Procure no nosso arquivo

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Copa São Paulo: Juventus derrota o Mundão e vai para a terceira fase


Fechando minha presença na segunda fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior, acompanhei uma peleja num local que hoje nem é mais tão perdido assim, o Estádio Conde Rodolfo Crespi. A Rua Javari recebeu mais uma vez uma pequena multidão para ver o encontro do Juventus contra o surpreendente São Raimundo de Roraima.

Surpreendente pois essa foi a primeira vez que um time do longínquo estado passou da fase inicial na história da Copinha. Os roraimenses disputam regularmente a competição desde 2005 (nesse período, só ficaram de fora em 2012) e cinco times ja haviam tentado, incluindo o próprio São Raimundo, essa proeza. O Mundão venceu uma partida e empatou outras duas, terminando o Grupo 28 na vice-liderança, atrás do Vasco da Gama.

O Moleque Travesso, há anos sem fazer uma campanha decente na competição, foi bem na fase inicial e terminou em primeiro no Grupo 27 com dois triunfos e um empate. Levando em conta o fator "torcida" e a tradição, os grenás eram francos favoritos contra a zebra do Norte do país.


CA Juventus (sub-20) - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


São Raimundo EC (sub-20) - Boa Vista/RR. Foto: Fernando Martinez.


Capitães dos times e trio de arbitragem. Foto: Fernando Martinez.

E num ambiente infelizmente cada vez mais distante dos saudosos tempos de Sérgio Manjuillo, Alfredo e companhia, a casa grená viu uma atuação tranquila e segura do onze local. O CAJ não deu a menor chance para o São Raimundo surpreender, e logo aos 11 minutos já abriu o marcador em cobrança de pênalti do camisa 11 Luccas Brasil.

Jogando na boa, o Juventus ampliou aos 24 com Alex. Daí pra frente o jogo caiu de produção e o onze mandante teve apenas mais uma boa oportunidade, aos 40 minutos em cabeçada de Geovane que tirou tinta da trave. O 2x0 parcial no intervalo colocava sem maiores sustos os paulistanos na terceira fase.


Luccas Brasil avançando pela esquerda sob a firme marcação do camisa 7 Maranhão. Foto: Fernando Martinez.


Primeiro gol grená em cobrança de pênalti. Foto: Fernando Martinez.


Ataque local pela lateral. Foto: Fernando Martinez.


O goleiro Júnior mandando a bola para escanteio. Foto: Fernando Martinez.

No tempo final o Mundão teve a sua maior chance de gol bem no começo, mais precisamente aos três minutos, quando o camisa 6 Kaio Cristian acertou um tirambaço na trave. Após esse lance, de novo o domínio voltou para o Juventus. A equipe desperdiçou duas grandes oportunidades antes de fechar o placar aos 25 minutos com o gol de Geovane, camisa 19.

Para a alegria da rapaziada hype que encheu a Javari, a peleja terminou em Juventus 3-0 São Raimundo/RR. Foi a primeira classificação para a terceira fase desde 2007. O América Mineiro, que venceu o Vasco nos penais, foi o adversário, num repeteco do jogo que fechou o Grupo 27.


Chegada juventina pelo alto. Foto: Fernando Martinez.



Só deu Juventus durante o tempo final, quase sempre pela esquerda. Fotos: Fernando Martinez.

Falando dos roraimenses, é fato que mesmo com a desclassificação os atletas e a comissão técnica do Mundão merecem todos os parabéns pela grande performance que tiveram. Ao contrário da maioria dos boçais da "mídia especializada" que defendem uma Copinha "enxuta e com poucos times", aqui se defende a manutenção e talvez até o aumento do número de equipes. O verdadeiro problema não é o campeonato "inchado" e sim a confecção da tabela. É óbvio também que o período de disputa precisa ser ampliado.

A próxima cobertura da Copa São Paulo por aqui com uma partida com gosto de Série B no Nicolau Alayon já pela terceira fase. É um daqueles jogos em que não se pode ficar de fora.

Até lá!

Fernando

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Copa São Paulo: Bahia afasta a zebra e goleia a Desportiva/PA


A espremida e mal formulada primeira fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior chegou ao fim com poucas surpresas espalhadas em seus 28 grupos. Duas delas atuaram no domingo passado e eu consegui armar uma rodada dupla para ver ambas em ação. A primeira foi a genial Desportiva Paraense, o time 616 da Lista, atuando contra o Bahia em Bragança Paulista.

Para essa partida, o destaque foi o ressurgimento do $eu Natal após meses de sumiço. Como ele armou algum esquema maluco na ZL paulistana e conseguiu um possante emprestado, eu e o amigo Luiz seguimos de carona com o taxista das estrelas até a simpática cidade. A viagem foi feita tranquilamente e faltando meia hora para o apito inicial, já estava dentro de campo.

Não visitava o Estádio Nabi Abi Chedid - para mim o local será eternamente conhecido como Estádio Marcelo Stéfani, mas em nome da informação, cito o nome oficial - desde 2008. Minha última vez ali havia sido num surreal confronto entre Portuguesa e o já extinto Ulbra Ji-Paraná de Rondônia em 27 de fevereiro daquele ano. Como o Braga jogará a A2 nessa temporada, pretendo marcar presença ali algumas vezes.

É inegável que hoje o local está numa situação muito melhor do que estava antigamente, principalmente por conta do restaurante montado embaixo da parte coberta do estádio, com direito a uma bela vista do campo de jogo enquanto o cliente bate aquela xepa esperta.

Voltando ao tema futebol, originalmente Bragança Paulista não seria sede na Copinha, e só conquistou esse direito depois que a cidade de Ilhabela teve problemas com seu estádio. Isso gerou uma situação bizarra (entre várias que aconteceram nesse ano): o time da cidade, caso do Bragantino, acabou não atuando longe da sua casa, mais precisamente em Limeira.

E foi justamente o Grupo 22 o responsável pelas maiores surpresas da fase inicial, quando Desportiva e Araxá terminaram respectivamente na primeira e segunda colocações, eliminando nada menos do que o poderoso Atlético Mineiro. Aposto que nem o mais fanático torcedor dessas duas humildes agremiações contava com isso.

Como ninguém contou direito a história da equipe na grande rede, vale dizer que essa é uma equipe fundada em 2008 e que já foi campeã paraense da categoria sub-20 em 2013. Em 2015 a Desportiva foi eliminada na semi-final do estadual, e mesmo assim se classificou para a Copinha depois da desistência da Tuna Luso. No fim do ano passado o time fez sua estreia no profissionalismo jogando a segundona e perdeu o acesso para o Águia de Marabá.

O Bahia fez campanha apenas suficiente para terminar em segundo no Grupo 21, atrás do Taubaté e à frente da Desportiva Aliança de Alogoas e do Sabiá do Maranhão. Podemos falar que a verdadeira estreia do Esquadrão de Aço foi nessa peleja válida pela segunda fase, pois o time começou o jogo a mil e quando os paraenses se ligaram o placar já mostrava 2x0 para o tricolor.


EC Bahia (sub-20) - Salvador/BA. Foto: Fernando Martinez.


Sociedade Desportiva Paraense (sub-20) - Marituba/PA. Foto: Fernando Martinez.


Capitães dos times e quarteto de arbitragem. Foto: Fernando Martinez.

O primeiro gol aconteceu aos 10 minutos em grande jogada de Cristiano pela esquerda. O camisa 11 viu o arqueiro deixar a meta desprotegida e na tentativa de encobrir Wesley, ele deu um toque de leve. O chute saiu bem torto mas por sorte serviu como uma assistência para Felipinho, que apareceu livre no segundo pau para tocar de cabeça e abrir o marcador.

Aos 24 o Bahia acertou uma boa troca de passes na entrada da área e Felipinho, contando um pouquinho de sorte depois da bola ser tocada por um zagueiro da Desportiva, chutou colocado no canto direito. Os paraenses até que fizeram uma mini-pressão no restante do tempo inicial, porém isso não deu nenhum resultado e o tempo inicial terminou com a importante vantagem baiana.


Felipinho saindo para comemorar seu primeiro gol da manhã. Foto: Fernando Martinez.


Bola zanzando pela área da Desportiva Paraense. Foto: Fernando Martinez.


Zaga paraense cortando cruzamento. Foto: Fernando Martinez.


Felipinho se preparando para chutar e fazer o segundo do Bahia. Foto: Fernando Martinez.

Como a programação do dia era de rodada dupla, aproveitei o intervalo para sair de campo e resolvi experimentar os serviços do restaurante do estádio. Enquanto comia muito bem por um preço relativamente baixo, o segundo tempo começou. A Desportiva passou a maior parte do tempo no campo adversário, sem que isso se transformasse em chances claras.

O time até que estava bem, só que aos 24 minutos o goleiro Wesley entregou o ouro e praticamente deu a vaga na terceira fase para o onze nordestino. Ele quis fazer uma rápida reposição e colocou a pelota nos pés de Geovane Itinga, que depois de perder uns 17 gols, finalmente fez o seu. Para fechar de vez o caixão da Desportiva, Felipinho completou seu hat trick aos 31 num contra-ataque primoroso.


Pelota escapando do domínio de jogador da Desportiva. Foto: Fernando Martinez.


Marcação firme em ataque baiano. Foto: Fernando Martinez.


Disputa de bola no meio de campo. Foto: Fernando Martinez.


Comemoração dos jogadores do Esquadrão de Aço por conta da classificação para a terceira fase. Foto: Fernando Martinez.

Frank fez o gol de honra aos 37 e o placar terminou em Desportiva Paraense 1-4 Bahia. Mesmo com a eliminação, ficou a certeza de que a equipe fez uma campanha histórica, terminando na 44º posição entre os 112 participantes. Para um time tão novo sem dúvida é um resultado incrível. Os baianos continuaram firmes e fortes na Copinha, e na fase seguinte enfrentaram a outra surpresa vinda do Grupo 22, o Araxá.

Da minha parte, a jornada do dia se encerrou com outro insólito encontro que só a Copinha pode nos proporcionar, na primeira partida que vi na capital paulista em 2016.

Até lá!

Fernando

sábado, 9 de janeiro de 2016

Copa São Paulo: Goleada tricolor contra o Tiradentes/CE


O jogo que fechou a segunda rodada da primeira fase do Grupo 17 da Copa São Paulo de Futebol Júnior foi genial. Não pela presença do São Paulo, um dos eternos favoritos ao título da competição e figurinha carimbada por aqui, e sim pela presença da genial Associação Esportiva Tiradentes de Fortaleza, o 615º time a fazer parte da minha Lista.

Fundado em 1961, o Tigre da Polícia Militar tem grande tradição no futebol do seu estado (conquistou a segunda divisão em 1969 e em 2015 e foi campeão da primeira em 1992, dividindo o caneco com outras três equipes), mas fora do Ceará a coisa é bem diferente. O time participou apenas duas vezes de torneios nacionais - a Taça de Prata de 1982 e a Série D de 2013 - e nunca saiu do Nordeste para disputar torneios oficiais. Logo, a primeira participação do clube na Copinha merecia ser acompanhada bem de perto.


AE Tiradentes (sub-20) - Fortaleza/CE. Foto: Fernando Martinez.


São Paulo FC (sub-20) - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


Capitães dos times e quarteto de arbitragem. Foto: Fernando Martinez.

Pena que o time tenha caído numa chave tão difícil, que contou só com adversários paulistas. A missão da equipe na noite de terça-feira na Arena Barueri era uma daquelas dignas de roteiro do filme "Missão Impossível", já que derrotar o time do Morumbi era uma tarefa complicadíssima, ainda mais depois dos 4x0 sofridos na estreia.

Um grande público foi ao estádio e muitos não esperavam nada menos do que uma goleada. Mesmo sendo azarão, foi o Tiradentes quem criou a primeira grande chance, isso antes do primeiro minuto. O goleiro Lucas Perri foi bem e defendeu o chute de Mascote. Aos quatro minutos, outra oportunidade cearense, agora com João Gabriel. Essas acabaram sendo as melhores oportunidades do Tiradentes em toda a partida.

Passado o susto inicial, o São Paulo colocou a bola no chão e passou a interpretar o papel de ator principal da noite sem titubear. Lucas Fernandes abriu o marcador aos oito minutos com um golaço. Ele recebeu bola na esquerda e chutou colocado, encobrindo o arqueiro cearense Cezar com muita categoria.

Jogando na boa, os locais tiveram boa oportunidade aos 17 em cobrança de falta de Lucas Fernandes. O SPFC foi enfileirando chance atrás de chance, porém o segundo gol só foi acontecer aos 37 minutos. David Neres fez boa jogada pela direita e tocou para Matheus Queiroz ampliar com um grande chute. Antes do primeiro tempo acabar, Joanderson ampliou com um golaço de letra aos 43.


Detalhe do primeiro gol do São Paulo contra o Tiradentes/CE. O goleiro cearense nada pode fazer. Foto: Fernando Martinez.


Ataque são-paulino pelo meio. Foto: Fernando Martinez.


Chute perigoso a favor do onze paulista. Foto: Fernando Martinez.


Foguete encarando a marcação do Tiradentes. Foto: Fernando Martinez.


Outra chegada do São Paulo pela direita, agora com Artur. Foto: Fernando Martinez.

Após o tempo inicial chegar ao fim subi para o ponto mais alto da Arena Barueri e de longe, muito longe, acompanhei os 45 minutos finais ao lado do amigo Ricardo Espina. O São Paulo voltou mais sonolento e a primeira metade do segundo tempo seguiu de forma bastante arrastada. Praticamente nada se salvou.

Aos 25, finalmente os locais acordaram e Joanderson marcou seu segundo gol na noite. Dez minutos depois, Banguelê fez de cabeça o quinto. Nem bem o Tiradentes deu a saída e a bola foi perdida. Inácio recebeu e invadiu a área pela esquerda para fazer um belíssimo gol, mesmo chutando sem ângulo. Para fechar o massacre, Murilo fez o sétimo aos 46.



Duas chegadas perigosas do São Paulo no tempo final. Foto: Fernando Martinez.

O placar final de Tiradentes/CE 0-7 São Paulo colocou o tricolor na liderança do Grupo 17 após duas rodadas por conta do saldo de gols. O onze paulistano terminou a primeira fase como líder isolado da chave depois de derrotar o Grêmio Osasco Audax. Para variar um pouquinho, o time é um dos maiores candidatos ao título da Copa São Paulo 2016.

Nos dias 6 e 7 aconteceu a rodada final da primeira fase da Copinha, mas miseravelmente eu não pude ir em nenhuma partida graças a uma série de fatores, um deles, claro, a tabela mal feita. Voltei aos gramados novamente na segunda fase, com uma rara chance de colocar mais um time na Lista após a primeira etapa do campeonato.

Até lá!

Fernando

Copa São Paulo: GEO Audax goleia e se classifica no Grupo 17


A segunda rodada da primeira fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior foi realizada nos dias 4 e 5 de janeiro, segunda e terça-feira. Como a tabela foi feita de forma bisonha e teve a fase inicial criminosamente encurtada, não tive muitas opções a não ser ir acompanhar o Grupo 17 do certame, sediado na Arena Barueri. Fui lá basicamente para colocar o genial Tiradentes/CE na minha Lista.

Como o time novo estava no jogo de fundo, abri os trabalhos na segunda rodada da chave com um duelo paulista entre Grêmio Osasco Audax e Paulista de Jundiaí. Contando os tempos em que ainda era uma equipe paulistana, essa é a nona participação do GEOA na Copinha, e as melhores participações aconteceram em 2011 e 2013, quando a agremiação alcançou as quartas-de-final. O Galo do Japi foi campeão em 1997 e terceiro em 1996, mas nos três últimos anos foi mal e não passou da primeira fase.


Grêmio E Osasco Audax (sub-20) - Osasco/SP. Foto: Fernando Martinez.


Paulista FC (sub-20) - Jundiaí/SP. Foto: Fernando Martinez.


Capitães dos times e quarteto de arbitragem. Foto: Fernando Martinez.

Se dependesse da estreia, nada indicava que os jundiaienses pudessem quebrar a incômoda escrita em 2016, já que foram goleados pelo São Paulo por um sonoro 4x0. Com o GEO Audax a história foi outra, e a equipe começou sua campanha também marcando 4x0 contra o Tiradentes. Por conta disso, ficou fácil escolher qual ataque acompanhar durante a peleja. Peleja que, por sinal, foi muito boa, principalmente no tempo inicial.

O GEO Audax fez o que se esperava, e infernizou a zaga do Paulista com rápidos ataques concentrados pelas laterais. O Galo do Japi também mostrou qualidade e equilibrou as ações na primeira metade do tempo inicial. Favorito, o Audax abriu o marcador aos 18 com Willian Mococa. O que poucos esperavam era a reação quase automática da equipe interiorana com o gol de Matheus aos 20 minutos.

Depois de sofrer o empate, o onze osasquense acordou de vez. Nos últimos vinte minutos, o time aniquilou as pretensões do Paulista com mais três belos gols e uma atuação impecável do seu setor ofensivo. Willian Mococa fez o segundo dele e da equipe aos 28, o genial Chaveirinho marcou aos 33 e Pablo fez o quarto aos 39 minutos. A partida estava definida quando os times desceram para os vestiários.


Grande defesa do arqueiro do Audax em cobrança de falta. Foto: Fernando Martinez.



Willian Mococa fazendo o segundo do time osasquense no primeiro tempo e depois saindo para fazer a festa. Fotos: Fernando Martinez.


Bola escorada pelo camisa 9 do Grêmio no lance do quarto gol. Foto: Fernando Martinez.

No tempo final o jogo caiu de produção. O Paulista não teve força para uma improvável reação e o GEO Audax se poupou segurando a imensa vantagem no placar. Ainda assim a equipe marcou mais duas vezes, aos 21 com Pablo e aos 40 com o camisa 6 Milioransa. No fim, o placar terminou com a enorme goleada do time-sede da chave: Grêmio Osasco Audax 6-1 Paulista.


Saída do Audax para o ataque no tempo final. Foto: Fernando Martinez.


Quinto gol, marcado por Pablo aos 21 do segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.


Investida osasquense pela direita. Foto: Fernando Martinez.

Junto com o resultado da segunda peleja, o tranquilo triunfo classificou os alvirrubros para a segunda fase da Copinha, etapa em que a equipe acabou sendo eliminada pelo Figueirense. O Galo do Japi emplacou a quarta edição do torneio sem passar da fase inicial. A previsão do tempo pelos lados do Jayme Cintra indica tempestade forte em 2016.

Nem bem os atletas tinham saído de campo quando as duas equipes do jogo de fundo foram ao gramado, jogo que teve o time de número 615 entrando na minha Lista.

Até lá!

Fernando

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

A volta do genial Fast Clube aos gramados paulistas após 38 anos


O ápice do fim de semana futebolístico ficou reservado para a última partida. Desde pequeno queria ver um jogo do genial Nacional Fast Clube in loco, e a edição 2016 da Copa São Paulo de Futebol Júnior me deu a oportunidade de finalmente colocar o time na minha Lista. O Rolo Compressor enfrentou o Figueirense no Estádio Vereador José Feres pelo Grupo 18.

Podemos dizer que assistir uma apresentação do Rolo Compressor por essas bandas é algo muito, muito complicado. A última vez que o tricolor atuou em território paulista (com seu time profissional, é claro) foi em maio de 1978, visitando o XV de Piracicaba pelo Brasileiro. Desde então, nunca mais o Fast veio pra cá, independente da categoria. Entre várias equipes que nunca tinha visto, a escolha do Fast era um tanto quanto óbvia.

A classificação para a Copinha - a primeira em todos os tempos - veio com o título estadual de juniores em 2015, conquistado de forma invicta e com uma goleada de 6x0 na decisão contra o Nacional, o amazonense que mais participou da Copa São Paulo. O Figueira, surpreendente campeão em 2008, joga a competição pela 17ª vez.


Figueirense FC (sub-20) - Florianópolis/SC. Foto: Fernando Martinez.


Nacional Fast Clube (sub-20) - Manaus/AM. Foto: Fernando Martinez.


Capitães dos times e trio de arbitragem. Foto: Fernando Martinez.

Além de incluir o time de número 614 na Lista, um dos pontos altos do final da tarde foi o tempo em Taboão da Serra. Quando a peleja começou, garoava e o termômetro apontava 20 graus de temperatura. Uma verdadeira dádiva em pleno mês de janeiro e um pequeno presente dos céus depois de todo o calor que passei em Indaiatuba no dia anterior.

Acabei vendo um jogo muito bom, o melhor da minha primeira rodada. O Fast foi um adversário de muita qualidade para o onze catarinense, e a tônica da peleja foi o equilíbrio. Ambos mostraram muita qualidade e competitividade, mas foi o Figueirense quem saiu na frente com o gol de Igor, aproveitando rebote do arqueiro amazonense, aos 22 minutos.

Num dos últimos lances do tempo inicial o Fast Clube deixou tudo igual. A bola foi levantada na área depois de um escanteio da esquerda e Eler apareceu no primeiro pau para cabecear e fazer o primeiro do tricolor. No segundo tempo a chuva apertou e fui para as cabines. A partida ficou ainda melhor.


Artilharia aérea do Figueirense. Foto: Fernando Martinez.


Ataque do Figueira pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.


Setor defensivo do Fast marcando firme o ataque do alvinegro catarinense. Foto: Fernando Martinez.


Lance dentro da área do onze amazonense. Foto: Fernando Martinez.

Tanto o Figueira quanto o Tricolor de Aço chegaram perto do segundo gol algumas vezes, porém o jogo foi seguindo com o 1x1 ainda resistindo no marcador. Os minutos finais foram eletrizantes e quase que o Fast vira o placar em dois contra-ataques criminalmente desperdiçados. Aos 49, quando a igualdade parecia inevitável, o Tricolor do Boulevard sofreu um duro golpe.

Num escanteio que não aconteceu, a bola foi alçada na área e o zagueiro Pereira subiu para cabecear firme e dar a vitória para o alvinegro. O placar final de Figueirense 2-1 Fast Clube colocou o Furacão na liderança da chave, liderança que foi confirmada ao final da primeira fase com mais duas vitórias e 100% de aproveitamento. O Rolo Compressor chegou perto de se classificar para a segunda fase, mas perdeu a vaga para o CATS no número de gols marcados.


Chance perigosa a favor do Furacão no tempo final. Foto: Fernando Martinez.


Uma das boas chances que o Fast teve para fazer o segundo gol durante o segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

Com esse jogo finalizei a cobertura da primeira rodada da Copinha, e só voltei a campo mais uma vez, mais precisamente na cidade de Barueri na terça-feira. Não vi outros jogos muito por conta da tabela pessimamente confeccionada. Pode soar repetitivo, mas é algo que precisa ser dito toda vez que possível.

Até a próxima!

Fernando