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segunda-feira, 10 de julho de 2017

Duelo sem gols entre Nacional e Portuguesa pela Copa Paulista

Texto e fotos: Fernando Martinez


No segundo semestre de 2013 Nacional e Portuguesa estavam a anos-luz de distância no cenário futebolístico do estado. O time ferroviário foi eliminado na primeira fase da última divisão estadual e fez apenas dez jogos naquela temporada. Já o time do Canindé estava na A1, na Sul-Americana e jogava a Série A com direito a grandes apresentações no nacional, como por exemplo a goleada de 4x0 em cima do Corinthians.

Se alguém tivesse feito uma aposta comigo naqueles tempos dizendo que quatro anos depois os dois estariam disputando uma mesma competição profissional e que rolaria uma partida no Estádio Nicolau Alayon com previsão de muito equilíbrio, provavelmente eu consideraria essa pessoa como um caso sério de internação em alguma instituição psiquiátrica. Mal sabia que essa "insanidade" se tornou realidade no último sábado.

Vindo dos títulos da Segundona de 2014 e da A3 de 2017, o onze da Água Branca recebeu uma Portuguesa que colecionou rebaixamentos e chegou ao fundo do poço após a eliminação da Série D em junho. Caso não vença a Copa Paulista, o time do Canindé não terá calendário nacional em 2018 e disputará exatamente as mesmas competições do Naça: Série A2 e Copa.

Falando um pouco de história, os dois se enfrentaram em 47 oportunidades através dos tempos, a maior parte dos confrontos entre 1938 e 1959, ano em que os ferroviários foram rebaixados da primeira divisão. Desde então, foram apenas seis jogos: três amistosos em 1964, 1970 e 1977, dois pela Copa FPF de 2004 e um pela A2 de 2007 (um 5x2 a favor da Lusa que contou com cobertura do blog).


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Associação Portuguesa de Desportos - São Paulo/SP


Capitães dos times junto ao árbitro Paulo Sérgio dos Santos, os assistentes Claudenir Donizeti da Silva e Fausto Augusto Moretti e o quarto árbitro Marcos Silva Gonçalves

Essa peleja valeu pela segunda rodada do Grupo 3. Na rodada de estreia, o Nacional empatou sem gols contra o Água Santa e a Lusa derrotou a Briosa pela contagem mínima no Canindé. A Comendador Sousa recebeu um belo público - 927 pagantes - numa tarde super agradável e as agremiações corresponderam.

No primeiro tempo o Nacional começou melhor e os bons ataques preocuparam o goleiro Ricardo Berna. A Portuguesa foi se soltando aos poucos e a partir dos 25 minutos passou a dominar as ações. Primeiro Fernandinho criou bom momento em tiro cruzado e no final Dedê chutou de longe e Felipe Lacerda fez boa defesa.

Na volta dos vestiários o onze ferroviário voltou mais disposto, porém sem nenhuma oportunidade clara. Quem criou pela primeira vez foi o atacante rubro-verde Guilherme Queiroz, que fazia sua reestreia, aos 18 minutos. O atleta lusitano chegou a abrir o marcador, só que o assistente número 2 marcou impedimento.

Pouco tempo depois Danilo, camisa 7 local, finalizou de fora da área e obrigou Ricardo Berna a fazer uma defesa brilhante. Aos 31, novamente Guilherme Queiroz apareceu bem e chutou muito perto da meta. A partir daí o Nacional ocupou o setor defensivo da Portuguesa sem conseguir sucesso nas conclusões.


Aquela disputa de bola esperta no ataque do Nacional


Briga pela bola dentro da área lusitana


Pé de ferro na linha central



Duas oportunidades do onze ferroviário em cruzamentos na área


Franklin, camisa 6 da Lusa, se mandando pela esquerda

A partida foi muito boa, pena que no fim o placar tenha ficado em Nacional 0-0 Portuguesa. Foi o segundo empate sem gols seguido do antigo SPR e agora a equipe está na sexta colocação da chave. Os rubro-verdes dividem a liderança com o Taubaté, ambos com quatro pontos ganhos. De qualquer forma, foi genial poder ver esse confronto depois de tanto tempo. Se tudo der certo, estarei no Canindé pro duelo no returno.

Sem mais delongas saí do Alayon e fui pra casa passar o restante do sábado na paz e dormindo cedo. Tudo por um motivo justíssimo: colocar um time novo na Lista pela Segundona e numa decisão de vaga. Mais genial impossível!

Até lá!

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Portuguesa inicia a Copa Paulista com triunfo diante da Briosa

Texto e fotos: Fernando Martinez


Nove dias depois de se despedir da Série D do Brasileiro, a Portuguesa passou a encarar a nova (e difícil) realidade na disputa da Copa Paulista. É a única chance da equipe paulistana voltar a disputar o nacional em 2018. A estreia da equipe aconteceu na noite da terça-feira quando recebeu a Portuguesa Santista no Estádio Oswaldo Teixeira Duarte.

Essa é a quarta participação da Lusa na Copa desde que ela foi reformulada em 1999. Nas três anteriores, uma performance ruim com duas eliminações na primeira fase em 2005 e 2006 e a chegada nas quartas-de-final em 2004. Já a Briosa retorna ao torneio após oito anos e chega à sua sexta participação, a melhor delas em 2001 com o 13º lugar.


Associação Portuguesa de Desportos - São Paulo/SP


Associação Atlética Portuguesa - Santos/SP


Capitães dos times junto ao árbitro Daniel Bernardes Serrano, os assistentes Alex Alexandrino e Maurício Helder Alexandrino e o quarto árbitro Samuel Aguilar de Lima

O tradicionalíssimo confronto tem quase 70 duelos válidos só pelo Campeonato Paulista de primeira divisão de 1938 a 2006. Aqui na história do blog vi um deles, acontecido em 23 de março de 2005, também na capital, e que terminou com triunfo da Briosa por 2x1.

O público de 802 pagantes, a maior parte ressabiada após a péssima campanha na D, viu um jogo aonde o onze local começou melhor e logo aos onze minutos abriu o marcador com um gol de Bruno Duarte aproveitando passe de Fernandinho. O time continuou bem e por pouco não ampliou numa cabeçada de Gabriel que acertou a trave.

A Briosa não fez muita coisa no primeiro tempo, mas se segurou bem e no segundo passou a colocar as manguinhas de fora. A partida teve um nivel legal e ambas as agremiações poderiam ter marcado. Aos 11 minutos a equipe santista teve Pedro expulso e mesmo com um a menos levou perigo. A cada investida visitante, a torcida se arrepiava nas arquibancadas.

O veteraníssimo Marcelinho Paraíba carregou a equipe nas costas e o camisa 10 quase fez o seu numa falta que bateu no travessão. Apesar de boas oportunidades dos dois lados, o tempo regulamentar se esgotou com o tímido placar registrado no tempo inicial.



A jogada do primeiro gol da Portuguesa e a comemoração dos atletas


Cobrança de falta a favor da Briosa no primeiro tempo


Início de ofensiva paulistana pelo meio


Bola levantada dentro da área local no segundo tempo

O Portuguesa 1-0 Portuguesa Santista colocou os paulistanos na liderança do Grupo 3 depois da primeira rodada. Se não foi uma atuação antológica, pelo menos valeu os três pontos. Mesmo com muitos desprezando esse certame, é fato que a Copa Paulista é o campeonato mais importante da história da Portuguesa.

Até a próxima!

terça-feira, 4 de julho de 2017

Bom jogo entre ADECO e Portuguesa pelo Paulista Feminino

Texto e fotos: Fernando Martinez


Fechando a jornada esportiva do final de semana, voltei as atenções para a última rodada da primeira fase do Campeonato Paulista Feminino. Em campo, um verdadeiro "amistoso" entre Centro Olímpico e Portuguesa no belo campo da Sede Social do Juventus, um local super agradável.

Os dois times já tinham definido suas situações no estadual há muito tempo: O ADECO usou um time sub-17 pensando no futuro, pena que isso custou uma performance melhor em se tratando de resultados. No decorrer da fase inicial as campeãs nacionais de 2013 sofreram goleadas até então inéditas na curta história: 7x0 para o São José, 7x1 contra o Santos, 6x0 contra a Portuguesa e inacreditáveis 22x0 a favor do Corinthians. Já a Lusa fez o dever de casa direitinho e não teve a classificação ameaçada em nenhum momento.


ADECO (feminino) - São Paulo/SP


Associação Portuguesa de Desportos (feminino) - São Paulo/SP


Capitãs dos times junto ao árbitro Wanecley Lopes da Silva e a dupla de assistentes composta por Fabrini Bevilaqua Costa e Douglas Marcel Borges

A temperatura estava ótima, a tarde estava uma delícia e a torcida que foi ao clube social do Juventus viu uma peleja bastante animada. Envolvida com as finais do Brasileiro A2, a Portuguesa foi a campo com uma equipe reserva e sofreu com uma atuação bastante digna das meninas do ADECO.

Logo aos três minutos, Ana Jéssica abriu o placar pro Centro Olímpico em cobrança de pênalti. Aos 16, a pelota sobrou para Lucélia, camisa 9 rubro-verde, que encheu o pé e deixou tudo igual. O escrete local estava melhor e aos 25 quase saiu o segundo gol em tiro de longe que bateu na trave.

Três minutos depois, a arqueira visitante Bruna saiu errado e perdeu a bola. Uma das atacantes locais recebeu o presente e, mesmo com o gol aberto, finalizou por cima da meta. Aos 39, outra enorme oportunidade que saiu pela linha de fundo em lance cara-a-cara com a camisa 1.

Após vacilar no campo de ataque, o time da casa sofreu a virada aos 45 minutos em mais um gol de Lucélia, agora de cabeça completando uma falta pela direita. Foi com o 1x2 que a partida chegou ao intervalo e então subi até as pequenas mas muito confortáveis cadeiras e dali acompanhei o tempo final.

As meninas do Centro Olímpico continuaram melhores durante o segundo tempo, só que as conclusões ao gol eram falhas. A Portuguesa se segurou na defesa esperando apenas o tempo passar. A insistência deu resultado aos 33 minutos com o gol de Teté de cabeça.


O primeiro gol da tarde foi marcado por Ana Jéssica em cobrança de pênalti


A firme marcação da zaga do ADECO


Detalhe do gol de empate da Portuguesa dos pés de Lucélia


A camisa 9 lusitana sofrendo com a zaga local


Tentativa de chute de fora da área


Boa finalização de Lucélia no fim da peleja

No fim, a peleja terminou com o placar de Centro Olímpico 2-2 Portuguesa. Ao final da primeira fase, as rubro-verdes terminaram na quarta posição do Grupo 2 e agora estarão junto com Corinthians, Ponte Preta e Ferroviária na disputa da segunda fase. O ADECO segurou a lanterna da chave mas com certeza o projeto de revelar novos talentos segue seu curso.

Com essa cobertura fechei o final de semana, porém logo na terça-feira teve mais jogo, dessa vez a estreia da Lusa na Copa Paulista, talvez o campeonato mais importante da história da equipe.

Até lá!

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Osasco FC vence o Barcelona em grande jogo com duas viradas

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na manhã do domingo o Barcelona Capela fez sua última apresentação como mandante no Campeonato Paulista da Segunda Divisão e, claro, a minha presença era obrigatória. O Elefante recebeu o Osasco FC no Estádio Nicolau Alayon querendo vencer pela primeira vez na competição e além disso quebrar o tabu de 18 jogos sem triunfos.

Desde que o time da Zona Sul voltou ao profissionalismo em 2015, essa foi a 23ª apresentação em casa e a 23ª em que estive presente. Mantive os 100% de aproveitamento com louvor e é fato que não há nenhum veículo de imprensa que cobriu tantas vezes o BEC quanto o JP. Além disso, foi a minha 39ª peleja do clube de 111 realizadas até hoje.

No encontro do turno, que também contou com a cobertura do blog, o onze paulistano vencia até o último minuto e então sofreu o gol de empate. Desde então os osasquenses melhoraram bastante a performance e antes dessa rodada somavam três vitórias seguidas. Os triunfos colocaram a agremiação na terceira colocação do Grupo 3.


Barcelona Esportivo Capela Ltda. - São Paulo/SP


Osasco Futebol Clube - Osasco/SP


Capitães dos times junto ao árbitro Luciano Silva, os assistentes William Rogério Turola e Edivaldo Pereira da Silva e o quarto árbitro Marcelo Fabiano Mingoranci

Debaixo de uma temperatura agradabilíssima, o Osasco FC iniciou os trabalhos totalmente inspirado e Vinícius abriu o marcador aos dois minutos em cobrança de pênalti no canto superior direito. Aos dez, Marcelo Augusto chutou cruzado e obrigou Alexandre a fazer duas ótimas defesas consecutivas.

Aos 16 aconteceu o lance mais surreal da manhã. Foram várias oportunidades de perigo num espaço de apenas 90 segundos. Primeiro Élton chutou, Alexandre fez boa defesa, Rafael aproveitou o rebote e a zaga salvou. No escanteio que se seguiu, Vinícius tentou e o mesmo Alexandre salvou chute de Bruno. Sem tempo da zaga respirar, Marlon tentou pela última vez em outro córner e o camisa 1 apareceu bem. Ufa!

No trigésimo minuto cada equipe ficou com um a menos em campo quando Alessandro e Vinícius foram expulsos. Com dez para cada lado, o Barcelona passou a jogar melhor e desperdiçou chances de empate aos 40 e 42 minutos, respectivamente em grande cobrança de falta de Félix e finalização de Ícaro. Ao final do primeiro tempo, o magro 0x1 não indicava o que tinha acontecido no gramado.


Aos dois minutos, Vinícius bateu pênalti com precisão e abriu o placar no Alayon


Boa cobrança de falta de Ícaro ainda no primeiro tempo

Quando a partida reiniciou, o Elefante manteve o ritmo e em apenas nove minutos chegou a uma inesperada virada. Aos quatro, John avançou pela esquerda e acertou um tiro cruzado. Aos nove, Ícaro recebeu grande lançamento, ganhou a dividida com o defensor e mandou pro fundo do gol.

Com o 2x1, a parte mais animada da arquibancada passou a acreditar que a vitória finalmente aconteceria ainda em 2017. Pena que os atletas locais tenham se desconcentrado um pouco, e isso chamou o Osasco FC de volta ao ringue. Após boas chegadas, aos 25 os visitantes voltaram a deixar tudo igual com um tento de cabeça de Andrezinho.

Melhor em campo, o alvinegro tanto insistiu até chegar ao terceiro gol aos 38 minutos. Marlon cruzou da esquerda e a bola encontrou a cabeça do camisa 9 Danrley, colocando a Águia novamente à frente. O BEC, que já não estava assim uma Brastemp, se entregou e não teve forças para reagir.


Agora no segundo tempo, a vez de Matheus tentar o empate na bola parada


O camisa 11 John chutando para deixar tudo igual no Nacional


Contra-ataque do Osasco FC


A alucinada comemoração pelo terceiro gol visitante. Gol que colocou o time na segunda fase da competição


Esse foi o 17º jogo do Elefante na Comendador Sousa e mais uma vez a equipe não conseguiu vencer ali. Vamos esperar 2018...

Com o placar final de Barcelona 2-3 Osasco FC, os paulistanos chegaram ao 19º jogo sem vitórias na Segundona e igualaram o recorde negativo registrado entre 2015 e 2016. Resta ao time tentar quebrar a incômoda marca na despedida contra o Guarulhos, fora de casa, no próximo domingo. Já a Águia chegou ao quarto triunfo seguido e com ele garantiu uma vaga na segunda fase.

Se dependesse de mim, teria encerrado a rodada já na parte da manhã, mas a insistência dos bons amigos presentes me fez prorrogar a jornada com uma sessão vespertina pela despedida da primeira fase do Paulista Feminino.

Até lá!

Ypiranga vira o placar e derrota o São Bento no CIC

Texto e fotos: Fernando Martinez


Menos de 48 horas depois de perambular pelo interior, voltei a pegar a estrada no sábado passado com direito a um jogo do Campeonato Brasileiro da Série C, afinal, como não temos times da Grande São Paulo disputando a competição não nos resta outra alternativa para acompanhar de perto a terceirona. Na pauta, o duelo entre São Bento de Sorocaba e o genial Ypiranga de Erechim.

O onze sorocabano ficou de fora do nacional por 24 anos, e voltou à ativa na Série D do ano passado. O clube conquistou de forma brilhante o acesso e em 2017 disputa sua primeira Série C desde 1992. Para quem viu a equipe muito mal em meados dos anos 2000, é muito legal acompanhar a centenária agremiação em degraus mais altos do futebol. Mais legal ainda é ver a presença maciça da torcida no Estádio Wálter Ribeiro.

Claro que o São Bento era uma grande atração, porém os amigos que estavam comigo na caravana - Emerson, Estevan e Renato - foram ao CIC principalmente para colocarem o Ypiranga FC de Erechim nas respectivas Listas. Eu havia visto o Canarinho uma única vez, em 13 de maio de 2006, num jogo da Segundona Gaúcha contra o extinto Porto Alegre FC.

Esse inédito encontro fez parte da oitava rodada do Grupo B da Série C. O São Bento era o vice-líder atrás apenas do Botafogo de Ribeirão Preto e o Ypiranga ocupava a quarta colocação. Aliás, vale dizer que o equilíbrio dessa chave está simplesmente surreal. A distância entre o líder e o lanterna Joinville é de apenas cinco pontos e isso transforma cada compromisso numa verdadeira decisão.


Esporte Clube São Bento - Sorocaba/SP


Ypiranga Futebol Clube - Erechim/RS


O trio de arbitragem potiguar composto por Pablo Ramon Pinheiro, Jean Márcio dos Santos e Luís Carlos Costa e os capitães dos times


O ex-árbitro José de Assis Aragão atuando como representante da CBF no Wálter Ribeiro

O que se viu no gramado do Wálter Ribeiro foi uma peleja de alto nível, com o São Bento buscando chegar ao quarto compromisso sem derrota no torneio. Os locais iniciaram os trabalhos animados e com o apoio incondicional da torcida presente. Logo aos dois minutos, Muriel finalizou bem e mostrou o cartão de visitas ao Ypiranga.

Os locais estavam impossíveis e foram responsáveis por mais chances aos nove minutos com Felipe Manoel e aos 12 com Caio, essa com grande defesa do goleiro de mesmo nome. O ótimo futebol deu resultado aos 15 minutos com o gol de João Paulo. Marcelo Cordeiro cobrou escanteio pela direita, Rogério escorou no segundo pau pro meio da área e o camisa 4 surgiu entre os defensores, abrindo o marcador.

Atrás no marcador, o Ypiranga acordou após o tento sofrido e criou quatro bons ataques num espaço de sete minutos em busca da igualdade, dos 16 aos 23. O São Bento voltou a assustar aos 24 em lance de Felipe Manoel. Aos 38 o autor do gol sentiu uma lesão na coxa e foi substituído.

O que se viu a partir daí foi um apagão completo dos locais. O Ypiranga simplesmente engoliu a zaga sorocabana e virou o placar sem a menor cerimônia. Primeiro foi Talles Cunha que igualou aos 42 minutos e depois André Luiz, responsável pelo segundo dos gaúchos em cabeçada certeira aos 46. Ninguém entendeu o blecaute mental dos paulistas.


Carlos se estica todo para afastar a pelota da área


Investida local pela direita com a marcação do camisa 8 Carrilho


Atletas do São Bento comemorando o gol que abriu o marcador


O belo colorido das duas camisas no gramado do CIC


Chance local dentro da área

No tempo final, já sob a iluminação precária do CIC, o Azulão quis tentar retomar pelo menos em parte o futebol apresentado na primeira meia hora de jogo. Só que isso ficou apenas no papel, pois além de não ter o mesmo poder de fogo, o time ainda viu o Ypiranga levar enorme perigo nos contra-ataques.

Os três primeiros grandes momentos foram do onze Canarinho, aos 12, 16 e 28 minutos. O São Bento só foi ter oportunidades no final. Na verdade foi apenas uma chance, mas que chance! Aos 42 minutos a bola foi cruzada na área por baixo e o atacante Cavalo chegou atrasado mesmo com o gol praticamente aberto.


Disputa de bola pelo alto no começo do tempo final


Bola zanzando na pequena área do Ypiranga


Visão geral do Wálter Ribeiro em lance no segundo tempo


O São Bento até tentou, mas no fim o YFC conquistou a vitória


Placar final da peleja que impediu que o São Bento chegasse à liderança da chave

No fim, o placar de São Bento 1-2 Ypiranga/RS embolou ainda mais o Grupo B. Os gaúchos agora estão em terceiro com os mesmos doze pontos do Azulão. O líder ainda é o Botafogo de Ribeirão Preto, e por outro lado, Bragantino e Joinville estão na zona de rebaixamento. Agora faltam dez rodadas pro final dessa fase.

Fizemos uma viagem de volta na boa e com direito ainda a um pit stop para nos abastecermos com pastéis de Belém, algo sempre bem vindo. O futebol retornou ao cronograma no domingo cedo com a última peleja do Barcelona paulistano como mandante na Segundona.

Até lá!