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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Santacruzense e Paulínia empatam e adiam definição do acesso na Segundona

Olá,

Depois de acompanhar, no sábado pela manhã, a decisão do título paulista de futebol feminino na cidade de Botucatu, segui viagem pela Rodovia Castello Branco, com destino à cidade de Santa Cruz do Rio Pardo, para conferir, no domingo cedo, no Estádio Leônidas Camarinha, a partida A.E. Santacruzense x Paulínia F.C., válida pelo Grupo 17 do Campeonato Paulista da Segunda Divisão, na sua quinta rodada (penúltima) da quarta fase.

Esse confronto era revestido de clima de decisão com relação ao acesso, pois uma vitória simples da Santacruzense a colocaria na Série A3 em 2.010. Quase da mesma forma, uma vitória do Paulínia poderia significar o acesso, mas ainda dependeria de um empate na outra partida do grupo (Atlético Araçatuba x Lemense) que seria realizada no período da tarde no mesmo dia.

Ao chegar no estádio, da mesma maneira como ocorreu quando lá estive na semana anterior, a recepção ao JP por parte das pessoas ligadas ao time da casa foi simplesmente sensacional. Deixo aqui meus agradecimentos a todos. Após um bate-papo sobre a importância da partida e da possível conquista do acesso, me dirigi ao interior do gramado e lá aguardei a entrada dos artistas do espetáculo, para fazer as fotos oficiais da partida, as quais apresento abaixo:


A.E. Santacruzense - Santa Cruz do Rio Pardo/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Paulínia F.C. - Paulínia/SP. Foto: Orlando Lacanna.


O árbitro Guilherme Ceretta de Lima e os assistentes Celso Barbosa de Oliveira e Sérvio Antonio Bucioli acompanhados pelos capitães das equipes. Foto: Orlando Lacanna.

Com a bola em movimento, o que se viu nos primeiros vinte minutos, foi o domínio do time visitante, que se movimentava muito bem, confundindo o sistema de marcação dos donos da casa. Com isso, o Paulínia criou pelo menos quatro bons momentos para abrir a contagem, só não conseguindo, por conta das boas intervenções do goleiro Alexandre, sendo que no único lance que ele não conseguiu defender, a bola se chocou contra o travessão, numa cabeçada de Faísca que ocorreu na marca dos 17 minutos.


Zagueiro da Santacruzense dificultando ação ofensiva do Paulínia. Foto: Orlando Lacanna.

A torcida local, que compareceu em bom número, embora um pouco menor em relação ao jogo anterior, começou a ficar preocupada e, parte dela, passou a gritar para o seu time mostrar mais raça, que não era o caso, pois a Santacruzense estava dando tudo de si, porém esbarrava numa adversário que vinha fazendo excelente exibição.

A partir do vigésimo minuto, a "Locomotiva" conseguiu equilibrar as ações e, numa cobrança de falta pelo lado esquerdo do seu ataque, na marca dos 26 minutos, a bola foi alçada sobre a área e o artilheiro Régis apareceu como uma flecha, desviando a bola para o fundo da rede do Paulínia, decretando a abertura do marcador.


Detalhe do gol de Régis da Santacruzense. Foto: Orlando Lacanna.

A torcida da casa ainda festejava o gol inaugural, quando aos 28 minutos, o Paulínia chegou ao empate, num gol que também nasceu de um lance de bola parada, num leve desvio de cabeça do zagueiro Cristiano que aproveitou uma cobrança de escanteio pelo lado direito.


Bola indo para o fundo da meta da Santacruzense no gol de empate do Paulínia. Foto: Orlando Lacanna.

Após o empate, as ações ofensivas se alternavam, mas ficava claro que o Paulínia estava melhor na partida, tendo chegado próximo ao gol da virada, aos 39 minutos, através de um chute cruzado do ala Pará, que obrigou o goleiro Alexandre se esticar todo e fazer outra boa defesa. Nos últimos cinco minutos, o ritmo de jogo caiu um pouco, e a primeira etapa foi encerrada com a igualdade no marcador, graças ao goleiro Alexandre que foi o melhor jogador em campo na primeira metade da partida.

Nem percebi o intervalo passar, pois fiquei trocando ideias com os repórteres locais sobre a expectativa de a Santacruzense voltar melhor na segunda etapa e garantir de vez o acesso. Os primeiro quinze minutos foram equilibrados, com os anfitriões tentando ser mais ofensivos, mas a afobação dos seus atletas dificultava a sequência das jogadas, por conta de alguns passes errados. A Santacruzense tinha o domínio territorial, mas não conseguia levar perigo à meta defendida por Fabrício.


Cruzamento para a área do Paulínia na segunda etapa. Foto: Orlando Lacanna.

A primeira jogada mais perigosa foi criada pelo Paulínia, aos 17 minutos, quando Alex, de costas para o gol, bateu meio inclinado e a bola triscou o travessão Tricolor. A resposta veio aos 20 minutos, através de uma jogada pela ponta esquerda realizada por Da Silva, que limpou o zagueiro e cruzou na medida, mas para desespero da torcida, o artilheiro Régis conseguiu cabecear, mas o fez com defeito, mandando a bola por cima do travessão.

Logo após ter perdido a oportunidade, a Santacruzense levou outro baque, ao sofrer o segundo gol, aos 21 minutos, marcado por Neto que mandou um tirambaço de fora da área, colocando a bola no alto da meta defendida por Alexandre. Foi um golaço. Inferiorizada na placar, a Santacruzense foi na base do coração para cima da defesa do Paulínia e, aos 28 minutos, o artilheiro Régis marcou o seu 13º gol no campeonato e deixou tudo igual novamente no marcador.


Segundo gol da Santacruzense marcado pelo artilheiro Régis. Foto: Orlando Lacanna.


Lance de ataque do Paulínia na segunda etapa. Foto: Orlando Lacanna.

Os últimos quinze minutos foram de intensa luta por parte dos atletas das duas equipes, apesar do calor fortíssimo, mas não houve jeito e a partida foi encerrada com o placar final de Santacruzense 2 - 2 Paulínia que manteve o time de Santa Cruz do Rio Pardo na liderança do grupo com 8 pontos, mas ainda insuficientes para garantir o acesso, que será decidido no próximo domingo na cidade de Leme, quando jogará contra o Lemense, sendo que um simples empate carimba o passaporte à Série A3. Com relação ao Paulínia, que está na terceira posição com 7 pontos, uma vitória simples em casa contra o Atlético Araçatuba, também lhe garante o acesso.

Fim de jogo, um breve descanso e pé na estrada novamente, agora em direção à cidade de Cândido Mota, para passar o resto do feriadão num sítio em companhia de familiares.

Abraços,

Orlando

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