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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Nacional arranca empate nos acréscimos contra o Guarulhos pela Segundona

Fala, pessoal! 

No sábado passado fiz uma sessão isolada de futebol com outro joguinho do Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Fui sozinho ver o quinto confronto entre Guarulhos e Nacional em todos os tempos, esse válido pela terceira rodada do Grupo 6 da edição 2013 do certame. O palco, claro, foi o Estádio Antônio Soares de Oliveira

Vindo de duas derrotas em dois jogos (0x2 para o SEV e um avassalador 7x2 para o Atibaia), o Guarulhos apostava na estreia de alguns atletas para conquistar seus primeiros pontos na segundona. Para o Nacional, a ideia era fazer uma apresentação melhor do que a da peleja anterior (o modorrento empate sem gols contra o Primavera) e tentar chegar à liderança. 


AD Guarulhos - Guarulhos/SP. Foto: Fernando Martinez. 


Nacional AC - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez. 


Posando de forma exclusiva para as lentes do JP o árbitro Daniel Destro do Carmo, os assistentes Herman Brumel Vani e Osny e os capitães dos times. Foto: Fernando Martinez. 

Só que mais uma vez o time ferroviário fez uma partida bem abaixo do esperado. O Guarulhos finalmente estrou "de verdade" na competição e deu muito trabalho para a zaga visitante no tempo inicial. Durante os primeiros 45 minutos a equipe local teve pelo menos três oportunidades claríssimas de abrir o marcador. 


Jogadores do Guarulhos e do Nacional perseguindo a pelota no gramado do Antônio Soares de Oliveira. Foto: Fernando Martinez. 


Bola levantada na área local. Foto: Fernando Martinez. 

O Naça se limitou a atacar de forma desordenada e afobada, não dando maiores sustos na torcida da casa. Para complicar ainda mais a situação do onze paulistano, o Guarulhos fez seu gol aos 41 minutos através de Bruno Alves. O camisa 10 entrou na área tranquilamente entre os defensores e tocou com estilo na saída do bom goleiro Carlão. 


Ataque nacionalino pela esquerda. Foto: Fernando Martinez. 


Detalhe do gol guarulhense. Foto: Fernando Martinez. 

Na etapa final o gás guarulhense acabou, o time recuou demais e então vimos praticamente um treino "ataque contra defesa". Pena para a torcida nacionalina que a pressão era etérea e imprecisa. O tempo passava rápido e a cada volta do relógio a primeira vitória do Guarulhos parecia que finalmente iria acontecer. 


Victor Sapo tentando passar pela marcação da zaga local. Foto: Fernando Martinez. 

Mas um pequenino "problema" comum de 10 entre 10 times que estão vencendo um jogo aconteceu no gramado do Antônio Soares de Oliveira: a cera. Os atletas locais caíram demais, parando o jogo por muitos minutos. Quando o árbitro indicou quatro minutos de acréscimo, a certeza para mim era que o ideal teria sido pelo menos uns seis ou sete. 


O Naça jogou o tempo final todo dentro do setor defensivo do Guarulhos. Foto: Fernando Martinez. 

Mesmo jogando mal e sem inspiração o Nacional não deixou de acreditar, e no último lance da peleja conseguiu chegar ao (pelo menos pra mim) inesperado empate. Após escanteio da esquerda, Jean apareceu antes do arqueiro local e tocou de leve para cabecear a pelota pro fundo das redes. 


Exato momento em que o camisa 18 Jean tocou na bola para empatar a peleja. Foto: Fernando Martinez. 

A reclamação do pessoal local foi enorme, pois o gol saiu e o árbitro encerrou a partida. O placar de Guarulhos 1-1 Nacional deixou os paulistanos na terceira colocação da chave com cinco pontos ganhos, mas ainda invicto. E apesar de ter somado seu primeiro ponto, o time da Grande São Paulo ainda é lanterna do Grupo 6. 

Logo depois do apito final atletas das duas equipes passaram a quebrar o pau dentro de campo. Foram alguns minutos de pancadaria, tudo com a vista grossa do policiamento, antes da famosa turma do "deixa disso" aparecer e acalmar os ânimos. A torcida guarulhense também não estava nada calma, já que acusavam o árbitro de ter "feito o jogo do time da FPF". Assim como eu não vi o árbitro prejudicar o Naça no jogo contra o Primavera, também achei que a atuação do árbitro dessa peleja do sábado não influiu no resultado final. Coisas do futebol... 

Voltei para casa a tempo de assistir o fantástico jogo que levou o São Bento de Sorocaba para a Série A2 e também mais um jogo dos play-offs na NBA antes de ter uma boa noite de sono já pensando na rodada matutina do domingo. Mais uma vez o JP se fez presente numa decisão de divisão de acesso. 

Até lá! 

Fernando

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Bernô goleia o Mauaense e marca os primeiros pontos na Segundona

Fala, pessoal! 

Nesse final de semana acompanhei uma trinca de jogos em três dias seguidos para o JP. O primeiro foi numa agradável sessão noturna de futebol na sexta-feira. EC São Bernardo e Grêmio Mauaense desfilaram pelo gramado sintético do Baetão buscando reabilitação no Grupo 8 do Campeonato Paulista da Segunda Divisão

Nas duas rodadas iniciais da chave as equipes em questão foram derrotadas. Mais do que nunca, os três pontos eram essenciais para que o vencedor não desgarrasse demais dos líderes. E o jogo tinha um gostinho especial, já que podemos considerar esse um "novo clássico" do ABC. Foi a 23ª vez em que ambos se encontraram em pelejas válidas pelo paulistão. 

É fato que a Locomotiva se tornou uma grande pedra no sapato do Bernô desde o primeiro confronto em 1986. Nos 22 jogos realizados na história tivemos oito vitórias do Grêmio, nove empates e apenas cinco vitórias da equipe alvinegra. Desses cinco triunfos, só um deles (!), realizado no longínquo 15 de agosto de 1990, teve vitória do São Bernardo jogando em casa. 

Como se não bastasse, a equipe de Mauá foi derrotada pela última vez nesse confronto em 13 de abril de 1996, quando perdeu pela contagem mínima jogando no Pedro Benedetti. Depois disso, 17 anos sem nenhum revés e nove jogos (seis vitórias e três empates) de invencibilidade. Para a torcida do Bernô, já estava na hora de quebrar a escrita favorável ao Grêmio. 

E apesar de ser sempre legal ver jogo de sexta à noite no Baetão, chegar lá é sempre uma tarefa complicada, pois coincide exatamente com a ida de muitos trabalhadores para casa. E o panorama dessa sexta foi ainda mais complicado pois o sistema de trólebus apresentou com problemas e o Terminal Jabaquara estava apinhado de gente. Se não fosse a presença abençoada do Mílton, com certeza não teria chegado a tempo das fotos oficiais. Ele, num golpe de mestre, reduziu nosso tempo de espera em mais de meia hora e foi o responsável direto por não termos nos atrasado. 


EC São Bernardo - São Bernardo do Campo/SP. Foto: Fernando Martinez. 


GE Mauaense - Mauá/SP. Foto: Fernando Martinez. 


Árbitro Douglas Perrone Katayama, assistentes Paulo de Souza Amaral e Vitor Carmona Metestaine e os capitães dos times. Foto: Fernando Martinez. 

Para desespero do amigo Luiz Fôlego, torcedor do Mauaense, quando a peleja começou logo ficou evidente a diferança técnica entre as equipes. O Bernô dominou por completo o primeiro tempo e não deu a menor chance para a Locomotiva. 


Primeira chance clara de gol para o Bernô no jogo contra o Mauaense. Foto: Fernando Martinez. 

Sem forçar muito, a equipe marcou inapeláveis 3x0 ainda no tempo inicial e ainda perdeu outras chances, deixando a peleja definida na saída para o intervalo. O primeiro gol foi marcado pelo camisa 9 Washington (que até o ano passado defendeu o próprio Mauaense) logo aos 12 minutos. Aos 23, o zagueiro Ranses ampliou. 


Falta para o time local no meio de campo. Foto: Fernando Martinez. 


Detalhe do primeiro gol do Bernô, marcado pelo camisa 9 Washington (à direita na imagem). Foto: Fernando Martinez. 

Antes do apito final da primeira etapa, Washington fez mais um, deixando a heroica torcida da Locomotiva com muita saudade do artilheiro. Para o tempo final, como de costume, saí do gramado sintético e fui para as arquibancadas tortas do estádio. Ali vi o tempo final rodeado de amigos, naquela resenha sempre sensacional. 


O arqueiro do Mauaense pulou, mas não teve como defender a ótima cobrança de falta de Ranses. Era o segundo do São Bernardo. Foto: Fernando Martinez. 

No segundo tempo o Bernô puxou o freio de mão, diminuiu o ímpeto ofensivo e ainda assim marcou mais duas vezes. O quarto gol saiu com o bom camisa 11 Daniel aos 4 minutos e a goleada foi completada nos acréscimos com o tento do camisa 14 Luizinho, tocando com classe na saída do arqueiro. O Grêmio ainda marcou um gol de honra aos 17 com Anderson. 


Chegada tímida da Locomotiva no tempo final. Foto: Fernando Martinez. 


Placar eletrônico do Baetão com o placar parcial da peleja. Foto: Fernando Martinez. 

Final de jogo: EC São Bernardo 5-1 Mauaense. Além desse placar ter sido a maior vitória do Bernô contra a Locomotiva em todos os tempos (e ter servido para quebrar todos aqueles tabus que citei no começo da matéria), o resultado fez com que o time de São Bernardo do Campo marcasse seus primeiros pontos no certame. No embolado Grupo 8, Diadema, Portuguesa, Jabaquara e Água Santa estão com seis pontos. Já o time de Mauá afunda na lanterna da chave. 

Saímos do estádio sem pressa e após um belo pit-stop ao lado do Terminal de São Bernardo do Campo voltamos para casa. A noite ainda teve NBA pela TV e no sábado estive mais uma vez num joguinho da segundona paulista. 

Até lá! 

Fernando

terça-feira, 7 de maio de 2013

Nacional empata sem gols com o Primavera no Nicolau Alayon

Opa, 

A sessão futebolística vespertina no último sábado também foi válida pelo Campeonato Paulista da Segunda Divisão, e o confronto entre Nacional e Primavera de Indaiatuba foi a esperada volta do time ferroviário ao Estádio Nicolau Alayon depois de mais de oito meses de espera. 

O último jogo do time paulistano ali tinha acontecido em 2 de setembro do ano passado, quando venceu o Osasco FC, mas foi eliminado do certame. Graças ao "belíssimo" calendário da segundona temos esse absurdo hiato, algo que precisa ser mudado de forma urgente. 

A peleja foi válida pela segunda rodada do Grupo 6. Na primeira, o time paulistano venceu o Sumaré no interior por 3x2, enquanto o Primavera foi derrotado em casa pelo Atibaia. Uma vitória deixaria o Nacional na liderança da chave. 


Nacional AC - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez. 


EC Primavera - Indaiatuba/SP. Foto: Fernando Martinez. 


Capitães de Nacional e Primavera junto com o árbitro Marcos Antonio Cordeiro e os assistentes Rafael Tadeu de Souza e Adriana de Almeida Silva. Foto: Fernando Martinez. 

Vale registrar que esse foi apenas o quinto confronto entre as duas equipes em toda a história do campeonato paulista, o primeiro em 26 anos. Até então, o time paulistano havia enfrentado o Fantasma por quatro vezes (duas em 1985 e outras duas em 1987). O Naça venceu dois desses confrontos, um terminou empatado e o Primavera venceu apenas o último deles (1x0 em 12 de julho de 87). 


Escanteio para o Nacional. Foto: Fernando Martinez. 

Voltando ao presente, quem compareceu ao estádio na quente tarde de sábado viu um jogo apenas razoável. Jogando em casa, o Nacional buscou o abafa desde os primeiros momentos, mas deixou a sua pequena torcida irritada com o grande número de oportunidades de gol desperdiçadas. 


Zagueiro do Primavera cabeceando a pelota para longe da área. Foto: Fernando Martinez. 


Mais uma disputa de bola pelo alto. Foto: Fernando Martinez. 

O Primavera também não fez muita coisa a não ser poucos contra-ataques, todos neutralizados sem susto pelo goleiro Carlão. O time local merecia ter saído na frente do placar, só que foi para os vestiários ao final do primeiro tempo ainda vendo o 0x0 no marcador. 


O Nacional insistiu mas não conseguiu abrir o placar no tempo inicial. Foto: Fernando Martinez. 


Lance do segundo tempo. Foto: Fernando Martinez. 

Para a segunda etapa esperávamos mais ação na peleja, mas não foi isso que aconteceu. Os times caíram muito de produção e o o jogo foi sofrido de assistir. Vimos 45 minutos de um futebol fraco e sem inspiração. As duas equipes poderiam estar jogando até agora que o gol não sairia. 


Ataque nacionalino pelo alto. Foto: Fernando Martinez. 

Ao final dos 90 minutos, o placar de Nacional 0-0 Primavera, o quarto jogo sem gols que acompanhei em 2013, deixou o onze da capital bandeirante na terceira colocação do Grupo 6, atrás de Atibaia e SEV. O Primavera conquistou o primeiro ponto e foi para a quarta posição. 


O técnico Toninho Moura recebendo homenagem do pessoal do Nacional. Foto: Fernando Martinez. 

No fim da partida, muita confusão na saída do árbitro do gramado e uma homenagem do Nacional AC ao técnico Toninho Moura, comandante atual da equipe e campeão da Série A3 com o clube em 1994. Após tudo isso, finalmente voltei pra casa para curtir o restante do final de semana com muito trabalho doméstico. A agenda futebolística marcava jogo para a sexta-feira. 

Até lá! 

Fernando

segunda-feira, 6 de maio de 2013

CATS perde para o Osasco FC na sua estreia pela Segundona

Fala, pessoal!

Com o início do Campeonato Paulista da Segunda Divisão o cronograma do JP fica quase todo voltado para pelejas desse certame. Com isso, no último sábado armei uma rodada dupla com jogos dos Grupos 5 e 6. Logo cedo fui até a cidade de Barueri acompanhar a estreia do Taboão da Serra jogando na Arena local contra o Osasco FC.

É, caro leitor... Você não leu errado. O CATS mandou essa partida no belo estádio barueriense simplesmente porque o Estádio Vereador José Feres se encontra em reformas. Entre outras mudanças, a praça de esportes principal da cidade passará a ter grama sintética. A ideia do pessoal do clube é voltar para casa no dia 6 de julho, data em que recebe o Elosport.

O detalhe bizarro da peleja é que esse foi o primeiro jogo oficial do Taboão da Serra em 392 dias (o último tinha sido em 8 de abril de 2012, quando empatou por 2x2 com o XV de Jaú). Essa sina atinge todos os anos os quatro times rebaixados da Série A3 para a Segundona. Isso mostra claramente que o calendário precisa ser alterado URGENTEMENTE. Não tem como uma equipe se manter de forma decente ficando quase 13 meses sem entrar em campo, certo?

Bom, morando de novo no centro paulistano, levei cerca de uma hora para chegar na cidade da Grande São Paulo, algo impensável tempos atrás. Após uma rápida boquinha numa lanchonete ao lado da estação de trem local, encontrei o amigo Rodrigo Colucci e dali seguimos ao belo estádio.

O onze osasquense estreou na segundona vencendo em casa o Desportivo Brasil pelo placar de 2x0, e buscava um novo triunfo para continuar como primeiro colocado do Grupo 5. E o fato mais legal nessa partida foi a presença do veterano goleiro Sérgio, ex-Palmeiras e ex-Portuguesa, estreando oficialmente com a camisa taboanense.


CA Taboão da Serra - Taboão da Serra/SP. Foto: Fernando Martinez.


Osasco FC - Osasco/SP. Foto: Fernando Martinez.


Quarteto de arbitragem com o árbitro Daniel Carfora Sottile, os assistentes Carlos Alberto Funari e Sérgio Cardoso dos Santos e o quarto árbitro Maicon Osvaldo da Silva. Junto a eles, os capitães das equipes. Foto: Fernando Martinez.


Goleiro Sérgio na Arena Barueri estreando com a camisa do CATS. Foto: Fernando Martinez.

E debaixo de um fortíssimo calor, o jogo foi bem abaixo da média. O Taboão da Serra teve um leve domínio no tempo inicial e mostrou um poderio ofensivo maior. O Osasco se limitava a poucos contra-ataques, todos facilmente neutralizados pela zaga "local".


Ataque taboanense na Arena Barueri. Foto: Fernando Martinez.


Atleta do CATS com a nova bela camisa a equipe. Foto: Fernando Martinez.

Mas chance de gol de verdade não aconteceu, e o lance mais discutido acabou sendo a expulsão de um atleta taboanense nos últimos movimentos da primeira etapa. Dito isso, dá pra deduzir que os times foram para os vestiários com o 0x0 estampado no placar.


Outra investida "local" pela direita. Foto: Fernando Martinez.


Troca de passes no meio-campo. Foto: Fernando Martinez.

No segundo tempo, como de praxe na Arena Barueri, fui para as confortáveis cabines de imprensa pois já não estava no pique de aguentar mais 45 minutos de sol na moleira. E conforme esperado, o Osasco se aproveitou do fato de ter um atleta a mais em campo e foi pra cima do CATS.


Ataque do Taboão da Serra pelo alto. Foto: Fernando Martinez.

Foi pra cima, tudo bem, mas não era aquela pressão tão absurda assim. O gol acabou saindo num lance de infelicidade do veterano goleiro Sérgio aos 16 minutos. Thiago, camisa 11 do alvinegro, chutou da entrada da área e ao tentar desviar para escanteio, o camisa 1 tocou fraco e colocou a bola dentro das próprias redes.


Comemoração dos atletas do Osasco FC pelo gol marcado por Thiago. Foto: Fernando Martinez.


Bola alçada na área do time "da casa". Foto: Fernando Martinez.

Esse tento foi tão na sorte que durante os mais de trinta minutos restantes de jogo não tivemos mais nenhuma oportunidade clara de gol. O placar final de Taboão da Serra 0-1 Osasco FC deixou a equipe osasquense na liderança isolada do Grupo 5 com duas vitórias em dois jogos.

Aproveitamos a presença de uma sensacional feira livre nas redondezas e fizemos uma boquinha esperta por ali mesmo antes de pegarmos o trem vermelho até a segunda partida do dia.

Até lá!

Fernando

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Santo André perde para o Goiás no ABC paulista

Fala, pessoal!

Na quarta-feira passada, feriado de 1º de maio, estivemos mais uma vez perambulando pelos campos da Grande São Paulo, dessa vez em outra cobertura do JP na Copa do Brasil. No Estádio Bruno José Daniel, o Santo André recebeu o Goiás pelo primeiro jogo válido pela segunda fase do certame.

Na fase inicial da Copa você viu aqui no blog que o Ramalhão despachou o Veranópolis/RS, enquanto o time esmeraldino eliminou o Oratório já na primeira peleja no Amapá. E o plantão histórico do JP informa que esse foi o primeiro encontro dos dois na casa andreense e o terceiro em todos os tempos. Nos outros dois, ambos pelo Brasileiro 2009, o Goiás saiu-se vitorioso: 2x1 em São Caetano do Sul e 3x1 no Serra Dourada.


EC Santo André - Santo André/SP. Foto: Fernando Martinez.


Goiás EC - Goiânia/GO. Foto: Fernando Martinez.


Trio de arbitragem e capitães dos times. Foto: Fernando Martinez.

Líder disparado na primeira fase do Campeonato Goiano, o Goiás tem pretensões altas nessa temporada. Além de correr atrás do 24º título estadual na sua história, a equipe voltou à primeira divisão nacional e também quer ir longe na Copa do Brasil. O Ramalhão ficou pelo caminho ainda na fase inicial da Série A2 Paulista e quer fazer uma campanha ao menos razoável na Série D nacional. Com esses fatos, dá para perceber que atualmente existe um enorme abismo entre os dois times.


Início de ataque andreense pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.

Só que esse abismo todo não entrou em campo durante o primeiro tempo da peleja no ABC paulista. O Ramalhão mostrou um futebol muito melhor do que o apresentado na A2 e não deu chances ao Goiás.


Dividida pelo alto. Foto: Fernando Martinez.


O Santo André apresentou um bom futebol por todo o primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

As oportunidades de gol foram aparecendo aos poucos e aos 33 minutos a zaga goiana falhou e perdeu a bola pro camisa 9 Fábio Santos. Ele avançou e foi derrubado dentro da área. Pênalti... A cobrança ficou por conta do camisa 10 Élvis. Ele bateu com estilo e deixou o onze local com vantagem.


Élvis abrindo o marcador para o Santo André. Foto: Fernando Martinez.

Mas o artilheiro Wálter, autor de 11 gols em 11 jogos disputados no ano, estragou a festa andreense quatro minutos depois. Ele bateu falta de longe e contou com uma ajudinha coletiva do setor defensivo local para empatar a peleja. O primeiro tempo acabou com o 1x1 no marcador.


Jogador esmeraldino subindo no terceiro andar para cabecear a pelota. Foto: Fernando Martinez.

O Goiás se acertou nos vesiários e voltou melhor para o tempo final. E para o desespero da torcida andreense, o que parecia altamente improvável na primeira etapa aconteceu num intervalo de apenas cinco minutos. Com a zaga local batendo cabeça, os goianos viraram o placar aos 24 minutos e ampliaram a contagem aos 29, ambos os tentos marcados por Eduardo Sasha.


Ataque visitante no tempo final. Foto: Fernando Martinez.

A derrota parcial eliminava o Santo André já no jogo de ida da Copa do Brasil, situação que obviamente não estava nos planos. Nada do que acontecia em campo fazia crer que o time paulista viajaria ao Serra Dourada para o jogo de volta...


Furada monstro de atacante goiano no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

Conforme o jogo foi seguindo para seu final, muitos dos 1990 torcedores que pagaram ingresso foram deixando as dependências do Bruno José Daniel. Para azar deles, ficaram sem ver o heroico gol de Gustavinho aos 46 minutos. Ele se aproveitou de rebote de dividida entre um atacante local com o goleiro Harlei e tocou para dar uma sobrevida ao Ramalhão na competição.


Desarme preciso da zaga do Goiás no fim do jogo. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Santo André 2-3 Goiás. Mesmo decepcionado por não eliminar o jogo de volta, o onze esmeraldino tem ótima vantagem para a peleja do próximo dia 15. A equipe pode perder por um gol de diferença até o 2x1 que ainda assim se classifica para jogar contra Sport ou ABC.

Deixei o estádio junto com os amigos Mílton, Sérgio e o juventino Ricardo Pucci e voltamos para a capital com o belo entardecer do feriado. O JP voltou aos campos no sábado, com uma rodada dupla válida pela segundona paulista.

Até lá!

Fernando