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terça-feira, 5 de setembro de 2017

Juventus goleia a lanterna Briosa e ainda sonha com a vaga

Texto e fotos: Fernando Martinez


Cerca de 24 horas depois de ir até o Estádio Conde Rodolfo Crespi, retornei ao local para cobrir um duelo cheio de tradição válido pela Copa Paulista: Juventus x Portuguesa Santista. Confronto da antepenúltima rodada da primeira fase do Grupo 3 com o Moleque Travesso ainda lutando pelo milagre da classificação e a lanterna Briosa buscando pelo menos um triunfo antes da edição 2017 da Copa Paulista chegar ao seu final.


Clube Atlético Juventus - São Paulo/SP


Associação Atlética Portuguesa - Santos/SP


O árbitro Rodrigo Santos, os assistentes Ricardo Luis Buzzi e William Rogério Turola, o quarto árbitro Fábio Oliveira Mendes e os capitães dos times

O favoritismo grená era claro e cristalino. 806 pessoas foram à cancha mooquense e acabaram vendo uma atuação maiúscula do onze local, principalmente no primeiro tempo. Tudo bem que os onze compromissos sem vitórias da equipe santista não eram dignos de susto, mesmo assim a atuação dos comandados de Edilson Chiari foi provavelmente a melhor na Copa até aqui.

A primeira boa chance de gol foi a Portuguesa (e também foi a única no tempo inicial) aos cinco minutos. Washington cruzou da esquerda, Daniel tentou cabecear só que Marcelinho o atrapalhou e a bola passou. Fernando Júnior ainda teve a chance na sobra, porém chutou pela linha de fundo. Depois desse lance, só deu Juventus, para desespero de Ricardinho, técnico lusitano.

Decorridos onze minutos os locais abriram o marcador. Depois de uma boa arrancada pelo meio de campo, o árbitro marcou falta na intermediária, longe do gol. Marcelinho bateu com força e colocou a pelota no canto de José Guilherme, que aceitou um frangaço. Aos 31 os grenás tiveram outra falta marcada, dessa vez mais perto da área. Douglas cobrou firme e ampliou a vantagem. A pelota ficou zanzando em cima da linha e, na dúvida, o assistente deu o gol.

Aos 38 Caihame foi teoricamente derrubado dentro da área. Teoricamente, pois não houve o toque e mesmo assim o árbitro marcou penal. Ele mesmo cobrou aos 39 e fez o terceiro. Tomando 3x0 na lomba, o pessoal da Portuguesa Santista ficou um tanto quanto revoltado e partiu para a pancadaria. Aos 44 Camacho e Lucão trocaram cotoveladas e foram expulsos. Dois integrantes da comissão técnica visitante caíram na pilha e também foram ejetados por terem xingado o árbitro de forma ostensiva. Quando a peleja chegou ao intervalo demorou pro senhor juiz conseguir sair de campo em virtude de sua atuação abaixo da crítica.


Atletas da Briosa assistindo jogador do Juventus cabecear a pelota


Batida de pênalti de Caihame no terceiro gol juventino


O fraco time da Portuguesa Santista não foi páreo pro onze local no primeiro tempo


Muita reclamação dos atletas visitantes ao término do primeiro tempo

Quando os times retornaram ao gramado, o treinador de goleiros da Briosa, um dos expulsos, ficou cerca de dez minutos tentando argumentar o impossível com o árbitro, impedindo o reinício do jogo. A situação lembrou bastante aquelas tretas surreais dos anos 70/80 e confesso que não me lembro de ter presenciado algo assim nos meus quase 35 anos de estádios até hoje. Valeu pela bizarria.

Quando a bola voltou a rolar o Juventus permaneceu muito melhor. Apesar disso, a Briosa conseguiu diminuir aos 14 minutos. Cesinha derrubou Lucas Lino dentro da área. O próprio camisa 7 bateu firme e fez o primeiro. Esse tento foi uma fugaz reação santista pois não demorou pro Moleque Travesso voltar a levar perigo. 

Numa boa jogada que contou com a participação de todo o setor ofensivo saiu o quarto gol aos 21 minutos. A finalização foi do camisa 10 Baroni. Ele quase fez o quinto numa ótima cobrança de falta, mas o arqueiro da Briosa fez grande defesa. Vale registrar que desde 2013 os grenás não faziam quatro gols numa apresentação da Copa Paulista.


Expulso durante o tempo inicial, o preparador de goleiros da Briosa atrasou o início do tempo finalem quase dez minutos por conta das suas reclamações


Não sei aonde a bola está, mas esse é o lance do gol de honra da equipe santista, marcado por Lucas Lino


Ataque grená pela esquerda do ataque


Baroni saindo para comemorar o quarto gol paulistano

No fim, o placar de Juventus 4-1 Portuguesa Santista deixou os grenás com 14 pontos na tábua de classificação, ainda bem longe do G4. O time vai precisar vencer seus dois compromissos finais (contra Santos e São Caetano) e torcer por uma surreal combinação de resultados. Resumindo: a vaga vai pintar na base do milagre. Já a Briosa tenta vencer uma mísera partida, mas sabe que a chance disso acontecer é quase nula.

Voltamos à ativa no domingo com um jogo absolutamente genial. Decisão de vaga na Segundona com duas das equipes preferidas da casa num encontro com todos os ingredientes das velhas segundonas dos anos 80. Não dava pra perder de jeito nenhum.

Até lá!

© 2018

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

O surpreendente Osasco FC chega na semi-final da Segundona

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na noite de sexta-feira saiu o primeiro classificado para a semi do Campeonato Paulista da Segunda Divisão. No gramado do Estádio José Liberatti, o surpreendente Osasco FC recebeu o Grêmio Mauaense, outra grata surpresa do certame, num genial duelo de clubes da Grande São Paulo. Os visitantes jogavam pelo empate depois de terem vencido o jogo de ida pela contagem mínima.

Na primeira fase, o Osasco FC fez uma campanha segura e se classificou sendo o terceiro colocado do Grupo 3. Na segunda que os atletas superaram as expectativas e terminaram na liderança do Grupo 6, à frente do favorito São José. Você viu aqui no JP o duelo e o triunfo por 2x0 contra a Águia, também no Rochdale. O Mauaense também foi terceiro na fase inicial, mas do Grupo 4. Depois eliminou os favoritaços América e XV de Jaú e chegou nas quartas junto com o União Mogi.


A foto oficial do Osasco Futebol Clube é uma das mais poluídas de todos os tempos. Tem jogador, comissão técnica, aspone, torcedor, segurança, gandula e até dois mendigos que estavam passando na porta do estádio. Saudade das fotos com apenas o time titular


A foto do Grêmio Esportivo Mauaense, felizmente menos poluída


Capitães dos times junto com o árbitro Thiago Luis Scarascati, os assistentes Luiz Alberto Nogueira e Fabio Rogerio Baesteiro e o quarto árbitro Daniel Carfora Sottile

Um grande público compareceu na cancha osasquense: 1.580 pagantes. Boa parte gente que foi torcer pro onze visitante. Não é o pessoal que sempre vai no Benedetti e sim uma galera que se juntou há pouco oriunda da várzea. Mesmo assim, eles empurraram bastante o Grêmio por quase todo o tempo. Sim, quase, pois no momento em que a vaca estava indo pro brejo não teve muito amor envolvido mais.

O grande nome da noite foi do camisa 9 alvinegro Danrley Souza Mendonça, mais conhecido como Marreta. Logo no começo, ele perdeu um gol feito com a meta toda à sua disposição. Só que o atleta não se abalou e abriu o placar aos 18 minutos. Eltinho tocou para Marcelo e esse cruzou na cabeça do centro-avante. O Mauaense tentou não se perder depois de sofrer o tento, porém as suas investidas não tiveram sucesso.


O Osasco FC começou a peleja melhor do que o Mauaense


Lance do primeiro gol local, marcado de cabeça pelo camisa 9 Marreta


Defensor do Grêmio tentando se livrar da marcação


Camisa 4 visitante se preparando para mandar a pelota para longe

O primeiro tempo seguiu tenso, equilibrado e quando as duas agremiações foram pro intervalo, o triunfo local pela contagem mínima era suficiente pro time se classificar. Sabendo disso, a Locomotiva retornou ao gramado jogando melhor e preocupando a zaga mandante. Para a tristeza dos seus aficionados, o grito de gol ficou entalado na garganta em conclusões neutralizadas pelos defensores locais.

Durante metade do segundo tempo esse foi o cenário, só que o Osasco FC não estava morto, muito pelo contrário. Eles esperaram pacientemente uma chance de poder emplacar um contra-ataque e nele definirem a classificação. Aos 25 minutos ele aconteceu. A bola sobrou na direita e foi cruzada na cabeça dele, Marreta. O camisa 9, num lance bem parecido com o do primeiro gol, cabeceou firme e fez o segundo.

A Locomotiva sentiu demais o golpe e não conseguiu mais atacar. Isso fez com que o alvinegro retomasse o completo controle da partida, para delírio da sua torcida e tristeza - misturada com muita raiva - dos simpatizantes do time amarelo. Jogando na boa, o Osasco ainda teve tempo de fechar a fatura aos 46 minutos, de novo com Marreta, que completou seu hat trick decisivo.


Cobrança de falta a favor dos donos da casa


Chute de longe no ataque da Locomotiva


Bola viajando dentro da área local


Bom ataque do Mauaense pela direita


A comemoração dos atletas do Osasco FC pela classificação

Fim de papo no Rochdale: Osasco FC 3-0 Mauaense. O belíssimo resultado classificou o alvinegro para a semi-final da Segundona Paulista. O adversário direto em busca de uma vaga será o EC São Bernardo, que se classificou no domingo em jogo que também teve a cobertura do JP. Antes disso, teve Copa Paulista na tarde do sábado.

Até lá!

© 2018

Juventus vence a segunda seguida no Paulista sub-20

Texto e fotos: Fernando Martinez


Nada como iniciar o final de semana com uma rodada dupla de bons jogos, não? Iniciei os trabalhos da sexta-feira com um duelo que parecia que não teria nada de especial. No Estádio Conde Rodolfo Crespi, o Juventus recebeu o Flamengo de Guarulhos pela sexta rodada do segundo turno do Grupo 3 do Campeonato Paulista sub-20 da Primeira Divisão. 

Diferente do ano passado, quando chegou à segunda fase e fez uma boa campanha, o Corvo em 2017 vem fazendo um papel totalmente diferente. Lanterna da chave, a equipe venceu apenas uma partida até aqui (3x2 contra o Atibaia, fora de casa, em 19 de agosto) e dificilmente deixarão de serem os últimos da chave até o final da fase inicial. O Juventus não vem fazendo nada de marcante, e viu nessa uma boa chance para vencer o seu segundo cotejo seguido, algo inédito esse ano.


Clube Atlético Juventus (sub-20) - São Paulo/SP


Associação Atlética Flamengo (sub-20) - Guarulhos/SP


Quarteto de arbitragem e capitães das duas equipes

Não esperava muito dessa peleja e no fim ela até que foi bem razoável, principalmente no primeiro tempo. O Juventus foi bem muito por conta da ótima atuação do camisa 9 Guilherme. Logo aos 10 minutos ele abriu o placar com um golaço. A zaga flamenguista perdeu a bola na entrada da área, o atleta grená driblou dois defensores e fez o primeiro. Aos 38 ele também fez o segundo tento, num cenário de completo domínio local e muitas oportunidades perdidas.

Com os 2x0, o Moleque Travesso voltou pro segundo tempo mais preguiçoso, e com isso o Fla colocou as manguinhas de fora. Não que o Juventus tenha parado de perder gols, longe disso, mas o enorme número de finalizações erradas animou os atacantes visitantes. Depois de tanta bola pra fora, o Corvo diminuiu o marcador aos 27 minutos com o camisa 11 Juliano, colocando preocupação na cabeça dos atletas locais.


O camisa 11 do Juventus, que estranhamente jogou de branco, saindo para o ataque



Duas boas cobranças de falta a favor do Flamengo, uma em cada tempo


Goleiro grená subindo no segundo andar para fazer a defesa


Jogadores espalhados no gramado histórico da Rua Javari

Os rubro-negros foram pra cima do escrete paulistano e chegaram perto do empate. Para a sorte grená, as investidas também não foram tão boas assim e o marcador não foi mais alterado. O placar final de Juventus 2-1 Flamengo, se não mudou muito a situação grená no sub-20, pelo menos valeu a segunda vitória seguida na competição pela primeira vez. O onze guarulhense ainda é lanterna e duvido que sairá de lá.

Sem tempo a perder, saí correndo da Rua Javari pois tinha jogo noturno na cidade de Osasco. Na pauta, uma genial decisão de vaga na semi-final da Segundona Paulista.

Até lá!

© 2018

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Portuguesa derrota o Peixe e vira líder do Grupo 3

Texto e fotos: Fernando Martinez


Teve um tempo em que Portuguesa e Santos disputavam clássicos pelos campeonatos mais importantes do país. Hoje em dia, com o ocaso lusitano, isso ficou restrito para as categorias de base e também para a atual edição da Copa Paulista. Tudo bem que o Peixe não usa seu elenco principal, porém vamos encarar isso com uma bela licença poética e lembrar de tempos felizes de outrora. O duelo foi realizado no Estádio Oswaldo Teixeira Duarte, válido pela quarta rodada do segundo turno do Grupo 3.

Vou confessar que foi estranho estar nesse jogo, lembrando que ele poderia ter sido pela Série A por exemplo. Eu vi vários Lusa x Peixe ali no Canindé e é bem triste saber que não temos a menor ideia de quando ele voltará a ser disputado com os elencos principais, assim como aconteceu no Brasileirão de 2013. Na noite de 6 de outubro daquele ano, vi uma espetacular e inesquecível vitória rubro-verde por 3x0, talvez o último suspiro de alegria lusitano na primeira divisão nacional.


Associação Portuguesa de Desportos - São Paulo/SP


Santos Futebol Clube - Santos/SP


Capitães dos times junto com o árbitro Willer Fulgêncio Santos, os assistentes Osvaldo Apipe Filho e Ítalo Magno Andrade e o quarto árbitro Luiz Carlos Júnior

O público de 942 pessoas nem foi tão ruim, só que também ficou longe, bem longe, de ser algo marcante. Dentro de campo, vimos uma Portuguesa atuar sem sustos e com bastante disposição. No primeiro tempo, Guilherme Queiroz, sempre ele, foi o principal nome rubro-verde com suas rápidas investidas pelo meio, obrigando o goleiro Preto a fazer duas boas defesas.

Apesar da ótima atuação do camisa 9, quem abriu o marcador foi Franklin. Numa bola que foi recuada ao arqueiro, o guarda-metas praiano falhou de forma bisonha e a pelota sobrou livre para o atleta local inaugurar o placar. Foi com a vantagem mínima paulistana que o intervalo chegou.

No tempo final os meninos do Peixe voltaram mais ligados, sem conseguir porém assustar tanto o sistema defensivo do escrete da capital. O ataque local não foi o mesmo e a peleja caiu bastante de nível. A torcida ficou apreensiva com o que viu no gramado, mas no fim das contas pôde comemorar mais uma vitória.


Marcelinho Paraíba se mandando pra cima do defensor santista


Camisa 2 do Peixe mandando a bola pro campo de ataque


Ataque rubro-verde pela esquerda


Disputa de bola dentro da área visitante 


No tempo final, o Santos melhorou e passou a atacar mais


Marcelinho Paraíba isolando a pelota depois de chegada alvinegra

O resultado final de Portuguesa 1-0 Santos transformou os paulistanos em novos líderes do Grupo 3 da Copa Paulista com 23 pontos ganhos, ultrapassando o São Caetano, que apenas empatou com o Água Santa em Diadema. Faltando três compromissos para o encerramento da primeira fase, a equipe do Canindé já está virtualmente classificada. O Santos está na terceira posição com os mesmos 17 pontos.

A ideia da minha vinda até a capital foi de pegar algumas partidas de quarta até domingo. Na quinta dei uma descansada, e na sexta-feira pintou a chance de ver mais uma rodada dupla, começando pelo Paulista sub-20.

Até lá!

© 2018

Jogo fraco, nervoso e um óbvio 0x0 entre Nacional e Juventus

Texto e fotos: Fernando Martinez


Por estar zerado de grana, passei o meu primeiro final de semana completo no litoral nos dias 25 e 26 de agosto. Mas subi a serra na terça-feira pensando em manter os 100% de aproveitamento em jogos do Nacional no Estádio Nicolau Alayon na atual temporada. Pela quarta rodada do returno, o onze ferroviário enfrentou o Juventus, seu velho adversário.

Você viu aqui no Jogos Perdidos que o escrete ferroviário derrotou os grenás no primeiro turno no duelo da Rua Javari. Nas últimas rodadas a equipe da Água Branca teve uma queda de produção, perdeu para a Portuguesa e apenas empatou com a lanterna Briosa. O Moleque Travesso empatou fora com o Água Santa e foi derrotado pela Lusa em casa, nenhuma atuação incrível de ambos.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Clube Atlético Juventus - São Paulo/SP


O árbitro André Luiz Cozzi, os assistentes Alberto Poletto Masseira e Robson Ferreira Oliveira, o quarto árbitro Givaldo Alves dos Santos e os capitães dos times

Só que se alguém tinha a ideia de presenciar uma boa peleja nessa nova edição do Juvenal, isso ficou apenas na vontade. A partida foi fraca, com poucas chances reais de gol e muitas jogadas ríspidas. O Nacional ficou com um jogador a menos em campo já aos sete minutos, quando Laecio ganhou dois amarelos seguidos, o primeiro por uma entrada dura em Victor Souza e o segundo por reclamar e ofender a arbitragem mostrando total descontrole.

Aos 14, os visitantes tiveram a melhor chance quando Douglas fez boa jogada pela direita e chutou na trave. Já aos 39, o Juventus também ficou com dez em campo com a expulsão de Deivide. Na visão do árbitro, ele tentou cavar um pênalti e por isso tomou o segundo cartão amarelo. Foi o que precisava para o Nacional tentar renascer.

No tempo final o goleiro Paulo Vitor mostrou serviço nas chegadas do clube mandante. Nada assim uma Brastemp, porém vale o registro. A única boa oportunidade juventina saiu novamente dos pés de Douglas e nada mais. Nesse cenário árido de emoções e com uma concentração excessiva de atletas no meio-campo, o resultado ao término dos 90 minutos foi de uma sonora obviedade.


Treta monstro no lance da expulsão de Laecio aos sete do primeiro tempo


Domínio nacionalino no meio-campo


Zagueiro juventino protegendo a bola para a saída de André Dias


Boa defesa do arqueiro grená no segundo tempo


Bola dentro da área local em lance no final da peleja

O Nacional 0-0 Juventus manteve a fase ruim das duas equipes e fez os ferroviários subirem a 16 pontos ganhos e os grenás a onze. Se o onze da Moóca está bem longe de conquistar uma vaga na segunda fase, o clube da Zona Oeste está numa situação melhor. O problema é o grande número de pontos perdidos na Comendador Souza. Faltando três jogos pro final dessa fase, eles não podem sequer cogitar perder mais algum ponto.

Sem tempo a perder, saí correndo da casa nacionalina com destino ao Canindé. A sessão noturna reservou um grande clássico - não com "C" maiúsculo, mas é o que temos - pelo mesmo Grupo 3 da Copa Paulista.

Até lá!

© 2018

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Portuguesa derrota o Nacional com gol no fim e vira vice-líder

Texto e fotos: Fernando Martinez


A tarde do último domingo reservou um daqueles jogos que não podemos perder de jeito nenhum. Pela segunda rodada do returno da Copa Paulista, a Portuguesa recebeu o Nacional no Estádio Oswaldo Teixeira Duarte para um duelo tradicionalíssimo e totalmente paulistano. Confronto do primeiro e terceiro times que mais vi ao vivo até hoje.

O que estragou a peleja foi o temporal que caiu durante praticamente todo o dia. Olha, fazia tempo que não chovia tanto como choveu no último domingo. Independente disso não pensei em desistir da jornada em nenhum momento tamanha a raridade da presença do onze ferroviário no Canindé.

Desde que foi inaugurado em 1972, o Nacional havia feito apenas três apresentações no campo lusitano até então: a primeira em 29 de novembro de 1987 num 1x1 contra o São José, a segunda em 3 de agosto de 2004 numa derrota para a Lusa por 4x1 pela Copa FPF e a terceira e última em 17 de março de 2007 em novo revés, agora de 5x2, também a favor do onze rubro-verde pela Série A2.

Como se isso não bastasse, essa foi a partida de número 300 da Portuguesa que acompanhei in loco em todos os tempos. Vi pela primeira vez o clube em 1990 num amistoso contra o Fluminense no Pacaembu e desde então vi de perto de momentos de glória a atual penúria da quase centenária agremiação. Para efeito de registro, desses 300 jogos, 262 foram do time profissional, 25 do sub-20, oito do sub-17, quatro do sub-15 e um da antiga categoria de aspirantes.

Apenas 343 torcedores enfrentaram as condições climáticas adversas e resolveram assistir a estreia do técnico PC Gusmão no banco de reservas local. Vindo de dois compromissos sem vitória, a Portuguesa buscava chegar mais perto do líder São Caetano no embolado Grupo 3. O vice-líder Nacional queria beliscar pelo menos um pontinho fora de casa.


Associação Portuguesa de Desportos - São Paulo/SP


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Capitães dos times junto ao árbitro Alysson Fernandes Matias, os assistentes Eduardo Vequi Marciano e Luis Felipe Prado Silva e o quarto árbitro Samuel Aguilar de Lima

Infelizmente os atletas não corresponderam e a peleja foi bem abaixo do esperado, muito diferente do 0x0 registrado no primeiro turno. O primeiro tempo praticamente se arrastou e poucos foram os momentos de perigo. Enquanto os jogadores maltratavam a pelota, eu me mantive alerta por 20 minutos debaixo do dilúvio ao lado do ataque visitante.

A Lusa teve mais a bola nos pés porém não soube o que fazer com ela. Já o onze visitante foi mais cauteloso e se aventurou pouco no campo de ataque. Mesmo assim, o time criou dois momentos importantes, ambos dos pés de Negueba. O melhor deles aos 18 minutos em bola que sobrou para ele na pequena área e que saiu pelo alto.

Aos 26 minutos, numa grande jogada pela direita, a Lusa abriu o marcador com Guilherme Queiroz. Ele recebeu um bom passe de Junior Lemos pela direita e tocou no canto esquerdo de Felipe Lacerda. Foi o primeiro gol do artilheiro da Série C de 2015 na Copa Paulista. 

Na hora do gol eu já estava nas cabines, vencido pela chuva e já molhado além da cota. Dali vi o lance mais insólito dos primeiro tempo. Decorridos 30 minutos, o árbitro Alysson Fernandes Matias sentiu uma contusão no joelho e foi substituído pelo quarto árbitro Samuel Aguilar de Lima. Foi a terceira vez que vi algo assim nessa temporada.


Rafael Cardoso, camisa 3 da Lusa, mandando a bola pro campo de ataque


O belo contraste de uniformes do tradicional duelo paulistano


Negueba carregando a pelota na direita


Apesar de ser algo raro, foi a terceira vez que vi um árbitro ser substituído em 2017. Dessa vez, por contusão no joelho

Durante o intervalo o sono bateu mais forte e então emendei uma soneca meio sem querer que foi até cerca de quinze minutos do tempo final. Quando acordei, perguntei ao amigo fiscal da FPF que estava próximo de mim se tinha perdido algo e a resposta foi singela: "absolutamente nada". A coisa estava feia demais.

Na esteira do meu despertar finalmente a partida ficou um pouco melhor (apenas um pouco, mais do que isso era pedir muito). Aos 25 minutos o Nacional conseguiu emplacar um bom ataque pela direita e deixou tudo igual com o camisa 18 Juninho. O atleta entrou na área e chutou no canto direito de Ricardo Berna.

Com o empate o escrete ferroviário se animou e chegou muito, mas muito perto da virada. Aos 34 minutos pintou um daqueles lances aonde não dá para entender como o gol não saiu. Depois de cabeceio, Ricardo Berna deu rebote e a pelota sobrou pata Thiago Santos. Ele estava na pequena área e tinha a meta livre... só que o chute foi pra fora.

Os locais estavam assustados e aos 42 novamente quase gol nacionalino dos pés de Thiago Cunha em outro rebote do camisa 1 rubro-verde. A peleja então chegou nos acréscimos e o Nacional achava que o pontinho estava garantido. A confiança era grande, e num vacilo o ataque perdeu a bola e a Portuguesa armou contra-ataque. A bola foi levantada na esquerda e Fernandinho cruzou para Guilherme Queiroz. Ele completou meio sem jeito e recolocou a Lusa em vantagem. Agora, o que poucos disseram é que o camisa 7 estava em posição de impedimento, logo, gol irregular.


Bola levantada na área lusitana no começo do segundo tempo


Comemoração dos atletas ferroviários com o gol de Juninho


Troca de passes no ataque visitante. O time chegou muito perto da virada


Paulo Fernando num dos últimos ataques rubro-verdes da tarde

O resultado final de Portuguesa 2-1 Nacional levou o rubro-verde para a vice-liderança do Grupo 3 com 17 pontos ganhos, um atrás do São Caetano. O onze da Água Branca caiu para a quarta colocação com os mesmos 14 pontos do Santos, treze deles conquistados nos últimos cinco jogos. A classificação que parecia ser tranquila hoje está bastante ameaçada.

Foi isso. Ainda passei o restante do domingo na capital antes de pegar a estrada com destino ao litoral na tarde de segunda-feira. Como nesse momento da vida meu escritório é na praia, é o que resta, pelo menos por enquanto.

Até a próxima!