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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Resultado do Sorteio JP 13 de aniversário

Fala, pessoal!

Finalmente rolou o aguardadíssimo sorteio para a definição de qual leitor do blog ganharia as camisas oficiais do Tupã, do antigo Ituiutaba e do Cerrado/TO. Foram quase 250 e-mails recebidos, num recorde absoluto e que acredito que será difícil de ser batido a curto prazo.

O vencedor foi o Marcos Antônio da Cunha, da cidade de Capivari, interior de São Paulo. No e-mail que ele enviou a nós, o amigo deixou claro que os jogos que mais o marcaram por aqui foram todos com a presença do Capivariano pois, nas palavras dele, "o JP é o único lugar que realmente mostra o futebol do interior como ele é".

Já entramos em contato com o amigo, que agora irá desfilar com essas três belíssimas camisas pela cidade. No mais, agradecemos a todos pela enorme participação e também pelas palavras e brilhantes textos recebidos. Ah, e vale lembrar que até o final do ano teremos mais sorteios de camisas geniais por aqui.

Até a próxima!

Fernando

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Massacre juventino pela Copa Ouro sub-19 (parte 2 de 2)

Opa, 

Véspera de feriado com calor em São Paulo. Muitos adorariam estar num clube tomando banho de piscina, pegando um sol, bebendo cerveja com os amigos ou pura e simplesmente ficar morgando de pernas pro ar sem se preocupar com o relógio. Fazendo inveja para esse pessoal, eu vesti bermuda e camiseta e me mandei para a Sede Social do Juventus... Mas para ver um jogo de futebol. 

Após ter acompanhado o massacre grená na rodada anterior da Copa Ouro sub-19 da APF, voltei ao campo sintético do grande clube para ver uma partida adiada da primeira rodada: Juventus x Atlético Mogi. Com 100% de aproveitamento e 13 gols marcados em duas partidas, a expectativa era de outro placar dilatado dos grenás contra a equipe mogiana, que até então tinha sido derrotada em seus três compromissos. 

Cartas colocadas na mesa e então fui para o gramado sintético captar as imagens exclusivas das equipes. Destaque novamente para a bela camisa do Atlético (já mostrada aqui em agosto, quando do confronto contra o Nacional pelo sub-20 da 2ª divisão). 


CA Juventus (sub-19) - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez. 


C Atlético Mogi das Cruzes de F (sub-19) - Mogi das Cruzes/SP. Foto: Fernando Martinez. 


Capitães dos times e trio de arbitragem. Foto: Fernando Martinez. 

Fiquei junto com o amigo Paulo "Shrek" na beira do gramado acompanhando o primeiro tempo. E superando a projeção inicial, o Moleque Travesso simplesmente atropelou a equipe visitante. Bastante inexperiente, o Atlético sofreu como se fosse um time de terceira série jogando contra o pessoal do terceiro colegial. 


Detalhe do lance que originou o segundo gol grená aos 5 minutos, marcado por Raikard escorando a bola depois de toque no primeiro pau. Foto: Fernando Martinez. 

Em apenas 13 minutos de jogo, o Juventus já vencia pelo placar de 4x0. O ótimo jogador Pedro Rocha marcou duas vezes, aos 2 e aos 12, e o camisa 8 Raikard fez os outros dois, aos 5 e aos 13. O time não dava o menor espaço ao onze visitante, e mesmo já com o jogo liquidado (não tinha como imaginar que o Mogi poderia ter algum tipo de chance de reverter o placar), os atletas locais não diminuíram o ritmo. 


Zagueiro do Atlético derrubando atacante grená aos 12 minutos. Pênalti para o Moleque Travesso. Foto: Fernando Martinez. 


Douglas iniciando outra perigosa jogada no setor ofensivo do time local. Foto: Fernando Martinez. 

Douglas fez o quinto aos 24, Raikard completou seu hat-trick aos 27 e aos 34 foi a vez de Pedro Rocha também anotar a trifeta e deixar o jogo chegar ao intervalo com o insólito placar de 7x0. A pergunta de todos na saída dos times para os vestiários era uma só: Será que o Juventus manteria o ritmo no tempo final? 


Pedro Rocha aparecendo livre após grande cruzamento da direita para fazer seu terceiro gol na peleja e o sétimo do Juventus. Foto: Fernando Martinez. 

Após algumas modificações feitas pelo técnico Celinho, o onze paulistano voltou para o segundo tempo e nos primeiros movimentos percebemos que o ímpeto ofensivo tinha diminuído um pouco. O Atlético até tentou chegar mais próximo da área local, mas nas duas oportunidades que teve, chutou longe do gol. 


Gébson iniciando outro ataque sofrendo forte marcação do camisa 3 Jalon. Foto: Fernando Martinez. 


Willian cobrando falta para o Atlético, numa das raras chegadas do time visitante ao ataque. Foto: Fernando Martinez. 

Cheguei a imaginar que não veria um marcador com dois dígitos, mas os gols de Pedro Rocha, o quarto da tarde, aos 9 e de Alan aos 19, me animaram novamente. Nessa hora o marcador apontava 9x0 e eu vislumbrava no horizonte a oportunidade de ver outro placar inédito. Assim como nunca tinha visto um 9x1 até a rodada anterior da Copa Ouro, nunca tinha acompanhado um jogo em que um time tivesse marcado 12 gols. 


O Atlético até que mostrou boa vontade no começo do tempo final, mas não aproveitou as chances. Aqui, boa intervenção do goleiro Felipe. Foto: Fernando Martinez. 

Passei então a torcer arduamente para que o Juventus não desanimasse e ficasse só tocando a bola esperando o tempo passar. O camisa 17 Luccas, que entrou durante o tempo final no lugar de Douglas, resolveu colaborar com as minhas estatísticas e marcou duas vezes, aos 27 e aos 39 minutos. O marcador agora apontava 11x0 para os donos da casa. 


Os minutos finais foram eletrizantes e de grande presença dos atacantes locais no campo de defesa do time mogiano. Foto: Fernando Martinez. 

Os minutos corriam rapidamente e eu, apreensivo e já tendo visto três vezes um 11x0, torcia como nunca para que o Moleque Travesso marcasse uma vez mais. E assim como aconteceu no jogo anterior, quando os grenás marcaram no último lance, o camisa 15 Ygor deu uma forcinha para a minha pessoa e com o relógio marcando 46 minutos, ele entrou na área vindo pela esquerda e deu um chutaço que foi morrer no fundo das redes. Era o gol de número doze do time grená! 


Encoberto na foto, Ygor chutou na saída do goleiro e marcou o gol de número 12 para o Moleque Travesso nos acréscimos. Foto: Fernando Martinez. 

Trinta segundos depois o árbitro acabou a peleja com o surreal placar de Juventus 12-0 Atlético Mogi. Foi a primeira vez que vi esse placar e essa peleja também se torna a terceira maior goleada que vi em campos de futebol em 2060 jogos. A primeira foi um Brasil 15-0 Equador pelo Sul-Americano Feminino sub-17 em 2010 e a segunda um Corinthians 14-0 Barcelona pelo Paulista sub-15 em 2005. 

Antes de finalizar, é necessário registrar duas coisas. Primeiro a enorme aplicação do time grená, que marcava a equipe do Mogi nos acréscimos do tempo final mesmo ganhando por 11 gols de diferença. Esperamos que a equipe possa evoluir ainda mais para a disputa da Copa São Paulo de Juniores em janeiro. E segundo, deixo os parabéns para o Atlético, pois mesmo tomando essa bucha, os atletas em nenhum momento apelaram para pancadas, mostrando muito fair-play e atitude de gente grande. Nota 10 para os jogadores do onze mogiano. 

E após assistir pela primeira vez um 9x1 e quatro dias depois acompanhar um inédito 12x0, só posso dizer uma coisa: Obrigado Juventus! 

Até a próxima! 

Fernando

Portuguesa, Grêmio e o rebaixamento do Palmeiras no JP

Fala, pessoal! 

Como não vivo só de jogos perdidos, no último domingo fui curtir um joguinho com promessa de grande emoção válido pelo Campeonato Brasileiro 2012. Já fazia mais de cinco meses que não assistia uma peleja desse certame (a última, olhem só, foi o Náutico Botafogo na minha última viagem interestadual em junho), e o duelo entre Portuguesa e Grêmio no Canindé era uma ótima opção para voltar à ativa. 

O jogo era crucial para o time rubro-verde tentar se afastar da incômoda zona de rebaixamento. A equipe estava sem vencer há sete rodadas e de todas as equipes que estão nas últimas posições na tabela, a Portuguesa é a que tem jogado o pior futebol. Mesmo com tudo isso, a torcida da equipe compareceu em número razoável ao Canindé para incentivar os atletas um busca da vitória. 

E para aumentar a pressão no estádio, se o Grêmio não vencesse, o Palmeiras seria rebaixado para a Série B com duas rodadas de antecedência. Muitos anti-palmeirenses estavam com as atenções voltadas para o Canindé, e no alto de sua sabedoria, o amigo Sérgio Oliveira soltou uma frase que resume bem o que isso significaria: "Agora a galera que torce contra o Palmeiras vai saber o sofrimento que é torcer para a Portuguesa". 


Troca de passes no campo de defesa gremista. Foto: Fernando Martinez. 

Mas conforme o jogo foi rolando, a Lusa foi mostrando que estava tranquila. O Grêmio não assustava, e durante toda a etapa inicial a equipe da casa foi melhor. Isso não quer dizer que a equipe tenha criado dezenas de chances de gol, pois isso não aconteceu nem em sonho, mas era melhor mesmo assim. 


Boa presença da torcida gaúcha observando escanteio para a Portuguesa. Foto: Fernando Martinez. 

Falando a real mesmo, o primeiro tempo foi bem sonolento e terminou sem a abertura do placar. Na volta para o segundo, a Portuguesa mostrou que estava afim de resolver a parada de uma vez. A equipe marcou 2x0 jogando fácil, vendo o Grêmio acuado e sem mostrar nenhuma inspiração. 


Agora escanteio para o Grêmio ainda no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez. 

O primeiro gol foi aos 10 minutos com a precisa cobrança de pênalti de Moisés. Os gremistas reclamaram da marcação sem razão. O segundo aconteceu cinco minutos depois com um chute forte de Léo Silva. Entre a enorme festa vista nas arquibancadas do estádio, muitos já comemoravam também o iminente rebaixamento do Palmeiras. 


Primeiro gol da Portuguesa em cobrança de pênalti de Moisés. Foto: Fernando Martinez. 

Mas aí pintou aquele tipo de coisa que estamos acostumados a ver em jogos da equipe rubro-verde. Mesmo jogando mal, muito mal, o Grêmio achou na base da sorte um gol aos 28 minutos em cabeçada de André Lima. Os atletas locais sentiram demais esse lance e quatro minutos depois, o que até então parecia impossível aconteceu quando Zé Roberto invadiu a área e fez bela jogada para chutar firme e deixar tudo igual no marcador. 


No final, Portuguesa e Grêmio ficaram no empate no Canindé. Foto: Fernando Martinez. 

Em apenas quatro minutos a Portuguesa tinha jogado toda a bela partida que vinha fazendo no lixo. Pior que nem dá pra dizer que a equipe paulista teve azar, pois nos últimos minutos os gaúchos chegaram muito perto de virar a peleja. E como desgraça pouca é bobagem, chegava a notícia que o Sport estava ganhando do Botafogo em Recife. A frase do amigo Sérgio fazia todo sentido nesse momento.

No final, o jogo ficou em Portuguesa 2-2 Grêmio. Faltando duas rodadas para o campeonato acabar, a Lusa tem 41 pontos e vê o Sport, que agora soma 40, chegar muito perto. Depois de ser rebaixada em 2002 entrando no Z4 na última rodada e depois do time ser rebaixado no Paulistão desse ano também entrando no Z4 na rodada derradeira, o rubro-verde corre o risco de voltar para a Série B de novo entrando na zona de rebaixamento só no final da competição. Lamentável. 

Independente do que acontecia no Canindé, acabamos acompanhando um momento histórico, pois quando o árbitro Marcelo de Lima Henrique apitou o final da pugna no estádio lusitano, o Palmeiras foi rebaixado sem choro nem vela pela segunda vez em 10 anos. Paixões clubísticas à parte, é lamentável ver uma equipe tão grande numa situação dessas por incompetência de vários setores. A esperança para os palmeirenses é que finalmente o pessoal dos lados do Palestra finalmente aprendam a lição que não aprenderam há 10 anos atrás. 

Bom, o clima do Canindé na saída era de velório, talvez pelos torcedores do time saberem que a situação se complicou de vez e de forma quase irreversível. Domingo o time pega o Inter no Beira Rio, enquanto recebe a Ponte Preta na última rodada, em partida que provavelmente estarei. Confesso que torço, e muito, para que a equipe consiga sua redenção. 

Até a próxima! 

Fernando

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

JP no "amistoso" entre Grêmio Barueri e Avaí na Série B

Opa, 

Desde que começamos a curtir jogos perdidos, ficamos sabendo que existe uma velha máxima que diz o seguinte: "sempre existe a chance de existir jogo perdido num campeonato nada perdido". No sábado passado tive a oportunidade de ouro de comprovar isso numa peleja válida pela 37ª e penúltima rodada do Campeonato Brasileiro da Série B na Arena Barueri. 

Grêmio Barueri e Avaí se enfrentaram num verdadeiro "amistoso de luxo". O primeiro já foi condenado à Série C, enquanto o segundo faz papel de coadjuvante no certame há muito tempo. O desinteresse era geral, já que o maior interesse estava nos jogos São Caetano x Goiás e Criciúma x Atlético/PR, ambos importantes para a definição do acesso para a Série A. 

De acordo com o espírito do blog, a escolha pelo jogo "fantasma" foi óbvia. Graças a isso, consegui um fato emblemático para a nossa história. Já estamos acostumados a captar imagens exclusivas em diversos campeonatos, mas pela primeira vez tivemos a honra de fazer isso no segundo nacional mais importante do Brasil, já que nenhum fotógrafo se deu o trabalho de ir captar algum instantâneo por lá. 

Bom, sem mais delongas, vamos começar a falar sobre a peleja, certo? Primeiro, as fotos das equipes posadas, sempre uma cortesia do Blog do Fern... ops, do JP. 


Grêmio R Barueri - Barueri/SP. Foto: Fernando Martinez. 


Avaí SC - Florianópolis/SC. Foto: Fernando Martinez. 


Trio de arbitragem da partida e capitães dos times. Foto: Fernando Martinez. 

Como disse antes, esse jogo não valia absolutamente nada em se tratando da tábua de classificação da Série B. O Barueri fez um campeonato assombroso de ruim, especialmente no primeiro turno. O time somou apenas 10 pontos nos 19 jogos iniciais e complicou sua campanha para o turno final. O resultado disso foi o inapelável rebaixamento para a terceira divisão nacional em 2013, lugar de onde saiu em 2006. 


Saída de bola da equipe do Barueri. Foto: Fernando Martinez. 

A campanha do time do Guga foi muito melhor desde a rodada inicial e logicamente nem se compara à do time paulista. Mas durante todas as 36 rodadas até então, o time ficou naquele famoso "chove-não-molha". Longe da zona de rebaixamento, mas também não muito perto da luta por uma vaga na primeira divisão no ano que vem. No final, o time deve ficar em sexto ou sétimo lugar, uma boa posição, mas nada assim uma Brastemp. 


Escanteio perigoso para os catarinenses cortado pela zaga local. Foto: Fernando Martinez. 


Saída tranquila do gol por parte do goleiro Marcelo Moretto, do Avaí. Foto: Fernando Martinez. 

E esse clima de fim de festa na despedida do time barueriense de casa pela Série B foi levado para dentro de campo durante os primeiros 45 minutos de jogo. Digamos que foi algo meio sonolento. O time local não fez uma partida ruim, mas também não fez nada tãããão fantástico ou que será lembrado por toda a história. 


Imagem geral de escanteio para a equipe de Santa Catarina. Note-se na foto que a cobertura da Arena Barueri já começou a ser construída. Foto: Fernando Martinez. 

O Avaí teve mais posse de bola, mais domínio territorial, mas também estava num péssimo dia para concluir no gol. A peleja foi seguindo e ao final do primeiro tempo o jogo estava num óbvio 0 x 0. No intervalo subi para as cabines de imprensa para fazer o famoso lanchinho que é sempre distribuído por lá. Mas como a fase não anda nada boa, as poucas bolachas foram devoradas pelos colegas jornalistas presentes antes mesmo da minha chegada. Ir para o estádio sem almoçar é isso mesmo... 


Mais uma chegada ofensiva do time de Florianópolis. Foto: Fernando Martinez. 

Voltei para o campo acompanhar o tempo final com a esperança que a peleja ficasse ao menos um pouco melhor. E com a benção dos céus, as equipes voltaram mais inspiradas e tivemos sim um jogo bastante animado. Apesar do Avaí chegar mais próximo do gol local, foi o Grêmio Barueri quem abriu o marcador aos 13 minutos. 


Ataque do Avaí pela direita no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez. 

Thiago Elias, que tinha entrado no intervalo, apareceu livre após uma bola esticada para o ataque e tocou duas vezes na pelota para deixar a equipe da casa com vantagem no placar. Na busca do empate, o Avaí se mandou para o ataque, mas a inoperância ofensiva foi fatal para as pretensões da equipe azul. 


Dieguinho, camisa 18 do time visitante, subindo no segundo andar para tentar o gol. Foto: Fernando Martinez. 

Para piorar a situação dos catarinenses, o Grêmio acertou um ótimo contra-ataque aos 28 minutos e Ronir, camisa 10 dos paulistas, chutou forte para vencer o goleiro Marcelo Moretto e colocar a bola no canto direito. Daí até o final, o jogo voltou ao ritmo modorrento do primeiro tempo e nenhuma mudança mais aconteceu no marcador. 


Outra bola alçada dentro da área do Grêmio Barueri. Foto: Fernando Martinez. 

Final de jogo: Grêmio Barueri 2-0 Avaí. Mesmo com outra vitória e a chegada aos 30 pontos, o time paulista não saiu da lanterna da Série B, lugar que ocupou muito tempo durante o decorrer do certame. O Avaí continuou com os mesmos 58 pontos e estacionado na sétima colocação. Foi o último jogo do GRB dentro de casa e sabe-se lá quando teremos a chance de ver uma peleja de Série B ali outra vez. 

Saindo da Arena, segui com a companhia dos amigos Paulo "Shrek" e Matheus para satisfazer a lombriga de estimação com deliciosas esfihas perto do meu antigo QG no bairro do Pari. Com a barriga cheia e em mais uma tarde/noite com alimentação saudável, voltei para casa para descansar, já que o dia tinha sido extremamente cansativo. 

Mas no domingo teve mais rodada, agora um jogo não-perdido. 

Até lá! 

Fernando

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Desportivo Brasil elimina o Palmeiras e chega à final do sub-17

Opa, 

O Campeonato Paulista sub-17 está chegando ao seu final, e no sábado passado tive a oportunidade de acompanhar uma das partidas de volta da fase semi-final da competição. Em Caieiras, mais precisamente no Estádio Carlos Ferracini, local que não visitava há mais de cinco anos, o atual campeão Palmeiras recebeu o Desportivo Brasil buscando reverter a enorme vantagem obtida pelo time de Porto Feliz no jogo de ida. 

Na semana anterior, a equipe vermelha enfiou 3x0 no alviverde, e somente um desastre tiraria o time da Traffic da final do certame. O onze do Palestra Itália precisava vencer pelos mesmos três gols de diferença para chegar à sua segunda final consecutiva e continuar com o sonho do bi. Coincidentemente, o time paulistano eliminou o mesmo Desportivo na semi de 2011. 

Foi legal voltar ao tradicional palco futebolístico da cidade de Caieiras depois de tanto tempo. Vi muitos jogos do antigo Paulista local e do Força antes do lugar cair num limbo em se tratando de futebol profissional. Pude também finalmente conferir as novas cabines de imprensa, infinitamente melhores do que as antigas. 

Tive nessa peleja a companhia dos amigos Paulo "Shrek" e Sérgio Oliveira. Como sempre, fiz as fotos oficiais: 


SE Palmeiras (sub-17) - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez. 


Desportivo Brasil PL (sub-17) - Porto Feliz/SP. Foto: Fernando Martinez. 


Quarteto de arbitragem e capitães dos times. Foto: Fernando Martinez. 

Mesmo com o sol forte, resolvi acompanhar o ataque palmeirense durante o tempo inicial, pois imaginava que a peleja se concentraria por ali. Acertei em cheio, pois o time paulistano encurralou o Desportivo Brasil no campo defensivo fazendo uma bela partida e infernizando a zaga com ataques por todos os lados. 


O Palmeiras começou o jogo jogando muito bem e infernizando a zaga do Desportivo, aqui num ataque pela esquerda. Foto: Fernando Martinez. 


Jogadores apostando corrida sob o forte sol em Caieiras. Foto: Fernando Martinez. 

Não demorou muito para que o Palmeiras marcasse dois gols, o primeiro em grande cabeçada no canto direito do goleiro e o segundo em cobrança de pênalti. Faltava só um para o time chegar à final e tudo indicava que ele aconteceria. Mas de forma inexplicável a equipe simplesmente parou de atacar depois de obter essa vantagem. 


Início da jogada que originou o primeiro gol "local". Foto: Fernando Martinez. 


Após o cruzamento vindo da esquerda, o atacante alviverde cabeceou meio sem jeito e colocou a pelota no canto direito do arqueiro portofelicense. Foto: Paulo "Shrek". 

Com isso, a equipe portofelicense passou a cadenciar mais o jogo, e conseguiu chegar no intervalo ainda com um placar que ainda garantia a vaga para a decisão. Nesse intervalo desistimos de enfrentar o calor e antes de subir para as cabines fomos tentar nos refrescar num bar que fica logo na porta do Carlos Ferracini. 


"Chega pra lá" de jogador do Desportivo no exato momento em que o atleta alvi-verde foi derrubado dentro da área... Pênalti! Foto: Fernando Martinez. 


Segundo gol do Palmeiras, marcado em cobrança de penalidade máxima. Foto: Fernando Martinez. 

Acabamos presenciando uma cena um tanto quanto insólita nesse simpático estabelecimento. Estamos acostumados a ver grandes geladeiras nesses locais, sempre com refrigerantes, água, cerveja, sucos e afins. Mas lá, acredito que de forma inovadora, temos temos dentro do artefato contas a pagar, pastas com documentos e um chapéu. Isso mesmo, o pessoal guarda um simpático chapéu na geladeira, junto com os refrigerantes. Cabeça fria é isso! 


Acredito que não verei novamente cena parecida: Um chapéu (!) na geladeira de refrigerantes no bar em frente ao estádio de Caieiras. Talvez por isso ninguém ali esquente a cabeça. Foto: Fernando Martinez. 

Não conseguimos matar a sede e nem comprar o chapéu no boteco, tamanha foi a presença de torcedores no bar, e com isso fomos buscar um espaço nas cabines ainda com bastante sede. O sol deu uma desaparecida, e com ele foi-se embora a inspiração alviverde do começo do jogo. Durante os 40 minutos do segundo tempo, a partida foi toda do Desportivo Brasil. 


Saída do gol do goleiro do Desportivo Brasil num dos raros ataques do Palmeiras no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez. 

Mostrando muita vontade e uma raça incrível, a equipe de Porto Feliz jogou muito bem. O Palmeiras segurava a vantagem na base do sufoco, mas nem demorou muito para que o Desportivo marcasse duas vezes e acabasse com o sonho alviverde de chegar ao bi-campeonato da competição. 


Detalhe do segundo gol do time de Porto Feliz e que matou definitivamente as pretensões do Palmeiras em chegar ao bi. Foto: Fernando Martinez. 

Final de jogo: Palmeiras 2-2 Desportivo Brasil. O time de Porto Feliz deu o troco no onze paulistano pela derrota em 2011 e chegou à final dessa categoria pela primeira vez em todos os tempos. O adversário na grande decisão será o surpreendente Marília, num confronto inédito em busca do caneco. Acredito que ninguém apostaria numa final dessas no começo do certame. 

Jogo decisivo, clima quente... Tudo isso ficou para trás quando saímos de Caieiras rumo ao segundo jogo do sábado. Fomos acompanhar um verdadeiro jogo perdido, nesse caso também um "amistoso de luxo", dentro de um campeonato nada perdido. 

Até lá! 

Fernando

Massacre juventino pela Copa Ouro sub-19 (parte 1 de 2)

Fala, pessoal! 

Todo final de ano é a mesma coisa: Os campeonatos vão acabando e nós, amantes de futebol nos estádios, temos que ficar caçando pelejas aqui e ali para sustentar nosso vício. E com todas as competições organizadas pela FPF chegando ao seu final, é a hora da sensacional Copa Ouro sub-19 da Associação Paulista de Futebol pedir passagem aqui no JP. 

Aproveitando o clima do feriado de 15 de novembro, fui curtir o raro duelo entre Juventus e Primavera de Indaiatuba, válido pela quarta rodada do certame. E diferente do que todos possam imaginar, o jogo não foi realizado na Rua Javari em virtude da atual reforma no gramado. Com isso, tive a chance de ver minha primeira partida oficial no campo sintético da Sede Social do Juventus. 


Placa comemorativa da inauguração do campo da Sede Social do Juventus, acontecida em agosto de 2006 com a presença do Rei Pelé. Foto: Fernando Martinez.


Mini-arquibancada do simpático estádio dentro do clube grená. Foto: Fernando Martinez. 

Tanto o Moleque Travesso quanto o Fantasma fazem parte do Grupo A da II Copa Ouro sub-19, que também conta com CA Diadema, Ituano, Taubaté, ECUS e Atlético Mogi. O Grupo B é composto por Audax, União Mogi, Portuguesa, Red Bull, Desportivo Brasil, EC Osasco e o mineiro AD Minas Gerais, de Ouro Fino. Os times jogam entre si dentro da chave em turno e os quatro primeiros se classificam para a segunda fase. 

Atual campeão da Copa Ouro dessa categoria, o time grená é um dos favoritos ao título e prometia fazer uma bela apresentação na primeira peleja em casa (o jogo contra o Atlético Mogi, que seria realizado na rodada inicial, foi adiado por causa das chuvas). Já o Primavera, até então com uma campanha apenas mediana, apostava mesmo no fator surpresa. 

Nesse confronto tive a companhia do Renato, que estava prestes a viajar para Florianópolis para curtir duas apresentações de música clássica e três vernissages na capital catarinense que eram a sua cara. Junto com ele, entrei em campo para fazer as fotos oficiais, exclusivas na internet aqui no JP: 


CA Juventus (sub-20) - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez. 


EC Primavera (sub-20) - Indaiatuba/SP. Foto: Fernando Martinez. 


Trio de arbitragem e capitães dos times. Foto: Fernando Martinez. 

Quando a peleja começou, nada indicava que o Primavera pudesse sofrer uma goleada histórica. Em três jogos realizados, a equipe tinha sofrido apenas dois gols. Uma média boa, mas que foi simplesmente destruída pela volúpia matadora do ótimo time juventino, que joga junto há mais de um ano. 


Grande chance do Juventus pelo alto após cobrança de escanteio. Foto: Fernando Martinez. 

O ataque grená estava absolutamente inspirado e foi responsável por quase todas as oportunidades de gol vistas em campo. Aos 14, após algumas tentativas, o Juventus abriu o marcador com o ótimo camisa 11 Pedro Rocha. Ele se aproveitou de bola mal rebatida pela zaga do Primavera e chutou no canto direito para fazer o primeiro. 


Jogadores disputando a bola pelo alto. Foto: Fernando Martinez. 


Marcação firme do camisa 9 Raikard contra o jogador Alan do Primavera. Foto: Fernando Martinez. 

Jogando na boa e sem sofrer sustos, o time grená marcou mais duas vezes no tempo inicial. O segundo veio aos 32 com uma bela jogada de contra-ataque que terminou com o chutaço de Danilo pela direita. O terceiro foi aos 43, quando Raikard subiu entre os zagueiros e ampliou com uma cabeçada certeira. A etapa inicial terminou com o marcador mostrando vitória parcial dos paulistanos por 3x0. 


Zagueiro do Primavera afastando o perigo. Foto: Fernando Martinez. 

Para piorar a situação do Primavera, o time grená voltou para o tempo final com o instinto matador ainda mais aguçado. Logo no minuto inicial Pedro Rocha fez seu segundo gol na partida e o quarto do onze local. A superioridade era tanta que já nos perguntávamos até aonde o placar poderia chegar. 


Ataque grená pela direita no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez. 

Aos 13 Danilo marcou novamente em chute cruzado. Alan marcou o sexto aos 24 após belíssima jogada que envolveu todo o setor ofensivo dos grenás. Luccas pintou o sete aos 28, em chute que teve um golpe de vista do goleiro Alef que não deu certo. Nesse momento já imaginávamos que um marcador com dois dígitos poderia se transformar em realidade. 


Boa chance juventina em outra cobrança de escanteio. Foto: Fernando Martinez. 

Mesmo com a goleada já definida, o Juventus não esmoreceu, e aos 36 marcou o oitavo, novamente com Luccas, agora chutando forte da entrada da área. Cinco minutos depois, na segunda chance do onze visitante em toda a peleja, Jean chutou de longe fez um belo gol de honra. 


Jogo das sombras dentro da área do Primavera. Foto: Fernando Martinez. 

Com o placar apontando 8x1 para os donos da casa, passei a torcer só para mais um gol juventino. Explico: nunca tinha visto um placar de 9x1 ao vivo, enquanto já tinha visto por quatro vezes um 8x1. Como que numa prece que dá resultado, parece que os atletas grenás resolveram fazer essa forcinha para me ajudar a chegar nesse resultado inédito. No último ataque na peleja Pedro Rocha chutou firme da entrada da área após receber ótimo passe pela direita e marcou seu terceiro gol na manhã, o nono do Juventus. 


Detalhe do nono gol do Juventus contra o Primavera. Foi o terceiro gol do camisa 11 Pedro Rocha. Foto: Fernando Martinez. 

Final de jogo: Juventus 9-1 Primavera. Foi a quarta vez que vi uma equipe marcar nove gols num jogo, mas a primeira vez que vi uma partida terminar com esse marcador específico. Juro que não esperava ver um placar assim num jogo como esse. A vitória deixou a equipe grená com duas vitórias em dois jogos, 13 gols marcados e apenas um sofrido. É, o Moleque Travesso é realmente um dos favoritos ao título. 

Após passar o restante do feriado da Proclamaçao da República na boa, voltei aos campos no final de semana para mais três partidas em três competições diferentes. 

Até lá! 

Fernando