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sexta-feira, 13 de agosto de 2021

Nacional e Realidade Jovem pecam e ficam no empate

Texto e fotos: Fernando Martinez


Fechando a cobertura do JP na primeira rodada do Campeonato Paulista Feminino, na tarde de quinta-feira fui ao Estádio Nicolau Alayon acompanhar um duelo entre dois coadjuvantes do torneio: Nacional x Realidade Jovem de São José do Rio Preto. Dois times que buscam melhorar as performances do ano passado.

O Nacional tem uma parceria com a PS9 e busca um lugar ao sol. Em 2020 ficou em nono lugar entre os doze participantes com apenas uma vitória e quatro derrotas. Contando os estaduais desde 1987, é a nona participação do clube da Barra Funda e até hoje nunca teve uma campanha realmente importante. O que vale mesmo é estarem jogando.

Já o Realidade Jovem, que foi o décimo colocado no ano passado, disputa o Paulistão pela segunda vez em voo solo. Antes disso fizeram uma vitoriosa parceria com o hoje afastado Rio Preto. Chegaram ao bicampeonato estadual em 2016/2017 ao título brasileiro em 2015. Um projeto vencedor que dificilmente se repetirá. A esperança hoje se dá no quesito "revelação de atletas".



Nacional e Realidade Jovem perfilados antes do apito inicial e a foto do trio de arbitragem com as capitãs. Apesar de ter fotógrafos em campo, nenhum deles quis fazer as imagens dos times posados... pra variar

Fez frio na capital paulista e tive o enorme prazer de encontrar Édson de Lima, o maior incentivador do futebol feminino, nas dependências da cancha nacionalista. Por outro lado, novamente nenhuma das “influenciadoras” que pedem a plenos pulmões o incentivo à categoria estavam lá. Aposto um brigadeiro que elas vão pintar apenas nas fases finais. Resumindo: nada de novo no front.

Devidamente instalado nas cabines, vi um jogo que não foi nenhuma maravilha, mas que no frigir dos ovos até que teve seus brilhos. Logo aos seis minutos o Nacional abriu o placar com o gol de Raquel aproveitando escanteio da esquerda. Aos 22 o segundo não saiu por detalhe. Mariana aproveitou bola levantada da esquerda e tocou de leve, antes da goleira. A pelota passeou em cima da linha e não entrou.

Esse foi o último lance de perigo do Nacional na etapa inicial. A partir daí, somente o escrete visitante jogou. Foram quatro vezes que as meninas chegaram bem perto de deixar tudo igual. O melhor momento foi aos 45 minutos em tiro cruzado de Camila que passou perto. As donas da casa seguraram a vantagem na raça.


Ataque do Realidade Jovem no começo do confronto contra o Nacional



O lance do gol de Raquel e a comemoração das atletas nacionalistas



O time visitante ocupou o setor defensivo local após sofrer o primeiro gol

No intervalo tive a chance de fazer uma entrevista legal com o criador da Vitrine do Futebol Feminino durante a transmissão que o amigo sempre faz. Sempre é bom bater aquele papo com quem entende do assunto. Esperávamos que o Realidade Jovem fosse permanecer no ataque na etapa final e acertamos na mosca. O Nacional sofreu com o setor ofensivo adversário na maior parte do tempo.

Suzana quase faz o tento visitante aos 14 em cabeçada do meio da área. No contra-ataque o Naça respondeu aos 23 com finalização de May que foi salvo em cima da linha. Aos 27 saiu o empate. A goleira Janine espalmou levantamento nos pés de Bruna e a zagueira não desperdiçou. O Realidade teve oportunidades de virada depois disso enquanto o onze paulistano criou dois tímidos lances.






O Realidade Jovem deixou tudo igual no segundo tempo e por pouco não virou o marcador na Comendador Souza

No fim, placar até certo ponto justo em Nacional 1-1 Realidade Jovem. O torneio à parte que as duas equipes disputam com Portuguesa, Taubaté e Pinda por uma vaga na A3 nacional em 2022 começou. Após a primeira rodada, acredito que o Taubaté, mesmo tendo saído de campo com derrota contra o Palmeiras, virá mais forte nessa luta. Apenas um chutaço da minha parte. Vamos ver se acertarei no fim.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Nacional 1x1 Realidade Jovem

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitra: Fernanda Ignácio de Souza; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Raquel, Silmara, Suzana; Gols: Raquel 6 do 1º, Bruna 27 do 2º.
Nacional: Janine; Silmara, Raquel, Gabi Souza e Ju Primon (Gio Mendes); Camilinha, Érika (May), Rafa (Micaella) e Cinthia (Fran); Mariana e Giovanna. Técnico: Luiz Souza.
Realidade Jovem: Jersia; Bárbara, Camila, Bruna e Harabian; Kauane, Débora (Miriele) e Suzana; Pérola, Tcheury e Pikena (Trovão) (Sarah). Técnico: Chicão.
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quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Vitória do burocrático Palmeiras em cima da AD Taubaté

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na tarde de quarta-feira fui ao Allianz Parque seguir com a cobertura do JP na rodada inaugural do Campeonato Paulista Feminino em 2021, sem dúvida o maior estadual do Brasil da categoria (assim como no masculino). Em campo, o forte Palmeiras, ainda invicto na temporada, recebeu a AD Taubaté, uma das candidatíssimas a uma vaga na terceirona nacional em 2022.

As alviverdes foram campeãs em 2001 e buscam voltar a vencer após 20 anos. Ano passado foram eliminadas pelo Corinthians, atual bicampeão. Além disso o clube está nas quartas do Brasileiro Série A1 e inicia a disputa com o Grêmio no fim de semana. Para o segundo semestre, uma baixa importante: a atacante Bia Zaneratto retornou à China.

Já a equipe do interior entra no torneio pensando em fazer uma boa campanha buscando a classificação para a Série A3 do Brasileiro, que terá sua primeira edição no ano que vem. Agora, vale dizer que essa é a Associação Desportiva Taubaté Futebol Feminino, sem vínculo com o EC Taubaté apesar de levar o mesmo nome, usar um escudo parecido e ter as mesmas cores.

A ADTFF foi fundada em 2015, porém era o EC Taubaté que jogava o estadual em uma parceria com a Prefeitura. Quando conseguiram regularizar a documentação, aliada a problemas do Burro da Cental na disputa do Brasileiro Feminino da Série A2 de 2019 (quando perdeu o acesso contra o São Paulo no Pacaembu), a AD entrou em cena. A estreia oficial foi ano passado e as meninas chegaram nas quartas. É o mesmo projeto, mas a ferro e fogo, o Taubaté atual disputa o campeonato apenas pela segunda vez na história.

Falei aqui na matéria de Portuguesa 1x4 Santos que são 12 os participantes em 2021. O certame é disputado em turno único e as quatro melhores estarão na semi. Também há a disputa de uma vaga na A3, competição que a CBF vai criar na próxima temporada. Sete times estão na A1, então são cinco que disputam uma vaga (ou duas). Taubaté, Nacional, Pinda, Realidade Jovem e a própria Lusa são os postulantes.




Outra alma iluminada fez os times posarem para as fotos oficiais antes da partida. De carona, seguem as imagens do Palmeiras, Taubaté e do quarteto de arbitragem com as capitãs

Das cabines da cancha alviverde vi uma partida abaixo do esperado. Provavelmente por estar com a cabeça no nacional, o Palmeiras acabou atuando com pouca disposição. O Taubaté mostrou que pode surpreender, mas na hora H faltou algo a mais para que pudessem assustar. Foram 90 minutos apenas razoáveis. Na primeira metade, uma chance de cada lado: das locais com Ary e chute pela linha de fundo aos 12 e das visitantes em ótima intervenção de Jully, que tirou a bola da cabeça de uma atacante adversária.

Aos 25 o Taubaté trocava passes no campo de ataque quando uma atleta escorregou e perdeu o domínio. Camilinha foi lançada ainda na defesa, correu por todo o gramado livre de marcação e tocou na saída de Yolanda. Aos 36 a agremiação interiorana chegou a empatar... pena que o gol foi anulado pela arbitragem. Foi com a vantagem mínima palmeirense que o intervalo chegou.

Na etapa final a partida, que já não tinha sido a melhor dos últimos tempos, caiu de produção. O Taubaté se abdicou do ataque e o Palmeiras só manteve a vantagem. Foram apenas três os momentos de perigo, todos desperdiçados. Deu sono, muito sono. Quando tudo levava a crer que o marcador não seria alterado Julia Bianchi arriscou de fora da área e fez um golaço.



O Taubaté entrou no jogo com uma boa postura, levando em conta que é um dos favoritos a uma das vagas na A3 nacional em 2022


Camilinha chutando na saída da goleira visitante para abrir o marcador




O jogo não foi dos melhores, mas o Palmeiras fez o dever de casa e venceu na estreia do Paulista Feminino

O Palmeiras 2-0 Taubaté foi burocrático e sem surpresa. Na real o Paulista Feminino será assim: os grandes ganhando e disputando o torneio entre si e os pequenos lutando por um lugar ao sol em algum milagre. O verdadeiro campeonato das taubateanas é a vaga na A3, então agora é focar nas próximas jornadas. Tem muita água para correr debaixo dessa ponte.

A cobertura do JP na rodada inicial do estadual das meninas se encerrou na quinta-feira com jogo de duas agremiações que lutam por uma campanha digna. Foi minha volta ao Nicolau Alayon na competição após vários anos.

Até lá!

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Ficha Técnica: Palmeiras 2x0 AD Taubaté

Local: Allianz Parque (São Paulo); Árbitro: Gustavo Holanda Souza; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Thais, Índia, Luana; Gols: Camilinha 25 do 1º, Julia Bianchi 47 do 2º.
Palmeiras: Jully; Bruna Calderan, Agustina, Thais (Julia Bianchi) e Camilinha (Dandara); Katrine, Ary Borges (Manuela), Duda Santos (Tainara) e Rafa Andrade (Karol Arcanjo); Maria Alves e Chú (Carol Baiana). Técnico: Ricardo Belli.
AD Taubaté: Yolanda; Índia, Hericka, Jerika (Thuany) e Mística; Carol Franco, Cacá (Luana), Joyce (Lene) e Mariana (Lorrany); Vitoria Eugênio (Rafaela) e Victória Liss. Técnico: Arismar Júnior.
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Goleada santista na abertura do Paulista Feminino 2021

Texto e fotos: Fernando Martinez


No domingo acabaram os Jogos Olímpicos de Tóquio e eu finalmente pude dormir por dois dias inteiros já que viver no fuso horário japonês não é a coisa mais fácil do mundo. Sem ter descansado direito, na terça-feira de manhã (!) fui ao Estádio Oswaldo Teixeira Duarte acompanhar a abertura do Campeonato Paulista Feminino. Em campo, o clássico entre Portuguesa e Santos.

A Lusa ficou de fora em 2020 pois perdeu o prazo de inscrição quando o torneio foi remarcado para o fim de ano em virtude da pandemia. Foi a primeira vez que a equipe, campeã em 1998 e 2000, ficou de fora da competição desde 2010. Já o Peixe é o maior campeão com quatro conquistas e, mesmo sem o favoritismo absoluto de outros tempos, chega querendo assustar.

São doze os participantes do Paulistão. A fase inaugural será disputada em turno único, aí os quatro melhores se garantem na semi e quem ficar de quinto a oitavo vai disputar a Copa Paulista Feminina. Além disso existe a disputa em paralelo de uma vaga (ou duas) na Série A3 do Brasileiro em 2022. Tirando os sete clubes que estarão na elite no ano que vem, sobram cinco sem vaga no nacional: Portuguesa, Taubaté, Nacional, Realidade Jovem e Pinda.


Portuguesa e Santos perfilados no gramado do Canindé




Por ser a abertura do Paulistão Feminino, alguma boa alma resolveu fazer as fotos posadas, algo em extinção na pandemia. Agradeço ao bom ser humano que fez esse favor ao futebol

Fez um calor do cão na manhã de terça. A ideia era ficar perto das quatro linhas, mas o Rei Sol me empurrou para a parte coberta. Suava em bicas quando as meninas foram ao gramado. Agora, tudo bem que não há torcida nos estádios ainda, agora, colocar essa partida às onze da matina de um dia de semana é dose. Registre-se também a completa ausência das influenciadoras e blogueirinhas que pediram a plenos pulmões o apoio ao futebol feminino durante a Olimpíada. Além da ausência física, a ausência também em citações de redes sociais. Nada mais natural.

Falando do jogo, não houve nenhuma surpresa. Confesso que até gostei da postura da Portuguesa e da grande força de vontade que as atletas apresentaram. As locais chegaram a assustar em alguns momentos e mostraram bastante disposição. O problema é que o Santos é um time forte e não deu a menor chance às donas da casa. Marcaram quando quiseram e saíram de campo com três pontos conforme o esperado.

Bia Menezes assustou em tiro de longe que bateu na trave aos quatro minutos. Embora tivessem o domínio total, o gol saiu apenas aos 21. Ketlen mandou do meio da área, Negueba deu rebote e Cristiane, ela mesma, marcou o primeiro gol do Paulistão Feminino em 2021. Brena por pouco não ampliou aos 29 em bela finalização que a arqueira rubro-verde espalmou e aos 30 Cristiane cabeceou no travessão. O magro 0x1 era o placar no intervalo.



A partida começou animada na casa rubro-verde. Como esperado, o Santos tomou conta logo nos primeiros movimentos



Aos 21 minutos Ketlen chutou e a bola sobrou para Cristiane na esquerda. A atacante fez o primeiro gol da edição 2021 do Paulista Feminino e comemorou bastante com suas companheiras


Bruninha (13) em ataque pela direita

Nos últimos 45 minutos o domínio das Sereias da Vila foi ainda maior. A Portuguesa cansou e não foi capaz de parar o animado setor ofensivo visitante. Ketlen aos dois fez o segundo completando escanteio cobrado pela direita. Aos seis e aos treze, outras oportunidades boas e aos 21 veio o terceiro. Ketlen recebeu na esquerda e chutou cruzado. Nany, que substituiu Negueba, foi meio mole e deixou passar a bola por debaixo do corpo.

Sem nada a perder, a equipe rubro-verde foi ao ataque e diminuiu aos 23 após vacilo do setor defensivo santista. Lai recebeu no bico da área e encobriu Michelle. No minuto seguinte quase fizeram o segundo, mas o chute saiu pela linha de fundo. O Santos diminuiu o ritmo, porém Byanca Brasil fez o quarto e fechou a fatura aos 35 em cobrança de pênalti.


Ketlen, de cabeça, ampliou a vantagem santista aos dois do tempo final


Tiro de longe no ataque visitante



Byanca Brasil fechou o marcador com um gol de pênalti aos 35 minutos


Placar final da goleada santista na estreia do estadual feminino

O resultado de Portuguesa 1-4 Santos foi justo e confirmou a expectativa. O campeonato da Lusa vai ser contra os quatro clubes que não estão em nenhuma competição nacional e acredito que saibam bem disso. Ao Santos, a luta para voltar ao lugar mais alto do pódio depois de dois anos.

Essa foi apenas a primeira cobertura da jornada inicial do principal estadual feminino do país. Na quarta segui a rota das meninas com um jogo no Allianz Parque contando com outra favorita ao título.

Até lá!

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Ficha Técnica: Portuguesa 1-4 Santos

Local: Estádio Oswaldo Teixeira Duarte (São Paulo); Árbitro: Marianna Nanni Batalha; Público e renda: Portões fechados; Cartão amarelo: Erikinha; Gols: Cristiane 21 do 1º, Ketlen 2, 20, Lai 23 e Byanca Brasil (pênalti) 35 do 2º.
Portuguesa: Negueba (Nany); Nat Oliveira, Dai Jesus (Ferrugem), Day e Amandinha; Mel, Thais Gabrielle (Bia), Mabi (Aninha) e Luana Marques; Lai e Ana Flávia (Renatinha). Técnico: Prisco Palumbo.
Santos: Michelle (Dida); Bruninha, Day Silva, Sassá e Bia Menezes; Brena (Laura Valverde), Erikinha (Byanca Brasil) e Júlia; Ketlen (Nicole Marussi), Cristiane (Sole Jaimes) e Alanna (Maria Dias). Técnica: Tatiele Silveira.
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sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Grêmio Osasco x SC Brasil: estreia do Paulista sub-20 com time novo

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na última quinta-feira começou a edição 2021 do Campeonato Paulista sub-20 e eu resolvi mudar o cenário. Decidi acompanhar a primeira apresentação de um dos dois estreantes em torneios da FPF, o Sport Club Brasil de Embu das Artes. O clube visitou o Grêmio Osasco no Estádio José Liberatti, campo que eu não visitava desde a última Copinha.

Se em 2020 o certame teve apenas 24 participantes e foi realizado a toque de caixa em virtude da pandemia, em 2021 a coisa melhorou um pouco. Foram 54 os que toparam participar e, repetindo a temporada passada, a federação unificou as duas divisões do profissional. Além disso, manteve a filiação especial para aqueles que queiram apenas disputar a base, caso do Brasil e do Ibrachina FC da capital.



Times perfilados para o Hino Nacional e aquela imagem marota dos capitães com o quarteto de arbitragem

Outro detalhe: em 2020 apenas seis dos 24 eram equipes da Segundona profissional. Em 2021 temos treze clubes da quarta divisão estadual além de sete que não disputam o profissional, totalizando vinte dos 54. Apesar de ter sido tomada a decisão por causa da pandemia, esse foi um enorme acerto. Essa mistura é genial e põe times de tamanhos completamente diferentes frente a frente. Pessoalmente acho um dos pontos altos do torneio.

O Brasil tinha como planos estrear em 2020 apenas no sub-15 e sub-17, mas a competição também foi cancelada. A agremiação fundada em 2019 caiu no Grupo 7 do sub-20 junto com São Bento, Audax, Oeste, Grêmio Osasco e o favoritaço São Paulo. Missão complicadíssima para o caçula. Vale lembrar que o GEO foi rebaixado na A3 no ano passado e está ausente no profissional este ano.

Minha última vez em Osasco tinha sido no Audax 0x0 Sport válido pela primeira fase da Copa São Paulo de 2020. Tinha até me esquecido do ponto de ônibus em que tinha que descer e quase me perdi. Cheguei no campo com cerca de uma hora faltando para o apito inicial e restou aquela famosa aguardada lendo. O Brasil estava com um uniforme de treino igual ao da seleção, porém infelizmente utilizou camisa, calção e meias azuis contra os donos da casa. Uma pena.

Quando a ação começou o Brasil criou a primeira boa chance. O camisa 11 Vinícius Nascimento recebeu passe na direita e mandou cruzado. A bola passou raspando a trave de Josué. A partir daí, só deu Grêmio Osasco. Aos 12, um defensor do Brasil recuou mal, deixou Rodrigo Barreto vendido e a pelota sobrou para Edherson. Ele atirou e Vinícius Messias salvou em cima da linha. Cinco minutos depois, em outra falha imensa da zaga, Edherson roubou e colocou no canto. Rodrigo Barreto fez defesa brilhante com a ponta dos dedos e desviou pela linha de fundo.

A pressão era grande e o Brasil conseguiu se segurar até os 29 minutos. Edherson, o melhor dos donos da casa, recebeu belo passe na direita, entrou na área e mandou cruzado. Assim ele venceu o arqueiro adversário e inaugurou o marcador. O 1x0 sossegou a rapaziada osasquense e no restante do tempo inicial não teve mais nenhum momento perigoso. Junto com o intervalo chegou a hora de vestir a blusa pois apesar de estar sol, o vento frio chegou com tudo no Rochdale.




O Brasil, que não jogou de Brasil, tomou sufoco do Grêmio Osasco durante o primeiro tempo


Edherson armando o chute pela direita que abriu o marcador a favor dos donos da casa

Na etapa final o GEO permaneceu ocupando o setor defensivo do Brasil, só que o que se viu foram apenas chutes fracos ou sem direção. O escrete de Embu das Artes não era capaz de arriscar a sorte no campo ofensivo e o triunfo local parecia fato consumado. Bom, acabou que não foi bem assim. O Brasil criou o primeiro lance de destaque e nele deixou tudo igual. Yule foi lançado, acabou desarmado dentro da área e a pelota sobrou para Fabrício dos Santos. O camisa 18 avançou e chutou meio sem ângulo, estufando a rede de Josué.

O GEO tomou um susto com o empate e por pouco não sofreu o segundo aos 36 em tiro de Vinícius Silva que saiu por cima. Nada indicava que o Grêmio fosse conseguir alguma inspiração, já que se afobou e não criou mais nada. Eis que aos 47 minutos Igor engatou a quinta marcha pela direita, ganhou do defensor e cruzou. O goleiro ficou olhando, Victor surgiu na pequena área e recolocou os locais na frente.



O GEO permaneceu criando chances de gol na etapa final


Como quem não quer nada, o Brasil conseguiu armar um raro ataque aos 32 minutos e Fabrício dos Santos deixou tudo igual


Após o empate, o GEO infernizou ainda mais a zaga visitante em busca do segundo gol



Aos 47 minutos Victor recebeu um bom passe da direita e, na base do sufoco, deu a vitória ao Grêmio Osasco

No fim, o placar de Grêmio Osasco 2-1 Brasil acabou sendo justo pelo maior número de oportunidades criadas pelo time da casa, mas poderia ter sido sem tanto sofrimento. De qualquer forma o SC Brasil estreou mostrando bastante disposição. Pena que isso provavelmente não seja suficiente na luta por uma vaga na segunda fase atuando contra adversários bem maiores. Estamos na torcida pelo sucesso do clube mesmo assim.

Voltei à capital já pensando na programação da madrugada pela Olimpíada. Me permito ficar de fora das coberturas até a semana que vem pois quero aproveitar o máximo que puder os últimos compromissos olímpicos. Prometo que volto com tudo emplacando uma grande cobertura da rodada inicial do Paulista Feminino.

Até lá!

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Ficha Técnica: Grêmio Osasco 2-1 Brasil

Local: Estádio Prefeito José Liberatti (Osasco); Árbitro: Giovanni Domenico Venturini; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Vinícius dos Santos, Kauê; Gols: Edherson 29 do 1º, Fabrício dos Santos 32 e Victor 47 do 2º.
Grêmio Osasco: Josué; Deivid (Gian), Paulo, Matheus e Bracinho (Rafinha); Leonardo, Edherson (Vitão), João Braga e Cristhian; Victor e Vinícius (Igor). Técnico: Éverton da Silva.
Brasil: Rodrigo Barreto; Kauê, Vinícius Messias, Fabrício Teixeira e Yule; Rodrigo da Cruz, Nicolas (Djian Lucca), Vinícius Pequiá (Vinícius Silva) e Marlon (Fabrício dos Santos); Vinícius dos Santos (Léo Pimentel) e Vinícius Nascimento. Técnico Duílio de Souza.
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domingo, 1 de agosto de 2021

Portuguesa toma sufoco e só empata com o Bangu

Texto e fotos: Fernando Martinez


O bom senso dizia que ficar em casa na noite de sábado aguardando o dia olímpico se protegendo do frio era a melhor opção. Eu, claro, nem cogitei fazer isso, pois não tinha como perder o duelo marcado para o Estádio Oswaldo Teixeira Duarte. A Portuguesa, líder do Grupo A7 do Campeonato Brasileiro da Série D, recebeu o Bangu, glorioso alvirrubro da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Imperdível!

Sou da geração que viu e torceu - desculpa, Coritiba - para o Bangu na final do Brasileirão de 1985. Desde então ele passou a ser o meu time preferido no Rio. Por coincidência o 31 de julho de 2021 marcou o 36º aniversário daquela fatídica noite no Maracanã. Apesar de ser a minha equipe predileta no estado vizinho, só tinha os visto quatro vezes in loco, a última em 2011, também no Canindé, em partida da Copa do Brasil.

Falando em 2021, no jogo realizado em terra fluminense, o escrete rubro-verde foi derrotado de virada por 2x1, a sua única derrota até aqui. Os cariocas melhoraram muito a partir de então e estão disputando vaga na próxima fase, mas a Lusa precisava fazer valer o fator campo de qualquer jeito. O técnico Fernando Marchiori vem fazendo mudanças que são bastante questionadas pela torcida e já está na hora da equipe emplacar uma sequência de boas apresentações.


Portuguesa e Bangu entrando em campo



Sem torcida, o Canindé agora recebe gatos em todos os jogos. Contra o Bangu não foi diferente

Antes do jogo o destaque foi o já citado frio. Olha, nem lembro a última vez que tinha saído de casa com uma temperatura tão baixa. Fui obrigado a colocar duas calças, camiseta, blusa de lã e um casaco por cima. Mesmo assim passei frio pois o vento estava fortíssimo. Se eu acho ruim? Nem a pau. Um milhão de vezes essa temperatura do que aquele calor insuportável. Pena que dias com esse cenário são cada vez mais raros (alô aquecimento global). Ah, outro destaque - não tão bom assim - é que essa foi a minha 100ª cobertura na pandemia. Cem jogos com portões fechados e contando. Não sei como seria se estivesse longe dos estádios até agora.

Quando a bola começou a rolar, vimos uma Lusa que tomou conta da peleja na metade inicial do primeiro tempo. Tito, Danilo Pereira e Caíque criaram bons lances em que o marcador por pouco não foi inaugurado. Aos 19 minutos Maykinho entrou na área, chutou cruzado e Carlos Eduardo desviou pela linha de fundo. Na cobrança de escanteio Danilo Pereira cobrou na cabeça de Patrick. O zagueiro subiu mais alto do que os defensores e fez seu primeiro gol com a camisa lusitana.





Lance do primeiro tempo de Portuguesa x Bangu


Detalhe do gol lusitano marcado por Patrick

Depois do gol, como acontece quase sempre, a Portuguesa parou, se preocupou em “garantir o resultado” e o confronto ficou bem sem graça. A falta de inspiração local acabou instigando o Bangu, que aos poucos foi se arriscando no setor ofensivo. É verdade que não teve oportunidades reais, mas pelo menos mostrou que não estava de brincadeira.

Quando a segunda etapa teve início, o alvirrubro ocupou o campo de defesa adversário e não demorou para chegar ao empate. Com 14 minutos jogados, Patrick cortou cruzamento dentro da área com a mão. Pênalti. Denílson bateu rasteiro no canto e fez o tento carioca. Aos 24, em raro momento de destaque, Anderson Lessa chutou forte, a pelota desviou em Paulo Henrique e estava a caminho do gol. Só que no caminho a zaga visitante salvou em cima da linha.




No segundo tempo o Bangu voltou melhor do que os donos da casa


O empate banguense saiu dos pés de Denílson em cobrança de pênalti

O clube de Moça Bonita respondeu logo após com finalização ótima de Santarém e defesa sensacional de Dheimison. Com os dois atacando sem objetividade nos minutos finais, o resultado de Portuguesa 1-1 Bangu se mostrou justo. A Lusa mantém a liderança da chave e o vermelho e branco segue na luta por uma vaga na próxima fase. Com o futebol apresentado no Canindé, tem plenas chances de conseguir.

Dessa vez não fui a pé até a Estação Armênia do metrô pois não estava a fim de passar perrengue no caminho. O número de zumbis na região está alto demais e não tem como dar sopa ao azar. Peguei um Uber até o Tietê e logo estava no QG para outra madrugada gelada cheia de programas olímpicos. Futebol de novo só na quinta-feira com a estreia da edição do Paulista sub-20 de 2021 por aqui.

Até lá!

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Ficha Técnica: Portuguesa 1x1 Bangu

Local: Estádio Oswaldo Teixeira Duarte (São Paulo); Árbitro: Diego da Silva/SE; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Patrick, Jefferson Feijão, Miller; Cartão vermelho: Diego Jussani 37 do 2º; Gols: Patrick 20 do 1º e Denílson (pênalti) 16 do 2º.
Portuguesa: Dheimison; Jefferson Feijão (Lenon), Willian Magrão, Patrick e Marco (Diego Jussani); Caíque, Maykinho (Brayan), Diogo Marzagão e Danilo Pereira (Anderson Lessa); Tito (Raphael Luz) e Cesinha. Técnico: Fernando Marchiori.
Bangu: Paulo Henrique; Carlos Eduardo, Israel (Rafael Esculápio), Brito e Raí Lopes; Renatinho, Rochinha (Miller), Denílson e Luís Araújo (Oliveira); Rafael Carioca (Roberto Baggio) e Santarém. Técnico: Felipe Loureiro.
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