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quarta-feira, 21 de julho de 2021

Corinthians desencanta e vence a primeira no Brasileiro sub-20

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na tarde de domingo encerrei as comemorações da minha semana de aniversário com a quinta cobertura em cinco dias seguidos. Fechei os trabalhos no Estádio Alfredo Schürig com duelo válido pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro sub-20. O questionado e abalado Corinthians recebeu o América Mineiro buscando o primeiro triunfo na competição e na temporada (!).

Em 2020 o alvinegro foi vice paulista e semifinalista do nacional. Já em 2021, tudo mudou. O time foi bisonhamente eliminado de forma precoce da Copa do Brasil sendo derrotado pelo União ABC/MS em março e quando começou o Brasileiro a coisa ficou pior. Na estreia, 1x1 com o Inter no Parque. Depois, perdeu para o Fortaleza fora de casa. Na sequência, dois compromissos na capital bandeirante contra Atlético Mineiro e Vasco da Gama.

Contra o Galo, a equipe foi completamente dominada e tomou um sonoro 4x0. Como o poço não tem fundo, contra o clube carioca a vergonha conseguiu ser ainda maior. O mosqueteiro foi massacrado e os cariocas aplicaram um inacreditável 6x0 (!), a maior derrota da categoria em 31 anos. Desde o 7x1 sofrido contra o Flamengo pela Copa São Paulo de 1990 não se via tamanha vergonha.


Foto oficial do quarteto de arbitragem ao lado dos capitães

O resultado não aconteceu por acaso e é resultado de uma combinação de fatores: safra não tão boa, dirigentes batendo cabeça, profissionais se achando a última bolacha do pacote e problemas enormes nos bastidores. Na quarta-feira se esperava outra surra, porém, não se sabe como, o Timão conseguiu beliscar um empate contra o líder São Paulo em Cotia. No fim do jogo, a corda estourou do lado mais fraco e o técnico Tarcisio Pugliese foi demitido.

Nesse panorama horroroso a equipe chegou à sexta rodada tendo o Coelho como adversário e em busca de um triunfo para afastar a nhaca na temporada. Por sorte o escrete mineiro parecia ser um adversário perfeito pensando na reabilitação. Nas cinco rodadas, apenas um triunfo e quatro derrotas. Jogando em casa, era a chance de ouro que o Corinthians queria.

Mas demorou para o Timão engrenar. O primeiro tempo foi repleto de erros e jogadas sem objetividade. A rigor tivemos apenas uma oportunidade clara de gol e ela foi dos donos da casa. Matheus Araújo fez boa jogada individual aos dez minutos e chutou da entrada da área. Pedro Nesi, goleiro americano, se esticou todo e fez boa defesa. Do lado mineiro somente uma finalização sem direção aos 40 minutos.






O primeiro tempo foi ruim, bem ruim. Os times pouco fizeram e a inspiração passou longe da Fazendinha

Na etapa final o cenário deu uma melhorada apesar do cheiro de zero a zero ter tomado conta da Fazendinha. Aos dois minutos o alvinegro atacou pela esquerda e o tiro tirou tinta da trave. O América respondeu aos 14 em cobrança de falta que foi bem defendida por Alan Gobetti. Já estava me conformando com a ideia de uma peleja sem gols quando a estrela corintiana brilhou pela primeira vez no ano.

Decorridos 22 minutos, Keven aproveitou rebote de Pedro Nesi em chute da esquerda e inaugurou o marcador. A partir daí, só deu Corinthians. Aos 33 saiu o segundo com tiro no canto de Guilherme Biro. O camisa 20 fechou a fatura sete minutos depois com o terceiro tento. O atleta foi o grande destaque da tarde mesmo tendo entrado em campo aos 19 minutos. O América ainda tentou o gol de honra e quase fez aos 42 quando Alan Gobetti defendeu finalização à queima-roupa.





Até os 22 do tempo final, o 0x0 parecia certo. Aí o Corinthians desembestou a fazer gols e venceu por 3x0, dois do destaque Guilherme Biro


Placar final da primeira vitória corintiana na temporada 2021 na categoria sub-20

O Corinthians 3-0 América/MG decretou a primeira vitória alvinegra em 2021 e fez a equipe sair da penúltima colocação e subiu até o 16º lugar. Sim, posição péssima, mas pelo menos o astral muda um pouco. O Coelhão caiu do 16º para o 18º lugar e segue com um triunfo após seis rodadas. Vale lembrar que a fase inicial do torneio acaba apenas no meio de outubro.

Com essa cobertura encerrei a semana de aniversário com cinco partidas em cinco dias seguidos. Agora a ideia é ficar de boa alguns dias até retornar com a agenda, provavelmente em novo compromisso na cancha mosqueteira pelo Brasileiro de Aspirantes.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Corinthians 3x0 América/MG

Local: Estádio Alfredo Schürig (São Paulo); Árbitro: Thiago Luis Scarascati/SP; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Leo Maná, Riquelme, Matheus Schultz; Gols: Keven 22, Guilherme Biro 33 e 40 do 2º.
Corinthians: Alan Gobetti; Leo Maná (Julio), Murillo, Robert Renan e Reginaldo (Léo Santos); Luís Mandaca, Ryan (Rodrigo Daniel), Riquelme (Vítor) e Matheus Araújo (Pedrinho); Juan David (Guilherme Biro) e Keven. Técnico: Gustavo Almeida.
América/MG: Pedro Nesi; Arthur, Gustavo Marques, Julio e Matheus Schultz (Mário Victor); Kevyn, Matheus Henrique (Emanuel), Rodriguinho e Diogo (Lucas Gabriel); Goldeson (André) e Carlos Junio (Dhouglas). Técnico: William Batista.
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terça-feira, 20 de julho de 2021

Portuguesa volta a jogar bem e derrota o Boavista

Texto e fotos: Fernando Martinez


A penúltima cobertura do JP na semana do meu aniversário foi uma sessão "embalos de sábado à noite" no Estádio Oswaldo Teixeira Duarte. A Portuguesa perdeu a invencibilidade na rodada anterior contra o Bangu e recebeu o bom time do Boavista pensando apenas em reabilitação no Campeonato Brasileiro da Série D. O duelo fechou o turno do Grupo A7.

Há quatro anos eu estive no confronto das duas agremiações válido pela Copa do Brasil. A Lusa tinha eliminado o Uniclinic do Ceará na primeira fase e na segunda recebeu o clube do Rio, então comandado pelo glorioso Joel Santana. A derrota por 2x0 eliminou a equipe paulistana naquele que foi o último compromisso pela Copa nacional em todos os tempos. A expectativa era que dessa vez o placar fosse diferente.



Equipes entrando no gramado do Canindé e a imagem oficial dos capitães com o trio de arbitragem

A fria e vazia cancha rubro-verde acabou vendo um jogo em que os paulistas foram bem, finalmente emplacando uma boa apresentação em casa. O Boavista, que também tinha perdido sua invencibilidade na rodada anterior, até que tentou, só que não foi capaz de ser um adversário à altura do animado escrete mandante. Dessa vez as mudanças sempre questionadas do técnico Fernando Marchiori durante os 90 minutos não influenciaram negativamente no resultado.

O Boavista teve uma chance na etapa inicial logo aos três minutos em chute de longe... e só. Aos seis, Danilo Pereira, o novo camisa 10 rubro-verde, fez grande jogada e começou a mostrar que estava prestes a se tornar o grande nome da noite. Com o decorrer da partida o árbitro gaúcho deixou de marcar um pênalti a favor da Portuguesa.

Cesinha teve dois bons momentos para abrir o marcador. O primeiro em ataque pela esquerda e finalização pela linha de fundo e depois aos 36 em tiro de prima que foi desviado pela zaga na hora H. O melhor futebol deu resultado e aos 40 minutos saiu o gol. Feijão cruzou na cabeça de Danilo Pereira e ele colocou a Portuguesa em esperada e merecida vantagem.


A equipe paulista dando o primeiro toque na bola


Canindé completamente vazio para Portuguesa x Boavista. Não duvido que antes de 2021 acabar o público retorne aos estádios





Lances de um primeiro tempo em que a Portuguesa foi melhor do que o time carioca

No segundo tempo O Boavista não teve outra opção a não ser voltar ao gramado em cima da zaga local na busca pelo empate. Foram quinze minutos de pressão sem que Dheimison fosse acionado. Na base do contra-ataque Lucas Douglas por muito pouco não ampliou aos seis. Quando a situação parecia estar se complicando, tudo se resolveu num espaço de menos de dois minutos.

Cesinha cobrou falta na cabeça de Willian Magrão aos 18 e o zagueiro fez o segundo. No minuto seguinte, após lateral cobrado na área, Lucas Douglas levantou e Danilo Pereira, o grande nome da noite, desviou e anotou o terceiro. O onze visitante buscou pelo menos um golzinho de honra e quase fez por duas vezes. Aos 25 Luís Felipe chutou à queima-roupa e Dheimison praticou um pequeno milagre. Aos 37, o juiz anotou um pênalti a favor do Boavista e Marquinhos se prontificou a bater. O arqueiro lusitano defendeu com estilo.



O camisa 10 Danilo Pereira comemorando seu primeiro gol na noite, feito de cabeça aos 40 minutos



A etapa final começou com o Boavista melhor e a equipe rubro-verde desperdiçando bons contra-ataques



Willian Magrão, também de cabeça, ampliou a vantagem local aos 18 do segundo tempo. A comemoração foi perto das bandeiras da torcida da casa


Danilo Pereira fez o seu segundo tento, o terceiro lusitano, aos 19 minutos


Marquinhos bateu pênalti aos 39 minutos e Dheimison fez grande defesa. A noite era mesmo da Portuguesa

No fim, o Portuguesa 3-0 Boavista foi uma senhora vitória e deixou a equipe na vice-liderança do Grupo A7 após o encerramento do turno inicial. A torcida ainda não confia no time, com boa parcela de razão, mas pelo menos os resultados estão sendo relativamente bons. Na semana que vem o returno começa com o mesmo duelo, agora em Saquarema.

Fechando a semana futebolística comemorativa do meu aniversário, na tarde do domingo teve o sub-20 e novo na pauta com jogo na Fazendinha. Chegou a hora de ver o assustador sub-20 corintiano em ação.

Até lá!

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Ficha Técnica: Portuguesa 3x0 Boavista

Local: Estádio Oswaldo Teixeira Duarte (São Paulo); Árbitro: Jonathan Benkenstein Pinheiro/RS; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Caíque, Marzagão, Cesinha, Lucas Lourenço, Marquinhos, Lucas Perdomo, Pietro; Gols: Danilo Pereira 40 do 1º, Willian Magrão 18 e Danilo Pereira 19 do 2º.
Portuguesa: Dheimison; Feijão, Willian Magrão, Patrick e Marco; Caíque (Tauã), Cesinha (Maykinho), Marzagão (Wellington Reis) e Danilo Pereira (Felipe Souza); Tito (Ermínio) e Lucas Douglas. Técnico: Fernando Marchiori.
Boavista: Klever; Pedro (Caio Felipe), Vitão, Elivelton (Pietro) e Bull; Rennan, Ralph, Lucas Lourenço (Luis Felipe) e Lucas Perdomo (Berê); Jefferson Renan e Marquinhos. Técnico: Leandro Moraes.
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Vasco segura a vantagem e elimina o Palmeiras do Brasileiro sub-17

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na tarde de sexta-feira segui com a semana especial do meu aniversário e, agora um pouco mais velho, vi um dos melhores jogos dos últimos tempos. Levei minha carteirinha de sócio do Allianz Parque para o duelo de volta entre Palmeiras e Vasco da Gama nas quartas-de-final do Campeonato Brasileiro sub-17. Hora de decidir qual dos dois estaria na semifinal.

Os dois fizeram campanhas parecidas na primeira fase. O alviverde ficou em segundo no Grupo A com 22 pontos ganhos e o alvinegro com terceiro do B com 20. Jogando no Rio de Janeiro, o clube carioca fez 2x1 e veio à capital paulista precisando de um empate maroto para se garantir entre os quatro melhores. A peleja foi acima da média e deu gosto de ver a molecada em campo.


A foto oficial do quarteto de arbitragem e dos capitães de Palmeiras e Vasco

A partida não começou assim uma beleza e os 20 minutos iniciais foram de bastante equilíbrio. Depois desse período, aí sim pegou no breu. No primeiro lance de perigo, os locais abriram o marcador. Ewandro passou até Giovani, este dividiu com a defesa e a pelota sobrou para Daniel. O camisa 7 soltou o pé e fez 1x0. Nem teve como comemorar direito, pois na saída de bola o Vasco deixou tudo igual com cruzamento de Erick Marcus e gol de Paixão, mais conhecido como Passion no Reino Unido.

Com o 1x1, só deu Vasco. O escrete da Colina enfileirou bons momentos com Estrella, brilhando gloriosamente no gramado sintético na cancha paulistana, Barros e Paixão. Aos 45, em levantamento na área local, GB, que foi um estado até 1975, cabeceou e Kauã meteu a mão na bola. Pênalti. Erick Marcus cobrou um field goal e mandou nas cadeiras do Allianz. Aquele tipo de chance que não se pode perder.




As equipes sub-17 de Palmeiras e Vasco da Gama fizeram um dos melhores jogos que acompanhei in loco na atual temporada


Bola sendo esticada até Daniel na direita no lance do primeiro gol palmeirense



Momento do pênalti marcado para o Vasco no final do primeiro tempo e Erick Marcus mandando a cobrança na arquibancada. O Vasco poderia ter chegado ao intervalo com vantagem

O tempo inicial foi bom, porém o final conseguiu ser ainda melhor. Na primeira metade, domínio total do Palmeiras. Aos 12 minutos o arqueiro vascaíno fez um milagre real em tiro à queima-roupa de Daniel. Ele tentou de novo aos 17 e o chute foi travado pela zaga. No lance seguinte, Endrick meteu uma bicuda na trave. Aos 25 Giovani cruzou e o defensor visitante cometeu penalidade máxima em outro toque de mão dentro da área. Daniel bateu com estilo e recolocou os paulistas em vantagem.

É, só que o dia não era alviverde. Assim como no 1x1, o Vasco deixou de novo tudo igual logo em seguida. Hygor escapou pela direita e levantou. Mota bateu de chapa e fez o segundo tento carioca. O Palmeiras sentiu o empate e quase levou a virada aos 34 com grande chute cruzado de Paulinho. O Vasco continuou assustando nos contra-ataques se aproveitando do enorme buraco na defesa paulista. Ykaro finalizou no travessão aos 38, Addi fez grande defesa aos 45 e aos 50 Jerônimo ficou cara-a-cara com o arqueiro da casa, também desperdiçando de forma bizarra.



O tempo final começou com o Palmeiras na busca do segundo gol


Daniel, o melhor atleta local na partida, recolocou o alviverde em vantagem em pênalti bem batido


Assim como no primeiro gol, o Palmeiras nem teve tempo de comemorar, pois na saída de bola tomou o segundo com Mota. O lance foi tão rápido que nem deu tempo de colocar o zoom



Apesar do Palmeiras precisar do gol, quem chegou mais perto de marcar o terceiro foi o Vasco. Nos minutos finais, o escrete carioca perdeu momentos incríveis para conquistar a vitória

O Palmeiras 2-2 Vasco da Gama mostrou que essa poderia ter sido a decisão do Brasileiro sub-17 sem problemas. Os times que chegaram na fase decisiva estão mostrando um futebol de alto nível. O alviverde cai nas quartas pelo terceiro ano seguido, enquanto o clube de São Januário agora pega o Cruzeiro. Na outra semi estão Flamengo e São Paulo. Da minha parte, fiquei feliz por ter visto uma partida boa após o horroroso 0x0 entre Santos e Grêmio no meu aniversário.



De um lado a frustratção palmeirense. Do outro, a alegria vascaína. O time do Rio de Janeiro está na semifinal do Brasileiro sub-17

No sábado teve nova cobertura em mais uma apresentação lusitana na Série D do Brasileiro. Hora da equipe rubro-verde buscar a reabilitação.

Até lá!

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Ficha Técnica: Palmeiras 2x2 Vasco da Gama

Local: Allianz Parque (São Paulo); Árbitro: Matheus Delgado Candançan/SP; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Mina, Léo, Kauá Oliveira, Paixão, Mota, Lecce (V); Gols: Daniel 20 e Paixão 21 do 1º, Daniel (pênalti) 25 e Mota 26 do 2º.
Palmeiras: Addi; Kauá Oliveira (Léo), Mina (Endrick) e Gabriel Vareta; Allan (Jean Carlos), Jota (Figueiredo), Luiz Freitas e Ewandro (Robert Dias); Giovani, Thalys (Wendell) e Daniel. Técnico: Artur Itiro.
Vasco da Gama: Allan; Paulinho, Victão (Lyncon), Roger e Kauã Lucas; Barros (Jerônimo), Paixão (Ykaro), Ray (Hygor) e Erick Marcus (JP); GB e Estrella (Mota). Técnico: Igor Guerra.
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segunda-feira, 19 de julho de 2021

Presente de grego no empate sem gols entre Santos e Grêmio

Texto e fotos: Fernando Martinez


O segundo jogo da minha semana comemorativa de aniversário foi na quinta-feira, dia em que completei nova primavera. No ano passado não pisei fora do QG no 15 de julho, então mesmo não sendo tão próximo de casa eu quis "comemorar" a data vendo um joguinho in loco. Fui ao Estádio Primeiro de Maio ver o duelo entre Santos e Grêmio pelo Campeonato Brasileiro de Aspirantes. Sim, o Peixe está jogando em São Bernardo do Campo tanto no sub-23, quanto no sub-20.

Essa foi a sétima vez que vi uma partida de futebol no meu aniversário, a terceira nos últimos cinco anos. Particularmente eu acho sensacional quando isso acontece, ainda mais levando em conta, como disse no parágrafo anterior, que em 2020 fiquei confinado no QG, uma espécie de bunker durante a pandemia. Não que eu seja o maior fã de comemorações, longe disso, porém é bom ter a chance de fazer algo diferente.

Como estava rolando uma greve da CPTM, fiz o caminho via Jabaquara até o ABC. Aproveitei a deixa e encontrei o amigo-abelha Renato Rocha no metrô para um rápido papo e uma troca de itens que já se arrastava desde o início da era pandêmica. Não o encontrava desde a última Copa São Paulo e foi um prazer rever o querido amigo. Acho que de tudo que essa era pandêmica trouxe de diferente, a distância dos amigos é um dos fatores mais complicados.

Depois do papo segui com o trólebus até o terminal de SBC. O trajeto foi rápido, sem nenhum problema e ainda consegui tempo de fazer uma boquinha na tradicional lanchonete que fica ao lado do local. Dali subi até o estádio e faltando uma hora para o apito inicial já me encontrava devidamente credenciado na arquibancada. O calor era forte, algo um tanto quanto incomum nessa data.


Quarteto de arbitragem e capitães de Santos e Grêmio

O encontro entre santistas e gremistas foi válido pela quinta rodada e, assim como aconteceu ano passado, a diferença técnica entre os dois grupos está bastante grande. Os times do Grupo A, chave do Grêmio, fazem uma campanha muito pior do que os do Grupo B, do Santos. Cortesia da fórmula com equipes e grupos diferentes jogando entre si. Quem aprova um regulamento desses merece uma menção honrosa no Prêmio Darwin.

Eu não via um 0x0 desde o dia oito de março, um Santo André 0x0 São Caetano ainda pelo Paulistão. Estava com uma série boa... estava. Bem no aniversário, Santos e Grêmio não se dignaram a me presentear com um mísero golzinho e fizeram com que eu passasse a o dia em branco. Não foi um jogo bom, longe disso, mas os dois chegaram a criar bons momentos para não deixar o marcador inalterado.

Nos primeiros minutos o tricolor gaúcho foi melhor e chegou a colocar uma bola na trave aos sete. O Santos respondeu aos 20 com um chute ótimo de Fernandinho que também encontrou a trave. Rwan Seco foi bem aos 30 e quase anotou de voleio. Dois minutos depois o mesmo Rwan recebeu bom passe, se livrou dos zagueiros e acertou um tirambaço que Hugo defendeu bem. Moraes teve a última chance aos 40 chutando à esquerda da meta gaúcha.


Pedro Lucas (10) tocando de cabeça próximo de Rwan Seco, camisa 9 do Santos


Atacante do Peixe se contorcendo todo para tocar de cabeça na pelota


Bom ataque local pela esquerda


Fernandinho (7) encarando a marcação gremista


Rwan Seco (9) ganhando de Ericson (3) em um dos bons ataques do Santos na etapa inicial


Cabeçada de Moraes (11) no final do primeiro tempo

Quando os times deixaram o gramado aquela pulguinha atrás da orelha começou a me alertar que a chance de 0x0 era enorme. Não dei muita atenção no começo, porém foi só a etapa final começar que passei a acreditar piamente na hipótese. As equipes retornaram ao péssimo gramado do Primeiro de Maio e a inspiração ficou em baixa. Nesse cenário a peleja caiu de produção.

O primeiro momento real de perigo foi do Santos aos 22 em novo tiro no travessão de Fernandinho. O Grêmio respondeu com ataques bonitos aos 27 e 29 minutos. Aos 35 perderam uma oportunidade claríssima e aos 40 a zaga santista salvou um gol certo. Já nos acréscimos, mais precisamente aos 49, o lance derradeiro. Kevin Malthus acertou um grande tiro e Hugo mandou pela linha de fundo. No escanteio Felipe Carvalho cabeceou na pequena área e o goleiro salvou novamente. Poderiam estar em campo até agora que o zero não teria saído do placar.





No tempo final os times criaram bons momentos, mas não conseguiram sair do zero

O Santos 0-0 Grêmio frustrou um pouco a minha expectativa, mas tudo bem. O empate murcho deixou o Grêmio na liderança do Grupo A com oito pontos. O Peixe segue no meio da tabela e o fato de estar na chave mais complicada não dá muitas esperanças de classificação. Apesar de tudo, pretendo ver outro jogo deles "perto" de casa.

Após o apito final passei o restante do 15 de julho com o astral elevadíssimo com profundo carinho de pessoas próximas e o melhor aniversário em muitos anos. Depois de passar coisas complicadas no começo da faixa dos "enta", apesar do 2020 tenebroso o astral está um pouco diferente. Foi um dia bastante feliz.

Voltei aos gramados já no dia seguinte com novo duelo no Allianz Parque e dia de confronto decisivo no Brasileiro sub-17.

Até lá!

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Ficha Técnica: Santos 0x0 Grêmio

Local: Estádio Primeiro de Maio (São Bernardo do Campo); Árbitro: Douglas Marques das Flores/SP; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Victor Yan, Rwan Seco, Bruno Silva (TG-S), João Cubas, Thiago Macedo (AT-S), Jefferson, Thiago Rosa, Gazão.
Santos: Paulo Mazoti; Sandro Perpétuo (Felipe Carvalho), Dérick, Robson Reis e João Cubas; Kevin Malthus, Victor Yan (Mikael Doka) e Lucas Lourenço. Fernandinho (Victor Braga), Moraes e Rwan Seco. Técnico: Thiago Lima.
Grêmio: Hugo; Thomas Luciano, Ericson, Emanuel e Thiago Rosa (Jefferson); Jhonata Varela, Wesley (Vitor Barreto), Gazão e Pedro Lucas (Bitello); Elias Manoel (Émerson) e Vini Paulista (Juan Christian). Técnico: César Lopes.
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