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quinta-feira, 13 de março de 2025

Classificação são-paulina contra o Ismaily/MS na Copa do Brasil sub-17

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na terça-feira, rolou uma rodada que eu não podia perder. Abrindo o calendário de 2025 das competições de base (a Copinha, apesar de ser em janeiro, encerra o ciclo anual), teve a estreia da Copa do Brasil Sub-17. No CT de Cotia, o São Paulo recebeu o Instituto Ismaily, atual campeão do Mato Grosso do Sul.

O nome não é comum e, naturalmente, chamou atenção quando a tabela foi divulgada pela CBF. Não demorou para fazer a conexão: o clube foi fundado pelo lateral-esquerdo Ismaily, atualmente no Lille, após passar dez anos no Shakhtar Donetsk. No Brasil, atuou apenas na base do São Bento e no Desportivo Brasil, em 2009. Inclusive, ele apareceu no JP em duas coberturas do time de Porto Feliz naquela Segundona.

O Ismaily conquistou o título estadual após duas grandes vitórias sobre o Náutico na final. A equipe nasceu na cidade de Angélica, mas se filiou por Ivinhema, surgindo como um projeto para manter a molecada em atividade. Além do troféu no Sub-17, também levantaram a taça no Sub-13 e, este ano, disputarão o Sub-15.


São Paulo Futebol Clube (sub-17) - São Paulo/SP


Instituto Ismaily 31 (sub-17) - Ivinhema/MS


Capitães e quarteto de arbitragem

Se, por um lado, estrear em uma competição nacional era motivo de celebração, encarar o São Paulo, uma das maiores forças do país, tornava a classificação quase uma missão impossível. O time do Morumbi chegou ao torneio como vice-campeão paulista, após perder a final para o Santos.

Eu queria ir de qualquer jeito a essa partida, então combinei um esquema com a dupla Pucci e Milton. A ideia inicial era pegar o famoso busão intermunicipal na Estação Butantã e, de lá, um Uber no Terminal de Cotia. Mas, indo em três, a conta ficou mais leve, e decidimos ir direto de Uber. Não deu nem R$12 por cabeça e chegamos uma hora antes do previsto. Perfeito.

Já credenciado, fiquei aguardando pacientemente o início do jogo. Deu tempo de bater papo com o pessoal do Ismaily, rever amigos e acompanhar a chegada do sempre presente Caio. Um bom público marcou presença no estádio, um dos mais legais da Grande São Paulo.

Quando a bola rolou, sem surpresas, principalmente na etapa inicial. O Ismaily sentiu o peso da estreia e só assustou a torcida local uma vez. Já o São Paulo dominou as ações e empilhou chances. O placar foi inaugurado aos quatro minutos com uma cabeçada de Thiago e ampliado por Renan, completando cruzamento de Brenno. O goleiro Kaio fez duas grandes defesas e ainda teve uma falta na trave. O 2 a 0 ficou barato.



Detalhe do primeiro gol da tarde, marcado por Thiago depois de escanteio pela esquerda



O São Paulo atacou bastante pelo lado esquerdo. Na segunda foto, o cruzamento para o segundo gol


Uma das boas defesas de Kaio



Detalhes a mais do tempo inicial em Cotia


Bola na trave do Ismaily em cobrança de falta

No segundo tempo, aí sim o Ismaily mostrou serviço. A molecada se acertou e conseguiu apresentar suas credenciais. Fez dois gols bem trabalhados, nada no acaso, e criou outras oportunidades. Só que o São Paulo seguiu incisivo e anotou mais quatro, além de desperdiçar diversas chances. Pela primeira vez, vi um temporal digno de respeito no CT de Cotia. Sempre peguei sol por lá, às vezes um friozinho, mas essa foi minha estreia em dilúvios.

No fim, um encharcado São Paulo 6-2 Ismaily colocou o Tricolor na segunda fase da Copa do Brasil, onde enfrentará o Athletico em duelos de ida e volta. Já os sul-mato-grossenses, que montaram o time apenas para essa competição, só voltarão a campo no Sub-17 em setembro. O bacana do pós-jogo foi bater um papo com o próprio Ismaily, fundador da equipe, no dia seguinte. Conversamos sobre a eliminação do Lille na Liga dos Campeões e as dificuldades de fazer futebol no Brasil. Esse tipo de coisa que o Jogos Perdidos proporciona nunca perde a graça.






Aqui momentos da segunda etapa. Na penúltima imagem, comemoração de um dos tentos são-paulinos


Debaixo de um temporal, o placar final em Cotia

A volta foi com a providencial carona do amigo Caio, pelas estradas entupidas da região, ainda mais infernais por causa do temporal. Aliás, na quarta estava tudo certo para acompanhar São Caetano x Jabaquara. Estava. Uma das maiores chuvas que já vi inundou o Butantã e me atrasou mais de uma hora, impedindo que fosse ao ABC. Pensem em alguém que ficou muito puto. Com isso, a programação volta no fim de semana com outra jornada nacionalista na A4.

Até lá!

Ficha Técnica: São Paulo 6-2 Ismaily

Local: Estádio Marcelo Figueiredo Portugal Gouvêa (Cotia); Árbitra: Adeli Mara Monteiro/SP; Público e Renda: Portões abertos; Cartão amarelo: Vítor; Gols: Thiago 4 e Renan 22 do 1º, Calci 10, Riquelme 14, Miguel 15, Calci 20, Enzo 26 e Miguel 39 do 2º.
São Paulo: Carlos; Cainan (João Nery), Thiago (Alisson), Ryan e Geovanne; Vítor (Leonardo), Tiago Santos (Nicolas), Renan e Calci; Brenno (Miguel) e Lino (Henry). Técnico: Mário Ramalho.
Ismaily: Kaio; Reniel, Gustavo, Luís Fernando e Yuri Dias (Victor Hugo); Andrade (Ítalo), Riquelme, Léo Santos (Samuel) e Eder Jorge; Enzo e Farias (João Miguel). Técnico: Valdir Júnior.

segunda-feira, 10 de março de 2025

Após grande susto, Nacional vira no sufoco e rebaixa a Matonense

Texto e fotos: Fernando Martinez


Fazia um mês que eu estava armando uma viagem monstra pelo interior para o último final de semana. Não deu certo por falta de quórum, uma pena. Sem a caravana, me restou cumprir o dever cívico de acompanhar o Nacional no Campeonato Paulista da Série A4. O onze ferroviário enfrentou a lanterna Matonense pela 11ª rodada da primeira fase.

No retrospecto, foram 17 confrontos entre os dois. Os paulistanos venceram 12, a equipe de Matão quatro, e houve um empate. Desses, estive presente em seis, todos no século XXI. É o quarto adversário do Nacional que mais vi de perto em duelos profissionais, atrás apenas de Juventus, Portuguesa e Flamengo de Guarulhos.


Não teve foto posada oficial de cada um separado pois ambos se juntaram para protestar contra o racismo



Os dois times a postos para o Hino Nacional Brasileiro só para registrá-los de forma separada também


Capitães com o quarteto de arbitragem composto pelo árbitro Gustavo Alencar Rodrigues, os assistentes Bruno Henrique Moura e Eduarda Gomide Rubio e o quarto árbitro João Batista Avelino

O time visitante chegou à capital carregando a terrível marca de 29 jogos consecutivos sem vencer. O último triunfo foi em 2 de abril de 2023, 1 a 0 sobre o São Bernardo, em um dos quadrangulares da segunda fase da Série A3. Depois disso, foram três empates e absurdas 26 derrotas. Seria o adversário perfeito para se reabilitar... não fosse o Nacional, que historicamente consegue se complicar em partidas assim.

No começo da peleja, os donos da casa foram bem. Antes dos dez minutos, já tinham criado duas ótimas chances, ambas defendidas de forma primorosa pelo goleiro Rafael. Mas a sina nacionalista falou mais alto aos 14, quando a bola foi recuada para o goleiro Luiz Carlos, ele perdeu o domínio, e Luiz, com o gol aberto, inaugurou a contagem. O Nacional sentiu o golpe e não se encontrou mais.

Logo depois do gol, fui para a parte coberta com a rapaziada: Milton, Pucci, Caio e o amigo Victor, todos espantados com a queda de produção dos mandantes. A Matonense jogava solta e conseguiu ampliar a vantagem com um chute cruzado de Bolt da esquerda. No intervalo, um inacreditável 0 a 2 estampava o placar.



As duas defesas sensacionais que Rafael fez, impedindo que o Nacional abrisse o placar nos primeiros 10 minutos de jogo






Quando o Nacional acordou, estava levando 2 a 0 no lombo. O primeiro tempo foi trágico. Na última foto, a comemoração da Matonense no segundo gol

Quando a bola voltou a rolar, o Nacional seguia perdido no gramado da Comendador Souza. Pouco produzia e a inspiração passava longe. Aos 23, a Matonense teve a chance de ouro para anotar o terceiro e liquidar a fatura. Em lance cara a cara, a pelota foi praticamente recuada, e o arqueiro local fez defesa tranquila.

Quatro minutos depois, o Naça teve um pênalti a seu favor. Ronaldy bateu firme e diminuiu. O gol reacendeu o time, e, com os mesmos onze em campo desde o início, o cansaço bateu na Matonense, que recuou. A pressão paulistana deu resultado aos 35, com um gol de cabeça de César Augusto. Logo na sequência, em bom ataque pela direita, Paulo Vítor completou na pequena área o cruzamento e virou a partida de forma heroica.


Na base do bumba-meu-boi, Ronaldy fez o primeiro tento gol em cobrança de pênalti


Não demorou e o Nacional deixou tudo igual em cabeçada discreta de César Augusto



Depois de sofrer a virada, a Matonense ainda tentou deixar tudo igual, mas já estava sem pernas


Sufoco extremo e vitória suada (como ninguém esperava) do Nacional em cima da rebaixada Matonense

O time do interior ainda tentou, mas não teve forças para reagir. Com a derrota por 3 a 2 e os resultados do domingo, a Matonense foi rebaixada para a Segundona de 2026. Será a primeira vez que disputará a quinta divisão estadual. Além disso, agora já são 30 jogos sem vencer.

Falando do Nacional, em jogos profissionais não me lembro de uma virada como essa. Na história, só me vem à cabeça a semi da Copinha de 2005, quando o Paraná Clube também abriu 2 a 0 e o Naça virou no segundo tempo. Difícil acontecer esse tipo de coisa ali pelos lados do Nicolau Alayon. O clube agora ocupa a quinta posição, com 21 pontos, três atrás do líder São Caetano.

Foi a única cobertura do final de semana. Março segue nesse ritmo moroso e sossegado, mas em breve a coisa vai pegar com o início do Brasileiro Sub-20, Brasileiro Feminino e os campeonatos paulistas de base no começo de abril. Por enquanto, seguimos de boa.

Até a próxima!

Ficha Técnica: Nacional 3-2 Matonense

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Gustavo Alencar Rodrigues; Público: 208 pagantes; Renda: R$ 2.580,00; Cartões amarelos: Nicollas, João Braga, Felipe Brian, Guilherme e Tuca Guimarães; Gols: Luiz 12 e Bolt 44 do 1º, Ronaldy (pênalti) 27, César Augusto 35 e Paulo Vítor 37 do 2º.
Nacional: Luiz Carlos; Cauan (Felipe Brian), César Augusto, Tallyson e Natan (Lucas Ronerto); Rômulo, Ronaldy, João Braga (Renan) e Emmanuel Manu (Paulo Vítor); Gustavo Índio (Victor Sales) e Nicollas. Técnico: Tuca Guimarães.
Matonense: Rafael; Yuri, Luiz Eduardo, Guaretta e JP (Hugo); Erick, Victor Hugo, Guilherme e Cristiano; Bolt e Luiz. Técnico: Nei Silva.

quinta-feira, 6 de março de 2025

Bernô vence na raça e se afasta da zona de rebaixamento da A3

Texto e fotos: Fernando Martinez


Por ter apenas dois times da região e ainda assim longe de casa, fiz minha estreia (e possivelmente única cobertura) no Campeonato Paulista da Série A3 apenas na antepenúltima rodada. Direto do Estádio Francisco Ribeiro Nogueira, em Mogi das Cruzes, o São Bernardo recebeu o Lemense, ex-Atibaia, precisando vencer de qualquer jeito para se afastar da zona de rebaixamento.

Desde que comecei a acompanhar a A3 in loco, no longínquo ano de 1999, nunca tinha visto tão poucas partidas desse certame em uma só temporada. Em 2000 e 2018 assisti a apenas dois jogos, mas como nem Bernô nem União Suzano devem se classificar para o mata-mata, provavelmente minha lista de 2025 ficará restrita a esse duelo de quarta-feira. Que em 2026 suba algum time de perto para equilibrar o cronograma.

O confronto aconteceu no Nogueirão porque o São Bernardo está sem estádio no momento. O clube conseguiu a concessão do Baetão, mas o tradicional estádio passa (ou passará) por adaptações para voltar a receber futebol profissional. Por enquanto, o Bernô segue sem um local para chamar de seu.


Esporte Clube São Bernardo S.A.F. - São Bernardo do Campo/SP


Esporte Clube Lemense - Leme/SP


Os capitães das equipes ao lado do quarteto de arbitragem composto por Vinícius Bettio Arbitro, Osvaldo Apipe de Medeiros Filho, Pedro Aparecido Grivol Filho e Fernando Bartz Guedes

Após três temporadas seguidas batendo na trave do acesso, a campanha do alvinegro neste ano está horrorosa. Antes da rodada, ocupava a temível 14ª colocação, três pontos acima do XV de Jaú, primeiro da zona de rebaixamento, porém com um jogo a mais. Enfrentando o time azul e branco, atual 13º colocado, a vitória era obrigação.

Ah, e por mais que chamem a agremiação da bela cidade de Leme de Esporte Clube Lemense, esse time nada tem a ver com o saudoso e antigo EC Lemense, extinto há quase duas décadas. Sim, ele não é o mesmo clube. A FPF informa a data errada de fundação, e alguns ainda espalham informações equivocadas na internet. A verdade é que essa equipe é apenas uma nova versão do antigo Sport Club Atibaia, figurinha carimbada nas divisões de acesso com esse nome até 2021.

Passei três dias em casa direto no feriado de Carnaval, uma delícia. Só saí para ver esse jogo na Quarta-feira de Cinzas. Comigo estavam os amigos Milton e Pucci, além do Nílton, o rei do ácido muriático, vindo direto da labuta. Não esperávamos muita coisa, e no gramado demorou para que as equipes engrenassem. O Bernô foi mal, e as poucas investidas ofensivas foram todas dos visitantes.

Na primeira chance do São Bernardo, o time abriu o placar. Wesley Hiago foi lançado em velocidade e o goleiro Mayson derrubou o atleta na entrada da área. Se o camisa 1 tivesse acertado em cheio, certamente teria quebrado o jogador do Bernô no meio. Jefferson entrou e não conseguiu defender a falta cobrada por Alyson.






O primeiro tempo não foi dos melhores em Mogi das Cruzes


Detalhe do primeiro gol do Bernô, marcado por Alyson em ótima cobrança de falta

No segundo tempo, parecia que os locais estavam com um a menos. O Lemense teve mais posse de bola e chegou perto do empate em diversas oportunidades. Somente depois dos 25 minutos o São Bernardo equilibrou as ações. Golden quase fez o segundo aos 29, e Alyson, o artilheiro da tarde, ampliou aos 30 em um bom chute no canto.

Aos 42, a zaga alvinegra cometeu um pênalti bobo, e Ronaldo Henrique marcou. Nos minutos finais, os visitantes pressionaram, mas sem assustar muito. No fim, ótima vitória do São Bernardo por 2 a 1, garantindo um respiro na luta contra o rebaixamento. O Bernô subiu para o 11º lugar com 15 pontos, enquanto o Lemense caiu para o 14º com os mesmos 13. Restam duas rodadas para o fim da primeira fase.




Lances do segundo tempo no Nogueirão. Na última foto, Ronaldo Henrique faz o gol de honra do Lemense

Na saída, eu e os amigos fizemos um pit-stop ao lado da Estação Mogi das Cruzes para comer um pastel e falar sobre a vida. De ruim, só o alto número de "zumbis" perambulando pela região, deixando o clima um tanto preocupante. Mas qual lugar não está assim hoje em dia, não é?

No fim de semana, ia rolar uma viagem monstro pelo interior. Ia... Já que sem o carro cheio, não tem como bancar um valor tão alto. Paciência, ficarei com mais uma cobertura da Série A4 na capital.

Até lá!

Ficha Técnica: São Bernardo 2-1 Lemense

Local: Estádio Francisco Ribeiro Nogueira (Mogi das Cruzes); Árbitro: Vinícius Bettio; Público: 91 pagantes; Renda: R$ 540,00; Cartões amarelos: Caiuby, Pedro Mota, Dieguinho, David Nelson e Guilherme; Cartão vermelho: Mayson 32 do 1º; Gols: Alyson 34 do 1º, Alyson 30 e Ronaldo Henrique (pênalti) 42 do 2º.
São Bernardo: Igor (Luan); João Vítor, Vinícius (Wesley Brito), Rayan e Pedro Mota; Marcos Júnior (Iago), Alyson, Gustavo (Juan) e Caiuby; Golden (Jonathan) e Wesley Hiago. Técnico: Sandro Sargentim.
Lemense: Mayson; Guilherme, Victor, Tiago e David Nelson (Klinton); Iago, Josué (Róbson), Dieguinho (Jovane) e Loram (Erick Lacerda); Matheus (Jefferson) e Ronaldo Henrique. Técnico: Rafael Silva.

segunda-feira, 3 de março de 2025

Azulão derrota o São-Carlense e vira líder na Série A4

Texto e fotos: Fernando Martinez


Chegou o Carnaval e, mais uma vez, estarei fora da folia. Me permiti sair de casa apenas uma vez, para cobrir outro jogo do Campeonato Paulista da Série A4. Na minha primeira visita ao Estádio Anacleto Campanella em 2025, acompanhei o vice-líder São Caetano contra o Grêmio São-Carlense, em duelo válido pela 11ª rodada.

Esse foi meu 127º jogo no tradicional estádio. Depois de ver o Azulão disputar as quatro divisões do Brasileiro, a Taça Libertadores, a Copa do Brasil e os três primeiros níveis do estadual, estreava ali em uma partida da quarta divisão. Não é o lugar onde o clube deveria estar, sem dúvida.

Apesar de algumas atuações ruins, como o empate em 3 a 3 contra a lanterna Matonense, o São Caetano ocupava a vice-liderança antes da rodada, dois pontos atrás do líder Paulista de Jundiaí. Vindo de uma inesperada derrota para o Jabaquara em casa, o São-Carlense sabia que a missão seria complicada. Os donos da casa eram favoritos.


São Caetano Futebol Ltda. - São Caetano do Sul/SP


Grêmio Desportivo São-Carlense Ltda. - São Carlos/SP


Os capitães dos times com a árbitra Talita Ximenes de Freitas, os assistentes Douglas Marcel Borges e Luiz Henrique Rodrigues Pimentel e o quarto árbitro Alef Feliciano Pereira

Fevereiro inteiro foi um inferno de calor, e março seguiu o mesmo roteiro. Ir até São Caetano do Sul foi punk, primeiro pela muvuca no metrô e no trem graças ao pessoal a caminho dos infinitos blocos, depois pela temperatura absurda. Minha ideia era encontrar qualquer sombra disponível para fazer fotos no campo. Deu certo.

O São Caetano tomou conta da peleja desde os primeiros minutos. Criou duas ótimas chances antes de Fábio Azevedo, artilheiro da A4, abrir o placar com um belíssimo gol por cobertura. Foi seu 11º tento no campeonato, consolidando-se como o grande destaque da equipe na temporada. Os locais seguiram no comando, mas o jogo foi para o intervalo com o placar mínimo.



O belo toque por cobertura e a comemoração de Fábio Azevedo, artilheiro da Série A4 agora com 11 gols







Não ia colocar tantas fotos assim da primeira etapa, mas elas ficaram tão legais que vamos encher o post com elas

No segundo tempo, acompanhei a partida da arquibancada junto com os amigos presentes. Lá estavam o folião Milton, já fantasiado de pirata para o baile do vermelho e preto que aconteceria à noite, o radioativo Nilton e o "novato" Victor, que recebeu seu exemplar do livro A História da Copinha – ainda (sim, é um absurdo) sem previsão de venda.

De lá, vi o Azulão retomar o domínio e ampliar aos 12 minutos, com um chute cruzado de Wermeson pelo lado esquerdo do ataque. O 2 a 0 não esfriou o ímpeto local, e o São Caetano seguiu superior. O São-Carlense até se arriscava no ataque, mas sem sucesso.

Aos 45 minutos, a equipe de São Carlos ganhou um gol de presente, quando Felipe Rocha cabeceou contra a própria meta. O lance transformou os acréscimos em uma desenfreada busca pelo empate, colocando em risco o até então tranquilo triunfo mandante. Para alívio da torcida, a pressão não deu resultado.



O Azulão chegou aos 2 a 0 com Wermeson no começo do segundo tempo





Detalhes da etapa final no Anacleto Campanella. O jogo foi bom, acima da média geral

O São Caetano 2-1 São-Carlense garantiu o Azulão na liderança da Série A4, beneficiado pela derrota do Paulista para o Colorado por 5 a 3. O primeiro lugar pode ser perdido para o União Barbarense, que recebe o Audax na Quarta-feira de Cinzas. De qualquer forma, é certo que o time estará no mata-mata, buscando o acesso à A3 em 2026.

Saí do estádio e fui até a gloriosa padaria em frente ao antigo portão principal com a dupla alfabética, Milton e Nilton, para uma boquinha e um papo sobre a vida. Ficamos ali por um bom tempo antes de pegarmos o caminho de casa. O metrô estava infernal, e meu plano agora é só sair de casa no dia 5 para minha estreia na A3. Até lá, sossego e muita paz – meu tipo ideal de Carnaval.

Até a próxima!

Ficha Técnica: São Caetano 2-1 São-Carlense

Local: Estádio Anacleto Campanella (São Caetano do Sul); Árbitra: Talita Ximenes de Freitas; Público: 520 pagantes; Renda: R$ 2.940,00; Cartões amarelos: Di Bonito, Leandro Gonçalves e Hilário; Cartão vermelho: Joãozinho (SCar) 37 do 1º; Gols: Fábio Azevedo 13 do 1º, Wermeson 12 e Felipe Rocha (contra) 44 do 2º.
São Caetano: Vinícius Ferrari; Di Bonito, Leandro Gonçalves, Felipe Rocha e Mauricinho (Bernardo Henrique); Miguel Morais (Kleverson), Luís Henrique e Wálber (Caio); Fábio Azevedo (Maykon), Emanuel Keve (Goldeson) e Wermeson. Técnico: Carlinhos Alves.
São-Carlense: Lucas Alves; Ryan, Hilário, Alysson e Ygor Dizarro; Alê, Bruninho (Romário) e Caio Mello (Alex Cícero); Rafinha (Guilherme Vieira), David Batista (Ferreira) e Luiz Henrique (Cauã Andrade). Técnico: Marcus Vinicius Viola.