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quinta-feira, 31 de julho de 2008

Portuguesa vira em cima do vice-campeão da Libertadores

Opa,

Mais uma quarta-feira com cobertura aqui no JOGOS PERDIDOS. E dessa vez vamos do não-perdido Campeonato Brasileiro 2008, aonde tive a chance de ver mais um jogo no querido Estádio do Canindé. E saí do trabalho, e fui soznho até lá, para ver o jogo entre Portuguesa e Fluminense, o vice-campeão da Libertadores 2008. O mais legal é que nunca tinha visto esse jogo por um Campeonato Nacional, pois vi essa partida uma única vez, no longínquo 1990, pela genial Taça Vicente Matheus, conquistada pela Lusa. Detalhe que foi apenas meu terceiro jogo visto em todos os tempos. Desde então, vi mais de 1400 e tive a chance de rever esse jogo tão esperado por esse Brasileiro.

Cheguei cedo e já percebi pelo pessoal nas bilheterias que a Lusa aumentou o ingresso para 30 pilas. Acho que é um pouquinho caro hein? Mas tudo bem, então entrando por lá encontrei o amigo Fernando Corrêa perdido pelas alamedas do Canindé atrás de um bolinho de bacalhau que não veio. Lá dentro sentimos um clima apreensivo para o jogo. Com os dois times na zona da degola, a vitória era essencial para que a equipe vencedora desse um respiro na tábua de classificação. E um bom público estava presente por lá, contrariando as expectativas.


Ataque do Fluminense pela direita no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

O jogo começou bom, com o time rubro-verde tentando impor o fator campo e aproveitar também o momento ruim dos cariocas. Mas o time chegava sem tanto perigo e viu o Fluminense aos poucos resolver entrar na partida. Depois de minutos de incertezas, aos 19, o jogador Dario Conca fez das suas e marcou um gol com estilo para o Flu. Depois desse gol já começaram a se escutar algumas reclamações do pessoal que estava nas arquibancadas. Calma gente!

Mas a Portuguesa não se intimidou e quase empatou aos 25, em grande defesa de Fernando Henrique. E a festa foi completa aos 27, quando depois de uma linda troca de passes, o atacante Jonas fez de voleio um golaço e deixou tudo igual no Canindé. Caso tenham a chance de procurar pela net, vejam esse gol, vale a pesquisa.


Zaga da Lusa afasta o perigo de dentro da área. Foto: Fernando Martinez.

O jogo então ficou melhor para os anfitriões quando o jogador Tartá foi expulso aos 34 minutos. Por mais duas ou três vezes, a Lusa teve a clara chanc de virar o marcador ainda na primeira etapa, mas em todas viu a boa intervenção do goleiro do Fluminense. E o jogo foi para o intervalo com o empate em 1 a 1. Nesse intervalo enconrei por lá o amigo Maurício "Nassau", sumido da convivência do JP faz um tempinho. Ele também lamentou a perda do amigo Luiz Fernando Bindi relembrando um jogo no próprio Canindé em que nós três ficamos conversando os 90 minutos sobre tudo. Boa lembrança!

Veio então o segundo tempo com uma chance de gol para cada um. Mas o astral estava com a Lusa, que virou o placar aos 11 minutos. O jogador Preto fez o terceiro golçao do dia chutando de fora da área no canto direito do goleiro. E por mais que o pessoal duvidasse, a Portuguesa estava na frente! Logo após o gol, o atacante Washington foi expulso e aí acabaram as chances do Flu em conseguir algo melhor.


Visão do lugar em que estava no Canindé. Mas como é que tem sempre alguém que cisma em ficar na nossa frente? Foto: Fernando Martinez.

Mas o Flu tentou, mas o dia era lusitano, e a Portuguesa teve chance de fazer o terceiro gol por duas vezes, até que o jogador Jonas recebeu passe preciso aos 41 e chutou com classe na saída de Fernando Henrique. Foi o gol para feixar de vez o caixão tricolor.


A Portuguesa virou no segundo tempo e ainda poderia ter feito mais, como nessa chance. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Portuguesa 3-1 Fluminense. A equipe rubro-verde respira um pouco mais longe da zona de rebaixamento, enquanto o Flu pode dormir na quinta-feira como lanterna do Campeonato. Se não começar a abrir o olho desde já... acontece igual ao que aconteceu com um certo alvinegro em 2007. Mas fica a certeza que o time da Portuguesa ainda pode brigar por alguma coisa melhor no ano. Bom, e depois do jogo voltei para casa pensando nos jogos do final de semana e nas surpresas que ainda podemos mostrar aqui no JP.

Até

Fernando

terça-feira, 29 de julho de 2008

Ituano na segunda fase da Série C do Brasileirão

Olá,

Finalizando a minha participação nas coberturas do JOGOS PERDIDOS do último final de semana, após sair de Osasco, fui direto até a cidade de Itu para acompanhar a partida Ituano F.C. x C.A. Linense que foi realizada no Estádio Dr. Novelli Júnior, valendo pela última rodada da primeira fase do Grupo 14 do Campeonato Brasileiro da Série C.

Essa partida era decisiva para definição do segundo time classificado do grupo para a segunda fase (o Guarani já estava classificado), mas mesmo assim, o público local não prestigiou o time da cidade, pois só 450 pessoas pagaram ingresso para assistir o confronto entre duas equipes que só dependiam de si para obterem a classificação, sendo que o Ituano jogava pelo empate por ter melhor saldo de gol.

Antes de começar a falar da partida, vamos com as fotos dos protagonistas do espetáculo que posaram de maneira exclusiva para as lentes do JP. As fotos estão abaixo:


Ituano F.C. - Itu/SP. Foto: Orlando Lacanna.


C.A. Linense - Lins/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Trio de arbitragem composto por Milton Etsuo Ballerini e seus assistentes Marcelino Tomaz de Brito Neto e Claudson Lincoln Beggiato ao lado dos capitães das equipes. Foto: Orlando Lacanna.

A partida começou de forma equilibrada e essa tônica permaneceu a primeira etapa toda, com as equipes se revezando na criação e no desperdício de várias oportunidades para abrirem o placar. O Linense teve a primeira grande chance logo aos 9 minutos, com o atacante Fausto chegando atrasado para concluir. O Ituano respondeu aos 12 minutos, com uma bola no poste, tocada pelo atacante Mirandinha que recebeu passe açucarado dentro da área livre de marcação.


Ataque do Ituano pela esquerda logo no começo da partida. Foto: Orlando Lacanna.

Num dos ataques dos donos da casa, ocorreu uma falta a favor do Ituano, na intermediária pelo lado esquerdo, com a cobrança ficando a cargo do experiente avante Ricardo Xavier, que acertou uma paulada no ângulo direito do goleiro Mateus que se esticou todo, mas não teve jeito, pois foi um chute indefensável.


Golaço de falta cobrada por Ricardo Xavier no primeiro gol do Ituano. Foto: Orlando Lacanna.

O gol de abertura não mudou a panorâmica da partida que continou "lá e cá", com os atacantes perdendo chances incríveis , como foram os casos de Mirandinha pelo Ituano aos 32 minutos e de Fausto pelo Linense, em duas oportunidades, aos 35 e 39 minutos.

Quando a primeira etapa caminhava para o final, foi marcado um pênalti a favor do Ituano que foi cobrado por Peter aos 48 minutos que não foi feliz na cobrança, chutando a bola para fora e desperdiçando uma oportunidade de ouro para levar para o intervalo uma vantagem de dois gols a favor do seu time.


Cobrança de pênalti por Peter que foi para fora. Foto: Orlando Lacanna.

Depois do descanso regulamentar, as equipes voltaram para a segunda etapa com mais apetite e isso tornou o jogo ainda melhor, tanto que logo aos 4 minutos, o volante Diego do Linense rebateu uma bola em cima da linha fatal, evitando aquele que seria o segundo gol do "Galo de Itu". A insistência do time de Itu foi recompensada aos 10 minutos, quando o avante Mirandinha finalmente conseguiu seu gol na partida, ao escorar com liberdade uma bola cruzada na cobrança de escanteio pela direita.


Momento exato da conclusão de Mirandinha no segundo gol do Ituano. Foto: Orlando Lacanna.

O segundo gol dos donos da casa provocou um certo abatimento ao Linense que acabou permitindo ao Ituano chegar ao seu terceiro gol, aos 21 minutos, através de Éder que realizou ótima jogada individual pela esquerda, culminando com um arremate cruzado e rasteiro que entrou no canto esquerdo da meta de Mateus.


Mais uma arrancada do ataque do Ituano no segundo tempo. Foto: Orlando Lacanna.

Quando todos no estádio já contavam com a fatura liquidada, eis que o Linense, buscando forças no fundo da alma, ainda tentou num esforço enorme um melhor resultado e acabou conseguindo marcar em duas oportunidades por intermédio de Fausto e Lucas aos 27 e 33 minutos respectivamente, tornando o jogo dramático nos últimos minutos, com o "Elefante da Noroeste" buscando o empate e o Ituano administrando o resultado e só esperando o jogo acabar.


Atacante Fausto comemorando o primeiro gol do Linense. Foto: Orlando Lacanna.

As chances do Linense ficaram mais reduzidas aos 38 minutos, quando o seu atleta Serginho foi expulso e aí ficou difícil. No finalzinho do jogo, o Ituano quase chegou ao quarto gol, num rápido contra-ataque, mas a partida acabou com o marcador apontando Ituano 3 - 2 Linense que serviu para classificar o time de Itu para a segunda fase da competição, fazendo parte do Grupo 23 juntamente com o Guarani, Noroeste e o mineiro Ituiutaba que brigarão por duas vagas à terceira fase. Quanto ao Linense, resta continuar a sua boa campanha na Copa Paulista de Futebol (ex-Copa FPF).

Assim que o árbitro encerrou a partida, comecei a maratona para retornar a São Paulo, como quase sempre enfrentando um trânsito monstro na Rodovia Castello Branco fazendo com que a viagem dure muito mais

Abraços,

Orlando

Guarulhos tropeça em casa contra o Ilha Solteira

Olá!

Começou a segunda fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão e como não poderia deixar de ser, o JOGOS PERDIDOS acompanhou alguns jogos. E graças ao bom senso da FPF, nesta fase os grupos se misturam totalmente, permitindo que equipes de regiões distantes se enfrentem. E este foi o caso da partida que vou relatar agora. No domingo cedinho, eu, o David e o Fernando, seguimos até o Estádio Antonio Soares de Oliveira, em Guarulhos, para acompanhar a partida Guarulhos x Ilha Solteira e por lá encontramos perdido o grande seu Natal e também alguns simpáticos integrantes da torcida da AD Guarulhos.

E segundo pesquisa feita pelo Fernando, está é a primeira vez que a equipe de Ilha Solteira veio jogar na grande São Paulo, até então o jogo mais perto da capital realizado pela equipe havia sido Iracemapolense 0 x 1 Ilha Solteira, em 15/08/99, na cidade de Iracemápolis. Por isso, eu o Seu Natal e o David, não poderíamos perder a chance de ver a equipe tão pertinho e até mesmo o Fernando que esteve em Iracemápolis, aproveitou para rever a AIES. Bom, agora vamos com as fotos oficiais da partida:


A.D. Guarulhos - Guarulhos / SP. Foto: Emerson Ortunho.


A.E. Ilha Solteira - Ilha Solteira / SP. Foto: Emerson Ortunho.


Trio de arbitragem e capitães das equipes. Foto: Emerson Ortunho.

O primeiro tempo começou com a equipe do Guarulhos indo como um rolo compressor para cima da Ilha Solteira. A equipe visitante literalmente não passava do meio de campo. Mesmo com essa pressão feita pelo Guarulhos, a hora da conclusão virava um pesadelo para a equipe guarulhense, ninguém acertava o gol.


Ataque do Guarulhos no primeiro tempo da partida. Foto: Emerson Ortunho.

O jogo seguiu neste ritmo até os 26 minutos, quando o árbitro assinalou um pênalti a favor do Guarulhos, e apesar de muita contestação da equipe visitante, o pênalti foi batido por Lucas, que abriu o marcador.


Pênalti convertido por Lucas para o Guarulhos no primeiro tempo. Foto: Emerson Ortunho.

Depois do gol, o Ilha Solteira esbouçou uma pequena reação, passando finalmente do meio-de-campo, mas o jogo ainda era todo do Guarulhos, mas a equipe não conseguiu ampliar o marcador e a partida foi para o intervalo em 1 a 0 mesmo.


Mais um ataque do Guarulho no primeiro tempo. Foto: Emerson Ortunho.

No segundo tempo o jogo mudou totalmente de panorâmica, quem foi para cima foi a Ilha Solteira e a ADG ficou acuada no seu campo de defesa. O jogo seguiu assim, até os 28 minutos, quando após um toque vindo da esquerda, a bola chegou até Tico que colocou no canto esquerdo do goleiro Diego. Com o empate o Guarulhos acordou e tentou ir reagir.


Jogadores tentam correr atrás da bola na partida Guarulhos x Ilha Solteira. Foto: Emerson Ortunho.


Jogadores do Ilha Solteira chegam em cima do lance para segurar o empate. Foto: Emerson Ortunho.

O jogo ficou muito disputado nos minutos finais e a Ilha Solteira acabou ficando com dois homens a menos por expulsões, mas a equipe conseguiu suportar a pressão final do Guarulhos e comemorou muito o empate no final da partida.


Guarulhos tenta partir para o ataque no final da partida. Foto: Emerson Ortunho.

Final de jogo: Guarulhos 1 x 1 Ilha Solteira. O Guarulhos tem uma defesa muito boa, mas seu ataque perde muitos gols, se a turma não começar a acertar o pé, o time fica nessa fase. A Ilha Solteira mostrou duas equipes em campo: uma no primeiro tempo, acuada e perdida, e outra no segundo, mais objetiva e organizada. Agora resta saber quais das duas Ilhas Solteiras vai seguir na competição.

Depois do jogo seguimos rapidinho para São Paulo, e como estava todo mundo bodado, ninguém foi ver mais nada na parte da tarde.

Abraços!

Emerson

Empate amargo do Grêmio Osasco pela Segundona

Olá.

Seguindo com o final de semana dedicado pelo JOGOS PERDIDOS à cobertura de jogos envolvendo três competições diferentes, no domingo pela manhã, me desloquei até a cidade vizinha de Osasco para conferir a partida de estréia de duas equipes na segunda fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão.

O jogo em questão foi realizado no Estádio Prefeito José Liberatti e reuniu as equipes do G.E. Osasco contra o Atlético E. Araçatuba, integrantes do Grupo 7 da competição. Graças ao apoio logístico do assessor de imprensa e diretor do Grêmio, o Luis Pires, cheguei ao estádio com tempo de preparar todo o esquema para tirar as fotografias oficiais da partida que estão abaixo:


G.E. Osasco - Osasco/SP - Foto: Orlando Lacanna.


Atlético E. Araçatuba - Araçatuba/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Trio de arbitragem formado por José Cláudio Rocha Filho e seus assistentes Jairo Martins de França e Felippe Cirillo Penteado em companhia dos capitães das equipes. Foto: Orlando Lacanna.

Apesar da pequena presença de público, havia uma grande expectativa em relação a esse jogo, pois iria envolver uma equipe (Grêmio Osasco) que conseguiu se classificar num grupo super equilibrado, contra uma outra (Atlético Araçatuba) que deu um verdadeiro passeio durante a primeira fase.

A bola foi movimentada e o que se viu foi o Grêmio Osasco tomando iniciativa de ir para cima, não dando chance ao adversário de se articular em campo. Nessa toada, logo aos 5 minutos, o Grêmio chegou forte ao ataque, numa jogada em que a maioria dos presentes reclamou pênalti, mas que o árbitro mandou seguir sem nada marcar. Aos 15 minutos , o time da casa chegou novamente em boa jogada do atacante Hugo, mas o goleiro Gabas saiu bem do gol e acabou com a festa.


Jogada de ataque do Grêmio nautralizada pela defesa adversária. Foto: Orlando Lacanna.

O Atlético Araçatuba mesmo acuado, demonstrava ser uma equipe consciente que procurava equilibrar as ações e quebrar o ímpeto osasquense tocando mais a bola. À medida que o tempo ía passando, os donos da casa demonstravam mais ansiedade na execução das jogadas e, com isso, erravam alguns passes em momentos decisivos, mas mesmo assim chegaram novamente com perigo à meta adversária, aos 38 minutos, em jogada de Carlão que o goleiro araçatubense saiu com coragem nos pés do atacante e abafou a bola.


Jogada aérea do ataque osasquense. Foto: Orlando Lacanna.

Como o Atlético jogou quase todo o primeiro tempo se resguardando e o Grêmio não foi muito objetivo nas jogadas de ataque, o placar mudo até o término dessa etapa foi inevitável.


Armação de outro ataque do Grêmio ainda no primeiro tempo. Foto: Orlando Lacanna.

A partida foi reiniciada e rapidamente foi possível perceber que o Atlético havia voltado com outra postura, saindo mais para o jogo e incomodando o setor defensivo osasquense, tanto é verdade que aos 8 minutos, obrigou o goleiro Igor (ex-Taubaté) a praticar difícil defesa.


Jogada de ataque dos visitantes no segundo tempo. Foto: Orlando Lacanna.

Com o passar do tempo o Grêmio Osasco voltou a ditar as ações, embora de maneira afoita, mas chegou ao seu gol aos 15 minutos, marcado por Éder (ex-Votoraty) num arremate forte aproveitando uma sobra de bola pela meia esquerda.


Bola no fundo da meta do Atlético na marcação do gol do Grêmio. Foto: Orlando Lacanna.

Em vantagem no placar, o Grêmio assumiu uma postura mais cautelosa e, com isso, deu a chance ao Atlético de criar algumas situações que levaram perigo ao gol defendido por Igor, entretanto, ao 28 minutos, os anfitriões poderiam ter chegado ao seu segundo gol, num rápido contra-ataque puxado por Dedé, mas a oportunidade não foi aproveitada e isso iria fazer falta ao final na partida. A partida ia caminhando num ritmo de muita disputa, quando aos 32 minutos, o avante Nando do Atlético foi expulso, deixando sua equipe com um homem a menos e em desvantagem no placar e isso poderia ser fatal, mas como no futebol tudo pode acontecer, a surpresa ainda estava por vir.

Por volta dos 36 minutos, o técnico Souza do Grêmio Osasco, sacou de campo o zagueiro Wesley e colocou no seu lugar o meia Marcinho que não jogava há dois meses, segundo os comentários dos torcedores . Para sua infelicidade, numa rápida jogada do ataque visitante iniciada justamente na parte do campo aonde deveria estar o zagueiro substituído, foi cometido pênalti que foi cobrado e convertido por Naldinho aos 40 minutos, decretando o empate e causando uma baita revolta na torcida local.


Gol de pênalti que decretou o empate no finalzinho da partida. Foto: Orlando Lacanna.

Depois do empate o Grêmio ainda tentou na base da raça chegar ao gol da vitória, mas não houve tempo para mais nada e, dessa maneira, a partida foi encerrada com o placar indicando Grêmio Osasco 1 - 1 Atlético Araçatuba que castigou uma equipe que não soube "matar" o jogo e que por outro lado, premiou o time que na base da calma, soube segurar o jogo e dar o bote fatal na hora certa. Com certeza esse empate ficou engasgado na garganta do pessoal da casa.

Partida encerrada com um festival de reclamações da torcida local contra o técnico Souza devido à substuição do zagueiro, mas nada mais era possível fazer a não ser ir embora e, novamente contei com a presteza do Luís Pires com uma providencial carona, que me permitiu chegar rapidamente para o embarque a uma cidade no nosso interior, para fazer a cobertura do meu terceiro jogo, agora valendo pelo Brasileirão da Série C, mas isso fica depois.

Abraços,

Orlando

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Taboão goleia na estréia da Segunda Fase da Segundona

Fala pessoal!

Mesmo numa semana triste com a perda do nosso amigo Luiz Fernando Bindi, o JOGOS PERDIDOS continuou sua saga em busca de jogos por aí. Como não poderia deixar de ser, estivemos presentes na primeira rodada da segunda fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Junto com o seu Natal, seguimos para Taboão da Serra, aonde vimos a partida entre o CA Taboão da Serra contra o Batatais FC, no Estádio Vereador José Ferez.

Já fazia tempo que não via o Fantasma fora de casa aqui na Grande São Paulo. A última vez que vi o time por perto foi no longínquo 2002, num jogo contra o saudoso Guapira do Jaçanã. E chegamos em tempo de conversar com o pessoal dos dois clubes e para as fotos posadas, ponto alto aqui no JP:


CA Taboão da Serra - Taboão da Serra/SP. Foto: Fernando Martinez.


Batatais FC - Batatais/SP. Foto: Fernando Martinez.


O árbitro Flávio Rodrigues Souza, os auxiliares Edvânio Ferreira Diarte e Osny Antônio Silveira e os capitães dos times posam de forma exclusiva para o JP. Foto: Fernando Martinez.

O jogo foi entre dois times que também estiveram na segunda fase da Segundona em 2007. O Taboão acabou parando nessa fase no ano passado, e o Batatais ainda foi à Terceira Fase, mas não subiu por detalhes. E em busca dessa vaga para a fase seguinte, a partida prometia bastante. E o CATS mostrou seu cartão de visita antes do primeiro minuto de partida. O jogador Nando msotrou a que veio e abriu o placar para os donos da casa em bobeada da zaga do Batatais. O Fantasma sentiu o gol e tomou o segundo aos 10 minutos, também com o jogador Fernando agora em chute de longe que o goleiro dos visitantes falhou.


Chute que originou o segundo gol do Taboão, logo aos 10 minutos de jogo. Foto: Fernando Martinez.


Goleiro do Batatais desolado logo após a bola passar entre ele e a trave no segundo gol do CATS. Foto: Fernando Martinez.

Com a vantagem de 2 a 0 no placar, o time da casa passou a jogar sem preocupações e encurralou o Batatais na sua defesa. A equipe da casa ainde teve um gol anulado aos 22 minutos e uma cobrança de falta incrível que bateu na trave. O Batatais só passou a levar relativo perigo depois dos 30 minutos, em algumas poucas chances de gol.


Lance que seria do terceiro gol do Taboão, mas que foi anulado pela arbitragem. Foto: Fernando Martinez.

O jogo foi para o intervalo com o 2 a 0 para os donos da casa. E saiu barato para o Batatais esse resultado. O Taboão perdeu a chance de aplicar uma goleada magnífica já no primeiro tempo. No intervalo fomos conversar com o pessoal do CATS, sempre simpático com as equipes do JP que vão até a cidade. O pessoal está super confiante com a campanha do time.

Bom, na volta do segundo tempo, o Batatais mostrou que o que aconteceu no primeiro tempo não era comum para a equipe e o time foi com tudo pra cima do Taboão. Aos 3 minutos então, o camisa 10 Alex marcou o primeiro para os visitantes e deixou a partida novamente em aberto.


Jogada que levou bastante perigo ao gol do Batatais no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.


O jogador Kanu levitando em virtude da boa marcação da zaga do Batatais. Foto: Fernando Martinez.

Aí então pudemos acompanhar um jogaço de futebol. Os dois times criaram chances reais de perigo, e tanto o terceiro gol do CATS quanto o empate do Batatais eram totalmente possíveis. A partida foi justamente para quem acha que um jogo do 4º nível de um estadual não pode ser melhor do que muitos do Brasileiro. Um jogaço mesmo.

O Taboão da Serra conseguiu uma importante chance para marcar o terceiro gol aos 17 minutos dessa segunda etapa, quando o jogador Kanu foi atingido dentro da área sofrendo pênalti. Mas na cobrança o camisa 10 Lucas bateu no estilo goleiro de um lado, bola de outro. Mas a bola correu demais e foi para fora. Dada a saída, o Batatais perdeu uma chance de ouro para empatar, se aproveitando do penal perdido pelo CATS.


O pênalti perdido pelo jogador Lucas. Goleiro de um lado, bola de outro, mas fora do gol. Foto: Fernando Martinez.

Mas o dia era mesmo do Taboão, e aos 27 minutos aconteceu um lance incrível. A bola foi lançada em profundidade para Kanu. O goleiro do Batatais saiuda área para dar aquele famoso chutão, se livrando do perigo. Mas esse chutão foi parar nos pés do jogador Lucas, que mesmo quase no meio-de-campo teve a chance de chutar por cobertura e ampliar o placar para o CATS.

O Batatais sentiu o gol, mesmo assim o time ainda criou chances de diminuir. Mas a partida estava nas mãos do Taboão da Serra, que tem um time realmente que é um dos bons times que vimos jogar nessa Segundona. E na base do contra-ataque, o camisa 18 dos anfitriões , Maurício, ainda teve a classe e sangue-frio para tocar na saída do goleiro e fechar o placar.


Ataque rápido pela direita, com o Taboão dominando os minutos finais. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Taboão da Serra 4-1 Batatais. Um grande resultado do time do CATS, que mostra sua força em busca da volta à Série A3 em 2009. Para o Batatais fica a certeza de que o time é bom, mas não pode vacilar em busca dessa difícil vaga.

Bom, e depois do jogo ainda conversamos com o técnico do Taboão, amigo nosso de longa data e voltamos para São Paulo felizes por termos acompanhado um jogo tão fantástico. E já se preparando para a partida matutina do domingo, algo histórico que será contato logo mais.

Abraços

Fernando

Nacional continua sem vencer na Copa FPF

Olá,

Em mais um final de semana com o JOGOS PERDIDOS cobrindo jogos de três competições diferentes, no sábado à tarde permaneci em São Paulo e acabei indo ao lendário Estádio Nicolau Alayon para acompanhar de perto a partida Nacional A.C. x C.A. Bragantino, válida pela segunda rodada da primeira fase do Grupo 4 da Copa FPF.

Nessa competição a equipe de Bragança Paulista acertou uma parceria com a SEV de Hortolândia, que além do estádio, cedeu o ônibus, a comissão técnica e 18 atletas para compor um elenco de 27 jogadores. Portanto, na prática, quem está disputando a competição é a SEV, usando o nome e o uniforme do Bragantino. Coisas dos tempos modernos. Como cheguei muito cedo ao estádio, aproveitei para fazer uma visita à parte social do clube, que estava praticamente deserta por conta do friozinho que não dava trégua. Após o passeio, fui para o gramado para fazer as fotos oficiais da partida, que são exclusivas e estão abaixo:


Nacional A.C. - São Paulo/SP. Foto: Orlando Lacanna.


C.A. Bragantino - Bragança Paulista/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de arbitragem formado por Robério Pereira Pires, seus assistentes José Renato Cabral e Alexandre David, além do quarto árbitro Anderson Andrade Pires, ao lado dos capitães das equipes. Foto: Orlando Lacanna.

Com a presença de um público diminuto, a partida no seu inicío, apresentou um domínio territorial do time ferroviário que não era objetivo no campo de ataque, criando muito pouco e quase não arrematando contra a meta defendida pelo goleiro Dida, inclusive exagerando nas tentativas de cruzamento na área que não devam em nada.


Goleirão Dida defendendo um dos vários cruzamentos feitos pelo ataque do Nacional. Foto: Orlando Lacanna.

Depois dos vinte minutos iniciais, a SEV, quer dizer, o Bragantino, percebeu que o Nacional não estava numa tarde muito inspirada e foi para o campo de ataque, criando e desperdiçando, aos 21 minutos, a primeira real chance de gol, porém aos 23 minutos, não teve jeito, pois os visitantes chegaram à marcação do seu gol, anotado por Didi que aproveitou rebote defensivo, após cobrança de escanteio pela direita.


Lance que resultou na marcação do gol do Bragantino. Foto: Orlando Lacanna.

Após o gol de abertura, o Bragantino continuou no ataque e, aos 27 minutos, criou mais uma oportunidade de ouro que só não foi convertida em gol, graças a espetacular defesa do bom goleiro Wagner do Nacional.


Defesa de Wagner que impediu a marcação do segundo gol do Braga. Foto: Orlando Lacanna.

Nos últimos quinze minutos a partida teve uma queda de ritmo, sem jogadas ofensivas e, dessa maneira, o placar não foi alterado até o fim do primeiro tempo. O segundo tempo começou e logo de cara foi possível perceber que o Nacional havia voltado com outra postura, indo à frente com muito mais determinação e empurrando o Braga para o seu campo de defesa. Nesse período de abafa, o Nacional chegou a marcar um gol, porém não foi validado pela arbitragem que marcou falta do atacante no goleiro Dida que estava no caído no chão, causando muitos protestos do pequeno público presente. É o tal negócio da interpretação.


Jogada perigosa do ataque do Nacional no começo do segundo tempo. Foto: Orlando Lacanna.


Gol do Nacional não validado pela arbitragem. Foto: Orlando Lacanna.

Mesmo irritado com a não validação do gol, o time do Nacional continuou forçando e, aos 17 minutos, quase empatou numa cabeçada desferida da pequena área por intermédio de Daniel que foi espetacularmente defendida por Dida, que se esticou todo e conseguiu desviar a bola para escanteio, deixando o grito de gol preso na garganta da torcida ferroviária. Aos 27 minutos, outro lance de perigo para a meta bragantina, num chute de Alex Santiago que raspou o poste direito.


Saída providencial do goleiro Dida neutralizando ataque perigoso do Nacional. Foto: Orlando Lacanna.

Como o tempo ía passando e nada do gol de empate sair, os jogadores do Nacional foram se enervando e começaram a apresentar mais dificuldades para concatenar as jogadas, inclusive errando muitos passes. Nessa toada, o Bragantino tentava se aproveitar dos vacilos nacionalinos visando liquidar a fatura, mas faltava inspiração para chegar ao seu segundo gol.

Partida encerrada com o marcador apontando Nacional 0 - 1 Bragantino que representou a primeira vitória dos visitantes na competição e que deixou o Nacional ainda sem o gostinho da conquista dos três pontos, mas como a copa está no início, há tempo para recuperação e pensar numa das quatro vagas à segunda fase.

Logo depois do apito final do árbitro, retornei ao aconchego do lar, porém preocupado em acertar os detalhes da jornada dominical que teria mais um show de cobertura do JP. É isso aí.

Abraços,

Orlando