Procure no nosso arquivo

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Carnaval Futebolístico do JP (2/5): Massacre do líder Monte Azul em cima do Atibaia

Texto e fotos: Fernando Martinez


O segundo dia do Carnaval Futebolístico do JP foi sensacional, com direito a uma rodada dupla em canchas nunca antes visitadas pelo que vos escreve. Dormimos num hotel super confortável em Bebedouro e, apesar da noite não tão bem dormida, por volta do almoço já estávamos - eu e a dupla Caio/Mário - a postos para iniciar os trabalhos. Deu tempo de conhecer os dois campos da cidade e fazer uma boquinha antes da primeira peleja do dia. A caça provavelmente será tema de um post da sumida série "Estádios pelo Brasil".

Confesso que estava ansioso, pois o local estava na lista de desejos há vários anos. Percorremos pouco mais de 20 quilômetros até chegar na pequena e simpática Monte Azul Paulista. Não foi difícil encontrar o genial Estádio Otacília Patrícia Arroyo, palco do duelo entre Monte Azul e Atibaia, válido pela 8ª rodada da fase inicial do Campeonato Paulista da Série A2.

Desde que perambulava pelas últimas divisões do estado em décadas passadas eu já curtia o Monte Azul, muito por conta de estarem sediados numa cidade tão pequena, com cerca de 19 mil habitantes. Aos poucos eles foram dando passos maiores e atingiram o ápice em 2010, quando disputaram o Paulistão. Eles foram promovidos como campeões da A2 de 2009, final em que o JP marcou presença pela única vez na cancha monteazulense, na época conhecida apenas por "Estádio do AMA". Somente depois da conquista ele foi batizado em homenagem à matriarca da família Arroyo, falecida em 2005 no alto dos seus 100 anos.


A genial fachada do Estádio Otacília Patrícia Arroyo, em Monte Azul Paulista

Pena que a campanha na Série A1 não tenha sido satisfatória e, com a mesma rapidez que subiram, desceram para nunca mais voltar. Desde a queda jogaram a A2 de 2011 a 2016 e a A3 de 2017 até o ano passado, quando conquistaram o acesso após o vice contra o Audax. Também estivemos presentes na primeira partida da decisão, o empate por 2x2 na Grande São Paulo. Nada melhor do que rever o time pouco menos de um ano depois dentro de casa. Casa que, a propósito, pode receber 13 mil pessoas, a maior parte da população local.

Hoje a cancha é bem diferente do que era em 2009. A parte das tribunas foi ampliada e ganhou um aspecto mais colossal. As cabines de imprensa cresceram em número e espaço. Já as arquibancadas permaneceram as mesmas... ainda bem. O ambiente leva a gente de volta a um tempo que praticamente foi sepultado da memória. Assistir um jogo ali é como acompanhar o futebol nos anos 70/80. O clima é totalmente nostálgico e foi absolutamente espetacular ter a chance de curtir 90 minutos de futebol num espaço tão singular.


Atlético Monte Azul - Monte Azul Paulista/SP


Sport Club Atibaia - Atibaia/SP (mas mandando seus jogos em Americana)


Capitães das equipes com o árbitro José de Araujo Ribeiro Junior, os assistentes Eduardo Vequi Marciano e Gabriel Alexandre Fleming e o quarto árbitro Diego Augusto Fagundes


Visão da arquibancada coberta e cabines de imprensa, algo que não existia quando visitamos o estádio há 11 anos atrás

Na rodada anterior o Azulão foi derrotado pela Portuguesa no Canindé e perdeu a invencibilidade. Ainda assim permaneceu na liderança por ter um saldo de gols melhor do que Portuguesa Santista e São Bernardo FC, ambos também com 14 pontos. Atuando contra um Atibaia que fazia apenas uma campanha regular, a ideia era voltar a vencer pois assim passariam o carnaval na boa na ponta da tabela.

Os torcedores chegaram confiantes, mas apesar deles apostarem num bom resultado, duvido que alguém pudesse crer que estavam prestes a acompanhar uma sonora goleada e uma atuação de gala do escrete azul e branco. Os donos da casa foram amplamente superiores e tiveram tremendo sucesso nas finalizações. Também contaram com a performance impecável do camisa 9 Marcos Paulo, o grande artilheiro da tarde.

O atacante começou a mostrar serviço aos sete minutos. Num cruzamento da esquerda, ele surgiu sozinho dentro da área, dominou bem e chutou forte, abrindo a contagem. O onze laranja até foi capaz de deixar a peleja equilibrada por certo período, só que as conclusões ou eram neutralizadas pela zaga adversária ou então tiveram como destino a linha de fundo. Enquanto a bola rolava, fui obrigado a usar o guarda-chuva para me proteger do sol que chegou sem aviso e deixou o clima bem abafado.

O jogo seguiu com os locais atuando melhor, porém o placar só foi ampliado aos 37 minutos. Num escanteio curto (!) pela esquerda, um verdadeiro milagre, pintou lançamento na área, a zaga tirou mal e a sobra ficou no segundo pau com Jô. O camisa 5 acertou um sem pulo e fez um golaço. Na sequência o Falcão teve sua melhor chance numa finalização na trave em tiro de longe. Foi o último bom momento laranja em toda a partida.



Momento em que Marcos Paulo preparava o chute para abrir o placar e a comemoração dos atletas do Monte Azul


Ataque do escrete azul e branco pela esquerda


A zaga atibaiense trabalhou demais durante boa parte da partida, aqui tirando bola levantada na área


Zagueiro mandando a pelota pela linha de fundo


No meio da imagem, o camisa 5 Jô saindo para comemorar seu belíssimo gol, o segundo, para a tristeza do goleiro do Atibaia

Junto com o atibaiense Mário fui conhecer as cabines no intervalo e curtir o segundo tempo dali. O domínio dos donos da casa se tornou avassalador e o Atibaia tomou um vareio. Antes do ponteiro do relógio completar a primeira volta saiu o terceiro gol. Numa chegada pela direita a pelota foi cruzada, a zaga não cortou e Marcos Paulo só completou.

Aos dez, num lance rápido e com participação de mais da metade da equipe, o Monte Azul fez o quarto. Marcos Paulo, agora aproveitando um chute desviado, tocou de cabeça no canto esquerdo de Gustavo. Em meio a gritos de olé e muita alegria dos torcedores, o Azulão fez o quinto aos 20, de novo com o camisa 9, de novo de cabeça completando cruzamento da direita. O escrete atibaiense estava completamente entregue.

Foi legal permanecer nas cabines e ter uma visão do alto da cancha do Monte Azul. O detalhe mais genial é o "buraco" que tem no meio da arquibancada do lado oposto. Eu tentei saber o motivo de ser dessa forma mas não consegui. Se alguém souber, por favor mandar uma cartinha para a redação. Pouco antes do apito final retornei ao gramado e consegui ver de perto o sexto gol, aos 40 minutos, em oportunidade que o ataque local fez o que quis com a zaga laranja. A conclusão foi do camisa 17 Guthierres. Foi a maior goleada do time desde abril de 2006, quando fizeram 8x0 na Matonense pela Série A3.


Times alinhados para o início do tempo final. No centro do campo, o "buraco" no meio da arquibancada oposta


Aquela boa e velha disputa de bola pelo alto


Bola no fundo das redes do Falcão: cena que se repetiu quatro vezes na segunda etapa


Foram poucas as vez que o onze laranja conseguiu chegar dentro da área do Monte Azul


Até o último minuto os avantes locais infernizaram a zaga adversária


Placar final do massacre atleticano em cima do Atibaia

O resultado final de Monte Azul 6-0 Atibaia manteve o clube interiorano na liderança da Série A2 após oito rodadas disputadas. Os atleticanos somam 17 pontos como a Portuguesa Santista, mas com vantagem no saldo de gols (12 contra 6). Levando em conta o nível técnico do certame, não duvido que disputarão o acesso. Já o Falcão saiu do G8 e agora está na 11ª colocação com os mesmos 10 pontos.

Ficamos alguns minutos depois do apito final curtindo os últimos momentos numa localidade que não tenho a menor ideia de quando visitarei novamente. Posso dizer que a experiência foi incrível. Logo colocamos o pé na estrada outra vez pois tínhamos cerca de 110 quilômetros a percorrer em busca do terceiro capítulo do Carnaval Futebolístico do JP. Teve sonho de criança sendo realizado.

Até lá!

_________________________

Ficha Técnica: Monte Azul 6-0 Olímpia

Local: Estádio Otacília Patrícia Arroyo (Monte Azul Paulista); Árbitro: José de Araújo Ribeiro Junior; Público: 582 pagantes; Renda: R$ 8.850,00; Cartões amarelos: Jô, Juca, Cezane, Wesley; Gols: Marcos Paulo 7 e Jô 37 do 1º, Marcos Paulo 1, 10, 20 e Guthierres 40 do 2º.
Monte Azul: Caio; Ferrugem, Cezane, Augustine (João Victor) e Almir; Jô (Juca), Gabriel Souza (Guthierres), Keven e Gilsinho; Marcos Paulo e Jhonatan. Técnico: Luciano Dias.
Atibaia: Gustavo; Vinicius, Everton, Wesley e Willian; Thiago, Judson (Patrick), Djalma (Pachú) e Gian; Ronaldo e Daniel (Guilherme). Técnico: Weslei Silva.
_____________

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Carnaval Futebolístico do JP (1/5): Tudo em branco entre Rio Claro e Votuporanguense

Texto e fotos: Fernando Martinez


Fevereiro estava sendo um mês fraco, com coberturas esparsas e nada tão especial. Nada melhor do que espantar a pasmaceira com uma pequena turnê pelo interior. No cronograma, cidades que não visitava há muitos anos e também canchas inéditas para o que vos escreve. Isso sem contar estádios históricos espalhados por alguns cantos do estado. Foi o Carnaval Futebolístico do JP.

A folia começou na tarde de quinta-feira com meu retorno ao Estádio Augusto Schmidt Filho após doze anos para o duelo entre Rio Claro e CA Votuporanguense, abrindo a oitava rodada da fase inicial do Campeonato Paulista A2. Estávamos sem cobrir o time profissional do Galo Azul em casa desde o longínquo 2005. Em tempos que o JP engatinhava na grande rede, o desaparecido Orlando esteve lá em março daquele ano num confronto contra o Barretos.


Fachada do Augusto Schmidt Filho, casa do Rio Claro FC

Da minha parte o lance é bem surreal também. Eu tinha visitado o belo campo inaugurado em janeiro de 1973 apenas uma vez... numa apresentação do maior rival (!). Foi num sábado à noite de junho de 2008 quando o Velo Clube recebeu o falecido Paulínia FC pela Segundona. Naquele ano, o rubro-verde mandou todas as suas partidas na casa do seu grande antagonista. Depois disso, só mais um jogo do blog no Schmitão: a vitória do Atlético/PR em cima do São Paulo na semifinal da Copa São Paulo de 2009.

Meus companheiros na caravana foram os amigos Caio Buchala, o motorista da rodada, e o Mário, adepto maior do Decano de Montevidéu no Brasil. Saímos da capital pouco antes do almoço e chegamos no local em cima da pinta. Depois de uma leve apreensão no portão principal, ainda fechado, fui ao gramado capturar as fotos de sempre. Vale registrar que lá também estava o grande Israel, fotógrafo das antigas e que já fez foto de Deus e o mundo.


Rio Claro Futebol Clube - Rio Claro/SP


Clube Atlético Votuporanguense - Votuporanga/SP


Quarteto de arbitragem com o árbitro Alessandro Darcie, os assistentes Fabrini Bevilaqua Costa e Alex Alexandrino e o quarto árbitro Rodrigo Santos posando junto com os capitães dos times

Apesar de marcado para um dia útil à tarde, a peleja recebeu um público de 278 pagantes, um número até razoável. Pena que a rapaziada tenha visto tão pouco futebol. Tudo bem, não tinha como esperar muito do lanterna Votuporanguense, que somava apenas dois pontos, nenhuma vitória e uma campanha que decepciona a todos. O grande problema foi o fraquíssimo futebol apresentado pelos donos da casa, então na sexta colocação com dez pontos. Os atletas alviazuis se apresentaram sem nenhuma inspiração.

Nos primeiros 45 minutos o time local teve apenas um bom momento com o camisa 11 Matheus Lu, ex-Nacional, mas a pelota saiu pela linha de fundo. No restante do tempo o que se viu um festival de passes errados, toques sem sentido e concentração total no meio-campo. Com o triunfo diante do São Caetano na rodada anterior eu sinceramente imaginava que o cenário seria outro. O Rio Claro foi uma decepção.


Firme marcação de atleta do CAV em ofensiva local


Investida do Rio Claro pela direita


Há um parque de diversões colado no muro do estádio, com isso o pessoal aproveita como pode para ver a peleja sem pagar ingresso


Bola levantada na área do Votuporanguense no fim do tempo inicial

Na etapa final fiquei na genial parte coberta junto com os amigos e também com a revoltada torcida do Azulão. A partida recomeçou com o Rio Claro conseguindo a proeza de errar mais passes do que antes, um horror. Foram cerca de 25 minutos assombrosos sem que nada acontecesse. Próximo de 30, na base do milagre divino, vimos o primeira real momento de perigo com o belo voleio de Lucas Crispim e a ótima defesa de Edson Kolln.

Na sequência foi a vez de Adílson finalizar e o arqueiro do CAV fazer milagre. No rebote, o camisa 16 teve uma segunda chance e não marcou. O escrete visitante tentou algumas investidas só que todas foram neutralizadas pela zaga rioclarense. Nesse cenário, o início do Carnaval Futebolístico do JP miseravelmente começou sem gols.


Ataque do CAV emplacando aquele ataque maroto pela esquerda


Foram poucos os momentos em que o onze visitante chegou dentro da área local no segundo tempo


Disputa de bola pelo alto


Nos últimos minutos o Rio Claro chegou perto de abrir o marcador, mas não teve sorte

O Rio Claro 0-0 CA Votuporanguense fez o Azulão cair para o sétimo lugar, agora com onze pontos, nos critérios de desempate. O CAV permanece na última posição sem vencer em oito rodadas e doidinho para retornar à Série A3, campeonato que não disputa desde 2015. Além deles, São Bento e Red Bull também estão tendo uma performance digna de rebaixamento.


Placar final da peleja no Schimitão, o único 0x0 do Carnaval Futebolístico do JP


O belo mural com imagens que contam um pouco da história do Rio Claro FC

Após o apito final fiquei por ali admirando o belo painel com imagens antigas do Rio Claro FC que fica próximo do portão principal. Antes de pegar a estrada novamente fizemos um pit stop para abastecer o possante e também comprar uma tubaína, algo que sempre busco fazer quando ando pelo interior.

O destino agora era a cidade de Bebedouro, cidade que nunca tinha visitado e que serviu de dormitório na primeira noite. Na sexta-feira não tinha jogo ali (a Inter só volta à atividade em abril pela Segundona), porém a ideia era visitar os estádios antes da rodada dupla começar. Esse é papo para o próximo post.

Até lá!

_________________________

Ficha Técnica: Rio Claro 0-0 Votuporanguense

Local: Estádio Augusto Schimidt Filho (Rio Claro); Árbitro: Alessandro Darcie; Público: 275 pagantes; Renda: R$ 2,400,00; Cartões amarelos: Acleisson, Pedro Bortoluzo.
Rio Claro: Dheimison; Douglas, Alyson, Guilherme e Eduardo; Acleisson, Roger, Everton (Matheus Santos) e Lucas Crispim; Rodrigo (Luiz Thiago) e Matheus Lu (Adilson). Técnico: Adilson Teodoro.
Votuporanguense: Edson Kolln; Danilo Belão, Mateus Buiate, Lucão e Cesinha (Genilson); Vitor Braga, João Marcos, Ricardinho e Everton (Reinaldo Dutra); Pedro Bortoluzo e Misael (Kaique). Técnico: Junior Rocha.
_____________

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Nacional vacila contra o Linense e perde mais dois pontos em casa

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois do Oeste x Guarani que assisti no último dia 7, tinha programado o retorno aos gramados no dia 12. Fiquei na vontade, pois o dilúvio que caiu na capital no começo da semana passada deixou o Estádio Nicolau Alayon debaixo d'água. Com isso, o Nacional x Linense foi adiado para o dia 18, terça-feira. Nessa deixa, fiquei quase dez dias sem ver nenhum jogo. Pelo menos aproveitei o período e fiz um monte de coisas que estavam em aberto.

Essa foi a primeira vez que acompanhei esse confronto in loco. As duas agremiações jogaram poucas vezes através dos tempos. Nos anos 50 duelaram um total de oito vezes pela primeira divisão. Apesar de disputarem a segunda divisão por vários anos durante as décadas de 70 e 80, só voltaram a se enfrentar em 2008. Desde então, quatro encontros. Vale registrar que o escrete nacionalista saiu-se vitorioso pela última vez contra o Elefante no distante 27 de outubro de 1957, num triunfo por 3x0.

Cheguei na Comendador Souza naquele esquema antecipado e pertinho do portão principal o amigo Miguel me alertou que as camisas de 2019 estavam à venda. Venda de camisa oficial do Nacional, ainda por cima no próprio clube, é como aquela menininha que aceitava o meu pedido de dança nos bailinhos da segunda metade dos anos 80: algo praticamente impossível de acontecer. Justamente por conta da raridade da situação fiz nova dívida comprando os modelos 1 e 2. Fiquei feliz e triste ao mesmo tempo.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Clube Atlético Linense - Lins/SP


Posando para as lentes do JP, o árbitro Ricardo Bittencourt, os assistentes Diogo Cruz Freire e Edson Rodrigues dos Santos, o quarto árbitro Paulo Santiago de Medeiros e os capitães dos times

Com duas camisas na mochila e sem grana no bolso, fui ao gramado captar as fotos oficiais. Antes do apito inicial vi que o trio formado pelos alvinegros Mário, Caio e o amigo-abelha Renato Rocha também se faziam presentes. Mesmo com as últimas atuações abaixo da média do Nacional, a expectativa era de um bom jogo, muito pela boa performance do Linense no certame e sua presença nas posições mais altas na tábua de classificação.

Quando a bola começou a rolar foram poucos os momentos dignos de registro. O Linense chutou primeiro em direção ao gol numa falta de Yuri facilmente defendida por Luís Henrique. O Nacional respondeu no minuto seguinte, aos 13, num tiro de longe de Matheus Teta (Matthew Boob no exterior). Os locais eram um pouco melhores quando o Elefante teve a chance de abrir o placar após Joãozinho ser derrubado dentro da área. Jean bateu no canto direito e o arqueiro paulistano tocou na pelota, porém sem impedir o tento do Elefante.


Ataque nacionalista pelo alto no comecinho do duelo


De pênalti, o Linense abriu o placar em pênalti cobrado por Jean


Detalhe do bonito colorido das camisas de Nacional e Linense

Fiquei a etapa inicial na arquibancada por causa do fortíssimo calor. Nos últimos 45 minutos fui ao gramado graças à providencial sombra no ataque do gol da direita. É, só que demorou para fazer uma foto decente ali pois os visitantes retornaram ao relvado mais dispostos e chegando com perigo três vezes antes do décimo minuto.

A equipe da capital foi assustar o arqueiro visitante apenas aos 35 minutos numa boa cobrança de falta de André Rocha. O lance despertou a rapaziada local e a partir daí rolou uma pressão em busca do empate. Aos 38, numa bela jogada pela direita, Gustavo Índio fez. Alanderson cruzou da direita, o camisa 9 matou dentro da área, girou e chutou no canto. Belíssimo gol.


No tempo final, o Nacional voltou atacando pouco


Defesa do arqueiro do Elefante em chute de longe


Ataque do Nacional pela direita com a firme marcação de defensor do Linense


O exato momento em que Gustavo Índio chutou e deixou tudo igual na Comendador Souza


Em busca da virada, o onze paulistano se lançou ao ataque nos minutos finais

A igualdade deu uma injeção de ânimo nos atletas do Naça, mas apesar de tentarem com afinco, não foram capazes de virar o marcador. O resultado de Nacional 1-1 Linense colocou o Elefante na terceira colocação com 11 pontos. Os paulistanos agora tem sete pontos em décimo lugar ostentando uma preocupante série de quatro partidas sem vitórias. Hora do alerta amarelo ser ligado na Comendador Souza para que não dê problema lá no fim dessa fase.

Fevereiro até aqui tem sido um mês fraquinho em se tratando de jogos vistos. Tudo será corrigido a partir da quinta-feira com o início do glorioso Carnaval Futebolístico do JP. Serão quatro dias de folia em gramados do interior e, se tudo der certo, visitas em alguns estádios. Aguardamos todos nessa jornada mágica e misteriosa pelo interior.

Até lá!

_________________________

Ficha Técnica: Nacional 1-1 Linense

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Ricardo Bittencourt; Público: 227 pagantes; Renda: R$ 2.550,00; Cartões amarelos: Gustavo Índio, Matheus Poletine, Islan; Gols: Jean (pen) 34 do 1º, Gustavo Índio 38 do 2º.
Nacional: Luís Henrique; Alanderson, Gabriel, Diego Chiclete (Guilherme Noé) e Thiago Pereira; André Rocha, Vinícius (Ricardinho), Matheus Teta e Jadson (Emerson Mi); Gustavo Índio e James Dean. Técnico: Tuca Guimarães.
Linense: Vinícius; Felipe, Islan, Yuri e Taira; PC (Álvaro), Maicky (João Carlos), Teco e Ricardinho; Jean (Prata) e Joãozinho. Técnico: João Valim.
_____________

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Tudo igual entre Oeste e Guarani pelo Paulistão

Texto e fotos: Fernando Martinez


Hoje o Campeonato Paulista não é nem sombra do que já foi e todo mundo sabe disso, até a FPF. Aqueles jogos históricos, os duelos memoráveis e os estádios apinhados de gente por todo o estado ficaram no passado. Apesar disso o certame ainda sobrevive e principalmente pela parte histórica, gosto de acompanhar. Dito isso, na última sexta-feira foi bem legal ver o encontro entre Oeste e Guarani pela quinta rodada do gramado da Arena Barueri.

Depois de ficar o ano de 2019 sem ver o Paulistão de perto, essa foi uma volta bastante bem-vinda. Aliás, foi a primeira vez que vi o Oeste como mandante no estadual e também foi minha estreia na Arena Barueri na A1. Na história tinha visto apenas um jogo na cidade numa época em que o falecido Grêmio atuava no Estádio da Vila Porto. Em fevereiro de 2007 assisti de perto o triunfo do GRB contra a Ponte Preta por 2x1 na cancha que hoje tem outro formato.

Cheguei no campo barueriense em cima da pinta e sem tempo a perder. Como o acesso ali é fácil, rapidinho estava beirando as quatro linhas. Poucos fotógrafos estavam credenciados para fazer as fotos oficiais, algo de praxe em compromissos assim. O legal é que, sem contar a disputa do troféu do Interior, tinha tirado as fotos posadas numa partida de A1 apenas três vezes: Juventus x Rio Branco em 2007, Paulista x Mirassol e São Caetano x Juventus, ambos em 2008. Assombrosos doze anos sem fazer isso.


Oeste Futebol Clube - Barueri/SP


Guarani Futebol Clube - Campinas/SP


O árbitro Ilbert Estevam da Silva, os assistentes Marcelo Carvalho Van Gasse e Herman Brumel Vani, o quarto árbitro Rodrigo Gomes Domingues posando para o JP junto com os dois capitães

Falando do presente, o Oeste não está nada bem na competição. Ganhou apenas uma vez e vinha de duas derrotas por goleada contra Palmeiras e Ferroviária, respectivamente por 4x0 e 5x1. A reabilitação era urgente, mas o Bugre vem fazendo um torneio digno e era líder do Grupo D junto com o Corinthians. Resumindo: a parada do onze local seria bem complicada.

Fui acompanhar o ataque do Oeste curtindo o fato de estar ali perto da ação. Melhor ainda foi o fato do primeiro tempo ter sido bem animado. O escrete rubro-negro começou tentando surpreender só que acabou sendo surpreendido aos 16 minutos. Bidu arrancou pela esquerda e chutou forte. Felipe Lacerda defendeu e no rebote Rafael Costa encheu o pé, colocando o Guarani em vantagem.

O Oeste sentiu o golpe e não conseguiu criar bons momentos. Sim, os atletas até tiveram a posse da pelota, porém chance mesmo não teve. O goleiro Jeferson Paulino, conhecido aqui quando atuou no EC São Bernardo no começo dos anos 2010, praticamente não trabalhou. O problema foi que, na primeira vez que foi acionado, ele falhou feio. O lateral Éder Sciola arriscou um tiro pela direita aos 39 e o camisa 1 aceitou e deixou a gorduchinha passar debaixo do seu corpo.


Guarani saindo para o ataque no começo do duelo contra o Oeste


Marcação firme de jogador do Bugre em cima de atacante local


Bola levantada dentro da área visitante e corte da zaga


Os defensores campineiros trabalharam direitinho na etapa inicial, neutralizando todos os ataques do Oeste


Éder Sciola armando o chute que originou o gol do Oeste em falha do goleiro do Guarani

Foi com o 1x1 que o intervalo chegou e eu resolvi fazer uma boquinha pois a barriga estava zerada. Subi ao quarto andar para pegar um pedaço de pizza que vendem ali, uma delícia por sinal. Como o atendimento nas cadeiras demorou, não deu tempo de retornar ao gramado e assisti a etapa final junto com o amigo-abelha Renato Rocha. Foi o melhor que poderia ter acontecido, pois a peleja caiu demais de produção.

O Oeste não criou e o Guarani não teve sucesso nas investidas, assim, foram 45 minutos de sono e preguiça. O papo na tribuna foi muito melhor do que rolava em campo. Não sendo injusto e para não dizer que tudo foi ruim, aos 48, já no apagar das luzes, os locais tiveram a única boa oportunidade. A cabeçada de Éder Sciola, sempre ele, que passou perto.


Aquele bate-boca maroto no gramado da Arena Barueri



O Oeste teve mais posse de bola no tempo final, mas não conseguiu virar o placar

O resultado de Oeste 1-1 Guarani ajudou pouco o escrete de Barueri, agora com quatro pontos e lanterna do Grupo A. É fato que o futebol precisa melhorar o quanto antes pensando na fuga do rebaixamento. Já o Bugre se tornou líder do Grupo D, à frente do modorrento time corintiano. Acho que, pelo menos por enquanto, o tetra mosqueteiro é apenas uma distante ilusão.

Fiquei o final de semana todo de molho sem assistir nenhuma partida. Aliás, nem sei quando voltarei aos gramados. Hora de descansar um pouquinho.

Até a próxima!

_________________________

Ficha Técnica: Oeste 1-1 Guarani

Local: Arena Barueri (Barueri); Árbitro: Ilbert Estevam da Silva; Público: 1.012 pagantes; Renda: R$ 9.735,00; Cartões amarelos: Alyson, Mantuan, Matheus Jussa, Roberto, Pablo, Bidu, Bruno Sávio; Gols: Rafael Costa 16 e Éder Sciola 33 do 1º.
Oeste: Felipe Lacerda; Éder Sciola, Lídio, Betinho e Alyson; Mantuan, Matheus Jussa e Fabrício Oya (Mazinho); Marlon (De Paula), João Paulo (Bruno Gonçalves) e Roberto. Técnico: Renan Freitas.
Guarani: Jefferson Paulino; Pablo, Romércio (Leandro Almeida), Bruno Silva e Bidu; Deivid, Igor Henrque, Lucas Abreu e Lucas Crispim; Junior Todinho (Bruno Sávio) e Rafael Costa (Alemão). Técnico: Thiago Carpini.
_____________