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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

Bafo, de amarelo, surpreende o Juventus na Rua Javari

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na quarta-feira emplaquei minha estreia no Estádio Conde Rodolfo Crespi em 2023 com um joguinho que tem a cara daqueles famosos Paulistões dos anos 70/80: Juventus x Comercial de Ribeirão Preto pela oitava rodada do Campeonato Paulista da Série A2. Confronto bem legal que eu não acompanhava in loco desde o longínquo ano de 2010.

Depois do 3 a 0 em cima do Noroeste na quinta rodada, os grenás não ganharam mais. Ficaram no 0 a 0 com o XV de Piracicaba, perderam do São Caetano e conseguiram um ótimo empate contra a Ponte Preta no domingo. O Bafo, recém promovido da Série A3, vinha de derrota em casa para o Taubaté. Já tinha visto o alvinegro este ano no péssimo empate sem gols contra o Oeste na Arena Barueri pela quinta rodada.


CA Juventus - São Paulo/SP


Comercial FC - Ribeirão Preto/SP


Quarteto de arbitragem na Javari com Guilherme Francisco Maciel Rosário, Guilherme Francisco Maciel da Silva E Rosário, Enderson Emanoel Turbiani da Silva e Gabriel Petrini Rodrigues Cruz, além dos dois capitães

O público de menos de 500 pagantes deixou o clima parecido com o que eu via na casa juventina nos anos 90. Entre os presentes, o Milton, como sempre, e a dupla seu Natal e o glorioso Jurandyr, dando aquele migué no trabalho. Todo mundo teve o prazer de ver o Comercial jogando com meias pretas e calção e camisa amarela. Foi a primeira e provavelmente a única vez que fizeram isso em 2023. Tem gente que acha bizarro (e é), porém eu curto estar presente em momentos assim.

O primeiro tempo na Javari foi bem mais ou menos. O Juventus buscou aquela blitz esperta e não teve sucesso. O maior lance local foi aos 29 em tiro de Renan Barcelos e boa defesa de Jeferson Souza. O Comercial fez pouco, mas levou perigo em boa chegada de Jeferson Lima que terminou no travessão e intervenção bem boa de André Dias no rebote. Pouco para 45 minutos.


Ataque comercialino pela direita



Dois grandes momentos do goleiro André Dias, do Juventus



Mais duas chegadas do Comercial antes do intervalo

Felizmente tudo melhorou na etapa final. O jogo subiu em qualidade e empolgou os presentes. Logo aos quatro minutos Renan Barcelos cruzou na área e Wendel marcou de cabeça. O Moleque Travesso respondeu com pressão intensa na sequência. Aos 18 um dos defensores comercialinos colocou a mão na bola dentro da área. Bruno Moraes bateu bem o pênalti e empatou.

Nos minutos seguintes o ímpeto grená aumentou e a equipe chegou perto de virar o placar. O Comercial parecia entregue e não conseguia passar do meio-campo. A melhor chance foi um gol perdido de forma inacreditável em toque por cobertura que caprichosamente encontrou o travessão. Como o dia não era dos paulistanos, em contra-ataque preciso aos 37, Sacomam falhou em cruzamento da esquerda e a pelota caiu nos pés de Wendel. Ele dominou e tocou fraquinho no canto direito de André Luís, recolocando o time amarelo (!) e preto em vantagem.


Bruno Moraes deixou tudo igual em pênalti no segundo tempo




O Juventus jogou bem e quase marcou o segundo gol. Na última foto, ele não saiu por milagre... a bola bateu na trave

O Juventus 1-2 Comercial foi um duro golpe para os grenás, que não contavam com essa derrota, a segunda consecutiva em casa e a quarta apresentação seguida sem um resultado positivo. O clube está em nono lugar com nove pontos. O Bafo está na sexta posição com 11.

Sem tempo de papear à toa, saí junto com o Milton do estádio com rumo à Estação Mooca da CPTM. Tinha sessão noturna também pela A2 com um dos candidatos ao rebaixamento e outro que ocupa o G8 desde as primeiras rodadas.

Até lá!

Ficha Técnica: Juventus 1-2 Comercial

Local: Estádio Conde Rodolfo Crespi (São Paulo); Árbitro: Guilherme Francisco Rosário; Público: 439 pagantes; Renda: R$ 9.315,00; Cartões amarelos: Betinho, Bruno Moraes, Rhuan, Lineker, Victor Bolt, Brayan; Gols: Wendel 4, Bruno Moraes (pênalti) 17 e Wendel 36 do 2º.
Juventus: André Dias; Rhuan, Gilberto Alemão, Diego Sacomam e Luan Gama (Denis Neves); Adilson Goiano (Everton Sena), Betinho e Jeferson Lima (Gustavo Índio); Bruno Moraes, Cesinha (Dudu) e Thiaguinho (Zé Oliveira). Técnico: Ito Roque.
Comercial: Jefferson Souza; Luis Roberto, Maycon Douglas, Thiago Moura (Luiz Eduardo) e Renan Barcelos (Rafael Ibiapino); Victor Bolt (Romário), Lineker (Guilherme Pitbull) e Alan Mineiro; Brayan, Túlio (Wagner) e Wendel. Técnico: Gustavo Marciano.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

Novo resultado ruim da ameaçada Portuguesa no Paulistão

Texto e fotos: Fernando Martinez


Jogo domingo às 20h30 não é a coisa mais aprazível do mundo, mas encarei as agruras de ir a pé até o iluminado Estádio Oswaldo Teixeira Duarte em nova sessão tensa da Portuguesa no Campeonato Paulista. Contra a Inter de Limeira, apenas a vitória interessava para o rubro-verde sair da zona de rebaixamento. Promessa de sofrimento pela frente.

Contando com a ajuda da FPF, o escrete rubro-verde estreou o novo sistema de iluminação do Canindé, a primeira mexida nos refletores desde a inauguração dos mesmos em 1981 (!). Estava bem animado pensando que finalmente o problema das fotos ruins estaria resolvido, mas quebrei a cara. Mexeram, mexeram, mexeram e tudo ficou igual. A potência atual é menor do que a do sistema antigo e as imagens seguiram ruins. Trocaram seis por meia dúzia em um serviço de péssima categoria.

Antes de ver como a iluminação continuava ruim, caiu o mundo no estádio lusitano. Por sorte consegui chegar no local antes do dilúvio e por mais sorte ainda durante a peleja o céu limpou. A meia hora de água inundou o túnel que leva o pessoal da arbitragem ao gramado. O árbitro Raphael Claus, velho conhecido do JP e que esteve menos de dois meses atrás na Copa do Mundo, sofreu para chegar no campo. Fazia tempo que eu não o encontrava e durante o papo que tivemos ao lado da cabine do VAR, relembramos a presença dele na final da Segundona de 2010 entre Velo Clube e Taboão da Serra, o dia que ensinei ele a sair de Mogi das Cruzes em um União Mogi x Água Santa em 2013 e no famoso Nacional e Água Santa pela A2 de 2018. Legal revê-lo após tantos anos.


Raphael Claus sofrendo aquele choque de realidade maroto: Ontem Copa do Mundo, hoje Canindé com túnel alagado


A Portuguesa de D - São Paulo/SP


AA Internacional - Limeira/SP


O árbitro Raphael Claus, os auxiliares Danilo Ricardo Simon Manis e Diego Morelli de Oliveira, o quarto árbitro Gabriel Henrique Meira Bispo e os capitães

Vindo de duas derrotas contra São Paulo e o clube de Diadema, a Portuguesa já estava sob ameaça de rebaixamento antes do duelo contra os limeirenses. Um triunfo seria essencial. Já o alvinegro estava com sete pontos, disputando uma vaga nas quartas e indo bem pensando em se garantir na Série D de 2024. Eu não sabia o que esperar, o que tinha certeza é que seria uma partida complicada. O técnico Gilson Kleina substituiu Mazola Júnior no banco de reservas local.

Como já é tônica em pelejas do principal estadual do país, o nível foi baixo. A etapa inicial foi horrível. A Lusa nada fez e a Inter dominou, só que também não foi nada brilhante. O momento de maior emoção foi quando o sistema de luz apagou aos 37. Tudo ficou no escuro e apenas nove minutos depois, um alívio, a bola voltou a rolar. No último lance, a equipe do interior saiu na frente. Igor Teles chutou forte e, contando com um desvio na zaga, a pelota morreu no fundo da rede.




Momentos do começo de Portuguesa x Inter e a boa presença da torcida lusitana


Canindé com meia luz no dia da reinauguração do sistema. Que maravilha


Torcida da Inter marcando presença na casa rubro-verde

Fui até a cabines na etapa final e de lá acompanhei 45 minutos ruins... de novo. Aos três minutos Igor Teles acertou um chutaço de longe, Thomazella desviou de leve e a finalização bateu na trave. Aos seis, Raphael Claus chegou a marcar pênalti a favor dos visitantes, porém o VAR mudou a decisão. Pressionada, a Portuguesa passou a tentar o empate em tímidas investidas com praticamente nenhuma inspiração. Os melhores momentos ficaram por conta de duas cobranças de escanteio de Daniel Costa. Pouco para quem tinha que vencer.






A Portuguesa tentou, mas não foi desta vez que voltou a vencer no Paulistão

O Portuguesa 0-1 Inter de Limeira foi o resultado de um jogo fraco, mas com placar justo. O Leão chegou aos dez pontos e ocupa a vice-liderança do Grupo A. Já a Lusa é lanterna do Grupo D e está na penúltima colocação. Com metade da primeira fase alcançada, o alerta vermelho está ligado no Canindé. O time não pode vacilar mais.

Eram quase 23 horas e a ideia de fazer o trajeto a pé até o metrô me assombrava. Por sorte o glorioso Jurandyr estava lá e me deu uma abençoada carona até a Estação Vila Madalena. Ufa! Voltarei à ativa com rodada dupla pela Série A2 na quarta-feira.

Até lá!

Ficha Técnica: Portuguesa 0-1 Inter de Limeira

Local: Estádio Oswaldo Teixeira Duarte (São Paulo); Árbitro: Raphael Claus; Público: 2.135 pagantes; Renda: R$ 75.690,00; Cartões amarelos: Thallyson, Ângelo, Bruno Leonardo, João Paulo, Matheus; Gol: Iago Teles 46 do 1º.
Portuguesa: Thomazella; Ramon Rocha (Hudson), Victor Ramos, Bruno Leonardo e Thallyson (Ângelo); Naldo (Gustavo Bochecha), Tauã, Lucas Nathan (Gustavo Ramos) e Daniel Costa; Paraízo e Richard (Lucas Venuto). Técnico: Gilson Kleina.
Inter de Limeira: Léo Vieira; Léo Duarte, Douglas, João Paulo (Carlinhos) e Zé Mário; Claudinei (Jean Martim), Uillian Correia e Matheus (Bill); Everton Brito, Iago Teles (Jonathas) e Chrigor (19 Fernando Canesin). Técnico: Pintado.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

Aos 54, São Caetano arranca empate com o Monte Azul no ABC

Texto e fotos: Fernando Martinez


Uma das coisas que sempre gostei foi acompanhar jogo do último contra penúltimo de qualquer torneio. No sábado fui até o Estádio Anacleto Campanella para um desses duelos: São Caetano, o 15º colocado do Campeonato Paulista da Série A2, contra o Monte Azul, lanterna. Um daqueles confrontos que prometia bastante (ou não).

Tive a companhia do Milton na jornada, animadíssimo com a possibilidade de ver de perto os dois piores times da A2 até a sexta rodada. O Azulão do ABC vinha de vitória contra o Juventus no meio da semana, a primeira em 2023, e queria emendar o segundo resultado positivo. Já o Monte Azul tinha só três pontos conquistados em dois empates e ainda não tinha vencido.

Ir até São Caetano do Sul não é a pior coisa do mundo desde que a CPTM levou a Linha 10-Turquesa até a Estação da Luz. Encontrei o amigo decano ali, seguimos pelos trilhos da antiga SPR até SCS e de lá pegamos o bom e velho Jardim Boavista rumo à tradicional praça de esportes da cidade, O galho foi o calor, e após das fotos oficiais eu me espremi em um canto com uma rara sombra para me proteger do astro-rei.


AD São Caetano - São Caetano do Sul/SP


A Monte Azul - Monte Azul Paulista/SP


Aquela foto que só o Jogos Perdidos mostra com o quarteto de arbitragem e os capitães. O jogo teve o comando do árbitro Guilherme Francisco Rosário, dos assistentes Alex Alexandrino e Róbson Ferreira Oliveira e do quarto árbitro Robson Ferreira Oliveira

Diferente da expectativa, a partida foi muito boa, bem acima da média. Foi a primeira que realmente gostei nas divisões de acesso do Paulistão em 2023. O São Caetano começou com tudo, encurralando o Monte Azul e criando boas chances. Nem bem a peleja tinha começado e Régis quase fez o gol do São Caetano. Aos oito, foi a vez de Dogão assustar André Zuba e três minutos depois Álamo desperdiçar. A pressão local era total.

Após quinze minutos os visitantes passaram a se aventurar no campo de ataque com tiro de Luiz Felipe aos 16 e chutaço de Gadelha aos 20. Seguindo nessa toada, o Monte Azul saiu na frente aos 33. Em disputa pelo alto, o árbitro ano toque de mão de Dias. Pênalti. Gadelha bateu com extrema categoria e colocou no ângulo. O São Caetano sentiu o golpe e levou bola na trave aos 35 com Luís Felipe. Aos 42, Dener recebeu belíssimo passe de Gadelha e tocou no canto de João Lucas, fazendo 2 a 0. Os donos da casa deram sorte e, aos 44, conseguiram diminuir com um voleio lindo de Coutinho.




O Azulão do ABC começou melhor e levou muito perigo para a meta do Monte Azul


O time do interior se encontrou e abriu o placar em bela cobrança de pênalti de Gadelha



Lances no campo de ataque dos donos da casa

O fato de ter marcado no apagar das luzes animou o Azulão da Grande São Paulo. Na volta do intervalo, o panorama da etapa final foi um São Caetano atacando em busca do empate e um Monte Azul com o caminho livre nos contra-ataques. Apesar de ter ficado mais tempo com a pelota nos pés e criado bons lances, foi o escrete interiorano quem levou mais perigo. Foram pelo menos três momentos claros - com Luís Felipe, duas vezes e Dener Rodrigues - em que o terceiro tento ficou próximo de acontecer.

Em virtude das paralisações, o árbitro deu nove minutos de acréscimo. A pressão era total, e aos 52 Dener Rodrigues teve nos pés a oportunidade de consolidar o triunfo visitante em lance que ficou cara-a-cara com João Lucas. A finalização foi em cima do arqueiro do ABC. Aí entrou a vez do velho esquema "quem não faz, toma". O cronômetro chegou a 54 minutos e os locais tiveram a última chance. Lobato recebeu na direita e cruzou. A bola pegou um efeito enorme e encobriu André Zuba. Foi o gol de empate do São Caetano. Enorme festa por parte dos atletas e comissão técnica dos donos da casa.






Detalhes do segundo tempo de São Caetano x Monte Azul


André Zuba pulou e não conseguiu defender o cruzamento/chute de Lobato. O empate do São Caetano saiu aos 54 do tempo final

O São Caetano 2-2 Monte Azul teve gosto de vitória para os donos da casa. O grande problema é que, no fim, foi um resultado ruim pata ambos. O clube do ABC chegou ao quarto duelo sem derrota, porém está na preocupante 14ª colocação com seis pontos. Já o Atlético segue na lanterna com três. Ambos precisam melhorar MUITO se não quiserem jogar a Série A3 em 2024.

Saímos do estádio e antes de pegar o ônibus a caminho da estação da CPTM passei na padaria que fica na frente do Lauro Gomes passar raiva com os preços altíssimos. No domingo retornei aos campos com jogo em sessão noturna no Canindé. Sempre animador passear pelas ruas do bairro de noite com a rapaziada zumbi que vive na região... só que não.

Até lá!

Ficha Técnica: São Caetano 2-2 Monte Azul

Local: Estádio Anacleto Campanella (São Caetano do Sul); Árbitro: Guilherme Francisco Rosário; Público: 468 pagantes; Renda: R$ 5.730,00; Cartões amarelos: Alamo, Paulo Henrique, Régis, Ramonzinho, Cleiton Kekéu, Henrique Rocha, Bruno Dip, Márcio Ribeiro, Andrews Caldas (AT do Monte Azul); Cartões vermelhos: Dogão e Andrews Caldas 54 do 2º; Gols: Gadelha (pênalti) 33, Dener Rodrigues 42 e Coutinho 44 do 1º, Lobato 54 do 2º.
São Caetano: João Lucas; Alamo, Gui Tavares, Dogão (Lucão) e Paulo Henrique; Dias (Coutinho), Lucas Silva e Celsinho (Lobato); Régis, Anderson Magrão e Wallace (Ramonzinho). Técnico: Márcio Ribeiro.
Monte Azul: André Zuba; Cleiton Kekéu (Caio Ruan), Junior Henrique, Henrique Gigante e Bruno Dip; Vacaria (Nathan), Wesley (Udson), Henrique Rocha e Luís Felipe (Felipe Carvalho); Gadelha (Guthierres) e Dener Rodrigues. Técnico: Andrews Deco (interino).

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

Oeste joga bem, mas perde para o Linense com dois de pênalti

Texto e fotos: Fernando Martinez


Começou fevereiro, um mês relativamente tranquilo, com jogo do Campeonato Paulista da Série A2. Encarei sozinho a missão de ir até a Arena Barueri conferir de perto o confronto entre o Oeste e o sempre genial Linense, um dos preferidos da casa. Peleja válida pela sexta rodada da primeira fase do torneio.

O rubro-negro de Barueri estava com uma sequência de quatro partidas sem vitória na A2. Delas, estivemos em duas, o 2 a 1 sofrido de virada contra o Noroeste e o horroroso 0 a 0 com o Comercial de Ribeirão Preto na rodada passada. Jogando contra o Elefante da Noroeste, um triunfo seria bem-vindo e levaria a equipe ao G8.


Oeste FC - Barueri/SP


CA Linense - Lins/SP


O árbitro João Vitor Gobi, os assistentes Amanda Pinto Matias e Enderson Emanoel Turbiani da Silva, o quarto árbitro Leonel Marcos Fialho da Silva e os capitães dos clubes posando para as lentes do JP

Diferente do que rolou nos dois compromissos do Rubrão em que estive presente, dessa vez o time jogou bem, muito bem. O grande problema é que a defesa entregou a paçoca e complicou a árdua missão de voltarem a vencer. O Linense, como quem não quer nada, se deu melhor nas bolas paradas. Os locais começaram com tudo e os visitantes inauguraram o placar na primeira chance que tiveram. Rian foi lançado na área e sofreu pênalti. Schutz cobrou na boa e fez 1 a 0.




Três bons momentos do Oeste na etapa inicial. Na última foto, a bola não entrou por milagre


Primeiro gol do Linense marcado por Schutz



Duas chegadas do rubro-negro de Barueri pela esquerda do ataque

O Oeste seguiu atacando e sofreu com a boa atuação da zaga do Elefante. No intervalo, triunfo parcial do escrete de Lins. Na segunda etapa a pressão se intensificou e Ítalo por pouco não deixou tudo igual em belíssimo chute que João Gabriel defendeu de forma primorosa. A peleja seguida nesse esquema ataque contra defesa, porém o toque final era falho.

O Linense ficou esperando "aquele" contra-ataque para dar o golpe fatal nos mandantes. Ele aconteceu aos 40 minutos, quando Serginho foi derrubado dentro da área. Outra penalidade máxima marcada pela arbitragem, levando ao desespero a pequena e animada torcida rubro-negra. Igor Badio bateu em um canto e Gledson caiu do outro. O triunfo estava garantido.






Só deu Oeste no segundo tempo. O Linense recuou e os donos da casa criaram vários momentos de perigo.


Na base do "quem não faz, toma", o Linense marcou o segundo, também de pênalti, no fim em cobrança de Igor Badio

O Oeste 0-2 Linense derrubou a equipe de Barueri, agora a 14ª e antepenúltima colocada com apenas cinco pontos, enquanto o Elefante agora está em sétimo, dentro do G8. Com 40% da fase inicial já disputada, o clube vermelho e preto precisa voltar a vencer o quanto antes se não quiser ser rebaixado.

Sendo a única partida programa no meio da semana, voltarei à ativa no sábado, com um confronto de último contra penúltimo na Série A2, um daqueles duelos que adoramos assistir desde sempre.

Até lá!

Ficha Técnica: Oeste 0-2 Linense

Local: Arena Barueri (Barueri); Árbitro: João Vitor Gobi; Público: 331 pagantes; Renda: R$ 3.310,00; Cartões amarelos: Diego Jussani, Paulinho, Lucas, Elionay, Ulisses, Léo Mancha; Gols: Schutz (pênalti) 19 do 1º e Igor Badio 41 do 2º.
Oeste: Gledson; Lucas Rodrigues (Danilo), Léo Gobo, Diego Jussani e Di Maria (Davi); Paulinho, Diogo (Guilherme Portuga), Italo (Tite) e Motta (Bruno Gonçalves); Marcelo Toscano e Reifit. Técnico: Sérgio Alecsandro.
Linense: João Gabriel; Gabriel Júnior, Ulisses, Lucas e Rodrigo Gaia; Elionay, Patrick (Lucas Ferron), Léo Mancha e Marcos Vinicius (Serginho); Schutz (Igor Badio) e Rian (Luizinho). Técnico: Edson Só.