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quinta-feira, 20 de abril de 2006

Libertadores da América: Corinthians 3-0 Deportivo Cali (Col)

Opa,

Seguindo os passos do Orlando e do The Watcher, também fiz uma rodada de futebol na última quarta-feira. Como não posso me dar ao luxo das rodadas à tarde, acabei indo somente colocar mais um time na famosa Lista (foi o 367º). Isso mesmo, eu e o Mílton nos aventuramos - sem ingresso - a ir até o Pacaembu e tentar entrar de algum jeito para curtir o jogo entre Corinthians e Deportivo Cali (Col). Depois da final com o verde em 99, o Deportivo nunca mais veio para o Brasil, então tínhamos que estar lá de qualquer jeito.


Vista geral do jogo entre Corinthians e Deportivo Cali. Foto: Fernando Martinez.

Chegar lá, duas horas antes do jogo, sem ingresso, no frio, com pouca grana no bolso e cansado não é tarefa para qualquer um. Bom, a gente esperava que tivesse venda de ingressos para os visitantes. Não teve, com a desculpa que "o time do Deportivo Cali vendeu todos os ingressos visitantes" ficamos na mão, e esperamos cair do céu algum ingresso (e isso era apenas 8 da noite).

No portão 22, vimos uma série absurda de anormalidades e situações que hoje em dia já fazem parte do dia-a-dia de jogos grandes. Faço questão de enumerar algumas:

- Um dos orientadores da Visa, patrocinadora da Libertadores, fazia às vezes de cambista "oficial". Nos ofereceu várias vezes ingressos a no mínimo 100 pilas os dois, e depois de falarmos que não pagaríamos aquele preço, vimos muita gente "comprar" os tais ingressos, que nada mais eram do que a famosa molhada de mão para entrar no portão 20
- Os ingressos para a torcida visitante, que "tinham sido vendidos para a equipe do Deportivo cali" estavam 100% nas mãos dos cambistas. Fica a pergunta: se não houve a comercialização em bilheteria desses ingressos, como eles chegaram nas mãos dos cambistas? Mistéééééééério.
- Um dos organizadores do Corinthians me garantiu que "estavam chegando dois ônibus lotados de torcedores do Deportivo", e se a gente esperasse esses torcedores, poderíamos descolar algum ingresso deles. Agora a pergunta: Vocês acham que esses dois ônibus lotados chegaram lá? Pura balela.
- A orientação fantástica de um dos fiscais do estádio e de um sargento da PM quando souberam que não tinha mesmo "oficialmente" ingresso para visitantes: "porquê você não vai ali no cambista e compra? É garantido!". Acrescento que o "é garantido!" foi dito pelo PM.
Depois de esperar até às 9 e meia, e contar com o desespero dos cambistas para não morrerem com os ingressos nas mãos (pagamos 20 pilas no ingresso de 40 reais, na numerada descoberta), o PM ainda não me deixou entrar na torcida visitante, alegando que "eu não tinha cara de colombiano, e aqui só entram colombianos" e ainda tive que ouvir um "você não vai entrar aqui pois eu não quero!". Simpatia total!

Ou seja, realmente tem gente que acha que nós, membros do JP, somos doentes por acompanhar jogos com 10 ou 20 pessoas. É exatamente o contrário. Ir em jogos grandes é um inferno! E só vamos por causa da grande Lista!


Escanteio para o alvinegro na primeira etapa. Foto: Fernando Martinez.

Bom, sobre o jogo, nem tem muito o que falar, já que o time do Deportivo Cali não joga nem a A2 daqui de São Paulo. O Corinthians jogou administrando a sua vantagem e jogou pro gasto. O primeiro gol, com o Marcus Vinícius, decretou a classificação do time para a Segunda Fase. O segundo gol do Tevez, numa bola em que ele se esticou além dos limites possíveis foi genial.


Detalhe do primeiro gol do Corinthians contra o Deportivo Cali. Foto: Fernando Martinez.

Aliás, o Mílton mesmo fala, dá gosto ver o cara jogar. Com certeza alguém vai pensar: "ah, mas é argentino", "ah, mas é marrento", "ah, é isso ou aquilo...", mas todos queriam um cara desse na sua equipe. Ele dá o sangue no jogo. A jogada em que ele conseguiu a expulsão de um zagueiro do Deportivo foi um exemplo disso: era uma bola quase 99% perdida, e ele foi atrás, zanzou, zanzou, driblou, correu e fez uma jogada genial. Eu achava que ele não daria certo no Corinthians...


Mílton: passando frio, comprando ingresso de cambista, ouvindo o hino do glorioso Corinthians e ainda por cima são-paulino... um exemplo de vida. E eu, depois de todo o sofrimento, curtindo o jogão. Fotos: Fernando Martinez.

No segundo tempo o Corinthians entrou em campo para passar o tempo. Sem fazer muito esforço, só segurou a bola esperando o tempo passar. Ainda ganhou mais um gol, com o ótimo Nilmar e ficou nisso mesmo.

Final de jogo: Corinthians 3-0 Deportivo Cali. E ninguém fala nisso, mas foi o 16º jogo pela Libertadores no Pacaembu contra times estrangeiros. Foi a 15ª vitória, com um empate. Um retrospecto bastante injevável. Na próxima fase, tem grandes chances de pegar o Palmeiras ou o River Plate. Olha aí a chance de exorcizar alguns fantasmas do passado.

Mesmo depois de todo o sofrimento, valeu a pena mesmo ter ido lá. Para mim foi mais legal ainda porque esse foi o meu 998º jogo na vida. Estou a dois jogos da minha milésima partida em estádios. No final de semana verei essa milésima partida finalmente. Agora sim entrarei de vez no hall da fama do Clube dos Doentes e do JOGOS PERDIDOS. Não é bafo não.

Amanhã tem mais.

Fernando

Paulista Série A2: Palmeiras B 2-3 Nacional

Boa noite,

Mais uma vez eu, The Watcher, fui presenteado com a tarefa de cobrir uma partida para o JOGOS PERDIDOS. Juntamente com o Emerson, acompanhei na tarde da última quarta-feira, a peleja entre Palmeiras B x Nacional, pela penúltima rodada da 1ªfase da Série A2 do Campeonato Paulista.

Por poucas vezes fui ao Estádio Palestra Itália, e ontem me lembrei o porquê: o desrespeito dos funcionários do alviverde. Houve uma demora na compra dos ingressos, e só depois de me deparar com o portão fechado, fui informado que a entrada seria pela Avenida Francisco Matarazzo. Mais 15 minutos de caminhada até dar a volta pelo Palestra e chegar já com o jogo 1 a 0 para o Palmeiras B. Nota 0 para a organização.

Chegando nas numeradas do Parque Antárctica pude acompanhar que o time do Palmeiras B dominava o jogo, e depois do 1 a 0 teve várias chances para aumentar o placar. O Nacional nada fazia, e nem chegava ao ataque.


Bola no ataque do Nacional no primeiro tempo. Foto: The Watcher.

Mas como o futebol é o esporte mais fascinante, aos 17 minutos, do nada, o time empatou o jogo após boa jogada pela direita e numa cabeçada certeira do meia Felipe. Com o gol, o time da Comendador Souza se soltou mais ao ataque e levou bastante perigo à meta palestrina.

Mesmo com o alviverde desperdiçando boas chances, foi o Nacional que chegou ao segundo gol. Com uma jogada magistral do atacante Lelo, que chutou de fora da área e colocou a bola no ãngulo do goleiro Bruno. Vira-vira no Parque e o jogo foi para o intervalo assim.


Falta perigosa para o Palmeiras B no segundo tempo da partida contra o Nacional. Foto: The Watcher.

No segundo tempo tivemos uma ótima partida. O Palmeiras B voltou disposto à virar novamente o jogo, colocando seu time inteiro no ataque. Com o Nacional só se defendendo, a pressão do Palmeiras B era aguda.

E após o Nacional ter perdido a chance do 3 a 1 num contra-ataque rápido, o Palmeiras B empatou o jogo, numa jogada tramada por todo o ataque verde e concluída na cabeçada do meia Júlio César. 2 a 2.


Detalhe da partida entre Palmeiras B e Nacional, no Estádio Palestra Itália. Foto: The Watcher.

Quando a virada parecia certeza, o Nacional nos presenteou com mais um golaço. Depois de uma cobrança de tiro de meta, o zagueiro palmeirense furou, e de fora da área, sem que a bola caísse no chão, o atacante Aeldo fez o terceiro gol num tirambaço indefensável.

Final de jogo: Palmeiras B 2 x 3 Nacional. É o Naça fugindo de vez do rebaixamento. Se o time tivesse jogado assim durante a disputa da A2, com certeza estaria classificado. Fui então para casa feliz por ter cumprido mais essa missão aqui no JP. Em breve aparecerei mais por aqui.

Excelsior

The Watcher

Paulista Série A2: Grêmio Barueri 1-0 Sorocaba

Olá,

Na última quarta-feira, em companhia do Sr. Natal e do JR (ex-Jandir), fui até a cidade de Barueri no Estádio Orlando Baptista Novelli para acompanhar a mais um jogo do Campeonato Paulista Série A2. O jogo em questão foi Grêmio Barueri 1 - 0 Sorocaba válido pela penúltima rodada da primeira fase.

Com o afunilamento da competição, as partidas passam a ter caráter decisivo e essa não foi diferente, pois o time sorocabano ainda tinha possibilidade de classificação, desde que conseguisse a vitória e o Guaratinguetá não vencesse a Inter de Limeira em casa. Portanto, a expectativa era que o Sorocaba partisse com tudo visando a vitória, pois jogava contra um time que só estava cumprindo tabela por já estar classificado.


Bola disputada pelo alto no jogo entre GRB e Atlético Sorocaba. Foto: Orlando Lacanna.

No primeiro tempo, o jogo ficou muito abaixo das expectativas, uma vez que, o Grêmio Barueri não queria nada com nada e jogava de forma despretensiosa. Por outro lado, o time visitante, apesar de ter maior posse de bola, não criava nada e não causava perigo à meta adversária. Com essa panorâmica, logicamente, o placar não poderia ser outro a não ser 0 a 0.


Ataque perigoso desperdiçado pelo time do Grêmio Barueri no primeiro tempo. Foto: Orlando Lacanna.

Para piorar as coisas, no intervalo, o serviço de som do estádio, informou que o Guaratinguetá estava vencendo e, talvez por isso, o segundo tempo do Sorocaba foi horrível, pois o futebol apresentado piorou, além de uma apatia que tomou conta dos jogadores. O Grêmio Barueri, que não tinha nada com isso, mesmo não jogando com muita vontade, acabou marcando seu gol, através do atacante Everton, aos 20 minutos que escorou de cabeça cruzamento vindo da direita. Foi o único lance que deu alguma alegria à torcida local que já estava sonolenta em razão da monotonia da partida.


Belíssima defesa do goleiro do Sorocaba. Foto: Orlando Lacanna.


Detalhe de um dos poucos e desinteressados ataques do Sorocaba no segundo tempo. Foto: Orlando Lacanna.

Para alívio geral, o jogo chegou ao fim e, como não poderia ser diferente, não houve destaque individual. Tenho certeza de que o GRB tem todas as condições de apresentar um melhor futebol na próxima fase da competição. Quanto ao Sorocaba, ficou devendo.

Bem, agora é torcer para que no fim de semana os jogos sejam melhores.

Abraços,

Orlando

terça-feira, 18 de abril de 2006

A História pré-JP, volume 16: Magical Mystery Tour no Sul 2004 (parte 6 de 6)

Fala pessoal!

Agora, depois de muito tempo, vamos com o último capítulo com a minha saga pelo Sul do país em 2004. Depois do jogo entre Tiradentes e Guarani, na sexta-feira, eu iria ver uma rodada dupla no sábado, 5 de junho de 2004. O jogo da tarde seria um clássico absoluto entre Metropolitano de Blumenau e União de Timbó, mas minha carona encheu demais o caneco e não estava em condições de dirigir, e como não tinha horários de ônibus disponíveis, acabei dançando.

Mesmo p... da vida, não desanimei para o jogo da noite. Isso mesmo, com um frio fantástico, num sábado à noite, e com uma carona de um grande moto-táxi, cheguei a cidade de Itajaí para acompanhar um jogão entre Marcílio Dias e São Bento de São Bento do Sul.


Escudinhos dos geniais CN Marcílio Dias de Itajaí e São Bento FC de São Bento do Sul. Reprodução: www.distintivos.com.br

Era um sonho ver o time do Marcílio, já que tinha perdido a chance de colocá-lo na Lista no ano 2000, quando ele jogou contra o São Caetano, no ABC e eu estava com uma febre incrível. Desde então via como meta de vida assistir um jogo deles, e de preferência no genial Estádio Hercílio Luz.

Cheguei bem antes do horário para tentar as famosas fotos dos times posados. Depois de alguma burocracia, consegui entrar no gramado e tirei essas fotos EXCLUSIVAS dos times:


CN Marcílio Dias - Itajaí/SC (em 5 de junho de 2004). Foto: Fernando Martinez.


São Bento FC - São Bento do Sul/SC (em 5 de junho de 2004). Foto: Fernando Martinez.

Pena que não consegui ficar dentro do campo para acompanhar a partida, mas tudo bem. Já instalado nas arquibancadas do Estádio, vi um belo jogo de futebol, apesar do grande frio que fazia naquele dia. O time do Marcílio era bem melhor do que o São Bento, que fazia uma campanha pífia naquele campeonato.


Escanteio para o Marcílio Dias no primeiro tempo do jogo contra o São Bento. Foto: Fernando Martinez.

Durante todo o primeiro tempo, o time do São Bento praticamente não atacou, deixando o Marcílio Dias deitar e abusar. O goleiro do São Bento foi o destaque dessa primeira etapa, praticando ótimas defesas e não deixando que o Marcílio abrisse o placar.


Vista das arquibancadas do Estádio Hercílio Luz. Detalhe para o prédio que fica quase dentro do campo. A visão de lá deve ser fantástica. Foto: Fernando Martinez.

Por todo o primeiro tempo, fiquei andando pelas dependências do estádio. O genial é que ele fica num quarteirão bem no centro de Itajaí, e embaixo de uma das arquibancadas fica uma loja (não lembro direito do quê). No intervalo, fui buscar mais informações sobre o clube, e entrei num lugar genial.

Bem debaixo das numeradas do Hercílio Luz, fica a sala de troféus do CN Marcílio Dias. Inúmeras taças que lembram grandes conquistas do clube, fotos antigas, flâmulas, recortes e matérias de jornais e muitos objetos que contam a história do clube. Fantástico, um dos melhores momentos dessa viagem.



Detalhes da genial Sala de Troféus do Marcílio Dias. No alto algumas das taças do clube e abaixo fotos de times históricos e de artigos de jornais. Fotos: Fernando Martinez.

Bom, confesso que perdi um pedacinho do segundo tempo por causa da Sala, mas não muita coisa. Nesse segundo tempo, fiquei do outro lado das arquibancadas, perto da torcida organizada do time, e acompanhando o ataque do Marcílio. O jogo continuou sendo dominado pelo time da casa, e com os chutes mais calibrados, o Marcílio chegou aos dois a zero de forma bem fácil. O segundo gol, feito numa cobrança de falta, foi uma pintura.


Vista das numeradas do estádio Hercílio Luz, recebendo naquele dia pouco público, muito em função do frio. Notem que há um pequeno toldo embaixo dessas numeradas (na parte direita da foto). Lá que é a entrada da Sala de Troféus. Foto: Fernando Martinez.


Lance do segundo gol do time da casa. Uma pintura. Foto: Fernando Martinez.


Mais uma cobrança de falta para o Marcílio no segundo tempo da partida. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Marcílio Dias 2-0 São Bento/SC. Foi uma partida extremamente agradável. E por por adorar o frio, foi muito legal ver um jogo num sábado à noite naquelas condições. Depois ainda iria pegar outro moto-táxi até Balneário Camboriú, aonde estava meu QG, mas até lá fiquei na praça principal da cidade, aonde rolava uma simpática festa junina.

Voltando para Balneário, ainda fui curtir outra festa, nela... bom, isso não é assunto para o JOGOS PERDIDOS...rs. Foi a minha última noite por lá, já que no domingo cedo rumei a Florianópolis para conhecer a cidade e pegar o avião para voltar para SP. Na segunda-feira, ainda vi um dos jogos mais perdidos da minha vida no Canindé. Mas também é história para depois.

E foi só, em 2005 não consegui viajar para longe, mas vamos tentar agora em 2006 fazer algo parecido. Espero que tenham gostado da saga.

Abraços

Fernando

segunda-feira, 17 de abril de 2006

Paulista Segunda Divisão: União Mogi 1-1 Jacareí

Fala pessoal!

Minha idéia inicial para o jogo de domingo era seguir até a cidade de Campo Limpo Paulista. Mas como estava em Itaquá, era humanamente impossível fazer tal viagem. Então, aproveitando que já estava na porção Leste da Grande São Paulo, acabei indo de trem mesmo (via Estação Manoel Feio - Estação Mogi das Cruzes) até o Estádio Francisco Ribeiro Nogueira, o Nogueirão, para ver o jogo entre União de Mogi e Jacareí, pela Segunda Divisão do Campeonato Paulista.

Já aproveitei a deixa para ver esse jogo do União em casa. Chegando lá, encontrei o David zanzando pelas arquibancadas do local. Como faltavam poucos minutos para o início do jogo, já fui procurar entrar em campo para as fotos posadas. Então, elas estão abaixo:


União FC - Mogi das Cruzes/SP. Foto: Fernando Martinez.


Jacareí AC - Jacareí/SP. Foto: Fernando Martinez.


Trio de arbitragem liderados pelo árbitro Guilherme Carlos da Silva, juntamente com os capitães das equipes. Foto: Fernando Martinez.

Devidamente autorizado pelo árbitro Guilherme Carlos da Silva - que já conhecia o nosso trabalho e foi extremamente simpático comigo - me postei junto ao ataque do União. E para minha surpresa, o time nessa primeira etapa foi melhor no jogo.

Depois de alguns anos com times que nada significaram para a história do União, dá a impressão que o time desse ano pode fazer alguma coisa visando classificação. Claro que o time ainda está desentrosado e não se acertou 100% em campo, mas as perspectivas são boas.


Escanteio para o União no primeiro tempo da partida. Foto: Fernando Martinez.

Nesse primeiro tempo o União foi melhor, mas de uma forma absurda a equipe não conseguiu marcar o seu gol. Foram muitas chegadas no ataque mas nenhuma aproveitada. O Jacareí começou tímido, mas nos contra-ataques levava perigo à zaga do União. Dele foram as duas melhores chances, as duas com boas defesas do goleiro do time da casa. O jogo foi para o intervalo em 0 a 0 mesmo.

No segundo tempo os dois times voltaram no mesmo esquema: o União dominando e tendo mais chances, mas não tão agudas assim, e o Jacareí com menos chances, mas ao mesmo tempo mais perigosas.


Cabeçada que levou bastante perigo ao gol do JAC, ainda no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

Nessa toada, a quantidade de gols perdidos pelas duas equipes foi enorme. Se o jogo tivesse ficado em 3 a 3 ou 4 a 4 não teríamos nenhum absurdo. os ataques dos dois times perderam gols que até eu faria (sem exagero). Todos em bolas debaixo das traves, sem nenhum zagueiro por perto.

Ah, e vale registrar aqui que no meio desse segundo tempo, um torcedor - que não consegui distingüir se era da Bélgica ou da Lituânia - atirou um copo cheio d-água em direção ao auxiliar 1. O copo passou perto e o árbitro acabou relatando isso na súmula. E o pior foi que, ao invés de apuparem o besta, a torcida em volta aplaudiu o retardado. Provavelmente eles nem imaginam que o time possa perder alguns mandos de campo.


Lance de ataque do União no segundo tempo. Aqui o goleirão do Jacareí quase entrega o ouro. Foto: Fernando Martinez.

Bom, nesse ritmo do jogo, o 0 a 0 era o placar mais plausível de se imaginar por lá. E justamente quando a torcida já tinha desencanado, tivemos um "upgrade" de emoções fantástico nos últimos 5 minutos.

Numa jogada bela pela esquerda, aos 41 minutos, o JAC abriu o placar através do jogador William, que só escorou depois de cruzamento. O desânimo entre todos por lá foi evidente, mas isso não desanimou o União. Logo aos 43, o time empatou a partida, em boa jogada pela direita e que terminou com a finalização do jogador Gilberto.


Bola no fundo das redes do Jacareí. O União empatava na bacia das almas.... Foto: Fernando Martinez.

Nos três minutos restantes tivemos mais duas chances claríssimas de gol, uma para cada equipe, mas que não foram concluídas com sucesso. E o jogo acabou assim mesmo. Final de jogo: União 1-1 Jacareí. Os dois times tem times medianos e que podem perfeitamente se classificar à próxima fase. Mas em relação ao acesso para a A3 em 2007, a história é outra.


Dois momentos felizes pelas ruas de Mogi das Cruzes: eu, num dos bares da minha megacorporação "Fernando Martinez Incorporated.", bem no centro de Mogi. E o David fazendo seu lendário positivo na estação de trem de Mogi das Cruzes, pertinho do estádio. Fotos: David Libeskind e Fernando Martinez.

Depois foi só voltar para Itaquá, curtir mais um pouco por lá e zarpar em direção ao glorioso bairro do Pari à noite. Já pensando na rodada do meio da semana. Por enquanto é só.

Até mais

Fernando

Paulista Série A2: Mirassol 1-1 Bandeirante

Olá,

Continuando o fim-de-semana futebolístico, no último domingo de manhã, fui à cidade de Mirassol no Estádio José Maria de Campos Maia e acompanhei ao jogo Mirassol 1 - 1 Bandeirante válido pela décima sexta rodada da primeira fase do Campeonato Paulista Série A2. Jogo importantíssimo, tanto para efeito de classificação à segunda fase, como para efeito de rebaixamento à Série A3. O time de Birigui necessitava vencer para continuar sonhando com a classificação e o time da casa lutando para não ser rebaixado.

O jogo começou nervoso, e muito truncado em razão das muitas faltas cometidas pelas duas equipes. Dava para perceber que o Bandeirante queria impor um ritmo mais cadenciado, enquanto o Mirassol jogava mais na base da vontade. Aos 8 minutos, o árbitro marcou pênalti para o time da casa. O meia Rafael cobrou e o goleiro Régis defendeu. Decepção geral, porém o árbitro mandou repetir a cobrança e, o mesmo Rafael ajeitou a pelota e pimba, chutou para fora. Nova decepção e agora acompanhada por revolta da torcida.



O meia Rafael consegue perder dois pênaltis em sequência. Decepção em Mirassol. Fotos: Orlando Lacanna.

Depois de perder pênalti por duas vezes, era de se esperar que o Leão da Alta Araraquarense fosse se abater, e o Leão da Noroeste crescer em campo, mas não foi o que aconteceu, pois o time visitante continuou no mesmo ritmo lento e não criou lances de perigo. O Mirassol, apesar das suas limitações, chegou ao seu gol aos 43 minutos através do zagueiro Hilton, aproveitando rebote do goleiro após cobrança de falta, levando para o intervalo o resultado de 1 a 0 para a equipe auriverde com toda justiça.


Falta para o Mirassol na entrada da área...


... que acaba no primeiro (e único) gol da equipe da casa: Mirassol 1 a 0. Foto: Orlando Lacanna.

Na etapa final, o ritmo do jogo ficou mais acelerado, tornando-o mais emocionante, com jogadas de ataque das duas equipes. Tanto uma equipe quanto a outra poderia marcar e, aconteceu o gol de empate do time visitante, aos 21 minutos através de Arinelson que se infiltrou pela meia esquerda e mandou uma bomba indefensável no canto superior direito do goleiro Carlos César.


Detalhe do gol de empate do BEC. Foto: Orlando Lacanna.

Após o empate, as equipes continuaram criando várias chances de gols, as quais não foram aproveitadas.O resultado de 1 a 1 acabou prevalecendo e não foi bom para nenhum dos dois times. Ao final do jogo, ficou a expectativa de que as definições ficarão para as duas últimas rodadas da competição. Não vi nenhuma atuação individual que merecesse destaque.


Bola disputada no meio de campo na partida entre Mirassol e Bandeirante. Foto: Orlando Lacanna.

Depois de mais essa maratona, o negócio foi retornar imediatamente para São Paulo e curtir o restinho do Domingo de Páscoa.

Abraços,

Orlando

Paulista Série A2: Rio Preto 4-2 Araçatuba

Olá,

Em mais um fim-de-semana repleto de jogos emocionantes pelo nosso interiorzão, acabei escolhendo dois de suma importância para efeito de classificação à segunda fase e fuga do rebaixamento, jogos esses do Campeonato Paulista Série A2. Três das quatro equipes estavam envolvidas diretamente na luta por um ou outro objetivo.

Comecei a jornada, indo no último sábado, à bela cidade de São José do Rio Preto, no Estádio Anísio Haddad e acompanhei ao jogo Rio Preto 4 - 2 Araçatuba que valeu pela décima sexta rodada da primeira fase. A partida era de vida ou morte para o Jacaré, pois a vitória poderia recolocá-lo na zona de classificação. A sua torcida, ficou com os olhos fixos no jogo e os ouvidos colados no radinho, torcendo pela derrota do Oeste de Itápolis que jogava em Araras o que de fato ocorreu. Festa completa.

Apesar do Araçatuba já estar matematicamente rebaixado para a Série A3, havia uma preocupação por parte do pessoal da casa, pois era voz corrente no estádio, que a AEA entraria em campo turbinada por uma gratificação de R$ 3.000,00 que seriam divididos com o elenco em caso de vitória ou empate.


Detalhe do primeiro gol do Rio Preto contra o Araçatuba. Foto: Orlando Lacanna.


Terceiro gol da equipe da casa, rumo à classificação! Foto: Orlando Lacanna.

À medida em que o jogo se desenvolvia, a torcida alviverde foi ficando mais aliviada, pois o domínio do Rio Preto era absoluto, tanto que logo aos 5 minutos, o jogador Branquinho abriu o placar e, em seguida aos 11, Ewerton aumentou para 2 a 0 em cobrança perfeita de falta pelo lado esquerdo. Era jogo de um time só e, aos 31 minutos, o centro-avante Bolívia aumentou ainda mais o placar para o time anfitrião.


Susto em Rio Preto: O Araçatuba marca o primeiro gol contra o time da casa. Foto: Orlando Lacanna.

Quando todos esperavam um segundo tempo tranqüilo para o Rio Preto, eis que o time teve um "apagão" e esqueceu o seu futebol no vestiário. Logo aos 3 minutos, sofreu o primeiro gol, marcado por Vidal de cabeça, numa bobeada geral do sistema defensivo riopretense. Daí em diante, o jogo ficou complicado e, a torcida local começou a ficar impaciente. Se o Araçatuba tivesse um time um pouco melhor, poderia ter comprometido a vida do Jacaré.

Para alívio geral, aos 21 minutos, Ewerton em outra cobrança perfeita de falta, marcou o quarto gol do time alviverde. Quando parecia que a vitória já estava garantida, os visitantes marcaram seu segundo gol, aos 23 minutos, através de Deivid, mas o Canário não conseguiu manter o ritmo e, como conseqüência, o Rio Preto voltou a dominar, porém insistia em desperdiçar as oportunidades criadas. Os gols perdidos poderão fazer falta, uma vez que o saldo de gols deverá ser importante na definição da classificação, pelo fato do grupo estar equilibrado na disputa das vagas.


Cobrança de falta perigosa para o Rio Preto...


... e a bola acaba no fundo das redes. Vitória garantida! Foto: Orlando Lacanna.

O jogo teve seu final com o placar de 4 a 2 e, demonstrou que o Rio Preto continua firme na briga para uma vaga na segunda fase e que, o Araçatuba terá que se reestruturar visando a Série A3 em 2007. Vale destacar a atuação individual de Ewerton do Rio Preto, que além de marcar dois belos gols de falta, foi o articulador das jogadas criadas no meio de campo. Aproveito para mandar um abraço ao Vinícius de Paula do Diário da Região e ao Valmir Arena da Rádio Metrópole.

Bem, agora é começar os preparativos para o jogo de domingo pela manhã.

Abraços,

Orlando

Brasileiro Série B: Portuguesa 1-1 São Raimundo

Opa,

Voltando com os meus jogos do final-de-semana, no sábado à tarde acabei escolhendo uma opção não tão perdida assim, mas que não tinha como não ir. Eu e o Mílton fomos ao Canindé, para ver o primeiro jogo da Portuguesa na Série B do Brasileiro de 2006, jogando contra o time do São Raimundo.

Foi o primeiro jogo da Lusa após seu traumático rebaixamento no Paulistão, com um time quase juvenil e numa espécie de rescaldo de todo o incêndio do Paulista. E nisso, a diretoria lusitana, ao invés de fazer algum tipo de promoção para atrair de volta o seu torcedor ao estádio, ou simplesmente colocar um preço de ingresso mais barato, aproveita e coloca uma simples arquibancada a 20 pilas. Nem preciso dizer que isso é uma idiotice extrema, e o muita gente da diretoria da Portuguesa do Canindé deve estar feliz com a situação né?

Para efeito de comparação, a arquibancada do jogo Corinthians x Deportivo Cali, pela LIBERTADORES, que é um Campeonato infinitamente com mais apelo do que a Série B custa 15 REAIS!!! E a arquibancada do jogo São Paulo x Caracas, pela mesma competição, custa 20 reais. Um Lusa e São Raimundo deveria, NO MÁXIMO, custar 10 reais, valor que poderia levar mais pessoas ao Canindé e um valor que condiz com o naipe do espetáculo.

Mas simplesmente isso não acontece, mas a esperança é que quem sabe eles não aprendam com a A2 de 2007? A esperança é a última que morre.


Um dos vários ataques do time da Portuguesa desperdiçados na primeira etapa. Foto: Fernando Martinez.

Bom, falando do jogo, essa foi a 41ª partida da Portuguesa em todos os tempos na Série B em casa. Dessas 41 partidas eu estive presente em 37, e o Mílton em 36. Com certeza estamos numa posição de destaque em acompanhamento desses jogos. Tem muito torcedor luso que não viu tudo isso...

Pena que essa partida contra o São Raimundo tenha sido mais um calvário para todos os presentes no Canindé. O rebaixamento deve ter mesmo causado um baque no time, pois seu ataque estava totalmente fora de sintonia, perdendo inúmeras chances de ataque. E a defesa também, doida para entregar. Nos poucos ataques do time do Amazonas, os calafrios na torcida eram inevitáveis.


Tentativa de ataque lusitano pela lateral do campo. Foto: Fernando Martinez.

No primeiro tempo ainda a Portuguesa começou bem, mandando na partida e perdendo boas chances. Mas no contra-ataque tomou alguns sustos, todos aliviados pelo próprio time do São Raimundo. Mas o maior domínio lusitano foi recompensado com o gol do Diogo aos 31 minutos. Depois de boa jogada pela esquerda e com um sufoco na área, a Lusa saiu na frente.

Mas foi por pouco tempo a alegria dos torcedores. Num contra-ataque rápido, o goleirão da Lusa atropelou o atacante do time azul. Pênalti para o São Raimundo que o jogador Delmo não desperdiçou. E o jogo foi em 1 a 1 para o intervalo.


Escanteio perigoso para o rubro-verde na segunda etapa. Gostei dessa foto... ficou um clima meio "sixties". Foto: Fernando Martinez.

No segundo tempo me recuso a dizer muita coisa, tamanha a falta de categoria dos atacantes lusos. Foi praticamente um "ataque contra defesa" e mesmo assim o time cansou de perder gols incríveis. Ficou aquele gosto que o time poderia jogar por dois dias seguidos e que não marcaria nenhum tento.


Outro escanteio para a Lusa e mais uma boa chance desperdiçada. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Portuguesa 1-1 São Raimundo. A certeza de que esse time, do jeito que está e se não melhorar, vai sofrer muuuuuito na Série B desse ano. Esperamos que melhore, de coração. Após o final da partida, a pedida foi seguir de novo até Itaquá, para curtir o resto do sábado e esperar a rodada matutina no domingo.

Até lá.

Fernando

Paulista Segunda Divisão: Atibaia 0-1 Força

Boa tarde,

No sábado a tarde compareci no Estádio Municipal Salvador Russani para acompanhar a estréia, dentro de seus domínios, do S.C. Atibaia, frente ao ao Força E.C., em partida válida pela segunda rodada do Campeonato Paulista da 2ª divisão.


S.C. Atibaia - Atibaia/SP. Foto: Victor Minhoto.


Força E.C. - São Paulo/SP. Foto: Victor Minhoto.


Quarteto de arbitragem, liderado pelo Sr. Marcelo Ferreira Vicente, e capitães. Foto: Victor Minhoto.

Desde o início do jogo pude perceber que a equipe do Força apresentava mais entrosamento e, principalmente, melhor qualidade técnica, por isso, apesar de jogar no campo do adversário, dominou as ações e levou maior perigo ao gol adversário.

Como o Atibaia se resumia a poucas chances de gol, sem maiores perigos a meta adversária, o Força tomou conta da partida desde os minutos iniciais. Apesar de várias oportunidades de abrir o placar com a bola rolando, o gol inicial somente ocorreu aos 30 minutos do primeiro tempo, através de uma bela cobrança de falta de Sudeca.


Em cobrança de falta o Força abre o marcador. A bola em jogo é a que está atrás do pé do goleiro, e não a que está ao lado do gol sobre a grama. Foto: Victor Minhoto.

Mesmo em desvantagem no marcador, a equipe da casa não conseguiu levar muito perigo a meta adversária e assim o jogo se arrastou até o final do primeiro tempo.

No segundo tempo o Atibaia voltou disposto a empatar a partida, apresentando uma equipe com muito mais disposição do que na etapa inicial, entretanto, apesar do maior domínio de bola, o time mandante insistiu em chuveirinhos e tabelas pelo meio da zaga do Força, que aproveitou a pouca eficiência do ataque do Atibaia para fazer seu nome.


Mais uma chance desperdiçada pelo Atibaia em um dos vários cruzamentos na área. Foto: Victor Minhoto.

Com o passar do tempo o Atibaia foi perdendo a calma e cometendo muitas faltas, tanto que no finalzinho do jogo dois jogadores foram expulsos ao levar o segundo cartão amarelo. Com isso, bastou ao Força administrar a partida para garantir sua primeira vitória no campeonato, sendo que até chegou a marcação do seu segundo gol, porém anulado por impedimento.


Gol do Força anulado por impedimento no final do jogo. Foto: Victor Minhoto.

O placar final de Atibaia 0x1 Força foi justo pelo futebol apresentado pelas duas equipes. Se o Atibaia tem maiores pretenções no campeonato precisa reformular seu elenco, já o Força pode até conseguir uma vaga na segunda fase, mas pensar em acesso ainda é muito cedo.

Até a próxima,

Victor