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segunda-feira, 18 de maio de 2015

Bernô faz três no CATS e vira líder na Segunda Divisão

Fala, pessoal!

A única partida que acompanhei nessa final de semana foi realizada na sexta-feira, em mais uma sessão noturna do Campeonato Paulista da Segunda Divisão no Baetão. Na sua terceira apresentação em casa, o São Bernardo recebeu o Taboão da Serra num duelo de invictos no Grupo 3.

Esperava bastante desse jogo, parte pela ótima campanha do Bernô - a melhor nesse século - e parte pela presença certa do veterano Fabrício Carvalho no comando do ataque do CATS. O que eu não esperava era que Viola, sem dúvida o maior destaque da Segundona 2015, também estivesse presente nesse jogo, já que a promessa era que ele atuaria apenas nos jogos em casa.

E qual não foi minha surpresa quando vi o campeão mundial de 1994 subir ao gramado junto com seus companheiros de time. Genial ver de perto o autor do famoso gol que levou o Corinthians a conquistar o Paulistão 88, o primeiro que eu comemorei de verdade. 27 anos depois, confesso que é um tanto quanto marcante fazer uma foto posada com a presença dele para o JP.


EC São Bernardo - São Bernardo do Campo/SP. Foto: Fernando Martinez.


CA Taboão da Serra - Taboão da Serra/SP. Foto: Fernando Martinez.


Rafael Emilio Acerra, Edivaldo Pereira da Silva, Luiz Paulo Domenich e Luiz Fernando de Souza junto com os capitães dos times. Foto: Fernando Martinez.


A dupla de ataque do CATS para 2015: Viola e Fabrício Carvalho. Foto: Fernando Martinez.

Arquivo confidencial à parte, o jogo foi bom, muito bom, com certeza o melhor que vi até agora na competição. O São Bernardo, jogando de tricolor pela primeira vez no ano, mostrou franca evolução e animou muito todos os que foram acompanhar a peleja. Mais uma vez muitos amigos marcaram presença nos embalos de sexta à noite.

O Bernô foi superior ao CATS durante todo o tempo inicial, criando uma série de oportunidades para abrir o marcador. A equipe chegou a fazer seu gol logo no começo, mas o assistente número 1 anulou marcando impedimento. Na sequência, Viola chegou perto de fazer seu quarto gol na competição desperdiçando lance cara-a-cara com o arqueiro local.

Daí pra frente o domínio local se intensificou, porém o placar ficou no zero por conta das falhas no último toque. Na saída aquela presença de vários repórteres tentando entrevistas com o camisa 9 visitante, algo que será comum durante toda a campanha do Taboão da Serra em 2015.


Jogada na linha de fundo. Foto: Fernando Martinez.


Zaga do CATS tirando a bola da sua área. Foto: Fernando Martinez.


Início de ofensiva do Bernô. Foto: Fernando Martinez.

Já no segundo tempo, vimos 45 minutos de gala do São Bernardo. A zaga taboanense ficou perdidinha com os rápidos atacantes do time do ABC e não viu a cor da bola. O escrete da casa abriu o marcador aos 6 minutos com Marco Antônio aproveitando grande confusão dentro da área.

Brenno salvou o CATS com uma defesa genial num chute à queima-roupa na sequência. Kifous ampilou aos 18 com uma cabeçada de puro oportunismo. Três minutos depois o zagueiro Gustavo foi expulso e minou qualquer possível reação dos visitantes, que tiveram Viola criando, pra variar, a única oportunidade da sua equipe no segundo tempo.

Estava fácil, e aos 42 Ademar deu números finais à partida com o terceiro gol do alvinegro. O placar categórico de São Bernardo 3-0 Taboão da Serra deixou a equipe na liderança depois da quinta rodada, já que a ex-líder Briosa foi derrotada pelo União Suzano na tarde do sábado. O CATS caiu para a sexta colocação com seis pontos. Melhor começo de campeonato para o Bernô impossível.


Disputa de bola no campo de defesa visitante. Foto: Fernando Martinez.


Cobrança de falta para o onze local. Foto: Fernando Martinez.


O segundo tempo foi todo do São Bernardo. Foto: Fernando Martinez.


Atletas comemorando um dos três gols do time do ABC. Foto: Fernando Martinez.

O pós-jogo contou com um papo muito legal com o amigo Gigio Sareto, firme e forte no comando do alvinegro. Ao que tudo indica, o futuro parece ser promissor por lá. Dali segui na companhia de toda a rapaziada de volta para a capital paulista. Sábado e domingo acabei ficando na boa, mas o Orlando viu de perto o acesso grená na A3.

Até lá!

Fernando

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Barcelona não faz a lição de casa e perde para o Olé Brasil no Alayon

Fala, pessoal!

Enquanto o Orlando estava na Rua Javari vendo o massacre grená na manhã do domingo de Dia das Mães, eu fui ao Estádio Nicolau Alayon cumprir meu dever cívico nos jogos do genial Barcelona Capela. Pela quarta rodada do Grupo 2 do Campeonato Paulista da Segunda Divisão, o Elefante recebeu o Olé Brasil na velha cancha nacionalina e não tinha como o JP ficar de fora.

Essa foi a segunda partida do time da capital na "sua casa" nessa competição. Estive lá na primeira quando a Inter de Bebedouro saiu-se vencedora por 4x1. Nas duas partidas seguintes, ambas longe de São Paulo, o Barcelona venceu - 1x0 no São Carlos e 4x1 no Palmeirinha - e chegou ao G4 da sua chave. Um novo triunfo deixaria o time ainda mais consolidado entre os quatro melhores.


Barcelona ECL - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


Olé Brasil FC S/A - Ribeirão Preto/SP. Foto: Fernando Martinez.


Quarteto de arbitragem composto por Allan da Silva Bonardi, Rafael Tadeu de Souza, Leandro Fernandes Rodrigues e Thales William Storari junto com os capitães. Foto: Fernando Martinez.

Pra ver esse jogo genial e perdidaço de novo vários amigos marcaram presença, todos fiéis admiradores do time mais legal da capital bandeirante no momento. Alguns também tiveram a chance de colocar nas respectivas Listas o time de Ribeirão Preto. Juro que não imaginava que veria algum dia o Olé Brasil novamente em campo, ainda mais no profissionalismo.

Vi a equipe principal do Olé duas vezes, a primeira numa derrota de 3x2 para o Jaboticabal em 2009 e a segunda no mesmo Nicolau Alayon em 2010, num dia que o Nacional venceu de virada. No JP a última aparição foi em 12 de agosto de 2011 numa peleja contra a Briosa. Fora das competições profissionais desde aquele ano, o time-empresa voltou aos campos somente agora em 2015.

Todo de preto, o Barcelona foi a campo para tentar emplacar sua terceira vitória seguida contra os ribeirão-pretanos. É, mas o jogo foi muito mais complicado do que a maioria dos torcedores locais imaginavam. Com apenas três pontos conquistados, o time visitante mostrou muita raça e deu grande trabalho para o escrete paulistano.

O Barcelona teve mais posse de bola durante o tempo inicial mas chance real de gol mesmo só aconteceu uma. O Olé Brasil, que se preocupou apenas em se defender durante os primeiros 20 minutos, foi se soltando aos poucos e equilibrou as ações na meia hora final.


Jogador do Barcelona matando a bola em ataque pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.


Mais uma ofensiva do time da casa pela lateral. Foto: Fernando Martinez.


Chegada do Olé Brasil pelo alto. Foto: Fernando Martinez.

Já no segundo tempo o Barcelona começou melhor e por duas vezes quase abriu o placar. É, o gol não saiu e o Olé Brasil se mostrou um indesejado visitante aos 19 minutos, quando Carlos completou cruzamento na pequena área e fez o gol do time interiorano. Estar em desvantagem fez com que os jogadores locais partissem num ritmo frenético em busca do empate.

Debaixo de uma forte e inesperada chuva, o setor ofensivo mandante mostrou bastante serviço, mas um a um as investidas foram desperdiçadas. A zaga visitante trabalhou bem e a meta do arqueiro Vinícius Marques não foi vazada. Além disso o Olé teve um gol, marcado também pelo camisa 7 Carlos, anulado por impedimento já nos acréscimos.


Marcador do Elefante correndo atrás de atacante do Olé Brasil. Foto: Fernando Martinez.


Ótima oportunidade de gol para os donos da casa no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.


Lance do gol anulado para o time de Ribeirão Preto nos acréscimos. Foto: Fernando Martinez.

Quando o juiz apitou, não teve jeito para a equipe da Capela do Socorro com o placar final de Barcelona 0-1 Olé Brasil. A esquizofrênica campanha paulistana agora conta com quatro jogos, duas vitórias fora e duas derrotas em casa. O revés derrubou o time para a quinta posição com os mesmos seis pontos. O Olé pulou para q quarta colocação, na frente do Elefante com a mesma pontuação por ter maior saldo de gols.

Junto com os companheiros de bancada no FATV - Sérgio Oliveira e Mílton Haddad - saí do Nacional e fui até o cada vez mais abandonado centro da cidade para almoçar. Ficamos ali algumas horas com aquele papo cabeça e cultural antes de cada um tomar o caminho de casa. Poucas coisas são mais legais do que jogar conversa fora com os amigos.

Até a próxima!

Fernando

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Juventus goleia e fica próximo da Série A2 em 2016

Olá,

No domingo comemorativo ao Dia das Mães, a bola rolou normalmente pelos campos nacionais, inclusive aqui em São Paulo, pois a tabela do Campeonato Paulista da Série A3, previa a realização de 23ª rodada da competição, sendo a 4ª da segunda e decisiva fase. No domingo pela manhã, estava marcada a partida C.A. Juventus x C.A. Votuporanguense Ltda, a ser realizada no lendário Estádio Conde Rodolfo Crespi, mais conhecido como Rua Javari.

Como tem acontecido ao longo dessa e de outras competições, promovidas pela FPF, o JOGOS PERDIDOS marcou presença e, esse que vos escreve, caiu da cama bem cedo e foi até o local da partida para registrar e mostrar aos amigos internautas que acompanham o blog, tudo o que rolou de mais relevante durante esse jogo, que era importantíssimo para definição ou encaminhamento do acesso à Série A2 do próximo ano.

Esse último confronto, entre o Moleque Travesso e a Pantera Alvinegra, foi o terceiro realizado nesse ano, sendo que na primeira fase, o time avinhado venceu por 2 x 0, em jogo válido pela 10ª rodada, também disputado na Rua Javari. A segunda porfia, teve o time interiorano como vencedor por 2 x 1, em encontro realizado em Votuporanga, válido pela segunda fase. Portanto, agora seria realizado o tira-teima.

Como estava previsto, o público correspondeu à importância do jogo e compareceu em grande número (3.460 pagantes), ocupando a maior parte das dependências do estádio, tendo inclusive a presença de torcedores do time de Votuporanga. Da mesma forma que o público compareceu em bom número, tivemos a presença de vários repórteres de rádio e fotógrafos, que marcaram presença dentro do gramado.

Uma das tradições do JP, é o registro das equipes posadas, sendo que dessa vez, não consegui fazer as tais fotos oficiais, pois, estranhamente, os dois times posaram do lado oposto em ralação ao lado costumeiro, ou seja, ficaram de costas para a torcida e cabines de imprensa. Nunca isso havia ocorrido na Rua Javari e, como eu não podia atravessar o gramado para alcançar o outro lado, fiquei sem fazer as imagens, mas, mesmo assim, não deixamos de publicar as fotos oficiais, pois contamos com a colaboção do repórter fotográfio da FPF, o atencioso Rodrigo Corsi, a quem deixo meus agradecimentos.


C.A. Juventus - São Paulo/SP. Foto: Colaboração de Rodrigo Corsi/FPF.


C.A. Votuporanguense Ltda. - Votuporanga/SP. Foto: Colaboração de Rodrigo Corsi/FPF.

Agora falando de bola rolando, foi possível observar que o Juventus tomou a iniciativa das ações, forçando as jogadas de ataque, logo nos primeiros minutos, tendo criado aos 2 minutos, o primeiro bom momento, através do camisa 7 Nathan que invadiu a área pelo lado direito e concluiu num chute cruzado que assustou o goleiro Tiago, com a bola saindo pela linha de fundo. Aos 4 minutos, novamente Nathan levou perigo, agora através de uma cabeçada que passou por cima do travessão.

O jogo mostrava um desenho tático muito claro, ou seja, o Juventus atacando com frequência, explorando o lado direito do seu ataque e o Votuporanguense no campo de defesa, só saindo em contra-ataque. Nesse contexto, o time grená criou mais um bom momento, aos 13 minutos, em outra arrancada de Nathan, cujo arremate subiu muito e foi para fora. Aos 22 minutos, foi a vez de Gil (ex-Corinthians), exigir ótima defesa do goleiro Tiago, deixando o grito de gol preso na garganta dos torcedores locais.

Há algumas máximas no futebol que são muito verdadeiras, como do tipo: "quem não faz, toma" e, essa verdade, se fez presente nessa partida, quando aos 25 minutos, o zagueirão camisa 3 Caio Cesar inaugurou o marcador, ao escorar de cabeça, levantamento feito pelo camisa 10 Paulo Josué, em cobrança de falta pela meia esquerda. O placar de 1 x 0 para o time alvinegro, não refletia o que acontecia no gramado, mas como o que vale é bola na rede, a vitória estava com o time do interior.

A torcida avinhada não parava de incentivar o seu time, que por sua vez, assimilou o gol sofrido e continuou em cima da defesa do Votuporanguense, sendo que aos 30 minutos, o camisa 6 Lucas Pavone desperdiçou uma chance incrível, ao arrematar por cima do travessão uma bola recebida da direita. Aos 31 minutos, tivemos o momento Pelé, protagonizado pelo centroavante Gil, que simplesmente deixou para trás quatro defesores, sendo dois caídos, numa arrancada rápida pela esquerda fechando para o meio, cuja conclusão saiu à esquerda da meta dos visitantes, com o goleiro tirando com os olhos. Seria um verdadeiro gol de placa.

Outra máxima que existe, embora essa não seja exclusiva do futebol,diz: "água mole em pedra dura tanto bate até que fura", também se fez presente nessa partida, uma vez que finalmente aos 37 mimutos, o Juventus chegou ao gol de empate, através da cobrança de uma penalidade máxima executada pelo camisa 11 Daniel Costa. Vale ressaltar que a marcação do pênalti gerou várias reclamações dos atletas alvinegros, inclusive dos suplentes e comissão técnica. As reclamações não foram procedentes, pois o zagueiro Caio Cesar agarrou pelo pescoço o camisa 4 juventino Diego Borges, derrubando-o ao chão, enquanto a bola viajava pelo alto, após cobrança de escanteio pela direita. O lance foi bem à minha frente, embora nem todos perceberam a falta, pois olhavam para a bola que estava vindo em direção à area. As imagens captadas pela Rede Vida, não deixam qualquer dúvida quanto à correção na marcação do pênalti.

Após o gol de empate, o Juventus continou martelando visando o gol da virada, que acabou acontecendo, na marca dos 44 minutos, anotado pelo camisa 4 Diego Borges (o mesmo que sofreu o pênalti), ao desviar de cabeça, cobrança de falta vinda do lado direito, concretizando a vantagem no marcador, que vinha sendo buscada desde o primeiro minuto. Aliás, essa vantagem poderia ter sido aumentada, aos 46 minutos, não fosse a pronta intervenção do goleiro Tiago, que neutralizou arremate prensado do camisa 10 Adiel.

Em seguida o árbitro encerrou a primeira etapa de um jogo movimentadíssmo, na qual o Juventus mostrou volúpia em querer obter a vitória, uma vez que entrou em campo na 3ª colocação na tabela de classificação, em razão da vitória da Internacional de Limeira pra cima do Grêmio Osasco (1 x 0) em jogo realizado em Osasco na noite anterior. Ficava a expectativa de como seria o segundo tempo, ou seja, o Juventus continuaria em cima para consolidar a vitória ou o Votuporanguense daria o troco? A resposta viria nos 45 minutos derradeiros.


Um dos vários ataques do Juventus pela direita no início da partida. Foto: Orlando Lacanna.


Atacante Gil, infernizando a zaga alvinegra. Foto: Orlando Lacanna.


Cabeçada do zagueiro Caio Cesar que resultou na abertura do placar. Foto: Orlando Lacanna.


Bola na rede pelo lado de fora em outro ataque perigoso do Moleque Travesso. Foto: Orlando Lacanna.


Zagueiro Diego Borges caído, após ter levado um pescoção do zagueiro adversário Caio Cesar. Foto: Orlando Lacanna.


Bola no fundo da rede no gol de empate do Juventus após cobrança de pênalti, Foto: Orlando Lacanna.

Nos primeiros minutos de bola rolando na segunda etapa, o Votuporanguense demonstrou que pretendia mudar de postura, tanto que equilibrou as ações nos primeiros 5 minutos, entretanto levou um balde de água fria, aos 7 minutos, quando o ótimo atacante Gil, anotou o terceiro gol da equipe avinhada. O lance começou com a cobrança de escanteio pela direita, cujo cruzamento foi interceptado pelo camisa 9 alvinegro Anderson Cavalo, que voltou para ajudar a sua defesa, porém para sua infelicidade, a bola achou o ex corintiano Gil, que mandou de primeira e colocou a bola no canto baixo direito da meta defendida por Tiago, que se esticou todo, mas não conseguiu evitar o terceiro gol juventino. Festa da torcida da casa e desânimo estampado nos rostos dos atletas do time visitante.

O Votuporanguense até tentou assimilar o novo baque, mas acusou o golpe, aos 14 minutos, quando o time grená marcou pela quarta vez, em cobrança de outro pênalti, convertido pelo camisa 11 Daneil Costa. Vale ressaltar, que nesse lance de pênalti, o zagueiro Caio Cesar recebeu o segundo cartão amarelo e foi tomar banho mais cedo, pois empurrou o camisa 6 Lucas Pavoni no interior da área. Com três gols de vantagem, o Juventus passou tocar mais a bola, com o objetivo de fazer o tempo passar e evitar jogadas divididas.

Por outro lado, o Votuporanguense com três gols atrás no marcador e com uma atleta a menos, também não forçou muito, mas, mesmo assim, na marca dos 31 minutos, só não chegou ao seu segundo gol, por conta de uma grande defesa do goleiro André Dias, que pulou como um gato e desviou uma cabeçada do camisa 4 Danilo Costa, que tinha endereço certo, mas foi desviada para escanteio. Um minuto antes desse lance (aos 30 minutos), o camisa 2 juventino Ferro, foi expulso por demorar a deixar o gramado ao ser substituído. Tipo da expulsão boba que vai desfalcar a equipe no próximo jogo contra a Inter em Limeira.

O jogo já estava se encaminhando para a parte final, quando aos 35 minutos, o Juventus consolidou a goleada, ao marcar o seu quinto gol, numa linda escapada pela direita do perigoso camisa 7 Nathan, cuja conclusão foi perfeita, num tiro cruzado que entrou no canto baixo direito, estufando a rede lateral da meta dos visitantes.


Goleiro Tiago batido e a bola no fundo do barbante no terceiro gol juventino. Foto: Orlando Lacanna.


Lucas Pavone sendo empurrado no interior da área, resultando na marcação do segundo pênalti a favor do Juventus. Foto: Orlando Lacanna.


Mais uma arrancada do ataque do time da Mooca. Foto: Orlando Lacanna.


Atacante juventino cercado pela zaga adversária, com o bom público ao fundo. Foto: Orlando Lacanna.


Um dos raros momentos ofensivos do Votuporanguense no segundo tempo. Foto: Orlando Lacanna.


No placar tradicional da Rua Javari, o resultado final da goleada. Foto: Orlando Lacanna.

Nos últimos dez minutos nada de muito importante aconteceu e o árbitro encerrou a partida com o placar à moda antiga da Rua Javari indicando Juventus 5 - 1 Votuporanguense. A vitória colocou o time paulistano na liderança do grupo com 7 pontos ganhos e 7 gols de saldo. Com a derrota, o time de Votuporanga permaneceu com 7 pontos, na segunda colocação, com um saldo negativo de um gol. Em seguida, na terceira posição, encontra-se a Internacional de Limeira com 5 pontos, ainda na briga por uma das vagas ao acesso. Finalmente na quarta e última colocação do grupo, está o Grêmio Osasco com apenas 2 pontos, praticamente sem chances de acesso. 

A próxima rodada (24ª) será realizada na próxima quarta-feira (13/5), com a tabela marcando as partidas Internacional x Juventus em Limeira e Grêmio Osasco x Votuporanguense em Osasco. Dependendo dos resultados, poderemos já ter as duas equipes que serão promovidas à Série A2 em 2016, ficando a última rodada do próximo domingo, reservada para definição da equipe que disputará o título com o vencedor do outro grupo formado por Taubaté, Barretos, Atibaia e Primavera. As duas próximas e últimas rodadas prometem muitas emoções. 

Assim que o árbitro trilou o apito pela última vez, fui para casa para me recompor e ir a um almoço especial em comemoração ao Dia das Mães. Foi isso.

Abraços,

Orlando

quarta-feira, 6 de maio de 2015

A conclusão do Projeto 40 2015 na queda da Matonense

Fala, povo!

No último dia 2 chegou ao fim o Campeonato Paulista da Série A2, talvez o mais genial desse século. Na esteira do final da competição, chegou ao fim também a minha missão pessoal do Projeto 40. Pelo terceiro ano seguido, consegui assistir pelo menos uma vez todos os quarenta participantes da segunda e terceira divisão estadual. Um tri-campeonato de fato e de direito!

Os amigos do JP puderam acompanhar a missão time por time desde o dia 31 de janeiro, dia em que os estaduais de acesso começaram. A cada equipe nova, a cada viagem, a cada jogo visto, a chance de "completar o álbum" chegava mais perto. Assim como no ano passado, a última e 40ª equipe a entrar para a lista foi a Sociedade Esportiva Matonense.

Mas se ano passado vi o alvi-azul perto de casa - mais precisamente em Guarulhos - nessa temporada teve que rolar viagem para assistir a equipe de Matão. Caí da cama antes das seis da matina em pleno domingão para pegar o ônibus das 7:40 até a cidade de Sorocaba. Junto comigo, e enfrentando mais uma vez as intermináveis obras da CPTM, o amigo alvinegro Nílton.

A viagem foi tranquila e faltando uma hora para o começo da peleja já estávamos pertinho do Estádio Wálter Ribeiro. Tudo bem que o motorista do ônibus nos deixou um pouco mais longe do que o programado, mas valeu pelo menos para conhecer a região do CIC e suas belíssimas mansões. Já na porta da cancha, a movimentação de torcedores do Atlético Sorocaba era quase nula.


CA Sorocaba - Sorocaba/SP. Foto: Fernando Martinez.


SE Matonense - Matão/SP. Foto: Fernando Martinez.


Capitães dos times e quarteto de arbitragem designado para a partida com o árbitro Vinícius Furlan, os assistentes Rogério Pablos Zanardo e Miguel Cataneo da Costa e o quarto árbitro José Paulo Canale. Foto: Fernando Martinez.

O jogo era bastante importante na parte de baixo da tábua de classificação. O Atlético precisava vencer ou empatar para não ir parar na A3 do ano que vem. Uma derrota deixaria o time precisando torcer para outros resultados. A SEMA estava em situação mais crítica e precisava triunfar e torcer contra Velo Clube, Batatais, Comercial e Monte Azul.

O sol resolveu aparecer forte junto com os times, mas a temperatura foi agradabilíssima, perfeita para se acompanhar um joguinho de futebol. Precisando vencer, a Matonense começou melhor e deu alguns sustos na zaga sorocabana. Aos poucos o Atlético foi melhorando e depois dos quinze minutos a partida ficou bastante equilibrada.

Jonatas Obina criou a primeira grande oportunidade do time visitante logo no ínicio, mas Romário, camisa 11 do time da casa, assustou em seguida com duas rápidas chegadas no meio da área. A Matonense respondeu rápido aos 26 e 28 minutos, mas sem dúvida a melhor chance aconteceu aos 35. Adílson deu rebote em chute de longe e Jean Carlo não conseguiu tocar na bola para abrir o placar para os visitantes.

No lance seguinte, o castigo para a Águia. A bola foi alçada na área e Caio, camisa 10 do Atlético, tocou de cabeça pra abrir o marcador. Eletrizante a partida não diminuiu de ritmo e ainda vimos uma chance para cada agremiação antes do Galo fazer o segundo aos 46 minutos com o camisa 6 Átila.


Sorocaba e Matonense em campo e o detalhe da grande árvore que fica atrás do gol da entrada do Wálter Ribeiro. Foto: Fernando Martinez.


Marcação firme da zaga atleticana. Foto: Fernando Martinez.


Boa chegada da Matonense. Foto: Fernando Martinez.


Mesmo em situação difícil, a torcida da Matonense marcou presença em Sorocaba. Foto: Fernando Martinez.


Poses plásticas no gramado do CIC. Foto: Fernando Martinez.

No tempo final, precisando virar para ainda sonhar com a salvação, o técnico Wílson Júnior colocou a Matonense toda no campo de ataque, e com isso o time criou várias chances de gol. Todo o setor ofensivo do time teve chance para fazer o primeiro, mas o tento só saiu aos 18 minutos depois do chutaço de longe de João Gabriel.

Jonatas Obina perdeu em seguida uma fenomenal oportunidade para deixar tudo igual no marcador, e essa acabou sendo a última oportunidade perigosa do time visitante. O Atlético ficou com um a mais aos 31 minutos e não sofreu mais riscos. Além disso por muito pouco não ampliou ainda mais sua vantagem em dois ataques rápidos no finalzinho da peleja.


A Matonense foi melhor durante todo o tempo final. Foto: Fernando Martinez.


Goleiro local afastando a bola da sua área. Foto: Fernando Martinez.


Bola no fundo das redes no primeiro gol da Águia. Foto: Fernando Martinez.


Troca de passes no campo de defesa sorocabano. Foto: Fernando Martinez.


Ataque da SEMA pela direita. Foto: Fernando Martinez.

No fim, o Sorocaba 2-1 Matonense manteve o time da Manchester Paulista na Série A2 e rebaixou a Águia. O Atlético terminou a competição na 13ª colocação com 22 pontos, enquanto a SEMA ficou em 18º com 17. Também foram rebaixados Comercial, Catanduvense e Guaratinguetá. Do outro lado, Ferroviária, Novorizontino, Água Santa e Oeste farão parte da Série A1 em 2016.

Se a cobertura do JP não é mais aquela coisa massacrante dos nossos primeiros anos, fizemos as matérias terem mais qualidade e ainda por cima mostramos aqui TODOS os times da competição pelo menos uma vez em 2015. Definitivamente, isso não é pouco. Aproveito e deixo os parabéns aos promovidos, nessa que foi a A2 mais genial desse milênio até aqui.

Sentirei falta desse certame, e já conto os dias para a edição 2016 começar. Com ela, provavelmente a busca pelo tetra do Projeto 40.

Até lá!

Fernando

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Bernô derrota o Jabuca e é vice-líder do Grupo 3 da Segundona

Fala pessoal!

Depois de uma semana de ausência, na sexta-feira, glorioso feriado do Dia do Trabalho, o Campeonato Paulista da Segunda Divisão voltou para as páginas do JP com uma espécie de "clássico" das divisões inferiores do estadual. No gramado sintético do Baetão, São Bernardo e Jabaquara jogaram em peleja válida pelo Grupo 3 da competição.

Bernô e o Leão da Caneleira jogaram pela primeira vez em 29 de julho de 1990, num jogo aonde o time do ABC venceu pela contagem mínima. Durante os anos 90 os dois estiveram frente a frente outras dezenove vezes, e as duas mais importantes foram no quadrangular final da Segunda Divisão de 1993 (na verdade, a terceirona). O time santista venceu uma e empatou outra, resultados que ajudaram a equipe a conquistar o título naquela oportunidade.

Em 1999 aconteceram os dois últimos confrontos no Século XX (um deles em 10 de julho, data em que "matei" os dois). Por conta do afastamento do alvinegro do profissionalismo, eles voltaram a jogar apenas em 2010. Como a Segundona é regionalizada, todo ano tem "clássico". Nos trinta confrontos realizados através dos tempos, o Bernô venceu nove, o Jabuca treze e aconteceram oito empates. O alvinegro marcou 28 vezes e o rubro-amarelo 39.

Agora, se levarmos em conta todas as vezes que tivemos esse jogo na história dos paulistas de base, a lista aumenta consideravelmente. Desse sem número de confrontos, o mais marcante foi a final do Paulista sub20 de 2011. Fizemos barba e cabelo e cobrimos a decisão na ida e na volta, registrando o primeiro título do Bernô numa competição da FPF. Nas páginas do JP o histórico também é de respeito: dez coberturas.


EC São Bernardo - São Bernardo do Campo/SP. Foto: Fernando Martinez.


Jabaquara AC - Santos/SP. Foto: Fernando Martinez.


Capitães dos times e quarteto de arbitragem composto por Daniel Bernardes Serrano, Maurício Antunes Imazu, Rafael Penatte e Rudnei Ferreira de Medeiros. Foto: Fernando Martinez.

Voltando a 2015, o legal é que dessa vez não teve correria pra chegar em São Bernardo do Campo, já que era feriado. Fui junto com o Luiz numa carona do sumido Emerson, torcedor fiel do agora centenário Jabaquara. Vale dizer que o clube está jogando com uma belíssima camisa dourada em homenagem a data completada em 15 de novembro de 2014.

Chegamos no Baetão com folga e depois daquele papo legal com a rapaziada presente, fui para o campo. Apesar de ser a terceira rodada, o time santista na verdade estava prestes a fazer sua segunda apresentação no certame, já que venceu o USAC por WO na rodada anterior. Os dois times somavam quatro pontos e a invencibilidade de ambos seria colocava a prova no gramado sintético do tradicional estádio.

Quando a bola rolou o Jabaquara começou melhor. O São Bernardo demorou um pouco para se encontrar o a equipe visitante colocou as manguinhas de fora, dando bastante trabalho ao goleiro Brenno. A tõnica do tempo inicial foi essa: Jabuca muito bem e Bernô meio perdido em campo.

Embora a peleja estivesse movimentada, não aconteceram tantas chances de gol assim, e a melhor delas ficou guardada para o último lance do primeiro tempo. A zaga jabaquarense bobeou e Jé cometeu pênalti. Kifous foi para a cobrança e Thyago defendeu de forma brilhante no seu canto direito.

Só que o lance foi polêmico, pois o camisa 7 interrompeu sua corrida até a bola depois de ouvir um "peraí, peraí", tirando sua concentração. Os atletas locais foram todos pra cima do árbitro por conta do ocorrido. Estava do lado do lance e realmente isso aconteceu. Talvez fosse caso de parar a cobrança por conduta anti-desportiva se alguém tivesse como comprovar que havia sido um jogador do Jabaquara a atrapalhar o lance, mas como ninguém soube direito de onde veio tal "peraí", ficou por isso mesmo.


Bernô saindo para o ataque. Foto: Fernando Martinez.


Ofensiva local pela esquerda e marcação do Jabuca. Foto: Fernando Martinez.


Lance no campo de defesa do time visitante. Foto: Fernando Martinez.


Zaga jabaquarense fazendo o corte. Foto: Fernando Martinez.


Thyago defendendo o pênalti cobrado por Kifous. Foto: Fernando Martinez.

Esse detalhe acabou se tornando o maior combustível do São Bernardo para o tempo final. A equipe voltou com tudo dos vestiários e passou a dominar completamente a partida. Aos três minutos Thiaguinho abriu o marcador a favor do onze local com um golaço de fora da área.

Na saída de bola o Jabaquara colocou a pelota na trave, e foi só. O Bernô continuou tomando conta da peleja e ampliou sua vantagem aos 21 minutos com o gol do zagueiro Dema. Estava fácil, mas o Jabuca voltou a sonhar com um resultado melhor com o gol de Erick cobrando pênalti aos 29.

A pressão jabaquarense em busca do empate foi intensa, mas desordenada. A zaga do Vovô do ABC conseguiu se segurar muito bem e emplacar a segunda vitória do time em três confrontos da Segundona até aqui. Além disso, diminuiu mais um pouco a vantagem santista nos confrontos entre os dois na história. Agora são dez triunfos contra as treze do rubro-amarelo.


No tempo final, o São Bernardo jogou muito mais do que seu adversário. Foto: Fernando Martinez.


Além de atacar bem, o Bernô soube se defender no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.


Erick diminuiu para o Jabaquara aos 31 minutos. Foto: Fernando Martinez.


Boa chegada do Leão da Caneleira no final da peleja. Foto: Fernando Martinez.


Uma das últimas chances de empate do time visitante sendo neutralizada pela zaga do alvinegro. Foto: Fernando Martinez.

O São Bernardo 2-1 Jabaquara colocou o Bernô na vice-liderança do Grupo 3 depois de três rodadas, atrás apenas da 100% Portuguesa Santista. É o melhor começo de campeonato do alvinegro num estadual desde 1993 (!). O Leão caiu para a sexta colocação com os mesmos quatro pontos. Na próxima rodada, o escrete são-bernardense visita o CA Diadema enquanto os santistas recebem o Manthiqueira.

Sem pressa e só na boa, voltei pra casa a tempo de ver mais uma rodadinha dos playoffs da NBA, algo obrigatório no nosso outono. No sábado fiquei descansando e o futebol voltou no domingo cedo, com a última rodada da Série A2 e a gloriosa conclusão do Projeto 40.

Até lá!

Fernando