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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Juventus e Sorocaba empatam pelo sub-20 na Javari

Fala pessoal!

Voltando às coberturas para o JP, estive presente em três jogos nesse final-de-semana. Tudo bem que posteriormente as minhas escolhas se mostraram péssimas, mas isso faz parte. No sábado à tarde fiquei por perto e fui ver um jogo pela última rodada do Campeonato Paulista sub-20 da 1ªdivisão. Na Rua Javari, vi o jogo entre dois times classificados: Juventus x Sorocaba. O David, mantido no limbo nessas últimas semanas, esteve presente por lá. E como sempre, seguem as fotos exclusivas da partida:


CA Juventus (sub-20) - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


CA Sorocaba (sub-20) - Sorocaba/SP. Foto: Fernando Martinez.



O quarteto de arbitragem com posto pelo árbitro Leandro Bizzio Marinho, os auxiliares Fábio Rogério Baesteiro e Cláudio Silva Ramalho e o quarto árbitro Cristiano de Lazzari posam para o JP com os capitães das equipes. Foto: Fernando Martinez.

O jogo definiria o segundo colocado do grupo 4 da competição. Com vitória juventina, o time ficaria na segunda posição ultrapassando o próprio Sorocaba, que jogava pelo empate. Nesse grupo, o Santos (atual campeão paulista) já estava garantido no primeiro lugar.

A Partida foi muito boa, com os dois times fazendo uma bela partida. E para relativa surpresa da torcida grená presente na Javari, o Sorocaba abriu o placar logo aos 6 minutos. O mais legal é que exatamente no momento do gol, eu e o David estávamos saindo de dentro do campo. Ou seja, fomos as únicas pessoas na Javari que não viram o gol do time do interior. Ê zica...


Disputa de bola no meio campo. Notem a expressão de luta dos jogadores. Foto: Fernando Martinez.

Com a vantagem no placar, o Sorocaba tentou segurar o ímpeto juventino em busca do empate. Mas o time do Juventus cirou várias chances de gol, todas perdidas pelos seus atacantes. Até gol cara-a-cara o time da casa perdeu. Isso animou bastante as duas torcidas que estiveram presentes no estádio... é, tinha torcida dos dois times sim.


Tentativa de ataque juventino em busca do empate. Foto: Fernando Martinez.

Enquanto isso, eu e o David conversávamos sobre tudo, menos o jogo em si. Mostra de cinema, filmes clássicos, afazeres domésticos do dia-a-dia, etc... e o papo rolava e o Sorocaba também criava suas chances, também perigosas para a defesa grená. E nessas o jogo foi para o intervalo com a vantagem mínima dos visitantes.


Perigoso ataque grená no final do primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

No intervalo fomos fazer aquela social pela Javari, conversando com o pessoal que sempre pinta por lá. Também fomos fazer uma boquinha na lanchonete do estádio. Mesmo sem o tradicional sanduba de mortadela, os salgadinhos de sempre fizeram as honras da casa.

Já abastecidos, voltamos às tribunas para o segundo tempo da partida. E o jogo melhorou ainda mais, com o Juventus partindo com tudo pra cima do Sorocaba, mas deixando o contra-ataque todo para o time visitante. Mas de tanto insistir, o Juventus chegou ao empate aos 17 minutos, num grande chute de fora da área do camisa 17.


Zaga do Sorocaba tentando aliviar ataque juventino em lance do primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.


Já no segundo tempo, o Sorocaba tentou marcar o segundo mas não conseguiu. Foto: Fernando Martinez.

Com o jogo empatado, o Juventus viu que poderia conseguir a virada e bombardeou a defesa sorocabana. O Sorocaba também criou chances nos contra-ataques já citados, e poderíamos ter visto muito mais gols por lá.

Mas no final não teve jeito, o jogo ficou mesmo em Juventus 1-1 Sorocaba. O Sorocaba então garantiu o segundo lugar no grupo, enquanto os Atomic Grapes ficaram na terceira colocação. A partir do próximo final-de-semana, começa a segunda fase do sub-20, já com a tradicional mistura dos grupos de perto e longe, e com ceretza veremos algumas partidas por aqui.

Depois do jogo, ainda encontrei o figuraça Luiz, quase conselheiro do clube e o amigo Fernando Galuppo saindo correndo da Javari, e eu fiz o mesmo para o Canindé, aonde mais um jogo no dia me aguardava.

Até lá

Fernando

Rio Branco estréia bem na segunda fase da Copa Paulista

Olá,

Dando início a mais um show de cobertura pelo JOGOS PERDIDOS às competições pouco divulgadas pela grande mídia, no sábado pela manhã, peguei a Via Anhanguera e fui bater na importante cidade de Americana, indo até o belo Estádio Décio Vitta para acompanhar ao vivo a partida Rio Branco E.C. X Oeste F.C. de Itápolis, válida pela rodada inaugural da segunda fase da Copa Paulista de Futebol.

Depois de uma viagem super tranqüila, cheguei com tempo suficiente para bater um longo papo com o Presidente do Oeste, o Sr. Ernesto Francisco Garcia que falou dos planos da sua equipe visando fazer uma boa campanha no Paulistão da Série A1 do próximo ano. Falou também sobre a criação de uma comissão de recepção aos futuros visitantes que irão a Itápolis, com o objetivo de melhorar a imagem do clube junto ao meio futebolístico, embora tenha ressalvado que alguns problemas que aconteceram na sua cidade são normais no futebol e que houve exageros na divulgação das notícias. Da minha parte só tenho a parabenizar o Presidente por tal iniciativa que irá contribuir para a beleza do espetáculo e congraçamento das torcidas, até porque o futebol é uma grande festa.

Antes de começar a falar de futebol, começo apresentando os protagonistas do espetáculo nas fotos abaixo que são exclusivas.


Rio Branco E.C. - Americana/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Oeste F.C. - Itápolis/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de arbitragem composto por Fábio de Jesus Volpato Mendes, seus assistentes Anderson José de Moraes Coelho e Marco Antônio de Andrade Motta Júnior, além do quarto árbitro Pascoal Rodrigues Dias. Foto: Orlando Lacanna.

A bola começou a rolar e o que se viu foi um início bem equilibrado, com o Rio Branco mantendo a posse de bola por mais tempo, embora sem criar jogadas que pudessem levar perigo à meta adversária.


Jogada de ataque do Rio Branco no interior da área. Foto: Orlando Lacanna.

Na verdade, não foi um bom primeiro tempo, tanto que os goleiros Guilherme e Thiago Passos praticamente não trabalharam nessa etapa, sendo que o único lance que levou um certo perigo, foi uma cabeçada do avante Willian do Oeste, aproveitando cruzamento vindo de escanteio, com a bola cruzando toda pequena área do Tigre e saindo pela linha de fundo.


Bola passeando no interior da pequena área do Rio Branco. Foto: Orlando Lacanna.

Apesar dos esforços dos atletas das duas equipes, nada de importante aconteceu e, com isso, o empate em 0 a 0 foi inevitável até o término dessa etapa.


Bola pererecando na área do Oeste em outra jogada de ataque que não deu em nada. Foto: Orlando Lacanna.

A partida recomeçou e, logo nos primeiros minutos, foi possível perceber que os times voltaram com outra postura e isso acabou animando um pouco mais a pequena torcida presente, composta por apenas 118 pagantes. Os donos da casa continuaram exercendo um maior domínio territorial, mas até os primeiros vinte minutos não conseguiram penetrar na defesa do Oeste que jogava bem fechada.


Cruzamento do Rio Branco na área do Oeste. Foto: Orlando Lacanna.

Mesmo com todas as dificuldades para superar o setor defensivo do Oeste, o Rio Branco continuou insistindo e acabou sendo premiado, com a marcação do seu gol aos 24 minutos, anotado por Rodriguinho após boa jogada de Márcio pela ponta esquerda que culminou com um cruzamento e, no bate-rebate, o autor do gol encheu o pé e mandou a bola no alto da meta de Thiago Passos.


Bola estufando a rede do Oeste no gol do Tigre de Americana. Foto: Orlando Lacanna.

Em desvantagem no placar, o time de Itápolis saiu mais para o jogo e quase chegou ao empate aos 37 minutos, numa jogada confusa no interior da área em que a bola se chocou contra o poste esquerdo de Guilherme, após cobrança de falta pela direita. O Rio Branco respondeu aos 42 minutos, numa cabeçada perigosa de Lincoln que obrigou o goleiro Thiago Passos a praticar boa defesa. O Oeste não desistiu e, aos 43 minutos, voltou a levar perigo num bom ataque pela esquerda de Juca que culminou num chute rasteiro e cruzado, exigindo que o goleiro Guilherme se virasse para evitar o empate.

Os poucos lances de maior emoção, se concentraram nos últimos vinte minutos, porém em termos de gols, ficamos mesmo apenas com aquele marcado por Rodriguinho e, com isso, a partida foi encerrada com o placar mostrando Rio Branco 1 - 0 Oeste que levou o time de Americana à segunda colocação do Grupo 5, começando com o pé direito sua campanha na segunda fase da competição que dará ao Campeão uma vaga na Copa do Brasil de 2.009.

Tão logo a partida foi encerrada, iniciei viagem até Campinas para fazer a minha segunda cobertura do dia, agora envolvendo mais uma partida da fase decisiva da Segundona, mas essa história fica para mais tarde. Aguardem.

Abraços,

Orlando

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Mandi goleia Touro do Vale pela Segundona

Olá,

Encerrando a cobertura do último sábado pelo JOGOS PERDIDOS da rodada inaugural da terceira fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão, ainda em companhia do Luciano Claudino, deixei a cidade de Campinas e segui rumo a Mogi Guaçu para conferir, no Estádio Alexandre Augusto Camacho, a partida entre o C.A. Guaçuano contra o Barretos E.C. válida pelo Grupo 11 da competição. Essa partida estava marcada para ser iniciada às 19:00 horas, sendo que com esse horário, foi possível eu estar presente no terceiro jogo do dia, numa jornada que teve início pela manhã na cidade de Américo Brasiliense.

Como normalmente acontece quando vou ao interior, fui muito bem recebido pelos diretores do Guaçuano que fizeram questão de ressaltar que acompanham o trabalho do JP e disseram que ficaram particularmente felizes com o sorteio da camisa do Guaçuano que foi realizado num dos nossos programas na ClicTV. Agradeceram muito a divulgação dada ao Mandi.

Bem, antes de começar relatar a partida, vamos com as fotos oficiais da partida que estão abaixo:


C.A. Guaçuano - Mogi Guaçu/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Barretos E.C. - Barretos/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de arbitragem formado por Philippe Lombard, seus assistentes Maria Eliza Correia Barbosa e Manoel de Andrade Filho, além do quarto árbitro Maurício Antônio Fioretti, acompanhado pelos capitães das equipes. Foto: Orlando Lacanna.


Tudo pronto para o início da partida. Foto: Orlando Lacanna.

A expectativa inicial que envolvia essa partida, era de que haveria muita luta e o equilíbrio iria prevalecer. Isso de fato aconteceu até os primeiros dez minutos, quando as equipes se revezaram em pequenos períodos de domínio e criação de jogadas mais agudas.

A história da partida começou a mudar aos 15 minutos, quando o Guaçuano abriu o marcador por intermédio de Kesley, escorando um cruzamento rasteiro que veio da esquerda. Esse gol aumentou a confiança e o entusiasmo dos donos da casa que continuaram em cima e não demorou muito para o segundo gol acontecer, tanto que, aos 24 minutos, o avante Everton realizou excelente jogada pela direita, girando em cima do zagueiro e mandando um arremate certeiro que entrou entre o goleiro e o poste esquerdo. Foi um golaço.


Jogador do Barretos procurando armar jogada ofensiva. Foto: Orlando Lacanna.

O Barretos perdendo por dois gols, procurou de todas as formas sair para tentar diminuir a diferença, porém esbarrava num adversário super inspirado que dificultava toda e qualquer tentativa mais ousada do ataque barretense e isso foi enervando os visitantes que passaram a jogar com mais afobação e, dessa maneira, aumentaram as dificuldades.

A partida continuava de um jeito que parecida que dava tudo certo para o Guaçuano, enquanto o Barretos se debatia para conseguir acertar as jogadas. Nessa toada, os anfitriões chegaram ao seu terceiro gol, na marca dos 43 minutos, anotado novamente por Kesley, sendo que dessa vez, aproveitando, de cabeça, um cruzamento vindo da esquerda em cobrança de escanteio, numa bobeada geral do setor defensivo do Barretos que permitiu a um atacante de baixa estatura, subir sozinho e golpear a bola para o fundo do gol.


Disputa de bola junto à intermediária. Foto: Orlando Lacanna.

Após a marcação do seu terceiro gol, o Guaçuano tocou a bola nos minutos derradeiros, apenas esperando o encerramento da primeira etapa, levando para o intervalo uma vantagem expressiva de três gols. Com o retorno das equipes para o segundo tempo, notei que o Barretos havia voltado com duas alterações e, logo nos primeiros minutos, deu para perceber que os visitantes iriam para o famoso "tudo ou nada", até porque com a desvantagem de três gols, não restava outro caminho.

Mesmo com todo esforço dos barretenses, as dificuldades continuaram, devido a excelente partida do Guaçuano e também pelos erros de conclusão dos visitantes que ficou evidenciado aos 16 minutos, quando o atacante Cristiano perdeu gol certo dentro da pequena área, chutando por cima do travessão. Apesar do "se" não jogar, ficou a dúvida: será que "se" o Barretos tivesse aproveitado essa oportunidade, poderia conseguir mudar a história da partida?


Mesmo com o Barretos em cima, o Guaçuano deu suas estocadas na etapa final. Foto: Orlando Lacanna.

Para piorar as coisas para os visitantes, um dos atletas que entrou no intervalo, o Cléber, foi expulso aos 18 minutos, por entrada violenta, recebendo o cartão vermelho direto. Desse jeito, o que já estava difícil ficou ainda mais complicado. Aos 20 minutos, ficou provado que a noite não era mesmo do Barretos, pois o jogador Gilmar entrou livre pela meia direita, ficando cara a cara com o goleiro Jociel, mas acabou errando o alvo e desperdiçou a chance. O Touro do Vale chegou novamente perto de diminuir a diferença, aos 24 minutos, numa cobrança de falta que foi espetacularmente defendida por Jociel, com a bola ainda tocando no travessão.

O Guaçuano que continuava tranqüilo na partida ficou ainda mais ao marcar o seu quarto gol, aos 30 minutos, através de Anderson que aproveitou rebote do goleiro Renan que não conseguiu segurar um chute de meia distância deferido por Kesley.


Bola voltando do fundo da meta no quarto gol do Guaçuano. Foto: Orlando Lacanna.

Depois do quarto gol, o Barretos deu sinais que tinha jogado a toalha e foi administrando o jogo, visando evitar o risco de tomar mais gols, para não piorar ainda mais o seu saldo de gol, mas mesmo assim, quase tomou o quinto gol aos 41 minutos, numa outra boa jogada de Kesley que foi o nome do jogo.

Para alegria do público presente, o árbitro encerrou a partida com o marcador indicando Guaçuano 4 - 0 Barretos que premiou a equipe que fez uma excelente partida, com ótimo índice de aproveitamento, num jogo que não deu nada certo para o time de Barretos. Como restam cinco jogos para cada equipe, muita coisa ainda vai acontecer até a definição das duas equipes do grupo que ascenderão à Série A3 em 2.009.

Partida encerrada e pé na estrada novamente, agora com destino a Campinas, para de lá voltar para São Paulo, concluindo uma viagem de 730 km que valeu muito ter sido feita, por conta das três belas partidas que acompanhei e, principalmente pela ótima receptividade que tive nas três cidades visitadas. Valeu.

Abraços,

Orlando

"Dérbinho campineiro" pela Segundona termina empatado

Olá,

Seguindo com a cobertura pelos JOGOS PERDIDOS da rodada inaugural da terceira fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão, após ter presenciado a partida realizada na cidade de Américo Brasiliense no sábado pela manhã, rumei mais uma vez em companhia do amigo Luciano Claudino, com destino à cidade de Campinas para fazer a cobertura do segundo jogo válido pelo Grupo 12 da competição, realizado no Estádio Moisés Lucarelli e que reuniu as equipes do Red Bull F.E.L. contra o Campinas F.C.

Apesar do Red Bull Brasil oficialmente ter a sua sede em São Paulo e a sua base fixada na cidade de Vinhedo, essa partida tem sido denominada pelos campineiros como sendo o "Dérbinho" campineiro pelo fato do time do energético estar mandando suas partidas no campo da Ponte Preta. Como cheguei em cima da hora, fui direto para o gramado para tirar as fotos das equipes e do trio de arbitragem da pesada escalado pela FPF. As fotos estão abaixo:


Red Bull F.E.L. - São Paulo/SP (mandando seus jogos em Campinas/SP). Foto: Orlando Lacanna.


Campinas F.C. - Campinas/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Trio de arbitragem formado por Paulo César de Oliveira (FIFA) e seus assistentes Ana Paula da Silva Oliveira e Marinaldo Silvério, acompanhado pelos capitães das equipes. Foto: Orlando Lacanna.

Esse jogo era aguardado com grande expectativa, pois iria reunir dois dos três candidatos mais cotados do grupo para conseguirem o acesso para a Série A3 em 2.009 e as equipes não decepcionaram o público presente (284 pessoas), pois a partida começou num ritmo forte, com os dois times demonstrando muito apetite em busca do gol, além de muito espírito de luta, aliado a boas jogadas.


Intensa disputa pela bola junto ao meio de campo. Foto: Orlando Lacanna.

O Red Bull Brasil deu o primeiro susto no goleiro Fagner do Campinas, logo aos 3 minutos, num forte arremate da entrada da área desferido por Cezar que passou muito perto do travessão da meta da "Águia" campineira. Os visitantes deram o troco aos 13 minutos, através de uma cabeçada perigosa do zagueiro Bruno que obrigou o goleiro Luiz Fernando a praticar difícil defesa.


Lance perigoso do ataque do Red Bull. Foto: Orlando Lacanna.

A partida foi seguindo muito disputada, num rigoroso equilíbrio nas ações, com as equipes se alternando em jogadas mais perigosas, até que aos 29 minutos, o time amarelo chegou ao seu primeiro gol, em jogada que começou pela esquerda com Reinaldo rolando a bola para o meio da área, encontrando Diego pronto para o arremate que saiu forte, e contou com um desvio da zaga, dificultando ainda mais a vida do goleiro do Red Bull que nada pôde fazer no lance.


Bola indo para o fundo da meta do Red Bull no gol do Campinas. Foto: Orlando Lacanna.

Em desvantagem no placar, os donos da casa saíram com muito mais determinação para o campo de ataque, tendo criado ótima chance para chegar ao empate, aos 39 minutos, numa jogada em que o meia Alan chegou na cara do gol, mas aí brilhou a estrela do goleiro Fagner que acabou impedindo o gol ao realizar ótima defesa.


Defesa espetacular de Fagner evitando o empate do Red Bull. Foto: Orlando Lacanna.

O Red Bull continuou no ataque e aos 42 minutos foi a vez do atacante Maurílio desperdiçar outra boa chance para empatar, cabeceando por cima do travessão uma bola recebida pelo alto, bem próxima à pequena área. Apesar do primeiro tempo ter sido muito movimentado e com várias oportunidades criadas pelas duas equipes, o placar ficou no magro 1 a 0 para o Campinas até o fim da primeira etapa.

Após um intervalo no qual a pedida foi tomar muita água devido ao forte calor e por conta do lanche feito na estrada, vi uma segunda etapa começar a todo vapor, com o Campinas só não chegando ao seu segundo gol logo no primeiro minuto, graças a uma defesa milagrosa do goleiro Luiz Fernando que conseguiu desviar uma cabeçada desferida por Bruno próxima à linha da pequena área.


Luiz Fernando se preparando para praticar difícil defesa evitando o segundo gol do Campinas. Foto: Orlando Lacanna.

Depois desse lance mais agudo, o segundo tempo também assumiu um ritmo de equilíbrio, quase sempre com criação de jogadas mais perigosas pelos dois times que poderiam, a qualquer momento, movimentar o placar. Nessa toada, quem foi mais feliz foi o Red Bull que chegou ao seu gol, aos 20 minutos, em jogada rápida pela direita que acabou num chute cruzado rasante desferido por Cezar, decretando o empate no marcador.


Goleiro no chão e bola no fundo da meta do Campinas no empate do Red Bull. Foto: Orlando Lacanna.

Os donos da casa poderiam ter virado o placar aos 28 minutos, quando o zagueiro Luiz Cláudio perdeu ótima chance, na pequena área, chutando por cima uma bola recebida de cabeça do ex-corintiano Gilmar Fubá. Esse mesmo zagueiro acabou recebendo o cartão vermelho direto, aos 33 minutos, por ter interrompido de forma brusca uma jogada em que o atacante tinha clara chance de gol.


Chance incrível desperdiçada pelo Red Bull de virar o placar. Foto: Orlando Lacanna.

Mesmo com um atleta a menos, o Red Bull Brasil não se acovardou e, nos últimos quinze minutos continuou incomodando a defesa do Campinas com a criação de pelo menos mais duas jogadas perigosíssimas que não foram convertidas. Por outro lado, o Campinas não deixou barato e chegou próximo ao seu segundo gol por duas vezes, porém seus atacantes não foram objetivos nas conclusões.

Como acontece quando o jogo é bom, o tempo passa muito depressa e foi isso que ocorreu nessa partida, pois quando me toquei, o árbitro encerrou um dos melhores jogos da Segundona que presenciei esse ano, com o marcador apontando Red Bull Brasil 1 - 1 Campinas que serviu para confirmar que essas duas equipes, juntamente com o Pão de Açúcar, são candidatas sérias ao acesso. Gostei muito do que vi e lamentei muito que o tempo tenha passado tão rápido.

Tão logo o árbitro apitou pela última vez, o Luciano e eu voltamos para a estrada, agora com destino à cidade de Mogi Guaçu, aonde seria realizado o terceiro jogo com cobertura do JP, cuja história será contada mais tarde. Aguardem.

Abraços,

Orlando

JP na largada da terceira fase da Segundona

Olá,

Por conta da realização das eleições municipais no último domingo, o país ficou sem futebol, sendo que todas as partidas do final de semana foram realizadas no sábado. Nesse contexto, também foi incluída a rodada inicial da terceira e decisiva fase do genial Campeonato Paulista da Segunda Divisão e, obviamente, o JOGOS PERDIDOS não poderia deixar de estar presente em partidas tão importantes.

A minha jornada teve início logo ao amanhecer do sábado, quando rumei até Campinas para encontrar um dos amigos do blog, Luciano Claudino e, a bordo do seu possante seguimos até a cidade de Américo Brasiliense, distante 290 km de São Paulo e que até então nunca havia aparecido por aqui. O nosso destino foi o Estádio Joaquim Justo, local da realização do jogo Américo E.L. x Pão de Açúcar E.C. que valeu pelo Grupo 12 da competição.

Depois de uma viagem super tranqüila, chegamos ao estádio e lá fomos muito bem recebidos pelo Presidente do Américo, o Sr. Celso Ferreira de Moura, além do assessor de imprensa, o simpático Jonas que se colocaram à nossa disposição. Na conversa os destaques maiores foram a emocionante conquista da vaga para essa fase, bem como os planos para um possível acesso à Série A3 em 2.009.

Bem, após a parte social, dei um giro pelo estádio para conhecer suas dependências e em seguida, já no interior do gramado, fiz as tradicionais fotos da equipes e do trio de arbitragem que estão abaixo:


Américo E.L.- Américo Brasiliense/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Pão de Açúcar E.C. - São Paulo/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Trio de arbitragem formado por José Henrique de Carvalho, seus assistentes Aline L. Lambert e Jairo Martins de França, acompanhado pelos capitães das equipes. Foto: Orlando Lacanna.

Com a presença de um público razoável (mais ou menos 1.000 pessoas) e muito motivado, a partida no seu início foi marcada pela disposição do Américo que saiu com tudo em busca do seu gol inaugural, tanto que exigiu muito do setor defensivo dos visitantes, comandado pelo experiente Max Sandro.


Uma das ações ofensivas do Américo no início da partida. Foto: Orlando Lacanna.

Aos poucos a maior experiência do Pão de Açúcar foi aparecendo, pois na marca dos 13 minutos, aconteceu o primeiro gol, anotado pelo atacante Sérgio Lobo que aproveitou lançamento vindo da esquerda em ótima escapada de Piovesan.


Momento exato do gol inaugural do Pão de Açúcar. Foto: Orlando Lacanna.

Não houve tempo do Américo tentar se recuperar e, logo em seguida, aos 15 minutos, o PAEC chegou ao seu segundo gol, marcado por Juca que fez o giro em cima da zaga adversária e chutou com precisão no canto esquerdo do goleiro Souza. Mesmo em desvantagem no placar e jogando contra uma equipe de boa qualidade, os donos da casa não se intimidaram e foram para cima em busca do seu primeiro gol, que acabou acontecendo aos 23 minutos, numa ótima jogada de Daniel pela direita que culminou com um arremate cruzado que entrou no canto direito do goleiro Washington.

A marcação do primeiro gol aumentou ainda mais o entusiasmo do Américo que continuou em cima e, para delírio dos torcedores presentes, chegou ao gol de empate ao 34 minutos, numa jogada que começou com uma cobrança de falta pela esquerda, com o avante Moacir tocando de cabeça e colocando Brunão na cara do gol, para num leve desvio com a coxa direita, mandar a bola no ângulo esquerdo da meta adversária, embora na súmula consta que o gol foi contra marcado por Max Sandro. Confesso que não percebi o desvío do zagueiro, mas como o que prevalece é a indicação do árbitro, fica oficialmente registrado que o gol foi contra.


Gol de empate do Américo marcado por Brunão. Foto: Orlando Lacanna.

A partir do gol de empate, o jogo ficou ainda mais equilibrado, com jogadas lá e cá, podendo uma ou outra equipe chegar ao terceiro gol a qualquer momento, sendo que acabou prevalecendo a maior experiência do Pão de Açúcar que desempatou a partida aos 41 minutos, numa outra ótima jogada pela esquerda de Piovesan que arrematou cruzado com a bola indo morrer no canto esquerdo da meta defendida por Souza, levando para o intervalo a vantagem de 3 a 2 a favor dos visitantes.

Aproveitei o intervalo para continuar passeando e conhecendo cada detalhe do estádio, que demorou a ser liberado para receber jogos da Segundona. Trata-se de um local muito agradável, mas terá que ser modificado e ampliado visando a realização de jogos pela Série A3, caso o Américo consiga o acesso.

Voltando ao campo de jogo, a partida recomeçou com as mesmas características do início do primeiro tempo, ou seja, o Américo tomando as iniciativas e o Pão de Açúcar procurando segurar o ímpeto dos donos da casa. No início da segunda etapa o Américo chegou com perigo aos 3 minutos, num arremate colocado do avante Moacir que obrigou o goleiro Washington a praticar difícil defesa.


Defesa importante praticada por Washington no início da etapa final. Foto: Orlando Lacanna.

Ainda nos primeiros momentos do segundo tempo, o Américo criou outro lance perigoso aos 5 minutos, em jogada do meia Eder que disparou um foguete que raspou o poste direito da meta do PAEC. Ao longo da segunda etapa o que se viu foi o Américo tentando de todas as maneiras chegar à igualdade no placar, exercendo um domínio territorial até por volta dos 25 minutos, porém os donos da casa esbarravam no bem postado setor defensivo do Pão de Açúcar, bem como na sua própria ansiedade que resultava em vários erros de passe e conclusões precipitadas. O PAEC demonstrava segurança e só esperava o momento certo para encaixar um contra-ataque que mataria de vez o adversário.


Tentativa de ataque do Américo no segundo tempo. Foto: Orlando Lacanna.

Depois do trigésimo minuto, o ritmo da partida teve um declínio, com as equipes se resguardando um pouco, talvez cansadas pelo grande esforço despendido. Aos 41 minutos, aconteceu o lance que acabou definindo o jogo de vez, com a marcação de um pênalti cometido pelo goleiro da casa Souza no atacante Sérgio Lobo que escapou pela meia direita em rápido contra-ataque. A cobrança ficou a cargo do nome do jogo, o meia atacante Piovesan que cobrou com categoria, marcando o quarto gol da sua equipe e o seu segundo na partida.


Quarto e último gol do Pão de Açúcar. Foto: Orlando Lacanna.

Nos últimos cinco minutos, o Américo demonstrando uma raça incrível, foi para o abafa na tentativa de diminuir a diferença, mas não teve jeito, pois a partida foi encerrada com o placar mostrando Américo 2 - 4 Pão de Açúcar que premiou a equipe mais experiente em campo e reforçou que o time do supermercado é sério candidato ao acesso à Série A3 em 2.009. Com relação ao Américo, ficou uma ótima impressão e a certeza que será um osso duro de roer pelos próximos adversários.

Com e encerramento da partida, o Luciano e eu voltamos rapidamente à estrada e fizemos uma parada estratégica num restaurante na Via Anhanguera para um providencial lanche, uma vez que em seguida iríamos acompanhar o segundo jogo do dia que foi realizado em Campinas, porém isso é assunto para mais tarde. Aguardem.

Abraços,

Orlando

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

O que fazemos pela nossa Lista, versão Sport Áncash

Fala pessoal!

Na última quarta-feira tive a chance de acompanhar um jogo por um torneio que de perdido não tem nada. Mesmo sendo assim ainda conseguimos ver jogos de equipes que raramente (ou nunca) aparecem em terras tupiniquins. O torneio em questão é a genial Copa Sul-Americana, que sempre nos traz algum time perdidaço. Nesse ano não poderia ser diferente, pois tivemos a chance de curtir um jogo do genial time peruano do Sport Áncash, jogando contra o Palmeiras no Estádio Palestra Itália. Mais um time para a Lista, e ela justamente está em ordem anterior na escala de importância do JP.

Na minha história de jogos, a Copa sempre trouxe surpresas boas. Foi assim com o Cienciano (em 2003, contra o Santos). Já com o JOGOS PERDIDOS no ar, vimos por aqui o Pumas (contra o Corinthians em 2005), o Lanús, e o genial Millionarios.

Pena que aqui no Brasil o pessoal (clubes, imprensa, torcida) não dêem a mínima para a Sul-Americana. Tudo bem, não tem o mesmo prestígio que a Libertadores, mas porquê não jogar o campeonato de forma decente, sem tanto menosprezo? Bom, mas o que importa é que tinha a chance de ver meu quarto time peruano até hoje em campo e não ia perder essa chance. Nem a chuva monstro que caiu durante a tarde me fez desistir da idéia. Tudo bem que trabalhando ao lado do Palestra fica mais fácil e esperei até 9 da noite a chuva parar para poder garantir meu lugar nas arquibancadas úmidas do local.

Já tinha bastante tempo que não entrava no Palestra Itália e confesso que já queria ter voltado lá antes. Mas a melhor pedida ali é nesses jogos de menor escala. Cheguei com tempo suficiente para o apito final e logo fui arranjar um lugar sem tanta molhadeira para que pudesse ficar na boa. Com a ajuda de uma capa de chuva que adquiri por três pilas, montei meu cafofo e me preparei para ver o jogo entre os times. Jogo que era considerada uma barbada para o Palmeiras... mas em campo não foi bem isso que aconteceu.


Com fotos só no primeiro tempo, esse foi um dos ataques do Sport Áncash. Foto: Fernando Martinez.

O time não se achou no primeiro tempo e o Sport Áncash criou chances de gol, surpreendendo o pessoal por lá. O time da casa errava muitos passes e a presença de vários reservas agravava a situação. Mas o que valia mesmo para mim era a presença do raro time em campo. Acredito que tenha sido a primeira vez que o Áncash tenha jogado algum jogo oficial no Brasil. E como diz o Victor, o que é legal mesmo é ver as camisas desfilando pelo gramado.


Mais uma tentativa de ataque dos peruanos no ainda seco Palestra Itália. Foto: Fernando Martinez.

Mas ao mesmo tempo que o tempo ia passando, trovões eram ouvidos com mais freqüência, e clarões no céu deixavam uma suspeita de chuva forte em questão de minutos. Pelo menos consegui ver o primeiro tempo todo, sem que a chuva tivesse chegado ainda. Mas foi só o árbitro apitar o final do tempo inicial que o céu desabou no Palestra. A chuva vinha de todos os lados, e no intervalo fiquei embaixo dos corredores do estádio torcendo para que ela passasse logo. Nesse meio-tempo descobri que o amigo Fernando Galuppo agora é o locutor oficial do Palestra. Parabéns a ele! mas então chegou a hora do segundo tempo, e não tinha jeito... teria que enfrentar o dilúvio.


Uma visão mais "dark" do Palestra e a torrencial chuva que caiu desde o final do primeiro tempo. Fotos: Fernando Martinez.


O goleiro do Palmeiras sai com estilo para afastar o perigo. Foto: Fernando Martinez.

Olha, e peço desculpas, mas não tirei uma única foto nos 45 minutos finais do jogo. A chuva era tanta que rasgou minha capa de chuva (também, pagando três reais eu queria o quê?) e consegui ir aos poucos molhando minha camiseta, casaco, e tudo mais. Só me preocupei em manter minha câmera e a carteira longe do molhado. E como todos que já foram no Palestra em dia de chuva sabem, as arquibancadas fazem uma espécie de cachoeira. Nisso fui molhando tênis, meia e tudo mais. Olha, cenário de guerra por lá. Dentro de campo, a partida ia ia rolando melhor do que no primeiro tempo, com o Palmeiras tentando marcar o gol que daria a classificação. mas esbarrava em boa atuação do goleiro peruano e no campo pesado.


Tudo bem que o ângulo é quase o mesmo, mas essa foi uma das poucas fotos que se salvaram depois da chuva... Foto: Fernando Martinez.

Cada vez mais molhado, o Palmeiras melhorou seu futebol e encurralou o Sport Áncash no campo de defesa. Mas o gol não saía, e uma disputa de pênaltis estava aparecendo como alternativa. Mais 20 minutos de chuva? Nossa, não daria para agüentar. Então o jogador Jumar resolveu dar uma forcinha pro pessoal molhado das arquibancadas e marcou um golaço aos 44 minutos do segundo tempo. Na hora do chute eu estava na linha da bola, e quando ela saiu dos pés do jogador já dava pra saber que seria gol. Festa aquática no Palestra Itália e classificação assegurada.


A prova irrefutável que fiquei até o final do jogo, aguentando a chuva absurda que caiu no Palestra. O placar final da partida no eletrônico do estádio. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Palmeiras 1-0 Sport Áncash. O Palmeiras agora chega nas quartas-de-final da Sul-Americana e joga contra um time que quero ver desde meus tempos de moleque, o Argentinos Juniors! Com certeza esse jogo terá minha presença, e a Lista vai aumentar mais um pouquinho. E depois do jogo ainda segui pelas avenidas perto do Palestra até encontrar uma carona para me levar a minha casa, aonde um bom banho quente e minha cama me esperavam ansiosamente.

Logo mais tem mais,

Abraços!

Fernando