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sábado, 7 de setembro de 2019

Brasil vence a Colômbia em amistoso olímpico no Pacaembu

Texto e fotos: Fernando Martinez


Quinta-feira foi um dia complicado em São Paulo por conta do frio e de ter chovido o dia todo, aquele cenário que nos deixa com vontade de ficar deitado na cama coberto sem fazer nada. Como aqui é tudo pelo social e não costumo perder pelejas insólitas, encarei o clima desfavorável e fui ao Estádio Paulo Machado de Carvalho ver o genial amistoso entre as seleções olímpicas de Brasil e Colômbia.

De 1968 para cá, o escrete canarinho atuou no Pacaembu apenas duas vezes: em 2005 contra a Guatemala, naquela que foi a despedida de Romário com a camisa verde e amarela, e em 2011 contra a Romênia na despedida de Ronaldo. Tirando isso, nenhuma aparição, nem com as categorias de base. Algo normal levando em conta a inauguração do Morumbi em 1970. Além disso, em breve o velho estádio deixará de ser municipal e será provavelmente mutilado, então vamos aproveitar os últimos momentos da tradicional praça de esportes como conhecemos.


Seleções perfiladas para a execução dos hinos nacionais

Esse foi o terceiro duelo entre as duas seleções que acompanhei. O primeiro foi o famoso "jogo das bandeirinhas" em 15 de novembro de 2000 válido pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2002 - 1x0 sofrido com um gol de Roque Júnior no finalzinho. O segundo foi em 13 de agosto de 2016, um sábado à noite e válido pelas quartas de final da Rio 2016. O onze local venceu por 2x0, gols de Neymar e Luan. Com essa partida de agora, a Colômbia se tornou o segundo país sul-americano que mais assisti in loco: oito vezes. O primeiro, claro, é o Brasil com 19.

A minha empolgação em acompanhar esse amistoso internacional preparatório para o pré-olímpico de janeiro, que será realizado justamente em terras colombianas e dará duas vagas em Tóquio, não foi compartilhada com a torcida em geral. Apenas 2.165 pessoas pagaram ingresso. Na boa? Foi até muito pensando na divulgação nula, no horário ruim e na chuva que caiu o dia todo. De todos os amigos que curtem futebol, o trio Renato, Luiz e Pucci me fez companhia, enquanto o roqueiro Bruno estava sozinho na cadeira laranja.

Nem bem o jogo tinha começado e alguma alma abençoada decidiu abrir a numerada coberta para os pobres mortais que estavam se molhando. Diferente do que rolou no domingo, quando fiz malabarismo tentando fugir do temporal que caiu durante a final do Torneio Internacional Feminino, dessa vez ficaria de boa, sequinho. As almas presentes acabaram vendo uma peleja bem animada onde os comandados de André Jardine fizeram uma apresentação acima da média.




Assim como fizemos no Torneio Internacional Feminino, pegamos uma carona e fizemos as fotos oficiais de longe. Tudo bem, não é o ideal, mas vale mesmo assim

O primeiro lance de perigo saiu dos pés de Pedrinho em boa jogada na esquerda que bateu na trave superior. Aos 15, os atuais campeões olímpicos abriram o placar. Um dos zagueiros recuou a pelota de forma bisonha ao goleiro Luís Garcia, Matheus Cunha dividiu e a pelota sobrou para Paulinho, o atleta corintiano ídolo de Jamil Tanus, o rei do Tinder. O camisa 10 chutou colocado e contou com a ajudinha providencial do camisa 1, que escorregou quando tentou fazer a defesa.

O onze verde e amarelo continuou bem depois do gol e a Colômbia fazia muitas faltas, várias delas violentas, tentando parar o rápido ataque brasileiro. Apesar do domínio, o marcador foi alterado apenas aos 42 minutos. Matheus Cunha roubou e tocou para o são-paulino Antony na direita. Ele driblou o defensor e cruzou. Matheus Cunha surgiu no segundo pau e tocou firme. O atacante quase fez o terceiro nos acréscimos num chutaço que miseravelmente acertou a trave.

Com 2x0 a favor, o Brasil teve um segundo tempo mais cadenciado e jogando só na boa. Aos três minutos a arbitragem deveria ter expulsado o jogador Carrascal da Colômbia por uma dura entrada em Emerson, mas ele só levou o amarelo. Aos cinco, Douglas Luiz fez um golaço numa matada com estilo e chute de primeira. Só que ele matou com o braço e o tento foi anulado.

Aos 10 a Colômbia teve seu primeiro chute perigoso em finalização de Balanta que terminou com ótima defesa de Cleiton, goleiro do Atlético Mineiro. Na sequência quase sai o terceiro do Brasil quando Ditta tentou afastar e chutou contra sua meta. A bola bateu na trave e passeou em cima da linha. Daí até o final o que mais teve foi substituição e o Brasil segurando bem a vantagem construída na etapa inicial.


Ataque brasileiro pela direita no começo do amistoso olímpico contra a Colômbia


Paulinho (7) encarando a marcação colombiana


Boa chegada verde e amarela no segundo tempo


A Colômbia pouco fez e mais se preocupou em bater do que jogar

No fim, o placar ficou mesmo em Brasil 2-0 Colômbia, exatamente igual ao encontro dos dois na Olimpíada. Bom triunfo tupiniquim nesse início de trabalho visando os Jogos de Tóquio em 2020. Segunda-feira voltaremos ao Pacaembu para o segundo e último amistoso, dessa vez com o Chile. Antes disso, tem sofrimento nacionalista no sábado e provavelmente compromisso da base feminina domingo. O jogo 3.000 está chegando!

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Brasil 2-0 Colômbia

Competição: Amistoso Internacional; Local: Estádio Paulo Machado de Carvalho (São Paulo); Árbitro: Cristian Garay (Chi); Público: 2.165 pagantes; Renda: R$ 56.755,00; Cartões amarelos: Walce (Bra); Carrascal, Fuentes (Col); Gols: Pedrinho 15 e Matheus Cunha 42 do 1º.
Brasil: Cleiton, Emerson (Guga), Lyanco (Walce), Ibañez (Luiz Felipe) e Guilherme Arana; Douglas Luiz, Pedrinho (Mauro Júnior) e Wendel; Antony (Bruno Tabata), Paulinho (Artur) e Matheus Cunha. Técnico: André Jardine.
Colômbia: García, Ditta, Reyes, Ortiz (André Solano) e Fuentes (Ener Valencia); Atuesta, Rojas (Casierra), Carrascal (Barona) e Balanta; Cetré (Angulo) e Márquez (John Arias). Técnico: Arturo Reyés.
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