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quarta-feira, 27 de dezembro de 2006

A História pré-JP, volume 27: São Caetano x Boca Juniors na Libertadores 2004

Opa,

Hoje, em mais um post especial do final do ano, vamos com um jogo que marcou pelo ineditismo e hoje é visto com saudade pelos membros do JOGOS PERDIDOS. Era o ano de 2004, e o São Caetano já se mostrava como uma força nacional, e talvez até internacional. O time disputou naquele ano sua terceira Copa Libertadores em quatro anos, inclusive chegando a ser finalista da Copa em 2002 (coisa que Atlético/MG, Botafogo, Fluminense e Corinthians nem chegaram perto).

Naquele campeonato, depois de uma primeira fase sofrida (classificado na bacia das almas num grupo que reunia os times do Peñarol (URU), The Strongest (BOL) e América do México), o time passou pelo Independiente (ARG) e eliminou o mesmo América do México em uma batalha campal no estádio Azteca. Então nas quartas-de-final, o time enfrentou nada menos do que o campeão de 2003, o grande Boca Juniors. Como não poderia deixar de ser, estivemos presente naquele jogo histórico: eu, o Jurandyr e o Mílton nas arquibancadas do Azulão, e o Emerson e sua esposa Nalva torcendo para o Boca. Nós e mais de 13 mil torcedores, o que levou esse jogo a ser nosso recorde de público no Anacleto Campanella.


Ataque do Boca Juniors no primeiro tempo de partida. Foto: Fernando Martinez.

Debaixo de uma chuva insistente e de um frio fantástico de 12 graus, vimos um jogo truncado naquela noite de 20 de maio de 2004. No primeiro tempo de jogo, o São Caetano foi quem criou as únicas boas (duas) chances de gol. Nas duas chances a bola passou perto da trave do goleiro Abbondanzieri. E vale lembrar que o camisa 9 do Boca naquela noite era nada mais, nada menos do que Carlitos Tevez, na sua última temporada pelo time argentino.


Visão geral do jogo entre São Caetano e Boca Juniors, pela Libertadores de 2004. Foto: Fernando Martinez.

Nos segundo tempo de jogo o panorama da partida não mudou muito. A verdadeira emoção nas arquibancadas nesse período foi curtir um tiozinho que estava breaco, capotado nas arquibancadas do estádio. A aposta era para ver se ele levantaria ou se ficaria esquecido por lá depois do final da partida (em tempo, ele não levantou...).

O jogo foi correndo no 0 a 0 mesmo, e só aos 45 minutos tivemos a maior (e verdadeira) emoção da partida. Depois de cobrança de escanteio, o jogador do Azulão Fábio Santos cabeceou para milagrosa defesa do mesmo Abbondanzieri, e a bola ainda caprichosamente tocou na trave. Final de jogo: São Caetano 0-0 Boca Juniors e a certeza que uma grande chance tinha sido desperdiçada.


Falta para o Azulão no segundo tempo de partida. Foto: Fernando Martinez.

Para relembrar, o jogo de volta foi 1 a 1, e mesmo com o São Caetano jogando melhor na Argentina, ele foi desclassificado nos pênaltis. Foi o último jogo do São Caetano pela Libertadores, e não vemos uma luz no horizonte para que o time possa voltar à tal competição a curto prazo. E finalizando, o Boca ainda chegaria na final naquele ano, para perder, também nos pênaltis, o título para o Once Caldas, da Colômbia.

Mas foi um dos jogos mais legais do São Caetano que já acompanhamos, pelo ineditismo e pela grandiosidade da partida. E em breve, teremos mais jogos históricos da era "pré-JP" aqui no JOGOS PERDIDOS. Fiquem ligados!

Abraços

Fernando

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