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segunda-feira, 4 de março de 2019

Sábado de Carnaval com virada nacionalista contra o Ramalhão

Texto e fotos: Fernando Martinez


Ah, o Carnaval... em meio a foliões alucinados e muita muvuca no transporte coletivo, na tarde de sábado pintou nova cobertura do JP no Campeonato Paulista da Série A2. A equipe de reportagem do blog seguiu até o Estádio Nicolau Alayon para acompanhar o sexto compromisso do Nacional na sua casa em 2019. O adversário foi o Santo André, agremiação que não se apresentava ali desde há onze anos. Foi minha 42ª partida consecutiva acompanhando os ferroviários na Comendador Souza.

Esse não é um confronto comum na história. Apenas onze vezes os dois times se enfrentaram de 1995 a 2008. Foram apenas dois triunfos nacionalistas (2x1 pela Copa FPF de 2004 e um 2x0 na A2 de 2001 que contou com a minha presença quando o JP não existia nem em sonho), dois empates e sete triunfos do Ramalhão. Os dois não duelavam desde 2008. Um ano depois, os paulistanos iniciaram seu pior período nos 100 anos de vida.

(Detalhe: o Nacional também enfrentou o "pai" do Ramalhão, o Santo André FC em dez jogos entre 1968 e 1974. O histórico é bem mais equilibrado e mostra quatro vitórias de cada lado e dois empates. Os últimos confrontos foram no quadrangular final da Segundona de 1974. O Naça foi vice-campeão e o clube do ABC terceiro lugar. O título ficou com o Catanduvense)

O Santo André vem fazendo uma campanha que ainda não empolgou. Antes da rodada ocupavam o oitavo lugar com 12 pontos. O Nacional também não vem fazendo nada brilhante, mas ostenta uma série de sete confrontos sem derrota e estava na 11ª posição. O problema é que empatou seis vezes e venceu apenas uma (1x0 contra o São Bernardo FC); Ficar ganhando um ponto por vez não faz mudar muito a posição na tábua de classificação.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Esporte Clube Santo André - Santo André/SP


Os capitães dos times junto ao árbitro Daniel Bernardes Serrano, os assistentes Ricardo Luis Buzzi e Thiago Henrique Alborghetti e o quarto árbitro Danilo da Silva

Já tinha ido na Comendador Souza no começo da semana, mais precisamente na segunda-feira, dia 25, acompanhar a cerimônia da Câmara Municipal a respeito do centenário. Na esteira da comemoração, a diretoria criou uma camisa dourada (!) para celebrar a data. Nada contra, só que é fato que o ideal era terem feito uma réplica lembrando a época como São Paulo Railway. Seria antológico ver o glorioso escudo do SPR de novo em atividade. Méritos por não deixarem a marca passar em branco, porém poderiam ter aproveitado melhor a oportunidade.

As duas equipes foram a campo pouco antes das 15 horas e quando a ação começou o Nacional tentou fazer uma pressão, chegando a mostrar melhor futebol durante cerca de dez minutos. Aos poucos o Santo André foi envolvendo a defesa local e aos 24 teve um pênalti marcado a seu favor. Numa bola vinda da esquerda, Maikinho surgiu na área e Léo Cunha, afobado demais, o atropelou por trás. Ícaro bateu no canto esquerdo, vencendo o goleiro Maurício e abrindo o marcador.

O Ramalhão permaneceu melhor e os ferroviários não foram capazes de assustar. Outra vez vimos vários erros de passe, algumas finalizações ruins e uma certa apatia dos atletas. Foi a cara de todos os primeiros tempos disputados pelo clube na Comendador Souza na atual temporada. Contando apenas os 45 minutos iniciais de cada cotejo, foram dois empates, quatro derrotas, nenhum gol marcado e sete sofridos. A esperança era que o técnico Jorginho pudesse mudar o espírito da rapaziada na segunda etapa.


Ataque nacionalista pela direita num dos primeiros lances da etapa inicial


Ficou estranho ver o Nacional atuando de dourado. Pelo que ficamos sabendo, foi a primeira e última vez que usaram esse uniforme


Thomazella se esticando todo para cortar cruzamento dentro da área do Ramalhão


Outra chegada local pela direita do ataque. Esse foi o setor mais acionado no primeiro tempo


Detalhe da cobrança de pênalti que abriu o marcador no Nicolau Alayon. Ìcaro foi o autor do tento

Enquanto os jogadores deixavam o relvado, ouvi meu nome ser chamado no alambrado. Quando olhei, lá estava, para a minha surpresa absoluta, o grande Jurandyr Junior, também conhecido como JR (ex-Jandir). Desde outubro de 2012 não encontrava o amigo e foi um grande prazer vê-lo por lá. Resolvi subir até a parte coberta e fiquei ali na companhia de um dos maiores comunistas vivos relembrando as clássicas 40 histórias dele.

Enquanto o papo rolava solto, o Nacional retornou ao relvado ainda sem inspiração. O Santo André também não voltou bem e a peleja caiu bastante de produção. Quem acabou se tornando um dos destaques da tarde foi o camisa 17 Léo Rocha. O jogador já atuou no Azerbaijão, na Venezuela e no Japão, além, claro, do futebol tupiniquim. Foi no Treze/PB que ele ficou conhecido ao bater um pênalti com cavadinha contra o Botafogo/RJ que custou a eliminação do Galo da Borborema da Copa do Brasil de 2012. O veterano atleta fez uma estreia boa com a camisa nacionalista.

A partida seguia em banho-maria até os 30 minutos, quando o escrete da capital teve falta pela lateral esquerda. Léo Rocha bateu direto e a pelota fez uma curva monstra. O atacante Ortigoza se antecipou ao goleiro e meteu a cabeça na bola. Ela subiu bem alto e caiu dentro do gol. Um tento bem estranho que deu o empate ao onze mandante. Estranho ou não, vale igual.

O 1x1 animou o Nacional e a partir daí, empurrado pela torcida, os locais foram pra cima do Ramalhão. Decorridos 38 minutos tiveram um escanteio pela direita. A bola foi alçada e Michael Tuíque cabeceou firme, obrigando Thomazella a fazer grande defesa. O camisa 1 deu rebote e Everton Dias, mesmo sem ângulo, chutou firme e virou o placar de forma heroica. A performance confirmou o fato de que eles conseguem jogar bem em casa apenas na segunda etapa. Contando apenas os 45 minutos finais, foram quatro vitórias, dois empates, nenhuma derrota, oito gols marcados e apenas um sofrido. Tá na hora de estender isso pro primeiro tempo.


A zaga paulistana não foi muito acionada no segundo tempo. Quando o Ramalhão chegava, não ameaçava


Detalhe de ataque pela direita. Na imagem, o camisa 17 Léo Rocha, veterano atleta que deu outra cara ao Nacional no segundo tempo


Momento em que Michael Tuíque cabeceava firme para boa defesa do goleiro do Santo André. Na sequência o Nacional virou o placar

No fim, o resultado foi de Nacional 2-1 Santo André, a primeira vitória ferroviária depois de três empates e que ampliou a série invicta para oito compromissos. Agora o Naça tem 12 pontos, assim como o Ramalhão, que é 8º, mas em 10º lugar por causa dos critérios de desempate. Como classificaram os oito primeiros, eles tem chances de conquistarem uma vaga nas quartas-de-final, basta não vacilarem tanto.

Saí do Nicolau Alayon na base da carona com o Jurandyr. O que complicou bastante foi a presença de um monte de blocos carnavalescos na região da Barra Funda. Ficamos cerca de 45 minutos travados no trânsito e a saída foi seguir até o metrô Vila Madalena. Só dessa forma consegui pegar o caminho do trabalho. Foi um Carnaval com muito trabalho e nenhuma folga. Ossos do ofício!

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Nacional 2-1 Santo André

Competição: Campeonato Paulista Série A2; Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Daniel Bernardes Serrano; Público: 370 pagantes; Renda: R$ 4.600,00; Cartões amarelos: Léo Cunha, Josué, Gabriel e Éverton Tchê (Nac); Gols: Ícaro (pênalti) 23 do 1º, Ortigoza 30 e Éverton Dias 38 do 2º.
Nacional: Maurício; Léo Cunha (Léo Rocha), Gabriel Santos, Éverton Dias e Caio Mendes (Felipe Pernambuco); Éverton Tchê, Matheus Lu, Danilo Negueba e Emerson Mi; Michael Tuíque e Josué (Ortigoza). Técnico: Jorginho.
Santo André: Thomazella; Vinícius, Ícaro, Leonardo e Denis Neves; Pedro Vítor, Roberto, Fabrício (Raphael) e Gui (Matheus Santiago); Anselmo e Maicon (Carlos Alberto). Técnico: Fernando Marchiori.
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Portuguesa perde outra e está na lanterna da Série A2

Texto e fotos: Fernando Martinez


Fechei a rodada dupla do domingo num daqueles confrontos geniais que tanto gostamos: duelo do último contra o penúltimo do Campeonato Paulista da Série A2. O problema foi que, seguindo no processo "como acabar com um clube", um dos envolvidos era a Portuguesa, o outro o Penapolense. Foi mais um capítulo da sofrida via crucis lusitana na competição. O palco foi o abandonado Estádio Oswaldo Teixeira Duarte.

A Lusa vem fazendo uma campanha horrorosa e nas oito primeiras rodadas empatou cinco vezes e perdeu três. Com os resultados da rodada do sábado, ela entrou na zona de rebaixamento e precisava derrotar o lanterna Penapolense, também sem nenhuma vitória, se quisesse sair da incômoda posição. Nenhuma novidade sabendo do cenário de terra arrasada que temos pelos lados do Canindé. A cada rodada que passa, tenho mais certeza que os tempos de glória e jogos grandes vai demorar para voltar.

Detalhe: a diretoria lusitana teve a brilhante ideia de estipular o valor do ingresso em R$ 100 na atual temporada tentando forçar os torcedores a comprarem o carnê que que dá direito a ver todos os jogos por R$ 140. O lance do carnê em si é ótimo, o que não pode é definir um valor abusivo desses no ingresso cheio. Essa ideia estúpida só nos faz crer que o trabalho está sendo feito com o claro intuito de acabar com a quase centenária agremiação paulistana. Se não for isso, não faz sentido nenhum.


Associação Portuguesa de Desportos - São Paulo/SP


Clube Atlético Penapolense - Penápolis/SP


O simpático quarteto de arbitragem composto pelo árbitro Leandro Carvalho da Silva, os assistentes Alex Alexandrino e Fernando Afonso de Melo e o quarto árbitro Thiago Lourenço de Mattos. Na imagem, também os capitães das duas equipes


O delegado da FPF na partida foi José de Assis Aragão, figura histórica do futebol brasileiro. Antes do jogo lembramos dos seus tempos de técnico e suas duas passagens pelo Nacional nos anos 90

O clima nas arquibancadas, claro, não era nada tranquilo. Nem bem a bola tinha rolado e a rapaziada já estava xingando Deus e o Mundo. Nenhum atleta foi poupado dos apupos e vaias e cada toque errado, a cada finalização desperdiçada e a cada bola perdida. O Penapolense não tem um time bom, só que conseguiram se aproveitar do nervosismo local e construíram uma senhora vantagem já na etapa inicial.

O primeiro gol visitante foi marcado aos 32 minutos. Douglas cruzou da direita e o zagueiro Lucas Bahia deu uma furada antológica quando mergulhou tentando o corte. A pelota então sobrou para Ricardinho. Ele matou e chutou de primeira, colocando no canto esquerdo de Rafael Pascoal. Nos acréscimos, a zaga rubro-verde assistiu Rafael Sayão avançar e tocar na esquerda para Franklin. O camisa 6 entrou na área e chutou no contra-pé do arqueiro, ampliando a vantagem visitante.

Se o ambiente já não estava legal, esse 0x2 deixou a coisa numa vibe terrível. Só um milagre no tempo final faria a galera sair do estádio um pouco menos revoltada. Milagre, pois quando a peleja recomeçou, nada mudou. O novo comandante, o técnico Paulo Roberto, provavelmente arrancava os cabelos na cabine. Vale registrar que os jogadores da Portuguesa pelo menos tentavam. O problema é que a capacidade técnica deles não é muito grande.


Início de ataque lusitano no começo do duelo contra o Penapolense


Boa saída do gol de Rafael Pascoal em ataque aéreo visitante



Duas investidas rubro-verdes pelo setor direito

O escrete paulistano chegou dentro da área do CAP algumas vezes e em nenhuma delas criou uma oportunidade digna de registro. Como desgraça pouca é bobagem, o Penapolense chegou aos 3x0 aos 25 minutos num ataque bem despretensioso. João Lucas aproveitou bola espirrada na intermediária e acertou um chutaço no canto esquerdo. Tudo bem que a situação é péssima, porém nem o torcedor mais pessimista imaginava que sofreriam uma goleada do lanterna em casa.

Na saída de bola a Lusa diminuiu com Fernandinho aproveitando rebote da zaga e com a bola desviando na zaga. Aos 38, o mesmo Fernandinho fez o segundo em cobrança de pênalti que bateu na trave antes de entrar. Com cerca de 10 minutos faltando, rolou uma pressão em busca do empate. Foi uma blitz um tanto quanto desorganizada em que o goleiro da Pantera da Noroeste pouco trabalhou. Logo, o marcador não sofreu alteração.


Uma tímida ofensiva da Portuguesa no tempo final


Escanteio pela direita e boa saída do goleiro Samuel Pires


O primeiro gol paulistano foi marcado por Fernandinho em cobrança de pênalti aos 33 do segundo tempo


Já que a situação lusitana não está fácil, pelo menos dá pra descansar um pouco na arquibancada do Canindé

O placar final de Portuguesa 2-3 Penapolense colocou os paulistanos na lanterna da Série A2 após nove rodadas realizadas. Inacreditável como o fundo do poço no Canindé parece não ter fim. Há seis anos, era um clube que jogava A1, Série A do nacional e Copa Sul-Americana. Hoje está perto de disputar a Série A3 no seu centenário. Triste ver a Lusa cada vez pior e sem nenhuma expectativa de mudança.

A sorte foi que no exato momento do apito final um dilúvio imenso deu as caras na Zona Norte e espantou a torcida. O protesto feito antes da partida não se repetiu depois dela. Foi o que salvou diretoria e atletas. Na semana que vem os rubro-verdes visitarão o Taubaté em busca da primeira vitória. Daqui a duas semanas, receberão o Nacional na sua casa.

Foi isso. Fui até o metrô e ainda tive que dar uma passeada no ar condicionado antes de retornar à Pinheiros. Apesar da noite ter chegado, os blocos ainda estavam bombando e o mundo estaria na redondeza. Desci uma estação antes e fui a pé em meio aos foliões, passando menos perrengue do que imaginava. Ufa.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Portuguesa 2-3 Penapolense

Competição: Campeonato Paulista Série A2; Local: Estádio Oswaldo Teixeira Duarte (São Paulo); Árbitro: Leandro Carvalho da Silva; Público: 587 pagantes; Renda: R$ 11.570,00; Cartões amarelos: Lucas Bahia (Por), Osmar, Guilherme e Rafael Sayão (Pen); Gols: Ricardinho 32 e Franklin 47 do 1º, João Lucas 25, Fernandinho 33 e 38 (pênalti) do 2º.
Portuguesa: Rafael Pascoal; Hudson, Lucas Bahia, Polidoro e Bruno Costa (Cesinha); Jonatas Paulista, Paulinho (João Gurgel), André Rocha (Luizinho) e Bruno Ribeiro; Matheus Rodrigues e Fernandinho. Técnico: Paulo Roberto Santos.
Penapolense:  Samuel; Douglas, Guilherme, Alex Flávio e Franklin; Raniele, Jácio (Willian), Carlos Henrique (João Lucas) e Rafael Sayão; Ricardinho e Osmar (Jefferson). Técnico: Edson Só.
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Taboão da Serra quebra o jejum de 20 jogos sem vitórias

Texto e fotos: Fernando Martinez


No último domingo quebrei o tabu de onze meses sem ver uma rodada dupla de futebol profissional. Na real eu não tinha outra alternativa, já que precisava sair bem cedo da região de Pinheiros, caso contrário ficaria ilhado ali o dia inteiro por causa do infernal pré-carnaval paulistano e a previsão de mais de um milhão de pessoas ocupando o pedaço. Iniciei os trabalhos sob quase 30 graus de temperatura no Estádio José Liberatti pelo Campeonato Paulista da Série A3. Não teve GEO ou Audax em pauta, e sim o Taboão da Serra, que recebeu o Monte Azul pela nona rodada.

O CATS não vem atuando no Vereador José Feres por conta de uma grande briga com a prefeitura local. A cancha já tinha perdido o direito de ser sede da Copinha e não há previsão de quando poderão retornar ao seu lar. Os dois primeiros compromissos foram realizados em Guarulhos e desde então estão jogando no Rochdale. Com toda essa confusão o "fator casa" foi pro espaço. Nos quatro jogos como mandante, três empates e uma derrota. Pior, o time não fez nenhum gol mesmo contando com a presença do veteraníssimo Túlio Maravilha. O camisa 1000, por sinal, já pegou o boné e se mandou.

Tive a companhia do amigo Bruno nessa jornada. Resolvemos ir de táxi para economizar tempo. Pena que eu atrasei um pouco e chegamos na praça de esportes osasquense no exato momento em que o árbitro apitava pela primeira vez (graças a isso não teremos as fotos oficiais nesse post). Faço questão de registrar aqui o breve perrengue que passei. Já estava quase no gramado quando me toquei que tinha deixado minha carteira no táxi. Só deu tempo de sair correndo no meio da rua atrás do veículo. O milagre foi que o motorista estava andando em baixa velocidade e, esbaforido, consegui alcançá-lo, recuperando a carteira. De vez em quando a Dona Sorte está do nosso lado. Nem consigo imaginar a dor de cabeça que seria ter que tirar segunda via de tudo.

Por falar em coisas dando certo, o CATS finalmente conseguiu emplacar uma boa atuação e voltou a sentir o gostinho da vitória (a última tinha sido em 25 de março de 2018, 2x0 em cima do Noroeste na última rodada da A3, numa série de 20 compromissos em branco). Mandando no jogo desde os primeiros movimentos, eles abriram o marcador logo aos sete minutos. Depois de três escanteios consecutivos pela esquerda, a bola foi levantada no primeiro pau na cabeça de Diego Souza. O camisa 10 fez o primeiro tento do Taboão da Serra como mandante na competição após 367 minutos.

O Monte Azul não se encontrava, e aos 19 sofreu o segundo gol. Juan foi lançado por trás dos zagueiros e, vendo o goleiro Caio adiantado, deu de chapa, mandando a bola por cobertura de fora da área. Um golaço que ampliou a vantagem do onze da Grande São Paulo. O fortíssimo calor fez com que a peleja caísse de produção a partir daí. O Monte Azul tentou timidamente diminuir o placar porém, tirando uma ou duas chances pelo alto, não teve nenhum sucesso. A presença inclemente do astro-rei fez com que eu fosse acompanhar a segunda etapa na parte coberta.


O lance do primeiro gol do CATS, marcado de cabeça por Diego Souza


A comemoração pelo primeiro tento do Taboão da Serra como mandante em 2019


Atacante local encarando a marcação visitante


Ataque do CATS pela direita e bola alçada na área do Monte Azul

Sem dar sopa pro azar, o CATS praticamente definiu sua sorte aos 11 minutos. Num ataque da direita, a bola foi cruzada rasteiro na área e Ronaldo Trevizan, zagueiro visitante, tentou cortar. O camisa 3 acabou colocando a pelota dentro do gol defendido por Caio, num daqueles gols contra de almanaque. Na sequência o Monte Azul foi pra cima tentar pelo menos o tento de honra no Rochdale. Ele saiu aos 26 minutos com Lucas Cezane aproveitando rebote do goleiro meio no susto. A rapaziada visitante continuou tentando, mas não ameaçaram a cômoda vantagem local em nenhum outro momento.


Uma das raras chegadas do Monte Azul no primeiro tempo


Boa chegada do escrete taboanense pela esquerda


Cobrança de falta a favor do time do interior

O placar final de Taboão da Serra 3-1 Monte Azul marcou a primeira vitória taboanense desde março de 2018, findando o longo jejum. De quebra fez a equipe subir ao 13º lugar, agora com oito pontos. O alvi-azul ainda está no G8, agora na oitava posição. Faltam seis rodadas para o término da primeira fase e nenhum dos dois pode bobear. Na próxima rodada o Monte Azul recebe o Audax enquanto o CATS visita o Batatais.

Saímos do Rochdale sem pressa pois ainda tinha muito tempo livre até a sessão vespertina. Fomos ao shopping que fica do lado da Estação Osasco e permanecemos ali umas duas horas falando sobre a história do carnaval paulistano além de conversarmos sobre a sequência do "Os Esquecidos" que sairá no meio do ano. Dali voltamos à capital em meio aos foliões na CPTM e, enquanto o Bruno foi curtir um bloco na ZL, eu me mandei pro Canindé. Tinha duelo de último contra penúltimo na A2.

Até lá!

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Ficha Técnica: Taboão da Serra 3-1 Monte Azul

Competição: Campeonato Paulista Série A3; Local: Estádio Prefeito José Liberatti (Osasco); Árbitro: Flávio Roberto Ribeiro; Público: 140 pagantes; Renda: R$ 2.100,00; Cartões amarelos: Danilo e Davi (CATS), Luís e Gabriel (Mon); Cartão Vermelho: Vinícius Cabelo (Mon) após o jogo; Gols: Diego Souza 7' e Ruhan 9 do 1º, Ronaldo (contra) 11 e Danilo 26 do 2º.
Taboão da Serra: Aranha; Samuel, Marcelo, Matheus e Gustavo Damas; Danilo, Paulo Preto (Davi), Bruno e Diego Souza; Róbson (Allan) e Ruhan (Guilherme Radeche). Técnico: Baiano. 
Monte Azul: Caio; Ferrugem, Ronaldo, Tessio (Alan Miranda) e Gabriel Caran (Gelsinho); Lucas Cezane, Casca, Túlio e Luís (Ítalo); Vinícius Cabelo e Gabriel. Técnico: Régis Angeli.
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Nacional arranca o empate contra o Atibaia nos acréscimos

Texto e fotos: Fernando Martinez


Em meio aos infernais blocos pré-Carnaval que travam boa parte da capital paulista, na tarde de sábado fui novamente ao Estádio Nicolau Alayon ver a 41ª apresentação consecutiva do Nacional na sua casa jogando contra um velho conhecido nesses anos 10 do Século 21, o SC Atibaia. Ainda sem vencerem no Campeonato Paulista da Série A2, eram - no papel, claro - o "adversário perfeito" para a agremiação ferroviária voltar a vencer no certame. Foi o primeiro compromisso do antigo SPR como um clube centenário.

Invictos há seis compromissos, o Nacional ocupava a 10ª posição com oito pontos ganhos. Mesmo com essa invencibilidade, o fato de ter empatado cinco dos seis compromissos não ajudou muito para que entrassem no G8. Já a equipe laranja estava na antepenúltima colocação com cinco pontos. Nesse ano o Falcão virou o "Atibaia de Americana" já que vive outra temporada longe da sua cidade e soma doze jogos oficiais sem vitórias (três da Copa Paulista de 2018 e os nove desse ano).

Esse foi o 14º duelo entre Nacional e Atibaia na história. Nos treze anteriores, disputados desde 2012, o Naça venceu seis, aconteceram dois empates e cinco triunfos laranjas. Vale lembrar que essa foi mais uma espécie de reedição da inesquecível final da Segundona 2014, conquistada pelo onze paulistano no dia em que o Jogos Perdidos completou dez anos de vida. Impossível não lembrar sempre do que rolou naquela data.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


O Atibaia não posou com a desculpa de ter chegado atrasado. Fica chato não ter a foto oficial, mas aqui vai o time perfilado na hora do Hino Nacional


O quarteto de arbitragem composto pelo árbitro Rafael Gomes da Silva, os assistentes Osvaldo Apipe Filho e Leonardo Augusto Villa e a quarta árbitra Regildênia de Holanda Moura posando para as lentes do JP com os capitães dos times

Voltando a 2019, o Nacional começou a peleja à milhão. Logo no primeiro minuto, Michael Tuíque aproveitou vacilo da zaga, entrou na área e chutou forte. Caprichosamente a bola bateu na trave esquerda do arqueiro atibaiense... se ela tivesse entrado certamente teríamos um confronto diferente. Minutos depois o camisa 9 teve novo grande momento quando driblou espetacularmente dois defensores dentro da área e finalizou em cima do goleiro Ariel.

Esse foi o último bom momento local nos primeiros 45 minutos e o Atibaia, mesmo mostrando um futebol bem abaixo da média, tomou conta da partida. Bom, tomar conta naquelas, já que chance de gol mesmo não teve, apesar de ficar o tempo todo com a bola. Quando a etapa inicial estava terminando, o escrete laranja se encontrou e chegou facilmente aos 2x0.

Aos 41, Danilo tocou para Matheus e ele devolveu pro camisa 10. O meia chutou entre os zagueiros e abriu o marcador. Aos 48 saiu o segundo numa jogada que deu raiva. Os atletas paulistanos ficaram apenas olhando uma enorme troca de passes dos jogadores do Atibaia por cerca de dois minutos. Ela terminou com um perfeito passe para Wallace. O camisa 9, sem marcação, entrou na área, driblou Maurício e ampliou.


A zaga do Atibaia rasgando e mandando longe um ataque nacionalista pela direita


Michael Tuíque teve a chance de abrir o placar nesse lance, mas Ariel fez belíssima defesa


Zagueiro do Falcão se preparando pra mandar a bola fora do campo de defesa


Bola viajando dentro da área atibaiense

A atuação nacionalista foi ridícula, não há como negar. A esperança que era o técnico Jorginho pudesse arrumar a casa nos vestiários, assim como fez contra o Sertãozinho, que também teve o placar de 2x0 a favor dos visitantes no intervalo. Só que, diferente daquela vez, o Naça voltou ao relvado de novo jogando muito mal. O Atibaia recuou e os locais não conseguiram criar nenhuma oportunidade relevante até os 28 minutos. A primeira boa chance saiu aos 29 e nela diminuíram o marcador. Matheus cruzou da direita, a bola passou por todo mundo e sobrou no segundo pau. Ortigoza surgiu e fez o dele.

O tento animou os comandados de Jorginho e eles foram pra cima do setor defensivo do Falcão. Vimos quase 20 minutos de ataque contra defesa, porém, chance clara não rolou. Conforme o relógio passava, tudo indicava que o Atibaia venceria pela primeira vez na Série A2. Já estava pensando no que iria escrever em nova derrota nacionalista quando, aos 48 minutos, o milagroso empate aconteceu. Felipe Pernambuco mandou a bola na área. Michael Tuíque ajeitou e Gabriel Santos apareceu cabeceando meio sem querer no canto esquerdo de Ariel, que mandou um golpe de vista maroto e se deu mal. O 2x2 foi bastante comemorado por todos os presentes.


O Nacional retornou ao gramado pro tempo final sem se encontrar


Detalhe do lance que originou o primeiro gol do Nacional. O autor do gol foi Ortigoza


Disputa de bola pelo alto dentro da área laranja


Escanteio a favor do onze paulistano no final da peleja

No minuto seguinte os visitantes ainda tiveram uma falta a favor da entrada da área. Maurício foi bem e impediu o terceiro tento visitante. O placar final de Nacional 2-2 Atibaia não foi bom para os ferroviários, mas pelo menos evitou a tragédia de uma derrota na Comendador Souza. O antigo SPR chegou aos nove pontos e está na 11ª posição. O Falcão, ainda sem vencer, é o 14º com seis pontos. Agora faltam seis rodadas para o término da primeira fase do certame.

Mudando o foco do blog dos últimos tempos no domingo consegui emplacar uma rodada dupla com direito a A2 e A3 no cronograma, algo que não fazia desde março do ano passado. Um absurdo. Vi dois times vencerem pela primeira vez nos respectivos campeonatos nas duas sessões futebolísticas.

Até lá!

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Ficha Técnica: Nacional 2-2 Atibaia

Competição: Campeonato Paulista Série A2; Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Rafael Gomes Felix da Silva; Público: 363 pagantes; Renda: R$ 4.720,00; Cartões amarelos: Éverton Tchê e Gabriel Santos (Nac), Gian, Jé e Roberto (Ati); Gols: Danilo 41 e Wallace 48 do 1º, Ortigoza 29 e Gabriel Santos 46 do 2º.
Nacional: Maurício; Léo Cunha, Gabriel Santos, Éverton Dias e Felipe Pernambuco; Bruno Sabino (Ortigoza), Danilo Negueba, Everton Tchê (Rikelmi) e Emerson Mi (Patrik); Michael Tuíque e Matheus Lu. Técnico: Jorginho.
Atibaia: Ariel; Giovani, Gabriel, Igor e Matheus; Jé, Alagoas (Willian), Gian (Roberto) e Danilo; Wallace (Márcio) e Mineiro. Técnico: Edmílson de Jesus.
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Grande jogo no Alayon e novo empate do Nacional na A2

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na última quarta-feira rolou a sétima rodada do Campeonato Paulista da Série A2 e, pra variar, a peleja que teve cobertura do blog foi a do Nacional. Pela 40ª vez consecutiva estive no Estádio Nicolau Alayon para ver o onze paulistano em ação em casa, dessa vez contra o glorioso Sertãozinho, o Touro dos Canaviais. O JP já é uma espécie de "Blog do Fernando", e de uns tempos pra cá virou o "Blog do Nacional". Culpa da vida profissional e do dever cívico de acompanhar todos os compromissos dos ferroviários nos seus domínios.

Diferente do calor que passei na Comendador Souza nos três primeiros jogos do ano, dessa vez a capital bandeirante estava com uma temperatura decente, cerca de 18 graus. Debaixo desse presente dos céus fui à Zona Oeste pelos trilhos da antiga Santos-Jundiaí e encontrei no caminho o decano Milton Haddad. Na chegada, também já estavam lá a dupla Mário e Rodrigo Leite, Além deles, o roqueiro Renato Rocha e seu repertório infinito de surrealidades. De tabela, o boa praça Bruno Ulivieri aproveitando um descanso na atribulada vida de fotógrafo matando a saudade.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Sertãozinho Futebol Clube - Sertãozinho/SP


O árbitro Danilo da Silva, os assistentes Ricardo Luis Buzzi e Thiago Henrique Alborghetti, o quarto árbitro Paulo Santiago de Medeiros com os capitães dos times

O Touro iniciou a competição com quatro derrotas nas quatro primeiras rodadas e então mandaram embora o técnico, O escolhido para ocupar a vaga foi o lendário José Carlos Serrão e, se ainda não conseguiram vencer, pelo menos somaram dois pontos desde então. Como o Nacional gosta de se complicar com times que estão abaixo na tábua de classificação, certamente não seria uma missão fácil. A história entre os dois, apesar de toda a tradição de ambos, começou apenas em 2002. Nos sete duelos realizados, três triunfos de cada lado e um empate.

A expectativa era a melhor possível lembrando que o Naça tinha vencido seu último compromisso - 1x0 contra o São Bernardo FC no sábado anterior - e queria chegar próximo do G8 com um novo triunfo. Porém a atuação na etapa inicial foi terrivelmente ruim e o Sertãozinho soube se aproveitar das várias falhas defensivas que encontrou. Os ferroviários nem tinham atacado direito e escrete interiorano já vencia por 2x0. O primeiro gol saiu aos 22 minutos num vacilo monstro do setor esquerdo da zaga. Maycon achou uma avenida e tocou no canto de Maurício. Aos 30 marcaram o segundo com o camisa 4 Bruno.

Até o último minuto o Nacional tentou, de forma desordenada e sem nenhuma inspiração, chegar dentro da área do Sertãozinho. Quando o primeiro tempo foi encerrado, os clubes foram aos vestiários com os 2x0 a favor dos visitantes. Ficou claro que somente um choque de realidade poderia recolocar os paulistanos de novo no páreo. A torcida era pro técnico Jorginho conseguir alterar a formação da sua equipe nos 45 minutos finais.


Michael Tuíque recebendo passe pela esquerda do ataque do Nacional


Bola lançada dentro da área do Sertãozinho


Escanteio a favor do onze nacionalista pela direita

 


Em todo jogo do Nacional em casa há uma ação que leva torcedores ao gramado para tentarem acertar o gol em chutes do meio de campo. Contra o Sertãozinho. os amigos Rodrigo Leite, Mário, Bruno Ulivieri e Renato Rocha esbanjaram categoria no relvado

A segunda etapa foi disputada debaixo de uma fina garoa. Foi a primeira vez no ano que senti frio, algo que merece ser mencionado com imensa alegria. Sentado no meu banquinho acompanhei o ataque da casa retornar ao gramado inspirado como ainda não tinha acontecido nessa A2. No primeiro minuto o árbitro marcou um pênalti indiscutível a favor dos nacionalistas. O camisa 2 Danilo Negueba bateu com extrema categoria no ângulo esquerdo de João Guilherme.

O Sertãozinho sentiu o golpe e foi dominado pelos mandantes. O empate era questão de tempo e ele saiu aos 16 minutos... na marra. O Nacional atacou com vontade e a bola ficou zanzando dentro da pequena área. Depois de um enorme bate-rebate, ela sobrou para Josué. O camisa 7 encheu o pé e deixou tudo igual no marcador. Enquanto a garoa virava chuva, os ferroviários continuavam melhores e aos 26 a virada aconteceu. Felipe Pernambuco cruzou perfeitamente na cabeça de Michael Tuique. O atacante e colocou a pelota no canto direito, fora do alcance do arqueiro. Em apenas 24 minutos o Nacional fez mais gols do que nos primeiros 317 na competição.

Com o 3x2 a seu favor. o Naça deu aquela pisada no freio e a partida diminuiu de ritmo. O Sertãozinho pouco fazia e parecia que o onze da Zona Oeste somaria três pontos. Parecia. Numa das raras chegadas dos visitantes, o camisa 3 Jeferson cometeu pênalti de forma infantil. A jogada certamente não daria em nada, mas no afã de fazer o desarme, o defensor foi imprudente. Tom cobrou a penalidade e Maurício, confirmando a ótima fase em que se encontra, defendeu. Só que, no rebote, Alex Gonçalves ganhou dos seus marcadores na corrida e marcou com estilo.


O Nacional fez o primeiro gol aos 2 do segundo tempo em pênalti muito bem cobrado por Danilo Negueba


Detalhe do lance que gerou o tento de empate dos donos da casa. Josué foi o autor do gol


Michael Tuíque cabeceando de forma precisa, virando o marcador a favor do escrete paulistano


Maurício pegou o pênalti cobrado por Tom, mas no rebote o camisa 17 Alex Gonçalves deixou tudo igual de novo no Alayon

Sem fôlego de buscar uma nova vantagem no marcador, a placar final ficou em Nacional 3-3 Sertãozinho. O empate foi ruim para ambos já que não aproximou os ferroviários do G8 (agora somam sete pontos na 10ª posição) e não tirou o Touro dos Canaviais da lanterna. Essa foi a última apresentação nacionalista antes do centenário. No próximo sábado a gloriosa agremiação chegará a essa histórica marca jogando em Votuporanga. Bola fora da FPF. Seria genial ver essa data única ser comemorada na Comendador Souza.

Foi isso. Como o esquema aqui é trabalho, nova cobertura deve rolar apenas no dia 23 de fevereiro, sábado do infernal pré-carnaval paulistano. Até lá, labuta e muita correria. Sinto falta de ter a agenda cheia esportivamente falando, mas não temos muita opção no momento...

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Nacional 3-3 Sertãozinho

Competição: Campeonato Paulista Série A2; Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Danilo da Silva; Público: 205 pagantes; Renda: R$ 2.420,00; Cartões amarelos: Éverton Dias e Josué (Nac), Cesinha e Nandinho (Ser); Gols: Maycon 22 e Bruno Maia 30 do 1º,  Danilo Negueba (pênalti) 2, Josué 16, Michael Tuíque 26 e Alex Gonçalves 42 do 2º.
Nacional: Maurício; Danilo Negueba; Jefferson; Éverton Dias e Felipe Pernambuco; Bruno Sabino; Josué (Lucas de Paula); Emerson Tchê e Emerson Mi (Patrick); Michael Tuíque (Hebert) e Matheus Lu. Técnico: Jorginho.
Sertãozinho: João Guilherme; Jessé; Lucas Oliveira; Bruno Maia e Cesinha; Felipe Recife; Tom; Mateus Cancian e Diego Luís (Sandro); Elder Santana (Nandinho) e Maycon (Alex Gonçalves). Técnico: José Carlos Serrão.
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