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quinta-feira, 9 de abril de 2015

Flamengo vacila e sofre o empate da Itapirense nos acréscimos

Fala, pessoal!

Nessa quarta-feira rolou Juve-nal no Nicolau Alayon, jogo esperadíssimo e recheado de tradição. É, teve, mas não fui. Troquei o clássico paulistano sem pestanejar por um jogo perdido de verdade na cidade de Guarulhos, também válido pelo Campeonato Paulista da Série A3 e importante para a continuidade do Projeto 40. Flamengo e Itapirense, o time 33 da minha missão, jogaram no Estádio Antônio Soares de Oliveira.

Não está nada fácil para o Corvo manter vivo o sonho de ter uma vaga na segunda fase. A equipe teve um bom início de campeonato e perdeu apenas uma vez nos primeiros sete compromissos. Depois disso tudo mudou: em onze partidas foram apenas três triunfos e cinco derrotas, a última um trágico 5x1 sofrido para o líder Juventus dentro de casa. Isso deixou o time longe do G8 e perigosamente perto do Z4.

A situação da Vermelhinha é ainda pior. A equipe, rebaixada na A2 em 2014, não conseguiu se acertar em nenhum momento dessa A3, principalmente entre a quarta e décima rodadas, período em que engatou uma série de sete partidas sem vencer. A atual sequência invicta de quatro pelejas não foi suficiente para afastar o time da zona de rebaixamento.


AA Flamengo - Guarulhos/SP. Foto: Fernando Martinez.


SE Itapirense - Itapira/SP. Foto: Fernando Martinez.


Capitães dos times e o quarteto de arbitragem da partida definido com o árbitro Edson Alves da Silva, os assistentes Leandro Fernandes Rodrigues e Rafael Cesar Fernandes e o quarto árbitro Luciano Rodrigo Zacharias. Foto: Fernando Martinez.

Apesar do momento ruim dos dois, o jogo foi muito bom. O Flamengo dominou as ações - timidamente, mas dominou - na maior parte do primeiro tempo e a SEI, dirigida atualmente pelo técnico Claudemir Peixoto, se segurou até que bem na defesa, mas deixou um pouco a desejar no setor ofensivo.

A insistência rubro-negra deu resultado aos 20 minutos. Numa cobrança de falta pela esquerda a bola foi alçada dentro da área da Itapirense e Billy, camisa 9 guarulhense, se adiantou aos zagueiros e marcou de cabeça. Toda a zaga da equipe visitante pediu impedimento, mas o lance foi legal. Sem oportunidades tão claras para ampliar, o tempo inicial acabou com a vantagem parcial do Fla.


Marcação da Itapirense em chegada rubro-negra. Foto: Fernando Martinez.


Lance do gol do Flamengo, marcado por Billy. Foto: Fernando Martinez.


Zagueiro da Vermelhinha ganha o lance em cima do atacante Bryan. Foto: Fernando Martinez.


Lance do final do tempo inicial. Foto: Fernando Martinez.

Durante o intervalo encontrei o perdido $eu Natal perambulando pelo estádio e já lancei a ideia de completar a rodada com uma sessão noturna. Dei sorte e o amigo taxista se empolgou com a extensão da jornada. Aproveitei o papo e fiquei parte do tempo final vendo o jogo na companhia do amigo nas arquibancadas.

A partida voltou um pouco mais embolada no meio de campo, só que em compensação as chances de gol foram maiores. Aos oito minutos a SEI ficou com um jogador a menos depois da expulsão do camisa 10 Dedé. Nos minutos seguintes o rubro-negro armou uma blitz e quase fez o segundo em dois lances com boas defesas do goleiro Diego.

Mesmo com dez a Itapirense passou a colocar as manguinhas de fora depois dos 20 minutos. Primeiro levou relativo perigo numa cobrança de falta perto da grande área e depois num lance absolutamente sensacional que teve como protagonista principal o goleiro da casa Douglas, de apenas 20 anos.

O camisa 1 foi responsável por duas defesas antológicas num lance como há muito não via. Num ataque rápido pela direita a bola foi tocada para o meio. Os dois primeiros chutes foram dados à queima-roupa da pequena área e nos dois o arqueiro fez defesas milagrosas. No terceiro a SEI acabou fazendo seu gol, anulado pelo árbitro por conta de uma suposta falta no atleta nascido em Sorocaba. Confesso que de onde estava não me pareceu que tal falta aconteceu. Independente disso, o que ele fez nesse lance merecia destaque em horário nobre da TV.

O onze guarulhense se recuperou do susto e respondeu à altura logo depois. Primeiro Bryan entrou na área livre de marcação e chutou em cima do goleiro. Depois Billy, também sem nenhum zagueiro fazendo pressão, tentou tirar do goleiro da SEI e colocar a pelota no canto esquerdo. Mas ele tirou demais e chutou pra fora. Mesmo na minha forma física atual, acho que teria feito pelo menos um nessas duas chances.

No melhor esquema "perdido por um, perdido por dez", a SEI não esmoreceu e passou os minutos finais jogando no campo adversário em busca do empate. Os atletas ficaram tocando bola tentando encontrar alguma forma de entrar dentro da área local. Essa intensa troca de passes envolveu a zaga guarulhense e aos 49 minutos aconteceu o castigo que nenhum dos torcedores esperava. A pelota passou pelos pés de todos atacantes até chegar em Bismaque. Ele chutou forte no canto esquerdo do goleiro do Flamengo e comemorou como se tivesse ganho uma Copa do Mundo.


Goleiro da SEI subindo no segundo andar para fazer a defesa. Foto: Fernando Martinez.


Falta que levou perigo à meta do Corvo. Foto: Fernando Martinez.


O atacante Billy segundos antes de perder um gol feito. Foto: Fernando Martinez.


Outra boa oportunidade para o Fla fazer o segundo gol. Foto: Fernando Martinez.

O Flamengo 1-1 Itapirense foi trágico para os guarulhenses, já que além de deixar o rubro-negro praticamente fora da segunda fase, ainda manteve vivo o pesadelo do rebaixamento. Com 21 pontos ganhos é fato que o Fla ainda corre riscos. A SEI saiu da zona de degola por conta da derrota do Cotia, mas ainda está seriamente ameaçada de queda.

O bololô das últimas posições está grande. O Corvo tem 21 pontos e está um pouco acima da bagunça. Rio Preto, Grêmio Barueri e Itapirense tem 19 e Cotia e Tupã - os dois hoje na zona de rebaixamento - tem 18. Faltam dois jogos para cada um e dessa lista dois estarão na Segundona em 2016, fazendo companhia já para Francana e Santacruzense, as duas já "classificadas" para a última divisão do ano que vem.

O que poderia ser uma rodada única se transformou em rodada dupla graças ao $eu Natal. Saímos de Guarulhos e seguimos até o Vale do Paraíba pela Via Dutra com tempo de sobra para chegarmos no nosso segundo destino futebolístico da rodada. Na pauta, o 19º time da Série A3 a entrar na lista do Projeto 40.

Até lá!

Fernando

terça-feira, 7 de abril de 2015

Show de gols perdidos entre Santo André e Velo Clube no ABC

Opa,

Depois do perrengue para ir até Sorocaba e do "jogo do pecado" na sexta-feira santa, o sábado de aleluia reservou minha última sessão futebolística do feriado prolongado. Firme e forte na execução do Projeto 40, fui até o Estádio Bruno José Daniel para a peleja Santo André x Velo Clube, o time 32 da minha missão, válida pelo Campeonato Paulista da Série A2.

Diferente do que aconteceu no jogo do pecado da noite anterior, fui sozinho até o ABC para um jogo decisivo pro Ramalhão. A equipe da Grande São Paulo, invicta há seis pelejas, buscava os três pontos contra o time rio-clarense na esperança de chegar mais perto do G4 da competição. Atualmente o Santo André faz parte da metade "de cima" da A2.

Já o rubro-verde de Rio Claro faz parte da metade "de baixo" da competição com a campanha abaixo do esperado. A equipe venceu apenas quatro dos seus treze jogos, todos contra equipes que que estão nas últimas posições da tábua de classificação. Vindo de um 6x2 sofrido no seu estádio para o Novorizontino, um empatezinho fora de casa já deixaria o Velo bem satisfeito.


EC Santo André - Santo André/SP. Foto: Fernando Martinez.


AE Velo Clube - Rio Claro/SP. Foto: Fernando Martinez.


Quarteto de arbitragem - árbitro Alysson Fernandes Matias, assistentes Leandro Alves de Souza e Domingos da Silva Chagas e o quarto árbitro Wanecley Lopes da Silva - posando para o JP junto com os capitães de Santo André e Velo Clube. Foto: Fernando Martinez.


Presença da torcida velista no Bruno José Daniel. Foto: Fernando Martinez.

E para quem ainda não venceu jogando longe no Benito Agnello Castelano, o Velo mandou bem demais. Em 46 segundos de jogo a equipe já tinha chegado duas vezes dentro da área andreense e aos três minutos criou a primeira chance perigosa para abrir o marcador através de Leleco.

O Ramalhão até que assimilou bem esse susto e não sofreu mais sustos como esse. Só que isso não quis dizer que o time fez uma boa apresentação, pelo contrário. A equipe, apesar da maior posse de bola, pecou demais no último toque e o goleiro Rafael simplesmente não fez nenhuma defesa fácil ou difícil durante os primeiros 45 minutos.


Início de ataque andreense. Foto: Fernando Martinez.


Zaga do Velo usando a cabeça. Foto: Fernando Martinez.


Marcação firme da zaga rio-clarense. Foto: Fernando Martinez.


Lateral do Velo em pose elástica afastando a pelota da sua área. Foto: Fernando Martinez.

No tempo final o jogo subiu de produção, ainda com o Velo mais perigoso. Após 60 minutos de futebol, o Santo André conseguiu finalmente dar o primeiro chute na direção do gol adversário. No contra-ataque os visitantes mostravam entrosamento e preocupavam a fiel torcida do Ramalhão.

A partir dos 33 minutos as equipes promoveram um show de gols absurdamente perdidos. Tauã inaugurou essa sequência jogando fora a maior chance do Ramalhão na peleja. A bola foi cruzada da esquerda e, dentro da pequena área, o camisa 11 chutou tão alto que se fosse futebol americano ele teria feito um field goal.

O Velo deu o troco em seguida, respectivamente aos 36 e aos 40, em dois lances que tiveram a brilhante participação do goleiro andreense Roberto. Para fechar a triste série, no último lance da peleja o onze velista queimou os dois cartuchos finais fazendo Roberto confirmar sua grande atuação.


Boa chegada do Ramalhão no tempo final. Foto: Fernando Martinez.


Disputa de bola pela lateral. Foto: Fernando Martinez.


Cruzamento que original a maior chance do Santo André na partida. Foto: Fernando Martinez.


Escanteio para os donos da casa nos acréscimos. Foto: Fernando Martinez.

No fim não teve mesmo jeito e a partida terminou em Santo André 0-0 Velo Clube. O pior é que nem dá pro Ramalhão reclamar muito do placar, pois as melhores chances foram todas da equipe visitante. O empate afastou um pouco mais o time do ABC do G4 mas foi bem recebido pelos rubro-verdes, já que esse foi mais um pontinho rumo à permanência na A2 em 2016.

Voltei pra casa na boa na companhia do meu iPod pronto para descansar pelo restante do feriado. Abortei a rodada do domingo de Páscoa sem a menor cerimônia em troca de uma noite muito bem dormida, algo que sempre faz bem demais.

Até a próxima!

Fernando

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Jogos Perdidos no "Jogo do Pecado" da sexta-feira santa

Opa,

Em todos os meus anos nessa indústria vital, nunca tinha tido a chance de acompanhar um jogo de futebol numa sexta-feira santa. Muito porquê, claro, nunca a FPF tinha marcado uma peleja para essa data no Século 21. Em 2015 tudo mudou e a entidade fez um favor para os amantes do ludopédio e marcou uma sessão noturna em pleno feriado. O Estádio José Liberatti foi o palco desse verdadeiro "jogo do pecado" entre Grêmio Osasco Audax e XV de Piracicaba.

Para essa que foi apenas a minha segunda partida no Campeonato Paulista 2015 - aliás, obrigado Portuguesa por não conseguir a liberação do Canindé em toda a competição - tive a companhia de um quórum alto de "pecadores" que abandonou procissões e a companhia da família para uma jornada na mais pura profanidade. Foram tantos que vale citar os principais nomes: Mílton, Cosme, Rodrigo Colucci, Pucci, Ricardo Espina, Sérgio, o sumido Renato Rocha, Bruno e mais um monte de abnegados.

A maior parte dessa rapaziada se encontrou na Estação Osasco da CPTM. Antes de seguimos caminho até o estádio começamos a jornada profana curtindo pipoca com bacon, uma iguaria ideal para a data. Dali fomos para o Rochdale divididos em três táxis e faltando mais de uma hora para o apito inicial já estávamos na porta da cancha osasquense.

Com todo mundo já dentro do estádio vimos que a noite não seria nada "perdida". Um público simplesmente sensacional também resolveu aproveitar o feriado e foi curtir a peleja. Quase cinco mil pessoas bateram fácil o recorde de público do GEO Audax na A1 2015 jogando na cidade. Confesso que não esperava um público nem próximo desse.


Times perfilados para o Hino Nacional Brasileiro. Foto: Fernando Martinez.

Falando da peleja em si, o Audax buscava os três pontos para ainda manter vivo o difícil sonho de uma vaga nas quartas-de-final. Para isso o time precisava vencer suas duas pelejas restantes e a Macaca perder as duas. Resumindo, uma situação bem complicada. O maior azar mesmo foi ter caído no Grupo B junto com Corinthians e Ponte Preta, dois times de Série A.

Já a luta no Nhô Quim nessa A1 era primeiro não cair por conta do início desastroso com quatro derrotas seguidas. Uma vitória nesse jogo combinada com outros resultados salvaria a equipe da queda e ainda deixaria a agremiação com grandes chances de classificação no Grupo D. Como se não bastasse, um triunfo quebraria a invencibilidade do GEO Audax dentro do José Liberatti.

Sem cerimônia o time alvinegro assustou a animada torcida local logo no primeiro minuto de partida, quando Zelão perdeu um gol feito após rebote do goleiro Felipe Alves, chamado pelo amigo Luiz carinhosamente de Pedro Escamoso. O GEO Audax assimilou o susto muito bem e passou a jogar melhor.

Os locais dominavam a peleja, mas aos 19 minutos o goleiro local quase ganha o prêmio de "vacilo do mês". Ele foi dar um chapéu num jogador do XV e emendou uma lambança de gente grande. Paulinho chutou na trave e um dos zagueiros salvou o tiro de Bruninho em cima da linha.

O restante do primeiro tempo foi disputado em alta qualidade, com as duas equipes alternando bons ataques. Ao fim dos primeiros 45 minutos o bom futebol não foi traduzido em gols e o placar ficou em 0x0. No segundo o cenário permaneceu o mesmo com GEO Audax e XV de Piracicaba jogando bem.


Zaga do XV cortando roubando a bola no campo defensivo. Foto: Fernando Martinez.


Boa saída do arqueiro piracicabano. Foto: Fernando Martinez.


Longe do seu domínio, o zagueiro do GEO Audax foi de mal a pior e cometeu a falta no atacante do XV. Foto: Fernando Martinez.

Aos sete aconteceu o lance que definiu a sorte da partida. O time da casa saiu errado para o ataque e Fabiano roubou a pelota. Ele tocou para Paulinho, que avançou pela esquerda do campo de ataque e tocou na saída de Felipe Alves, que nada pôde fazer.

Precisando vencer o GEO Audax passou a ter mais posse de bola e engatou vários ataques em sequência. A eficiência defensiva quinzista foi colocada em teste e não decepcionou. Os zagueiros do Nhô Quim conseguiram neutralizar sem problemas todas as investidas do time da casa.

Nos minutos finais até o arqueiro local foi tentar ajudar no ataque, mas não adiantou nada e a peleja terminou em Grêmio Osasco Audax 0-1 XV de Piracicaba. A derrota tirou de vez a chance de vaga na segunda fase e também finalizou o sonho da equipe de conquistar um lugar na Série D desse ano.


Marcação da zaga osasquense no tempo final. Foto: Fernando Martinez.


Bola levantada na área piracicabana. Foto: Fernando Martinez.


Todos os atletas locais, incluindo o goleiro Felipe Alves, buscando o empate no tempo final. Foto: Fernando Martinez.


Muitos torcedores do XV marcaram presença do José Liberatti e comemoraram muito a grande vitória. Foto: Fernando Martinez.

Para o XV a vitória teve um gosto absolutamente sensacional. Além de afastar por completo a chance de rebaixamento, o onze piracicabano ainda pode se classificar para as quartas-de-final dependendo dos resultados da quarta-feira. Vencendo o Corinthians, o time se classifica independente do resultado de Penapolense x São Bento. Se a equipe de Penápolis não vencer, o XV se classifica mesmo com derrota.

Ouvindo a sempre sensacional trilha sonora do Liberatti saímos do estádio num grupo de dez pessoas, certamente causando medo da população da região. Voltamos para a Estação Osasco para uma sessão gastronômica recheada de churrasquinho, hot-dog e sanduíche de calabresa. Se para muitos comer carne na sexta-feira santa é pecado, no nosso coração não existe pecado do lado de baixo do Equador.

Até a próxima!

Fernando

Sorocaba vence, ultrapassa o Bafo e sai do Z4 da Série A2

Fala, pessoal!

Depois de um mês de março mais parado do que de costume, abril começou com tudo por essas bandas. O feriado da semana santa marcou a volta de uma agenda mais encorpada e o cronograma se iniciou já na quinta-feira com o encontro entre Atlético Sorocaba e Comercial de Ribeirão Preto, duelo valendo pela abertura da 14ª rodada do Campeonato Paulista da Série A2 e realizado no Estádio Wálter Ribeiro.

Por conta da missão do Projeto 40 a ida foi meticulosamente programada pois caso contrário não veria nenhuma das duas no estadual em 2015. Com mais essas equipes, respectivamente os times 30 e 31 a entrarem na concorrida lista, definitivamente entrei na reta final dessa pequena e sensacional insanidade. Falta um mês para o fim das fases iniciais dos dois campeonatos e agora restam apenas nove times para fechar a coleção.


CA Sorocaba - Sorocaba/SP. Foto: Fernando Martinez.


Comercial FC - Ribeirão Preto/SP. Foto: Fernando Martinez.


Capitães dos times junto com o árbitro Flávio Rodrigues de Souza e os assistentes Sergio Cardoso dos Santos e Ricardo Ferreira da Cruz. Foto: Fernando Martinez.

É, mas a missão não seria nenhuma moleza, muito pelo contrário. Com a chegada de um sempre bem-vindo feriado prolongado as saídas da capital bandeirante sem dúvida estariam empanturradas de automóveis desde o meio da tarde. Fiz as contas e vi que se pegasse o ônibus das 16 horas no Terminal Barra Funda daria tempo de chegar com tempo suficiente na bela cidade do interior.

O que eu não contava era com um leve atraso na hora da minha saída do bairro do Mandaqui. Isso quebrou todo meu esquema e fez com que o caminho fosse percorrido sob grande tensão. A lotação também atrasou, o metrô estava com má vontade e só cheguei na Barra Funda dez minutos depois do horário marcado para a saída do Cometão.

O que me salvou, além da presença dos amigos Victor e Rodrigo Leite infernizando o motorista do coletivo, foi uma salvadora moça que se enganou e achou que o ônibus dela era o mesmo que o nosso. Foram três minutos que fizeram a missão do Projeto 40 continuar existindo (fora os demais minutos de atraso por conta do trânsito). Tudo bem, levei quinze minutos para recuperar meu fôlego depois da correria que fiz pelas instalações do Terminal, mas aqui é sempre tudo pelo social.

A viagem foi tranquila e a previsão de trânsito se confirmou logo quando entramos na Marginal. Enfrentamos o congestionamento até passarmos por Barueri e dali pra frente a viagem foi tranquila. Descemos do ônibus na Avenida Pereira da Silva, que fica distante cerca de 300 metros do estádio. Por volta das 18h40 já estava no gramado. Obrigado, Deuses do futebol!

A A2 desse ano vive um momento em que temos dois campeonatos paralelos rolando. Os dez primeiros estão lutando por um lugarzinho na "elite" em 2016 e os outros dez disputam quem irá para a A3 na próxima temporada. Sorocaba e Comercial estão na metade de baixo na tábua de classificação. O Atlético, mesmo tendo recuperado os quatro pontos que havia perdido no TJD, era o 17º antes dessa rodada. O Bafo não estava muito melhor e ocupava a 16ª posição. Estava prestes a assistir mais uma edição do "jogo de seis pontos".

Apenas 180 testemunhas foram ao CIC para ver a partida, mas ela acabou sendo muito boa e bem acima do que eu esperava. O Sorocaba teve mais posse de bola durante os primeiros 45 minutos e ficou bastante tempo dentro da área adversária. isso não significou, porém, chances reais de gol para os locais.

O Bafo se segurou na defesa, algo um tanto quanto óbvio quando alguém joga fora de casa, e apostou nos contra-ataques. E foi nesse tipo de lance que o time de Ribeirão Preto criou algumas boas oportunidades de gol, obrigando o goleiro Adílson a mostrar serviço, primeiro num chute de Matheus Santos aos oito minutos.

O Atlético chegou perto do primeiro aos 16, com uma preciosa oportunidade na pequena área e que terminou com a bola nas arquibancadas. Depois dessa chance, só deu Bafo. O time visitante quase inaugurou o placar aos 35, em chute à queima-roupa de Marcinho e defesa milagrosa de Adílson.

O Comercial acabou sendo castigado aos 41 minutos. A defesa saiu errado e a pelota sobrou para Canga. Ele chutou forte no canto esquerdo de Marcelo Henrique. A pequena e animada torcida sorocabana pôde respirar aliviada pela primeira vez no tempo inicial.


Zaga comercialina tirando a bola de dentro da área após cobrança de escanteio. Foto: Fernando Martinez.


Detalhe da melhor chance sorocabana durante a maior parte do tempo inicial. A bola foi escorada no segundo pau e Romário chutou na arquibancada. Foto: Fernando Martinez.


Canga chuta para abrir o placar para o Atlético. Foto: Fernando Martinez.


Ataque do time da casa pela direita do ataque. Foto: Fernando Martinez.

No segundo tempo o panorama mudou e as equipes inverteram os papeis. O Sorocaba tentou segurar a vantagem parcial e o Comercial se mandou para o ataque em busca de melhor sorte. Romário por muito pouco não ampliou para os locais aos 15 e no lance seguinte Mateus quase fez para o Bafo. O jogo era muito bom.

Adílson se tornou em definitivo o nome da partida com uma grande defesa aos 30 e uma mais complicada ainda nos minutos finais. O Atlético até poderia ter feito o segundo, mas desperdiçou todos os contra-ataques armados. No fim, foi confirmado o marcador do primeiro tempo.

O Atlético Sorocaba 1-0 Comercial fez com que o time da Manchester Paulista saísse da zona de rebaixamento depois de algumas rodadas de desespero. A equipe agora está na 15º colocação com quinze pontos ganhos. Situação bem ruim, mas só pelo fato de não estar entre os quatro últimos o pessoal já ganha uma injeção de ânimo. Não será fácil o restante do certame, pois o time do Reverendo Moon joga mais apenas dois jogos no Wálter Ribeiro.

O Bafo continua com treze e agora ele que está no Z4. Com mais esse revés longe do Palma Travassos, agora o time soma apenas um ponto ganho em seis jogos disputados longe da sua casa. Uma performance horrorosa para uma equipe tão tradicional e que estava na elite estadual em 2014. Vale lembrar que agora faltam cinco jogos para o final da competição.


Jogada rápida no começo do segundo tempo em ataque do Sorocaba pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.


Interceptação da zaga do Bafo. Foto: Fernando Martinez.


Disputa de bola na marca de escanteio. Foto: Fernando Martinez.


Falta perigosa para o Comercial. Foto: Fernando Martinez.

Bom, saindo do estádio fui até a rodoviária a pé junto com os amigos presentes. Cheguei ali em cima da pinta, mas a tempo de pegar o ônibus para voltar pra casa. O coletivo milagrosamente estava vazio, mas eu dei sorte de pegar uma poltrona premiada e totalmente encharcada (!). Isso mesmo, encharcada. O cansaço era tão grande que nem liguei, apenas mudei de lugar e bati uma soneca nervosa por todo o trajeto até meu QG.

Cheguei tarde em casa e fui dormir mais tarde ainda, mas nada que me impedisse de ir no meu primeiro jogo numa sexta-feira santa em todos os tempos.

Até lá!

Fernando

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Juventus vence a décima e é mais líder do que nunca na A3

Fala, pessoal!

A cada dia que passa a certeza fica maior: a tabela das divisões de acesso do estadual realmente foi muito mal feita. Enquanto na quarta-feira tivemos vários jogos na capital paulista e Grande São Paulo - seis, para ser mais exato - no final de semana apenas duas pelejas, ambas no mesmo dia e horário, aconteceram.

Por conta disso de novo a minha cobertura cobertura do JP ficou reduzida a apenas uma partida, mas uma peleja essencial para o intricado cronograma do Projeto 40. Fui até o Estádio Conde Rodolfo Crespi para o confronto de contrastes entre o líder Juventus e a ameaçadíssima Santacruzense, respectivamente as equipes de número 28 e 29 a entrarem para a lista.


CA Juventus - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


AE Santacruzense - Santa Cruz do Rio Pardo/SP. Foto: Fernando Martinez.

O CAJ conseguiu montar uma equipe arrumadinha para essa A3, equipe que tem como maior destaque, claro, a presença do atacante Gil, veterano ex-Corinthians e ex-Cruzeiro. Com isso o onze paulistano vem fazendo a sua melhor campanha num estadual nos últimos dez anos. Com o nível claudicante das outras agremiações, não há como negar que o Juventus é um grande favorito não só ao acesso, mas também ao título da A3.

Já a Esportiva não tem muito o que comemorar em 2015. Desde que conquistou os dois acessos seguidos de 2010 e 2011, a equipe só fez campanhas ruins, a pior delas o rebaixamento na A2 de 2013. Depois do 15º lugar no ano passado, nessa temporada parece que não há salvação para a Locomotiva. A queda é praticamente inevitável.

Após a grande vitória da rodada anterior contra a Francana, com direito a quatro gols de Gil, o público voltou a encher a Javari. O público total de 2.469 pagantes bateu o recorde do estádio em 2015. Tudo bem que hoje em dia o ambiente atual da casa grená parece mais um bloco de carnaval no Baixo Augusta, uma balada na Vila Madalena ou uma festa hipster na USP, mas como para o clube está sendo positivo, isso é o que realmente importa.

A massa descolada ávida por cannolis e camisas-retrô viu uma apresentação segura, sólida e sem percalços do time local. O Juventus não deu o menor espaço para a zebra e a Esportiva criou uma ou outra chance em contra-ataques espalhados pelos 90 minutos. Num deles, no segundo tempo, a bola bateu na trave, nada que assustasse muito o time grená.

Jogando na boa o Moleque Travesso abriu o placar aos 25 minutos do tempo inicial com o gol de Daniel Costa. O camisa 11 avançou pelo setor defensivo e tocou para Gil. Na tentativa do desarme, um dos zagueiros devolveu a bola para o jogador juventino, que chutou forte da entrada da área colocando a pelota no canto esquerdo do goleiro Braz.


Zaga da Santacruzense desarmando o ataque grená. Foto: Fernando Martinez.


Investida juventina pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.


Comemoração de Daniel Costa no primeiro gol do Juventus. Foto: Fernando Martinez.


Foi pênalti ou não foi? Nathan cai dentro da área da Esportiva. Foto: Fernando Martinez.

O tempo inicial terminou com a vantagem mínima para o CAJ. No segundo o panorama continuou o mesmo e o segundo gol aconteceu aos treze minutos direto dos pés do camisa 7 Nathan, que completou de forma precisa um cruzamento da direita.

Na meia hora seguinte o Juventus perdeu a chance de aplicar sua segunda goleada seguida no certame. Nesse período valeu o papo com o amigo de longa data Maurício "Nassau" - testemunha presencial de um certo "carrossel holandês" visto na região do Tatuapé nos idos de 1994 - animado pelo fato de que em julho será pai. Parabéns ao amigo!


Nathan aparecendo livre de marcação para fazer o segundo gol do CAJ. Foto: Fernando Martinez.


O Juventus, mesmo com a vantagem de 2x0 no marcador, não parou de atacar durante todo o tempo final. Foto: Fernando Martinez.


Bom ataque pela direita. Foto: Fernando Martinez.


Braz se estica todo para a afastar a pelota da sua área. Foto: Fernando Martinez.

No fim, o placar de Juventus 2-0 Santacruzense deixou os paulistanos com 32 pontos, quatro acima da vice-líder Inter de Limeira com 28. Faltando quatro jogos para o final da primeira fase, a classificação é praticamente certa e somente uma catástrofe elimina o CAJ. Além disso tudo, esse triunfo foi o décimo na competição, o maior número num campeonato estadual desde 2005.

A Esportiva ocupa a penúltima colocação com míseros sete pontos, oito atrás do Rio Preto, 18º lugar. Com doze pontos em disputa, o rebaixamento já é uma realidade, faltando a confirmação matemática e também saber em qual rodada isso acontecerá. Triste notícia para a torcida do time de Santa Cruz do Rio Pardo.

Até a próxima!

Fernando