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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

JP na gloriosa volta das seleções estaduais (pelo menos no sub-20)

Texto e fotos: Fernando Martinez


Olha só... e não é que o Jogos Perdidos ainda existe? Não iria aparecer mais por aqui a curto/médio prazo, mas a CBF resolveu organizar um campeonato genial, talvez o mais legal dos últimos tempos, e meu retorno se fez obrigatório. Não dava para a Copa de Seleções Estaduais sub-20 acontecer e não aparecer aqui no blog.

Em 2015 a entidade reuniu as seleções de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina num quadrangular (com dias e horários péssimos) nas cidades de Itu e São José dos Campos. A seleção paulista foi campeã, e para 2016 foi prometida uma versão recheada com as demais seleções estaduais. Como chegou o final de 2016 e ficamos de mãos abanando, achei que a competição estava sepultada.

Pra nossa alegria, no final de outubro apareceu no site da CBF a tabela da edição 2017 da Copa com a presença de 26 seleções (só o Distrito Federal ficou de fora). As quatro dos estados com o pior ranking jogaram a primeira fase e duas se classificaram, se juntando às 22 melhores. Os 24 times foram divididos em oito chaves com três agremiações cada e o campeão de cada grupo se garante nas quartas-de-final.

O mais legal disso tudo é que cada grupo tem sede no estado melhor ranqueado. Isso significa que São Paulo joga até a decisão (isso se se classificar, lógico) em casa. Pode não ser o mais justo, mas é o mais funcional, sem sombra de dúvida. A seleção paulista caiu no Grupo 1 junto com a seleção sergipana e a seleção maranhense.

Agora, vale registrar que poucos veículos de imprensa falaram sobre esse sensacional torneio, e os que falaram citaram de forma errada a origem da competição. A Copa de Seleções Estaduais sub-20 não tem nada a ver com o antigo Campeonato Brasileiro de Seleções, já que essa era uma disputa entre profissionais. A origem real está no Campeonato Brasileiro de Seleções Juvenis (depois Juniores), realizado de 1978 até 1984. Poucos sabem da existência desse certame que foi muito importante na época.

Enfim, voltando aos tempos atuais, demorou até sabermos qual estádio paulista sediaria a chave. Quando finalmente a CBF divulgou, bateu uma certa tristeza. O Estádio Laudo Natel, o CT de base do São Paulo em Cotia, foi o escolhido. Até então, ali era um local "inacessível" e pensei que minha presença estava comprometida.

Como ninguém demonstrou interesse em me fazer companhia nas duas primeiras rodadas fui atrás de uma forma barata para ir lá de transporte público. Descobri que há um ônibus intermunicipal próximo ao metrô Faria Lima que segue direto até o Terminal Metropolitano de Cotia, e que dali o CT está relativamente próximo. Infelizmente o caminho, que nem é tão longo, é impossível de se percorrer a pé, a não ser que a gente pense em ser atropelado numa estrada sem acostamento e sem nenhuma sinalização. Resta ir de táxi mesmo.

Eis que chegou o dia da primeira rodada e do genial confronto entre a seleção paulista e a seleção sergipana. O ônibus não demorou e o caminho entre o ponto inicial e o ponto final foi percorrido exatamente em uma hora e dez minutos. Depois desse tempo são mais seis ou sete minutos de táxi e voilá, faltando uma hora pro apito inicial já me encontrava no belíssimo CT tricolor. Não foi fácil conseguir a liberação para permanecer no gramado, porém no fim deu tudo certo.


Seleção Paulista (sub-20)


Seleção Sergipana (sub-20)


Quarteto de arbitragem paulista com o árbitro Leonardo Ferreira Lima, as assistentes Fabrini Bevilaqua Costa e Patricia Carla de Oliveira e a quarta árbitra Katiucia da Mota Lima

Tinha visto a gloriosa seleção paulista apenas uma vez in loco, só que num jogo de veteranos e sem o uniforme oficial. Mesmo com algumas falhas - a meia clássica é vermelha e há listras também nas mangas - foi genial finalmente ver o belo uniforme em campo. Destaque também para a bela camisa dos sergipanos.

Acho que era natural pensar que os paulistas eram favoritos ao triunfo, então fui acompanhar o ataque local durante os 90 minutos. Os visitantes, contando com mais da metade dos atletas do CS Sergipe, não mostraram um futebol vistoso, mas pelo menos se seguraram bem na defesa. Não foi fácil pro selecionado bandeirante furar o bloqueio defensivo.

Nos primeiros 20 minutos o goleiro Ismael foi bem quando acionado e evitou o gol paulista com duas grandes defesas. Somente aos 31 minutos o time da casa chegou ao seu gol. Rodrigo Farofa, atacante do Novorizontino, recebeu bom passe em profundidade, entrou na área e tocou na saída do camisa 1.


Lance de ataque paulista na intermediária sergipana


Chegada de São Paulo pelo alto


Bom ataque local pela direita em chute que levou perigo à meta do goleiro Ismael


Rodrigo Farofa se prepara para chutar e abrir o marcador no Laudo Natel

Já no segundo tempo o Sergipe voltou mais disposto, mais arrumado e botou as manguinhas de fora. Os nordestinos equilibraram as ações e passaram a incomodar o setor defensivo do onze local. São Paulo mostrou bastante falta de entrosamento, algo natural com tão pouco tempo de preparação, e muitos erros de passes.

Foi Ismael, o goleiro que tinha salvado a pátria verde e amarela no primeiro tempo, quem deu uma forcinha aos paulistas. Aos 25 minutos a bola foi cruzada da esquerda e ele saiu errado do gol. Marlon Ribas, atleta do Desportivo Brasil, se aproveitou e tocou de cabeça, ampliando a vantagem local.

Esse segundo tento matou qualquer chance de sucesso visitante e nos minutos restantes a seleção paulista perdeu um rol de oportunidades de todos os tipos e cores, a maior parte delas com o autor do segundo gol. Por sorte, quando o árbitro encerrou a peleja elas não fizeram falta.



Início do ataque que originou o segundo gol paulista e a cabeçada de Marlon Ribas que deu números finais à partida


Marlon Ribas, ele de novo, com a chance do terceiro gol local

O placar final de São Paulo 2-0 Sergipe colocou a seleção bandeirante na liderança do Grupo 1 com três pontos ganhos e obrigou a seleção sergipana a vencer o jogo de sexta-feira, contra a seleção maranhense, para se manter viva no certame. Aliás, como não poderia ser diferente o duelo nordestino foi o ponto alto da primeira fase dessa chave.

Fiz o caminho de volta para a capital paulista no mesmo esquema táxi-ônibus ainda mais rápido do que a ida. Definitivamente a história de que "o CT de Cotia é difícil de chegar" virou coisa do passado.

Até a próxima!

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Corinthians vence a Chape e está na final da Copa do Brasil sub-17

Texto e fotos: Fernando Martinez


Menos de 24 horas depois de acompanhar o Oeste x Internacional pela Série B na Arena Barueri, voltei ao estádio para o encontro de volta de uma das semi-finais da Copa do Brasil sub-17. Debaixo de um sol fortíssimo e com um calor insano, o Corinthians recebeu a Chapecoense buscando chegar na final pelo segundo ano consecutivo (ano passado foi campeão em cima do Sport).

No confronto de ida, o alvinegro derrotou a Chape pela contagem mínima e precisava apenas de um empate para se classificar. Os catarinenses tinham que vencer por um gol a partir de 2x1 para irem à decisão graças ao critério de gols fora. O destaque negativo foi a absoluta falta de torcedores corintianos na Arena. Diferente dos mais de 11 mil que marcaram presença no duelo contra o Vitória nas quartas, nem cem gatos pingados foram a Barueri.


Sport Club Corinthians Paulista (sub-17) - São Paulo/SP


Associação Chapecoense de Futebol (sub-17) - Chapecó/SC


Os capitães dos times junto ao quarteto de arbitragem da peleja

No tempo inicial consegui forças e acompanhei o ataque paulista de perto. Logo aos sete minutos, o onze de Chapecó perdeu a bola. Welliton, avante mosqueteiro, roubou, passou por dois zagueiros pela direita e deu um lindo toque na saída de Arthur. Agora não tínhamos mais chances de decisão por pênaltis e os visitantes precisavam virar o marcador.

O problema foi que a Chapecoense sentiu demais o tento sofrido e nada fez durante o tempo inicial. Por sua vez o Corinthians também se acomodou e nada mais digno de registro aconteceu. Não sendo injusto, até rolou um lance pouco antes do apito final quando Luan, zagueiro local, tocou a mão na bola perto da área aos 44 sem que o árbitro marcasse algo. Assim como na noite anterior, o cotejo se arrastou e demorou duas horas e meia até o intervalo chegar. 

Não aguentei tanta inoperância e fui até as cabines no segundo tempo. Até os 20 minutos a coisa estava tão feia e o calor me deixou tão derrubado que acabei pegando no sono. Não perdi absolutamente nada, já que a partida foi só melhorar na metade final. Aos 26, a Chape teve uma ótima oportunidade nos pés de Bruno, só que Mattos fez ótima intervenção. Depois, o Corinthians teve boas oportunidades com Giovanny, quando Arthur fez milagre, e Vitinho.


Detalhe do gol corintiano, marcado por Welliton na saída do goleiro da Chape


Chegada alvinegra pela esquerda


A Chapecoense não fez nada ofensivamente falando, mas pelo menos se defendeu bem no primeiro tempo


Visão geral de uma Arena Barueri vazia para Corinthians x Chapecoense


Goleiro catarinense voando para cortar bola cruzada na área

No fim, o placar se confirmou com Corinthians 1-0 Chapecoense. O onze de Parque São Jorge chega à sua segunda decisão seguida da Copa do Brasil sub-17. O adversário será o Palmeiras, depois que este venceu o Flamengo por 4x1 na ida e empatou por 2x2 fora de casa. Promessa de emoção num dérbi inédito na final. Dependendo do local escolhido, faremos de tudo para marcar presença pelo menos no segundo jogo.

Passei os últimos dias na capital, mas estava na hora de voltar ao litoral. Minha presença se fará necessária na Grande São Paulo somente no final do mês com a cobertura da genial Copa de Seleções Estaduais sub-20. Não sabemos ainda aonde serão os jogos, porém temos fé que serão marcados para perto de casa. Tem time novo na Lista numa competição absolutamente sensacional em foco.

Até lá!

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quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Oeste e Inter maltratam a pelota no acesso do Colorado

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na noite de terça-feira mais uma vez segui a rota do Oeste no Campeonato Brasileiro da Série B. Mesmo com 38 graus de febre e uma tosse absurda, subi a serra só para ver o confronto do rubro-negro com o Internacional de Porto Alegre pela 36ª rodada da competição. Já tinha visto Palmeiras, Corinthians, Vasco da Gama, Atlético/MG e Grêmio quando estes disputaram a segundona, logo, não poderia perder a oportunidade de ver outro grande ao vivo nesse certame.

Diferente dos seus companheiros do G-12, o Colorado fez uma Série B muito abaixo do esperado. Foram raros os momentos de destaque e os gaúchos passaram perrengues que nem imaginavam. Mesmo assim, chegaram a esse duelo precisando de um empate para se garantirem na Série A com duas rodadas de antecedência. Sem dúvida bem pouco em se tratando de uma agremiação tão vencedora.

Pelos lados do rubro-negro de Barueri, a equipe ainda luta por uma vaga na elite nacional. O time somava 57 pontos e estava na quinta colocação, atrás do Paraná com 59. Um triunfo contra o alvirrubro dos pampas era absolutamente essencial nessa disputa cabeça-a-cabeça com o tricolor da Vila Capanema. Agora, vale registrar que se alguém me falasse há 15 anos que eu assistiria um Oeste x Inter em 2017 com promessa de um encontro equilibrado pela Série B do nacional eu acharia que a pessoa era digna de internação. Nem em delírios mais profundos eu imaginaria que isso realmente iria acontecer. Duvido que alguém pudesse acreditar nisso.

Passei um sufoco danado para chegar na Arena Barueri, mas deu tudo certo. Eu entrei de boa por conta da credencial, porém quem dançou foi a torcida. Várias filas davam a volta no estádio e teve gente entrando no segundo tempo apenas, tamanha foi a desorganização. Basta o local receber um público maior do que o normal que vira tudo uma enorme bagunça. Ano vai, ano vem e nada muda nessa terra.

Fiquei na parte alta da Arena junto com um monte de gente que nunca aparece por ali. Todos presenciaram uma das piores pelejas da década, sem nenhum exagero. Isso muito por conta da atuação ridícula e vergonhosa do SC Internacional, clube três vezes campeão nacional e bi da América. Não que o Oeste tenha sido uma máquina, beeeeeem longe disso, mas muito pela total inoperância dos atletas alvirrubros.


Visão geral da Arena Barueri para Oeste x Inter


Jogada pela lateral esquerda do ataque colorado


O time gaúcho fez uma partida horrível e praticamente não criou nenhuma chance de gol

Somente um se salvou, o goleiro Danilo Fernandes. Ele fez uma defesa ótima em chute de William Cordeiro aos 42 minutos e impediu que os locais abrissem o marcador. Tirando isso, uma partida modorrenta que teve duas horas e meia. Do alto dos meus 38 graus de febre, não foi fácil me manter acordado. E se o negócio foi ruim no tempo inicial, no final ficou ainda pior.

As duas agremiações não mostraram nenhuma criatividade e erraram passes em profusão. Cada minuto demorava 400 segundos pois nada acontecia em campo. O primeiro e único lance de "perigo" (entre aspas) do Inter em todo o duelo aconteceu aos 24 minutos em chute de Edenílson que Rodolfo defendeu sem sustos. O Oeste tentava emplacar uma pressão, sem que isso fosse traduzido em oportunidades boas ou lances de perigo.

Depois dos 40 minutos comecei a ver uma das cenas mais melancólicas dos últimos tempos: todo o banco colorado pedindo o fim do jogo. Sim, o poderoso Internacional de Porto Alegre sofrendo para segurar um 0x0 com o Oeste de Barueri, ex-Itápolis. Uma situação impensável durante décadas e que virou realidade na noite de terça. Com todo o respeito, foi constrangedor acompanhar esses longos minutos.


O Oeste poderia ter vencido caso tivesse acredito mais


Ataque rubro-negro pelo alto e boa saída de Danilo Fernandes

O placar final de Oeste 0-0 Internacional recolocou os gaúchos na Série A do nacional, só que eles subirão muito provavelmente sem o título da Série B, já que o América Mineiro abriu quatro pontos de vantagem faltando duas rodadas. Podemos dizer que eles fizeram menos do que a obrigação. Pelos lados do onze paulista o acesso não está nada fácil. A equipe é sexta colocada com 58 pontos junto com o Londrina, dois atrás do Paraná, o quarto. Os baruerienses visitam o ABC e recebem o Goiás na rodada derradeira.

Menos de 24 horas depois de sair da Arena Barueri morrendo de frio, voltei ao estádio na tarde do dia seguinte debaixo de um sol absurdo para um confronto decisivo na Copa do Brasil sub-17. Dia de cozinhar a moleira...

Até lá!

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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Guarulhos quebra a invencibilidade do Presidente Prudente

Texto e fotos: Fernando Martinez


O Campeonato Paulista sub-20 da Segunda Divisão chegou na fase semi-final e na tarde do sábado passado pintou um joguinho absolutamente imperdível. Direto do Estádio Cicero Miranda, o Guarulhos recebeu o genial Presidente Prudente FC, na primeira visita deste na Grande São Paulo pela categoria. Ano passado coloquei a equipe na Lista num duelo contra o Jabaquara em Santos, mas mesmo assim não tinha como ficar de fora dessa peleja.

O escrete verde limão nunca atuou com seu elenco profissional por essas bandas já que nunca chegou a passar de fase na última divisão. Tive uma ou duas chances de ir até a longínqua cidade do oeste do estado, só que no fim nunca deu certo. É o único time que jogou qualquer divisão do estadual nesse século que não vi com seu elenco principal. Porém se no profissional eles vão mal, no sub-20 a coisa é diferente e pelo segundo ano seguido emplacaram uma boa campanha.


Associação Desportiva Guarulhos (sub-20) - Guarulhos/SP


Presidente Prudente Futebol Clube (sub-20) - Presidente Prudente/SP


Trio de arbitragem e capitães das equipes

A equipe terminou a primeira fase como líder do Grupo 2. Nas fases seguintes, eliminou o Atlético Araçatuba e o Taquaritinga. Até aqui, disputaram doze partidas, com nove triunfos e três empates numa belíssima e invicta campanha. O Guarulhos, também sem muito destaque na Segundona, também estava invicto com oito triunfos e seis empates. No mata-mata eles eliminaram Real Cubatense e Elosport. Tudo indicava que teríamos um ótimo confronto.

Cheguei na cancha guarulhense de boa, debaixo de chuva e esse foi o cenário durante quase toda a tarde. Captei os instantâneos oficiais e fui acompanhar o ataque do onze local. Logo aos dois minutos o clube da casa teve um pênalti marcado a seu favor. O camisa 9 Eduardo bateu bem e inaugurou o placar. A assistência que foi ao Cícero Miranda viu um encontro muito equilibrado e com bons momentos para ambos.


Bola cruzada dentro da área visitante


Eduardo cobrou bem o pênalti e abriu o marcador a favor do Guarulhos aos dois do tempo inicial


Atacante guarulhense preocupado com a marcação do adversário


O belo contraste das camisas de Guarulhos e Presidente Prudente no gramado do Cícero Miranda

O tempo inicial terminou com a vantagem mínima a favor do Guarulhos. No intervalo um aspone local questionou a minha presença dentro do gramado, dizendo que eu não poderia ficar ali de nenhuma forma. Mostrei minha credencial e ainda assim o cidadão insistia em dizer que "ele não me autorizava". O legal foi que o árbitro já me conhecia por conta do trabalho do JP e disse que "a casa era minha". Muito bom ver o figura sair de fininho depois dessa afirmação.

Como fui autorizado a permanecer dentro de campo, acompanhei parte do tempo final por ali. O Guarulhos voltou um pouco melhor, sabendo que uma vantagem em casa significaria muito pensando no duelo de volta. O Presidente Prudente se defendeu demais e se complicou aos 29 quando o camisa 16 Felipe ampliou a vantagem do tricolor. Os mandantes ainda tiveram oportunidades do terceiro, porém o marcador não foi mais alterado.


Zagueiro do onze verde-limão dividindo com atacante local


Camisa 9 do Índio cercado de atletas prudentinos


Uma rara chegada do Presidente Prudente, sem muito sucesso, no segundo tempo

O placar final de Guarulhos 2-0 Presidente Prudente quebrou a invencibilidade prudentina e deixa o Índio numa situação até certo ponto confortável pro jogo de volta. O time vai pra final até mesmo com uma derrota por um gol de diferença. O onze verde-limão vai ter que devolver os 2x0 - ou qualquer outro triunfo por dois tentos de diferença - caso queira estar na decisão. A certeza é que teremos mais um encontro muito bem disputado.

Fiquei vários dias na capital, mas no domingo retornei ao litoral pois queria ficar um pouco de boa perto da família. Se tudo der certo, volto no começo da semana para um confronto surreal pela Série B do Brasileiro.

Até lá!

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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Oeste só empata e não entra no G4 da Série B

Texto e fotos: Fernando Martinez


Estamos na reta final do Campeonato Brasileiro da Série B e na noite de terça-feira fui mais uma vez até a Arena Barueri para ver mais um capítulo da saga do Oeste em busca de uma vaga na elite nacional no ano que vem. Pela 34ª rodada, o rubro-negro da Grande São Paulo recebeu o Figueirense tentando entrar no G4 pela primeira vez.

Antes dessa rodada, o Ceará estava em terceiro com 58 pontos, o Paraná em quarto com 56 e o Oeste em quinto com 55. Os cearenses receberiam o Guarani e os paranaenses visitariam o Brasil em Pelotas. Jogar contra o Figueira, 12º colocado e ainda com chance de ser rebaixado era o cenário perfeito pro Rubrão. É, só que quando a esmola é muita o cego desconfia e o encontro foi bem mais difícil do que os locais poderiam prever.


Oeste e Figueirense pouco antes do apito inicial

O time catarinense, comandado pelo veterano Jorge Henrique, foi um adversário duro. A partida começou num ritmo bom e nos primeiros minutos cada clube teve um bom momento. O do rubro-negro saiu dos pés de Mazinho aos 34 minutos. Ele entrou na área e tocou para Robert, só que o atacante não conseguiu concluir. O lance do Figueira foi com ele, Jorge Henrique, e Rodolfo defendeu bem. Após esses dois lances a peleja caiu muito de produção. Aos 46 Guilherme Lazaroni tomou o segundo amarelo e foi expulso.

No tempo final, quando poderíamos esperar um Oeste mais incisivo por estar com um a mais no relvado, um duro golpe. Logo aos seis minutos Jorge Henrique cobrou falta e colocou a bola na cabeça de André Luís, que cabeceou firme e inaugurou o placar. Sabendo que uma derrota poderia ser fatal para suas pretensões, o escrete barueriense foi pra cima e ficou todo o tempo que restava ocupando o campo de defesa visitante.


Num primeiro tempo fraco, o time paulista teve poucos momentos de destaque


Bola levantada na área do Figueira

Aos 17, os jogadores paulistas reclamaram de pênalti de Naylhor em Jheimy, mas o árbitro mandou o jogo seguir. A enorme insistência deu resultado aos 33 minutos com um golaço de Mazinho, o artilheiro do certame. De fora da área, o camisa 10 soltou uma bomba e deixou tudo igual. A meu ver, o arqueiro catarinense falhou no lance. Sabendo que o empate também não era satisfatório, o Oeste foi ainda mais perigoso nos minutos seguintes. Vimos um massacre.

O número de chances criadas foi grande, porém nenhuma delas se transformou em gol. Aos 40, Mazinho acertou outro tirambaço e a bola tirou tinta da trave. Aos 45, outro chute perigoso, agora com Willian Cordeiro. Aos 47, a maior oportunidade de todas quando Raphael Luz cabeceou à queima-roupa e Saulo fez milagre. Realmente não era noite do rubro-negro.


Detalhe do gol de André Santos, o primeiro da noite


Depois de sofrer o gol, só deu Oeste na Arena


Um dos vários ataques perigosos dos rubro-negros no segundo tempo

O placar final de Oeste 1-1 Figueirense fez com que o time da Grande São Paulo chegasse aos mesmos 56 pontos do Paraná Clube (que foi derrotado na rodada), permanecendo em quinto lugar por ter um número de vitórias menor. O Ceará, terceiro lugar, tem 59. Faltando quatro rodadas, teremos muita luta pela frente.

A próxima parada futebolística será no sábado com uma das semi-finais do Paulista sub-20 da Segunda Divisão. Pela primeira vez teremos uma das agremiações de terras mais longínquas do estado atuando na Grande São Paulo. Imperdível.

Até lá!

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segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Portuguesa toma 2x0 e se complica na semi da Copa Paulista

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na tarde de sábado rolou um daqueles jogos geniais repletos de tradição pela fase semi-final da Copa Paulista. A Portuguesa recebeu o bom time da Ferroviária no Estádio Oswaldo Teixeira Duarte com o pensamento fixo em não ficar de fora do cenário nacional em 2018. Caso a Lusa não seja campeã da competição, ela ficará pela primeira vez em décadas fora do Brasileirão. A equipe grená seria uma adversária dura em busca desse objetivo.

Sem perder desde a primeira fase - 0x1 contra o Noroeste em 2 de setembro - os araraquarenses são os atuais vice-campeões da Copa e podemos dizer que são os maiores favoritos ao título desse ano. Depois que subiram para a Série A1, voltaram a ser adversários de respeito no cenário futebolístico do estado. Pelos lados do Canindé, a esperança era a dupla Guilherme Queiroz/Marcelinho Paraíba.


Associação Portuguesa de Desportos - São Paulo/SP


Ferroviária Futebol S/A - Araraquara/SP


O árbitro Flavio Rodrigues de Souza, os assistentes Evandro de Melo Lima e Vladimir Nunes da Silva, o quarto árbitro Daniel Carfora Sottile e os capitães dos times

A Lusa começou a peleja tomando toda a iniciativa e passou dez minutos dentro do campo de defesa adversário. Para azar dos comandados de PC Gusmão, no primeiro ataque da AFE o placar foi inaugurado. Alisson fez ótima jogada e tocou para Léo Castro. O artilheiro chutou e a bola passou debaixo de João Lopes. Os locais não desanimaram e quase empataram aos 20, quando Fernando cobrou falta perigosamente e Tadeu espalmou.

No lance seguinte, em nova cobrança de falta, Marcão mandou pro fundo da rede. Seria o empate lusitano caso o assistente número 2 não tivesse levantado a bandeira alegando impedimento. Tive a impressão de lance legal, e ela se confirmou com o replay na transmissão de TV. Um lamentável equívoco que prejudicou os paulistanos, que mesmo assim continuaram jogando melhor do que seu adversário.


Início de ataque lusitano no começo da partida


Marcão deixando tudo igual aos 22 do tempo inicial... pena que o assistente anulou o gol de forma equivocada


Agora a Lusa atacando pela esquerda


De pênalti, Marco Damasceno fez o segundo da Ferroviária


Guilherme Queiroz teve a chance de marcar mas bateu um penal de forma bisonha e Tadeu defendeu

No momento em que a Lusa era mais efetiva, a Ferroviária descolou um raro contra-ataque que terminou com Íkaro caído dentro da área. O árbitro marcou pênalti, porém a meu ver nada aconteceu. Marco Damasceno bateu bem a ampliou a vantagem grená aos 35. Dois minutos depois foi a vez de Guilherme Queiroz cair dentro da área e o senhor juiz marcar nova penalidade. Só que o camisa 7 bateu muito mal e Tadeu fez fácil defesa.

Aliás, o camisa 1 da gloriosa agremiação interiorana foi o grande nome a partir desse lance. O que o arqueiro fez o segundo tempo foi incrível. A Portuguesa, mesmo sentindo a pressão de estar com 2x0 contra, fez o que podia para pelo menos deixar tudo igual. Tadeu fez quatro ou cinco defesas sensacionais e impediu que os locais marcassem. Com essa magnífica atuação, ele praticamente colocou a AFE na final.


O camisa 7 rubro-verde em lance agudo dentro da área visitante


Investida paulistana pela direita


Bola aérea dentro da área grená no tempo final

O placar de Portuguesa 0-2 Ferroviária deixou a situação lusitana muito complicada. Somente um triunfo por três gols coloca o clube na decisão. Uma vitória por dois gols leva a decisão para a marca de cal. Tudo bem que futebol é bola na rede, mas que os rubro-verdes mereciam mereciam melhor sorte, isso eles mereciam. A provável eliminação deixará a equipe sem divisão em 2018.

Essa foi a única cobertura do final de semana. Na noite de terça voltarei á ativa com outra apresentação do Oeste em busca do acesso para a Série A do nacional.

Até lá!

© 2018