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segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Juventus perde da Ponte e agora depende de milagre no sub-15

Texto e fotos: Fernando Martinez


No último final de semana chegou a hora de dar aquele sprint final em busca do jogo #3000. Como não fui na rodada do sub-20 de sexta-feira, fui obrigado a alterar os planos do sábado e emendar uma rodada dupla bem cedo no Estádio Conde Rodolfo Crespi. A peleja que abriu a jornada foi o encontro entre Juventus e Ponte Preta. O duelo foi válido pela penúltima rodada do Grupo 22 da terceira fase do Campeonato Paulista sub-15. Esse foi o jogo #2998 da minha lista.

O antigo certame infantil foi figurinha carimbada no JP nos nossos primeiros anos mas praticamente desapareceu nas últimas temporadas. Cortesia da saudosa Copa do Mundo e das prioridades que mudaram depois que vi a maior competição do planeta in loco. Acordar cedíssimo na manhã dos sábados passou a ser uma tarefa quase impossível de realizar. Desde que a final do Mundial, esse Juventus x Ponte foi apenas o quarto cotejo válido pelo sub-15 que contou com a minha presença. Para efeito de comparação, de 2004 a 2011 foram quarenta coberturas do sub-15 nas nossas páginas, de 2012 a 2019, apenas doze.

Saí do trabalho no começo da manhã e nem descansei direito. Não podia vacilar, caso contrário, a programação da partida #3000 estaria comprometida. Cheguei cedo na Rua Javari e logo vi que a dupla Bruno e Milton, o grande comunista da Aclimação, estaria presente. Uma boa notícia, pois se estivesse sozinho a chance de dormir seria bem maior. Fiz as fotos oficiais na boa e, graças ao insuportável calor que já incomodava bastante, não fiquei um minuto sequer no gramado. Me postei, claro, debaixo da sombra das sociais.


Clube Atlético Juventus (sub-15) - São Paulo/SP


Associação Atlética Ponte Preta (sub-15) - Campinas/SP


Capitães de Juventus e Ponte junto com o quarteto de arbitragem

A peleja era crucial para as pretensões grenás. Um triunfo garantiria a equipe entre os oito melhores do campeonato, algo que não acontecia desde 2001. Aliás, foi justamente em 2001 a última vez que o sub-15 e o sub-17 (e também o sub-20) foram simultaneamente tão bem nos estaduais de base. Apesar de todas as dificuldades, o trabalho na Mooca foi muito bem feito em 2019. Como a Macaca era a lanterna da chave e ainda não tinha vencido nas quatro primeiras rodadas, a missão paulistana parecia não ser das mais difíceis.

Quando o árbitro deu início ao confronto, o clube da casa foi com tudo para cima da equipe visitante e criou três ótimos momentos antes dos dez primeiros minutos. Primeiro foi Lucas Nascimento que chutou de longe com poucos segundos e Lucas fez boa defesa. Aos três, Gabriel Santos finalizou da direita com perigo. Aos dez, em cobrança de falta ensaiada, o mesmo Gabriel mandou de longe e quase fez. Só dava Juventus.

A Ponte não conseguia sair do campo de defesa e só se aventurou no setor ofensivo aos 17 minutos. O grande problema foi que o goleiro grená Jonathan vacilou e os campineiros abriram a contagem. Em investida pelo meio, Willian recebeu e chutou fraco. O camisa 1 local tentou fazer a defesa e a pelota passou entre seus braços. Na saída de bola Gabriel Santos viu o goleiro ponte pretano adiantado e tentou do meio-campo. Ela passou perto da meta.


O Juventus entrou em campo precisando de uma vitória simples para conquistar a vaga nas quartas de final


Um dos vários momentos bons a favor do onze local no começo da peleja


Lucas fazendo a defesa em bola alçada na área da Ponte

O Moleque Travesso continuou melhor sem se importar com o gol sofrido. É, só que aos 26, no segundo lance perigoso da Ponte, o placar foi ampliado. Num escanteio da esquerda cobrado por baixo, a bola foi tocada no primeiro pau e Moreira, entre os zagueiros paulistanos, completou. A situação juventina se complicou bem e aos 32 minutos Lucas fez milagre em chute cruzado do atacante Lucas Nascimento. Se sai o tento grená nesse chute a história do tempo final seria diferente.

Com 2x0 contra, o Juventus se afobou durante a segunda etapa e mesmo tendo maior posse, se enervou. A Macaca ficou de boa, se segurando bem e deixando o relógio correr. Aos 32 Gabriel Santos quase marca quando completou cruzamento da esquerda e a zaga salvou em cima da linha. Somente aos 36 os grenás diminuíram com uma cabeçada precisa de Paulo Guilherme. Faltando cerca de três minutos, a ideia era rolar aquela pressão derradeira. É, porém no afã de buscar o empate, os locais deixaram um buraco monstro na zaga. Aos 37 Vítor Hugo armou um belo contra-ataque e tocou na esquerda. Moreira recebeu, invadiu a área e mandou no canto esquerdo de Jonathan, fechando o marcador.


Nos acréscimos do tempo final, o Juventus diminuiu. Por alguns segundos, voltou a esperança



Na saída de bola, Miranda fez o terceiro da Ponte e enterrou as esperanças grenás. Na segunda imagem, a comemoração dos atletas campineiros

O resultado final de Juventus 1-3 Ponte Preta foi um balde de água fria nas pretensões do Moleque Travesso no torneio. Agora o escrete grená precisa vencer o São Paulo e seus 100% de aproveitamento em Cotia e torcer para a Macaca não derrotar o Comercial como mandante. Se o Comercial ganhar, um empate garante o time paulistano. Certamente é uma missão bastante complicada, praticamente impossível de acontecer. Não é exagero afirmar que a vaga virou pó com uma rodada de antecedência.

Saiu de campo um alvinegro e entrou outro no duelo de fundo. Se a situação do sub-15 era confortável antes da jornada, a do sub-17 era barra pesada.

Até lá!

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Ficha Técnica: Juventus 1-3 Ponte Preta

Competição: Campeonato Paulista sub-15; Local: Estádio Conde Rodolfo Crespi (São Paulo); Árbitro: Michel de Camargo; Público e renda: Portões abertos; Gols: Willian (pênalti) 17 e Moreira 26 do 1º, Paulo Guilherme 36 e Moreira 37 do 2º.
Juventus: Jonathan; Cauan, Victor Kauan, Victor Habermann e Luiz Eduardo; Guilherme Dobarro, Lucas Nascimento (Gabriel Braga), Victor Coelho (Paulo Guilherme) e Gabriel Santos (Diego Sano); Matheus Gil e William (Kauã). Técnico: Wellington Miranda.
Ponte Preta: Lucas; João Victor, Jefferson, Moreira e Gabriel (Kayke); Lukinha, Matheus (Huadson), Caetano (Lucas Santos) e Vitor Hugo (Ênio); Willian (Pedro Henrique) e Marcelo Braz (Pedro Santos). Técnico: Jean Carlo Leite.
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