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segunda-feira, 20 de julho de 2015

JP no Torneio Internacional Cidade de São Paulo sub17 na Javari


Na terça-feira passada começou aqui na capital paulista um torneio de futebol quase clandestino. Pior que não falo de uma competição de várzea, de um futebolzinho entre funcionários de uma empresa qualquer ou de amigos que se reúnem de final de semana. Falo de uma competição feminina reunindo seleções nacionais, o Torneio Internacional Cidade de São Paulo sub17.

Mas pior do que ser um torneio fantasma aos olhos da mídia "especializada", algo que já estamos acostumados, é ser uma competição que praticamente não existe para a própria CBF. Na manhã de estreia do certame nem havia tabela e as informações no site eram esparsas e vazias. Bom, mas para quem acha que o 7x1 foi apenas uma obra do acaso, podemos esperar algo diferente?

Enfim, o que eu sei é que não dava pra deixar passar a chance de ver um campeonato tão legal aqui perto de casa, já que o Estádio Conde Rodolfo Crespi, a Rua Javari, é a sede do quadrangular. Além das meninas do Brasil, Chile, Paraguai e Venezuela completam a lista de participantes. Todas estão se preparando para o Sul-Americano da categoria que ainda não tem data ou local definido (aliás, a última informação disponível sobre essa competição no péssimo site da Conmebol é de agosto de 2013, antes do torneio daquele ano. Dá pra medir o quanto ridículo é isso?)

Na primeira rodada o Chile venceu a Venezuela pela contagem mínima e o Brasil foi derrotado pelo Paraguai por 3x1. Na quinta, tivemos a vitória paraguaia por 3x0 contra as venezuelanas e o sofrido triunfo tupiniquim contra as chilenas por 4x3. Como as duas melhores colocadas garantem vaga na final, as meninas da terra de Chilavert estavam com um pé na decisão antes da jornada derradeira e que Brasil e Chile (a chance da Venezuela era remota) definiriam a outra vaga.

Apesar da ausência completa de divulgação, um público legal foi até a Javari para ver a rodada final da primeira fase. O primeiro jogo foi entre Paraguai e Chile, e como as primeiras estavam com 100% de aproveitamento, nada mais natural do que eu acompanhar bem de perto o ataque da seleção guarani.



Paraguaias e chilenas posadas para a abertura da terceira rodada da primeira fase do certame. Fotos: Fernando Martinez.

Dentro de campo não houve surpresa e as paraguaias foram superiores às suas adversárias na maior parte da peleja. O time, muito bem armado e com jogadoras de boa qualidade, jogou o tempo todo no campo de defesa do adversário. Na base da pressão, o primeiro gol saiu meio sem querer aos 27 minutos do tempo inicial.

Limpia Fretes recebeu passe pela direita e cruzou na área. A pelota pegou um efeito absurdo e seguiu em direção ao gol. A arqueira Camila Cazor não conseguiu voltar a tempo e acabou sofrendo o primeiro. Atrás no placar, o Chile sabia que a vaga na final ficaria distante caso saísse derrotada de campo.

No tempo final as chilenas tentaram mas não conseguiram superar o bom time do Paraguai, e ainda por cima sofreram mais dois gols, o segundo com Lorena Alonso aos 15 e o terceiro de Jessica Martinez - mais uma parente perdida por aí - aos 27 minutos. A equipe ainda criou chances para ampliar a vantagem, mas o marcador não foi mais alterado.


Ataque paraguaio no começo da partida. Foto: Fernando Martinez.


Arqueira chilena saindo pra fazer a defesa. Foto: Fernando Martinez.


Camila Cazor vendo a bola passar por ela no primeiro gol do Paraguai. Foto: Fernando Martinez.


Bola no fundo das redes no segundo gol da seleção guarani. Foto: Fernando Martinez.


Raro ataque chileno no tempo final. Foto: Fernando Martinez.


Placar final de Chile x Paraguai no marcador híbrido da Javari. Foto: Fernando Martinez.

O placar final de Paraguai 3-0 Chile colocou as vencedoras na final com 100% de aproveitamento. Por conta da diferença de gols, as chilenas já estavam eliminadas e restava agora saber se a decisão teria a presença de Brasil ou Venezuela, as adversárias do jogo de fundo.

Jogando contra uma seleção que tinha saído de campo derrotada por duas vezes e que também não tinha marcado nenhum gol, o Brasil era amplo e incontestável favorito. Para facilitar mais ainda a missão canarinho, logo aos três minutos a goleira Alexa Castro resolveu dar uma força e soltou uma bola fácil nos pés da atacante Farinon, atleta do Veterano de Novo Hamburgo. Mesmo sem ângulo ela só teve o trabalho de tocar pro fundo das redes.



As meninas sub17 do Brasil e da Venezuela posados antes da partida que fechou a primeira fase da competição. Fotos: Fernando Martinez.

A vantagem deu uma exagerada tranquilidade para a seleção local, que passou o restante do primeiro tempo melhor, mas pecando demais nas finalizações. Tanto foi que a partida chegou a seu intervalo ainda com o magrinho 1x0 estampado no placar.

No tempo final a Venezuela abdicou completamente de atacar e chamou as brasileiras para o seu campo. Mesmo com o toque final bastante falho, o coletivo de "ataque contra defesa" deu resultado. Andressa, jogadora do Centro Olímpico, fez o segundo aos 21 minutos e Ana Vitória, do Rondonópolis, fechou a fatura dois minutos depois.


Só deu Brasil no gramado da Rua Javari. Foto: Fernando Martinez.


Ataque pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.


Bola zanzando dentro da área venezuelana. Foto: Fernando Martinez.


Ataque perigoso das donas da casa no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.


A capitã Farinon tocando com estilo. Foto: Fernando Martinez.


Comemoração pelo terceiro gol brasileiro. Foto: Fernando Martinez.

O Brasil 3-0 Venezuela colocou as meninas locais na decisão do Torneio Internacional Cidade de São Paulo contra as paraguaias. Chile e Venezuela farão a decisão de terceiro lugar. Os dois jogos serão realizados na Rua Javari nessa segunda-feira na parte da tarde.

O restante do sábado foi reservado para curtir os Jogos Panamericanos pela televisão e dormir pensando na oitava e penúltima partida do Barcelona Capela como mandante na Segundona Paulista.

Até lá!

Fernando

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Portuguesa vence a primeira como mandante na Série C


Fechei a ampla rodada do final de semana com um daqueles "jogos bônus" cada vez mais raros de acontecerem por aqui. Por conta da sábia presença do $eu Natal em São Caetano do Sul, rolou aquela providencial carona do ABC até o Estádio Oswaldo Teixeira Duarte. Lá, em meio a uma concorrida festa julina, a Portuguesa recebeu o Guarani em jogo válido pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro da Série C.

Dizer que Lusa e Bugre fazem um confronto histórico é pouco, já que se enfrentam há quase 90 anos, a maior parte deles em torneios de primeira divisão. Logo, não é errado dizer que esse jogo do domingo foi o mais "perdido" entre eles em todos os tempos. Resultado direto de gestões bizarras e muita pilantragem dos respectivos dirigentes.

Depois de um primeiro semestre desastroso, os dois começaram essa Série C querendo se livrar da zica. Só que o começo de certame de ambos não foi aquele primor que suas torcidas esperavam. O onze paulistano conquistou apenas duas vitórias nas seis rodadas iniciais e vinha de duas derrotas, uma delas na estreia do time no Canindé (0x1 contra o Tupi). O alviverde perdeu só um, mas também venceu só um e estava com os mesmos sete pontos na tábua de classificação.


Times perfilados para o Hino Nacional Brasileiro. Foto: Fernando Martinez.

Enquanto o clube social fervia por conta do concorrido show de uma dupla que felizmente nunca ouvi falar, um ótimo público pagante de 1.587 torcedores viu a melhor apresentação da Portuguesa como mandante nessa terceirona nacional. Os locais tiveram mais posse de bola e embora tenham errado as conclusões, os ataques preocuparam a zaga visitante.

O maior destaque foi o atacante Guilherme Queiroz, ex-Novorizontino e autor de cinco gols no campeonato. E foi num lance com a participação do camisa 9 que a Portuguesa abriu o marcador. Eram decorridos 30 minutos do tempo inicial quando Jonathan avançou pela direita e cruzou dentro da área. Guilherme furou e a pelota sobrou livre para Hugo, livre de marcação, fazer o primeiro.

A equipe se animou com a vantagem e passou a criar mais oportunidades. Aos 37 aconteceu o segundo gol lusitano, novamente com Hugo, mas a arbitragem anulou o tento de forma incorreta. Portuguesa claramente prejudicada e então o primeiro tempo terminou apenas com o 1x0 parcial.


Ataque bugrino no tempo inicial. Foto: Fernando Martinez.


Melhor em campo, a Portuguesa buscou o gol a todo momento durante os primeiros 45 minutos. Foto: Fernando Martinez.

No tempo final os locais continuaram melhores em campo e Guilherme Queiroz quase fez o seu aos 11 minutos, depois de um grande chute que bateu na trave. O Guarani não conseguia sair do seu campo e via o tempo passar sem nenhuma perspectiva positiva no horizonte. A história começou a mudar aos 26 minutos numa grande confusão entre os atletas dos dois times.

O camisa 5 rubro-verde Renan deu uma força monstro para o Guarani depois de tomar dois cartões amarelos seguidos depois desse enorme bate-boca e deixou sua equipe com um a menos. A expulsão do jogador local fez com que a Lusa recuasse e a partir daí só deu Guarani. Foram vinte minutos de uma enorme pressão, mas que para a sorte dos torcedores paulistanos, não deu resultado.


Chegada do Guarani pela direita. Foto: Fernando Martinez.


Boa chance de gol para os donos da casa. Foto: Fernando Martinez.


O Bugre tentou e atacou sem parar nos últimos vinte minutos, mas no fim saiu derrotado de campo. Foto: Fernando Martinez.

No fim, o Portuguesa 1-0 Guarani marcou a primeira vitória do time dirigido por Estevam Soares com o mando de campo nessa Série C. Também serviu para colocar o time um pouquinho mais próximo do G4 depois de sete rodadas realizadas. O Bugre perdeu a segunda peleja no campeonato e ficou pra trás na tábua de classificação.

Semana que vem tem mais!

Fernando

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Azulão estreia na Série D com goleada em cima do Lajeadense


No domingo passado finalmente começou o genial Campeonato Brasileiro da Série D, a quarta divisão do nacional e com certeza a mais legal até hoje. Para iniciar os trabalhos do Blog do Fernando do Jogos Perdidos com chave de ouro, fui até o Estádio Anacleto Campanella para o insólito encontro entre São Caetano e Lajeadense.

A queda livre do Azulão faz dessa uma Série D única até aqui: pela primeira vez um finalista de Libertadores vai jogar a quarta divisão do país, com certeza um marco na história da competição. A luta dos paulistas é voltar logo para a Série C, já que se isso não acontecer, o clube que marcou época no início dos anos 2000 vai melancolicamente desaparecer do cenário nacional após 18 anos de animadas aventuras.

A história nacional do time gaúcho é bem menor, mas a tradição é enorme. Um dos 25 clubes mais antigos do país, o Clube Esportivo Lajeadense foi fundado em 1911 e desde os primeiros anos já desfilava pelos gramados do interior do estado. O rol de grandes partidas e feitos do Alviazul é extenso e valiosíssimo.

Falando especificamente do Século XXI, em meados da década passada a equipe passou por uma grande crise que culminou no afastamento do profissionalismo na temporada de 2008. Antes disso consegui realizar o sonho de ver o clube atuando no genial Estádio Florestal. Primeiro vi um jogo contra o Rio Grande pela Segundona estadual de 2006, depois um confronto contra o Avenida pelo mesmo campeonato, só que em 2007.

O clube voltou aos gramados em 2009 e em 2010 conseguiu retornar à elite do Gauchão. Nos últimos anos o clube viveu seus melhores dias ganhando quatro títulos num curto espaço de tempo entre 2013 e 2014: Campeão da Copa Fernandão, da Copa Sul-Fronteira, da Super Copa Gaúcha e da Recopa Gaúcha. Além disso, o alviazul foi vice-campeão estadual há duas temporadas. Uma sequência de muito respeito.

No primeiro semestre o time ficou em sexto no Gauchão, sendo eliminado pelo Brasil de Pelotas nas quartas de final. Já o Azulão jogou a Série A2 - e você viu vários jogos do time aqui no JP - e por conta do número de vitórias não conquistou o acesso. Como as notícias que chegam a respeito dos participantes são raras, não sabia o que esperar dessa estreia de ambos no Grupo A8, que também conta com Metropolitano, Foz e Volta Redonda.



Associação Desportiva São Caetano, no seu primeiro jogo válido pela quarta divisão do Brasileiro, e Clube Esportivo Lajeadense posando para fotos exclusivas do JP. Fotos: Fernando Martinez.


Capitães dos times e quarteto de arbitragem liderado pelo árbitro paranaense Fabio Filipus e os paulistas Alex Ang Ribeiro, Leandro Matos Feitosa e Adriano de Assis Miranda. Foto: Fernando Martinez.

Certeza que nem o mais animado torcedor do onze paulista imaginava que o jogo seria tão fácil. O São Caetano simplesmente massacrou o time dirigido pelo ex-lateral Luís Carlos Winck - pensar que colecionei muita figurinha com a presença do jogador - e começou a disputa da última divisão com muito estilo.

Desde o apito inicial o time foi bem, e o destaque acabou sendo a precisa presença de área de Jô, camisa 9 dos donos da casa. Ele quase abriu o placar aos 12 em lance de cabeça. Aos 16, também de cabeça, ele completou um cruzamento de Róbson e fez o primeiro. Quatro minutos depois ele roubou a bola, driblou a zaga e chutou no canto esquerdo do arqueiro pra marcar 2x0.

Estava muito fácil, e com o Lajeadense totalmente grogue, o camisa 8 Neto marcou o terceiro em belíssima cobrança de falta aos 33 minutos. A primeira chance de perigo dos visitantes aconteceu na saída de bola, em ótima defesa de Saulo em chute de Paulo Josué. Sem mais nada digno de registro depois disso, a peleja chegou ao intervalo com a vitória parcial local por 3x0.


O São Caetano foi senhor da partida. Aqui o time troca passes pela direita. Foto: Fernando Martinez.


Jô subindo mais alto do que o zagueiro e cabeceando firme para abrir o marcador. Foto: Fernando Martinez.


Matheus subindo no terceiro andar para tocar de cabeça. Foto: Fernando Martinez.


Giovani pulou mas não conseguiu defender a cobrança de falta de Neto. Foto: Fernando Martinez.


Disputa de bola no meio-campo. Foto: Fernando Martinez.

No melhor esquema do "perdido por um, perdido por mil", o Lajeadense voltou para o segundo tempo tentando diminuir o prejuízo. Por duas vezes, uma delas numa bola na trave aos 11 minutos, o onze gaúcho quase diminuiu. O Azulão foi administrando a enorme vantagem e nas poucas vezes que chegou dentro da área do Alviazul o placar foi ampliado.

Róbson fez o quarto gol aos 24 minutos numa cabeçada fulminante. Aos 30, Daniel Costa correu pela direita e cruzou a pelota para o meio da área. Livre de marcação, o camisa 2 Ângelo apareceu para dar números finais à estreia do time do ABC Paulista na Série D. Os 498 torcedores que pagaram ingresso ficaram com uma impressão extremamente positiva e com a esperança que os dias de glória possam voltar ao Lauro Gomes.


Ana Paula de Oliveira, ex-assistente e hoje observadora da CBF, voltando para o campo no tempo final. Parte da torcida estava mais interessada nela do que na peleja em si. Foto: Fernando Martinez.


Róbson marcando o quarto gol do Azulão aos 24 do tempo final. Foto: Fernando Martinez.


Raro ataque do Lajeadense. Foto: Fernando Martinez.


Zaga gaúcha afastando a pelota na base do chutão. Foto: Fernando Martinez.


Cruzamento que originou o quinto gol do Azulão na ótima estreia na Série D. Foto: Fernando Martinez.

Fim de jogo: São Caetano 5-0 Lajeadense. A estreia foi a melhor possível para o vice-campeão brasileiro de 2000 e 2001. Com a goleada a equipe pulou para a liderança da chave nessa rodada de estreia, à frente do Volta Redonda - que venceu fora de casa o Foz do Iguaçu por geniais 5x4 - no saldo de gols. Na próxima rodada os paulistas visitam o Voltaço, enquanto os gaúchos recebem os catarinenses do Metropolitano.

No meu cronograma original, essa seria a única partida que acompanharia no domingo, isso porquê não tinha tempo hábil de seguir de condução do ABC até o Canindé, palco da sessão noturna de futebol. Mas como o $eu Natal, o glorioso "Caixa-preta do futebol", deu as caras, consegui uma carona até a muvucada casa lusitana.

Até lá!

Fernando

terça-feira, 14 de julho de 2015

ECUS volta a vencer depois de vinte partidas (!) no estadual


O último sábado não reservava muitas opções de pelejas por essas bandas, então acabei fazendo uma escolha até certo ponto óbvia: Guarulhos x ECUS no Estádio Antônio Soares de Oliveira. A peleja, válida pelo Grupo 3 do Campeonato Paulista da Segunda Divisão, foi uma daquelas em que o favoritismo pendia todo para um lado só.

O time guarulhense ainda luta por uma vaga na segunda fase e conseguiu emplacar uma série de quatro jogos sem perder. Se ganhasse do ECUS, o ADG poderia até entrar no G4 dependendo de tropeços de Taboão da Serra e Manthiqueira. E se dependesse do retrospecto do time suzanense, a vitória era certa para os donos da casa.


AD Guarulhos - Guarulhos/SP. Foto: Fernando Martinez.


ECUS - Suzano/SP. Foto: Fernando Martinez.


Quarteto de arbitragem designado para a partida com o árbitro Adriano de Assis Miranda, os assistentes Lídio Néri Junior e Roberto Silva Dantas e o quarto árbitro Salim Fende Chavez. Junto com eles, os capitães dos times. Foto: Fernando Martinez.

Ainda sem vencer em 2015, o Esporte Clube União Suzano simplesmente contava vinte jogos sem vencer (!) em jogos da Segundona até o sábado passado. Desses, aconteceram apenas dois empates e dezoito (!) derrotas, nessa que vem sendo a pior fase da história do clube. Curiosamente a última vitória foi contra o próprio Guarulhos, em 12 de abril do ano passado. Ao lado do ECUS para esse duelo somente o fato que o time nunca foi derrotado pelo ADG como visitante.

Confesso que esperava uma goleada local e então fui acompanhar o ataque dos donos da casa no tempo inicial. Só que acabei vendo um jogo esquisito, aonde os atacantes locais cansaram de perder gols, deixando a galera nas arquibancadas bastante preocupada.

Como desgraça pouca é bobagem, o ECUS passou a levar perigo nos contra-ataques. Aos 34 minutos Lucas recebeu bom passe pela esquerda, avançou e chutou forte. O goleiro local pulou atrasado e a bola foi morrer no fundo das redes locais. É, amigo, o clima piorou bem entre os abismados torcedores.


Guarulhos iniciando mais uma jogada ofensiva. Foto: Fernando Martinez.


Marcelo subindo no terceiro andar para cabecear a pelota. O goleiro do ECUS fez brilhante defesa. Foto: Fernando Martinez.


Atletas apostando corrida no gramado do Antônio Soares de Oliveira. Foto: Fernando Martinez.


Goleiro Bruno fazendo milagre em chute do Guarulhos ao fim do primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

O tempo inicial terminou com a vantagem mínima para os visitantes. No segundo o Guarulhos ocupou o campo de defesa do ECUS na maior parte do tempo, e logo no começo das ações o time teve um pênalti a seu favor. Como a tarde não estava nada boa, a cobrança foi parar na trave.

O antigo Vila das Palmeiras atacou, atacou, atacou, mas não foi capaz de traduzir o domínio territorial em gols. Fraco tecnicamente mas jogando com uma raça incrível, o ECUS foi mais incisivo e ainda teve boas oportunidades para fazer o segundo ainda apostando nos contra-ataques. No fim, se confirmou o placar do tempo inicial.


Pênalti perdido pelos donos da casa no começo do segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.


A zaga do ECUS trabalhou forte para conter as investidas locais. Foto: Fernando Martinez.


Guarulhos saindo para o ataque. Foto: Fernando Martinez.


Jogadores mostrando as travas das chuteiras. Foto: Fernando Martinez.


Outra cabeçada perigosa do zagueiro Marcelo, aqui no final da partida. Foto: Fernando Martinez.

O Guarulhos 0-1 ECUS quebrou o enorme jejum de vitórias do time suzanense, ainda lanterna isolado do Grupo 3. Os guarulhenses se complicaram em busca da vaga na segunda fase e agora estão a cinco pontos do G4 faltando cinco jogos para o final dessa fase. Sem exagero, essa derrota pode ter significado o final do sonho em 2015.

Agora, não dá pra deixar de registrar também que Guarulhos e ECUS estavam respectivamente com dois e três atletas no banco de reservas por conta de muitos jogadores machucados. Palmas para o GÊNIO que estendeu o número máximo de 28 atletas para cada agremiação - algo feito e com um sentido especial apenas para a A1 - também na Segundona. Palmas também para os clubes, que por unanimidade aceitaram essa anomalia sem questionamento.

Depois de uma carona básica até o Metrô Tucuruvi voltei pra casa na boa para aquele descanso providencial. No domingo o cronograma apontava um jogo sensacional na sensacional Série D do Brasileiro, que para nosso deleite finalmente começou.

Até lá!

Fernando

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Bernô vence outra em casa e se isola ainda mais na liderança

Fala, pessoal!

Na sexta-feira mais uma vez fui ao Baetão para acompanhar de perto uma apresentação - a sétima em casa - do São Bernardo, líder do Grupo 3 do Campeonato Paulista da Segunda Divisão. O agora ex-invicto recebeu o CA Diadema em busca da reabilitação, já que fora derrotado pelo Jabaquara na rodada anterior.

Além disso, o alvinegro queria quebrar um pequeno e incômodo tabu nos jogos contra o CAD. Nas cinco vezes em que se enfrentaram até então, o Bernô ainda não havia vencido seu adversário: foram três empates e duas vitórias diademenses. Aliás, vale lembrar que os dois jogos realizados com mando bernardense tiveram cobertura do JP (1x1 em 2013 e 1x2 em 2014).


EC São Bernardo - São Bernardo do Campo/SP. Foto: Fernando Martinez.


CA Diadema - Diadema/SP. Foto: Fernando Martinez.


Capitães dos times junto com o árbitro Camilo Morais Zarpelão e os assistentes Douglas Marcel Borges e Edislandio Nunes Bernardo. Foto: Fernando Martinez.

Agora em 2015 não teve surpresa e o São Bernardo jogou sem passar muitos sustos, principalmente nos primeiros 45 minutos. A partida ruim contra o Manthiqueira ficou pra trás e desde os primeiros momentos os donos da casa buscaram o gol. Os atacantes criaram boas oportunidades, a maior parte delas defendida de forma segura pelo veterano goleiro Paulão.

Aos 43 minutos porém não teve jeito para o CAD e os donos da casa abriram o marcador. Jean chutou de longe e marcou um GOLAÇO, assim mesmo, com letras maiúsculas. O chute forte parecia que iria parar fora do estádio, mas a pelota fez uma absurda curva pra baixo e bateu na trave antes de entrar. Dois goleiros não fariam a defesa.


Paulão deixando a bola sair pela linha de fundo. Foto: Fernando Martinez.


Ataque do Bernô perdendo a bola. Foto: Fernando Martinez.


Escanteio perigoso para os donos da casa. Foto: Fernando Martinez.

O São Bernardo entrou no tempo final com a vantagem parcial, mas dando a impressão que estava com o freio de mão puxado. Tudo bem, essa foi a 13ª partida do time e como a classificação está praticamente assegurada, o pessoal deve se poupar. Mas é fato que a atenção e a dedicação não podem ficar longe de campo em nenhum momento.

Lutando ferozmente por uma vaga na segunda fase com outros seis clubes, o CA Diadema sabia que a conquista de um pontinho já seria muito boa. A equipe chegou perto da área local e viu perto a chance de deixar tudo igual. É, só que nos minutos finais o São Bernardo acordou e fechou a fatura com mais dois gols.

Jean fez o segundo, outro golaço que envolveu todo o setor ofensivo do alvinegro, aos 40 minutos e Júlio César deu números finais ao jogo com outra pintura no minuto seguinte. Ele recebeu um passe da esquerda e, num genial sem pulo, meteu uma rosca na pelota colocando a mesma no canto direito do arqueiro adversário.


Ataque do CAD no tempo final. Foto: Fernando Martinez.


Investida do Bernô pela direita do seu setor ofensivo. Foto: Fernando Martinez.


Mais um bom ataque dos donos da casa. Foto: Fernando Martinez.

No fim, o São Bernardo 3-0 CA Diadema deixou o Bernô mais isolado ainda na primeira colocação da chave depois da surpreendente derrota jabaquarense para o Manthiqueira no sábado. Agora o time está com quatro pontos de vantagem. O CAD permanece em nono, sete pontos atrás do quarto colocado, hoje o Taboão da Serra.

A Segundona voltou à pauta no sábado de tarde, com outro jogo de resultado inesperado no final de semana.

Até lá!

Fernando