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segunda-feira, 12 de julho de 2021

Nova derrota do Oeste, rumo à Série D em 2022

Texto e fotos: Fernando Martinez


Todo mundo sabe que basta estarmos numa fase péssima para tudo dar errado. Pode ser a coisa mais simples e pronto... certeza que vai dar ruim. No futebol essas coisas não são diferentes. O Oeste, que sábado recebeu o Ituano em jogo válido pela sétima rodada da primeira fase do Campeonato Brasileiro da Série C, é um exemplo vivo de que nada está tão ruim que não possa piorar.

O rubro-negro chegou nessa peleja com uma campanha horrorosa de dois empates e quatro derrotas, segurando a lanterna do Grupo B. Especificamente contra o Ypiranga de Erechim, 2x4 na rodada anterior, o time até que foi bem e chegou bem perto de deixar tudo igual quando o placar estava em 2x3. Ficou a expectativa de que, contra o Ituano, algo de positivo pudesse acontecer.

Durante a semana, o técnico Roberto Cavalo, comandante da equipe em cerca de 240 partidas na história, foi demitido e não houve nenhuma divulgação. Só quando a escalação foi divulgada se viu que ele não estaria no banco de reservas. Sérgio Alexsandro atuou como interino. Bom, digamos que a gente não fica sabendo quase nada a respeito do dia a dia do clube, mas assim também é demais.


Aquele famoso sorteio de lado antes do apito inicial

O Ituano veio à Arena Barueri com três vitórias seguidas na bagagem e ninguém esperava um duelo tranquilo. Acontece que o onze visitante praticamente nada fez durante os 90 minutos. Sim, diferente do que a gente poderia esperar, o Galo de Itu não mostrou um futebol digno de registro. Por incrível que pareça, o Oeste foi melhor do que o seu adversário.

É, só que aí entrou a zica que citei lá no começo. O rubro-negro de Barueri criou vários momentos e não conseguiu chegar às redes. Nem bem a ação tinha começado e Léo Ceará desperdiçou uma bela oportunidade na pequena área. Os locais tiveram mais posse e ocuparam o campo de defesa adversário. Mostrando um azar do tamanho do mundo, no único lance de perigo a favor do Ituano saiu o gol. Em falta pela direita, Igor Henrique se antecipou à zaga e, de cabeça, abriu o marcador.






No primeiro tempo só deu Oeste. Os donos da casa cansaram de tentar abrir o marcador, mas foi o Ituano quem fez aos 42 minutos. Na última foto, o tento de cabeça de Igor Henrique

Na etapa final a pressão foi ainda maior. Aos 11 minutos Zeca bateu de longe e a pelota passou perto. Aos 14 Kadu Barone foi expulso e deixou o escrete de Itu com um a menos. Aos 24, Léo Ceará acertou um belo tiro na trave. Victor Lisboa logo depois teve chance pelo alto e mandou pela linha de fundo. Os locais ciscaram, tentaram, insistiram, apertaram a zaga visitante... nada aconteceu. Eles poderiam ficar jogando por 48 horas que provavelmente o empate não aconteceria.






Na maior parte da etapa final o Oeste teve um atleta a mais e ocupou o campo de defesa visitante. Mas quando a fase não é boa, não adianta. Nova derrota do rubrão na Série C

No fim, o Oeste 0-1 Ituano não resumiu o que se viu em campo, porém o que vale é bola na rede. Segue a via-crucis do time de Barueri, mais lanterna do que nunca com apenas dois pontos conquistados. O rebaixamento passa a ficar bem visível no retrovisor. Já o clube do interior se consolida no G4 e com certeza lutará por uma vaga na segunda fase.

Saí correndo do estádio pois tinha decisão de Copa América na TV. Essa foi a única cobertura do fim de semana pois no domingo larguei um Corinthians x Vasco no sub-20 para acompanhar o Itália x Inglaterra que definiu a Eurocopa pela televisão. Futebol ao vivo vai pintar no meio da semana. Semana esta muito especial pois outra vez o que vos escreve fará aniversário

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Oeste 0x1 Ituano

Local: Arena Barueri (Barueri); Árbitro: Arthur Gomes Rabelo/ES; Público e renda: Portões fechados; Cartão amarelo: Rodrigo Sam; Cartão vermelho: Kadu Barone 16 do 2º; Gol: Igor Henrique 42 do 1º.
Oeste: Glauco; Luís Ricardo (De Paula), Victor Lisboa, Rodrigo Sam e Salomão; Alison (Jeffinho), Deivid (Kauã Jesus), Marcinho (Tite) e Léo Artur; Zeca (Kalil) e Léo Ceará. Técnico: Sérgio Alexsandro.
Ituano: Pegorari; Léo Duarte, Mateus, Bernardo e Rhuan; Jiménez, Kaio (João Victor), Igor Henrique (Bruno Lima) e Eduardo Ramos (Lucas Nathan); Tiago Marques (Zé Vítor) e Kadu Barone. Técnico: Mazola Júnior.
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quinta-feira, 8 de julho de 2021

Triunfo palmeirense no clássico do sub-20 contra o Santos

Texto e fotos: Fernando Martinez


Chegou a segunda-feira e com ela fechei as coberturas do fim de semana no Allianz Parque. Foi a minha 19ª partida na casa alviverde desde setembro de 2020, transformando o estádio no lugar que mais visitei durante a pandemia, à frente dos 18 jogos no Parque São Jorge. Pelo Campeonato Brasileiro sub-20, clássico entre Palmeiras e Santos válido pela terceira rodada do certame.

Sem conseguir viajar por conta de tudo que vem acontecendo no país, as coberturas estão concentradas no eixo Allianz-Fazendinha-Nacional-Canindé. De um total de 83 jogos no futebol pandêmico, 64 foram nesses quatro locais. Sinto falta de mudar o cenário? Muito, mas por enquanto não há o que ser feito. Resta torcer pelo sucesso da vacinação e que as variantes da covid não sejam tão agressivas como os especialistas apontam. Aí sim poderei cogitar em fazer algo perto da antiga normalidade.


O glorioso sorteio de lado antes do clássico entre Palmeiras e Santos pelo Brasileiro sub-20

Falando do clássico, essa foi a sexta vez que acompanhei um confronto entre palmeirenses e santistas, a terceira pelo sub-20. Nas duas anteriores, dois triunfos do Peixe: 3x1 no saudoso Parque Antarctica pelo Paulista de 2005 e 3x2 na Arena Barueri pela semi da Copa São Paulo de 2013. Em 2021, o verde somou quatro pontos nas duas rodadas iniciais - três deles no triunfo em cima do Bahia - enquanto o alvinegro somou três. O problema era que a equipe do litoral vinha de uma goleada sofrida contra o Grêmio por 5x2.

Assim como tenho feito nas últimas coberturas, cheguei no estádio e me dirigi às cabines. Como as instalações são ótimas, ficar ali é a melhor pedida. Lá do alto vi uma peleja boa principalmente no tempo inicial. Os donos da casa começaram com tudo e com apenas 18 segundos abriram o marcador. Newton ajeitou para o artilheiro Gabriel Silva, ele entrou na área e chutou cruzado, superando o goleiro Breno. Foi o gol mais rápido da história do Allianz.

Quem imaginou que o Santos sentiria o tento se enganou rapidinho. Os visitantes foram ao ataque na busca pelo empate de forma instantânea. Aos nove Weslley fez grande jogada pela direita e mandou colocado. Natan se esticou e desviou pela linha de fundo. Lucas Sena cobrou falta com perigo aos onze e aos 15 o placar foi igualado. Brayan estava ligado na saída de bola adversária, desarmou Pedro Bicalho e chutou na saída de Natan.

Com o 1x1, foi a vez o Palmeiras devolver a pressão. Aos 18 Breno fez um verdadeiro milagre em bicuda à queima-roupa de Ruan. Na sequência, Naves finalizou e a zaga afastou. Aos 23 Matheus Nunes deu uma ajudinha aos paulistanos e colocou a mão na pelota dentro da área. Gabriel Silva, sempre ele, bateu com perfeição e recolocou o Palmeiras em vantagem. Foram 25 minutos de muita emoção. Com o 2x1 a partida caiu de produção e só tivemos outro bom momento aos 41, quando Gabriel Silva – ele de novo - atacou pela direita e atirou na trave.


Chegada santista pelo alto nos primeiros minutos da partida


Chute de Brayan aos 15 minutos e o empate do Peixe


O alviverde não se intimidou com o 1x1 e permaneceu no campo de ataque


Gabriel Silva bateu o pênalti com classe e recolocou os donos da casa em vantagem


Aos 40, Gabriel Silva avançou pela direita e chutou firme. A bola bateu no travessão

Na etapa final as equipes retornaram ao gramado sintético na pegada de mostrarem serviço. O que se viu foi um monte de oportunidades criadas na base do toma lá dá cá. Se o Santos teve assustou aos sete e oito minutos, o verde respondeu com duas chances de ouro aos nove e aos 12. Conforme o relógio foi andando, o pessoal sossegou o facho. A partir dos 25 os comandados de Wesley Carvalho se preocuparam mais em defender a vitória e chamaram o Santos ao seu campo. O Peixe chegou perto de um novo empate aos 27 em lance com ótima defesa de Natan e aos 49 em perigosa cobrança de falta de Lucas Henrique.






O tempo final teve boas oportunidades dos dois lados, mas o placar não foi alterado. Pelo número de chances, ambos mereciam ter feito mais gols

Só que no fim não teve jeito para o alvinegro e o clássico ficou no Palmeiras 2-1 Santos. O alviverde agora está em quinto lugar com sete pontos ganhos e o Peixe é o 13º. São Paulo e Flamengo estão na liderança com 100% de aproveitamento. Na próxima rodada o verde visita o Internacional enquanto no ABC o time do litoral recebe a Chapecoense.

Essa será uma rara semana sossegada futebolisticamente falando. Na pauta livre do Jogos Perdidos, estaremos na ativa apenas no sábado pela Série C do Brasileiro. Tirando isso, reta final de Copa América, Eurocopa e muita leitura. Hora de manter a mente tranquila.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Palmeiras 2x1 Santos

Local: Allianz Parque (São Paulo); Árbitro: Fabiano Monteiro dos Santos/SP; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Naves, Fabinho, Rafael Moreira; Gols: Gabriel Silva 18'', Brayan Krüger 15 e Gabriel Silva 25 do 1º.
Palmeiras: Natan; Garcia, Naves (Talisca), Ruan Santos e Vanderlan (Vitor Hugo); Fabinho (Yago Santos), Pedro Bicalho (Vitinho) e Jhonatan (Jhow); Gabriel Silva, Newton (Marino) e Kevin. Técnico: Wesley Carvalho.
Santos: Breno; Gustavo Moreira (Gabriel) (Kaio Henrique), Thiago Balieiro, Wellington Tim e Lucas Sena (Natan); Rafael Moreira (Filipe), Matheus Nunes (Stênio) e Lucas Barbosa; Alex, Wesley Patati e Brayan Krüger (Alex Negueba). Técnico: Rodrigo Chipp.
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quarta-feira, 7 de julho de 2021

Portuguesa, mesmo sem jogar bem, vence a segunda pela Série D

Texto e fotos: Fernando Martinez


Domingo foi um dia frio em São Paulo. Passei boa parte do dia envelopado no cobertor e o bom senso dizia para permanecer assim até a hora de dormir. Como aqui é tudo pelo social, isso não aconteceu. Descolando aquela força e o ânimo de ouro para sair de casa, fui ao gelado Estádio Oswaldo Teixeira Duarte acompanhar o confronto paulista entre Portuguesa e São Bento pelo Campeonato Brasileiro da Série D.

Ambas as equipes fazem parte do Grupo A07 - que nome horroroso - e estavam invictas antes do duelo do domingo. Detalhe que nas oito partidas que ambas fizeram combinadas, apenas um triunfo - da Portuguesa contra o Santo André pela terceira rodada - e sete empates. Metade da chave ainda não venceu e, faltando dez rodadas até o final da primeira fase, não temos como ter a menor ideia do que pode acontecer.



Equipes entrando no gramado do Canindé. Abaixo, aquela imagem do quarteto de arbitragem com os capitães dos clubes

Sem torcida e praticamente sem imprensa, além de mim apenas um fotógrafo estava credenciado, assisti meu terceiro Portuguesa x São Bento na história praticamente sozinho e com muito frio. Após a ótima vitória contra o Ramalhão com direito a um futebol bem jogado, eu pensei que o onze local fosse fazer valer o fator campo novamente. Ficou apenas na expectativa. Durante os 90 minutos foi o escrete sorocabano quem buscou o gol com mais vontade.

Os comandados de Fernando Marchiori, técnico que vem cometendo alguns erros de escalação desde a Série A2, não estavam inspirados e foram dominados pelo adversário. Como o São Bento não é nenhum Real Madrid, isso não significou tanta coisa. Mesmo assim, até os 32 minutos o clube do interior criou quatro bons momentos para inaugurar o placar no Canindé. O primeiro aos dois minutos com o cruzamento do senegalês Papa Faye e cabeçada de Johnny defendida por Dheimison.

O arqueiro local foi bem novamente aos 16 em finalização do jogador africano. Bruno Formigoni arriscou aos 25 e o tiro passou perto. Aos 32, investida de Johnny e chute batendo do lado de fora da rede. Os sorocabanos eram melhores, mas quem fez 1x0 foi a Portuguesa no único ataque perigoso no tempo inicial. A bola foi cruzada da esquerda, a zaga não conseguiu afastar e Caíque colocou no canto de Airon. Antes do intervalo Ayrton testou Dheimison de longe e o camisa 1 defendeu.



A Portuguesa chegou poucas vezes dentro da área do São Bento durante o primeiro tempo


Para azar do time visitante, o gol rubro-verde saiu justamente no único ataque perigoso. Caíque foi o autor do gol aos 35 minutos


O onze de Sorocaba buscou o empate nos minutos restantes da etapa inicial, sem sucesso

Não foi uma atuação magnífica do Bentão, porém a derrota parcial não era lá muito justa. Na etapa final eles continuaram com maior volume de jogo, mas chance mesmo foi difícil de ver. A Lusa se segurava e pouco se arriscava. Nas duas vezes que chegou perto da meta visitante de forma incisiva, duas oportunidades tímidas: uma com cobrança de falta de Feijão aos 17 e outra em tiro de Marzagão aos 32.

O time azul e branco se lançou com tudo ao ataque em busca do quinto empate no torneio e deu mais espaços nos últimos minutos. Foi aí que o rubro-verde se mostrou fatal. Na última volta do ponteiro Maykinho avançou em velocidade pela esquerda, ganhou da marcação e mandou rasteiro na área. Lucas Douglas chegou com tudo, encheu o pé e colocou no canto de Airon. A vitória estava garantida.


Tentativa pelo alto de Lucas Douglas (11) já no segundo tempo



Fraga (15) e Dogão (13) mostrando segurança na defesa do São Bento


O clube sorocabano criou boas chances e tentou o empate durante toda a etapa final


No último minuto, Lucas Douglas completou cruzamento de Maykinho e fechou a vitória paulistana


Placar final da sofrida vitória lusitana, a segunda na atual edição da Série D

O resultado de Portuguesa 2-0 São Bento não foi justo, só que em futebol isso não diz muito. Os visitantes atacaram bastante e levaram dois gols nas duas principais investidas paulistanas. Foi o primeiro revés do clube na Série D de 2021. Já pelo lado vencedor, a invencibilidade foi mantida a duras penas. De concreto, sinais claros de que o futebol precisa melhorar logo. Em uma chave tão equilibrada, manter a instabilidade pode custar a classificação.

Como estava frio, fui a pé até a estação Armênia do metrô encontrando no caminho várias criaturas da noite que já tomavam conta da região. Toda vez que ando por lá vejo que tudo está bem abandonado. O bairro em que morei de 1985 a 2008 está cada vez mais largado.

Voltei à ativa na tarde de segunda-feira com clássico pelo Brasileiro sub-20. Joguinho bom de assistir.

Até lá!

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Ficha Técnica: Portuguesa 2x0 São Bento

Local: Estádio Oswaldo Teixeira Duarte (São Paulo); Árbitro: Lucas Guimarães Horn/RS; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Marco, Makelele, Fellipe Ferreira, Bruno Formigone, Alan Dotti (AT-S), Dogão; Gols: Caíque 34 do 1º, Lucas Douglas 45 do 2º.
Portuguesa: Dheimison; Feijão, Willian Magrão, Patrick e Marco (Diego Jussani); Caíque (Tauã), Cesinha (Maykinho), Marzagão e Raphael Luz (Felipe Souza); Ermínio (Tito) e Lucas Douglas. Técnico: Fernando Marchiori.
São Bento: Airon; Makelele, Dogão, Fellipe Ferreira e Alysson (Marcelo Sendeski); Fábio Bahia (Léo Costa), Bruno Formigone (Fraga) e Kayan; Papa Faye (Igor Bolt), Johny e Ayrton (Judson). Técnico: Paulo Roberto.
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terça-feira, 6 de julho de 2021

Oeste segue sem vencer no Brasileiro da Série C

Texto e fotos: Fernando Martinez


Eu nem lembro a última vez que tinha acordado tão cedo para ver um jogo de futebol como aconteceu no sábado. Bom, desde que a presença do Oeste no Campeonato Brasileiro da Série C foi sacramentada, coloquei como um dos objetivos ver o duelo do rubrão contra o genial Ypiranga de Erechim na Arena Barueri. Mesmo com o apito inicial desse duelo marcado para às 11 da matina, encarei a missão e me mandei até a cidade da Grande São Paulo.

Por ser contrafluxo, o trem estava vazio. Apesar do sol, o vento frio da madrugada se fazia presente. Como não estava a fim de andar, peguei um Uber - um dos únicos politicamente conscientes que existem e, território tupiniquim - na estação de trem e rapidinho estava no estádio. Lá encontrei pela primeira vez no ano a dupla Mário e Lucas, amigo que vem fazendo um grande trabalho atrás do Brusque na Série B. Foi apenas o segundo jogo no ano que tive companhia em 2021.



A Arena Barueri vazia na manhã de sábado e os capitães com o quarteto de arbitragem posando para a foto oficial

Cobri a derrota do Oeste contra o Mirassol na estreia na Arena. Não há dúvidas que a performance é assombrosa e absurdamente ruim. Quem viu a equipe ir bem na A2 e chegar perto do acesso se espanta com a mudança. Nas cinco rodadas disputadas, nenhuma vitória conquistada e pior, nenhum gol a favor. Confesso que gostaria de saber o motivo do caldo ter entornado tão cedo. Como desgraça pouca é bobagem, o adversário da vez era o vice-líder do Grupo B.

O Ypiranga fez bonito no Gauchão, ficando em quinto lugar. Começou a Série C com tudo somando três vitórias, um empate e apenas uma derrota. Presente no torneio desde 2016, o escrete gaúcho foi líder do Grupo B em 2019 e 2020 e não subiu ano passado por detalhe. Certamente disputarão o acesso novamente. Falando da história deles conosco, o Canarinho debutou no JP há 15 anos em empate contra o extinto Porto Alegre FC no magnífico Lami Parque. A última vez foi em 2017, em triunfo contra o São Bento em Sorocaba também pela terceirona nacional.

Quando a ação começou, ficou clara a diferença das campanhas, principalmente na etapa inicial. O Ypiranga não deu a menor chance ao onze local e construiu uma boa vantagem já nos primeiros 45 minutos. O Oeste começou a peleja meio fora do ar e com quinze minutos o placar já era de 2x0 contra. O tento que abriu a vitória gaúcha saiu aos cinco minutos. Jonathan cruzou da esquerda, a zaga não foi capaz de afastar e Sodré testou do segundo pau.

Aos oito Léo Artur avançou com liberdade pela esquerda e chutou de longe. A bola saiu à direita de Deivity. Aos dez, Silvano cruzou e Quirino chegou um milésimo atrasado. Quatro minutos depois ele não vacilou. O atleta recebeu lançamento longo em profundidade, avançou sozinho, driblou Rodolfo e ampliou a vantagem. O rubro-negro conseguiu criar seus momentos e aos 32 Deivty fez boa defesa em tiro de Léo Artur.

Aos 34 o Oeste finalmente fez o primeiro gol na Série C após 484 minutos. Deivid cruzou da direita na cabeça de Zeca. O ataque foi bom, mas Deivity falhou no lance. O Ypiranga nem deixou a equipe paulista pôr as manguinhas de fora. Aos 36 por pouco não fez o terceiro em cabeçada de Dico. Aos 39, tudo deu certo. A zaga local estava toda desarrumada e viu Muriel entrar na área, rolar até Dico e o camisa 11 não perdoar.


Quirino (9) subindo e a zaga do Oeste interceptando o lançamento


No início o Oeste criou bons momentos para abrir o marcador


Cruzamento de Jonathan que originou o primeiro gol visitante, marcado por Sodré



Duas ótimas oportunidades criadas pelo escrete paulista



Bola no fundo da rede rubro-negra no 0x2 e a comemoração de Quirino

Não restava alternativa ao Oeste a não ser atacar em peso buscando diminuir o prejuízo no tempo final. O Ypiranga recuou e durante meia hora os paulistas foram melhores. Assustaram em tiros de longe aos dois e cinco minutos e marcaram pela segunda vez aos 15. A defesa gaúcha afastou mal cobrança de escanteio e Léo Ceará acertou um belo chute de fora da área. Kalil chegou perto do empate aos 27 em investida pela esquerda que terminou com boa intervenção de Deivity.

É, acontece que quando a fase é ruim, não tem muito o que fazer. Mesmo melhor em campo, o Oeste sofreu o quarto gol no primeiro ataque de perigo do Ypiranga. Fidelis cruzou rasteiro da direita, a pelota passou por todo mundo na área, incluindo Rodolfo, e chegou em Dija Baiano. O camisa 23 estava livre e ganhou aquele presente perfeito. Ele escorou tranquilamente e fez a festa. Foi o golpe fatal no onze de Barueri. Nos acréscimos, Júnior Alves foi expulso após cometer falta dura e só não deu uns tapas no árbitro pois foi contido pelos colegas.





No segundo tempo a partida continuou animada. O Ypiranga buscando ampliar a vantagem e o Oeste querendo diminuir o prejuízo



Fidelis (15) cruzando da direita para o gol de Dija Baiano. O Ypiranga fechava o marcador na Arena Barueri


Júnior Alves foi expulso nos acréscimos e por pouco não agrediu o árbitro pernambucano

Fim de papo na Arena: Oeste 2-4 Ypiranga/RS. Com a vitória do São José contra o Mirassol o rubro-negro agora é o lanterna do Grupo B da Série C. Tudo bem que são 18 jogos na fase inicial e faltam ainda dois terços até a rodada final. Agora, é fato que as coisas precisam mudar o quanto antes em Barueri. A Série D é uma realidade caso não comecem a mostrar resultados. Na semana que vem pegam o Ituano, time que venceu os últimos três confrontos. Moleza... só que não. Já o Ypiranga está em segundo na chave, atrás apenas do líder invicto Criciúma.

Na companhia da dupla de amigos peguei uma carona até o metrô Tietê e dali voltei ao QG da Zona Oeste. Foi um sábado com Eurocopa e Copa América na programação. No domingo voltei à ativa com outro compromisso lusitano na Série D.

Até lá!

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Ficha Técnica: Oeste 2x4 Ypiranga/RS

Local: Arena Barueri (Barueri); Árbitro: Michelangelo Martins Junior/PE; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Dico, Deivity, Kauã Jesus; Cartão vermelho: Júnior Alves 48 do 2º; Gols: Sodré 5, Quirino 14, Zeca 34 e Dico 39 do 1º, Léo Ceará 14 e Dija Baiano 31 do 2º.
Oeste: Rodolfo; Luís Ricardo, Victor Lisboa, Júnior Alves e Davi (Douglas); Alison, Deivid (Tite), Bruno Miguel (Léo Ceará) e Kauã Jesus; Zeca (Kalil) e Léo Artur (De Paula). Técnico: Roberto Cavalo.
Ypiranga/RS: Deivity; Muriel, Douglas, Kanu e Jonathan; Mikael, Silvano (Erick), Clayton (Fidélis) e Sodré (Luiz Felipe); Quirino (Christopher) e Dico (Dija Baiano). Técnico: Júnior Rocha.
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sexta-feira, 2 de julho de 2021

Jogo fraco no Allianz e triunfo palestrino contra o Bahia

Texto e fotos: Fernando Martinez


Foram mais de dez dias longe dos gramados. Perdi alguns jogos e o HD do meu computador. Fotos que não poderia ter perdido e arquivos que miseravelmente não fiz backup agora jazem no céu eletrônico. De luto, descolei ânimo e retornei ao normal na quinta-feira com a estreia do JP no Campeonato Brasileiro sub-20 em 2021. Direto do Allianz Parque, acompanhei o duelo entre Palmeiras e Bahia pela segunda rodada.

Organizado pela CBF desde 2015, o torneio terá pelo terceiro ano seguido os 20 melhores clubes do ranking nacional da entidade jogando entre si em turno único na fase inicial. Os oito melhores estarão nas quartas. Depois, semi e a grande decisão. Nas seis edições realizadas até hoje, enorme equilíbrio com seis campeões diferentes. O Atlético Mineiro é o detentor do título, conquistado nos pênaltis em cima do Athletico/PR.

Na rodada de estreia, os dois times empataram seus compromissos: o alviverde com o Atlético/GO e o tricolor com o Fluminense. Na temporada 2020 pelo Brasileiro, triunfo paulistano por 5x3 no Nordeste. Pela Copa do Brasil, também ano passado, o Bahia devolveu com juros o revés e venceu duas vezes o Palmeiras na semifinal, se credenciando para disputar - e perder - a decisão com o Vasco da Gama. Boa hora dos palmeirenses devolverem as derrotas.


Quarteto de arbitragem e capitães dos times no gramado sintético do Allianz Parque. Só faltou o árbitro preencher a súmula de forma correta

O grande problema foi que a partida foi bem abaixo do esperado. O Bahia ficou os 90 minutos na defesa e não teve nenhum momento de perigo. Sério, nenhum mesmo. Para a sorte dos baianos, o Palmeiras também não estava nos seus melhores dias, já que o toque final foi falho em todas as investidas que criou. Os donos da casa tiveram três chances dignas de registro na etapa inicial.

Aos 13, Bruno Menezes recebeu passe na direita, foi até a esquerda e chutou forte. O tiro bateu na rede pelo lado de fora. Aos 24 ele de novo aproveitou rebote, finalizou com força e a zaga afastou. A zaga visitante novamente salvou a pátria aos 41 quando Kevin foi travado em lance pela lateral. E foi só.




Pouco se viu no primeiro tempo de Palmeiras x Bahia. Os locais estavam com pouca inspiração, enquanto os visitantes passaram do meio de campo duas ou três vezes

No segundo tempo, o Palmeiras permaneceu com a bola nos pés e pouca efetividade. Aos quatro, Kevin cortou para o meio e arriscou. Vinícius Favero se esticou todo e mandou pela linha de fundo. Sem ser injusto e falar que o Bahia nada fez, a única vez que se aproximou da área local foi aos doze minutos em chute da esquerda que Kaíque defendeu sem problemas. Aos 15, tiro de longe do ataque paulistano que passou perto.

Após esse lance a peleja caiu ainda mais de produção e a acompanhar a CPI da Covid via celular foi melhor do que Palmeiras e Bahia apresentavam no gramado sintético do Allianz Parque. Perdi um jogo com quatro gols na terça-feira e um com sete na quarta, então a cada volta do relógio o desânimo aumentava por estar prestes a ver um 0x0. Nada acontecia até que Henri subiu de cabeça e completou com estilo escanteio da esquerda aos 34 minutos. Ufa!


O jogo estava tão fraco que a emoção mesmo ficou por conta da CPI da Covid que acompanhei via celular. Não faltou emoção em Brasília




A peleja estava com carinha de 0x0 até que Henri fez o gol da vitória aos 34 minutos. Não tem foto pois a câmera estava desligada, fato que aconteceu por quase todo o tempo final

Sem tempo de mais nada, a partida ficou no Palmeiras 1-0 Bahia. Se não fosse o zagueiro alviverde eu teria visto um 0x0 após quatro meses. O triunfo colocou os paulistanos na oitava colocação com quatro pontos ganhos, enquanto o escrete nordestino é o 13º com um. O torneio está no começo e não tem como fazer absolutamente nenhuma previsão por enquanto. A decisão está prevista apenas para novembro.

Voltando ao velho ritmo, a ideia é emplacar três coberturas de sábado a segunda-feira. Vamos ver se o ânimo e a força de vontade me deixam completar a trinca.

Até lá!

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Ficha Técnica: Palmeiras 1x0 Bahia

Local: Allianz Parque (São Paulo); Árbitro: João Vitor Gobi; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Garcia, Everton; Gols: Henri 34 do 2º.
Palmeiras: Kaíque; Garcia (Ramon), Henri, Ruan Santos (Naves) e Vanderlan (Vitor Hugo); Fabinho, Pedro Bicalho (Yago Santos) e Jhonatan (Vitinho); Kevin, Newton e Bruno Menezes (Gabriel Silva). Técnico: Wesley Carvalho.
Bahia: Vinícius Favero; Rander, Guilherme, Barcellos e Ryan; Matheus Lins, Miqueias (João Vítor) e Hiago (Domingos); Everton, Gregory e Gilmar (Raí). Técnico: Eduardo Guadagnucci.
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