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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Fluminense goleia o Grêmio e está entre os 8 melhores da Copinha

Opa,

Nessa última quarta-feira visitei pela primeira vez em 2012 o Estádio Nicolau Alayon, casa do Nacional e que com certeza aparecerá várias vezes aqui no JP ao longo desse ano. Foi marcado ali um jogo válido pelas quartas de final da Copa São Paulo de Futebol Júnior 2012, o duelo tricolor entre Grêmio e Fluminense.

Ao chegar na casa nacionalina, logo vi que seria uma peleja com a presença de grande público, a maioria torcendo para o Tricolor das Laranjeiras. Ao entrar no campo de jogo, encontrei vários amigos da FPF e também do clube local, caso do amigo Miguel. Depois dos cumprimentos de sempre, aproveitei para fazer as fotos posadas das duas agremiações:


Grêmio FBPA (sub-18) - Porto Alegre/RS. Foto: Fernando Martinez.


Fluminense FC (sub-18) - Rio de Janeiro/RJ. Foto: Fernando Martinez.

A primeira fase terminou com derrotas, tanto do Grêmio, quanto do Fluminense (respectivamente para Grêmio Osasco e Olé Brasil), mas na segunda fase foram duas vitórias contra adversários encardidos (Juventus e Bahia). Já tinha acompanhado jogos dos dois pela TV, e considerava o Flu favorito. Saí do campo e fui acompanhar na lateral o ataque do onze carioca junto dos amigos seu Natal, Victor, Renato e Sérgio.


Bom ataque do Flu no começo do jogo contra o Grêmio. Foto: Fernando Martinez.

Logo aos 3 minutos o Fluminense mostrou seu cartão de visitas com um bonito gol de Marcos Junior. Ele recebeu bom passe na entrada da área e, mesmo com marcação forte da zaga gremista, invadiu a área e chutou por baio, sem chances para o goleiro Tiago.


Atleta fluminense carregando a bola sob forte marcação gremista. Foto: Fernando Martinez.

O Flu seguiu melhor, sem dar chances para o time do Sul. A equipe dos pampas buscava formas de encaixar um bom ataque, mas não tinha sucesso na tentativa. Num dos primeiros ataques gremistas, o empate acabou acontecendo. Mas quem marcou foi o Léo Lellis, zagueiro fluminense, que tentou cortar cruzamento da esquerda e colocou a bola dentro das próprias redes.


Perigosa cobrança de falta para o Grêmio. Foto: Fernando Martinez.

Enquanto éramos acossados por insuportáveis mosquitos, o jogo seguia com o Fluminense melhor, mas sem conseguir transformar esse ímpeto ofensivo em mais gols. O intervalo chegou junto com uma forte chuva e também com o marcador apontando o empate em 1x1. Fomos então nos abrigar na parte coberta do Nicolau Alayon, que estava completamente lotada. Ali também encontramos o Álvaro, torcedor luso-nacionalino.


Camisa 2 do Grêmio chutando pelo alto a chance do segundo gol. Foto: Fernando Martinez.


Atletas apostando corrida no campo defensivo do tricolor dos pampas. Foto: Fernando Martinez.

O segundo tempo então veio com o Fluminense disposto a resolver de vez a partida. Mostrando grande qualidade no ataque, a equipe do Rio de Janeiro encurralou o Grêmio no seu campo defensivo e resolveu a peleja em apenas 11 minutos. Com gols aos 5, 7 e 16 minutos, o Flu marcou 4x1 e definiu a classificação. Maicon, Higor e Ronan foram os marcadores. Vale registrar que o último gol foi o mais bonito da tarde, pois Ronan acertou um tirambaço numa bola divida com a zaga que acabou encobrindo o arqueiro gremista.


Lance do quarto gol do Fluminense na partida, o mais bonito da tarde no Nacional. Foto: Fernando Martinez.

O restante do tempo final foi com o Flu administrando o resultado obtido, enquanto o Grêmio mostrava uma morosidade assustadora. Em nenhum momento a equipe de Porto Alegre mostrou futebol para ao menos assustar de leve os cariocas. Tirando alguns chutes sem direção, não mostraram nenhuma competitividade. Já o time das Laranjeiras perdeu ótimas chances de fazer o marcador ficar ainda mais dilatado em rápidos contra-ataques.


O Grêmio não conseguiu mostrar bom futebol no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.


Ataque perigoso do Flu pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Grêmio 1-4 Fluminense. A goleada colocou o time carioca, segundo maior vencedor da Copinhas com seus cinco títulos, nas quartas de final, aonde enfrenta o forte Desportivo Brasil, que eliminou o Santos. Esse jogo será disputado na cidade de São Carlos na noite de sexta-feira.

Enquanto o Renato partiu da Comendador Souza até o Pacaembu, aonde foi conferir o amistoso entre Corinthians e Portuguesa debaixo de chuva, o resto do pessoal seguiu para suas respectivas residências; Nessa sexta rola mais cobertura JP na Copinha, com outro jogo no Nicolau Alayon.

Até lá!

Fernando

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Num jogo de 10 gols, o surpreendente Rondonópolis vai para as oitavas da Copinha

Opa,

A tarde de domingo reservou uma partida válida pela segunda fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior, talvez a mais "alternativa" do final da semana. No Estádio Antônio Soares de Oliveira, em Guarulhos, fomos curtir um duelo inédito entre o Figueirense e o surpreendente Rondonópolis, visto pelo JP na primeira rodada do certame em Araraquara.

Decidi não acompanhar o jogo da manhã pois fiquei até tarde acordado acompanhando as decisões da NFL. Com isso deu tempo para fazer uma rápida boquinha em casa mesmo, antes de sair debaixo de chuva para a cidade de Grande São Paulo. Cheguei lá super cedo e logo me credenciei para ficar no gramado. De forma exclusiva, seguem as fotos oficiais:


Figueirense FC (sub-18) - Florianópolis/SC. Foto: Fernando Martinez.


Rondonópolis EC (sub-18) - Rondonópolis/MT. Foto: Fernando Martinez.


Trio de arbitragem e capitães das equipes. Foto: Fernando Martinez.

Campeão em 2008 da Copinha, o Figueirense foi líder do Grupo X, que também contou com Flamengo/SP, Nacional/AM e Ponte Preta. Já o time mato-grossense se classificou como oitavo melhor segundo colocado, após conquistar seis pontos e garantir a vice-liderança do Grupo E, que também teve a presença de Palmeiras, Ferroviária e Linhares. Foi a primeira vez que uma equipe do estado se classificou para a segunda fase de uma edição da Copa São Paulo após 25 tentativas com 11 clubes diferentes.

Além do seu Natal representando o JP, um grande número de amigos esteve presente em Guarulhos: Mílton, Colucci, Nílton e Renato. Todos aguardavam um bom jogo, mas nem em sonho alguém poderia esperar o que rolou após os 90 minutos. O Figueira começou a partida impondo um futebol bastante ofensivo, e conseguiu marcar o primeiro logo aos 8 minutos. O jogador Robert recebeu bom passe em profundidade e tocou na saída do goleiro mato-grossense.


Detalhe do primeiro gol do Figueirense contra o Rondonópolis, marcado por Robert. Foto: Fernando Martinez.

A equipe catarinense continuou jogando melhor e perdeu em seguida duas grandes oportunidades para fazer o segundo gol. Como quem não quer nada, o Rondonópolis foi aos poucos colocando a cabeça no lugar, e conseguiu o empate no primeiro ataque, isso aos 14 minutos. O bom camisa 11 Caíque aproveitou um cruzamento da direita após grande confusão na área.


Jogadores das duas equipes correndo atrás da pelota. Foto: Fernando Martinez.

Para a surpresa do pessoal que não tinha visto ainda um jogo do time do Centro-Oeste, o habilidoso Valdivia recebeu um bom passe da direita e chutou forte para virar o placar aos 25 minutos. O ritmo da peleja era alucinante, com chances criadas para os dois lados. De tanto insistir, o Figueirense deixou tudo igual de novo aos 34 minutos, após Wilker completar de cabeça bola alçada na área. Mas nem deu tempo pra comemorar, já que no minuto seguinte Valdívia colocou a bola no ângulo esquerdo numa cobrança de falta pela lateral.


Bola alçada na área do Rondonópolis = perigo constante. Foto: Fernando Martinez.

O primeiro tempo então se encerrou com a vantagem parcial de 3x2 para o Rondonópolis, e todos no estádio tinham a absoluta certeza que esse era um dos melhores jogos do certame até aqui. Nesse intervalo subi para as cabines de imprensa, e dali continuamos vendo um jogo fantástico.


Mais uma grande ameaça para a equipe do Mato Grosso, em outra investida do Figueira pelo alto. Foto: Fernando Martinez.

Aos 2 minutos o alvinegro fez o terceiro, de novo com Robert e mais uma vez de cabeça. O Rondonópolis não se entregou, e fez o quarto aos 6, novamente com Caíque, agora aproveitando lambança da zaga e do goleiro do Figueira. Para a incredulidade geral, a equipe do Sul empatou de novo aos 14 minutos, no terceiro tento de Robert, novamente de cabeça. Aliás, vale dizer que o time do Mato Grosso tem um conjunto bastante competitivo, mas passa tremendo perrengue nas bolas cruzadas na sua área.


A zaga do Figueirense vacilou, e Caíque fez o quarto gol do Rondonópolis. Foto: Fernando Martinez.


Mais uma vez o Figueirense fazia um gol de cabeça. No detalhe o quarto, marcado pelo artilheiro Robert. Foto: Fernando Martinez.

O pessoal sentia que o marcador não pararia nesses 4x4. Após uma série de oportunidades desperdiçadas, o Rondonópolis ficou outra vez em vantagem aos 28, em mais um golaço de Valdívia. Para coroar de vez a brilhante atuação, ele mesmo fez o sexto aos 37 minutos, chutando de longe da esquerda do ataque e contando novamente com a ajudinha do arqueiro do Figueira.


Bola no fundo das redes do Figueira, no sexto gol da molecada mato-grossense, maior surpresa da Copinha. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Figueirense 4-6 Rondonópolis. O fantástico jogo de 10 gols, talvez o melhor do campeonato, classificou a equipe do Mato Grosso para as oitavas de final, se colocando entre os 16 melhores times do torneio. É a primeira vez que isso acontece na história da competição. Vale destacar novamente o belo futebol do camisa 11 Caíque e do número 10 Valdivia, artilheiro da competição com 8 gols e uma das maiores revelações até aqui.


Valdivia, artilheiro da competição até aqui e uma das maiores revelações da Copa São Paulo 2012. Foto: Fernando Martinez.

Após o jogo ficamos um bom tempo conversando na porta do estádio, antes de voltar para São Paulo debaixo de um tremendo dilúvio. Ensopado, cheguei em casa para descansar muito, e recuperar as várias noites de pouco sono com alguns dias de folga na Copinha.

Até a próxima!

Fernando

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Coritiba passa pelo Mirassol e segue na Copinha

Olá,

Seguindo com a super-cobertura pelo JOGOS PERDIDOS da 43ª Copa São Paulo de Futebol Júnior, no último domingo, debaixo de muita chuva, voltei a pegar a estrada e segui até a bucólica cidade de Louveira, indo até o Estádio Vice-Prefeito José Silveira Nunes, palco da realização da partida Coritiba F.C. x Mirassol F.C., válida pela segunda fase da competição.

Esse duelo reuniu um Campeão de grupo da primeira fase, o Coritiba, que conseguiu 100% de aproveitamento (9 pontos) no Grupo V, cuja sede foi em Taboão da Serra, contra uma equipe que conseguiu avançar de fase, obtendo 6 pontos no Grupo A, disputado em São José do Rio Preto. Essa campanha rendeu ao time paulista, a 6ª melhor posição entre os oito melhores segundos colocados. Pelas campanhas e tradição, o Coritiba era o favorito natural a conseguir a classificação à próxima fase.

Apesar da chuva, cheguei ao meu destino com muita tranquilidade e com tempo para conhecer um pouco da cidade e do estádio, uma vez que foi a minha primeira visita a Louveira. Depois dos "passeios", fiquei à beira do gramado, aguardando as presenças dos artistas do espetáculo, com o objetivo de fazer as fotos oficiais, as quais estão apresentadas abaixo:


Coritiba F.C. (sub-18) - Curitiba/PR. Foto: Orlando Lacanna.


Mirassol F.C. (sub-18) - Mirassol/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de arbitragem liderado por Guilherme Lino Porfírio e seus assistentes Fabrício Porfírio de Moura e Augusto Faria Calabio, além do 4º árbitro Saulo Samuel Muniz Félix, ao lado dos capitães. Foto: Orlando Lacanna.

A partida foi iniciada num ritmo alucinante, com o Coritiba criando a primeira oportunidade real de gol, logo aos 2 minutos, quando o meia José Rafael, invadiu pela direita e mandou um tiro cruzado, magistralmente defendida pelo goleiro Guilherme. A resposta do Mirassol foi imediata, aos 3 minutos, numa cabeçada fulminante do zagueiro Jean, que aproveitou uma cobrança de escanteio pela esquerda, inaugurando o placar a favor dos paulistas.


Bola indo para o fundo da meta paranaense, no primeiro gol do Mirassol. Foto: Orlando Lacanna.

Após o gol de abertura, o Mirassol assumiu uma postura super defensiva, permitindo ao Coritiba ir frequentemente ao campo de ataque e assumir o controle das ações. O resultado da "blitz" paranaense foi uma sequência de ataques, com os zagueiros e o goleiro adversários se virando para afastar o perigo que rondava a meta paulista a todo momento.


Zaga paulista cercando atacante do Coritiba. Foto: Orlando Lacanna.


Mais uma vez a zaga do Mirassol tirando o perigo da sua área. Foto: Orlando Lacanna.

O tempo ía passando e a sensação de todos era que o gol curitibano aconteceria a qualquer momento e, não deu outra, pois, na marca dos 24 minutos, o bom camisa 11 Alex, recebeu uma bola ajeitada de cabeça por José Rafael e, de voleio, mandou a pelota para o fundo da rede do Mirassol, decretando o empate mais do que merecido.


Alex preparando voleio que resultou no gol de empate do Coritiba. Foto: Orlando Lacanna.

O gol de empate acendeu ainda mais o time do Coritiba, que não dava trégua aos defensores do time amarelo, tendo chegado ao gol da virada, aos 36 minutos, num outro gol anotado pelo camisa 11 Alex, aproveitando rebote do goleiro Guilherme, que não conseguiu segurar um tirambaço desferido da esquerda. Dois minutos depois, o camisa 8 Thiago Primão anotou o terceiro gol paranaense, em outra jogada pelo lado esquerdo do ataque, culminando num chute certeiro e cruzado que morreu no balaio paulista.


Momento exato do segundo gol do Coritiba, também marcado por Alex. Foto: Orlando Lacanna.

Apesar dos esforços da garotada paulista, a superioridade do Coritiba era flagrante, não só no placar, como também no comando das ações. Nos últimos minutos, o domínio curitibano permaneceu, mas o placar não foi mexido e, com isso, os primeiros 45 minutos foram encerrados com a vantagem do Coritiba por 3 x 1. Ficava a expectativa se o time paulista teria forças para tentar igualar as ações.

Na início da segunda etapa, o panorama não se modificou, ou seja, o Coritiba atacava muito mais e o Mirassol o fazia eventualmente. Ficava a impressão que o time do Paraná se sentia dono absoluto do jogo e isso poderia ser perigoso, uma vez que o Mirassol poderia encaixar um ataque e diminuir a diferença. O segundo gol mirassolense esteve perto de acontecer, aos 8 minutos, quando o rápido camisa 20 Renanzinho escapou pela esquerda e mandou um chute rasteiro, exigindo boa intervenção do goleiro Victor Brasil, que desviou para escanteio. O Coritiba atacava com frequência, mas não convertia as chances em gol, como aconteceu aos 10 minutos, numa cabeçada do camisa 3 Willian Rodrigues que passou muito perto, tirando tinta do poste direito.

Na base da raça, o Mirassol ía pra cima, visando conseguir o seu segundo gol e voltar para o jogo. Na marca dos 16 minutos, o camisa 21 Patrick marcou o segundo gol dos paulistas, em outra cabeçada após a cobrança de outro escanteio, assim como havia acontecido quando do primeiro gol. Ficavam evidentes as dificuldades do setor defensivo do "Coxa" nas bolas aéreas cruzadas para a sua área.


Segundo gol do Mirassol anotado por Patrick, também de cabeça, após cobrança de outro escanteio. Foto: Orlando Lacanna.

Ao sofrer o segundo gol, o Coritiba tratou de acelerar novamente o ritmo, uma vez que o Mirassol poderia passar a gostar do jogo e complicar a vida do tima paranaense, que estava tranquilo na partida. Não demorou muito e, aos 21 minutos, o 'Coxa" voltou a balançar a rede, através do camisa 21 Gustavo, que não teve trabalho de desviar uma bola recebida da esquerda, livre de marcação. Esse gol, esfriou qualquer tentativa de reação do Mirassol.


Cobrança de falta pelo alto que resultou em mais um lance perigoso para a defesa do Mirassol. Foto: Orlando Lacanna.

Nos últimos 20 minutos, o Coritiba ficou esperto e conseguiu manter o controle das ações, muito embora, continuasse a desperdiçar diversas chances criadas, pois a defesa do Mirassol não conseguia segurar os rápidos atacantes paranaenses, que pecavam na hora da finalização.

Jogo encerrado com o resultado final de Coritiba 4 - 2 Mirassol, que deu direito ao time do Paraná prosseguir na competição, enfrentando nas oitavas de final, o bom time do Internacional de Porto Alegre, que sobrou na vitória de 3 x 0 contra o Grêmio Barueri. Será um belo jogo envolvendo dois times tradicionais do futebol brasileiro. Com relação ao Mirassol, valeu pela boa campanha na primeira fase, tendo conseguido passar de fase pela primeira vez.

Tão logo o jogo foi encerrado, iniciei viagem de volta para São Paulo, enfrentando uma chuva torrencial durante boa parte do trajeto, que acabou aumentando a minha permanência na estrada, pois demorei quase o dobro do tempo para chegar em casa. No fim deu tudo certo. Foi isso.

Abraços,

Orlando

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

JP acompanhando o histórico Ajax no Pacaembu

Opa,

No último sábado desencanei de acompanhar a rodada matinal da Copinha para estar firme e forte para assistir um fantástico Amistoso Internacional na capital paulista. Não foi um jogo perdido nem nada, mas a minha presença no duelo entre Palmeiras e o genial Ajax era mais do que necessária.


Times do Palmeiras e do Ajax posando para as famosas fotos posadas, que provavelmente você não verá publicadas em lugar algum. Fotos: Fernando Martinez.

Primeiro porque foi a minha volta ao Estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, depois de ter passado todo o ano de 2011 sem ver jogo nenhum no tradicional estádio paulistano. Segundo pois foi uma volta em grande estilo, já que tive a chance de ver pela primeira vez a equipe holandesa, uma das maiores vencedoras do continente europeu. Esse também foi o oitavo time da Europa que passou a fazer parte da minha Lista. E terceiro pois é sempre legal ver a realização de um amistoso internacional por aqui. Comum em tempos remotos e raríssimos nos dias atuais.

Vale lembrar que a última vez que o Ajax esteve presente na capital paulista foi num amistoso contra o São Paulo em junho de 1997 no Estádio do Morumbi. Naquela oportunidade a partida foi interrompida por uma neblina fortíssima, talvez a única vez que isso tenha acontecido no estádio são-paulino em todos os tempos. Lembro direitinho de ver essa peleja pela TV, triste por não ter podido comparecer, já que morava no interior na época.

Bom, para incluir o Ajax na Lista de uma forma ainda mais legal, garanti meu ingresso no meio da torcida visitante. Comprei o bilhete sem filas e entrei no Pacaembu sem aperto. O David já estava por ali desde cedo dando um tempo na sua atual agenda lotada de sessões de cinema. Mais tarde também tivemos a companhia do Renato Rocha. Vindo de Suzano, o amigo Nílton também esteve presente, mas no Tobogã, no meio da torcida local.


Bom ataque palmeirense pela esquerda no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

Achei que essa parte do estádio estaria vazia, mas logo notei a presença de vários turistas holandeses e que foram ao Pacaembu para torcer para o time de coração. Esses torcedores inclusive obrigaram dois brasileiros, que vestiam os mantos do PSV e do Twente, a virarem suas camisas do avesso, caso ainda quisessem permanecer por ali. Esses dois figuras são candidatos fortes ao Troféu Sem Noção 2012.

Mais de 25 mil torcedores compareceram no Pacaembu para esse amistoso, o primeiro do time do Parque Antarctica na atual temporada. E pelo que rolou dentro de campo, o ano será sofrido para os palmeirenses. A partida foi até que bem movimentada e com chances razoáveis de gol para os locais, mas o alviverde conta atualmente com um plantel bem limitado, e depende do bom astral de atletas específicos.


Deola saindo do gol para impedir o gol holandês no Pacaembu. Foto: Fernando Martinez.

O Ajax também não jogou muito bem, mostrando que está longe, muito longe, de ser a máquina de Rinus Michels do começo dos anos 70, e que formou com a base da Laranja Mecânica na Copa de 74. O primeiro tempo rolou comigo e o David colocando o papo em dia, já que não o encontrava num estádio desde o mês de outubro.

No final do primeiro tempo uma forte chuva caiu no Pacaembu, mesmo com o forte sol ainda brilhando. Logo um belíssimo arco-íris de formou por lá, e grande parte da torcida tirou os olhos do gramado para fazer imagens desse bonito acontecimento da natureza. Enquanto o arco-íris brilhava forte, o intervalo passou e o segundo tempo começou com o Ajax melhor em campo.


Arco-íris brilhando nos céus da capital paulista junto com o belo cenário do Pacaembu. Foto: Fernando Martinez.

Uma constante nesse ano de 2012, o jogo ia seguindo com o chatíssimo 0x0 no marcador, e sem que nada fosse criado para mudar a situação. A melhor chance do time holandês aconteceu aos 42 minutos, num chutaço pela direita que terminou com milagre do goleiro Deola. E quando as luzes do espetáculo estavam prestes a se apagar, Pedro Carmona aproveitou cruzamento vindo da esquerda e cabeceou firme para deixar o time brasileiro na frente. Esse gol calou momentaneamente as vozes que cantavam "ôôô, queremos jogador" que vinham das arquibancadas.


Chance de gol do Ajax no final do segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Palmeiras 1-0 Ajax (Hol). Legal começar o ano com vitória, mas caso a diretoria palmeirense não reveja seus conceitos, 2012 poderá ser outro ano de frustração para a sua grande torcida. O Ajax também não deve ter melhor sorte, pois ocupa a quarta posição após o final do primeiro turno no atual campeonato holandês e pega uma pedreira na próxima fase da Liga Europa, nada menos do que o Manchester United.

Já sem chuva, saímos do Pacaembu na boa e sem pressa, e logo voltei para casa pois era hora de acompanhar a histórica volta do San Francisco 49ers para a final da sua conferência no futebol americano. Por falar em histórico, o domingo reservou uma partida antológica, agora de novo pela Copinha.

Até lá!

Fernando

América Mineiro vence São Bernardo e avança na Copinha

Olá,

Depois de um período ausente dos gramados, no último sábado, retornei às atividades futebolísticas, sendo que logo pela manhã, segui até a vizinha cidade de São Bernardo do Campo, indo até o Estádio Humberto de Alencar Castelo Branco, mais conhecido como Baetão, local da realização da partida América F.C. x São Bernardo F.C. Ltda, valendo pela segunda fase da 43ª Copa São Paulo de Futebol Júnior.

Essa partida colocou frente à frente o 1º colocado do Grupo K da primeira fase, o América Mineiro, contra o 1º colocado do Grupo L, que foi o time paulista do São Bernardo. Ambos vinham de campanhas regulares, apesar de terem chegado à liderança, pois conquistaram apenas 6 e 5 pontos respectivamente.

Chegando ao meu destino, fui direto para gramado e lá aguardei a entrada das equipes e dos árbitros para fazer as fotos oficiais da partida, sempre uma cortesia do JP aos nosso amigos internautas. As fotos estão apresentadas abaixo:


América F.C. (Sub-18) - Belo Horizonte/MG. Foto: Orlando Lacanna.


São Bernardo F.C.L. (Sub-18) - São Bernardo do Campo/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de árbitros comandado por Edson Reis Pavani Júnior, seus assistentes Claudemir Donizeti Gonçalves da Silva e Alexandre Basílio Vasconcellos, além do 4º árbitro João Marcos Giovanelli, ao lado dos capitães. Foto: Orlando Lacanna.

O jogo começou com boa movimentação, com o São Bernardo tomando a iniciativa de ir ataque, tanto que, logo aos 4 minutos, o camisa 4 Jeferson criou o primeiro bom momento, exigindo boa defesa do goleiro Pedro. Um minuto após, o América respondeu pelo lado esquerdo, num bom arremate de Luís Felipe, obrigando o goleiro paulista Luiz Daniel, também praticar boa defesa. A partida prometia.


Bola cruzada na área mineira no início da partida. Foto: Orlando Lacanna.

Ao longo da primeira etapa, até a marca dos 30 minutos, o time paulista foi o dono do jogo, dominando as ações e criando boas chances, como ocorreu na marca dos 14 minutos, quando o camisa 8 Alex, deu uma limpada no zagueiro e tocou com categoria, porém para sua infelicidade, a bola tocou no travessão e saiu pela linha de fundo. Aos 25 minutos, foi a vez do camisa 23 Hércules quase inaugurar o placar para os paulistas, mas o goleiro mineiro apareceu bem e acabou com o perigo.


Zaga americana saindo jogando após mais um ataque do São Bernardo. Foto: Orlando Lacanna.

Depois do trigésimo minuto, o panorama do jogo mudou radicalmente, uma vez que o América, em duas ótimas escapadas, mandou a bola para o fundo da rede paulista, aos 34 e 35 minutos, através do camisa 10 Renato, numa cabeçada precisa e pelo camisa 8 Júnior Lemos, que desviou cruzamento rasteiro vindo da esquerda.


Cabeçada que resultou no gol inaugural do América. Foto: Orlando Lacanna.


Agora o 2º gol mineiro, um minuto após a abertura do placar. Foto: Orlando Lacanna.

O São Bernardo sentiu o baque, mas não desanimou e foi à luta, chegando próximo a diminuir a diferença através de Hércules, aos 40 minutos, porém, mais uma vez, o goleiro mineiro Pedro se fez presente. Nos acréscimos, o "Coelho" esteve bem perto de aumentar a vantagem, mas, dessa vez, o arremate de Renato foi pela linha de fundo, tirando tinta do poste direito da meta paulista. Como as oportunidades não foram aproveitadas, a primeira etapa foi encerrada com a vantagem mineira por 2 x 0, restando mais 45 minutos para o time do ABC tentar tirar a diferença.

A segunda etapa começou num ritmo alucinante, pois logo aos 30 segundos, o camisa 11 do América, Assis, só não anotou o terceiro gol, por conta de uma defesa sensacional do goleiro Luiz Daniel. Segundos depois, o "Tigre do ABC", através do camisa 9 Henrique Soares, chegou ao primeiro gol, enchendo de esperança a torcida local que se fazia presente em bom número.


Defesa do goleiro Pedro do América evitando o empate paulista. Foto: Orlando Lacanna.

Tendo diminuído a diferença, o São Bernardo foi com tudo ao ataque, mas não encontrou moleza, uma vez que o setor defensivo mineiro estava muito bem postado e dificultava as ações ofensivas do time paulista. Entretanto, aos 20 minutos, o atacante Hércules perdeu a maior chance de igualar o placar, mandando por cima do travessão, uma bola recebida próxima a pequena área e sem goleiro. Foi um lance inacreditável, que poderia fazer parte do "impossível acontece". Apesar do domínio territorial do São Bernardo, o América quando descia ao ataque, o fazia com perigo, exigindo atenção da zaga paulista.


Bola cruzada na área do São Bernardo, com uma placa de publicidade dentro do campo de jogo. Foto: Orlando Lacanna.

O tempo passava rapidamente e os atletas do São Bernardo começavam a demonstrar um certo nervosismo, sendo que isso dificultava ainda mais encaixar uma jogada que resultasse no gol de igualdade, por conta da precipitação na hora da conclusão.


Início de ataque do São Bernardo junto à lateral. Foto: Orlando Lacanna.


Zaga americana afastando cruzamento, com o ótimo público ao fundo. Foto: Orlando Lacanna.

A partida se aproximava do final e, na marca dos 49 minutos, o camisa 11 do São Bernardo, André Vieira, teve tudo para empatar e levar a decisão para a cobrança de pênaltis, mas acabou não pegando bem na bola e permitiu ao goleiro fazer a defesa. Logo em seguida o árbitro encerrou o jogo, com o placar mostrando América/MG 2 - 1 São Bernardo, resultado que permite ao time mineiro seguir na competição, participando das oitavas de final, quando enfrentará o Red Bull Brasil, que eliminou o São Carlos.

Fim de partida e retorno imediato a São Paulo, marcando presença na sensacional Esfiharia Juventus para um delicioso almoço à base de comida árabe. Foi isso.

Abraços,

Orlando

domingo, 15 de janeiro de 2012

Voltaço vence nos penais e também vai para a final da Copa Verão

Olá, pessoal!

É um grande prazer voltar a escrever por aqui, ainda mais para falar deste torneio fantástico, a Copa de Verão Vale do Paraíba, disputada no Estádio Joaquim de Moraes Filho, em Taubaté. Depois da chuvarada na partida inaugural descrita pelo Fernando, tivemos uma trégua de São Pedro e pudemos acompanhar tranquilamente a partida de fundo: São José x Volta Redonda. Como de costume, seguem as fotos oficiais da partida:


São José EC - São José dos Campos/SP. Foto: Fernando Martinez.


Volta Redonda FC - Volta Redonda/RJ. Foto: Fernando Martinez.


Trio de arbitragem e capitães. Foto: Fernando Martinez.

O jogo começou bastante corrido, porém mostrando as equipes ainda bem longe de um entrosamento ideal. Não dava para chamar de domínio, mas foi o Volta Redonda quem criou mais jogadas ofensivas, entretanto sem nenhum perigo a meta adversária.


Marcação firme do ataque do Voltaço. Foto: Fernando Martinez.


Disputa de bola pelo alto. Foto: Fernando Martinez.

O primeiro tempo apesar de bem movimentado não arrancou suspiros dos torcedores e seguiu para o intervalo sem abertura no marcador.


Bola alçada na área em chance joseense pelo alto. Foto: Fernando Martinez.

No segundo tempo, o jogo melhorou e o Volta Redonda passou a dominar a partida. Logo aos 11 minutos, a equipe perdeu uma grande chance com Jhonnattann, que aproveitou um vacilo da defesa e chutou para grande defesa do goleiro Carlão, do São José.


Cabeçada que passou perto do gol do São José. Foto: Fernando Martinez.

Seguindo no domínio, a equipe fluminense conseguiu abrir o placar aos 26 minutos com Sampson, que invadiu a área e tocou no canto do goleiro para marcar. Depois do gol sofrido o São José resolveu sair mais para o jogo, mas a zaga do Volta Redonda bem postada em campo, foi dando conta do recado e segurando o marcador.


Cobrança de falta para a equipe paulista no tempo final. Foto: Fernando Martinez.

O São José na base da vontade conseguiu empatar a partida somente no minuto final. Após uma cobrança de escanteio a bola sobrou para Edmilson, que mandou para o fundo das redes. Nos acréscimos ninguém conseguiu marcar e o jogo foi para disputa de pênaltis.


Boa chance para o Volta Redonda. Foto: Fernando Martinez.

Nas cinco primeiras penalidades, houve empate em 4 a 4 e a disputa seguiu para os pênaltis alternados. Na sétima cobrança do São José, o veterano capitão Ávalos mandou na trave. Na seqüência Manteiga converteu, fechando o placar em 6 a 5 e garantindo uma vaga na final da primeira Copa de Verão Vale do Paraíba.


Pênalti cobrado por Ávalos que bateu na trave. Foto: Fernando Martinez.


Manteiga cobrou e colocou o Volta Redonda na final. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: São José 1 (5) x 1 (6) Volta Redonda. Apesar das equipes se mostrarem parelhas tecnicamente, os pênaltis acabaram premiando quem mostrou um pouquinho mais de entrosamento em campo. E para finalizar vale destacar que está partida contou com torcida das duas equipes.

Depois da rodada dupla, eu, o Fernando, o seu Natal, e o Renato, ex-telespectador do Programa Jogos Perdidos, que eu tive o prazer de conhecer pessoalmente, fizemos um lanche na cidade e seguimos via Dutra para São Paulo com mais um torneio nos currículos.

Abraços!

Emerson