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segunda-feira, 24 de maio de 2021

Fortaleza surpreende e sai do Parque com triunfo contra o Corinthians

Texto e fotos: Fernando Martinez


Após quase cinco meses, na tarde de sábado voltei ao Estádio Alfredo Schurig para uma sessão de futebol vespertina. O Parque São Jorge recebeu a partida entre Corinthians e Fortaleza válida pela terceira rodada do Grupo B do Campeonato Brasileiro sub-17. Desde 2013 eu não via nenhuma categoria do Tricolor de Aço de perto.

Essa é a estreia do onze cearense no torneio. Nas duas rodadas iniciais, duas derrotas. A missão do tricolor não seria nada fácil pois, além de estar na casa alvinegra, tinha como adversário uma equipe sem derrotas na competição. Os corintianos venceram o Internacional na estreia e depois empataram sem gols com o Atlético Mineiro. Sem forçar a barra, o favoritismo dos paulistanos era um tanto quanto natural.


Imagem do Corinthians posado, algo raro nesses tempos de pandemia

O grande problema foi que os atletas mosqueteiros não estavam numa tarde inspirada, pelo contrário. O Fortaleza se defendeu bem, teve sorte e foi fatal nos contra-ataques. Sabe aquele dia em que praticamente tudo dá errado? Então, esses foram os 90 minutos da atuação dos donos da casa. No tempo inicial, a peleja foi de baixa qualidade. Tivemos poucos momentos reais de perigo e o sono bateu forte na arquibancada.

A primeira boa investida da fria tarde foi do Corinthians aos 29 minutos com tiro da esquerda e boa intervenção do goleiro visitante. O alvinegro pouco fez e aos 37 sofreu um castigo enorme. Oliver recebeu bom passe na intermediária e arriscou de longe. A pelota entrou no canto direito de Kauê. Um golaço. Por sorte não sofreram o segundo nos acréscimos quando a zaga vacilou feio e Eduardo foi lançado sem nenhuma marcação. Ele seguiu sozinho e teve nos seus pés a enorme chance de ampliar a vantagem. Só que o atleta se precipitou e chutou mais o chão do que a bola, mandando pela linha de fundo.


Goleiro corintiano mostrando serviço no começo do duelo contra o Fortaleza


Breno Bidon (8) levantando a bola na área visitante


Oliver comemorando o gol que abriu o placar no Parque São Jorge


O Fortaleza se aproveitou dos contra-ataques e quase ampliou nesse chute de fora da área

No segundo tempo os corintianos retornaram ao gramado com a intenção de aprimorarem a performance. Nem bem a peleja tinha recomeçado e o empate saiu em falta pelo lado direito, bem longe da meta. Alysson, também conhecido como Paulistinha, bateu com enorme estilo e encobriu o goleiro cearense. Uma pintura de gol que deixou tudo igual na Fazendinha.

O 1x1 animou os locais, mas embora tenham pressionado, boas chegadas foram raras de ver. A rigor, apenas uma. Decorridos 22 minutos, Paulistinha, ele de novo, fez grande jogada pela esquerda, driblou os marcadores e completou com firmeza. Ele tirou um pouco demais do goleiro e o chute raspou o travessão. Tirando isso, aquela pressão meia-bomba, sem que Pablo trabalhasse com afinco.

Vendo que o bicho não era tão feio quanto parecia, o Fortaleza passou a botar as manguinhas de fora e emplacou alguns contra-ataques tímidos, sem lances vistosos, porém deixando claro que não estava morto. Aos 44 minutos o escrete cearense cometeu o crime. A bola foi roubada na direita e lançada dentro da área. Renan matou e deixou para Ryquelme Pereira. O jogador viu o espaço e chutou forte no canto. O goleiro Kauê caiu tarde e viu a finalização morrer dentro da rede.



A cobrança de falta e a bola estufando a rede do time cearense no belíssimo gol de Paulistinha


Caio César (13) sob o atento olhar de quatro marcadores do Fortaleza. A tarefa corintiana não foi nada fácil


Ataque perigoso do tricolor e desarme corintiano em cima da pinta


Pablo interceptando cruzamento da área



Em duas imagens, o chute preciso de Ryquelme Pereira que deu a vitória ao Fortaleza

O Timão ainda tentou a nova igualdade em escanteio aos 45 e conclusão de Cressi para fora. Aos 46, em rápida escapada aproveitado o campo defensivo adversário todo desguarnecido, Yan se empolgou e jogou fora a chance do terceiro tento nordestino em nova investida pela lateral. No fim, um resultado histórico no Parque: Corinthians 1-2 Fortaleza. A primeira vitória do tricolor na história do certame aconteceu em grande estilo. Já os alvinegros perderam a invencibilidade e foram derrotados pela primeira vez por um time fora do estado na Fazendinha pelo Brasileiro sub-17. Realmente não foi uma boa tarde.

Retornei à Rua São Jorge 777 na noite de domingo, com muito mais perrengue, para outra apresentação corintiana, agora das meninas líderes do Brasileiro Feminino. Teve noite fria com vários gols na Zona Leste.

Até lá!

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Ficha Técnica: Corinthians 1x2 Fortaleza

Local: Estádio Alfredo Schürig (São Paulo); Árbitro: Ilbert Estevam da Silva; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Paulista, João Pedro, Luís Roberto, Renan; Cartão vermelho: Guilherme Moura; Gols: Oliver 36 do 1º, Paulista 3 e Ryquelme Pereira 43 do 2º.
Corinthians: Kauê; Leo Maná, Miguel, Cressi e Vitor Meer (Paulista); Thomas Lisboa (Léo Agostinho), Kayke (Thomas Augustin) e Breno Bidon; Pedrinho (Wendel), Pedro Henrique (Caio César) e Wesley Teixeira (Nunes). Técnico: Gustavo Almeida.
Fortaleza: Pablo; Huadson, João Pedro Costa, Guilherme Moura e Vinícius Torquato; Lucas Kallyel (Renan), Yuri (Yan), David Tota (João Pedro) e Oliver (Emmanuel); Luís Roberto (Ryquelme Pereira) e Eduardo (Pedro Hugo). Técnico: Júnior Câmara.
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sexta-feira, 21 de maio de 2021

Nacional erra muito, perde para o São José e se complica na A3

Texto e fotos: Fernando Martinez


Se tem uma coisa que aprendi em anos de Estádio Nicolau Alayon é que não tem como se empolgar com o Nacional. Simplesmente não tem como. Quando achamos que "agora vai", sempre pinta um balde de água fria. Depois de ganhar do Capivariano na terça, na quinta o escrete paulistano recebeu o São José buscando uma possível classificação antecipada para as quartas de final do Campeonato Paulista da Série A3. Claro que nada foi como o esperado.

Desde que a enfrentou pela primeira vez em um amistoso em 1977, a Águia passou a ser um adversário complicado do onze ferroviário. Foram 43 duelos entre eles - com 17 triunfos nacionalistas, 14 do São José além de 12 empates - e provavelmente o mais famoso é o 1x1 do Canindé em 29 de novembro de 1987. Ambos estavam na mesma chave da fase semifinal da segunda divisão e José Carlos Nascimento, o árbitro da peleja, operou o time paulistano marcando um pênalti inexistente no último minuto. O senhor juiz apanhou só um pouquinho após o apito final. No fim, o São José subiu e o Nacional nunca chegou tão perto da elite novamente.

O último encontro entre eles datava de 2016 (2x0 a favor da Águia, também pela Série A3), o ano em que o clube interiorano foi rebaixado para a última divisão. Desde então o Nacional disputou a A2 por duas temporadas enquanto a Águia penou quatro anos da última divisão. O título de 2020 os colocou no mesmo torneio novamente. Na quinta-feira chegou a hora do 44º confronto na história em hora fundamental, a antepenúltima rodada. O Naça estava na quarta posição com 19 pontos e o São José em sétimo, apenas um ponto atrás. Assim como foi contra o Capivariano, esse era um verdadeiro "jogo de seis pontos".



Times perfilados para a execução do Hino Nacional Brasileiro e a foto oficial do quarteto de arbitragem e capitães dos clubes. Foto posada? Nem em sonho

Os comandados de Ricardo Silva, donos do segundo melhor ataque do futebol paulista em todas suas divisões, atrás somente do São Paulo, atacaram bastante, só que a boa atuação das duas apresentações anteriores não se repetiu. A primeira chance da partida foi local quando a bola foi cruzada na área e Éder Paulista errou o chute. Três minutos após, em boa investida pela direita, a zaga do Nacional afastou uma finalização que tinha endereço certo em cima da linha. No rebote, Carlinhos aproveitou a meta aberta e abriu o marcador. A meta de chegar a três compromissos sem tomar gol tinha ido para o espaço.

O onze da Zona Oeste não se acomodou e criou oportunidades reais de chegar ao empate. Aos 19 Wallace passou pelo zagueiro e entrou sozinho na área. Ele poderia ter finalizado, porém rolou até o meio da área. Éder Paulista, em tarde nada inspirada, escorregou e desperdiçou o gol sem goleiro. Na sequência rolou um bate-rebate enorme dentro da área até que Wallace chutou e a pelota passou raspando o travessão.

Restou ao São José o contra-ataque. Em um deles, aos 32 minutos, Lucas Lima recebeu belíssimo lançamento na esquerda, tirou do zagueiro e encheu o pé. A bola caprichosamente bateu na trave. A Águia teve outros dois momentos de ouro: aos 46 quando Alan Lopes cabeceou na pequena área, sem marcação, nas mãos de Rafael e quando o arqueiro nacionalista fez ótima defesa três minutos depois em tirambaço de Lucas Lima.


Cruzamento que originou o gol de Carlinhos, do São José




O Nacional cansou de criar chances e desperdiçá-las durante todo o tempo inicial


Lucas Lima chutando da esquerda em chute que bateu na trave

O Nacional voltou mais ligado na etapa final e aos nove minutos deixou tudo igual quando Gigante cruzou da direita e Mendes completou na pequena área. Os donos da casa ficaram em cima do São José na busca pela virada. A melhor chance aconteceu aos 22 quando Reinaldo, camisa 5, ficou cara-a-cara com Thiago Santos e mandou fraco. Aos 29 outra cabeçada de César que saiu por cima.

A Águia estava preocupada em se defender e esperava “o” momento para tentar voltar a ficar em vantagem. Ele aconteceu aos 36 em lance que começou com todo o sistema defensivo local parando pedindo impedimento. Gilsinho avançou pela esquerda e cruzou. Quatro atletas do Nacional olharam Alan Lopes completar o cruzamento e recolocar os visitantes na frente.

No restante do tempo, os ferroviários fizeram aquela pressão meia-bomba na base do "bumba meu boi". Eles ocuparam o campo defensivo azul e branco, mas sem aquela pressão realmente efetiva. Poderiam ter ficado três horas tentando que possivelmente o empate não teria saído. No fim, não teve jeito: Nacional 1-2 São José.





O Nacional começou bem a etapa final. Empatou e criou momentos para virar o placar


Num enorme vacilo defensivo local aos 36 minutos, o São José marcou o segundo e garantiu importante vitória


Placar final da peleja na Comendador Souza. A quinta derrota do Nacional como mandante em sete jogos disputados

O triunfo fez a Águia subir até a quinta posição com 21 pontos. Os paulistanos despencaram ao sétimo lugar. Na próxima rodada os joseenses receberão o rebaixado Penapolense enquanto o Naça visita o Primavera, sexto colocado. Levando em conta que jogam melhor longe da capital, fica a esperança de que possam voltar a apresentar um bom futebol. A fase inicial se encerra na terça-feira que vem.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Nacional 1x2 São José

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Danilo da Silva; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Gustavo França, Mendes, Reinaldo, Douglas Mendes; Gols: Carlinhos 7 do 1º, Mendes 8 e Alan Lopes 36 do 2º.
Nacional: Rafael; Gigante, Everton, Gustavo França (Diego Chiclete) e César; Reinaldo, Mendes (Léo Machado), Brener (Guilherme Nascimento) e Guilherme Lobo; Éder Paulista (Leandro) e Wallace (Paolo). Técnico: Ricardo Silva.
São José: Thiago Santos; Denis, Gutierrez, Dema e Alex Barros (Oliveira); Douglas Mendes (Arthur), Carlinhos, Pablo (Lucas Gomes) e Alan Lopes; Anderson Magrão e Lucas Lima (Gilsinho) (Radsley). Técnico: Renato Peixe.
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quinta-feira, 20 de maio de 2021

Dragão assusta, mas é derrotado pelo Palmeiras no Allianz

Texto e fotos: Fernando Martinez


O Allianz Parque é palco de jogos grandes, decisões e afins, mas durante a pandemia ele vem se tornando habitué de coberturas do JP. Cortesia dos compromissos marcados na cancha por torneios de base e do feminino. Na noite de quarta-feira fui ao estádio alviverde pela oitava vez em 22 partidas vistas na atual temporada. Conferi de perto o duelo entre Palmeiras e Atlético Goianiense válido pela terceira rodada da fase inicial do Campeonato Brasileiro sub-17.

O Palmeiras estreou perdendo para o Flamengo em casa e no final de semana emplacou um absurdo 5x0 contra o Botafogo no Rio. Já o Dragão foi derrotado pelo Ceará e empatou com o Bahia em Goiás. Enquanto o alviverde já chegou duas vezes nas quartas e disputa o certame pela terceira vez, o Atlético faz a sua estreia. Vale lembrar que essa foi apenas a sexta (!) vez que vi o rubro-negro em campo, um número baixíssimo levando em conta que vira e mexe pintam na região em competições de várias categorias.


Placar eletrônico do Allianz Parque mostrando os escudos dos dois times. Foi apenas a sexta (!) vez que vi o Dragão em campo, um número bem baixo

Embora tenha sido uma noite fria na capital paulista, o confronto foi quente e bem disputado. O Palmeiras criou várias oportunidades, como já era de se esperar, só que sofreu além da conta com a boa atuação do animado time atleticano. Na etapa inicial, porém, praticamente só o escrete mandante levou perigo à meta adversária. No ataque desde os primeiros movimentos, os palmeirenses ficaram à frente do placar aos 21 minutos com o gol de Thalys aproveitado cruzamento de Kauan Santos.

O verde permaneceu melhor e aos 30 Zé Henrique, camisa 11 do Atlético, ganhou o cartão vermelho em falta monstra em cima de Allan. Com a vantagem numérica o Palmeiras ampliou o domínio e criou outros dois ótimos momentos aos 36 e 39 minutos. As finalizações de Kauan Santos e Luiz Freitas deram trabalho ao goleiro Márcio Defendi. Já estávamos nos acréscimos quando saiu a primeira boa chegada dos goianos em bela cobrança de falta de Isaac e ótima defesa de Zé Henrique.


Bola estufando a rede do Atlético/GO no primeiro gol da noite, marcado por Thalys


Atacante do Dragão perdendo a cabeça em ataque pela direita


Zé Henrique tomou o vermelho direto aos 31 minutos e complicou bastante o time goiano


Disputa de bola no campo ofensivo visitante


Primeira boa chance de gol do Atlético no primeiro tempo. O goleiro palmeirense fez ótima defesa

Na segunda etapa o Palmeiras assustou no comecinho em chute de Kauan Santos que passou muito perto do gol. A partir daí, sem mais nem menos, o Atlético acordou e, apesar de estar com um a menos, emendou uma blitz e deixou os donos da casa atordoados. Aos dois minutos Carlos Eduardo empurrou Lucas Daniel dentro da área e a árbitra não marcou pênalti. O banco de reservas atleticano foi à loucura, com razão.

Aos seis, em ótima investida pela direita, Samuel Nunes roubou de Serafim e mandou cruzado. Zé Henrique espalmou para o meio da área e Daniel pintou livre, deixando tudo igual. No ataque seguinte foi por pouco que não saiu a virada em tiro sensacional de Samuel Nunes que encontrou o travessão. A reação visitante ficou nisso e no tempo restante os locais voltaram a tomar conta da peleja. Mas a missão ficou bem mais difícil do que esperavam.

Luiz Freitas aos 17 e Evandro, de bicicleta, aos 24 quase fizeram o segundo. Sem deixar de insistir, no 28º minuto os paulistas chegaram ao 2x1. Jean Carlos cobrou falta da direita e Renan Silva desviou contra o próprio gol, enganando Márcio Defendi. A arbitragem marcou gol do atleta palmeirense, porém se o camisa 6 não desviasse, o arqueiro provavelmente teria feito a defesa. O Dragão cansou e ficou fácil para o terceiro gol sair. David quase fez aos 39 e aos 40 Jean Carlos, o artilheiro da noite, completou cruzamento de Luís Guilherme e fechou o marcador.



Dois ataques alviverdes no tempo final, ambos pela direita


Jean Carlos fez o segundo tento alviverde e fez o time respirar aliviado depois de passar por um imprevisto sufoco


Início da jogada do terceiro gol do Palmeiras, também marcado por Jean Carlos

O Palmeiras 3x1 Atlético/GO deixou o alviverde na vice-liderança do Grupo A após três rodadas, três pontos atrás do líder Flamengo. O Dragão está na penúltima posição, à frente somente do lanterna Botafogo. A próxima rodada da chave será no meio da semana que vem. Lembrando que temos apenas turno único, então faltam seis jornadas até o fim da fase.

O animado cronograma do mês de maio pediu passagem na tarde de quinta-feira com nova apresentação nacionalista no Nicolau Alayon pela Série A3. Teve duelo com um velho rival dos anos 70/80.

Até lá!

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Ficha Técnica: Palmeiras 3x1 Atlético/GO

Local: Allianz Parque (São Paulo); Árbitra: Adeli Mara Monteiro; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Figueiredo, Isaac, João Pedro; Cartão vermelho: Zé Henrique 31 do 1º; Gols: Thalys 21 do 1º, Daniel 6, Jean Carlos 28 e 40 do 2º.
Palmeiras: Zé Henrique; Carlos Eduardo (Pedro), Kauã Oliveira, Serafim e Robert Dias; Jota (Figueiredo), Thalys e Luiz Freitas (David); Kauan Santos (Jean Carlos), Wendell (Ewandro) e Allan (Luís Guilherme). Técnico: Artur Itiro.
Atlético/GO: Márcio Defendi; Vinícius, Renan Cosenza, Gabriel e Renan Silva; Thiago (João Pedro), Isaac (Rafael Miyasaki) e Lucas Daniel (Michael); Samuel Nunes, Zé Henrique e Daniel. Técnico: Alan Jorge.
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terça-feira, 18 de maio de 2021

Nacional se consolida no G8 com o triunfo em cima do Capivariano

Texto e fotos: Fernando Martinez


Como todos sabem, o Campeonato Paulista da Série A3 está com o calendário apertado. Na tarde de segunda-feira, menos de 48 horas depois de se apresentar na distante Marília, o Nacional voltou a campo atuando na sua casa, o Estádio Nicolau Alayon. O adversário foi o glorioso Capivariano, o Leão da Sorocabana, pela 12ª rodada da primeira fase. Um duelo entre o sétimo e o nono colocados, em um daqueles famosos "jogos de seis pontos".

Sabemos que esse é uma edição bastante singular da A3, fato. Agora, o escrete ferroviário, apesar de toda a peculiaridade do torneio, vem fazendo uma campanha um tanto quanto esquizofrênica. O clube somou 13 dos 16 pontos conquistados como visitantes, um assombro. Perdeu apenas uma vez em seis compromissos - contra o Batatais, candidatíssimo ao rebaixamento - e venceu quatro vezes. Já como mandante, cinco partidas, um único triunfo (3x1 em cima do Rio Preto) e quatro derrotas (!). Para uma agremiação que em 2017 conquistou um título sem nenhuma vitória na capital e com 100% de aproveitamento longe dos seus domínios no mata-mata não é uma novidade tão grande.

Já era hora de os paulistanos voltarem a vencer, ainda mais atuando na Comendador Souza e precisando se consolidar no G8. Já o Capivariano estava há cinco rodadas invicto e buscava um lugar entre os oito melhores. Na história, nove confrontos, oito entre 1987 e 1991 e um no ano passado. Os ferroviários venceram cinco vezes, perderam uma (o 2x0 sofrido em Santa Bárbara D'Oeste no ano passado, a última matéria do JP antes da longa parada em virtude da pandemia) e empataram três. Na capital, o último jogo tinha sido no longínquo 3 de julho de 1991, um 2x1 a favor dos locais.



Times entrando em campo e a foto oficial de capitães e quarteto de arbitragem

O ataque nacionalista já fez 22 gols e é nada menos do que o segundo melhor contando as três principais divisões do estado, ficando atrás apenas do São Paulo. Se a defesa está deixando um pouco a desejar, o setor ofensivo está correspondendo, algo raro levando em conta a eterna e crônica dificuldade do onze da Zona Oeste em marcar gols. A atuação dos dianteiros do Nacional na quarta-feira novamente foi precisa. O Capivariano também mostrou muita qualidade e a partida teve ótimo nível técnico.

A etapa inicial foi muito boa. O Nacional chegou duas vezes em sequência aos quatro minutos. Nada que assustasse tanto a zaga do Leão, mas com isso tinham deixado clara a intenção de que não deixariam a zaga adversária sossegada. Aos 16, Rômulo cruzou da esquerda, Éverton tocou para trás e Rafael evitou o gol alvirrubro tocando com a ponta dos dedos. Nova boa chance aconteceu aos 33 quando Emanuel cruzou por baixo pela direita. Corrêa, ele mesmo, surgiu entre os zagueiros e chutou forte, mandando quase fora do estádio.

O Naça voltou com tudo aos 44. Pablo se mandou pela esquerda e foi derrubado por Éverton no bico da área. Na cobrança de falta, César levantou e o artilheiro Éder Paulista tocou de cabeça no canto de Moisés. Foi o nono gol do atacante em doze jogos disputados com a camisa ferroviária em 2021. Gol merecido e vantagem importante para a etapa final. Nos últimos 45 minutos o confronto subiu de nível e a rapaziada esbanjou inspiração.


Nacional e Capivariano fizeram um "jogo de seis pontos" na capital paulista


Rafael trabalhou bastante, como aqui em bola levantada na área nacionalista


César (6) cruzando na área sob olhar de Emanuel (11)


Chute local que passou MUITO longe do gol defendido por Moisés



Exato momento da cabeçada de Éder Paulista que colocou o Nacional em vantagem e a comemoração dos atletas locais

Num espaço de dois minutos o camisa 8 Corrêa bateu três escanteios primorosos seguidos, obrigando Rafael a se tornar um dos grandes personagens da tarde. O arqueiro salvou dois gols olímpicos e no outro defendeu brilhantemente uma cabeçada que tinha endereço certo. Aos 17 Guilherme Lobo bateu de chapa no meio da área e a finalização passou perto da trave. Um daqueles gols que não se pode perder. Aos 19 Lucas Soares cabeceou pela esquerda e certamente Rafael teria trabalho. Bem postado, Gigante desviou na hora H e salvou os locais. O mesmo Lucas Soares completou levantamento em cima da linha da pequena área e o tiro quase parou nos campos sintéticos que ficam atrás do estádio.

Os donos da casa conseguiam se segurar com qualidade e levaram perigo nos contra-ataques. Aos 38 minutos Guilherme Lobo, que não teve uma boa atuação no geral, perdeu uma oportunidade de ouro quando recebeu belo passe em profundidade, porém tentou encobrir o arqueiro quando o chute rasteiro teria sido a melhor opção. Moisés defendeu sem dificuldade. Apenas no 42º minuto que os ferroviários puderam respirar mais tranquilamente. Val recebeu passe na esquerda, entrou na área e finalizou cruzado, vencendo o camisa 1 e marcando o segundo tento paulistano.


Rafael evitando um gol olímpico de Corrêa no começo do segundo tempo


Guilherme Lobo perdendo grande chance de gol aos 17 do segundo tempo


Boa chegada do onze paulistano pelo alto


Leandro (11) finalizando para boa defesa do goleiro do Capivariano

O Leão da Sorocabana buscou diminuir na sequência. Lucas Soares avançou pela lateral e rolou até o meio da área. A zaga afastou mal e Neto Alexandre, com a meta praticamente aberta, atirou por cima. No fim, o triunfo local se confirmou com o placar de Nacional 2-0 Capivariano. O antigo SPR se consolidou no G8 e agora está na quarta posição com 19 pontos, dois atrás de Noroeste, Linense e Votuporanguense. O time de Capivari caiu para o 11º lugar. Detalhe: foi a primeira vez desde março de 2019 que o Nacional passa dois jogos sem sofrer gol.

Os participantes da A3 terão agora três dias de folga e a 13ª rodada acontecerá na quinta-feira. Teremos outro compromisso nacionalista em São Paulo contra um velho rival. Se tudo der certo, estaremos presentes.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Nacional 2x0 Capivariano

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Thiago Lourenço de Mattos; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Reinaldo, Lucas Soares; Gols: Éder Paulista 44 do 1º, Val 42 do 2º.
Nacional: Rafael; Gigante, Everton, Gustavo França e César; Reinaldo, Mendes (Val), Brener (Diego Chiclete) e Guilherme Lobo (Léo Machado); Éder Paulista (Leandro) e Pablo (Guilherme Nascimento). Técnico: Ricardo Silva.
Capivariano: Moisés; Éverton, Jemmes, Feliphe e Rômulo (Pavani); Édson Magal (Carlos Eduardo), Giovane (Lucas Soares), Corrêa (Neto Alexandre) e Lucas Morais (André); Neto Costa e Emanuel. Técnico: Jardel Zamberlan.
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domingo, 16 de maio de 2021

O eliminado Juventus vence o rebaixado São Bernardo na Javari

Texto e fotos: Fernando Martinez


Sempre gostei de assistir futebol nos sábados à tarde. Após nove semanas de ausência, matei a saudade dessa tão genial sessão futebolística no Estádio Conde Rodolfo Crespi com a última rodada da fase inicial do Campeonato Paulista da Série A2. Na pauta livre do JP, o encontro entre o eliminado Juventus e o rebaixado São Bernardo, uma espécie de amistoso de luxo em meio a tantas decisões.

A expectativa em torno das duas equipes era enorme. Pelo lado grená, a contratação do técnico Sérgio Soares foi o principal motivo para acreditarmos que o Moleque Travesso garantiria pelo menos uma vaga entre os oito melhores, repetindo o feito de 2020. Antes da paralisação na quarta rodada eles estavam na sexta colocação e invictos. Quando tudo voltou, a obrigação da FPF em marcar rodadas noturnas os tirou da Rua Javari. Além disso, a maratona de sete jogos em apenas 14 dias quebrou fisicamente o grupo.

O comandante juventino foi demitido após o revés contra o Velo Clube na 11ª rodada quando ocupavam a 9ª posição. Nos três compromissos seguintes, duas derrotas, um empate e a precoce eliminação com uma rodada de antecedência. Claro que a performance frustrou, porém levando em conta a insana maratona e o fato de estarem longe de casa são motivos suficientes para darmos uma colher de chá. Não tem como treinar, corrigir erros ou testar novos esquemas num calendário bisonho como o que foi montado.

Já do lado do Bernô... ah, a coisa foi bem diferente. Escorado no vice da A3 de 2020, a diretoria achou por bem renovar o contrato com a maioria dos atletas e trouxe nomes de pouco impacto. Só que a A3 é uma coisa e a A2 é outra completamente diferente. O retorno depois de 32 anos de ausência foi decepcionante do começo ao fim. Nas quatro primeiras rodadas, nenhum ponto conquistado e nenhum gol marcado. No retorno, um triunfo contra o Monte Azul e um empate fora de casa contra o Taubaté, velho rival dos anos 80, pareciam ser o prenúncio de uma recuperação.

Pena que a redenção ficou no sonho dos fiéis torcedores e na nona rodada o técnico Renato Peixe foi demitido. O semifinalista da Copa Paulista de 2019 e um dos principais responsáveis pelo acesso ano passado foi mal em 2021. Ele não tirou do time atletas visivelmente sem condições técnicas e afundou junto com eles. A diretoria trouxe o técnico Oliveira, de péssima passagem em 2019, na busca pelo milagre. Claro que não funcionou e o rebaixamento foi sacramentado com o vergonhoso 5x0 sofrido no ABC contra a Portuguesa no meio da semana. Nas 14 jornadas, a melhor posição foi o 13º lugar nas rodadas 4 e 5. Não tinha como dar certo.

Hoje o alvinegro pode ser resumido no esquema "muito cacique para pouco índio". O que mais tem ali é aspone dando pitaco sem conhecer nada do assunto. Nesse cenário, faltou um planejamento melhor, contratações melhores, organização dentro de campo, espírito de luta e cabeça no lugar (vale lembrar que os empates contra o Burro da Central e o lanterna Sertãozinho foram sofridos nos acréscimos). Agora resta saber se todo o pessoal que surgiu na boa fase entre 2017 e 2020 vai permanecer nesse período ruim. Espero apenas que o principal nome da diretoria, o grande personagem desde que o Bernô voltou ao profissionalismo em 2010, fique no clube. Sem ele o medo é que retornem aos anos 90, época de tenebrosa lembrança.



Dessa vez temos o Juventus e a foto dos capitães com o quarteto de arbitragem. Nada do fotógrafo do Bernô chamar o time. Típico

Falando um pouco da despedida, esse foi o primeiro confronto entre eles válido pelo Paulistão. Não à toa, já que nunca tinham disputado a mesma divisão. Mas não foi algo inédito em torneios oficiais. Na gloriosa Copa 50 Anos da FPF/20 Anos da TV Globo de 1985, uma das precursoras da atual Copa Paulista, eles caíram na mesma chave na segunda fase, num grupo que contava também com São José e o saudoso Guapira. Foram dois empates por 1x1 e o escrete paulistano se garantiu no quadrangular final. Em tempo, o São Bento de Sorocaba foi o campeão.

Por se tratar de um amistoso, eu esperava uma partida animada e sem muita preocupação com a defesa. Acabou que foram 90 minutos bastante animados, com bons momentos e muita correria sob uma tarde bem agradável na capital paulista. O primeiro lance agudo foi local aos nove minutos. Allan Thiago tocou errado, nos pés de Alfredo. O camisa 9 entrou na área sozinho e chutou em cima do arqueiro visitante.

O Bernô respondeu com duas boas investidas. Aos 16 Victor Sapo recebeu passe na esquerda, finalizou e Vítor Omena fez grande defesa. Aos 22, o camisa 9 lançou Felipe Souza na direita. Ele passou pelo defensor, mandou cruzado e a bola saiu por cima. Os locais voltaram a assustar aos 28 quando Dudu cruzou da esquerda e Raphinha chegou um pouco atrasado, chutando pela linha de fundo.


Jogadores apostando corrida no gramado da Rua Javari


Alfredo perdendo gol cara-a-cara após falha do goleiro Allan Thiago



Dois lances do bom primeiro tempo de Juventus x São Bernardo

Eu juro que estava preocupado com a chance de uma peleja sem gols, mas na etapa final as agremiações voltaram ao gramado com ainda mais disposição. Aos sete minutos Negueba, ex-Nacional, avançou pela direita e rolou para trás. Nathan, da entrada da área, jogou por cima. Na sequência Negueba novamente cruzou da direita. Dudu cabeceou, Vítor Omena espalmou e Alfredo completou livre de marcação, deixando os paulistanos em vantagem. O São Bernardo respondeu em chegada pela esquerda com tiro de Victor Sapo, boa defesa do goleiro grená e a zaga afastando o rebote.

A partida continuou em um ritmo legal. Decorridos 26 minutos, Athirson recebeu passe do lado direito e chutou tirando tinta da trave. Aos 28, a melhor oportunidade do Bernô quando Chuck, o eterno atleta alvinegro, avançou pela direita e obrigou Vítor Omena a mostrar serviço de forma brilhante, mandando pela linha de fundo.

A insistência visitante foi premiada aos 36. A pelota foi roubada na intermediária e Murilo lançou Luiz Fernando na esquerda. O atacante invadiu a área e, mesmo sofrendo a marcação do zagueiro, finalizou cruzado, no alto, e deixou tudo igual. Acontece que o Juventus nem deixou o alvinegro comemorar. Aos 38 Athyrson foi até a linha de fundo e cruzou baixo. Rubens chegou tropeçando, tocou meio sem querer e fez o segundo tento grená.



No segundo tempo, as duas equipes criaram bons momentos na busca pelo gol


Luiz Fernando armando o chute que deixou tudo igual no marcador aos 36 minutos



Rubens, meio sem querer, fez o segundo gol juventino mesmo tropeçando e depois saiu para comemorar com seus companheiros


O Bernô buscou o novo empate e aqui, em poses plásticas, quase conseguiu

O Bernô foi em busca de uma nova igualdade e não teve sucesso. No contra-ataque, o Moleque Travesso chegou perto de ampliar o triunfo. Quando a peleja terminou, o Juventus 2-1 São Bernardo deixou os grenás na 10ª posição com 17 pontos ganhos, quatro atrás do G8. Uma campanha fraca, sem sombra de dúvida. Do lado do onze do ABC o 15º lugar com míseros nove pontos e aproveitamento de 20%. Espero que eles possam arrumar a casa se possível já na Copa Paulista.

A Série A2 continua na semana com as quartas sendo realizadas na terça e sexta-feira. Os confrontos são: Oeste x XV de Piracicaba, Água Santa x Portuguesa, Rio Claro x Red Bull e Atibaia x São Bernardo FC. Os times de Barueri e Diadema foram absurdamente superiores aos demais e vai ser difícil tirar o acesso deles. Detalhe: o Netuno ainda está invicto. Desde que a Lei do Acesso nasceu, no fim dos anos 1940, somente o Paulista de Jundiaí foi campeão sem perder nenhum jogo, isso em 1968.

Da minha parte, a semana promete mais coberturas do que qualquer outro período de 2021. Vamos ver se vai rolar aquele ânimo maroto de sair de casa. Tem coisa bem legal que vai pintar no cronograma.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Juventus 2x1 São Bernardo

Local: Estádio Conde Rodolfo Crespi (São Paulo); Árbitro: Ilbert Estevam da Silva; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Raphinha, Pablo, Gabriel Bonet, Felipe Souza, Vieira, Victor Sapo; Gols: Alfredo 10, Luiz Fernando 36 e Rubens 38 do 2º.
Juventus: Vítor Omena; Cristian Renato, Pablo, João Paulo (Nicholas) e Rubens; Negueba, Lucas Ybom, Raphinha (Athyrson) e Gabriel Bonet (Nathan); Alfredo e Dudu (Gabriel Masson). Técnico: Fahel Júnior.
São Bernardo: Allan Thiago; Yuri (Tatá), Raphael, Diego e Iago (Vieira); Luís Phelipe, Djalma (Murilo), Felipe Souza e Dener (Chuck); Felipe Sussai (Luiz Fernando) e Victor Sapo. Técnico: Oliveira.
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