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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Debaixo de muito sol, São Bento e Guaçuano empatam pela A3

Olá,

Depois de encarar uma tarde muito quente em Capivari, por conta da cobertura da partida Capivariano x XV de Jaú, no domingo cedo voltei à estrada e fui até a cidade de Sorocaba, mais precisamente ao Estádio Municipal Walter Ribeiro, também conhecido como CIC, para acompanhar mais uma partida do Campeonato Paulista da Série A3.

A pedida dessa vez, foi o encontro entre o tradicional E.C. São Bento contra o C.A. Guaçuano, válido pela terceira rodada da primeira fase da competição, sendo que essa partida reuniu duas equipes com campanhas muito parecidas. O time de Sorocaba começou a rodada com 3 pontos, na 9ª posição, enquanto o time de Mogi Guaçu, estava melhor colocado, na 5ª posição, com 4 pontos. Portanto, esse jogo era uma boa oportunidade para os dois times tentarem deslanchar na competição.

Como saí bem cedo de São Paulo, fiz uma viagem tranquila, chegando com tempo suficiente para conversar com os amigos dos dois times e da imprensa. O assunto predominante foi o calor, que já estava castigando e a grande preocupação era com o aumento ainda mais da temperatura durante a partida.

Mesmo com um sol para cada um, fiquei firme no gramado para fazer as fotos da partida, começando com as tradicionais fotos oficiais, as quais estão apresentadas abaixo e que também foram feitas de maneira exclusiva:


E.C. São Bento - Sorocaba/SP. Foto: Orlando Lacanna.


C.A. Guaçuano - Mogi Guaçu/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de arbitragem com o árbitro Kléber Canto dos Santos, os assistentes Vladimir Nunes da Silva e Sílvia Aparecida da Silva e o quarto árbitro Sálvio Lemos Filho ao lado dos capitães dos times. Foto: Orlando Lacanna.

A partida começou a todo vapor pelos lados do São Bento, tendo conseguido um pênalti a favor, logo no primeiro minuto de jogo. A cobrança ficou a cargo do camisa 11 Waldir, que cobrou com perfeição e colocou o "Bentão" em vantagem no marcador.


Bola estufando a rede logo no primeiro minuto. Foto: Orlando Lacanna.

Mesmo sofrendo o gol, o Guaçuano não se abateu e foi à luta, tendo mais presença ofensiva do que o time da casa, inclusive criando alguns bons momentos, que foram neutralizados pelo goleiro Henal e pelos zagueiros.


Uma das boas defesas do goleiro Henal do São Bento. Foto: Orlando Lacanna.

o São Bento procurava se fechar, chamando o adversário pra cima e, ao recuperar a posse da bola, saía em velocidade, como aconteceu na marca dos 19 minutos, quando Waldir, na cara do gol, tocou fraco e o goleiro Victor Diniz conseguiu defender. Foi uma oportunidade excelente.

Apesar do forte calor, as duas equipes não abriram mão de jogar em velocidade, sendo que aos 24 minutos, numa rápida escapada pela direita, o baixinho camisa 2 Bruninho, cruzou rasteiro e o centroavante e capitão Tiago Chulapa, tocou com categoria, decretando a primeira igualdade no marcador.


Visão de frente do gol de empate do Guaçuano, anotado por Tiago Chulapa. Foto: Orlando Lacanna.

Nos últimos 20 minutos, o ritmo caiu um pouco e nem é preciso dizer o motivo, mas, mesmo assim, os times criaram boas chances nos últimos cinco minutos, com o Guaçuano assustando com o camisa 6 Diego pela esquerda, aos 40 minutos, que invadiu, trouxe para o pé direito e mandou um foguete que passou por cima do travessão. A resposta beneditina foi imediata, aos 42 minutos, através de um arremate do camisa 2 Duane, que explodiu contra o travessão do goleiro visitante.


Avanço do Guaçuano pela esquerda no fim da primeira etapa. Foto: Orlando Lacanna.

Mais alguns minutos e o árbitro encerrou os primeiros 45 minutos com o empate em 1 x 1, num primeiro tempo equilibrado. Passei todo intervalo tentando me esconder do sol, ficando sob a cobertura de um dos bancos de reserva, mas pouco adiantou, pois o teto do banco é de acrílico, deixando o ambiente muito quente. Não tinha jeito e o negócio foi tomar copos e copos de água.

Deixando o forte calor de lado e voltando ao jogo, a segunda etapa foi iniciada e, logo aos 2 minutos, o São Bento teve o seu camisa 6 Werbeth (sósia do lateral Cortez do São Paulo), expulso por ter recebido o segundo cartão amarelo, deixando sua equipe com um homem a menos por quase todo segundo tempo.

Na cobrança de falta que resultou na expulsão, o Guaçuano quase chegou ao seu segundo gol, numa cabeçada perigosíssíma do camisa 11 Billy, que tirou tinta do poste direito. O goleiro Henal do São Bento ficou estático no chão. Aos 16 minutos, o time alviverde chegou ao gol da virada, marcado por Billy, ao receber um passe de cabeça de Tiago Chulapa e desviar com categoria para o fundo da rede, deslocando o goleiro.


Camisa 11 Billy tocando para o fundo da rede, no segundo gol dos visitantes. Foto: Orlando Lacanna.

Mesmo com um homem a menos, o São Bento não desistiu e foi buscar a igualdade, que esteve perto de acontecer, aos 24 minutos, quando o camisa 11 Waldir, de calcanhar, exigiu ótima defesa do goleiro Victor Diniz, desviando para escanteio. Teria sido um golaço.

Na cobrança do escanteio, novamente Waldir, esteve próximo de empatar a peleja, mas, novamente o arqueiro visitante desviou, com a bola indo de encontro ao poste direito e saindo em novo escanteio. Aos 35 minutos, não teve jeito e o São Bento chegou heroicamente ao gol de empate, marcado através do camisa 15 Budi que entrou no segundo tempo. Esse gol foi muito parecido com o primeiro gol do Guaçuano, pois a jogada nasceu pela direita, com um cruzamento rasteiro, encontrando Budi de frente para o gol, que tocou no canto direito.


Também numa visão de frente, agora o gol de empate do São Bento. Foto: Orlando Lacanna.

Nos últimos dez minutos, o São Bento continuou forçando o ataque, mas não conseguiu chegar ao gol da virada e, com isso, o árbitro apitou o fim do jogo com o resultado de São Bento 2 - 2 Guaçuano, que só fez piorar a situação dos dois times na tabela, uma vez que o São Bento caiu para a 10ª posição com 4 pontos e o "Mandi" foi para a 9ª colocação com 5 pontos.


Momento de perigo para a defesa do "Mandi" no fim da partida. Foto: Orlando Lacanna.

Jogo encerrado e rápido retorno à Capital para almoçar e buscar um descanso merecido, pois dois jogos debaixo de um sol senegalesco não é mole não. Foi isso.

Abraços,

Orlando

Audax vence o Rio Preto e é vice-líder na A2

Fala, povo!

Depois de começar a fervura na Rua Javari sábado cedo, a sessão vespertina de futebol reservou a fase final do cozimento do que vos escreve no Estádio Nicolau Alayon, em mais uma peleja do Campeonato Paulista da Série A2. Audax e Rio Preto jogaram pela quarta rodada da competição.


Fachada do Nicolau Alayon, agora com nova pintura. Foto: Fernando Martinez.

Graças ao calor, por muito pouco não desisti da jornada e voltei pra casa depois da goleada palmeirense na manhã. Coloquei então na cabeça o esquema "tudo pelo social" e tomei coragem para seguir até a Comendador Souza. Cheguei na casa nacionalina faltando cerca de uma hora para o apito inicial, e nessa espera encontrei os amigos de sempre por lá, inclusive o David, encarando a insuportável temperatura com muita coragem, já que usava calça jeans e camiseta preta. Socorro.

Pra não fugir do tradicional, fiz as fotos exclusivas dos times e do simpaticíssimo quarteto de arbitragem:


Audax São Paulo EC - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


Rio Preto EC - São José do Rio Preto/SP. Foto: Fernando Martinez.


Capitães dos times junto com o quarteto, formado pelo árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, os assistentes Alberto Poletto Masseira e Alex Alexandrino e o quarto árbitro Marcos de Oliveira Marcelo. Foto: Fernando Martinez.

Esse foi o quarto confronto entre as duas equipes na história, e até então o Audax (ainda jogando como Pão de Açúcar) tinha vencido dois deles e o Rio Preto um. Essa também foi a 23ª partida na história da equipe paulistana no Nicolau Alayon, somando uma impressionante marca de 18 jogos invicto. A última derrota lá foi em 9 de fevereiro do ano passado. Contra o Jacaré, o Audax queria manter essa sequência.


Disputa de bola dentro da área do Rio Preto no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

O primeiro tempo porém foi de pouquíssimo futebol, muito por conta do clima desértico que se abateu na capital paulista na última semana. Se na sombra já estava complicado para ficar, imagina ficar no sol jogando bola. Impossível. Mesmo assim, o Audax criou algumas boas oportunidades de gol, mas os atacantes pecavam no toque final.


Ataque do Audax sob insuportável calor no Nicolau Alayon. Foto: Fernando Martinez.


Zagueiro do Audax se preparando para afastar a bola do seu campo de defesa cheio de estilo. Foto: Fernando Martinez.

Enquanto o jogo se arrastava, eu e o David ficamos na parte coberta do Nacional falando sobre cinema, assunto recorrente quando da presença do amigo cinéfilo. As musas Maria Zilda e Carla Camuratti tiveram presença importante na pauta do dia. Durante um educativo papo sobre pornochanchadas, o primeiro tempo acabou.


Boa chance de gol do Rio Preto ainda na etapa inicial. Foto: Fernando Martinez.


Ainda no primeiro tempo, falta para o onze rio-pretano. Foto: Fernando Martinez.

Nesse intervalo, o Audax prestou uma importante homenagem. O presidente do clube, Fernando Solleiro, entregou uma placa comemorativa ao ex-atacante da equipe Sérgio Lobo, que abandonou a carreira sendo o maior artilheiro da curta história da equipe paulistana, marcando 56 gols em 112 jogos, uma ótima média. Tendo jogado também em clubes como Corinthians, Atlético/MG e Juventus, agora ele será auxiliar técnico das categorias de base.


Sérgio Lobo, maior artilheiro da história do Pão de Açúcar/Audax, o presidente Fernando Solleiro e a placa comemorativa. Foto: Fernando Martinez.

Depois da homenagem, veio o segundo tempo, e posso dizer que finalmente o jogo começou de verdade. O Audax fez 1x0 aos 4 minutos em gol de cabeça do camisa 4 Héverton. Quatro minutos depois o onze paulistano ampliou a vantagem com o capitão Paulo César, aproveitando bola rebatida pela zaga.


Lance do jogo Audax x Rio Preto no seu segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

Com 2x0 no marcador, o time azul e amarelo passou a administrar o jogo segurando bastante a bola no meio-campo. O Rio Preto conseguiu mudar esse panorama só depois dos 20 minutos. Aos 22, Carlos Eduardo escorou de cabeça um cruzamento vindo da direita e diminuiu para o Jacaré.


O camisa 7 do Audax Rafael Martins tentando ampliar o marcador para o Audax. Foto: Fernando Martinez.

A equipe rio-pretana se lançou ao ataque para buscar o empate, e o jogo ficou bastante aberto, com chances para os dois times, já que o contra-ataque era bem aproveitado pelo Audax. Mas dali até o apito final, o marcador não foi mais alterado.

Final de jogo: Audax 2-1 Rio Preto. Para desespero de muitos, a equipe paulistana ocupa a vice-liderança da A2 após quatro rodadas disputadas, apenas atrás do Red Bull, ainda com 100% de aproveitamento. Imaginem os dois subindo para a A1 em 2013? Muitos se jogarão do primeiro prédio que encontrarem pela frente. Já o Rio Preto, que venceu apenas um jogo até aqui, está na 15ª colocação.

Voltamos para o centro de São Paulo após o jogo e fali segui para casa, já desistindo com antecedência da rodada do domingo cedo por causa do calor. Sem futebol, a pedida foi me preparar psicologicamente para o Super Bowl, último suspiro do futebol americano até setembro. Algo triste para quem gosta do esporte.

Até a próxima!

Fernando

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Capivariano vence de virada e mantém 100% na A3

Olá,

Com o início dos campeonatos de acesso, promovidos pela FPF, o JOGOS PERDIDOS também foi pra campo, com o objetivo de mostrar aos amigos internautas que nos acompanham, imagens e informações de partidas pouco divulgadas. Nesse contexto, coube a mim conferir duas partidas válidas pela terceira rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Série A3.

A minha jornada dupla teve início no último sábado à tarde, quando viajei novamente até a simpática cidade de Capivari, indo até o Estádio Municipal Carlos Colnaghi, local do encontro Capivariano F.C. x E.C. XV de Novembro da cidade de Jaú.

Como o Capivariano foi promovido esse ano ano para a Série A3, fui para o estádio com a expectativa de ver como ficou a ampliação das acomodações, visando atender o regulamento da competição, que exige pelo menos 10.000 lugares. Lá chegando, observei um novo lance de arquibancadas tubulares, instaladas num espaço que era usado como estacionamento.


Novo lance de arquibancadas tubulares. Foto: Orlando Lacanna.

Voltando ao jogo em si, o time da casa entrou em campo na 3ª colocação com 6 pontos, com um aproveitamento de 100% por ter vencido os dois primeiros jogos. Por outro lado, o XV pisou no gramado na 14ª posição com 2 pontos, provenientes de dois empates nos jogos anteriores. Cheguei meio em cima da hora, por conta do grande movimento na estrada que liga Campinas a Capivari, mas isso não impediu que eu fizesse as fotos oficiais, as quais estão apresentadas abaixo, tendo sido feitas com exclusividade:


Capivariano F.C. - Capivari/SP. - Foto: Orlando Lacanna.


E.C. XV de Novembro - Jaú/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de arbitragem com o árbitro Kléber Canto dos Santos, os assistentes Vladimir Nunes da Silva e Sílvia Aparecida da Silva e o quarto árbitro Sálvio Lemos Filho ao lado dos capitães dos times. Foto: Orlando Lacanna.

Conforme era esperado, os anfitriões tomaram a iniciativa de irem ao ataque desde os primeiros movimentos, exigindo com isso, que o setor defensivo jauense se desdobrasse, visando impedir o gol de abertura, que esteve muito perto de acontecer aos 15 minutos, quando o camisa 9 Silas cobrou uma penalidade máxima. O goleiro Walter adivinhou o canto e praticou a defesa em dois tempos, voando como um gato no canto direito.


Jogada de ataque do Capivariano no início da partida. Foto: Orlando Lacanna.

Ao longo da primeira etapa, o domínio foi praticamente todo do "Leão da Sorocabana", que criou dois bons momentos, aos 23 e 33 minutos, nos pés de Ivanzinho e Silas, sendo que no primeiro lance, o goleiro visitante voltou a mostrar serviço, enquanto no segundo, o tiro saiu pela linha de fundo, passando muito perto do poste direito.


Tentativa de outro ataque do Capivariano ainda na primeira etapa. Foto: Orlando Lacanna.

A tônica dos primeiros 45 minutos, foi o time da casa tendo mais posse de bola e criando as melhores chances, porém tal superioridade não foi transformada em gol. Dessa maneira, o placar não foi mexido, ficando para o segundo tempo a expectativa de como os times iriam se comportar, até porque o calor era senegalesco, provocando um desgaste nos atletas, que estão no início de temporada.

No intervalo foi aquela busca por água e suco, pois o calor era cruel, fazendo com que todos que estavam no gramado, sob um sol escaldante, fossem em busca do precioso líquido. Felizmente, o Capivariano dispõe de um serviço de copa e, com isso, pude me fartar com sucos, água e frutas.

A bola voltou a rolar e, para surpresa de todos, o XV de Jaú voltou mais atrevido no campo de ataque, sendo que logo aos 4 minutos, o "Galo da Comarca", tirou o zero do placar, num golaço anotado pelo camisa 6 Julinho, que acertou um belo chute, mandando a bola na gaveta da meta defendida por Maurício. O Capivariano sentiu o golpe e, por alguns minutos, perdeu o controle das ações, permitindo ao XV gostar do jogo, quase permitindo que a vantagem fosse ampliada. Aos 13 minutos, o camisa 10 quinzista Willian Baiano, desperdiçou uma ótima chance criada pelo setor esquerdo, cuja finalização assustou a torcida local.


Bola indo em direção à rede do Capivariano no gol quinzista anotado por Julinho Baiano. Foto: Orlando Lacanna.

Depois dos 15 minutos, o Capivariano foi retomando o controle do jogo, empurrando o XV para o seu campo de defesa e criando ataques sucessivos, sendo que num deles, aos 19 minutos, o camisa 9 Silas perdeu um gol inacreditável, pois por duas vezes, no interior da pequena área, não conseguiu empurrar a bola para o fundo da rede, permitindo que o goleiro Walter praticasse dois milagres, um com a perna e outro já caído. Aos 21 minutos, foi a vez do camisa 17 Rudimar, perder uma outra boa chance. O gol de empate estava amadurecendo a cada minuto.


Goleiro Walter se esticando todo e evitando o empate do Capivariano. Foto: Orlando Lacanna.

De tanto insistir, finalmente aos 25 minutos, o Capívariano chegou à igualdade, através de um gol anotado por Júlio César, cobrando pênalti cometido por Dú Lopes em cima do atacante Rudimar. Finalmente a torcida leonina pode soltar o grito de gol.


Gol de empate do Capivariano anotado por Júlio César cobrando penalidade máxima. Foto: Orlando Lacanna.

Após obter a igualdade, os donos da casa apertaram ainda mais a defesa do XV, tentando de todas as formas chegar à virada. Aos 26 minutos, novamente o goleiro Walter fez prevalecer a sua boa atuação, desviando para escanteio um arremate venenoso de Silas, que tinha endereço certo. Aos 36 minutos, Rudimar teve a chance de chegar ao segundo gol, batendo de voleio no interior da área, mas a finalização saiu com defeito e a chance foi embora.

A partida já estava próxima do seu encerramento, com a torcida do Capivariano sempre incentivando e acreditando até o fim, quando na marca dos 42 minutos, o avante Silas fez a alegria da galera, assinalando o tão sonhado gol da virada. O camisa 9 mandou a bola para a rede, ao aproveitar uma sobra no interior da área, depois de um bate-rebate. A galera da casa foi ao delírio.


Muvuca na área do XV com a bola indo morrer no fundo da rede no gol da virada do Capivariano. Foto: Orlando Lacanna.

Após o gol da virada, o "Leão da Sorocabana" "cozinhou o galo", administrando os últimos minutos e apenas aguardando o término da partida, que acabou mesmo com o placar mostrando Capivariano 2 - 1 XV de Jaú, resultado que mantém o time de Capivari com um aproveitamento de 100% (três jogos e três vitórias) e o coloca na liderança isolada com 9 pontos. Sem dúvida, um ótimo começo para um time que no ano passado estava na Segundona.

Com relação ao XV, a situação é inversa, pois em três partidas, ainda não conseguiu vencer, tendo empatado duas vezes e derrotado no último sábado. Com apenas 2 pontos conquistados em 9 possíveis, o time de Jaú está 16ª posição, já rondando a zona de rebaixamento. Ainda há tempo, mas é necessário que o time comece a vencer.

Fim de jogo e começo da viagem de retorno a São Paulo, com um pit-stop em Campinas, para um breve descanso, uma vez que no domingo cedo eu iria botar o pé na estrada novamente, para mais uma viagem em mais uma cobertura do JP. Foi isso.

Abraços,

Orlando

Em jogo com nove gols, Palmeiras B goleia o Rio Claro

Fala, pessoal!

A equipe do JP esteve presente em quatro jogos nesse último final-de-semana, um dos mais quentes dos últimos anos. Eu comecei a jornada acordando cedinho no sábado e seguindo para o Estádio Conde Rodolfo Crespi, aonde Palmeiras B e Rio Claro duelariam pela 4ª rodada do Campeonato Paulista da Série A2.

Jogo com transmissão da Rede Vida sempre significa encontrar amigos da emissora. Ao entrar em campo, fiquei bastante tempo ouvindo histórias cabulosas sobre os bastidores do futebol paulista com o repórter Antônio Ventura. Após esse ótimo bate-papo, novamente fiz as imagens exclusivas das equipes:


SE Palmeiras B - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


Rio Claro FC - Rio Claro/SP. Foto: Fernando Martinez.


O árbitro Thiago de Oliveira Rosa, os assistentes Luiz Quirino da Costa e João Edílson de Andrade, o quarto árbitro Ricardo de Souza Tavares e os capitães Luís Felipe (Palmeiras B) e Geílson (Rio Claro). Foto: Fernando Martinez.

Entre 2003 e 2006, as equipes disputaram 10 jogos, com três vitórias do Palmeiras B, dois empates e cinco vitórias do onze rio-clarense. O último confronto havia acontecido em 20 de maio de 2006, simplesmente a partida mais importante da história do Rio Claro. Naquela noite de sábado, a equipe venceu o alviverde por 2x0 no Palestra Itália e conquistou o acesso para a Série A1 paulista.

Seis anos depois desse feito, os times voltaram a campo para se enfrentar, novamente pela A2. O Rio Claro somava sete pontos e contabilizava duas vitórias em três jogos ate então, enquanto o Palmeiras B estava com quatro pontos, tendo vencido apenas a partida de estreia contra o Sorocaba.


Bola disputada pelo alto no ataque palmeirense. Foto: Fernando Martinez.

E diferente do que todos poderiam imaginar, quem começou o jogo num ritmo forte foi o Palmeiras B. Logo aos 2 minutos o camisa 7 Assunção aproveitou que a zaga do Rio Claro não afastou bem um cruzamento vindo da direita e chutou forte no canto direito para abrir o marcador. Os zagueiros do time azul não acertavam o passo, e quase a equipe local chega ao segundo gol antes mesmo dos 20 minutos.


A zaga do Rio Claro falhou bastante durante os 90 minutos. Aqui, os dois defensores bateram cabeça e quase o Palmeiras B marcou. Foto: Fernando Martinez.

Mas bobeada por bobeada, a zaga palmeirense também colaborou aos 24 minutos, deixando que o camisa 10 Marcelinho aparecesse entre os zagueiros para escorar tranquilamente um cruzamento vindo da direita e deixasse tudo igual no marcador. Três minutos depois, veio o segundo gol do onze paulistano, mais uma vez com falha do sistema defensivo e Joãozinho completando bola alçada pela direita.


Ataque paulistano pela direita. Foto: Fernando Martinez.


Outra investida do Palmeiras B no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

Melhor em campo, o alviverde fez o terceiro aos 33, agora com o centro-avante Caio recebendo bola na direita e chutando forte. Dois gols atrás, o Rio Claro se lançou ao ataque e quase marca o segundo num chutaço de Rafael que bateu na trave. E posso parecer repetitivo, mas no minuto seguinte aconteceu mais um vacilo defensivo, agora do Palmeiras B, que resultou no gol de Marcelinho, novamente de cabeça.

O intervalo chegou com improváveis cinco gols na peleja e com a promessa de mais festa para as torcidas no segundo tempo. Fiquei a etapa final junto com os amigos Renato e Nílton numa providencial sombra perto da cabine oposta da Javari, pois o calor estava absolutamente insuportável.


Rafael Costa, camisa 11 do Rio Claro, alçando bola dentro da área adversária. Foto: Fernando Martinez.

Esse calor não impediu que os 45 minutos finais continuassem eletrizantes. Aos 10 minutos e jogando melhor, o Palmeiras B ampliou sua vantagem. Caio e Joãozinho acertaram uma incrível troca de passes, envolvendo por completo a zaga do Rio Claro. Joãozinho então recebeu pela direita e tocou para Caio no meio da área. Ele errou o primeiro chute, mas na segunda tentativa tocou firme para fazer o seu segundo gol no jogo.


Cobrança de falta para o Galo Azul no tempo final. Foto: Fernando Martinez.

Aos 15 a equipe paulistana teve um pênalti a seu favor. Na cobrança, o camisa 10 Nádson bateu com tranquilidade e aumentou ainda mais a vantagem palmeirense. Só que o Rio Claro ainda não estava morto, e conseguiu fazer o terceiro aos 19, em outro gol de cabeça no meio da zaga, agora com Geílson, o capitão do time.


Quinto gol do Palmeiras B em cobrança de pênalti de Nádson. Foto: Fernando Martinez.

Embora o time azul tenha mostrado bastante vontade em busca do quarto gol, o Palmeiras B jogava com sobriedade, sem sofrer maiores sustos. E após um grande contra-ataque local aos 31 minutos, o caixão rio-clarense foi selado com o sexto gol alviverde, o mais belo da quente manhã. O habilidoso camisa 11 Joãozinho driblou dois zagueiros, entrou na área e chutou forte. A bola bateu caprichosamente na trave, mas no rebote Nádson acertou um grande voleio e marcou o nono gol da peleja.


Troca de passes na direita do ataque do Palmeiras B. Foto: Fernando Martinez.

O Galo Azul entregou os pontos e não conseguiu mais acertar o seu jogo, enquanto os locais chegaram muito perto de fazer mais gols, mas o placar não foi alterado novamente. Final de jogo: Palmeiras B 6-3 Rio Claro. A grande vitória deixou a equipe do Parque Antarctica na sexta posição após quatro jogos disputados. O time azul cai para o oitavo lugar.


Placar final na Javari. Fazia 10 anos que não via um 6x3, e foi a primeira vez que o Palmeiras B anotou esse marcador na sua história. Foto: Fernando Martinez.

Após o apito final ainda permanecemos um bom tempo na Javari para mais conversas com o pessoal dos times e os amigos da Rede Vida. Na saída do estádio, resolvi ficar na companhia dos amigos para mais conversa durante um educativo almoço na esfiharia Juventus. Dali, segui até a estação Mooca, pois apesar do calor, a rodada do sábado ainda não tinha acabado.

Até lá!

Fernando

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Juventus perde a primeira na Javari em 2012

Opa,

Quarta-feira passada marcou o dia de começarmos a acompanhar os jogos do Moleque Travesso dentro da sua tradicional casa. Estivemos presentes no Estádio Conde Rodolfo Crespi para o jogo entre Juventus e Itapirense, pela 2ª rodada do Campeonato Paulista da Série A3. Foi a primeira cobertura JP desse certame em 2012.

Cheguei cedo pela Mooca para passar no correio e também para fazer uma boquinha, e entrei no estádio a tempo de conversar com os amigos presentes para essa rodada. Do JP, Victor, David e o seu Natal estavam lá, além do Renato e da dupla dinâmica Sérgio Manjuillo e Alfredo "Mancebo". Também fiz as foto dos times, que são exclusivas:


CA Juventus - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


SE Itapirense - Itapira/SP. Foto: Fernando Martinez.


Quarteto de arbitragem com o árbitro André Luís Riquena, os assistentes Leonardo Schiavo Pedalini e Adriana de Almeida Silva e o quarto árbitro Kléber Canto dos Santos ao lado dos capitães dos times. Foto: Fernando Martinez.

Vindo de um empate fora de casa contra a Francana, a torcida grená esperava uma boa apresentação nessa estreia na Javari, ainda mais levando em conta que o time de Itapira tinha perdido seu primeiro jogo contra o Flamengo, em casa. Outro motivo para deixar o pessoal animado, é que o Juventus nunca tinha perdido para a Esportiva em jogos oficiais até então. Foram cinco jogos, com quatro vitórias do time paulistano e um empate.


Chute juventino no começo da partida contra a Itapirense. Foto: Fernando Martinez.

Só que essa esperança toda foi dissipada logo no começo do jogo, pois o Juventus não conseguiu em nenhum momento mostrar um bom futebol. Aliás, o primeiro tempo foi bastante abaixo da media. Para não ser tão ranzinza, o time local chegou perto do gol por duas vezes, mas os atacantes não aproveitaram. A Itapirense teve uma boa chance, e nada mais.


Chance grená pelo alto, mas sem direção. Foto: Fernando Martinez.

De novo o fato mais importante dos primeiros 45 minutos foi a conversa entre os amigos presentes e a confecção da programação de vários jogos para esse mês de fevereiro. Pretendo cobrir o maior número de times diferentes para o JP. Vamos ver se tudo rola conforme o cronograma. Ah, e o jogo obviamente chegou no intervalo sem a abertura do marcador.


Boa oportunidade do Juventus desperdiçada no final do tempo inicial. Foto: Fernando Martinez.


Ataque grená pela direita no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

No segundo tempo fomos acompanhar o ataque grená no "gol da creche", mas quem mostrou serviço foi a Itapirense. Ao 4 minutos, o jogador Anderson Fubá acertou um chutaço da intermediária que entrou no ângulo direito do goleiro Carlos Carioca. Depois desse gol, o grande Sérgio Manjuillo profetizou: "Com esse time, nós vamos parar na 2-B". Se alguém souber o que é a tal "2-B", favor entrar em contato.


Cruzamento para dentro da área da Esportiva. Foto: Fernando Martinez.


Confusão dentro da área da SEI. Foto: Fernando Martinez.

O gol obrigou o Juventus a adotar uma postura mais ofensiva. Embora o time tenha jogado o restante do tempo final dentro do campo de defesa da Itapirense, os jogadores não arriscavam chutes de longe e nem tiveram sucesso no último toque dentro da área. A melhor chance foi uma bola na trave, e só. Os grenás poderiam estar jogando até agora, que provavelmente o gol não teria saído.


O veterano Adinan sobe mais alto para impedir o empate grená na Javari. Foto: Fernando Martinez.

O time visitante ainda levou relativo perigo em contra-ataques, mas o arqueiro local impediu que a equipe ampliasse. No final, o placar ficou mesmo em Juventus 0-1 Itapirense. Foi a primeira vitória da SEI sobre o Juventus em jogos oficiais, o que deixou a equipe na 10ª posição na tábua de classificação. Já o Moleque Travesso está em 15º após dois jogos.


Uma "séria" conversa entre os veteranos da Ju-Jovem e o placar final da peleja na Javari, com a volta dos nomes dos times adversários pintados no placar "eletrônico". Fotos: Fernando Martinez.

O pós-jogo ainda reservou a oportunidade de me molhar até a alma com um temporal que os meteorologistas não tinham previsto para o final da tarde. Mas com o calor que estava fazendo, nem achei tão ruim assim. Volto às coberturas JP nesse final de semana, aonde tentarei armar uma rodada múltipla no sábado.

Até lá!

Fernando