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sexta-feira, 10 de março de 2023

Empate sem gols complica de vez o Audax na Série A3

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois da sessão vespertina de quarta-feira com a goleada palmeirense na Copa do Brasil sub-17, eu não tinha planos para acompanhar a rodada noturna pois imaginava que não conseguiria chegar a tempo. Acabou que deu tudo certo e acompanhei novo capítulo da via-crúcis do Audax rumo à Segundona. Pela 13ª rodada do Campeonato Paulista da Série A3, os osasquenses, em completo desespero contra o rebaixamento, receberam no Estádio José Liberatti o Rio Preto, sexto colocado e lutando por uma vaga entre os oito.

Eu peguei o metrô no Tietê, fui até a Barra Funda e de lá segui de trem até a Estação Presidente Altino. Fui de Uber e somando todo o trajeto levei cerca de uma hora, um milagre. A chuva que destruiu a Zona Leste nem passou por Osasco e acho que caíram cinco ou seis gotas antes do apito inicial no Rochdale. Dei uma sorte enorme.


GO Audax EC - Osasco/SP


Rio Preto EC - São José do Rio Preto/SP


Paulo Ricardo Pereira Fernandes, Leonardo Augusto Villa, Leonardo Augusto Villa e Murilo Tarrega Victor, o quarto de arbitragem da peleja, com os capitães dos clubes

O duelo marcou o retorno do alvirrubro ao Liberatti, o glorioso Rochdale, após dois confrontos disputados na Arena Barueri. Neles, duas derrotas. Além disso, a série de cinco jogos sem nenhum resultado positivo colocou o vice-campeão paulista de 2016 em situação delicada. O clube estava em 13º com com 11 pontos, igual ao Votuporanguense, enquanto Sertãozinho e Barretos tinham 10. Os quatro lutando contra a queda.

O estádio estava quase vazio e quem foi não assistiu um jogo bom. No primeiro tempo os dois times chegaram com bastante disposição no ataque, mas oportunidades claras de gol foram raras. Deu muito sono acompanhar o que (não) aconteceu no gramado. Já na segunda etapa a peleja melhorou, principalmente graças ao Rio Preto. Hugo Costa teve ótimo momento aos 31 e chutou pela linha de fundo. Paulo Vítor salvou o Audax aos 38 em grande defesa após chute de longe. Os osasquenses tentaram, porém pecaram no último toque.






O Audax tentou bastante, bastante mesmo, porém não foi capaz de abrir o placar na primeira etapa






No segundo tempo o Rio Preto foi melhor, só que não marcou. O 0 a 0 foi o óbvio placar

Nesse cenário, o Audax 0-0 Rio Preto foi o placar óbvio no Liberatti. Com a surpreendente vitória do Barretos em cima do São Bernardo e do Votuporanguense contra o Sertãozinho, o Audax agora é o 15º colocado com 12 pontos ganhos. Faltando dois compromissos a situação se complicou demais. O próximo confronto é contra o Bandeirante, em Birigüi, e ganhar lá será na base do milagre. O futuro do Audax não está se revelando nada promissor. Esse foi meu segundo placar em branco em 2023 e derrubou minha média de gols no dia após o 11x0 da tarde. Faz parte.

Cansadíssimo, felizmente o ônibus intermunicipal que me trouxe até a Zona Oeste da capital passou rápido e logo pude chegar no QG. O final de semana reserva apenas uma cobertura da rodada decisiva da Série A2. Tem definição de vaga na pauta livre do JP.

Até lá!

Ficha Técnica: Audax 0-0 Rio Preto

Local: Estádio José Liberatti (Osasco); Árbitro: Paulo Ricardo Pereira Fernandes; Público: 110 pagantes; Renda: R$ 1.140,00; Cartões amarelos: Geovane, Kendy, Rodrigo Sabiá, Júlio Dimas, Lucas Lima, João Marcos, Márcio Ribeiro.
Audax: Paulo Vitor; Rossales, Lucas Andrade, Rodrigo Sabiá e Fábio K. (Biro); Carlos Ferreira, Kendy (William), Robertinho (Altair) e Rafael Sayão (Andrey); Geovane e Wesley Bolinha. Técnico: Márcio Ribeiro.
Rio Preto: Renan Aguiar; Ranísson, Negretti, Gabriel Dias e Adryel; João Marcos, Marcelo Guatapará (Matheus Serraglia), Júlio Simas (Iago Teixeira) e Lucas Lima (Klebinho); Caíque Gomes (Gabriel Lima) e Devellen (Hugo Costa). Técnico: Valmir Israel.

quinta-feira, 9 de março de 2023

Palmeiras elimina o AEFA da Copa do Brasil sub-17 com goleada no CT

Texto e fotos: Fernando Martinez


A quarta-feira tinha a expectativa de ser o dia mais quente do ano até aqui, mas mesmo assim resolvi sair de casa conferir de perto um jogo perdido até a medula. Direto do CT alviverde em Guarulhos, o Palmeiras recebeu o genial Instituto AEFA do Mato Grosso do Sul na estreia da Copa do Brasil sub-17. Partida totalmente imperdível, com a carinha do JP.

O Instituto AEFA foi o campeão sul-mato-grossense sub-17 em 2022 depois de derrotar o Grêmio Santo Antônio, que eu vi contra o São Paulo em 2021, na decisão. Foi o primeiro título da equipe em sua história logo na estreia em torneios da FFMS. Fundado em 2007, o time tem um trabalho de base em Dourados, sua sede, e por enquanto não pretende se aventurar no profissionalismo. O AEFA quer dizer "Academia Escola de Futebol do Armandino", este o nome de um dos fundadores.

A Copa do Brasil sub-17 segue o mesmo esquema de anos anteriores. 32 participantes – os 27 campeões estaduais além dos cinco vices dos estados mais bem colocados no Ranking da CBF – jogando em mata-mata até a decisão. A primeira fase é em jogo único e o mando definido por sorteio. O Palmeiras ganhou o Paulista sub-17 ano passado e se garantiu para lutar pelo bi da Copa, já que em 2022 ganhou do Vasco da Gama na decisão.


SE Palmeiras (sub-17) - São Paulo/SP


Instituto AEFA (sub-17) - Dourados/SP


O árbitro Guilherme Nunes de Santana, as assistentes Izabele de Oliveira e Juliana Vicentin Esteves, o quarto árbitro Pablo Rodrigo Soares de Oliveira e os dois capitães

Estive nessa com a dupla Milton e Pucci. O CT fica no meio do nada, então a gente foi até a Estação Penha do Metrô e de lá pegamos um Uber. Chegamos rapidinho, sem crise. Quando me credenciei descobri que a peleja seria disputada sem a presença da torcida, com os portões fechados. Cortesia da péssima gestão da CBF, certamente a pior em eras, que agora pede estádios com capacidade de dois mil torcedores, entrada para a torcida visitante e outras coisinhas. Quem não se enquadrar, não terá torcida. Outro gol contra da entidade que não dá a mínima para o futebol brasileiro. Por sorte os amigos conseguiram acompanhar da rua junto com mais dezenas de barrados no baile.

Com apenas os fotógrafos no campo e toda a torcida do lado de fora, acompanhamos uma partida na base da sinfonia de uma nota só. O Palmeiras não tomou o menor conhecimento do AEFA e emplacou uma sonora goleada em cima da agremiação douradense. Nem o mais otimista torcedor ou dirigente do clube do Centro-Oeste esperava algo diferente.

Aos sete minutos Luighi foi derrubado na área e Rafael Coutinho abriu o placar em cobrança de pênalti. Os locais criaram várias chances, porém o marcador não foi alterado até os 33. Engatando uma quinta marcha na reta final da etapa inicial, o alviverde ampliou com o camisa 9 batendo na saída do goleiro aos 33. Aos 35, o zagueiro Benedetti fez de cabeça. Num replay da jogada, ele anotou o quarto, também de cabeça, aos 38. Luighi recebeu passe de Kauan Vítor aos 43 e tocou de leve, por cobertura.

O sol estava forte, mas quando o intervalo chegou já dava para perceber que pelos lados da Zona Leste a chuva tinha chegado. E não era qualquer chuva, e sim um dilúvio monstro que deixou o céu repleto de nuvens carregadas. A expectativa era saber em qual momento a tempestade ia chegar no CT. A esperança era que São Pedro segurasse a onda pelo menos até a hora de ir embora.



Jogo perdidaço bem legal no CT de Guarulhos com o Instituto AEFA na pauta


Gol de Rafael Coutinho abrindo o placar em cobrança de pênalti





Outros lances do primeiro tempo com ótima atuação do Palmeiras

A segunda etapa começou com sol de um lado e tempo fechado do outro. Dentro de campo, o Palmeiras seguiu implacável. Aos oito minutos Rafael Coutinho fez o sexto em novo pênalti e aos 10 foi a vez de Jhonathan Bernardo pintar o sete na saída do goleiro do AEFA. Aos 14 Hugo recebeu presente de Jhonathan e fez 8 a 0. Sete minutos depois saiu o nove em finalização rasteira de Luís Arthur. Os dois dígitos eram uma realidade, só que o alviverde passou a desperdiçar várias oportunidades.

O sol se foi, as nuvens se multiplicaram e nada de chuva. O Palmeiras seguiu jogando sem muito pique, já satisfeito com o resultado. Nessa sequência de gols perdidos, destaque para Kauã, goleiro do Instituto. O camisa 41 salvou pelo menos cinco ou seis conclusões que tinham endereço certo. Se não fosse a atuação do jovem atleta, o triunfo seria por uma margem bem maior.

Apenas nos minutos finais os jogadores da casa retomaram o ímpeto inicial. O décimo saiu aos 42 com Kaio Teixeira aproveitando com passe de Kauan Vítor. Na saída de bola, Luís Arthur recebeu lançamento de Rafael Coutinho, driblou o arqueiro e fechou a fatura, milagrosamente sem nenhuma gota de chuva no CT guarulhense.



Nuvens negras ao fundo. A torcida passou a ser para não chover até o apito final


Rafael Coutinho marcando 6 a 0 no começo do segundo tempo


Lance no meio de campo entre Palmeiras e AEFA


Esse era o céu nos minutos finais no CT. Não sei como, mas não caiu nenhuma gota de chuva até sairmos do local. Sorte pura

O Palmeiras 11-0 Instituto AEFA mostra bem a diferença técnica entre os dois clubes. Apesar do revés, o time do Centro-Oeste está no caminho certo. Fazer futebol de base fora dos grandes centros não é nada fácil e merecem todos os aplausos. Já sobre o verde, eles são favoritos, de novo, a ganharem todos os títulos possíveis em 2023. Nas oitavas, pegam o Azuriz, que eliminaram o Ska Brasil nos pênaltis.

A ventania após o apito final era insana, nível Twister, filme catástrofe dos anos 90. Na saída do CT encontrei a dupla Caio e Renato e com eles peguei uma carona. Não ia ver mais nada pois achei que não daria tempo. De última hora fiz as contas e vi que talvez conseguisse chegar na rodada noturna. Deu. Pena que a média de gols do dia caiu absurdamente.

Até lá!

Ficha Técnica: Palmeiras 11-0 Instituto AEFA/MS

Local: CT de Futebol Academia 2 (Guarulhos); Árbitro: Guilherme Nunes de Santana/SP; Público e Renda: Portões fechados; Cartão amarelo: Rafael Coutinho; Gols: Rafael Coutinho (pênalti) 8, Luighi 33, Benedetti 35, 38 e Luighi 43 do 1º, Rafael Coutinho (pênalti), Jhonatan Bernardo 10, Hugo Vendramini 14, Luís Arthur 21, Kaio Teixeira 42 e Luís Arthur 43 do 2º.
Palmeiras: Cesar (Kauan Lima); Vítor Reis (Jhonatan Bernardo), Benedetti (Pedro Gilmar) e Fellipe Jack; Kauan Firmo, Uberaba (Kaio Teixeira), Rafael Coutinho e Kauan Vitor; Kidani, Riquelme Fillipi (Luis Arthur) e Luighi (Hugo Vendramini). Técnico: Rafael Paiva.
Instituto AEFA: Cauã; Luiz Henrique, França (Cléberson), Fraga (Zé) e Fanaia (Capacete); Nicolas (Wevertton), Bateria, Albino (Jhon) e Kauã (Geremias); Matheus e Pietro. Técnico: José Nascimento.

terça-feira, 7 de março de 2023

Juventus goleia o Lemense FC e depende apenas de si na A2

Texto e fotos: Fernando Martinez


Com bastante sono, caí da cama no domingo cedo naquela que pode ter sido a última sessão matutina no Estádio Conde Rodolfo Crespi no Campeonato Paulista da Série A2. Juventus e Lemense FC, ex-Atibaia, duelaram pela 14ª e penúltima rodada. Os grenás precisavam vencer para o sonho da classificação não morrer. Já o mais novo time de Leme jogava pela sobrevivência.

O Moleque Travesso cansou de perder pontos bestas, principalmente em casa, e chegou nessa rodada ocupando a 12ª posição com 15 pontos, dois abaixo da zona de classificação. O Lemense FC, que não tem nada a ver com o antigo e falecido EC Lemense apesar da teimosia de alguns em associá-los até hoje, era o 15º com 11 pontos. Se perdesse, ficaria em situação delicada.

Um bom público, cerca de 2.200 pagantes, foi até a Javari. Ótimo número, melhor do que vários da Série A1. Me credenciei de boa e fiz a foto oficial do Juventus, porém o onze visitante se recusou a posar. Atitude sempre antipática que faz par com a Portuguesa em 2023. Por estar calor decidi que não ficaria no gramado e sim nas cabines opostas à parte coberta. Se antes da pandemia o local ficava apinhado de gente que não deveria estar ali, o credenciamento obrigatório resolveu o problema. Vi a partida sem aperto e de um ângulo que adoro.


CA Juventus - São Paulo/SP


Capitães dos times, o árbitro Rodrigo Gomes Paes Domingues, os assistentes Evandro de Melo Lima e Vladimir Nunes da Silva e o quarto árbitro Rafael Gomes Félix da Silva

Dentro de campo foi um massacre a favor do escrete mandante. O Juventus não deu a menor chance ao alvi-azul e goleou como há muito não fazia. Logo no quarto minuto Cesinha cruzou da direita e o artilheiro Bruno Moraes concluiu para as redes. Masson fez o segundo de cabeça aos 15. Estava fácil e ficou mais ainda com a expulsão de Nicolas aos 27. Aps 29 Bruno Moraes fez e o árbitro anulou por impedimento, a meu ver inexistente. Já aos 41, Iran foi derrubado na área e o juiz marcou pênalti. Bruno Moraes, ele de novo, bateu bem e fez 3 a 0.




Detalhes do primeiro tempo de Juventus x Lemense FC, ex-Atibaia


Bruno Moraes marcando de pênalti, o segundo dele na partida e terceiro do Juventus

Da minha posição notei a presença do trio Milton, Mário e Syller, o homem-televisão, derretendo na arquibancada do gol da creche. Na etapa final o Juve administrou a vantagem sem maiores problemas. O Lemense FC teve dois momentos relevantes com Felipe e Gomes no começo. Os grenás seguraram bem a onda e quase fizeram o quarto aos 27 com Hugo Freitas. Só que foi o iluminado Bruno Moraes quem deu números finais ao duelo aos 42 minutos completando um cruzamento perfeito de Denis Neves.






No segundo tempo a partida sossegou, mas o Juventus não sofreu sustos


Bruno Moraes completou a goleada juventina no fim da peleja

O Juventus 4-0 Lemense FC fez os grenás subirem alcançarem a 9ª colocação com 18 pontos ganhos. Agora dependem de uma vitória contra o Novorizontino na semana que vem para terminarem entre os oito melhores do torneio. Só que o Tigre é o vice-líder e certamente não vai querer se despedir da fase de classificação com um resultado negativo. Já o clube de Leme é 15º e recebe o embalado Monte Azul. Terão que suar sangue se não quiserem jogar a A3 em 2024.

Foi isso. O final de semana teve apenas duas coberturas com dois 4 a 0. Na quarta-feira tem a primeira rodada da Copa do Brasil sub-17 com chance de goleada por margem mais dilatada e time novo na pauta livre do JP.

Até lá!

Ficha Técnica: Juventus 4-0 Lemense FC

Local: Estádio Conde Rodolfo Crespi (São Paulo); Árbitro: Rodrigo Gomes Paes Domingues; Público: 2.248 pagantes; Renda: R$ 59.885,00; Cartões amarelos: Bruno Moraes, Jeferson Lima, Luan Gama, Nicolas, Vinícius, Flávio, Cícero; Cartão vermelho: Nicolas 28 do 1º; Gols: Bruno Moraes 5, Masson 15 e Bruno Moraes (pênalti) 43 do 1º, Bruno Moraes 42 do 2º.
Juventus: André Dias; Iran, Alan Uchôa, Diego Sacoman (Murilo) e Luan Gama (Denis); Betinho, Masson, Jeferson Lima (Adilson Goiano) e Cesinha (Hugo Freitas); Maykinho (Tiaguinho) e Bruno Moraes. Técnico: Jorginho.
Lemense FC: Kaique; Vinícius (Gomes), Samuel, Nicolas e Cícero; Flávio, Wallace e Felipe (Leo); Douglas (Felipe Silva), Wiliam (Eduardo Kuhn) e Kleber Silva (Felipe Santos). Técnico: Fahel Junior.

segunda-feira, 6 de março de 2023

Goleada corintiana na abertura do Brasileiro sub-20

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois de uma semana complicada e de ter ficado de cama por conta de uma virose que chegou com tudo, voltei à programação normal com uma rodada noturna no Estádio Oswaldo Teixeira Duarte na sexta-feira com o escondido Campeonato Brasileiro sub-20. Em campo, duelo entre Corinthians e Flamengo reeditando a semi de 2022, abrindo uma nova temporada de base no Jogos Perdidos.

Durante a Copinha vi gente nas redes sociais falando que o Brasileiro sub-20 é o torneio mais importante de base do país. A primeira rodada do torneio nacional mostra que essa competição ainda precisa comer muito arroz com feijão se quiser chegar nos pés da Copa. Campeonato escondido, tabela feita às pressas e muita falta de informação, ou seja, o padrão atual da CBF. A entidade pensa somente na seleção e, no máximo, a Série A. Os demais certames são relegados ao décimo plano de importância.

Mesmo lançado de forma porca, o Brasileiro sub-20 chega à sua nona edição com formato idêntico ao de 2022. Dois grupos com 10 times cada e os clubes se enfrentando em turno dentro da chave. Os quatro primeiros se garantem nas quartas de final. Aí tem semi e a final em jogo único. O Palmeiras foi o vencedor na temporada passada após derrotar o alvinegro do Parque São Jorge na decisão. O torneio era bem melhor quando todos jogavam contra todos na fase inicial, mas a CBF estragou o formato.


SC Corinthians P (sub-20) - São Paulo/SP


CR do Flamengo (sub-20) - Rio de Janeiro/RJ


O quarteto paulista com o árbitro Matheus Delgado Candançan, os assistentes Bruno Silva de Jesus e Leonardo Tadeu Pedro, a quarta árbitra Leonardo Tadeu Pedro e os capitães

O Corinthians foi eliminado da Copinha na terceira fase e o Flamengo na segunda. Apesar da queda precoce, o elenco mosqueteiro está sendo preparado para ter resultados melhores em 2023. Pelo que apresentou no tempo inicial na casa rubro-verde, o futuro pode ser promissor. Vale registrar que tive a companhia da dupla Milton e Pucci na jornada, ambos superfelizes por estarem no meio da coletividade alvinegra no Canindé.

Para a alegria dos presentes, o time da casa foi avassalador na primeira meia hora. A equipe simplesmente destruiu qualquer chance do rubro-negro conseguir um resultado razoável jogando longe da Gávea. Logo aos dois minutos, Pedrinho cruzou na área e Diego, capitão do Fla, fez contra. Aos 12, boa jogada pelo lado esquerdo. Higor recebeu e bateu firme. No caminho a pelota desviou em Daniel Sales e morreu dentro das redes.

Os cariocas sentiram os golpes e mesmo ficando o tempo todo com a bola nos pés, não sabiam o que fazer com ela. O Timão, jogando na dele, foi cruel e marcou pela terceira vez aos 23. Felipe Augusto aproveitou sobra na área e encheu o pé. Aos 33, a blitz corintiana terminou com uma arrancada incrível de Higor e toque por cobertura na saída de Kauã Santos. O 4 a 0 sossegou o ímpeto local.


A comemoração pelo primeiro gol alvinegro logo aos três minutos


Ataque corintiano pelo lado esquerdo



Felipe Augusto marcando o terceiro tento do Corinthians e depois comemorando perto dos fotógrafos



Mais dois lances da etapa inicial no Canindé

Na segunda etapa eu senti que a peleja estava propensa a cair de produção e fui pegar aquele lugar maroto nas cabines. O Corinthians recuou, o Fla melhorou e chegou muito perto de marcar. Felipe Longo, arqueiro paulista, foi bem e evitou que os visitantes diminuíssem. Foram pelo menos cinco claros momentos de gol. Já os avantes locais pouco se aventuraram no campo ofensivo. A rapaziada nas arquibancadas, afastando o sono com maestria, cantou bastante.




No segundo tempo, a partida caiu de produção

No fim, o placar do tempo inicial se confirmou: Corinthians 4-0 Flamengo. Grande triunfo alvinegro na estreia do Brasileirão sub-20 e promessa de boa campanha pela frente. Pelos lados do Fla, não duvido que tenha sido um acidente de percurso. Faltam oito rodadas até o fim da primeira fase e tudo pode acontecer.

Voltamos do Canindé com um Uber que nos levou até a Estação Tietê, já que encarar a horda de zumbis da região não é uma boa opção. No sábado fiquei de boa, pois as tabelas super bem-feitas (só que não) não reservaram nenhuma partida na região. Já no domingo teve joguinho importante pela A2 na Javari.

Até lá!

Ficha Técnica: Corinthians 4-0 Flamengo/RJ

Local: Estádio Oswaldo Teixeira Duarte (São Paulo); Árbitro: Matheus Delgado Candançan/SP; Público e renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Juninho, Marlon Souza (PF Flamengo), Marcos Paulo; Gols: Diegão (contra) 3, Higor 12, Felipe Augusto 24 e Higor 33 do 1º.
Corinthians: Felipe Longo; Léo Maná, João Pedro, Renato e Vitor Meer; Gabriel Moscardo (Thomas Argentino), Ryan (Thomas Rafael) e Pedrinho (Juninho); Breno Bidon (Mateus Henrique), Higor (Kayke) e Felipe Augusto (Arthur Sousa). Técnico: Danilo.
Flamengo: Kauã; Daniel Sales (Felipe Brian), Diegão, Cleiton e Marcos Paulo (Zé Welinton); Evertton, Jean Carlos (Wallace Yan) e Lorran; Werton, Pedrinho e Felipe Lima (Daniel Rogério). Técnico: Mário Jorge.