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segunda-feira, 4 de julho de 2005

Uma manhã no Esporte Espetacular

Opa,

Ontem, como já disse, foi um dia mais do que especial para a galera do Clube dos Doentes. Pode ser até que não vá para o ar, mas o fato é que ontem fomos assistir a partida entre Jabaquara e Cubatense, em Santos, acompanhados pela equipe de reportagem do Esporte Espetacular. Isso mesmo, o EE da Rede Globo de Televisão, que passa na sua telinha todos os domingos de manhã!

Pagamos micos fantásticos, acordamos às seis da matina, sofremos com um calor insuportável em Santos, mas acredito que isso possa ser uma forma de mostrar para mais pessoas toda a insanidade que nos domina. Valeu a pena. E com certeza, em virtude disso tudo, esse jogo se tornou um dos Especiais do Ano! (Foi meu jogo número 100 em 2005 também!)


David, Gabriel (meu irmão, mas o que ele tá fazendo aqui?), Estevan e Fernando na porta da Globo, domingo cedinho aguardando a equipe de reportagem. Foto: Emerson Ortunho.

Para essa missão foram escalados cinco membros do Clube: Fernando (o que vos escreve), Emerson, Estevan, David e o Jurandyr, que seria a única presença da velha guarda do Clube por lá. Sim, SERIA, pois no sábado à noite ele desistiu da jornada, alegando problemas particulares. Como já tínhamos combinado a presença de CINCO membros em Santos, tive que chamar quem estava mais perto mesmo, meu irmão Gabriel. Vale registrar que ele fez um bom número, e ainda vai ganhar a boquinha de aparecer na Globo.

Marcamos às sete horas num posto de gasolina na Paes de Barros, ponto mais perto da casa de todos. Rumando (ainda com o sono tomando conta de nós) para a porta da Globo, onde a gente iria encontrar a equipe de reportagem. Após algumas reflexões sobre o futuro e novas franquias para o JP, a equipe chegou e partimos então para a Magical Mystery Tour do domingão.


Cena de cinema: O Clube filmando a entrada da reportagem. Vários takes perdidos e um lugar que nunca tinha visto na minha vida. À esquerda, a produção dirigindo todos cinco do Clube, à la Spielberg. Foto: Fernando Martinez.

Como estava cedo, aconteceu gravação de cenas na praça acima, na estrada e no pedágio. Chegando em Santos, pagamos o mico de filmar cenas no bonde da praia e na areia. Nada mais ridículo, mas isso é o preço que se paga pela fama. No bondinho da praia conhecemos o repórter Fernando Rocha, que já fez muita reportagem pelo estado de Minas Gerais, e faz algum tempo que está radicado em sampa. Simpaticíssimo e prestativo, fez várias inserções de entrevistas conosco.

Depois de toda a pagação, chegamos ao gloriosíssimo Estádio Espanha. Não via um jogo lá desde junho de 2002 (um 0 a 0 entre Jabuca e Osasco FC), e o Estevan e o Gabriel nunca tinham visto jogos em tal pedaço da história nacional. Com a moral que nos é peculiar, já entramos direto no campo para tirar as fotos exclusivas dos times posados. Só que dessa vez acompanhados pelo repórter, cinegrafista e produtor da Globo. Seguem as fotos para vocês:


Jabaquara AC - Santos/SP. Foto: Fernando Martinez.


AA Cubatense - Cubatão/SP. Foto: Fernando Martinez.

Como sempre também, logo no início da partida nos eu e o Estevan nos posicionamos atrás do gol de ataque do Jabuca, para pegar alguma foto mais perto do lance. Junto da gente estava o cinegrafista Magal, que teve uma aula particular sobre a história do Jabaquara, ou o 'time de amarelo'.

O jogo no primeiro tempo foi bem meia-boca, com o Jabaquara perdendo gols na cara do goleiro de Cubatão, e a Cubatense oferecendo alguns perigos esparsos no contra-ataque. Nesse ínterim, ficamos depois na arquibancada atrás do gol, sendo entrevistados algumas vezes, e com o famosíssimo Seu Hilário - torcedor símbolo do time da baixada - fazendo a diferença e roubando a cena com suas histórias magnânimas sobre o rubro-amarelo.


Ataque perdido pelo Jabaquara no primeiro tempo do jogo. Foto: Fernando Martinez.


Ataque do jabuca no primeiro tempo de partida. Foto: Fernando Martinez. [211009]

No intervalo, o Fernando Rocha foi gravar as chamadas da matéria para os intervalos do Esporte Espetacular, e nós fomos passear um pouquinho e nos abastecer com águas e refrigerantes, pois o calor era insuportável (isso em pleno inverno). Para ele, a matéria estava 100%: sol escaldante, jogo meia-boca e um 0 a 0. Se para nós o 0 a 0 era horroroso, para a reportagem seria a extrema perfeição. Ainda bem que a história do jogo mudou na segunda etapa.

No segundo tempo, ficamos no alambrado perto da marca de escanteio do ataque do JAC. Agora sim, a gente pode falar que foi bem engraçado. Nas várias vezes em que gravávamos algo, o David mostrou seus dotes de humorista e soltou algumas pérolas que virarão lenda para nós. Tudo isso para tentar tomar o lugar do insuperável Jurandyr, que infelizmente não nos deu a graça de sua presença. Com o David animadíssimo, e o Jabaquara indo ao ataque, o jogo melhorou bastante.

Numa dessas entrevistas, quase perdemos o primeiro gol do Jabuca. Estávamos falando sobre alguma besteirinha, quando o jogador do JAC iria cobrar uma falta perigosíssima. Como todos estavam com a visão encoberta pela equipe, pedimos para esperar e para eles aproveitarem para gravar a cobrança. Dito e feito: eles conseguiram pegar todo o lance... falta cobrada, gol marcado, e nós todos pulando que nem loucos no alambrado comemorando o gol. Torço para que essa imagem vá ao ar.


Bola rasteira após uma cobrança de falta e o goleirão aceita: Jabaquara 1 a 0. Foto: Fernando Martinez.

Após o primeiro gol foi só festa, com inúmeros Roberts tentando aparecer na reportagem, algumas brigas com bebuns mais exaltados e alguns minutos depois o segundo gol do Jabaquara. Gol marcado após a cobrança de um pênalti indiscutível para os donos da casa.


Segundo gol do Jabuca, após cobrança de pênalti. Foto: Fernando Martinez.

Daí até o final do jogo foi uma bagunça maior ainda... foi muito legal tudo o que falamos e gravamos por lá. Só o Emerson não falou por problemas contratuais, de resto, os outros quatro (até o Gabriel) falaram muito sobre o que é estar num jogo desses e o que isso significa para nós.

Espero que a reportagem não seja feita de uma forma debochada e espero também que seja realmente sobre o que nós fazemos normalmente: viajar e fazer tudo o possível e impossível para assistir jogos que ninguém vê, já que esse é o mote principal do grupo. E o mote do JOGOS PERDIDOS também, levar ao povo que nos acessa uma visão diferenciada sobre o verdadeiro futebol brasileiro.


David e Estevan sendo entrevistados pelo Fernando Rocha. Detalhe para a grande entrevista do David, com suas respostas monossilábicas. Fotos: Fernando Martinez.


Toda a turma que esteve presente no Espanha: David, Estevan, o cinegrafista Magal, Emerson, o auxiliar de reportagem que esquecemos de perguntar o nome, Fernando e o repórter Fernando Rocha. Foto: Gabriel Martinez.

Final de jogo então, 2 a 0 para o Jabuca, e a promessa de que a matéria vai ao ar (até segunda ordem) no dia 17 de julho, domingo. O legal é que provavelmente ninguém do Clube verá a reportagem na hora da exibição, porquê todos estarão a postos nos estádios paulistas para a última rodada da primeira fase do Paulista Segunda Divisão. Mas nada que um vídeo-cassete não resolva.


Estevan e Gabriel curtindo o jogo. Logo acima, a bela torcida do Jabaquara, com sua torcedora ilustre: Babalu. Foto: Fernando Martinez.


Numa entrevista exclusiva, Fernando pergunta para o Gabriel quais foram suas impressões da partida. Foto: Estevan Mazzuia.

O melhor disso, é que logo após o jogo, ainda tivemos a coragem de ir para Guarulhos, acompanhar o jogo entre Guarulhos e Força. Mas isso fica para o próximo post.

Fernando

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