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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Portuguesa goleia e vira líder do Grupo X

Fala pessoal!

O segundo jogo do domingo que eu acompanhei no Estádio Nicolau Alayon, também válido pelo Grupo X da Copa São Paulo de Futebol Júnior 2011, reuniu uma equipe que já tem dois títulos na história do torneio e uma equipe que volta à competição após dez anos de ausência: Portuguesa x Oratório/AP.


A Portuguesa de D (sub-18) - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


Oratório RC (sub-18) - Macapá/AP. Foto: Fernando Martinez.


Quarteto de arbitragem e capitães das equipes. Foto: Fernando Martinez.

A Lusa foi campeã da Copinha nos anos de 1991 e 2002. No primeiro titulo, a equipe do Canindé simplesmente fez a melhor campanha de um clube na história do torneio, com nove vitórias em nove jogos. Já o Oratório faz parte do seleto rol de cinco times amapaenses que já disputaram a competição (além do time azul, Trem, Ypiranga, Londrina e Santana).


O que faz o escudo do Guaxupé/MG na camisa do Oratório? Nada mais do que uma parceria, algo extremamente comum na Copinha. Fotos: Fernando Martinez.

A primeira participação da equipe do Oratório foi histórica. No grupo mais fantástico já montado na Copinha em todos os tempos - o time do Amapá jogou contra Paulistano de São Roque, Brasil de Farroupilha e Tombense/MG - a equipe conquistou a primeira vitória de um time do estado na Copa, quando venceu o Brasil por 5x4. Eu tive a chance de acompanhar o jogo Paulistano-SR 8-4 Oratório naquele ano... algo simplesmente sensacional!


Chance da Lusa de cabeça no começo da partida. Foto: Fernando Martinez.

Mas falando de atualidades, na primeira rodada a Lusa penou para vencer o Vitória das Tabocas e o Oratório tomou uma goleada do Nacional. Mas para todos que estavam no estádio - nenhum torcedor, diga-se de passagem - a vitória da Portuguesa era questão de tempo. E apesar dos amapaenses assustarem com uma bola na trave nos primeiros minutos da partida, não demorou para que a Lusa passasse à frente do marcador.


Cobrança de falta que foi parar na trave lusitana no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

O primeiro gol veio aos 17 minutos com uma conclusão de Diogo Éder no canto esquerdo do goleiro. O segundo foi marcado por Davi, num golaço de fora da área aos 28 minutos. O meia Yago fez o seu aos 24, quando completou de cabeça um cruzamento vindo de cobrança de escanteio. Para fechar o primeiro tempo perfeito, o quarto gol aconteceu aos 41, em mais um tento de cabeça, agora com o jogador João.


Comemoração do primeiro gol do time paulistano. Foto: Fernando Martinez.


Chute que originou o segundo gol do time do Canindé. Foto: Fernando Martinez.

Jogo resolvido e fatura liquidada. A Portuguesa apenas "cumpriu tabela" durante todo o tempo final. Nos primeiros minutos dessa etapa, conversei bastante com o jornalista Eduardo Affonso, profundo admirador do futebol do interior paulista. Conversamos sobre a situação dos clubes do interior na atualidade, inclusive com a constatação que estamos vivendo uma época horrorosa, a pior em muito tempo.


Disputa de bola pelo alto dentro da área do onze amapaense. Foto: Fernando Martinez.

Enquanto conversávamos, a Portuguesa marcou o quinto gol aos 22 minutos, num chutaço de Diego Alan. O Oratório então foi para tentar o gol de honra, e finalmente o fez aos 27 com o jogador Guilherme fazendo de cabeça, após bobeada da zaga lusitana após escanteio.


Lance do gol do Oratório na partida. Foto: Fernando Martinez.

Num ritmo sossegado, a partida chegou ao seu final em Oratório 1-5 Portuguesa. O resultado fez com que a Lusa virasse líder do Grupo X no quesito gols marcados. A decisão do primeiro lugar vem nessa quarta-feira, ainda com portões fechados no Nicolau Alayon, lamentável.

Até a próxima!

Fernando

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Nacional vence a segunda partida pelo Grupo X da Copinha

Opa,

Graças ao dilúvio que caiu em São Paulo e adjacências na tarde de sábado, e a uma rodada dupla de futebol americano na TV, acompanhei somente dois jogos na segunda rodada da primeira fase da Copa São Paulo de Juniores, isso no domingo. Mas foram jogos especiais num tradicional palco do futebol paulista. Mesmo com portões fechados, estive no Estádio Nicolau Alayon para o segundo dia de disputas do Grupo X. E o primeiro jogo da minha jornada foi entre o Nacional e o pernambucano Vitória das Tabocas. Vale lembrar que essa equipe era antigamente conhecida somente como Vitória.

Entrei sem problemas para fazer as matérias dos dois jogos, praticamente de forma exclusiva. As arquibancadas estavam às moscas, somente com a presença de alguns membros das comissões técnicas, e só. Mas independente disso, as fotos foram obtidas sem problema algum.


Nacional AC (sub-18) - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


AAD Vitória das Tabocas (sub-18) - Vitória de Santo Antão/PE. Foto: Fernando Martinez.


Quarteto de arbitragem da partida. Foto: Fernando Martinez.

Vitorioso na rodada inicial, o Nacional buscava mais uma triunfo para ficar com grandes chances de se classificar para a próxima fase, algo que não acontece desde 2005. Aliás, nos últimos 14 anos, o time da Barra Funda só foi além da primeira fase uma vez. Uma situação bastante ruim para um time que já foi duas vezes campeão da Copinha.

Para os pernambucanos, que sofreram uma doída derrota apenas no último minuto na estreia contra a Portuguesa, a ordem era sacudir a poeira e tentar os três pontos. Estreante na competição, o Vitória é o oitavo time pernambucano a disputar a Copinha. E na minha lista eu já tenho jogos dos outros sete times, graças a isso "completei a coleção" nessa partida.


O Nacional chegou sempre pela esquerda do ataque durante o primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

Mas os atletas não corresponderam tanto na primeira etapa. A partida foi muito embolada no meio de campo, sem que as duas equipes criassem chances claras de gol. Como sempre, o calor atrapalhou bastante, inclusive o que vos escreve, e a maior emoção foi saber como conseguiria copinhos d'água gelados para saciar a interminável sede.


Boa oportunidade para os donos da casa. Foto: Fernando Martinez.

O tempo inicial terminou com o placar em branco. Aproveitei então o intervalo para conversar com o supervisor do clube, o sempre simpático Carlinhos, sobre os planos do Naça para 2011. Com uma parceria de uma empresa de marketing, o time busca planos de sucesso nesse ano. O diretor da empresa, Roberto, discorreu sobre as ideias para todas as dependências do time ferroviário, e posso dizer que os planos são fantásticos. Eles incluem até uma eventual instalação de iluminação no estádio. Torço desde já para que dê certo.


Disputa de bola no meio de campo. Foto: Fernando Martinez.

Interrompi o bom papo para acompanhar o segundo tempo das tribunas da Comendador Souza, já que não sou de ferro. E o Vitória das Tabocas simplesmente morreu fisicamente durante o tempo final, e o Nacional se aproveitou disso.

Bom, na verdade não se aproveitou muito, já que seus atacantes conseguiram perder muitos, mas muitos ataques com oportunidades agudas de gol. O pessoal da comissão técnica do Naça chegou às vias do desespero com as chances perdidas. Pior que o tempo era implacável, e o jogo corria rápido para o seu final sem o gol dos donos da casa.


Ótima saída do goleiro pernambucano ao final do tempo inicial. Foto: Fernando Martinez.

Pior que eu já me preocupava com a chance do segundo 0x0 em três jogos, algo inédito na minha sequência de mais de 1800 jogos ao vivo. Mas aos 42 minutos o jogdor Rodrigo salvou o dia para o time paulistano e conseguiu acertar um chute que milimetricamente foi parar no canto esquerdo do goleiro pernambucano.


Bola que percorreu toda a pequena área sem nenhum atacante do Nacional para a finalização. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Nacional 1-0 Vitória das Tabocas. O resultado deixou o Nacional com seis pontos conquistados e cinco gols de saldo. A posição na chave para a rodada final seria definida após o jogo de fundo. O time do Nordeste brasileiro foi eliminado logo na primeira fase, mas fez duas boas partidas, aonde foi somente derrotado nos minutos finais em virtude da grande diferença física. Mas o dia ainda não tinha terminado na Comendador Souza...

Abraços!

Fernando

sábado, 8 de janeiro de 2011

Empate entre Inter/RS e Primeira Camisa pelo Grupo Q da Copinha

Opa,

O segundo jogo da quarta-feira pelo Grupo Q da Copa São Paulo de Juniores no Estádio Barão de Serra Negra foi entre as equipes do Internacional de Porto Alegre e do Primeira Camisa. Vale registrar que com esse jogo, completei o sexto ano seguido vendo jogos do Colorado nas primeiras fases da Copinha, e que foram devidamente registradas no JP. Surreal... até parece que fico seguindo a equipe.

Bom, antes de voltar ao gramado, encontrei o árbitro José Roberto Marques, amigo do pessoal da casa e que já apareceu muitas vezes por aqui. Simpático como sempre, conversamos sobre muitos assuntos e desde já torcemos para que ele possa voltar a atuar nos gramados paulistas em breve. Após o bom papo, fui para o campo fazer as fotinhos de sempre.


SC Internacional (sub-18) - Porto Alegre/SP. Foto: Fernando Martinez.


FC Primeira Camisa (sub-18) - São José dos Campos/SP. Foto: Fernando Martinez.


Capitães dos times e trio de arbitragem do jogo Inter/RS x Primeira Camisa. Foto: Fernando Martinez.

O time gaúcho busca apagar a má impressão deixada no torneio de 2010, quando foi eliminado na primeira fase jogando em Limeira. Para o Primeira Camisa, que disputa a segunda Copinha em todos os tempos, quer pelo menos igualar a campanha do ano passado, quando ficou em 22º, caindo na segunda fase.


Oportunidade do Colorado pelo alto. Foto: Fernando Martinez.

Só que durante a primeira etapa a partida não foi nada emocionante. Os times estavam sem inspiração nenhuma, e o forte calor também atrapalhou demais. O Inter, melhor em campo, tentou chegar perto do gol, mas foi sempre neutralizado pela zaga do time de São José dos Campos.


Zaga do Primeira Camisa cortando passe para atacante gaúcho. Foto: Fernando Martinez.

No apito final da primeira etapa o placar não tinha sido aberto e já comecei a ficar cabreiro, pensando se não teria a chance de acompanhar nenhum gol logo na primeira rodada de 2011. No intervalo fui para as tribunas do estádio e bebi muita, mas muita água. Só assim para suportar o calor. Acompanhei a segunda etapa com um dos diretores da base do Internacional.


Zagueiro sobe mais alto e ganha a bola do camisa 9 do Inter. Foto: Fernando Martinez.

Para o segundo tempo a torcida que ficou em bom número no Barão de Serra Negra esperava uma partida com um mínimo de emoção. E finalmente pudemos acompanhar um bom jogo. Logo no começo, a zaga do Colorado falhou por completo e o goleiro fez pênalti em Douglas. A cobrança de Aníbal foi perfeita e o time paulista ficou em vantagem no marcador.


Primeiro gol do time paulista na partida. Foto: Fernando Martinez.

Mas o Inter não desanimou e foi em busca do empate. Aos 25 minutos foi a vez dos gaúchos terem um pênalti a seu favor. Na cobrança, Tinga bateu firme e deixou tudo igual. Mas nem deu muito tempo para comemorar, já que aos 28 novamente os paulistas marcaram com Guilherme, que bateu forte na saída do goleiro.


Pênalti que originou o primeiro gol do Colorado. Foto: Fernando Martinez.

O jogo parecia que teria vitória do Primeira Camisa. Mas o jogador Paulinho não deu sopa para o azar, e numa belíssima cobrança de falta, empatou de novo aos 40 minutos. Final de jogo: Internacional/RS 2-2 Primeira Camisa. Com o empate, os quatro times do Grupo Q estão empatados com um ponto cada. Mas eu senti que os times da segunda peleja são os maiores candidatos para garantirem vaga na Segunda Fase.

E morrendo de vontade de curtir um ar-condicionado, logo estava no ônibus que me trouxe de volta à São Paulo. Dormi do primeiro ao último minuto de viagem, e numa temperatura mais decente pude voltar para casa.

Até a próxima!

Fernando

XV de Piracicaba decepciona sua torcida e empata na estreia da Copinha!

Opa,

Desde meu último post aqui, nos meados de novembro, dei um tempo no futebol e passei a acompanhar basicamente a NBA e toda a temporada da NFL, mas a primeira semana de cada ano sempre nos traz a Copa São Paulo de Juniores, com um rol de times inéditos e muito calor. Na última quarta-feira então, saí do marasmo e comecei de vez a temporada 2011 aqui no JP.


Fachada do belíssimo Barão de Serra Negra, casa histórica do XV de Piracicaba. Foto: Fernando Martinez.

E nada melhor do que começar o ano colocando um time novo na Lista e ainda por cima num estádio que nunca tinha visitado, o Barão de Serra Negra, em Piracicaba. A viagem da capital paulista até a terra das melhores pamonhas do estado foi patrocinada pelo seu Natal, que infelizmente não pode me acompanhar na jornada. De qualquer forma, cheguei na cidade super cedo e logo estava nas dependências do campo do tradicionalíssimo XV de Piracicaba. No primeiro jogo do dia, o XV enfrentou o 7 de Setembro de Dourados.

E para os fãs do JP, seguem as fotos oficiais e exclusivas dos times e do trio de arbitragem.


EC XV de Piracicaba (sub-18) - Piracicaba/SP. Foto: Fernando Martinez.


CD 7 de Setembro (sub-18) - Dourados/MS. Foto: Fernando Martinez.


Capitães das equipes e trio de arbitragem da partida. Foto: Fernando Martinez.

As duas equipes fazem parte do Grupo Q dessa edição da Copinha. É a segunda vez que o time sul-matogrossense disputa a competição - na primeira, em 2006, a equipe não ganhou um ponto sequer e foi eliminada como última colocada de seu grupo - e o time busca fazer um papel razoável no torneio. Já a equipe do XV procura pelo menos passar para a Segunda Fase, fato que não acontece desde o longínquo ano de 1990. Desde então, foram sete participações e sete eliminações na fase inicial.

Mas além do rival em campo, o nervosismo da estreia e o fortíssimo calor eram adversários duríssimos para serem batidos nesse primeiro jogo da chave. E no primeiro tempo o que se viu foram duas equipes se estudando muito e criando poucas chances de gol.


Zaga do 7 de Setembro tirando a bola da área após escanteio para os donos da casa. Foto: Fernando Martinez.

O 7 de Setembro foi quem chegou mais perto do gol na primeira metade do tempo inicial com um chutaço na trave superior e dois chutes de longe que obrigaram o goleiro piracicabano a fazer belas defesas. Depois disso, só deu o onze alvi-negro. Mas a equipe pecava na falta de pontaria dos atacantes.


Chegada do XV pela direita. Foto: Fernando Martinez.

Quando o bom goleiro douradense não defendia os chutes do XV, os atacantes locais davam chutes certeiros para um field goal do futebol americano. Caso o Barão de Serra Negra tivesse uma daquelas traves características da NFL (a liga estadunidense do futebol da bola oval) atrás dos gols, com certeza a equipe teria feito alguns pontos nos primeiros 45 minutos de jogo. Mas como ainda não colocaram traves assim no Barão, o intervalo veio com 0x0 no marcador.


O time piracicabano buscava as jogadas quase sempre pela direita do ataque. Foto: Fernando Martinez.

Não suportei o sol e fui para a parte coberta do estádio durante o segundo tempo de partida. E o que me chamou demais a atenção nesse tempo final foi a quantidade de jogadores que caíram no gramado com câimbras. Sem exagerar, pelo menos oito ou nove atletas dos dois times desabaram no relvado chamando atendimento médico. Preocupante fato, ainda mais se levarmos em conta a baixa idade dos atletas da Copinha.


Bola cruzada e mais uma vez a zaga douradense afasta. Foto: Fernando Martinez.

Com esse panorama, o XV continuou sua sina de marcar field goals e irritar sua torcida, que compareceu em número fantástico. O time do Mato Grosso do Sul fez o que lhe cabia e segurou o jogo, para garantir o primeiro ponto da equipe na história da competição.


Saída corajosa do goleiro do 7 de Setembro. Foto: Fernando Martinez.

Final de partida: XV de Piracicaba 0-0 7 de Setembro. Resultado muito ruim para o onze piracicabano, que agora precisa vencer seus dois próximos jogos caso queira se classificar. Para os sul-matogrossenses, a festa foi grande, mas a classificação também fica complicada. Vale registrar que foi a primeira vez que vi um placar sem gols numa primeira partida no ano. Em 2010 fui ver meu primeiro 0x0 somente em maio... já vi que esse ano promete!

Mas reflexões à parte, o segundo jogo do dia já estava na hora, e lá fui eu novamente para o campo de jogo... mas isso fica para o post seguinte!

Fernando

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Flamengo-SP é surpreendido pelo Jaguaré na Copinha!

Olá pessoal,

Começando mais um ano de história aqui no JOGOS PERDIDOS, na última quarta-feira fui até a cidade de Guarulhos, mais precisamente no Estádio Antônio Soares de Oliveira, acompanhar a primeira partida válida pelo Grupo V da 42ª Copa São Paulo de Futebol Junior, que envolvia a equipe local da AA Flamengo e a A Jaguaré EC do Espírito Santo. Vale ressaltar que inicialmente o jogo aconteceria com portões fechados devido a falta de laudo de segurança da Polícia Militar, mas esse problema foi sanado na véspera do confronto, o que permitiu que eu acompanhasse esta partida.


Detalhe das equipes perfiladas para o hino nacional. Foto: Victor Minhoto.

Um bom público se fazia presente no local com a expectativa de uma boa estréia da equipe rubro-negra, já que o adversário capixaba não tem muita tradição. Como eu também imaginava que o Flamengo dominaria as ações fui até o gol defendido pelo arqueiro visitante para acompanhar a partida.


Momento em que a partida é iniciada. Foto: Victor Minhoto.

No começo bem que eu acertei o posicionamento para as fotos, tanto que os locais partiram para cima dos visitantes e pressionaram em busca do gol. Entretanto, esse domínio foi enganoso, pois o ataque rubro-negro sempre falhava no momento da conclusão ou então buscava os tradionais e ineficientes "chuveirinhos" na área adversária. Essa situação durou cerca de quinze minutos, sendo que a partir deste momento o Jaguaré percebeu que a situação não era tão ruim para seu quadro e passou a se soltar mais em campo, equilibrando as ações.

Com isso os capixabas passaram a chegar mais na meta advesária, sendo que aos 28 minutos ganharam um escanteio pela esquerda do seu ataque. Na cobrança o camisa 23 Tiago subiu mais alto que toda a zaga paulista e acertou uma cabeçada certeira impedindo qualquer reação do goleiro Nedson e abrindo o placar em favor do Jaguaré.


O arqueiro capixaba Santos faz excelente defesa em uma das poucas chances de gol criadas pelo Flamengo. Foto: Victor Minhoto.

Logo após o gol a equipe rubro-negra tentou buscar o empate e ainda chegou a criar algumas chances de gol, mas novamente esbarrava na péssima pontaria de seu ataque. Mas esse momento durou pouco e novamente o Jaguaré equilibrou as ações, só que agora se resumia a tocar a bola e administrar a vitória parcial, situação que foi enervando a torcida local. Com isso o jogo se arrastou até o intervalo sem maiores emoções.

O segundo tempo começou da mesma forma como o primeiro, ou seja, os locais não tinham força sequer para chegar com perigo na meta adversária, o que foi causando mais irritação na torcida e também nos próprios atletas do Flamengo. Tanto que aos 15 minutos, após perder a bola na linha de fundo e conceder tiro de meta para o Jaguaré, o camisa 20 Apolonho (isso mesmo!) da equipe paulista, sem nenhum motivo desferiu uma peitada que veio a derrubar a atleta adversário.

O resultado é que o jogador rubro-negro foi corretamente expulso de campo deixando o quadro paulista com um atleta a menos. É bom ressaltar que neste lance a torcida presente no estádio concordou com a marcação do árbitro e passou a vaiar o jogador do próprio time que cometeu esse ato infantil.


Ainda no primeiro tempo bola é alçada na área capixaba mas não tem efeito prático. Foto: Victor Minhoto.

A partida seguiu com vários erros de passes, com muitos lançamentos equivocados e com atletas até mesmo com dificuldade de dominar a bola, e olha que os estado do gramado não era ruim não. Com o passar do tempo muitos jogadores dos dois lados caíam em campo com cãibras e pedindo atendimento médico, o que era perfeitamente explicável pelo forte calor que fazia no local e pelo horário da partida, duas horas da tarde no horário de verão, o que significa na verdade uma hora da tarde no horário normal. O que é de se estranhar é que o árbitro não concedeu a parada para reidratação dos atletas, o que no meu entender seria necessário.


Já no final da partida o Jaguaré desperdiça a chance de marcar o segundo gol. Foto: Victor Minhoto.

A partida seguiu para o seu final com mais algumas chances desperdiçadas pelos capixabas, já que os locais estavam entregues em campo. Desta feita o jogo acabou mesmo em Flamengo 0x1 Jaguaré, o que causou muita revolta e críticas por parte da torcida local. Com isso a chance de classificação do Flamengo para a próxima fase passa a ser remota, já que ainda enfrenta as equipes do Vitória-BA e do Grêmio Prudente, que são em tese mais fortes.

Até a próxima,

Victor.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz 2011

FELIZ 2011

Olá, amigos!

O post hoje é para desejar a todos os visitantes do JOGOS PERDIDOS um Feliz Ano Novo! Que todos possam ter um ano de 2011 com muitas realizações, muita saúde e sucesso em todos os empreendimentos. Ah, e nos próximos dias, antes mesmo da Copa São Paulo de Juniores, anunciaremos a nossa mudança... fiquem ligados!

Feliz Ano Novo!

Equipe Jogos Perdidos!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Canadá vence o México em duelo norte-americano no Pacaembu


Fechando a segunda rodada do Torneio Internacional Cidade de São Paulo, as seleções do Canadá e do México foram ao gramado do Estádio Paulo Machado de Carvalho com objetivos bastante distintos. Enquanto a seleção vermelha e branca queria emplacar a segunda vitória no certame, as mexicanas queriam a reabilitação depois da derrota sofrida para o Brasil.


Seleções perfiladas para os respectivos hinos nacionais. Foto: Fernando Martinez.

É, só que o jogo não foi nenhuma Brastemp. Para um Pacaembu quase vazio, as canadenses não tiveram muito trabalho para chegarem à liderança da competição. Mesmo perdendo um pênalti no começo, coube à atacante Sinclair fazer o único gol da peleja aos 22 minutos do tempo inicial. O México não foi capaz de dar nenhum susto contra a meta defendida pela arqueira Karina LeBlanc.


Seleção do Canadá iniciando ataque. Foto: Fernando Martinez.


Pênalti perdido a favor das canadenses. Foto: Fernando Martinez.


Pacaembu quase vazio para o duelo norte-americano do Torneio Internacional Cidade de São Paulo. Foto: Fernando Martinez.

O Canadá 1-0 México colocou as meninas do norte do continente americano na liderança do Torneio Internacional. A seleção joga por duas igualdades contra o Brasil para conquistar o título. Marta e companhia farão de tudo para evitar que o caneco saia do país.

Até mais!

Fernando

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

No sufoco, Brasil vence a Holanda no Torneio Internacional


O final do ano não tem sido fácil, mas no domingo dei um tempo na deprê e fui ao Pacaembu acompanhar a segunda rodada do Torneio Internacional Cidade de São Paulo. Abrindo os trabalhos, o Brasil enfrentou a genial Holanda no gramado do velho Estádio Paulo Machado de Carvalho.

Atual campeão, o Brasil começou a edição 2010 da competição vencendo o México por 3x0, enquanto as meninas holandesas tomaram um sonoro 5x0 contra o Canadá. A expectativa era de nova vitória tupiniquim, com grandes chances de nova goleada... só que isso não aconteceu.

O jogo foi sofrido, suado e os três pontos vieram apenas nos acréscimos do tempo final. A temperatura alta não deixou que o jogo fluísse tanto. Logo aos nove minutos Thaís roubou bola no campo de defesa holandês e tocou para Marta. A camisa dez chutou rasteiro e abriu o marcador.


Público apenas razoável para Brasil x Holanda no Pacaembu. Foto: Fernando Martinez.

A vantagem parcial a favor das locais não assustou a Holanda e a seleção europeia fez um jogo muito seguro. A boa atuação deu resultado aos 33 minutos com o gol de Kirsten Van de Ven. Aos 40 Marta quase fez gol olímpico. Aos 45 Sherida Spitse acertou um chutaço na trave. Foi assim que o primeiro tempo terminou.


Bola zanzando pela área holandesa. Foto: Fernando Martinez.

No tempo final as meninas locais voltaram melhor mas foram castigadas com o segundo gol holandês aos 14 minutos. A atacante Chantal de Ridder recebeu bom passe na entrada da área e chutou forte no canto esquerdo de Thaís Picarte. O jogo ficou ainda mais eletrizante.


Bom ataque brasileiro. Foto: Fernando Martinez.

Marta, sempre ela, deixou tudo igual novamente aos 22 minutos com um gol de cabeça. Com o 2x2 estampado no placar, a Holanda recuou buscando segurar o resultado e o Brasil se lançou ao ataque de vez. O onze verde e amarelo perdeu um sem número de oportunidades, e na última delas, aos 49 minutos, a nova virada aconteceu nos pés de Gabriela aproveitando rebote de Loes Geurts.


Tiro livre indireto (que não deu resultado) a favor do Brasil. Foto: Fernando Martinez.

O placar final de Brasil 3-2 Holanda foi muito comemorado pela torcida presente e merecido demais por conta da insistência do time comandado por Kleiton Lima. Apesar de toda a emoção, a sessão de futebol ainda não tinha acabado, e nem bem as meninas saíram de campo o jogo de fundo começou.

Até lá

Fernando

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Paulista Campeão da Copa Paulista 2010

Olá,

Após acompanhar a decisão do Paulistão feminino no sábado, cujo post já está publicado, no domingo voltei a botar o pé na estrada logo de manhã cedo, seguindo pela Via Anhanguera até a importante cidade de Jundiaí, com o objetivo de conferir no Estádio Dr. Jayme Pinheiro Ulhôa Cintra, o jogo de volta da decisão da Copa Paulista de Futebol que reuniu as equipes do Paulista F.C.L. e do Red Bull F.E.L.

A viagem foi bem tranquila, permitindo que eu chegasse ao meu destino com tempo de sobra para rever alguns amigos da imprensa paulistana e local. Trocamos muitas ideias sobre o futebol como um todo, em especial a situação atual dos times tradicionais do interior paulista. Depois do papo, fui para a beira do gramado e lá esperei a entrada das equipes e dos componentes da arbitragem, visando fazer as fotos oficiais dos participantes da partida. Por se tratar de uma decisão de título, também fotografei os troféus. As fotos estão apresentadas abaixo:


Paulista F.C.L. - Jundiaí/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Red Bull F.E.L. - Campinas/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de arbitragem ao lado dos dois capitães. Foto: Orlando Lacanna.


Troféus destinados ao Vice-Campeão e ao Campeão. Foto: Orlando Lacanna.

Como o Paulista jogava pelo empate, o time do energético saiu com tudo para o campo de ataque, tanto que, nos primeiros dois minutos conseguiu dois escanteios seguidos. Somente aos 8 minutos, o time da casa foi ao ataque através do avante Hernane que realizou boa investida pelo lado direito, exigindo boa defesa do goleiro Luiz Fernando.


Jogada ofensiva do Red Bull pela esquerda no início da partida. Foto: Orlando Lacanna.

Mesmo sob um sol forte, a partida era disputada num ritmo intenso, com as duas equipes mostrando muito empenho. Nesse contexto, o Red Bull apresentava maior domínio territorial, enquanto o Paulista procurava se fechar e sair em velocidade quando recuperava a posse da bola.


Atletas dos dois time flutuando na disputa pela bola. Foto: Orlando Lacanna.

Os donos da casa não venciam em seus domínios há oito rodadas e, por conta disso, sua torcida demonstrava muita esperança na obtenção da vitória, sendo que aos 20 minutos, o Galo da Japi quase inaugurou o placar numa cobrança de falta por intermédio de Rodolfo, que obrigou o goleiro campineiro a praticar difícil defesa.


Ataque do Paulista pela ponta esquerda ainda na primeira etapa. Foto: Orlando Lacanna.

Nos últimos vinte minutos, o panorama da partida não se modificou, ou seja, o Red Bull era mais incisivo indo mais vezes ao campo de ataque, enquanto o Paulista procurava bloquear as ações adversárias e tentava encaixar os contra-ataques. Apesar dos esforços dos dois times, o primeiro tempo terminou sem que ninguém conseguisse mexer no placar. Naquele momento o Paulista já estava com uma das mãos na taça.

Durante o intervalo fui convidado pelos repórteres locais a fazer uma visita à sala de imprensa e lá tive a oportunidade de divulgar o trabalho do JP a todos os presentes, sendo que vários deles já nos conheciam. Além da conversa, deu para fazer uma boquinha regada com muito refri e água mineral, pois o calor era literalmente infernal.

A bola voltou a rolar e o que se viu foi o Red Bull forçando o ataque, pois só restavam 45 minutos para tentar a vitória e conquistar o título. A estratégia deu certo, uma vez que logo aos 5 minutos, o camisa 7 Alex Rafael colocou o time visitante em vantagem no marcador, após boa escapada pela direita que culminou num tiro cruzado sem muita força, que o goleiro Vinicius não conseguiu defender. Festa da pequena torcida do Touro Vermelho.


Bola no fundo da rede jundiaiense no gol do Red Bull marcado por Alex Rafael. Foto: Orlando Lacanna.

O gol do time visitante criou um clima de apreensão junto à torcida local, porém seis minutos após, surgiu a oportunidade do empate nos pés do avante Hernane em cobrança de pênalti. Bola na marca da cal e aquela expectativa, mas para infelicidade da grande maioria dos torcedores, a bola foi chutada contra o poste direito da meta defendida por Luiz Fernando e, com isso, a oportunidade foi para o espaço.


Pênalti cobrado por Hernane que mandou a bola contra o poste direito. Foto: Orlando Lacanna.

A partida que era já boa em termos de empenho e movimentação, ficou ainda melhor, pois os dois times lutavam bravamente na busca dos seus objetivos. A partida assumiu uma cara de total indefinição, uma vez que o Red Bull poderia aumentar a vantagem a qualquer momento, assim como o Paulista poderia chegar ao empate.

À medida que o tempo ía passando, o torcedor do Paulista ficava mais tenso, vendo seu time lutar heroicamente, mas não conseguindo chegar ao gol salvador. Quando tudo indicava que o placar não seria alterado, eis que, na marca dos 41 minutos, o zagueiro Rodrigo Sabiá do Paulista mete a cabeça na bola, após cobrança de escateio pela esquerda e iguala tudo no marcador, levando à loucura o bom público presente. Festa da torcida tricolor e abatimento geral do time campineiro.


Momento exato da cabeçada de Rodrigo Sabiá empatando a partida. Foto: Orlando Lacanna.

Depois do gol de empate o estádio virou uma loucura, com os torcedores não parando de gritar e pedindo o encerramento da partida. Os últimos minutos se transformaram numa eternidade para os torcedores jundiaiense, que explodiram de alegria tão logo o árbitro encerrou a partida com o placar mostrando Paulista 1 - 1 Red Bull Brasil, resultado que garantiu o título ao Tricolor da Terra da Uva e uma vaga na próxima Copa do Brasil.

Vale lembrar que o Paulista já foi Campeão da Copa do Brasil em 2.005, quando disputou a final contra o grande Fluminense, vencendo-o por 2 x 0 no jogo de ida em Jundiaí e festejando a conquista no Rio de Janeiro, após segurar o empate de 0 x 0 no jogo de volta.

Após o encerramento da partida a alegria tomou conta dos atletas e comissão técnica do Paulista, que foram festejar a grande conquista com os seus torcedores junto ao alambrado. Foi uma festa emocionante.


Goleiro Vinicius do Paulista agradecendo a conquista, contrastando com a desolação do atleta do Red Bull. Foto: Orlando Lacanna.


Capitão Carlinhos recebendo troféu de Vice-Campeão. Foto: Orlando Lacanna.


Vibração do pessoal do Paulista no pódio, após recebrem o troféu de Campeão. Foto: Orlando Lacanna.


Tradicional volta olímpica com o troféu sendo exibido à torcida. Foto: Orlando Lacanna.


Foto comemorativa com destaque ao técnico Fernando Diniz sentado no centro com os braços abertos. Foto: Orlando Lacanna.

Para encerrar, como de costume quando de uma grande conquista, deixo aqui registrado os cumprimentos do JP aos atletas, comissão técnica, dirigentes e torcedores do Paulista por mais essa campanha vitoriosa que culminou com a conquista de mais um título. Agora o sonho é chegar à Copa Libertadores da América, como já aconteceu em 2.006. Vale ressaltar que o técnico Fernando Diniz é campeão da Copa Paulista pelo segundo ano consecutivo sendo que no ano passado a conquistou dirigindo o Votoraty da cidade de Votorantim, em decisão contra o próprio Paulista.

Tudo encerrado e mais uma viagem de retorno a São Paulo, sendo que nessa tive a agradável companhia do repórter e agora narrador Paulo Júnior da Rede Vida. Foi isso.

Abraços,

Orlando