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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Audax bate o Velo e soma seis jogos sem perder na A2

Fala, pessoal! 

O Campeonato Paulista da Série A2 chegou praticamente à metade da primeira fase e mais uma vez nos fizemos presentes nos gramados, agora em peleja válida pela nona rodada. Jogando no Estádio Nicolau Alayon, finalmente consegui ver um jogo do Audax no certame, agora recebendo o sempre legal Velo Clube. Foi o 11º time diferente que vi nesse certame até aqui. 

Após um início ruim, o Audax vem se recuperando e antes desse confronto com o Galo Vermelho somava cinco jogos de invencibilidade (com duas vitórias e três empates). O time visitante por sua vez não vem fazendo um campeonato tão bom, e para piorar na rodada anterior perdeu em casa para o seu arqui-rival Rio Claro por 2x0. 


Audax EC - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez. 


AE Velo Clube R - Rio Claro/SP. Foto: Fernando Martinez. 


Trio de arbitragem e capitães dos times. Foto: Fernando Martinez. 

Para esse jogo, além da presença sempre iluminada do seu Natal, tive a companhia dos amigos Luiz, aproveitando suas férias, e do Renato, voltando aos campos após semanas de esbórnia que remetem á Sodoma e Gomorra. O baixo público presente (apenas 75 pagantes), tornou o jogo um tanto quanto mais intimista. 


Jogador do Velo recuparando a pelota para sua equipe. Foto: Fernando Martinez. 

Escrever sobre o que aconteceu em campo nessa peleja é super fácil, já que o Audax não tomou conhecimento do time visitante e dominou a peleja por todo o tempo. A atuação da equipe deixa uma clara impressão que finalmente os jogadores estão mais entrosados e confiantes no acesso. 


Zaga velista tirando a bola da área. Foto: Fernando Martinez. 


Saída segura do arqueiro Giuliano. Foto: Fernando Martinez. 

Apesar de todo o domínio, o time amarelo marcou apenas um gol na etapa inicial... Só que foi um golaço! O camisa 11 Danilo recebeu passe na direita do ataque, matou a pelota com estilo e tocou de longe por cobertura encobrindo inapelavelmente o goleiro Giuliano. Ao final dos 45 minutos, a vitória parcial era dos locais. 


A matada de bola de Danilo que originou o primeiro gol do Audax na peleja... Um golaço! Foto: Fernando Martinez. 


Ataque rápido dos donos da casa no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez. 

Para o segundo tempo saí do campo de jogo e fui para o alambrado junto aos amigos presentes. Os donos da casa não diminuíram o ritmo e jogaram praticamente sozinhos. Aos 3 aconteceu o segundo com o camisa 9 Caio. A equipe visitante não atacava e o caixão velista foi fechado aos 28 com o bonito gol de Marcus Vinícius. 


Lance no meio-campo. Foto: Fernando Martinez. 


O Audax foi senhor da partida e atacou na maior parte do tempo. Foto: Fernando Martinez. 

Os 3x0 eram os mesmos do confronto entre os dois na A2 do ano passado, mas aos 41 o Galo Vermelho fez o golzinho de honra com Rafael. Mas era tarde para qualquer chance de reação e no apito final, o marcador da Comendador Souza mostrava Audax 3-1 Velo Clube. O triunfo deixou o time paulistano na quinta posição com 15 pontos, cinco atrás no líder Grêmio Osasco. O Velo permanece com os mesmos 10, agora ocupando a 11ª posição. 

Extremamente cansado, abortei a ideia de fazer uma rodada dupla e fui para casa descansar um pouco. Mas o final de semana promete, e se tudo der certo, me farei presente em pelejas das três divisões paulistas (e um campeonato nacional também). Tomara que dê tudo certo... 

Até lá! 

Fernando

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Virada alvi-azul sob sol escaldante na Série A3

Salve amigos! 

Na última quarta-feira, finalmente pude sentir o prazer de voltar ao Estádio Mansueto Pierotti, desta vez pra acompanhar o São Vicente AC no Campeonato Paulista da Série A3, após dois anos (para mim) de Segundona. O adversário da partida, válida pela sexta rodada do certame foi o tradicionalíssimo EC Taubaté, que eu não via desde a derrota para o Porto-PE pela Copinha de 2007. 

A expectativa era de uma boa partida, diante da campanha semelhante das equipes até então, com vantagem de um ponto ao time do Vale do Paraíba, na tábua de classificação. A torcida, entretanto, foi impedida de apreciar o duelo. Segundo informações que colhi, a situação do estádio foi resolvida, mas o Corpo de Bombeiros ainda não realizou a vistoria, por problemas de agenda. 

Observo que, diferentemente dos últimos anos, o gramado me pareceu estar em ótimas condições, e o uniforme vicentino muito digno de uma primeira divisão. Parabéns à diretoria do clube, que soube superar as adversidades. Enfim, devidamente aclimatado, e com o devido agradecimento à Federação Paulista de Futebol, na pessoa de seu representante na partida, Sr. Amorim, pude fazer as fotos oficiais da partida. 


São Vicente AC - São Vicente/SP. Foto: Estevan Mazzuia. 


EC Taubaté - Taubaté/SP. Foto: Estevan Mazzuia. 


Arbitragem composta por Uelington Rosa Pereira, auxiliado por Rafael Tadeu Alves de Souza e Ivan Luiz Assumpção, com os capitães das equipes, Rodrigo Calchi (SVAC) e Gilsinho (ECT). Foto: Estevan Mazzuia. 

Logo após, juntei-me aos colegas de imprensa que se aglomeravam na agradável cabine, na busca impossível por um lugar NÃO ao sol... E foi dali que vi Samuel, ex-Corinthians, bater com perigo à direita do gol vicentino, na primeira chance da partida, logo aos 4 minutos. 


William dá um soco e tira a bola da área. Foto: Estevan Mazzuia. 

Levemente atacado, o Esquadrão Calunga teve, nos primeiros 15 minutos, grande dificuldade para penetrar no campo de ataque mas, com o tempo, equilibrou a partida e a partida ficou truncada no setor intermediário. 


Rodrigo Calchi observa atento a confusão na área vicentina. Foto: Estevan Mazzuia. 

Aos 26 minutos o ala alvinegro Tico fez uma bela jogada entre os zagueiros e bateu forte sobre William que fez bela defesa, ainda que parcial. A resposta não tardou e veio pela direita, com o habilidoso Reginaldo, livrando-se dos zagueiros, mas batendo para fora. 


Detalhe da primeira etapa. Foto: Estevan Mazzuia. 

Apesar do forte calor, nessa altura o jogo estava bom, e outras chances de perigo puderam ser criadas. O onze local teve outra boa chance, com Gilvan ajeitando para a chegada de Negueba, que bateu com perigo à direita do arco. 


Equilíbrio foi a tônica da primeira etapa, em mais um ataque vicentino. Foto: Estevan Mazzuia. 

Num primeiro tempo tão equilibrado, o Burro da Central não poderia ir para os vestiários sem aprontar mais uma: Reginaldo, cobrando falta, provocou bela defesa de Rodrigo Calchi e, na sequencia do lance, a zaga Calunga conseguiu bloquear dois chutes que levariam muito perigo à sua meta. 


Visão geral da partida. Foto: Estevan Mazzuia. 

Sem abertura de placar, a partida foi para o intervalo, mas alguns jogadores do Taubaté imploravam aos colegas para que não fossem para o vestiário. Entendi que o efeito-estufa ali dentro tornava mais agradável a exposição direta ao sol e aos 35 graus que faziam em São Vicente. Mesmo assim, foram voto vencido. De minha parte, aproveitei para beber exatos 2 litros de água, para dali a pouco mais de 2 minutos voltar a sentir uma sede descomunal. 


Impedidos de entrar no estádio, torcedores davam um jeitinho pra apreciar o que acontecia dentro das quatro linhas, e não puderam deixar de estranhar quando Bruno Chorão apareceu com uma touca de natação, na metade final da segunda etapa, para conter um curativo. Foto: Estevan Mazzuia. 

No início da segunda etapa, Célio perdeu a chance de abrir o placar para o Gigante do Vale. O pouco habilidoso, mas muito guerreiro, centroavante Leandrão, tebe melhor sorte, do outro lado do campo. Aos 7 minutos, bateu cruzado da direita e viu a bola caprichosamente bater no pé do poste antes de sacudir as redes. O São Vicente poderia ter ampliado aos 11 minutos, em cobrança de falta de Bruno Sacomani, da intermediária, mas William fez boa defesa. 


Thiago Vieira cobrando falta para o Taubaté. Foto: Estevan Mazzuia. 

O empate aconteceu aos 12 minutos, por meio de Reginaldo, que recebeu na esquerda, fez boa jogada individual se livrando de dois zagueiros, e bateu forte e rasteiro entre o goleiro e a trave. 


Detalhe do gol de empate. Foto: Estevan Mazzuia. 

Daí em diante, o jogo do São Vicente foi totalmente anulado pelos visitantes. Aos 24 minutos, a bola sobrou para Reginaldo, de frente para Rodrigo Calchi, na entrada da área. Driblado, o arqueiro não teve outra solução que não derrubar o atacante. Ele mesmo bateu, fazendo o gol da virada. 


O nome do jogo, Reginaldo, cobrando pênalti, marcou o gol da vitória. Foto: Estevan Mazzuia. 

Wagner dos Anjos tentou acertar a equipe, fez as 3 alterações a que tem direito, mas sucumbiu diante de um Taubaté melhor posicionado em campo, e mais experiente. 


Dodô (11) cobra falta e observa a confusão. Foto: Estevan Mazzuia. 

Aos 45 minutos, Morales teve a grande chance de empatar, numa cobrança de falta, mas não teve sorte. Fim de jogo, São Vicente 1x2 Taubaté, segunda derrota seguida do clube litorâneo, que acendeu uma luz amarela para a equipe, que teve um bom início na competição. O Taubaté se firmou na zona de classificação, e parece ser nome forte na briga pelo acesso. Foi isso! 

Abraços, e até a próxima!! 

Estevan Azevedo

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Portuguesa derrota o Juventus e mantém tabu no Canindé

Fala, pessoal! 

No domingo passado rolou a oitava rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Série A2 e eu me fiz presente na pugna mais tradicional do certame. No gramado do Estádio Osvaldo Teixeira Duarte, Portuguesa e Juventus duelaram honrando 73 anos de história e 117 confrontos oficiais válidos pela primeira divisão estadual em todos os tempos. Além disso, os dois ocupam os primeiros lugares na minha lista de times mais vistos (assisti 260 vezes in loco os grenás e 239 a Lusa).

Não, eu não considero esse duelo um "clássico" paulistano, e sim um jogo com muitíssima tradição, nada além disso. Na minha humilde opinião, um clássico de verdade tem que contar com grandes decisões através dos tempos, muita repercussão na mídia e mobilização da cidade sede das equipes. E longe de querer menosprezar a longa história do "duelo das colônias", é fato que o jogo não reúne (e nunca reuniu) nenhum desses itens. 

De qualquer forma, não tinha como perder o 118º capítulo dessa saga, o terceiro no Canindé nesse século (estive nos outros dois em 2003 e 2004, com vitórias locais por 1x0 e 3x2 respectivamente) e o primeiro pela segundona. Falando nisso, o Moleque Travesso tentaria quebrar o enorme tabu de NUNCA ter vencido a Portuguesa dentro do Osvaldo Teixeira Duarte em jogos válidos por campeonatos paulistas (atualizado). 

Isso mesmo, você leu certo. Em 14 jogos realizados pelo estadual desde a inauguração do estádio em 1972, foram 12 vitórias lusitanas e dois empates. A defasagem é tão imensa que os grenás chegaram a tomar goleadas de 4x0 por duas vezes (em 1976 e 1988) e um 5x1 em 1998. Indo mais longe nos números, a última derrota da Lusa para o Juventus num estádio próprio (confrontos em campos neutros não contam, obviamente) foi no longínquo ano de 1958, quando perdeu por 3x2 na antiga e saudosa "Ilha da Madeira". São longos 55 anos de invencibilidade. 

Com a história colocada em pratos limpos, sinceramente eu não achava que o Juventus fosse quebrar esse tabu no jogo de domingo. O time tem feito uma campanha muito irregular (três vitórias e quatro derrotas) e nada indicava que poderia aprontar uma molecagem no terreno lusitano. Para piorar a situação grená, a Lusa parece que se acertou na A2 depois de estrear perdendo para o Monte Azul e então somava seis jogos sem perder. Além disso, o goleiro Gledson estava há 441 minutos sem sofrer gols. 

Enquanto 2842 torcedores pagaram ingresso, eu fui para o campo de jogo captar as imagens dos times e do ogo em si. Pena que a Lusa se recusou a fazer a foto oficial, sabe-se lá o motivo para isso. Sei que o Moleque Travesso posou direitinho, e o exclusivo instantâneo segue abaixo: 


Quem não tem cão, caça com gato. Segue a foto da Portuguesa perfilada, já que ela se recusou a posar. Foto: Fernando Martinez. 


CA Juventus - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez. 

Com a bola rolando, a diferença técnica ficou evidente durante todo o tempo inicial. O rubro-verde foi bastante superior e passou os primeiros 45 minutos ocupando a área adversária. A grande presença de juventinos nas arquibancadas não foi suficiente para inflamar os atletas do time mooquense. 


Jogador da Portuguesa se desvencilhando da marcação juventina. Foto: Fernando Martinez. 

Só que o grande problema para os donos da casa eram as finalizações, todas com defeito. O comandante de ataque Diego Viana, que ainda causa arrepios na maioria dos lusitanos, perdeu pelo menos três chances claras de abrir o marcador. E quando a conclusão dos ataques funcionava, brilhava o goleiro Juninho, outra vez fazendo grande apresentação. 


Chute de longe para o time rubro-verde. Foto: Fernando Martinez. 


Outra boa jogada de ataque dos donos da casa. Foto: Fernando Martinez. 

O 0x0 parecia inevitável até o penúltimo minuto, quando Moisés fez grande jogada, avançou por todo o campo defensivo juventino e chutou cruzado. Juninho defendeu bem, mas no rebote Diego Viana, ele mesmo, apareceu livre e chutou forte para fazer o primeiro da Lusa. E com essa vantagem mínima, o primeiro tempo chegou ao seu final. 


Comemoração dos jogadores da Lusa após o primeiro gol, marcado por Diego Viana. Foto: Fernando Martinez. 

Na volta para o segundo tempo o panorama da peleja mudou completamente. O Juventus resolveu botar as manguinhas de fora e fez uma partida muito boa, sem dúvida a melhor que vi da equipe até aqui no certame. Os dois goleiros fizeram intervenções importantes mantendo o placar apenas no 1x0. 


O camisa 10 Souza iniciando mais um ataque para a Portuguesa. Foto: Fernando Martinez. 


Boa cabeçada do camisa 4 Valdomiro para ótima defesa de Juninho. Foto: Fernando Martinez. 

Nos minutos finais a peleja ganhou ainda mais emoção. Aos 41, após uma cobrança rápida de falta sem que o Juventus estivesse ligado, Marcelo Cordeiro recebeu pela esquerda e cruzou para Diego Viana (!) se esticar todo e marcar o seu segundo gol na tarde. Dias de artilheiro para o contestado camisa 9! 


De longe, o lance do segundo gol lusitano, novamente de Diego Viana. Foto: Fernando Martinez. 

Dois minutos depois, Gledson perdeu a invencibilidade de 528 minutos após Élvis aparecer sorrateiro e diminuir o marcador após indecisão entre o arqueiro e um dos zagueiros. A pressão juventina foi enorme nos minutos restantes, mas o empate não veio. 


Agora a bola no fundo das redes da Portuguesa no gol de Élvis aos 43 do segundo tempo. Festa na enorme torcida juventina presente no Canindé. Foto: Fernando Martinez. 

No final, a peleja ficou mesmo em Portuguesa 2-1 Juventus. Logo após o apito final o clima esquentou. O meia rubro-verde Correa foi pra cima do camisa 10 grená Élvis, alegando ter sofrido uma cusparada. Foram alguns longos minutos de confusão até que os ânimos fossem acalmados. 

O triunfo levou a Lusa para o terceiro lugar na tábua de classificação com 15 pontos, atrás apenas do líder Grêmio Osasco com 17 e do vice Rio Claro, último invicto do campeonato, com 16. Já o time da Mooca caiu para a 12ª colocação com os mesmos 9 pontos. 

Já com os atletas nos respectivos vestiários saí do estádio e logo me encontrei com os amigos Mílton, Sérgio e o figuraça Cosme. Dali segui para uma boquinha providencial na famosa casa de esfihas do Pari, pertinho do meu antigo QG. No próximo sábado e domingo teremos mais... 

Até lá! 

Fernando

São Bento tira a invencibilidade do Independente e chega ao 4º lugar na A3

Opa, 

No último sábado tive a oportunidade de ver um jogo num lugar que acho sensacional, o Estádio Wálter Ribeiro em Sorocaba. E como era o "quase" centenário Esporte Clube São Bento, a programação ficou ainda melhor. O adversário da equipe sorocabana foi o não menos legal Independente de Limeira, em peleja válida pela quinta rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Série A3. 

Esperava um grande jogo pois os dois times vinham de boas sequências dentro do certame. O São Bento perdeu a primeira para o Joseense, mas depois somou duas vitórias e um empate. Já o Independente iria defender no gramado do CIC sua invencibilidade de quatro jogos (duas vitórias e dois empates) até então. 

Nesse jogo a caravana teve a presença do seu Natal e dos amigos Colucci, Luiz e sua namorada Juliana. Com o carro cheio, fizemos uma viagem absolutamente tranquila e calorenta até chegarmos na "Manchester Paulista". Após entrarmos na cidade não levamos mais do que cinco minutos para chegar ao CIC, e então logo estávamos na porta do estádio. 

O forte calor quase me fez desistir de ficar no gramado, mas na base do "tudo pelo social" fui devidamente credenciado para captar os instantâneos exclusivos das equipes. Destaque para o uniforme que o São Bento vem utilizando nesse ano especial. Só que apesar da camisa ter ficado bonita, confesso que sinto falta do famoso azul celeste. 


EC São Bento - Sorocaba/SP. Foto: Fernando Martinez. 


Independente FC - Limeira/SP. Foto: Fernando Martinez. 


Quarteto de arbitragem com o árbitro Rogério dos Santos Laranjeira, os assistentes Márcio Dias dos Santos e William Rodrigues Deodato e o quarto árbitro Rodrigo Augusto Rodrigues ao lado dos dois capitães. Foto: Fernando Martinez. 

Fui acompanhar o ataque local e não me arrependi. Vi um bom jogo de futebol, com os dois times mostrando bastante qualidade e vontade. Já vi alguns jogos da A3 e tanto São Bento quanto Independente estão entre os mais competitivos que vi. 


Grande chance do São Bento no começo do jogo, em chute que tirou tinta da trave. Foto: Fernando Martinez. 

Por atuar em casa e empurrado pela sensacional torcida (um total de quase 1800 presentes), o Azulão levou mais perigo à meta adversária, mas os atacantes não conseguiam ter sucesso no toque final. O bom conjunto do Galo da Vila Esteves levava perigo nos contra-ataques e assustava a torcida sorocabana. 


Marcação firme do Independente em chegada do time local. Foto: Fernando Martinez. 


Cobrança de falta para o Galo da Vila Esteves. Foto: Fernando Martinez. 

Ao final dos primeiros 45 minutos, se tivéssemos um 2x2 não seria nenhum absurdo, mas a partida terminou com o marcados em branco. Para o segundo tempo, resolvi assistir um pouco do jogo da parte coberta. Lá encontrei o figuraça Cosme, que resolveu ir para lá graças ao recado deixado pelo JP no Facebook. 


Atleta do São Bento em busca do domínio da bola. Foto: Fernando Martinez. 


Boa chegada do time sorocabano pela esquerda. Foto: Fernando Martinez. 

Dali vi o São Bento começar melhor a etapa final, e depois de muita insistência, finalmente chegar ao primeiro gol aos 12 minutos. Marquinho completou de cabeça cruzamento preciso da direita e deixou o time local na frente. Vale destacar o belíssimo jogo que o camisa 8 do São Bento Veloso fez. Ele infernizou a zaga do Independente, mostrando muita qualidade. Nenhum defensor conseguiu parar o atleta de 27 anos. 


Domínio de bola meio torto do camisa 7 do Independente de Limeira. Foto: Fernando Martinez. 

Se o futebol fosse mais justo, o onze sorocabano teria feito mais gols, mas parou mesmo no gol do camisa 7. O alvinegro tentou até colocar alguma pressão a partir dos 30 minutos, mas a zaga local conseguiu neutralizar bem todas as investidas. 


Bom ataque local no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez. 


Estádio Wálter Ribeiro com boa presença de público. Foto: Fernando Martinez. 

Ao final dos 90 minutos, o placar ficou em São Bento 1-0 Independente. O triunfo pela contagem mínima levou o Azulão ao quarto lugar na tábua de classificação com 10 pontos ganhos após cinco jogos disputados. O Independente caiu para sétimo, com oito pontos. O líder é o Marília com 13, seguido de Rio Preto com 12 e Batatais com 11. 

Permanecemos por um bom tempo nas dependências do estádio conversando com o pessoal local e também garantindo para as nossas respectivas coleções a camisa do centenário do time, disponível numa simpática "lojinha" montada por ali. Sempre é bom vermos clubes com visão suficiente para conseguir fazer algum caixa. Espero ansiosamente o dia em que todas as equipes, ou pelo menos a maioria, disponibilizem formas fáceis de adquirimos produtos oficiais nos estádios. Nós, aficcionados por futebol, agradecemos. 

Depois de um bom tempo, finalmente pegamos a trilha com destino à capital bandeirante para uma boa noite de descanso. Depois do duas pelejas e do fortíssimo calor isso era a única coisa que eu queria. A noite bem dormida me proporcionou a chance de me fazer presente num grande duelo entre times paulistanos no domingo à tarde... 

Até lá! 

Fernando

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

CA Votuporanguense derrota o Palmeiras B e continua invicto na A3

Opa, 

No último final de semana o calor tomou conta do estado e mesmo assim me diz presente em três pelejas pelas divisões de acesso do estado. Particularmente no sábado a coisa foi bem feia, mas acordei cedo e enfrentei a lua para acompanhar o jogo Palmeiras B x CA Votuporanguense, válido pela quarta rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Série A3. 

Novamente a Javari estava com portões fechados para um jogo de futebol, algo sempre péssimo e que foge à ideia inicial do esporte. Nenhum torcedor pode ver a peleja do alvinegro, "herdeiro" da antiga AA Votuporanguense e atual campeão da segundona estadual. Nos quatro primeiros jogos dessa A3, nenhuma derrota e a certeza de que o trabalho continua sendo bem feito. 

Já pelos lados do Palmeiras B a coisa está mais complicada. Depois da campanha ruim na A2 de 2012, quando acabou rebaixado para o terceiro nível do estadual, o começo do campeonato está sendo abaixo do esperado. Em quatro jogos apenas uma vitória e ameaça real de rebaixamento. Não duvido que essa seja a última temporada do clube, o que seria uma pena. 


SE Palmeiras B - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez. 


CA Votuporanguense - Votuporanga/SP. Foto: Fernando Martinez. 


Quarteto de arbitragem com o árbitro Rafael Emilio Acerra, os assistentes William Rogério Turola e Marco Antonio Ianez e o quarto árbitro Salim Fende Chavez ao lado dos dois capitães. Foto: Fernando Martinez. 

Apesar de toda a expectativa criada em torno desse duelo, o primeiro tempo foi fraco. As jogadas de ataque foram raras e a peleja ficou concentrada no meio de campo. O destaque ficou por conta do enorme guarda-sol da Rede Vida (que fez a transmissão ao vivo do jogo) ao lado do gol defendido pelo goleiro palmeirense. Arranjei um espacinho ali e só assim consegui ficar na boa mesmo com o absurdo calor. 


Saída do CAV para o campo de ataque. Foto: Fernando Martinez. 

Nas poucas vezes que chegou perto da área visitante, o Palmeiras B finalizou fraco e em todas o goleiro Cairo fez defesas tranquilas. Já o CAV teve três boas chances pelas laterais, e as três terminaram com boas intervenções de Raphael Alemão. E no último lance do tempo inicial, o arqueiro acabou sofrendo o primeiro. 


Falta para o Palmeiras B. Foto: Fernando Martinez. 


Camisa 3 do alviverde levitando no gramado da Javari. Foto: Fernando Martinez. 

Após falta pela esquerda, a bola foi alçada na área e, sem tocar em ninguém, enganou o arqueiro e foi morrer no fundo das redes. O nome do autor do gol, por ironia do destino, era Romarinho (!). Com esse tento a etapa inicial chegou ao seu final. Eu não aguentei o bafo e fui ver o segundo tempo das tribunas da Javari numa providencial sombra. 


Atacante do Votuporanguense saindo com bola e tudo pela lateral Foto: Fernando Martinez. 


"Tá lá um corpo estendido no chão"... Um dos jogadores do CAV aguarda atendimento estirado no gramado. Foto: Fernando Martinez. 

Nada mudou no segundo tempo e o CAV começou jogando dentro da área palmeirense. O gol era questão de tempo e ele acabou acontecendo numa jogada manjadíssima aos 17 minutos. Após bola espirrada, a pelota sobrou para o camisa 9 da equipe chutar forte da entrada da área. O nome dele? Romário (!). Tudo para fazer com que o palmeirense mais fanático tenha pesadelos com esse nome durante os próximos dias. 


Camisa 6 do CAV subindo no terceiro andar para cabecear a pelota. Foto: Fernando Martinez. 


Comemoração de Romário no segundo gol do CAV lembrando o atacante Barcos, recém-contratado pelo Grêmio. Foto: Fernando Martinez. 

Pelos trinta minutos restantes do tempo final o Palmeiras B tentou pelo menos fazer o gol de honra, mas poderia estar jogando até agora que ele não sairia. O CAV também teve mais chances, sem conseguir porém alterar mais o marcador. 


Ataque palmeirense pelo alto. Foto: Fernando Martinez. 

Final de jogo: Palmeiras B 0-2 Votuporanguense. A vitória deixou o alvinegro na sexta posição após cinco rodadas com nove pontos conquistados. Já o alviverde caiu para a 16ª posição, uma à frente da zona de rebaixamento. É amigos, vamos assistir jogos do time antes que ele acabe de vez... 

Suando em bicas, saí da Javari e fui para casa tomar um banho gelado antes de seguir para a segunda partida do dia. Foi outra sessão futebolística no interior do estado, num local que gosto muito de ir. 

Até lá! 

Fernando