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terça-feira, 19 de agosto de 2025

Corinthians despacha Bahia e está na semi do Brasileiro Feminino

Texto e fotos: Fernando Martinez


Fechando a sensacional rodada tripla de sexta-feira, pintou uma sessão noturna no recauchutado Estádio Paulo Machado de Carvalho pelo Campeonato Brasileiro Feminino. Em campo, o Corinthians recebeu o Bahia no jogo de volta das quartas de final para confirmar a sua presença na semi pelo nono ano seguido.

Na ida, que absurdamente foi no estado do Sergipe, o Bahia foi derrotado por 2 a 1 e precisava fazer um pequeno milagre para chegar entre os quatro melhores. O Corinthians jogava pelo empate e por motivos óbvios era o favorito a ficar com a vaga. Foi o segundo compromisso alvinegro seguido no Pacaembu - na terça derrotou a Ferroviária pelo Paulistão -, algo que não acontecia há muito tempo.


Entrada de imprensa no Estádio Paulo Machado de Carvalho


Sport Club Corinthians Paulista (feminino) - São Paulo/SP


Esporte Clube Bahia (feminino) - Salvador/BA


Trio de arbitragem composto pela pernambucana Deborah Cecilia Correia, a candanga Leila Naiara da Cruz e a gaúcha Maíra Mastella Moreira e as paulistas Daiane Muniz e Juliana Vicentin Esteves com as capitãs dos times

Um bom quórum de amigos e conhecidos se fez presente e pouco menos de 1.400 pessoas marcou presença no velho estádio. Quem foi viu uma partida que, se não foi brilhante, teve uma atuação segura e sem sustos das locais. O Bahia praticamente não jogou e a rigor teve apenas uma ou duas chances dignas de registro.

A veterana Erika abriu o placar para as paulistas aos 22 minutos em um belíssimo chute de longe que entrou no ângulo esquerdo de Yanne. O Corinthians criou um sem número de oportunidades e chegou a marcar pela segunda vez, porém o gol foi anulado pela assistente número 1. Na etapa inicial, Nicole, a arqueira da casa, fez somente uma boa defesa.

No tempo final o panorama seguiu o mesmo. O Bahia tentou chutes de longe, sem direção. Levando a peleja em banho-maria, sem pressa, sem afobação e com uma certa preguiça, o Corinthians levou o jogo no bolso e fechou o placar com uma bela finalização de Duda Sampaio nos acréscimos.


Bola na trave do Bahia em um dos primeiros ataques corintianos na noite






O Corinthians não deu muito espaços para a equipe visitante


A bola estufando as redes de Yanne no belíssimo gol de Érika



Mais dois momentos da etapa inicial no Pacaembu

O 2 a 0 colocou as alvinegras entre as quatro melhores da competição. Agora pegam o São Paulo, algoz na Supercopa deste ano e única equipe que as derrotou no estadual, pensando em chegar na nona final consecutiva. Certamente não teremos jogos fáceis, pois o onze Tricolor é a grande pedra no sapato corintiano na temporada. A outra semi será entre Palmeiras e Cruzeiro.







Lances do segundo tempo de Corinthians x Bahia


Vic Albuquerque comemorando o segundo gol alvinegro, marcado por Duda Sampaio

Foi isso. Saí do Pacaembu rapidinho, cumprimentei os amigos presentes e, por uma sorte do tamanho do mundo, peguei o ônibus que me levou ao QG da Zona Oeste um minuto depois de chegar no ponto. No sábado desisti da rodada matutina para concentrar as forças na rodada vespertina com minha volta à Campinas após cinco anos.

Até lá!

Ficha Técnica: Corinthians 2-0 Bahia

Local: Estádio Paulo Machado de Carvalho (São Paulo); Árbitra: Deborah Cecilia Cruz Correia/PE; Público: 6.125 pagantes (1.374 presentes); Renda: R$ 112.220,00; Cartões amarelos: Juliete e Wendy; Gols: Erika 22 do 1º e Duda Sampaio 46 do 2º.
Corinthians: Nicole; Erika, Thaís Regina, Thaís Ferreira e Yaya (Andressa Alves); Letícia Monteiro (Duda Sampaio), Vic Albuquerque, Gabi Zanotti (Ariel Godói) e Tamires (Juliete); Jaqueline e Jhonson (Gi Fernandes). Técnico: Lucas Piccinato
Bahia: Yanne; Mila Santos (Ángela Gómez), Nalon, Tchula e Suelen; Ju Oliveira (Gica), Ary (Isa Fernandes), Cássia e Kaiuska (Vilma); Rhaizza e Wendy (Juliana). Técnico: Felipe Freitas.

segunda-feira, 18 de agosto de 2025

Com virada no Allianz, Palmeiras chega à sexta final do Brasileiro sub-20

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois da classificação nacionalista na sessão da tarde, foi a vez de outra decisão na programação do JP, agora pelo Campeonato Brasileiro sub-20. No gramado sintético do Allianz Parque, Palmeiras e Cruzeiro se enfrentaram para definir um dos finalistas do torneio, repetindo a decisão de 2024 vencida pelos paulistas. Este foi o meu 4.250º jogo em todos os tempos, completando 1/4 do caminho para o 5 mil.

O alviverde fez a melhor campanha na fase de classificação e atingiu a maior pontuação de um clube no formato de todos contra todos. Nas quartas eliminou o Juventude e chegou como favorito contra os mineiros, que ficaram em quinto e eliminaram o Flamengo nos pênaltis.

Cheguei ao Allianz em cima da hora, depois do trajeto saindo do Nicolau Alayon sem nenhuma pressa. Fiz o credenciamento e logo fui ao campo. Os times entraram no gramado no horário programado e, pasmem, nenhum deles posou para as fotos oficiais, mesmo com fotógrafos de ambos os clubes à disposição. Molecada que ainda nem sabe se vai ter sucesso como profissional e já demonstra uma marra absurda não começa bem a carreira. Já pego um ranço sem tamanho de todos com atitudes assim. Lamentável.


Visão geral do Allianz Parque com um bom público para a semi entre Palmeiras e Cruzeiro


Como as duas belezinhas antipáticas não quiseram posar, segue a foto das equipes perfiladas para o Hino Nacional


Capitães dos times e quarteto de arbitragem na casa alviverde

Enfim, fui acompanhar o ataque palmeirense e vi um bom jogo, como era esperado. O Palmeiras criou muito mais chances, mas quem abriu o placar foi o Cruzeiro. Kaique Kenji recebeu ótimo passe na direita, avançou e chutou cruzado. Aranha falhou, e a pelota passou por baixo dele. Sem sentir o golpe, os donos da casa seguiram melhores e Otávio, goleiro cruzeirense, trabalhou bastante, fazendo pelo menos três grandes defesas. Gilberto, aos 37, finalmente fez a torcida vibrar com um belo chute no canto.

Como precisava sair um pouco antes, no segundo tempo fui até as cabines do Allianz e fiquei sozinho por lá na maior mordomia. O Palmeiras voltou disposto a resolver a parada e encurralou o adversário. Otávio se tornou o grande nome da noite com duas defesas absolutamente antológicas, uma delas à queima-roupa. Os cruzeirenses pouco se arriscavam no ataque e a virada, que era questão de tempo, saiu aos 33 com Riquelme Fillipi. E ficou assim até o apito final.








Lances do bom primeiro tempo entre Palmeiras e Cruzeiro no Allianz Parque



O lance do gol de empate marcado por Gilberto





Do alto, o segundo tempo teve o Palmeiras melhor do que o onze visitante

Essa é a sexta vez que o Palmeiras chega à final do Brasileiro Sub-20, ampliando seu domínio no torneio. E deve continuar assim por muito tempo, já que o trabalho feito por lá é exemplar e muito acima do que os rivais possuem, talvez com exceção do Flamengo. O alviverde foi campeão em 2018, 2022 e 2024, e ficou com o vice em 2019 e 2023. O adversário será o Red Bull Bragantino, que busca uma conquista inédita e eliminou o Athlético/PR.

Só que meu dia ainda não tinha terminado. Saí um pouco antes do apito final com o Pucci e pegamos um Uber até o Pacaembu. Lá teve outra decisão, desta vez pelo Brasileiro Feminino.

Até lá!

Ficha Técnica: Palmeiras 2-1 Cruzeiro

Local: Allianz Parque (São Paulo); Árbitro: Guilherme Francisco e Rosário/SP; Público: 11.923 pagantes; Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Róbson, Diogo, Fábio, Riquelme Fillipi, Baptistella, Otávio e William; Gols: Kaique Kenji 11 e Gilberto 37 do 1º, Riquelme Fillipi 33 do 2º.
Palmeiras: Aranha; Gilberto (Rodrigo), Róbson, Diogo (Benedetti) e André Lucas (Luís Saboia); Coutinho, Fábio (Luís Pacheco) e Erick Belé; Sorriso (Thalys), Heittor (Marcio Vítor) e Riquelme Fillipi. Técnico: Lucas Andrade.
Cruzeiro: Otávio; Luís Felipy (Alessandro), Bruno Alves, Kaiquy Luiz e William; Eduardo Pape (André), Baptistella, Murilo (Felipe Morais) e Rhuan Gabriel; Rayan (Lucas Bellucco) e Kaique Kenji. Técnico: Luciano Dias.

Nacional vence de novo e avança às quartas da Série B Sub-20

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois de dois dias de boa, a última sexta-feira foi bastante corrida. Iniciei a jornada com o jogo de volta das oitavas de final do Campeonato Paulista Sub-20 da Série B entre Nacional e Cosmopolitano. Como contei aqui no Jogos Perdidos, no duelo de ida o time da capital venceu por 1 a 0 e jogava pelo empate, enquanto os visitantes precisavam ganhar por dois gols de diferença.

Foi a primeira vez que o novato clube de Cosmópolis atuou em São Paulo, isso no seu segundo ano disputando o estadual de juniores. Por conta dessa novidade, um bom número de amigos marcou presença no Estádio Nicolau Alayon. Estavam lá o amigo Pucci, a dupla alfabética Milton e Nilton, o sumido Sérgio Oliveira, Victor Minhoto e Alexandre com seu filho Daniel, os dois que me acompanharam na partida de ida duas semanas antes.


A fachada do Nacional Atlético Clube vista da Rua Comendador Souza


Nacional Atlético Clube (sub-20) - São Paulo/SP


Cosmopolitano Sports Ltda. (sub-20) - Cosmópolis/SP


Capitães e quarteto de arbitragem

O fato de o Nacional ainda não ter perdido dentro das quatro linhas (a única derrota até aqui foi por WO contra o Joseense) reforçava o favoritismo para avançar às quartas. Quando a bola rolou, o Cosmopolitano até tentou pressionar, mas não conseguiu manter o ímpeto. Sem apresentar um futebol brilhante, os donos da casa controlaram a partida sem grandes sustos.

Nos primeiros 45 minutos, os paulistanos tiveram três boas chances, nenhuma convertida. O time do interior tentou pelas laterais, também sem sucesso. No intervalo, o placar seguia no 0 a 0 sem graça. Na etapa final, fiquei nas cabines junto com os amigos.

O Nacional voltou com tudo e teve dois grandes momentos antes de finalmente ampliar sua vantagem com um belíssimo gol de Biazon. Ele recebeu na entrada da área, driblou o zagueiro e mandou no ângulo direito de Guilherme Ferreira. Uma pintura. O Cosmopolitano sentiu o golpe e, apesar de ter criado chances para empatar, não conseguiu igualar.







Momentos do primeiro tempo no Alayon




Na etapa final, o Nacional confirmou sua vaga nas quartas


O time ferroviário segue invicto dentro de campo e agora pega o Paulinense


A rapaziada presente no Nacional 1-0 Cosmopolitano

Com nova vitória pela contagem mínima, o Nacional garantiu a vaga e agora encara o Paulinense em busca da semifinal. Os outros confrontos das quartas serão Itaquaquecetuba AC x Joseense, Bandeirante x Porto e DS Sports x América. Vale registrar que apenas três dos classificados hoje atuam no profissionalismo (além do Naça, Bandeirante e Joseense), o que mostra a realidade atual das divisões menores do estado.

Saí da Comendador Souza e parte da rapaziada atravessou a linha do trem comigo rumo ao Allianz Parque, onde também havia definição de classificado, mas no Brasileiro Sub-20, na casa do clube verde e branco.

Até lá!

Ficha Técnica: Nacional 1-0 Cosmopolitano

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Leandro Carvalho de Oliveira; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Gabriel, Davi, Kléber, Rafael Godinho, Cauã, Gabriel Soares, Davi Baraldi, Bruno dos Santos, Nickolas, Pietro e Válter Santos; Cartão vermelho: Davi 33 do 2º; Gol: Biazon 12 do 2º.
Nacional: Paulo Sérgio; Roger, João Paulo, Antônio e Gabriel (Estevam); Fellipe, Kléber (Marcos), Felipe Lima e Willian (Sérgio); Biazon (Luís Henrique) e Davi. Técnico: Edson Krusschevscky.
Cosmopolitano: Guilherme Ferreira; Leonardo Galanti (Nickolas), Pietro Nicolenco, Davi Baraldi e Leonardo Goldner (Nathan Vinícius); Gabriel Soares (Gustavo Nista), Cauã (Pietro), Bruno dos Santos e Frank Wesley; Rafael Godinho (Cáceres) e Vitor Habermann (Keven Pereira). Técnico: Válter Santos.