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quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Barcelona arranca ponto do líder Flamengo no Nacional

Texto e fotos: Fernando Martinez


Se no fim de semana estava um calor dos infernos, na quarta-feira tivemos uma temperatura decente na capital bandeirante. Sob um frio sensacional pintou nova cobertura do JP no Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Direto do Estádio Nicolau Alayon, o Barcelona recebeu o líder Flamengo de Guarulhos em busca da, pasmem, segunda vitória seguida.

O Elefante tinha apenas um ponto até vencer o Mauaense fora de casa no sábado anterior. A ideia era buscar os três pontos novamente, só que o adversário agora era bem mais complicado. O Flamengo vinha na liderança isolada do grupo, com uma marca de cinco vitórias seguidas e com certeza é uma equipe que chegará longe no torneio. Não seria nada fácil a missão do onze paulistano.





Todas as fotos oficiais antes do apito inicial de Barcelona Capela x Flamengo de Guarulhos

Do meu lado para essa peleja estavam o decano Milton, novo encarregado da limpeza da Comendador Souza, e o amigo Mário. Zanzando pelas cabines também a dupla Chicão e Colucci. Vimos uma partida em que o Barcelona se superou e conseguiu segurar o poderoso escrete rubro-negro. Mesmo inferiores tecnicamente, deu gosto de ver a atuação do Elefante.

Sim, o Elefante foi bem, porém foi o Flamengo que criou os principais lances da etapa inicial. O primeiro aos 17 minutos em finalização da pequena área e depois em gol que foi anulado pela arbitragem aos 23. O Barcelona se defendia bem e aos 28 teve uma falta do lado direito do ataque. A bola foi cruzada na área e encontrou o zagueiro Murilo no meio do caminho. O camisa 2 tocou meio errado, enganou o goleiro e marcou contra. Barcelona 1x0.

O 1x0 sofrido não desanimou o Fla. O empate já poderia ter saído aos 30 em chute de perto que saiu pela esquerda, mas saiu somente aos 37. Justino fez grande jogada individual pelo meio e rolou na direita até Vilares. O camisa 10 cruzou, um dos zagueiros se enrolou todo e a pelota sobrou com Brunão. O camisa 9 só teve o trabalho de tocar de leve e deixar tudo igual.



Barcelona e Flamengo fizeram um jogo bastante animado no Nicolau Alayon


Bola na rede do Barcelona aos 23 do primeiro tempo... mas o gol foi anulado pela arbitragem


Murillo, zagueiro do Corvo, deu uma ajuda aos locais e marcou contra aos 28 minutos


Brunão deixou tudo igual nesse lance aos 37

Quando o segundo tempo começou, não demorou para o Flamengo virar o marcador. Foi um lance em que goleiro e zagueiro do Barcelona fizeram uma enorme lambança e Arian só teve o trabalho de tocar da entrada da área sem dificuldade. A gente achou que o Corvo ia arrepiar a partir daí, porém isso não aconteceu. O time recuou, parou de atacar e o escrete paulistano sentiu que podia aprontar. Aos 25 tiveram uma falta na esquerda. Matheus completou o levantamento de cabeça e empatou de novo.




O tempo final seguiu com o Barcelona surpreendendo o líder Flamengo



Depois de tomar a virada, Alemão fez de cabeça o segundo gol paulistano

O onze visitante não teve sucesso em retomar a vantagem no placar e viu sua sequência de cinco vitórias seguidas virar água: Barcelona 2-2 Flamengo. O empate não preocupa pois eles vão se classificar sem problemas. Dá tempo suficiente de deixar tudo ajeitado para o mata-mata. Ao Elefante fica a esperança de que possam repetir a atuação até o término da fase inicial. Quem sabe o milagre é menos difícil do que parece?

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Barcelona 2x2 Flamengo

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Luiz Renato Soares; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Diego, Caíque, Vinicius Caveira, Vilares, Barreto, Justino, Murillo, Marcelo Marelli; Gols: Murillo (contra) 28 e Brunão 37 do 1º, Arian 6 e Alemão 25 do 2º.
Barcelona: Ruan; Gabriel Alves, Kaique, Danilo e Jefferson; Gabriel Sampaio, Breno, Cristopher (Caíque) e Morais; Alemão e Luan (Thiago). Técnico: Mateus Silva.
Flamengo: Matheus Cabral (Miranda); Ítalo, Murillo, Barreto e Maranguape; Renato Pitbull, Justino, Humberto e Vilares (Joedson); Brunão e Arian (Dener). Técnico: Marcelo Marelli.
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quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Gol gol no apagar das luzes, USAC vence outra na Segundona

Texto e fotos: Fernando Martinez


Se no sábado acompanhei ECUS 3x1 Atlético Mogi, no domingo foi a vez de conferir outro duelo da região do Alto Tietê pelo Campeonato Paulista da Segunda Divisão: União Mogi x União Suzano. O palco foi o Estádio Francisco Ribeiro Nogueira, o glorioso Nogueirão, cancha que não visitava desde a Copinha do ano passado.

O USAC por anos e anos foi um grande saco de pancadas no futebol paulista. Tirando três boas campanhas nos três primeiros anos no profissionalismo - 1989, 1990 e 1991 - e uma participação que começou de forma brilhante e terminou de forma melancólica em 2013, o onze suzanense nunca fez nada digno de registro e tem recordes bizarros como uma sequência de 45 partidas sem vitórias no começo do século e absurdas 34 (!) derrotas seguidas entre 2001 e 2006.

Acontece que em 2021 um pessoal novo pintou no clube e a contratação do técnico Ricardo Costa, uma lenda na última divisão com quatro acessos nos últimos cinco anos, deixou claro que não viriam brincar. Se ainda não empolgaram, pelo menos estão invictos e se preparando para o mata-mata. Certamente chegarão firmes na disputa do acesso. Aliás, quem viu a agremiação fazendo campanhas ridículas através da história não consegue se acostumar com a ideia deles sendo candidatíssimos a uma vaga na A3.




Os times perfilados e também as fotos oficiais de União Mogi e União Suzano

O União Mogi está no meio da tabela, lutando por uma vaguinha na segunda fase. Apesar de atuar em casa, não eram favoritos, pelo contrário. Resolvi ir nesse jogo pois estava com saudade da paisagem e do sossego que é a região do Nogueirão. Leva cerca de uma hora de trem e depois de 15 a 20 minutos de caminhada, sempre com um clima agradável de interior.

Cheguei cedo na cancha e pedi informação para conseguir uma cabine. Fiquei sabendo que elas não estão liberadas... para a imprensa. Uma estava com a transmissão da FPF, outra com o som e outra com um integrante da comissão técnica visitante. As três demais estavam fechadas e o responsável se recusou a abrir. Tive que ficar no meio da muvuca. Infelizmente a verdade é que a Segundona é uma bagunça e cada um faz o que quer. Uma terra de ninguém e quem tem que se preocupar não se preocupa. Pelo menos o presidente do União foi gente boa e veio pedir desculpa pelo ocorrido no intervalo. Vale sempre o registro.

Da arquibancada vi um jogo que decepcionou muito, principalmente pela atuação fraca do União Suzano. Em nenhum momento a equipe empolgou e mostrou um futebol burocrático e pouco inspirado. O União Mogi também não fez muita coisa digna de registro e os 90 minutos deram sono. Pelo lado visitante, só uma chance: aos 22 Madalena recebeu cruzamento da esquerda, matou dentro da área e, sozinho, conseguiu mandar por cima.

O Javali das Palmeiras perdeu Romário expulso aos 27 e aos 31 por pouco não sofreu o gol quando Geovânio ganhou um presentaço na pequena área, porém finalizou fraco em cima do goleiro. Estar com um a mais acabou sendo um problema maior para o alvirrubro. Na etapa final os locais não atacam com perigo uma vez sequer.





Lances do fraco tempo inicial de União Mogi x União Suzano

O USAC foi melhor e desperdiçou dois momentos claros aos quatro e aos quinze minutos. Primeiro foi Daniel Bahia que entrou na área e chutou em cima do arqueiro e depois Mendes teve o gol aberto, tentou marcar por cobertura e mandou longe. A peleja seguiu sem nenhuma emoção e eu tinha praticamente certeza que estava prestes a ver o terceiro 0x0 no ano. Foi no último suspiro que o gol saiu. Quando o relógio marcava 50 minutos, o USAC teve um lateral pela direita. A bola foi escorada e sobrou com Pedrinho. O atacante tocou, o goleiro Matheus ainda tentou só que a pelota estufou a rede mogiana. Ufa!



O USAC, mesmo com um a menos, atacou o time da casa na maior parte do tempo. O problema foi a falta de inspiração



Detalhe da bola sendo escorada no primeiro pau que sobrou para o gol de Pedrinho aos 50 minutos. A comemoração foi como se tivessem vencido a final do torneio

Não foi uma partida boa, empolgante ou bem disputada, mas o resultado acabou sendo justo: União Mogi 0-1 União Suzano. De todos os times comandados por Ricardo Costa, o USAC de 2021 é, por enquanto, o que menos empolga. Os resultados estão vindo, resta saber se na hora H isso irá se manter. Pelos lados do alvirrubro de Mogi das Cruzes, uma vaga na próxima fase já será uma grande vitória.

Voltei à capital de boa, sem pressa e emendando aquela leitura marota durante todo o trajeto do trem e do metrô. Na quarta-feira tem mais.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: União Mogi 0x1 União Suzano

Local: Estádio Francisco Ribeiro Nogueira (Mogi das Cruzes); Árbitro: Caio Cesar Mello; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Danilo Fuga, Geovânio, Cássio, Romário, Daniel Bahia, Pedrinho, Leandro Silva (AT-US); Cartão vermelho: Romário 28 do 1º; Gol: Pedrinho 50 do 2º.
União Mogi: Matheus Peretti; Danilo Fuga, Leonardo (Marcos), Modesto e Pepe; Juninho, Geovânio (Felipe), Murilo Alves e Natan (Cássio); Thoni e Gui (Daniel). Técnico: Glegson Santos.
União Suzano: Felipe Nicolas; Gustavo Lobo, Leonan, Matheus Abreu e Felipe Santana; Tenner, Madalena (Roca), Bruno Luka e Mateus Piauí (Romário); Daniel Bahia (Felipinho) e Mendes (Pedrinho). Técnico: Ricardo Costa.
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terça-feira, 14 de setembro de 2021

Bom jogo e triunfo do ECUS contra o Atlético Mogi

Texto e fotos: Fernando Martinez


Após os jogos do sub-15/sub-17 sábado cedo, saí correndo da Fazendinha pois o cronograma reservava uma partida legal do Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Depois de oito anos, voltei a ver uma apresentação da ECUS, tal como a fênix, contra o Atlético Mogi em duelo válido pela abertura do returno do Grupo 5. O palco foi o ajeitado Estádio Francisco Marques Figueira, cancha que eu não visitava desde 2019.

A última participação do glorioso Esporte Clube União Suzano na Segundona tinha sido em 2015 e a despedida foi terrível, um 14x2 sofrido contra o Mauaense. Desde então, o que se escutava pelos lados de Suzano era que não tinham a menor chance de voltar a disputar um certame profissional. Foram tantos anos com essa certeza que, ao aparecerem na lista de participantes, muitos tomaram um susto.

O clube atuou por 18 temporadas seguidas entre 1998 e 2015, conquistando o título da Série B2 em 2002 e o acesso para a A3 em 2004 com o terceiro lugar na B1. A história na terceirona durou apenas um ano e foram rebaixados de cara. Tirando 2007, nunca mais fizeram uma campanha de destaque. O panorama ali mudou quando a prefeitura deixou de ajudar o time. Por tudo isso, o retorno é bem-vindo.


Quem não tem cão, caça com gato: o amigo Nilton no muro para tentar ver um pedaço da peleja. Pena que minutos depois da imagem ele acabou tomando um belo enquadro da PM

Do outro lado estava o Atlético Mogi, dono de um retrospecto absolutamente assombroso nos últimos quatro anos. Desde que derrotaram o Real Cubatense em 17 de junho de 2017, enfileiraram 42 jogos com dois empates e impressionantes 40 derrotas, 23 delas consecutivas. Em 2021 mantém a escrita e provavelmente não conquistarão nenhum ponto. Estão caminhando a passos largos para baterem o recorde de maior sequência sem vitórias do Corinthians de Casa Branca no começo dos anos 80 - 49 partidas - e de 34 derrotas seguidas do União Suzano entre 2000 e 2006.

Meu roteiro funcionou perfeitamente e cheguei no estádio super cedo. Fui de Uber até o Tatuapé, de trem até Suzano e então peguei outro Uber até o "Suzanão". Corridas curtas com valores baixos e nenhuma preocupação. Estava com saudade dali e logo fui até as cabines garantir um espaço para acompanhar a peleja. Minha última vez com o ECUS em casa tinha sido uma derrota por 4x0 contra a Matonense em 2013. Já um triunfo eu não via desde 2004 (!), um sofrido 1x0 em cima da Ferroviária pela B1 em tempos que o JP nem existia.


ECUS e Atlético Mogi antes do Hino Nacional Brasileiro



O ECUS posado com seu belo uniforme, um time que achei que nunca mais veria ao vivo e a foto oficial dos capitães com o quarteto de arbitragem

Por ser um confronto de agremiações mal colocadas na chave, a partida foi melhor do que eu esperava. O ECUS fez uma atuação segura e, por incrível que pareça, o Atlético Mogi também teve os seus momentos. Aos 19 minutos os locais quase abriram a contagem, mas a zaga salvou em cima da linha. Cinco minutos depois, por pouco o onze visitante não fez em chute que passou perto da trave. Aos 33 a bola foi lançada com precisão até Breno. Ele entrou na área, tocou na saída do goleiro e anotou.




Três lances do bom primeiro tempo entre ECUS e Atlético Mogi


Detalhe da genial horta que tem ao lado da arquibancada oposta no estádio de Suzano. Você nunca verá isso na Arena Corinthians ou no Allianz Parque


Detalhe do gol de Breno aos 34 minutos

Nem bem a segunda etapa tinha começado e o mesmo Breno ampliou a vantagem. O Atlético colocou as manguinhas de fora e, após criar grande chance aos 27 em lance que Deivão fez ótima defesa, diminuiu aos 33 com um golaço de Kaick em jogada individual. Os visitantes sonharam com o empate, porém foi o ECUS quem enfileirou rápidos contra-ataques. De tanto insistirem, fizeram o terceiro aos 42 com Gabriel, um dos bons nomes da tarde, e fecharam a fatura.




O segundo tempo foi tão bom quanto o primeiro, porém teve mais momentos de perigo dos dois lados


Detalhe do goleiro suzanense atuando como zagueiro no fim da partida


Gabriel Moysés, um dos bons nomes do ECUS, insistiu bastante mas só conseguiu marcar o seu aos 42 do tempo final

O ECUS 3-1 Atlético Mogi não ganharia prêmios na FIFA, mas foi uma diversão bem agradável para quem assistiu os 90 minutos. Como duvido que o escrete suzanense irá lutar pela classificação. O que vale de verdade é terminarem sua volta aos gramados da forma mais digna possível, e estão conseguindo. Já os atleticanos seguem sua via-crucis rumo aos recordes negativos da história do futebol paulista.

Foram quase doze horas na rua com três coberturas na sequência, então retornei à capital cansado e com aquele sempre maroto sentimento de dever cumprido. No dia seguinte peguei o caminho do Alto Tietê novamente pois tinha outro confronto Suzano vs. Mogi das Cruzes na pauta.

Até lá!

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Ficha Técnica: ECUS 3x1 Atlético Mogi

Local: Estádio Francisco Marques Figueira (Suzano); Árbitro: Daniel Carlos Fernandes; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Talisca, Gustavo, Matheus, Lucas Oliveira; Gols: Breno 34 do 1º, Breno 1, Kaick 33 e Gabriel Moysés 42 do 2º.
ECUS: Deivão; Patrick (Denis), Gustavo, Cauê e Breno; Negão (Gabriel Silva), Guga (Canhotinho), Talisca e Zetão (Matheus); Gabriel Moysés e Bulhões (Everton). Técnico: Jaques Carvalho.
Atlético Mogi: Gabriel Filipe; João (Kris), Vítor Macedo, Silas e Guilherme Silva; Gabriel Souza (Lucas Oliveira), Lucas Gardinalli (Kelvin), Guilherme Nascimento (Paulo) e Thiago; Vítor Silva (Vanderlei) e Kaick. Técnico: Anderson Silva.
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Em jogo muito fraco, Corinthians mantém os 100% no Paulista sub-17

Texto e fotos: Fernando Martinez


Se no sub-15 Corinthians e Independente eram os dois melhores da chave, no duelo entres eles válido pelo Campeonato Paulista sub-17 a coisa era bastante diferente. O escrete paulistano também era o líder, tudo bem, porém quem faz uma campanha totalmente oposta é o Galo da Vila Esteves: lanterna e sem nenhuma vitória.

Nas três rodadas iniciais, os mosqueteiros marcaram 16 gols, não sofreram nenhum e aplicaram dois 7x0, um deles contra o vice-líder União Barbarense. Os limeirenses somaram apenas um ponto e eram candidatíssimos a serem nova vítima do alvinegro paulistano. O problema foi que o Estádio Alfredo Schurig viu um jogo horroroso em que o Corinthians praticamente não se acertou.





Diferente do sub-15, no sub-17 consegui pegar carona em todas as fotos oficiais, inclusive do Independente

Sério, fica difícil até escrever a respeito. Em nenhum momento o Corinthians conseguiu se impor ou criar alguma chance realmente perigosa. O calor, o sol forte e o forte bafo tiveram forte influência negativa e deixaram a molecada ainda mais desanimada. Para não dizer que não falei das flores, tivemos uma (!) oportunidade digna de registro na etapa inicial: um ataque corintiano aos cinco minutos defendido pelo goleiro visitante com os pés. E só.

No segundo tempo a coisa ficou no mesmo panorama. Uma coisa horrorosa. A desgraça foi tão grande que o melhor lance foi um chute local aos 13 minutos com o tiro indo parar quase nas quaras de tênis que ficam atrás da arquibancada do fundo. Como tinha compromisso à tarde, guardei minhas coisas bem antes do apito final e fiquei perto do portão de saída, não aguentando mais ver tanta falta de ânimo no gramado.

Acabou que nos minutos finais a manhã não foi completamente perdida pois os locais, não sei como, chegaram às redes duas vezes aos 32 e 35 minutos (neste torneio são dois tempos de 40 minutos cada). Quem marcou? Pedrinho e Pedrinho. Sim, dois atletas diferentes com o mesmo nome. Nota negativa para o "gênio" que não se preocupa em diferenciar os nomes (na ficha técnica corrigi o erro e coloquei o sobrenome de cada um, como o pessoal corintiano deveria ter feito).







O Corinthians foi mal contra o sub-17 do Independente. A provável goleada se transformou em uma magra vitória com gols apenas na reta final da partida

O Corinthians 2-0 Independente ganhou uma nota 3.5 com muita bondade por parte do vos escreve. Ia ganhar 1.5, mas os dois gols elevaram um pouco. De qualquer forma, não passaram de ano nem no conselho de classe. Espero que a indolência mosqueteira tenha sido fruto de uma jornada ruim, pois se jogar assim contra os outros favoritos ao título, vão ficar na saudade.

Como disse antes, saí correndo do Parque São Jorge pois tinha sessão vespertina bem longe. Resolvi voltar à Suzano após quase dois anos de ausência com um duelo bem legal de times do Alto Tietê.

Até lá!

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Ficha Técnica: Corinthians 2x0 Independente

Local: Estádio Alfredo Schurig (São Paulo); Árbitro: Alef Feliciano Pereira; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Diego Silva, Da Silva, Nadson, Kayke; Gols: Pedrinho Assis 32 e Pedrinho Santos 35 do 2º.
Corinthians: Felipe Longo; Léo Agostinho (Victor Oliveira), Renato, Vinicius Cressi (Gustavo Henrique) e Vítor Meer (Thomas Argentino); Gabriel Moscardo (Gustavo Paulo), Murilo (Pedrinho Santos), Breno Bidon e Pedrinho Assis; Kayke e Wesley (Adryan). Técnico: Gustavo Almeida.
Independente: Rennan; Breno; Budeu (Wiverson Costa); Diego Silva e Miranda (Kayke); Matheus Sousa; Da Silva (Kaká), José Costa (Julio Cesar) e Luiz Henrique (Nunes); Mika (Nadson) e Wesley. Técnico: Ubiracy Lopes.

PS: No Paulista sub-17, são dois tempos de 40 minutos cada.
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segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Independente dá trabalho e arranca um ponto no Parque São Jorge

Texto e fotos: Fernando Martinez


Eu desacostumei total a acordar tão cedo, principalmente em um fim de semana. Acontece que sábado eu resolvi emplacar o velho programa dos sábados de manhã indo ao Estádio Alfredo Schurig para uma rodada dupla infantil e juvenil. Abri os trabalhos no Campeonato Paulista sub-15 com o duelo diferente entre Corinthians e Independente de Limeira.

Minha última jornada em dobro nesses torneios tinha sido nas duas decisões que o Palmeiras chegou em 2019 contra Santos (vitória por 5x0) e São Paulo (vitória no tempo normal e derrota nos pênaltis), respectivamente pelo sub-15 e pelo sub-17. No ano passado, por causa da pandemia, os certames não foram realizados e tivemos apenas o sub-20, algo que não acontecia desde os anos 1930. Retornando ao calendário em 2021, 42 times estão divididos em sete grupos com seis clubes cada e os dois primeiros passam de fase junto com os dois melhores terceiros colocados.

Campeão seis vezes desde a reorganização de 1980, o Corinthians começou a luta pelo sétimo título com três vitórias em três rodadas, duas delas por goleada: 8x0 contra o Guarani e 9x0 em cima do Rio Branco. Do outro lado, o Galo da Vila Esteves teve um belo início e era o vice-líder do Grupo 4 com dois triunfos e um empate. Por jogar em casa, o alvinegro paulistano levava um certo favoritismo, mas com certeza o Independente não venderia barato o resultado.




A foto dos times, do Corinthians e dos capitães com o quarteto de arbitragem deu certo, o problema foi a minha câmera dar pau justamente na foto do Independente... um crime!

Foram os donos da casa quem abriram o placar aos 15 minutos com Gabriel usando a cabeça. O mosqueteiro chegou perto de ampliar em duas oportunidades. O Independente acordou apenas no fim e quase empatou em tiro na trave aos 27 e aos 31 com finalização da direita e grande intervenção de Bizzon. No intervalo, o Corinthians vencia pela contagem mínima.

Na etapa final a peleja, que já estava boa, melhorou. O onze paulistano voltou com tudo e o goleiro do Independente fez duas ótimas defesas aos cinco e aos 15. Só que no minuto seguinte o Galo emendou um grande contra-ataque e igualou com Felipe. Sem vacilar, os corintianos retomaram a vantagem quatro minutos depois em boa troca de passes do setor ofensivo e conclusão de Guilherme.




Três momentos do primeiro tempo na Fazendinha



Felipe Gabriel deixou tudo igual aos 16 do tempo final



O Corinthians tentou mas não conseguiu fazer o terceiro gol para derrotar o bom time do Independente

Quem pensava que os visitantes sentiriam o golpe se enganou, pois decorridos 29 minutos, empataram novamente com o gol contra de Augusto. Quando o tempo regulamentar terminou, o Corinthians 2-2 Independente se mostrou um resultado justo para uma grande partida de futebol. Arrisco dizer que ambos estarão entre os classificados da chave.

Feliz eu estava com a preliminar e o jogo de fundo destruiu minha alegria. Esperava uma peleja minimamente interessante pelo sub-17 e acabei ganhando um dos piores do ano.

Até lá!

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Ficha Técnica: Corinthians 2x2 Independente

Local: Estádio Alfredo Schurig (São Paulo); Árbitro: Gabriel Henrique Bispo; Público e renda: Portões fechados; Gols: Gabriel 15 do 1º, Felipe Gabriel 16, Guilherme 20 e Augusto (contra) 29 do 2º.
Corinthians: Bizzon; Pellegrin, Matheus Rocha, Augusto e Kaio; Yago (Vitinho), Guilherme, Yuske (William) e Bahia; Gabriel (Giovanni) e Juninho. Técnico: Ramon Lima.
Independente: João Gabriel; Igor Medeiros, Pedro Henrique, Luiz Santos (Icaro Jacob), Carlos Lira, Felipe Gabriel, Kauan, Murillo, Caio (João), Gustavo (Gabriel Silva) e Erick. Técnico: Rômulo Vieira.

PS: No Paulista sub-15, são dois tempos de 35 minutos cada e não há distribuição de cartões.
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