrangular final da segundona de 1986 na pauta e eu não vou perder a deixa.

Até lá!

Ficha Técnica: Santo André 0-2 Água Santa

Local: Estádio Bruno José Daniel (Santo André); Árbitro: Matheus Delgado Candançan; Público: 970 pagantes; Renda: R$ 21.275,00; Cartões amarelos: Moisés Ribeiro, Rodolfo Filemon, Luan Dias, Gabriel Inocêncio; Gols: Bruno Mezenga 15 do 1º e 5 do 2º.
Santo André: Lucas Frigeri; Ricardo Luz, Rodolfo Filemon, Matheus Mancini e Romário; Moisés Ribeiro (Nenê Bonilha), Dudu Vieira, Gerson Magrão (Claudinho) e Léo Ceará (Julio Vitor); Pablo (José Hugo) e Gabriel Taliari (Fernando Viana). Técnico: Vinícius Bergantin.
Água Santa: Ygor Vinhas; Reginaldo, Didi, Rodrigo Sam e Gabriel Inocêncio; Kady (Igor Henrique), Luan Dias (Lelê) e Thiaguinho (Ramon); Júnior Todinho (Ronald), Bruno Xavier (David) e Bruno Mezenga. Técnico: Thiago Carpini.

Boa apresentação do Azulão em vitória contra o Velo Clube

Texto e fotos: Fernando Martinez


A sessão noturna da quarta-feira, também pelo Campeonato Paulista da Série A2, teve outro duelo bem legal. Direto do Estádio Anacleto Campanella, o São Caetano recebeu o sempre genial Velo Clube de Rio Claro. O ameaçadíssimo Azulão queria vencer, só que o rubro-verde, sexto lugar, era um adversário difícil.

Essa foi a terceira vez que acompanhei de perto esse confronto, todos pela A2. Nos dois anteriores, triunfos locais. Em outro 8 de fevereiro, só que em 2014, o Azulão goleou por 4 a 0. Já em 13 de fevereiro de 2017, em meio a um período conturbado da minha vida, outro resultado positivo, agora por 3 a 1.


AD São Caetano - São Caetano do Sul/SP


AE Velo Clube R - Rio Claro/SP


Aquela foto que só sai no JP com o árbitro Guilherme Nunes de Santana, os assistentes Osvaldo Apipe de Medeiros Filho e Felipe Camargo Moraes, o quarto arbitro Leonel Marcos Fialho da Silva e os capitães

Na parte da tarde acompanhei o triunfo do Comercial contra o Juventus na Rua Javari e segui da Mooca até a cidade do ABC Paulista na companhia do amigo Milton. Como chegamos cedo e o estômago estava vazio, paramos na padaria magnata que fica em frente ao estádio. Padoca caríssima, mas não tínhamos outra opção. Enquanto estávamos ali a dupla Pucci e Colucci deu as caras.

O Velo vinha de dois jogos sem triunfos, enquanto o Azulão, apesar de estar perto da zona de rebaixamento, seguia com uma série de quatro compromissos invicto. Na última rodada estive no empate por 2 a 2 com o Monte Azul e nada indicava que o vice-campeão de Libertadores de 2002 pudesse fazer um duelo equilibrado com o rubro-verde de Rio Claro.

Quando a emoção começou, quem teve os melhores momentos foi o onze visitante. Em dois lances aos três e aos oito minutos, respectivamente com Franco e Ynaiã, o Velo por muito pouco não saiu na frente. O São Caetano respondeu aos 11 com finalização de Jhonata que o goleiro Lucas Gomes mandou pela linha de fundo. Na cobrança de escanteio Jhonata cruzou, a zaga do Velo falhou e Pablo abriu o marcador.

Aí foi a vez do escrete local, todo animado, assustar a zaga adversária em falta de Pablo aos 27 e chute de longe de Jhonata no minuto seguinte. Faltou pouco para o segundo gol sair. O Velo não foi capaz de segurar os donos da casa e, por sorte, viu o intervalo chegar com a derrota parcial pela contagem mínima.




O São Caetano começou a peleja com tudo e abriu o placar com Pablo, aqui comemorando o gol



O Azulão seguiu melhor após o 1 a 0 e não ampliou por azar

Na etapa final saí do gramado e fui até as cabines. Como estavam vazias, os amiguinhos presentes também ficaram por ali. Presenciamos então a melhor atuação do clube da Grande São Paulo em 2023, neutralizando o adversário e criando ótimas oportunidades. Álamo perdeu gol feito aos cinco e aos 26 Régis obrigou Lucas Gomes a fazer boa defesa em chute cruzado. O Velo tentava, porém errava muitos passes. Quando o cronômetro chegou aos 41, Anderson Magrão venceu disputa de bola, entrou na área e tocou na saída do arqueiro velista, fechando assim a fatura.



Na etapa final, o panorama da partida permaneceu o mesmo. O São Caetano foi muito melhor





Toda a sequência do segundo gol local, marcado por Anderson Magrão. O toque na saída do goleiro e a comemoração com a torcida no Anacleto Campanella

O São Caetano 2-0 Velo Clube marcou a primeira vitória do time do ABC como mandante na Série A2 de 2023. O resultado deu um breve alívio na luta contra a queda. A equipe está agora na 12ª posição com nove pontos. O Velo caiu para a nona posição com 10 pontos. O certame está na metade.

Retornei ao ABC na quinta-feira, desta vez com o Paulistão na pauta livre do Jogos Perdidos. Não era o duelo dos sonhos, mas toda vez que pinta a chance de acompanhar uma partida do estadual mais importante do país, vale fazer um esforço.

Até lá!

Ficha Técnica: São Caetano 2-0 Velo Clube

Local: Estádio Anacleto Campanella (São Caetano do Sul); Árbitro: Guilherme Nunes de Santana; Público: 374 pagantes; Renda: R$ 4.190,00; Cartões amarelos: Diego Barboza, Gui Tavares, Gerley, Pablo, Bruno Motta, Álamo, Felipinho, Thiago Rubim; Gols: Pablo 12 do 1º e Anderson Magrão 41 do 2º.
São Caetano: João Lucas; Jhonata, Pablo (Lucão), Gui Tavares e Paulo Henrique; Lucas Silva, Gerley (Bruno Motta) e Regis (Lobato); Diego Barboza (Álamo), Anderson Magrão e Francis (Coutinho). Técnico: Ângelo Foroni (Interino).
Velo Clube: Lucas Gomes; Ynaiã, Betão (Denner Santos), Juan Sosa e Matheus Nunes; Ítalo (Douglas Skilo), Franco e Felipinho (Danilo); Thiago Rubim, Denner (Bruno Ritter) e Léo Castro (Clevinho). Técnico: Alberto Félix.