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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Jabuca é como o samba: agoniza, mas não morre

Olá, amigos!

Na manhã do último domingo estive no simpático Estádio Espanha, para acompanhar o duelo entre o Jabaquara AC e o EC São Bernardo, válido pela 11ª rodada do Campeonato Paulista da Segunda Divisão de Profissionais de 2011, em seu Grupo 6. Tentei um caminho alternativo ao Estádio e acabei me perdendo por São Vicente, chegando ao estádio com cinco minutos de atraso. Mas os atletas e o quarteto de arbitragem fizeram a gentileza de posar, com exclusividade para o JP, no intervalo da partida.


Jabaquara AC - Santos/SP. Foto: Estevan Mazzuia.


EC São Bernardo - São Bernardo do Campo/SP. Foto: Estevan Mazzuia.


Quarteto de arbitragem, composto por Marcelo Rogério, auxiliado por Rafael Ferreira da Silva, Rodrigo Soares Aragão e Carlos Eduardo Gomes. Foto: Estevan Mazzuia.

Apesar do forte sol que amenizava o frio matinal, as equipes entraram em campo dispostas a levar os 3 pontos. Para o Jabuca, apenas a vitória interessava para manter suas pretensões à classificação. O Bernô poderia se contentar com um empate mas, diante da irregularidade rubro-amarela, não custava arriscar e ficar mais perto da classificação antecipada.


Todo mundo procurando a bola... mas onde ela está? Foto: Estevan Mazzuia.

Apesar do jogo pegado e corrido, os arqueiros tiveram poucos problemas. A primeira grande chance de gol saiu apenas aos 34 minutos, e foi favorável aos visitantes: Kléber limpou bonito o zagueiro, mas bateu por cima do gol de Gomes.


Contra-ataque alvinegro. Foto: Estevan Mazzuia.

O Jabaquara teve mais sorte na resposta: aos 41, Parazinho arriscou com perigo, e conseguiu um escanteio. Na cobrança, brilhou a estrela do oportunista Edgard, que fez as redes balançarem, para alegria da torcida presente.


Muita disputa pela bola, mas pouca criatividade: a tônica da primeira etapa. Foto: Estevan Mazzuia.

Com as equipes jogando muito bem, a expectativa era de uma segunda etapa eletrizante. E a torcida não se decepcionou. Logo aos 5 minutos, o mesmo Edgard ampliou, se aproveitando de um cruzamento da direita, e encobrindo o arqueiro rival, de cabeça.


Detalhe de ataque do Bernô na segunda etapa Foto: Estevan Mazzuia.

Aí, o velho ditado mostrou sua força: "2 a 0 é um resultado perigoso". Algo mágico acontecia. O Jabuca jogava muito bem, e o Cão não estava mal... A partida parecia ganha, e o tal placar é curioso: dá uma sensação de dever cumprido a quem está na frente, mas mantém vivo quem está atrás. O Jabuca pôde ampliar aos 15 minutos, quando um zagueiro do Cão salvou em cima da linha uma bola com endereço certo, após cobrança de escanteio.


Bola na área do Cão, na segunda etapa. Foto: Estevan Mazzuia.

Mas o pior aconteceu: aos 30 minutos, Gomes não conseguiu segurar a bola após cobrança de falta, e o camisa 7, Marcos, foi mais esperto e diminuiu. Foi o suficiente para o Leão se perder e levar o segundo, seis minutos depois, através de Kléber, cobrando falta.

Como disse Nelson Sargento, o samba agoniza mas não morre, porque alguém sempre o socorre. O Jabuca é delicioso, como um samba. E foi socorrido por Parazinho, após lançamento de Luan, aos 41 minutos. Na velocidade, o atacante recebeu na área e tocou por cima de Jefferson, levando a loucura a torcida.


O Jabaquara ainda fez uma pressão no final, e por pouco não saiu o quarto gol. Foto: Estevan Mazzuia.

Fim de jogo, Jabaquara 3x2 São Bernardo. Era o mínimo que o Jabuca precisava pra não morrer. Agora, tem que conquistar pelo menos 7 pontos nos próximos 3 jogos pra não precisar fazer continhas pra se classificar. E a tarefa não será fácil, já que a próxima partida é em Ulrico Mursa, contra os donos da casa. Mas a Portuguesa tem sido muito irregular, e não apresentou um por cento da raça, bravura e determinação leonina. E já levou a pior no turno.

Quanto ao Bernô, tem dois jogos em casa, e decide fora com o São Vicente. Serão 3 jogos de "seis pontos", que inspiram muito cuidado, mas a equipe segue favorita a uma das vagas. Foi isso.

Abraços e até a próxima!

Estevan

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