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quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

Vitória magra - mas com uma pintura - do Sfera contra o Piauí

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois de quatro dias na estrada, muitos poderiam acreditar que a gente sossegaria o facho e ficaria só na cobertura dos grupos mais próximos de casa na 55ª edição da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Só que não. Após chegar na madrugada de terça e dormir pouco, pegamos novamente a estrada rumo a uma belíssima rodada quádrupla longe da capital. O primeiro destino do dia foi a cidade de Salto, sede do Grupo 26 do torneio.

Foi a segunda vez que o Estádio Amadeu Mosca recebeu partidas da Copinha. E se no ano passado não teve agremiação nova para colocar na Lista, em 2025 teve – embora apenas no jogo de fundo. A segunda rodada da chave foi aberta com o insólito duelo entre os locais do Sfera e o genial Piauí, o Enxuga Rato, equipe que disputa o torneio pela sexta vez, credenciada pelo título estadual da categoria. Eu só tinha visto o clube piauiense uma única vez, lá em 2003, numa partida contra o Botafogo/RJ em Suzano. Essa é apenas a segunda aparição deles no JP. A primeira, também contra o Glorioso, foi válida pela Copinha de 2010.

A caravana da vez contou com a presença do Caio, como sempre, e da dupla etílica Nílton e Renato. Saímos da capital cedinho e chegamos a Salto sem percalços. O que estava difícil era o calor: um sol fortíssimo e um bafo insano, cortesia de um dos verões mais cruéis dos últimos tempos. Nada de novo. Me armei com meu guarda-chuva, meu banquinho e fiquei em campo depois das fotos oficiais.


Sfera SAF (sub-20) - Salto/SP


Piauí Esporte Clube (sub-20) - Teresina/PI


Capitães e quarteto de arbitragem

A partida não foi lá uma maravilha, mas começou com uma pintura. Aos nove do primeiro tempo, Pedrão, lateral-direito do Sfera, aproveitou a sobra de um escanteio e acertou um belíssimo chute quase do meio-campo. A bola encobriu o goleiro Guilherme, que nada pôde fazer. Foi um dos únicos momentos de lucidez dos donos da casa, já que o Piauí foi superior dali até o fim. O grande problema foram as finalizações, todas miseravelmente desperdiçadas pelos esforçados atacantes.







Lances de Sfera x Piauí, meu segundo jogo do Enxuga Rato na história, 22 anos depois do primeiro


Placar final da magra vitória do Sfera

O escrete saltense, que já tinha vencido na estreia, soube se segurar. E apesar de não criar muitos lances dignos de nota, manteve a vantagem no placar. No fim, Sfera 1-0 Piauí. Se não foi o resultado mais justo, premiou quem balançou as redes e deixou os paulistas perto da classificação. O clube nordestino se complicou e passou a secar o América Mineiro no duelo de fundo... mas não adiantou.

Foi justamente na partida principal da tarde que coloquei mais um raro nome na Lista – o principal motivo da viagem na terça.

Até lá!

Ficha Técnica: Sfera 1-0 Piauí

Local: Estádio Amadeu Mosca (Salto); Árbitro: Marcos Vinicius Rodrigues; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Mansano, Ícaro, Pedro Lucas, Dalto, Luiz, Daniel e Raimundo Ferreira (AT-Pia); Gol: Pedro Lucas 9 do 1º.
Sfera: Márcio Filho; Pedro Lucas (Ramon), Cruz, Werneck e Gentil; Dalto (Abel), João Victor (Geovanni), Ícaro e Tostes (Vitinho); Mansano (Leonardo) e Chagas (Igor). Técnico: Miguel Pila.
Piauí: Guilherme; Faendel (Ylano), Diego (Moura), Coppetti e Jorginho; Daniel, Douglas (Kaike), Luiz e Nikão; Macildinho e Talyson. Técnico: Wagner Turques.

terça-feira, 7 de janeiro de 2025

Palmeiras joga para o gasto e goleia o Santa Cruz Acre

Texto e fotos: Fernando Martinez


Eis que chegou a hora de colocar o time 810 na Lista: o sensacional Santa Cruz Acre, do Acre. No entanto, a tarefa da equipe era desafiadora, pois enfrentaria "só" o Palmeiras, talvez o grande favorito ao título da Copa São Paulo de Futebol Júnior em 2025 e a maior força da base no país nos últimos tempos, na Arena Barueri, sede do Grupo 19.

A equipe é tão recente que, quando viajei ao Acre em fevereiro de 2022, ela nem existia. Fundado em outubro do mesmo ano, o clube ficou com o caneco do estadual sub-20 em 2024, superando o tradicional Rio Branco no quadrangular final. Essa é a primeira participação do Santa Cruz na Copinha, tornando-se o sétimo time do estado a disputar a competição.

Na estreia, conquistaram um ótimo empate contra o Oeste, mas aposto que nenhum integrante do elenco ou da comissão técnica imaginava algo semelhante ao enfrentar o Palmeiras, último campeão brasileiro sub-20 e bicampeão da Copinha em 22/23. O alviverde havia iniciado sua caminhada com uma goleada de 9 a 0 sobre o Náutico de Roraima.


Santa Cruz Acre Esporte Clube (sub-20) - Rio Branco/AC


Sociedade Esportiva Palmeiras (sub-20) - São Paulo/SP


Os capitães e o quarteto de arbitragem para a partida na Arena Barueri

Jogando em "casa", o Palmeiras fez o que se esperava e executou aquela famosa sinfonia de uma única nota. No entanto, não foi uma exibição repleta de entusiasmo, luta e garra. A molecada verde jogou com economia, sem muita dedicação. Mesmo assim, abriu 3 a 0 ainda no primeiro tempo.

Durante a segunda etapa, aproveitei para conferir as cabines da Arena Barueri. Agora, elas têm mais espaço e todas contam com aparelhos de ar condicionado que realmente funcionam! Fiquei lá tranquilamente, sem interrupções. No campo, o Palmeiras voltou com um ritmo mais preguiçoso. Fez o quarto gol aos quatro minutos e só voltou a marcar aos 40. Com o ar na temperatura de 18 graus, confesso que dei várias pescadas.









Assim como na preliminar, o jogo de fundo só teve um time jogando, o Palmeiras



Também igual no duelo que abriu a rodada, na etapa final o alviverde jogou sem nenhuma vontade e pouco fez

O resultado final de Santa Cruz/AC 0-5 Palmeiras praticamente garantiu a classificação do time paulista para o mata-mata. Somente uma tragédia, como a queda das torres gêmeas, seria capaz de eliminá-los. A segunda vaga provavelmente ficará com o Oeste, pois não acredito que os acreanos consigam superar o saldo de gols do Rubrão.

Foram 1.516 quilômetros percorridos, sete sedes, dois estádios e seis times novos, doze jogos e 47 gols. Esse foi o saldo da turnê de quatro dias curtindo a Copinha fora da capital. Dormi gloriosamente em casa, mas na terça-feira cedo, a programação voltou com tudo, com mais duas sedes do interior na pauta. The show must go on.

Até lá!

Ficha Técnica: Santa Cruz/AC 0-5 Palmeiras

Local: Arena Barueri (Barueri); Árbitra: Marianna Nanni Batalha; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Elton, Samuel Araújo e Gilberto; Gols: Riquelme Fillipi 15, 37 e Figueiredo 44 do 1º, Arthur 4 e Agner 40 do 2º.
Santa Cruz/AC: Denílson; Vini (Galvão), Jucá (Totty), Mateus e Esquerda; Elton, William (Tchê Tchê), Marquinhos e Souza (Asafe); Samuel Costa (Rayner) e Joaquim (Samuel Araújo). Técnico: Pedro Lopes.
Palmeiras: Deivid; Gilberto, Róbson (Edney), Benedetti e Arthur (André Lucas); Rafael Coutinho, Riquelme Fillipi, Allan (Sorriso) e Thalys (Agner); Luighi (Giulio) e Figueiredo (Wendell). Técnico: Lucas Andrade.

Oeste iguala sua maior goleada na Copinha contra o Náutico/RR

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois do triunfo do Comercial de Tietê contra o Operário em Santana de Parnaíba, seguimos até a Arena Barueri para encerrar a caravana de quatro dias percorrendo vários estádios na rota da Copa São Paulo de Futebol Júnior. A partida que iniciou a segunda rodada do Grupo 19 não contou com time novo, mas me deu a chance de rever o Náutico de Roraima após 20 anos. O rival foi o já conhecido Oeste.

Quando o JP surgiu, os posts eram bem diferentes, e a cobertura era destinada apenas ao consumo interno dos amigos que nos acompanhavam nos jogos. Começamos a cobertura da Copinha-05 em Embu das Artes com um América/SP 7-1 Náutico, em um famoso dia em que o Milton passou mal e foi chamado de "cachaceiro" por metade do estádio. Desde então, o time nunca mais veio a São Paulo, mas retornou à competição mais importante de base do país após conquistar o vice-campeonato do Roraimense Sub-20 em 2024, sendo derrotado na final pelo Monte Roraima.

Quem adquiriu o Super Guia Jogos Perdidos da Copa São Paulo viu que o Náutico detém a pior campanha entre os 485 clubes que já participaram da antiga Taça. Foram 12 jogos, 12 derrotas e um saldo negativo de 46 gols. Na estreia, levou uma goleada do Palmeiras, e tudo indicava que sofreria outro revés, dessa vez para o Oeste.


Oeste Futebol Clube (sub-20) - Barueri/SP


Náutico Futebol Clube (sub-20) - Boa Vista/RR


Os capitães com o quarteto de arbitragem


A bandeira do Náutico presente na Arena Barueri

Antes de falar do jogo, vale ressaltar que esta foi a minha primeira partida na Arena Barueri em quase 11 meses. A última visita havia sido no Água Santa 2-1 Jacuipense pela Copa do Brasil, em 28 de fevereiro do ano passado. Com novos donos, o estádio passou por uma grande reforma: trocaram o gramado, a iluminação e melhoraram as cabines e acessos. Pena que com a nova administração, a burocracia está bem maior.

Em campo, nenhuma surpresa. O Oeste fez uma partida tranquila, sem sustos, dominando as ações desde os primeiros minutos. Lucas Alvim abriu o placar aos cinco minutos e Guilherme Batista ampliou aos 15. O time perdeu várias chances e só voltou a marcar na reta final, com a dupla Antônio Caires e Luís Felipe.

O 4 a 0 deixava no ar a possibilidade de o Rubrão bater seu recorde de maior vitória na Copinha. O time fez 6 a 0 no Sergipe em 2020 e tinha a chance de superar a marca. Luís Felipe e Victhor Gabriel, antes dos 20 minutos, igualaram o recorde. Com meia hora pela frente, nem o mais pessimista torcedor imaginaria que ficaria nisso... mas ficou. Os atletas relaxaram e nada mais fizeram. Deu sono.



Foi um jogo de ataque contra defesa no gramado sintético da Arena




Detalhe do primeiro gol da noite, marcado por Lucas Alvim


Ataque barueriense pela direita


Comemoração de um dos gols do Oeste na etapa inicial


Mais uma vez o rubro-negro paulista vencendo o goleiro DG



No segundo tempo, o ritmo local diminuiu e o pessoal preferiu se poupar para o duelo contra o Palmeiras


O 6 a 0 igualou a maior vitória do Oeste na história da Copinha... mas dava para ter batido a marca

No fim, o Oeste 6-0 Náutico/RR deixou os rubro-negros com quatro pontos, ocupando a vice-liderança da chave. Somente uma catástrofe pode tirá-los da segunda fase. Após a preliminar, cogitei até colocar outro time na Lista, um novato que está fazendo sua estreia na Copinha.

Até lá!

Ficha Técnica: Oeste 6-0 Náutico/RR

Local: Arena Barueri (Barueri); Árbitro: Herminio Henrique Daldem; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Cauã Tavares, Hytalo, Sandler, Isaías, Lhyan, Zé Carlos e Pedro; Gols: Lucas Alvim 5, Guilherme Batista 15, Antônio Caires 40 e Luís Felipe 47 do 1º, Luís Felipe 11 e Victhor Gabriel 19 do 2º.
Oeste: Vítor; Hytalo, João Wagner, Cauã Tavares (Carlos Gabriel) e João Pedro; Rhaisson (Marcos Santiago), Lucas Alvim, João Galdino (Nicolas Oliveira) e Luís Felipe (Victhor Gabriel); Antônio Caires (Pedrinho Medeiros) e Guilherme Batista (Jonas Matheus). Técnico: Marcondes Paiva.
Náutico/RR: DG (Rikelmy); Chicão, Matheus (Ibson) e Lhyan (Juninho); Sandler (Mailon), Pedro, Isaías (Rômulo) e Yaguinho; Gabriel Barbosa, Bernardo e Zé Carlos (Couto). Técnico: Roberto Fim.

Comercial de Tietê vence pela primeira vez na história da Copinha

Texto e fotos: Fernando Martinez


Começamos o quarto dia de cobertura do Jogos Perdidos na Copa São Paulo de Futebol Júnior com o último capítulo da viagem monstra pelo interior, que chegou ao fim na Grande São Paulo. Após uma noite bem dormida em Rio Claro, pegamos a estrada rumo à conhecida Santana de Parnaíba, sede provisória do Grupo 12. Na pauta, um duelo genial entre o Comercial de Tietê e o Operário de Caarapó, o time 809 da Lista.

Antes da Copinha, aproveitamos o tempo livre para dar uma passadinha na aprazível Iracemápolis, terra da saudosa União Iracemapolense, e tentar fotografar os dois estádios onde a velha CAUI mandava seus jogos. Nada melhor para uma segunda-feira à tarde do que visitar estádio no interior.

Primeiro, fomos ao Alpino Pedro Carneiro, casa da Iracemapolense nos últimos anos. Estive lá em agosto de 1999 para ver um duelo contra o também saudoso Ilha Solteira, que venceu por 1 a 0. Foi uma tarde de domingo com temperatura de inacreditáveis oito (!) graus, algo que não acontece mais por essas bandas. O local estava fechado, mas deu para ver bastante coisa pela grade.

Depois, seguimos para o Estádio Dimas Cêra Ometto, o lendário "campo da Usina", casa do União nos anos 80 e começo dos 90. Tivemos a sorte de encontrar os portões abertos e pudemos acessar o velho campo. Um lugar perdido no tempo e absolutamente genial. A velha guarda do JP cansou de ver jogo ali naquela época, incluindo a final da Terceirona de 1988 contra a Central Brasileira de Cotia. Quem sabe não rola um post da série "Estádios pelo Brasil" sobre ele?



As fachadas dos dois estádios de Iracemápolis. Muito legal poder entrar no famoso "campo da Usina"

Cerca de 160 km depois, o cronograma precisou ser alterado por conta da confusão na sede de Tietê. O Estádio José Ferreira Alves foi inundado pela enchente do Rio Tietê na última semana de 2024, e os estragos impediram seu uso nas duas primeiras rodadas. A ideia inicial era seguir para Porto Feliz, mas decidimos na última hora deixar a sede do Desportivo Brasil para quinta-feira.

Chegando ao Estádio Gabriel Marques da Silva, encontramos a dupla Renato e Nílton prontíssimos para também colocar o Operário na Lista. O clube de Caarapó chegou à Copinha credenciado pelo título do estadual sub-20 de 2024, vencendo o Dourados na decisão. Na semi, eliminou o União ABC, figurinha carimbada no torneio nos últimos anos.


Comercial Futebol Clube (sub-20) - Tietê/SP


Operário Atlético Clube (sub-20) - Caarapó/MS


Quarteto de arbitragem com os capitães dos times


Enquanto a dupla Estevan e Caio fazia uma boquinha antes do apito e inicial, Nilton e Bruno buscavam a informação se tinham passado no vestibular da FAFUP

Na estreia, um bom empate contra o América de Natal. Diante do Comercial, que vinha de derrota para o Juventude e ainda não tinha vencido nenhuma peleja na história, parecia favorito. Mas o clube "local" não deu sopa ao azar e, logo aos dois minutos, abriu o placar com um bonito gol de Aragão.

No primeiro tempo, o Operário tentou buscar o empate, mas sem muita efetividade. O Comercial foi melhor e chegou perto de ampliar em duas oportunidades. O segundo gol acabou saindo logo no terceiro minuto da etapa final, com Totty. Pouco depois, os sul-mato-grossenses diminuíram com Matheus.

Os visitantes se empolgaram e passaram a pressionar no campo de defesa adversário. Apesar das tentativas, quem marcou novamente foi o Comercial. Aos 33, Totty cobrou falta na área e Bamba – homônimo do saudoso tênis que a molecada da escola usava nos anos 80 – subiu sozinho para fechar a fatura.




O gol de Aragão e a comemoração dos atletas do Comercial logo no começo da peleja





Lances da etapa inicial em Santana de Parnaíba



Detalhes do segundo tempo de Comercial x Operário

O Comercial 3-1 Operário colocou os paulistas na segunda posição do Grupo 12, com três pontos, contra seis do líder Juventude e um de América e Tigre. Na última rodada, os dois primeiros se enfrentam em busca de uma vaga na segunda fase. Se o Comercial perder, dependerá de um empate no outro jogo.

Não ficamos para o duelo de fundo, pois tinha time novo para assistir em Barueri na sequência. Time novo e raro, que eu nem conhecia direito até o ano passado.

Até lá!

Ficha Técnica: Comercial-T 3-1 Operário-C/MS

Local: Estádio Gabriel Marques da Silva (Santana de Parnaíba); Árbitro: Tarciano Jose de Lima; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Diego, Kauê, Ryan, Natan, Kelvin e Leonardo; Gols: Aragão 2 do 1º, Totty 3, Matheus 5 e Bamba 33 do 2º.
Comercial-T: Jefferson; Edu, Jota (Felix), Lucas (Hugo) e Diego; Kauê, Pedro, Totty (Raphael) e Aragão (Kaíque); Ruan (Ryan) e Bamba (Otávio). Técnico: Jeffer Percy.
Operário-C/MS: Breno; Thiago, Weverton (Gustavo Henrique), Bragança e Emanuel (Augusto); Kelvin (Murilo), Bahia, Gansin (Leonardo) e João Victor (Joaquim); Matheus e Natan (Vanderlei). Técnico: Guilherme Furtado.