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quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Tigre do ABC derrota o Bugre e chega ao G4 da Série A2

Texto e fotos: Fernando Martinez


Fechando a rodada dupla da terça-feira, foi a vez do Campeonato Paulista da Série A2 voltar a aparecer aqui no JP. No Estádio Primeiro de Maio, o São Bernardo FC recebeu o Guarani buscando se manter invicto no certame. Foi o duelo de dois times que disputaram o nacional em 2017: o Tigre jogou a Série D e o Bugre participou da Série B.

Você viu aqui no blog o empate do onze do ABC na estreia contra o Nacional. No compromisso seguinte, um sofrido triunfo contra o Votuporanguense. Já o Guarani perdeu do Oeste fora de casa e derrotou os ferroviários da Água Branca no Brinco de Ouro. Para minha surpresa, pouco público pagou ingresso pra acompanhar a peleja. Foi-se o tempo que os torcedores do Tigre enchiam o estádio.


São Bernardo Futebol Clube Ltda. - São Bernardo do Campo/SP


Guarani Futebol Clube - Campinas/SP


O árbitro Rafael Gomes da Silva, os assistentes Leonardo Tadeu Pedro e Orlando Coelho Junior, o quarto árbitro Pietro Dimitrof Stefanelli e os capitães dos times

O primeiro tempo foi sofrível. As duas agremiações pouco arriscaram no ataque e a ação ficou concentrada no meio de campo. O São Bernardo FC ainda foi levemente superior nesse árido cenário, porém o arqueiro bugrino Bruno Brígido mostrou serviço nos dois chutes que foram na sua direção.

Se na sessão vespertina o primeiro tempo foi ótimo e o segundo horrível (o EC São Bernardo x Atibaia pela Série A3), na noturna isso se inverteu. Quando a peleja no Primeiro de Maio recomeçou, vimos um tempo final muito melhor. Logo no segundo minuto o Tigre abriu o marcador com Alvinho depois dele chutar duas vezes no gol.

Aos nove, a melhor chance do Bugre na partida até então num chute de Erik pela esquerda que bateu na trave do goleiro Daniel. Pouco depois, Rondinelly teve boa oportunidade pro empate numa cobrança de falta que passou perto do ângulo direito.

O onze local parecia estar sendo dominado, só que aos 25 minutos, num belo contra-ataque pela esquerda, saiu o segundo gol. Alvinho avançou pelo campo de defesa campineiro e cruzou nos pés de Ewerton Ageu. O camisa 2 só teve o trabalho de empurrar pro fundo das redes.

O Guarani acusou o golpe e apesar de ter mais posse de bola, não chegou a criar nenhum momento mais agudo. Somente aos 47 minutos que os visitantes descontaram com Denner escorando uma bola cruzada da direita. Não foi o suficiente para evitar nova derrota fora de casa.


Bruno Mendes, 9 do Guarani, sofrendo com a marcação do camisa 22 Edvan


Defensor do Tigre prestes a dominar a pelota


Chance campineira pelo alto


Chute de Erik que bateu na trave esquerda de Daniel


Cobrança de falta a favor do Bugre que tirou tinta da trave do São Bernardo FC


Bola zanzando pela área local no segundo tempo

Placar final: São Bernardo FC 2-1 Guarani. O triunfo colocou o time do ABC no G4 ocupando a quarta posição com sete pontos ganhos. O Bugre caiu pro décimo lugar com os mesmos três. Aliás, do nono ao 15º colocado a classificação é definida pelo saldo de gols. Já se foi 20% do campeonato e os clubes que estão lá embaixo precisam começar a melhorar o futebol apresentado.

A Série A2 voltou a pintar no cronograma no dia seguinte, com o segundo compromisso do Nacional em casa pela competição, atuando contra uma equipe que nunca havia sido derrotada pelo onze paulistano. Chance de quebra desse pequeno tabu.

Até lá!

O ex-líder São Bernardo perde a primeira na Série A3

Texto e fotos: Fernando Martinez


Encerradas as coberturas do JP na Copinha, agora o foco fica nas divisões de acesso do estado (isso quando eu estiver zanzando pela capital). Na terça-feira pintou a chance de uma genial rodada dupla do ABC, começando com o Campeonato Paulista da Série A3. Na pauta, uma partida do Esporte Clube São Bernardo no seu retorno ao certame após 24 anos de ausência. O adversário foi o Atibaia e o palco o gramado sintético do Baetão.

A última participação do Bernô na terceirona tinha sido em 1994, ano em que a campanha foi terrível e terminou com o rebaixamento para a antiga B1A com apenas quatro vitórias em 34 jogos. Aliás, essa foi a primeira queda de um total de seis em sete anos, sem dúvida o pior período da história do clube. Após oito temporadas na Segundona, o onze do ABC participa da A3 como vice-campeão da última divisão em 2017. Os comandados de Ricardo Costa estrearam com vitória em cima do Olímpia e venceram o Rio Branco por WO na segunda rodada.

Falando da minha relação com o São Bernardo, eu acompanhei de perto as terríveis campanhas de 1999 a 2001, as sofridas campanhas do sub-20 de 2003 a 2009 e o retorno ao profissionalismo desde 2010. Depois de tanto perrengue, é muito legal ver uma equipe tão tradicional voltar a viver dias melhores. Pra 2018, a ideia é, antes de qualquer coisa, se manter na A3.


Esporte Clube São Bernardo - São Bernardo do Campo/SP


Sport Club Atibaia - Atibaia/SP (mas que joga em Indaiatuba regularmente desde 2015)


Capitães dos dois times junto com o árbitro Thiago Lourenço de Mattos, os assistentes Fausto Augusto Moretti e José Lucas de Souza e o quarto árbitro Samuel Aguilar de Lima

Sem jogar em casa desde 28 de março de 2015 e cada vez mais um time de Indaiatuba, o Atibaia somou quatro pontos nos dois primeiros compromissos e queria pelo menos manter a invencibilidade atuando contra o líder fora de casa. E foi o Bernô quem iniciou a peleja jogando melhor.

Logo aos seis minutos Alan Bahia abriu o marcador com um belíssimo gol de cabeça após bola levantada pela direita. Os locais continuaram melhores e o Atibaia demorou a se encontrar em campo. Esse domínio durou até os vinte minutos, momento em que um temporal caiu no Baetão.

Quando a chuva chegou, o Falcão acordou. Enquanto São Pedro despejava litros d'água em São Bernardo do Campo, só deu Atibaia. Os atletas visitantes perderam duas ótimas oportunidades pro empate até que Danilo Pereira cobrou uma falta de forma perfeita aos 30 minutos e deixou tudo igual. O camisa 10 colocou a pelota no ângulo direito de Thiago.

Três minutos depois o mesmo Danilo fez o segundo do onze atibaiense aproveitando rebote de chute na trave... mas ele estava impedido e o tento foi anulado. Os laranjas continuaram melhores até o término do tempo inicial. No intervalo fui encontrar os amigos Mílton e Mário na parte coberta e fiquei ali de boa em meio aos populares.

Na volta pro tempo final a chuva deu uma trégua e o sol (infelizmente) apareceu. Sem água, o futebol do Atibaia sumiu, o do São Bernardo não reapareceu e os últimos 45 minutos foram fracos e com poucas emoções. Nada indicava que alguém mexeria no marcador até o apito final.

O alvinegro já contava com mais um pontinho na bagagem até que, aos 48 minutos, o Atibaia teve uma falta marcada no seu campo de defesa. A bola foi lançada pro ataque, resvalou num atleta laranja e sobrou para Danilo Pereira. Ele avançou pela direita e chutou cruzado pra virar o placar.


Detalhe do primeiro gol da tarde, marcado por Alan Bahia, o camisa 4, a favor do Bernô


Investida local pela esquerda


Zagueiro do Atibaia metendo a cabeça na pelota


Bola estufando a rede local no gol de empate em cobrança de falta de Danilo Pereira



Duas disputas de bola pelo alto no fraco segundo tempo

O resultado final de São Bernardo 1-2 Atibaia marcou o primeiro revés do Bernô nessa A3 e derrubou o ex-líder para a quinta colocação. O Atibaia, ainda invicto, subiu pro quarto lugar. Na próxima rodada o Falcão recebe o São Carlos e o ECSB joga novamente em casa contra o Taboão da Serra.

Com a sessão vespertina encerrada, agora era a hora da sessão noturna, agora valendo pela Série A2. Teve o outro time da cidade em campo jogando contra o único campeão brasileiro do interior.

Até lá!

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Fim do sonho: a Portuguesa perde pro Fla e fica de fora da final

Texto e fotos: Fernando Martinez


Quando a 49ª Copa São Paulo de Futebol Júnior começou no dia 2 de janeiro, acredito que se alguém dissesse que a Portuguesa estaria entre os quatro melhores do certame certamente seria chamado de maluco. Vinte dias depois a presença lusitana na semi-final era pura realidade. Assim como fiz durante quase toda a campanha, não tinha como perder o confronto entre o time do Canindé e o Flamengo valendo vaga na grande decisão.

Você viu aqui no Jogos Perdidos todo o caminho que o onze rubro-verde percorreu no mata-mata até chegar na semi: classificação nos pênaltis contra o São Paulo do Amapá e depois contra o América Mineiro, vitória em cima do Goiás e o épico duelo contra o Palmeiras, também vencido na marca de cal. O Fla apareceu no blog na primeira fase (empate contra o Aimoré) e no mata-mata eliminou Elosport, Coritiba, Audax e Avaí. Em campo, cinco títulos em todos os tempos.


Clube de Regatas do Flamengo (sub-20) - Rio de Janeiro/RJ


Associação Portuguesa de Desportos (sub-20) - São Paulo/SP


Quarteto de arbitragem e capitães dos times

Apesar do horário terrível, um público sensacional foi ao Estádio Oswaldo Teixeira Duarte em plena segunda-feira, cinco da tarde. Já vi mais de 320 pelejas na casa lusitana e foi sensacional matar um pouco da saudade de grandes partidas realizadas ali. A torcida da Portuguesa foi maioria e cantou o jogo inteiro. Acredito que o público tenha chegado a sete ou oito mil pessoas.

Empurrada pela massa, a Portuguesa começou melhor e aos oito minutos abriu o marcador com Davi. Cesinha cruzou da esquerda e o camisa 9 deu um leve toque, fazendo o primeiro local. Quatro minutos depois o Fla deixou tudo igual num vacilo da zaga rubro-verde. Luiz Henrique cobrou falta da direita e Vítor Gabriel resvalou na pelota, a colocando no canto direito. O goleiro Matheus fez golpe de vista e, na minha humilde opinião, falhou.

O 1x1 fez com que a partida ficasse equilibrada e sem chances mais agudas para nenhum dos lados. O tempo foi passando e aos 36 minutos o Fla virou o placar numa bobeada incrível de todo o setor defensivo lusitano, que estendeu o tapete vermelho pro ataque adversário. Vítor Gabriel avançou pela esquerda e cruzou. Luiz Henrique apareceu e tocou de leve, por cima de Matheus.

Matheus se redimiu aos 42 quando ele fez um milagre em tiro à queima-roupa de Vítor Gabriel. O detalhe do lance foi que o atacante flamenguista fez falta claríssima em cima de um dos zagueiros e o árbitro não marcou nada. A (justa) reclamação foi responsável pela expulsão do técnico Márcio Zanardi.



A zaga flamenguista trabalhou bastante durante os primeiros minutos do tempo inicial


Detalhe do primeiro gol da Portuguesa, marcado por Davi aos oito minutos


Aqui, a bola estufando as redes de Matheus... era o gol de empate do Flamengo


Chegada local pela direita do seu ataque

Sem seu comandante no banco de reservas, a Lusa voltou pros 45 minutos finais tomando um sufoco enorme. Foram pouco mais de vinte minutos aonde o rubro-negro dominou completamente o onze lusitano. Os visitantes criaram oportunidades de todos os tipos e o terceiro era questão de tempo.

Vítor Gabriel perdeu gol feito no primeiro minuto em cabeçada na pequena área pra fora. Aos cinco, Matheus fez boa defesa em cruzamento de Bill. No minuto seguinte o mesmo Bill mandou um chutaço na trave. Aos quinze, Vítor Gabriel fez valer a pressão e marcou de cabeça. Ele ainda fez o quarto gol aos 23, mas o tento foi anulado por impedimento.

A Portuguesa continuava recebendo apoio maciço das arquibancadas e na base da raça diminuiu aos 34 minutos com Pernambuco marcando de cabeça. O gol foi um sopro de esperança e a partir daí o esquema foi a pressão total na caça do milagre. O grande momento pro 3x3 aconteceu aos 43 minutos, novamente com Pernambuco. Ele invadiu a área pela esquerda e chutou, só que Yago fez ótima defesa e impediu a festa maior da torcida presente ao Canindé.


Vítor Gabriel perdendo um gol feito logo no primeiro minuto do tempo final


A Portuguesa tomou sufoco durante a primeira metade do segundo tempo


Torcida apreensiva em ataque rubro-verde no fim da partida

No fim, o placar de Flamengo 3-2 Portuguesa colocou o rubro-negro na grande final da Copa São Paulo. Mas apesar de terem sido eliminados, os meninos rubro-verdes merecem um destaque enorme quando falarmos dessa edição da competição no futuro. A sofrida torcida lusitana pôde voltar a gritar o nome do clube a plenos pulmões e ficar orgulhosa com a sua equipe. O cenário pelos lados do Canindé ainda é desesperador, porém a esperança é que o que aconteceu nesse mês de janeiro sirva como um inspiração para uma retomada que já está demorando pra acontecer.

Foi isso. Com essa cobertura me despeço da 49ª Copa São Paulo com o dever cumprido. Foram 21 jogos que tiveram o Selo JP de qualidade, meu recorde pessoal. Mesmo na complicada situação em que me encontro, foi um prazer marcar presença em tantas pelejas de um torneio que se não foi brilhante (longe disso), teve seus momentos de destaque. Agora Copinha somente em 2019, ano do cinquentenário da mesma (e quem sabe com um almanaque que conte sua história toda).

Até a próxima!

sábado, 20 de janeiro de 2018

A heroica Portuguesa está na semi-final da Copa São Paulo

Texto e fotos: Fernando Martinez


Quando a 49ª Copa São Paulo de Futebol Júnior começou, muitos colocavam o Palmeiras como franco favorito para a conquista do título. Afinal, o atual campeão paulista da categoria vinha como "sensação" até então e mostrava que queria quebrar de uma vez o jejum de nunca ter vencido o certame. Faltava a confirmação de tamanho favoritismo dentro de campo.

O alviverde eliminou Botafogo/PB, Taubaté e Vasco da Gama nos mata-matas e nas quartas-de-final o adversário foi a Portuguesa. Ah, a Portuguesa... vindo de uma campanha invicta e classificações em cima de São Paulo do Amapá, América Mineiro e por último o Goiás, a Lusa queria muito mostrar seu valor e manter o time da Zona Oeste sem um caneco da Copinha no currículo.

O confronto inicialmente foi marcado pro Canindé, só que em dez minutos tudo mudou. A FPF remarcou o clássico paulistano pro Estádio Paulo Machado de Carvalho, o bom e velho Pacaembu, com ingressos de 30 a 50 reais (cobrar ingresso tudo bem, mas não com esses valores). Agora, vale dizer que acho que o estádio é sub-utilizado na Copinha. Seria muito legal e um atrativo a mais pra competição se alguns jogos da fase de grupos e do mata-mata fossem realizados ali.

Por conta do altíssimo valor, somente pouco mais de seis mil pessoas foram conferir de perto a decisão da vaga na semi-final. Os cerca de 500 torcedores lusitanos ficaram no tobogã e fizeram bonito durante toda a noite. Antes do apito inicial, um susto. Por muito pouco eu não fico sem minha máquina, pois ela travou momentos antes dos times entraram em campo. Por sorte ela voltou a funcionar nos primeiros minutos da partida.


Sociedade Esportiva Palmeiras (sub-20) - São Paulo/SP


Associação Portuguesa de Desportos (sub-20) - São Paulo/SP


Capitães e quarteto de arbitragem

Desde os primeiros movimentos o que se viu no gramado histórico da velha cancha da capital foi um enorme equilíbrio entre Palmeiras e Portuguesa. Os atletas alviverdes, donos de maior técnica, permaneceram com mais posse de bola, mas as finalizações eram em sua maioria longe da meta defendida por Matheus.

Aos 30 minutos caiu a luz no Pacaembu. Como ainda não tinha anoitecido, rolava alguma iluminação natural no gramado. Dava pra jogar bola ali de boa (tem estádios que mesmo com a luz ligada fica mais escuro), porém conforme o protocolo tivemos que aguardar os refletores serem religados. Isso atrasou a peleja em meia hora.

O jogo foi retomado e aos 38 minutos Maílton acertou um belo chute da direita, obrigando o goleiro Matheus a fazer uma grande intervenção. Quando o primeiro tempo estava prestes a acabar, o lance mais agudo aconteceu. A bola foi lançada pro camisa 10 Thawan, ele entrou na área e foi derrubado por Iago, zagueiro palmeirense. Ele mesmo se encarregou da cobrança e abriu o placar a favor da Portuguesa.


A Portuguesa atacando pela esquerda


Boa saída do arqueiro palmeirense Anderson


O camisa 3 Vítor Eduardo ganhando a disputa com Davi


Tahwan abriu o marcador a favor da Lusa no finalzinho do tempo inicial

Durante o intervalo a chuva resolveu dar as caras e todo o segundo tempo foi disputado debaixo d'água. A equipe do Canindé retornou (mais uma vez) recuada demais e essa postura colocou o Palmeiras inteiro dentro do campo de defesa lusitano. Foram momentos tensos para as duas torcidas.

O atual campeão paulista da categoria finalizou várias vezes, poucas delas com endereço certo. A zaga rubro-verde trabalhou como ainda não tinha trabalhado na Copinha e foi se segurando como podia. Isso até os 30 minutos, momento em que o Palmeiras deixou tudo igual num vacilo dos zagueiros e gol de cabeça de Yan.



No tempo final a Portuguesa recuou demais e não atacou muito. As principais chegadas foram em cruzamentos na área


Ataque rubro-verde pela direita

Nos minutos seguintes o Palmeiras quase virou o marcador em dois lances, o melhor deles aos 42 em finalização de Léo Passos que tirou tinta da meta defendida pelo arqueiro Matheus. No fim, o 1x1 estampado no placar do Pacaembu e mais uma decisão por pênaltis na vida da Portuguesa.

O Palmeiras fez o primeiro com José Aldo e o goleiro alviverde Anderson pegou com os pés a cobrança de Matheus França. Na sequência, Alanzinho chutou pra fora e Bahia fez, empatando a disputa. Léo Passos chutou o terceiro pênalti palmeirense quase nas arquibancadas e Caíque Félix fez 1x2. Johnny marcou e Marques converteu o terceiro rubro-verde. Yan foi para a quinta batida verde e o goleiro Matheus defendeu.


Léo Passos, um dos destaques do Palmeiras chutou seu pênalti quase na arquibancada do Pacaembu


Matheus defendeu a quinta cobrança de Yan e colocou a Portuguesa na semi da Copinha



A emoção e a festa rubro-verde com a heroica classificação para a semi-final da Copa São Paulo 2018. Fazia tempo que essa torcida não tinha motivos pra comemorar

O placar final de Palmeiras 1 (2) - 1 (4) Portuguesa recolocou o clube do Canindé entre os quatro melhores da Copa São Paulo após 16 anos. De lambuja fez com que o verde perdesse a chance de tirar essa enorme pedra no sapato e os manteve sem nenhum troféu da Copinha.

Foi genial ver a festa de atletas, comissão técnica, dirigentes e da torcida lusitana. As últimas temporadas foram terríveis com elencos fraquíssimos sendo montados e muitas bobagens de bastidores. Ver essa molecada honrar o escudo e a tradição rubro-verde faz com que todos sonhem com dias melhores o quanto antes.

Depois de tanta emoção, me dei o direito de ficar descansando no final de semana. O futebol volta ao cronograma na semi-final de segunda-feira entre a Lusa e o Flamengo, novamente no Canindé.

Até lá!

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Portuguesa começa a A2 com derrota no Canindé

Texto e fotos: Fernando Martinez


Após acompanhar o empate entre Nacional e São Bernardo FC, novamente o Campeonato Paulista da Série A2 na sua primeira rodada foi a pauta. Numa sessão noturna no Estádio Oswaldo Teixeira Duarte, fui ver de perto a estreia da Portuguesa na competição contra o sempre genial Batatais FC.

Sem disputar a Série A1 desde 2015, a Lusa vai para a sua terceira disputa seguida na A2 tentando emplacar uma boa campanha, algo que não aconteceu nos dois últimos anos (foi 13º tanto em 2015 quanto em 2016). Só que as coisas pelos lados do Canindé são uma incógnita e os nomes que foram contratados não dizem muita coisa por enquanto.


Associação Portuguesa de Desportos - São Paulo/SP


Batatais Futebol Clube - Batatais/SP


Capitães dos times junto com o árbitro Thiago Luis Scarascati, os assistentes Fábio Rogerio Baesteiro e Osvaldo Apipe Filho e o quarto árbitro Regildenia de Holanda Moura

Quase mil pessoas pagaram ingresso e viram que a luz no horizonte ainda não está tão visível assim. O técnico Guilherme estreou em partidas oficiais levando o primeiro gol logo aos cinco minutos. A zaga vacilou geral e Cléber, camisa 6 do Batatais, marcou.

Demorou um tempo pro onze local realmente começar a incomodar a defesa visitante. Apenas por volta dos 20 minutos que os rubro-verdes iniciaram uma pressão tímida em busca do empate. Nada assim uma maravilha, diga-se de passagem, mas foi melhor do que nada.

Aos 21, Gian viu o goleiro adiantado e tentou marcar do meio de campo. Os locais fizeram vários cruzamentos dentro da área alvirrubra e em dois desses lances a bola passou perto da trave. Mesmo com mais tempo com a pelota nos pés, a etapa inicial terminou com a vitória parcial do Fantasma.


Fabiano, camisa 4 do Batatais, se preparando pra arrepiar a bola



Duas chegadas lusitanas pela direita durante o tempo inicial


Zaga do Fantasma fazendo aquele corte maroto pelo alto

No tempo final só deu Portuguesa e o Batatais pensou apenas em se defender. Pereira e Fernandinho entraram bem e foi a vez do goleiro Juninho mostrar serviço. Quando as finalizações não iam pra fora, o camisa 1 batataense trabalhou de forma segura e impediu o empate.

Conforme a peleja foi chegando ao seu final, a pressão se intensificou. Léo Coelho aos 31 e Gian aos 35 só não empataram o placar pois Juninho mandou bem demais de novo. Aos 43 aconteceu a última grande chance em cobrança de falta de Pereira. O chute caprichosamente bateu na trave e Raul desperdiçou o rebote. É, a noite não era da Lusa.



Dois momentos em que a Portuguesa tentou o empate no segundo tempo


A cobrança de falta de Pereira que bateu na trave aos 43 do tempo final

O Portuguesa 0-1 Batatais não foi nem em sonho um resultado animador pro onze paulistano. Como faltam 14 jogos pro fim dessa fase e só dois são os rebaixados pra A3 de 2019 (eram seis os rebaixados no ano passado), tudo pode acontecer. Ainda dá pra esperar que o futebol pelos lados do Canindé possa dar alguma esperança pro seu sofrido torcedor.

Foi isso... e como 2018 até aqui tem sido um ano recheado de pelejas da Lusa, a próxima parada será nas quartas da Copa São Paulo contra o Palmeiras no Pacaembu. Será que a molecada rubro-verde vai surpreender mais uma vez no certame? Saberemos na sexta-feira.

Até lá!