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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Jogo perdido pelo Paulista sub-20 da 2ªdivisão e vitória do Barcelona contra o ECO

Fala, pessoal!

Num "esquenta" para a caravana que fiz no último final de semana, a sexta-feira me reservou um genial jogo perdido pela 3ª rodada do Campeonato Paulista sub-20 da 2ª divisão, e o melhor, em campo neutro. Visitei pela primeira vez o belo Estádio Cidade de Deus Bradesco na cidade de Osasco para a insólita peleja entre o Barcelona paulistano e o sumido EC Osasco. 

Descendo na Estação Osasco da CPTM, não fica difícil chegar no local, que fica dentro da matriz do banco paulista. Além de várias opções de ônibus que passam na frente do local, ir a pé leva cerca de 25 a 30 minutos, um tempo de caminhada comum para o que vos escreve. Cheguei no campo com relativa antecedência e encontrei então o amigo Rodrigo Colucci. 

A primeira impressão que tive do estádio, que foi reinaugurado em setembro de 2011 num amistoso do Grêmio Osasco contra o Corinthians, foi a melhor possível, e com certeza o lugar tem melhor estrutura do que metade dos campos da Segundona estadual. Os vestiários são confortáveis, a arquibancada (torta, igual ao Baetão e a Rua Bariri) comporta um bom número de torcedores e o gramado sintético é muito bem cuidado. Com algumas adaptações, daria pra fazer jogos profissionais ali sem nenhum problema. 


Placa comemorativa indicando a reinauguração do Estádio Cidade de Deus Bradesco, na cidade de Osasco. Foto: Fernando Martinez. 

E desviando do pessoal que fazia exercícios na pista de atletismo que fica em volta do gramado, entrei em campo para fazer as imagens das equipes: 


Barcelona ECL (sub-20) - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez. 


EC Osasco (sub-20) - Osasco/SP. Foto: Fernando Martinez. 


Trio de arbitragem e capitães dos times. Foto: Fernando Martinez. 

Gosto bastante do Paulista sub-20 da 2ª divisão pois nele temos a oportunidade de ver equipes que estão fora do profissionalismo em São Paulo. No ano de 2012 nada mais nada menos que 10 entre os 34 times participantes estão fora da Segundona. Entre eles Barcelona e ECO, ausentes das disputas da categoria adulta respectivamente desde 2009 e 2007. 

O Barça paulistano tinha grandes chances de jogar a Segundona 2012, mas por algum motivo que não sabemos, a equipe ficou fora da disputa. O bizarro é que o time vem mandando seus jogos de categorias sub-15 e sub-17 em Cajamar, e nesse sub-20, além da cidade já citada, mandou também em São Manuel (!) antes de. Sem nenhum diretor do clube presente, não consegui apurar o motivo dessa situação. 

Já o EC Osasco pode ser considerado um verdadeiro sobrevivente do futebol. Depois do rebaixamento para a Segundona em 2007, o time simplesmente desapareceu do noticiário, e toda vez que perguntávamos para alguém da cidade se existia a chance de volta, a resposta era negativa. Mas em 2011 o clube renasceu das cinzas, agora mandando seus jogos em Embu-Guaçu e com a informação que existe a chance da volta ao profissionalismo em breve. Ah, e como lembrança, esse foi o primeiro jogo do ECO na sua antiga sede em cinco anos. 


Bom ataque do Barcelona no começo do jogo contra o ECO. Foto: Fernando Martinez. 

As duas equipes estão no grupo 4 dessa edição do sub-20 da 2ª divisão junto com Osasco FC, Elosport, Itapevi e Cotia. O Barça somava quatro pontos - uma vitória contra o Itapevi e um empate com o Elo - e o ECO contabilizava duas derrotas. Por isso, resolvi ficar acompanhando o ataque "local" durante todo o jogo. O primeiro tempo foi de um time só, já que o clone do atual campeão mundial mostrou as garras e povoou o setor defensivo do time visitante. 


O primeiro tempo foi todo do time "local", aqui em outro ataque pela lateral. Foto: Fernando Martinez. 


Cobrança de falta que originou o primeiro gol do Elefante. Foto: Fernando Martinez. 

O Barcelona jogava bem e aos 35 minutos finalmente abriu o placar. Após uma cobrança de falta em cima da linha da grande área, a bola bateu na barreira e na sobra Bruno encheu o pé para marcar. O primeiro tempo acabou sem nenhuma chance de real perigo para o ECO e com a vantagem mínima para o Elefante. No clima futebolístico, eu e o Colucci ficamos numa disputada série de pênaltis durante todo o intervalo. 


Lance de Barcelona x EC Osasco, pelo Paulista sub-20 da 2ª divisão. Foto: Fernando Martinez. 

Vinte minutos depois o fôlego já tinha desaparecido por completo, e durante a metade inicial do segundo tempo o lance foi ficar voltando ao normal novamente acompanhando o ataque do Barça. A equipe continuava melhor e aos 20 minutos marcou o segundo em belíssima cobrança de falta de Juan, com a pelota entrando no ângulo esquerdo do arqueiro do time azul. 


Cruzamento na área do time azul. Foto: Fernando Martinez. 


Bola entrando no gol defendido pelo arqueiro do ECO, no segundo tento do Barcelona paulistano. Foto: Fernando Martinez. 

Só que o time da capital parou de incomodar a defesa do ECO após o gol, e com isso chamou o adversário para seu campo. O pessoal visitante então se animou e passou a criar algumas boas oportunidades. A insistência deu resultado aos 35 minutos, quando William escorou de cabeça um bom cruzamento vindo da esquerda e diminuiu o escore. O tempo restante foi de sufoco para o Barcelona. 


Ótima chance de gol do clone do atual campeão mundial. Foto: Fernando Martinez. 

A equipe "local" conseguiu se segurar bem e o placar final apontou Barcelona 2-1 EC Osasco. A vitória deixou o Elefante empatado com o Osasco FC na liderança do Grupo 4 com os mesmos sete pontos, os mesmos quatro gols de saldo, mas com cinco gols marcados, contra seis do adversário. Já o ECO continua na lanterna, empatado com o Cotia FC sem nenhum ponto conquistado. 

Fui conhecer outra parte das instalações do estádio antes de voltar para casa, já que precisava descansar um pouco antes da turnê pelo interior paulista no sábado e domingo. Logo mais aqui no JP! 

Até lá! 

Fernando

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Red Bull vence o Corinthians e vira líder no Paulista sub-20

Fala, pessoal! 

Depois da grande festa pelo meu jogo 2000, o domingo reservou o início da minha busca do 3000. E no mesmo palco de sábado, o Estádio Antônio Soares de Oliveira, fui assistir uma peleja do Campeonato Paulista sub-20 da 1ª divisão. E como aconteceu no jogo 1, o de número 2001 foi com o Corinthians em campo, dessa vez enfrentando o Red Bull pela 4ª rodada do Grupo 5. 

O Milton resolveu ir comigo nessa jornada, mesmo tendo ido em Mogi das Cruzes logo cedo. Nem a enorme distância entre as duas cidades deixou o moço desanimado, já que é tão raro ver jogo num domingo à tarde nos dias atuais que não dá pra perder nenhuma chance. Chegamos em Guarulhos em cima da pinta, e contando com a enorme simpatia do quarteto de arbitragem, consegui fazer as fotos oficiais e exclusivas na ponta do laço. 


SC Corinthians P (sub-20) - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez. 


Red Bull FEL (sub-20) - Campinas/SP. Foto: Fernando Martinez. 


Quarteto de arbitragem da partida com os dois capitães. Foto: Fernando Martinez. 

O time do Parque São Jorge estreou no certame fazendo 5x0 no arqui-rival Palmeiras, e se credenciou como uma forças forças da chave. Mas o time que vem jogando não é exatamente o titular, já que os principais atletas estão no Peru disputando a Libertadores sub-20. Contra um time, digamos, reserva, o Red Bull buscava surpreender mesmo jogando fora de casa. 


Lance de Corinthians x Red Bull pelo Paulista sub-20. Foto: Fernando Martinez. 

Só que o jogo começou com o onze paulistano jogando melhor e chegando mais perto do gol do Red Bull. Sem conseguir abrir o marcador, viu justamente o adversário campineiro fazer o primeiro aos 26 minutos. O camisa 10 Augusto dez boa jogada pela direita e chutou forte. A bola bateu na trave, mas no rebote ele mesmo completou livre de marcação. 


Chance corintiana pelo alto. Foto: Fernando Martinez. 


Mais um ataque local pela direita. Foto: Fernando Martinez. 

Para a festa da torcida corintiana, o Timão deixou tudo igual aos 29, com o gol de Johnathan. Mas o principal responsável pelo gol foi o arqueiro João Manoel, que saiu do gol para tentar cortar o cruzamento do camisa 11 alvinegro e perdeu completamente o tempo da bola, numa falha clamorosa. A partida continuou com o Corinthians melhor no gramado. 


Momento em que o arqueiro do Red Bull deixava a bola passar no empate corintiano. Foto: Fernando Martinez. 

No último minuto aconteceu um polêmico lance. Gabriel, camisa 11 do Red Bull, recebeu bom passe na esquerda, matou a bola com classe e tocou na saída do goleiro para deixar novamente a equipe visitante com vantagem no placar. Mas o pessoal local reclamou bastante, já que na visão de todos ele matou a bola com o braço. No intervalo, o placar era de 1x2. 


Escanteio do Corinthians pela direita. Foto: Fernando Martinez. 

Nos últimos 45 minutos a postura do Red Bull foi de tentar segurar o marcador. Só que o Corinthians gostou da atitude e ocupou todo o campo defensivo da equipe visitante. O Mílton cantou a bola e profetizou que os campineiros não suportariam tamanha pressão. Dito e feito. Aos 29 minutos Márcio Santos completou para o fundo das redes após confusão na área. 


Zaga campineira tirando a bola de perto da área. Foto: Fernando Martinez. 


Detalhe da pelota entrando no gol do Red Bull no segundo gol do time do Parque São Jorge. Foto: Fernando Martinez. 

Só que o ataque do Red Bull conseguiu armar a primeira boa chance no tempo final aos 37 minutos, e então saiu o terceiro gol, marcado por Matheus Ferreira. A enorme pressão nos minutos restantes não impediu a derrota para a equipe de São Paulo. Final de jogo: Corinthians 2-3 Red Bull. A vitória deixou o time do interior na primeira posição da chave, enquanto o Timão caiu para a quinta posição. 

Após o apito final encontrei o amigo Rodolfo Kussarev, co-autor da Bíblia "Almanaque do Futebol Paulista" e integrante da diretoria do Red Bull e depois de muito papo, voltei para São Paulo com o Mílton. O restante do domingo foi para acompanhar a final da NBA e me preparar para uma segunda-feira com o final de uma zica de mais de três anos. Ah, e agora só faltam 999 para o meu jogo 3000!

Até a próxima! 

Fernando

terça-feira, 19 de junho de 2012

Chegou o jogo 2000 (com vitória nacionalina)!

Fala, pessoal! 

Finalmente chegou o meu jogo de número 2000! Após uma concorrida contagem regressiva, atingi a histórica marca no Estádio Antônio Soares de Oliveira, num jogo (como não poderia deixar de ser) do Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Em campo, duas das equipes mais queridas pelo que vos escreve: Guarulhos x Nacional, duelo válido pela 7ª rodada do Grupo 5 da primeira fase. 

Não sou a pessoa que mais viu jogos de futebol entre integrantes do JP e amigos próximos, já que sou mais novo que o Orlando, o Milton e o Jurandyr e também comecei a ir frequentemente em estádios mais tarde do que eles, mas entre todos sou o único que conseguiu montar uma lista completa e precisa com as informações das pelejas em que estive presente. Por isso é tão legal poder chegar a essa expressiva marca, algo que não são muitos que podem dizer que conseguiram. 

Entre a fria noite de 6 de julho de 1983, quando fui com meu pai ao Canindé ver a vitória corintiana sobre o América por 3x0 em jogo válido pelo Paulistão daquele ano, até a agradável tarde de 16 de junho de 2012, foram quase 29 anos de história. Nesse meio-tempo, vi 538 equipes diferentes em ação, presenciei pelejas em 141 estádios em 105 cidades diferentes (fora um sem número de locais visitados sem nenhuma partida rolando), sete estados (e mais o Distrito Federal) e dois países (Brasil e Argentina). 

Fiz questão de que o jogo 2000 fosse no Antônio Soares de Oliveira pois, depois da capital bandeirante, Guarulhos é a segunda cidade aonde vi mais jogos de futebol e casa do futebol da cidade é o quarto estádio que mais visitei depois da Rua Javari, Canindé e Nicolau Alayon. Os times também são especiais, pois fazem parte do meu Top 10 de equipes mais vistas em todos os tempos. A propósito, esse Top 10 é composto por, na ordem, Juventus, Portuguesa, Nacional, Corinthians, São Caetano, Palmeiras, Palmeiras B, Santo André, Guarulhos e Flamengo. 

Como mencionei no post anterior, saí correndo de Mauá para dar tempo certinho de chegar em Guarulhos sem nenhum problema, já que a distância entre as duas cidades é grande. Sem ficar ensebando e contando com um pouquinho de sorte, não tive problema com os trens da CPTM e do metrô e nem com o ônibus da EMTU que sai da Estação Armênia, na zona norte paulistana. Cerca de meia hora antes do jogo, já me encontrava no judiado gramado. 

Encontrei o amigo Francisco Tardivo, abnegado torcedor do AD, e mais o pessoal dos clubes. Depois, fiz as fotos oficiais, históricas e exclusivas para o JP: 


AD Guarulhos - Guarulhos/SP. Foto: Fernando Martinez. 


Nacional AC - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez. 


O árbitro Marco Antonio de Oliveira Sá, os assistentes João Bourgalber Nobre Chaves e Vitor Carmona Metestaine e o quarto árbitro Paulo Nogueira Pinho Junior posam junto com os capitães dos times. Foto: Fernando Martinez. 

Comemorações à parte, Guarulhos e Nacional entraram em campo em situações bem distintas nessa Segundona. Enquanto o time da Grande São Paulo segurava a lanterna da chave com apenas uma vitória conquistada em cinco jogos - e somando quatro derrotas consecutivas até então - o time ferroviário era o líder, com 11 pontos obtidos e uma ressurreição já concretizada depois da vergonha de 2011. Logicamente os paulistanos eram favoritos. 

Esse favoritismo adversário não impediu que a sempre animada torcida organizada do AD marcasse presença nas arquibancadas com cantos inspirados em clássicos do rock do Twisted Sister e AC/DC. Com certeza é a torcida mais original dos estádios paulistas. Entre os amigos, a presença do Régis, admirador do JP há tempos e sempre muito simpático com a gente. Também no estádio o Paulo Shrek, Rodrigo Colucci e o sumido seu Natal, todos me parabenizando pelos 2000 jogos. 


O Guarulhos tentou, mas a marcação não conseguiu anular o ataque paulistano no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez. 

E conforme o previsto, o Nacional começou o jogo indo pra cima do time local e logo aos 3 minutos abriu o marcador. Cleiton se aproveitou de uma bola mal rebatida pela zaga guarulhense e chutou forte para fazer o primeiro. A equipe ferroviária continuou melhor mesmo com a vantagem parcial, e demorou muito até o AD conseguir passar do meio de campo. Nos primeiros 45 minutos, o time da casa teve apenas uma chance boa para marcar. 


Escanteio para o Naça na esquerda do ataque. Foto: Fernando Martinez. 


Victor Romano e seu marcador olhando fixamente para a pelota. Foto: Fernando Martinez. 

Depois de duas ótimas oportunidades dentro da área, aos 41 minutos o Naça teve maior chance de ampliar o placar num pênalti marcado pelo árbitro em cima do camisa 9 Victor Romano. Ele mesmo foi para a cobrança, mas o goleiro Marins fez grande defesa e salvou o Guarulhos. O intervalo chegou com o marcador ainda mostrando o gol solitário para o time da capital. Subi então para a cabine de imprensa e dali acompanhei o segundo tempo junto com os amigos. 


Pênalti perdido por Victor Romano, contando com bela defesa de Maris. Foto: Fernando Martinez. 


Um dos bons momentos do time ferroviário no tempo inicial, aqui com milagre de Maris. Foto: Fernando Martinez. 

Só que o tempo final não teve um futebol tão vistoso. O Nacional recuou demais e chamou o Guarulhos para seu campo. Mas o time local não conseguiu nenhuma jogada de destaque, nem chegando perto do empate. Jogando nos contra-ataques, o Naça quase fez o segundo numa cabeçada de Victor Romano que bateu na trave direita do goleiro. Na maioria do tempo, o destaque ficou mesmo para a animada conversa nas cabines. 


Marcação alada de defensor do Nacional em cima de atacante guarulhense. Foto: Fernando Martinez. 


Falta perigosa para os donos da casa que passou longe do gol. Foto: Fernando Martinez. 

Final de jogo: Guarulhos 0-1 Nacional. A terceira vitória seguida dos paulistanos - algo que não acontecia há dois anos - deixou a equipe com 14 pontos, firme na liderança do Grupo 5 do certame, dois pontos à frente do Sport Barueri. O Guarulhos, que somou sua quinta derrota seguida dentro de campo, subiu para a penúltima posição graças aos 3x0 contra o União Suzano conquistado no TJD nessa segunda-feira, mas sinceramente não acho que o time vá conseguir forças para conquistar a vaga na segunda fase. 


Minha marca do jogo 2000. Agora faltam 1000 para o 3000, que deve chegar em 2020 ou 2021. Foto: Paulo Shrek. 

Ficamos um bom tempo ainda nas dependências do Antônio Soares de Oliveira batendo papo e fazendo algumas imagens dentro de campo para registrar a data especial. Voltei para São Paulo depois com uma carona do seu Natal, antes de seguir para a festa especial pelo dia histórico num galpão com 2 mil convidados, muito rock and roll e bastante pipoca e tubaína pro pessoal. Dormi tarde, mas no domingo iniciei minha contagem pro jogo 3000 com um joguinho do sub-20. 

Até lá! 

Fernando

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Em duelo na parte de baixo da tabela, Nacional vence o Mauaense no sub-17

Fala, pessoal!

No último sábado rolou uma rodada dupla um tanto quanto histórica para o que vos escreve. Afinal de contas, chegou finalmente a chance de acompanhar o meu jogo de número 2000 in loco, uma marca não tão fácil de chegar num nível de detalhe que pouquíssimos podem apresentar. Por não ter ido ver nada na sexta e também para manter minha programação inicial, decidi ver um jogo - o 1999 - na parte da manhã, válido pelo Campeonato Paulista sub-17. 

A pedida então foi seguir até a cidade de Mauá, aonde Mauaense e Nacional se enfrentaram pela 10ª rodada do certame no Estádio Pedro Benedetti. Chegar ali é sempre tranquilo e nem bem entrei no campo já fui muito bem recebido por todo o pessoal da equipe de Mauá, sempre agradecendo a presença do blog por lá. 


Grêmio E Mauaense (sub-17) - Mauá/SP. Foto: Fernando Martinez. 


Nacional AC (sub-17) - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez. 


Trio de arbitragem da partida e capitães dos clubes. Foto: Fernando Martinez. 

O duelo reuniu os dois piores times do Grupo 9 da competição. Em 20 jogos de ambos, apenas uma vitória (do Nacional) e uma campanha completamente abaixo de crítica. Mas sabemos das enormes dificuldades dos dois para colocar o time em campo, e podemos dizer que vitória maior é a participação nesse ano de 2012. 

Falando do jogo, o time local começou melhor, não dando espaços ao onze paulistano. Foram minutos de muita pressão do Grêmio. Só que aos 17 minutos, na sua primeira chance o Nacional chegou ao primeiro gol, que foi muito contestado pela comissão técnica e jogadores do Mauaense. O camisa 7 Vitinho recebeu passe dentro da área e chutou mascado no canto esquerdo do arqueiro local. Mas na visão do pessoal do Grêmio, o atleta estava impedido. O árbitro nem deu bola para as reclamações e confirmou o gol. 


Disputa de bola entre atletas do sub-17 de Mauaense e Nacional. Foto: Fernando Martinez. 

O onze local sentiu o gol e o primeiro tempo continuou com a peleja bastante equilibrada. As duas equipes tiveram chances para marcarem mais gols, mas o jogo terminou com a vantagem mínima para o Nacional. Continuei na sombra durante o intervalo, sem pressa e quase dormindo. 


Marcação firme da zaga do Grêmio. Foto: Fernando Martinez. 

O tempo final começou com o jogo ainda igual, mas com o Nacional conseguindo neutralizar melhor as investidas do Mauaense. E num lance bom do setor ofensivo, o time visitante abriu 2x0. Aos 11 minutos o time teve um escanteio a seu favor na esquerda. A cobrança foi perfeita e Rodrigo apareceu no meio da zaga e cabeceou forte no fundo do gol local. 


Ataque nacionalino pela esquerda. Foto: Fernando Martinez. 

Com a vantagem ampliada, o time ferroviário buscou segurar o marcador apostando no setor defensivo. A partir daí vimos uma série de ataques criados pela equipe local. A melhor chance aconteceu aos 25 minutos, em chute que bateu na trave esquerda do arqueiro nacionalino. Mas para jogar a pá de cal nas pretensões do Grêmio no jogo, no lance seguinte o Nacional chegou ao terceiro gol. Após falta pela direita, a zaga não conseguiu cortar a bola e o camisa 5 Bruno chutou firme no canto direito. 


O segundo tempo foi tranquilo para o Nacional, que fez dois gols e selou a vitória. Foto: Fernando Martinez. 

Sem mais nenhuma mudança no marcador, o jogo acabou com Mauaense 0-3 Nacional. O Naça agora soma 7 pontos e ocupa a vice-lanterna, na frente apenas do Grêmio de Mauá, que soma um único ponto. O líder desse grupo é o Santo André, seis pontos (!) à frente de Audax e São Caetano. 

Saí então do Pedro Benedetti rumo finalmente ao meu jogo 2000 em todos os tempos. Mas nem dava pra perder tempo, senão não chegaria na hora do apito inicial... 

Até lá! 

Fernando

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Pirassununguense e Américo ficam no empate pelo Grupo 3 da Segundona

Opa, 

Marcado para o domingo, 10 de junho, o jogo entre Pirassununguense e Américo, válido pelo Grupo 3 do Campeonato Paulista da Segunda Divisão, foi adiado em virtude de uma intoxicação alimentar coletiva por parte dos jogadores do CAP. Logo, a peleja, marcada para o Estádio Bellarmino del Nero, fosse remarcada para a tarde da quarta-feira, e como adoro histórias assim, fui até a capital da cachaça acompanhar o duelo. 


Belíssima fachada do confortável Estádio Belarmino del Nero, em Pirassununga. Foto: Fernando Martinez. 

Vale registrar que foi a primeira vez que eu visitei a histórica casa da equipe do interior paulista e apenas o segundo jogo ali em que o JP se fez presente. Em tempo, o time de Pirassununga já não abrilhantava nossas páginas desde 2007, quando apareceu num confronto contra o Lemense na cidade de Leme. Essa viagem, feita pela então "jovem guarda" do blog, rendeu histórias e vídeos clássicos. 

Só que por pouco não perco a caravana até a cidade, já que perdi a hora e só contando com a ajuda dos amigos Paulo Shrek e Sérgio que deu tudo certo. Bom, quase tudo, pois o trânsito impossível da capital bandeirante fez com que a gente chegasse na casa do "Cê-A-Pê" com o jogo já começado. Mas nem teve crise, pois o amigo Luciano Claudino cedeu as fotos dos times posados para nós. 


CA Pirassununguense - Pirassununga/SP. Foto cedida: Luciano Claudino/www.jogolimpo.com. 


Américo EL - Américo Brasiliense/SP. Foto cedida: Luciano Claudino/www.jogolimpo.com. 

Os times fazem parte do embolado Grupo 3 da Segundona junto com Guariba, Lemense e Radium. O time do Américo era vice-líder antes dessa rodada, enquanto o Pirassununguense segurava a lanterna. Mas como três se classificam, todos ainda tem chances. Por jogar em casa, o alvinegro teve mais iniciativa durante todo o primeiro tempo, mas o ótimo público presente perdeu logo a paciência com a inoperância ofensiva da equipe. 


Lance do jogo Pirassununguense x Américo. Foto: Fernando Martinez. 

O Américo jogava na boa, e na base dos contra-ataques conseguiu abrir o placar aos 25 minutos com gol do jogador Leonardo. Em desvantagem, a equipe do CAP tentou chegar à igualdade durante os minutos restantes do primeiro tempo, mas não teve sucesso. Os quase 500 pagantes não curtiram nada e cobraram muito os seus atletas na saída para o intervalo. 


Boa chance para o Américo no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez. 

Nesse intervalo fui então para o campo e logo e após um bom papo com o amigo Luciano, que eu não encontrava há mais de quatro anos, a etapa final começou. E os 45 minutos foram de um futebol bastante pegado no gramado do Bellarmino del Nero. O Pirassununguense voltou um pouco melhor, mas ainda sem brilhar no ataque. 


O Pirassununguense tentou bastante no tempo final, sempre com forte marcação da zaga azul. Foto: Fernando Martinez. 


Ofensiva do CAP pela esquerda. Foto: Fernando Martinez. 

O Américo conseguia se segurar na defesa, mas aos 22 minutos a zaga não teve como cortar um cruzamento vindo da esquerda, e Zinho apareceu livre para encher o pé no meio da área e empatar a peleja. Insistindo bastante no ataque, quase que a virada chegou. Só que o fôlego acabou, e os minutos finais foram todos do onze visitante, que perdeu pelo menos três gols feitos, daqueles que até você faria, por puro preciosismo. 


Bola dentro do gol do Américo no empate do Pirassununguense. Foto: Fernando Martinez. 

No final o jogo terminou mesmo em Pirassununguense 1-1 Américo. Com oito pontos, o time azul continua na vice-liderança um atrás do Guariba, enquanto com cinco, o CAP é lanterna da chave. Faltam três jogos para cada clube, e todos ainda tem chances. 


Zagueiro do Américo desarmando atacante do Pirassununguense. Foto: Fernando Martinez. 


Momento "casa das sombras" em Pirassununga. Foto: Fernando Martinez. 

Continuando em Pirassununga, tivemos o prazer de encontrar totalmente sem querer o campo do Independente Futebol Clube, time da cidade que foi fundado em 1938 e que disputou - e desistiu no meio do certame - a quarta divisão do campeonato paulista em 1977. Fiz várias imagens do local que em breve serão publicadas aqui no JP. 

Após essa tarde futebolística, voltamos para a capital paulista sem pressa e ainda com tempo de curtir uma trilha sonora que foi de Journey a Nelson Ned e fazer uma merecida boquinha num dos postos de gasolina que são referência pelas estradas do estado. Cheguei em casa ainda em tempo de ver grande parte do clássico Santos x Corinthians pela Libertadores e só fui continuar minha saga em busca do jogo 2000 no sábado. 

Até lá! 

Fernando

JP no Recife (2 de 2): O centésimo jogo do Brasileirão nos Aflitos

Opa, 

Depois da visita ao Arruda, a agenda futebolística da minha viagem ao Recife marcava um jogo nada perdido, mas mesmo assim obrigatório em jornadas desse tipo. Saí correndo do estádio do Santa Cruz e segui de táxi até um bairro próximo dali. Na pauta, Náutico x Botafogo/RJ, a minha centésima peleja pelo Campeonato Brasileiro no Estádio Eládio de Barros Carvalho, mais conhecido por Estádio dos Aflitos. 


Fachada do Estádio Eládio de Barros Carvalho, mais conhecido como Estádio dos Aflitos, em Recife. Foto: Fernando Martinez. 

Não leva nem 10 minutos para chegar do Arruda na casa alvi-rubra, algo que facilitou bastante a rodada dupla. E como já tinha comprado meu ingresso para esse jogo antes do almoço, cheguei ali sem nenhuma preocupação. Logo ao entrar nos Aflitos, notei que o público tomava quase por completo as dependências do local, apesar da fraca campanha da equipe no Brasileirão 2012. 

Assim como o Arruda, não posso negar que também queria ver um jogo nos Aflitos há tempos. Mas a casa do Náutico, inaugurada no longínquo ano de 1939 e que leva o nome de um antigo presidente do clube, parece bem maior pela televisão. O estádio é muito pequeno, acanhado e o termo "panela de pressão" cabe muito bem. Acho que a bandeira de escanteio fica mais próxima do alambrado até do que na Rua Javari. 


Visão geral da parte coberta dos Aflitos. Foto: Fernando Martinez. 


Início de ataque do Náutico contra o Botafogo/RJ. Foto: Fernando Martinez. 

E colado no alambrado próximo à bandeira de escanteio, me espremi durante os 90 minutos para ver o jogo, já que não tinha como subir para as arquibancadas. Vi então um belo jogo de futebol, cheio de alternativas e com muita emoção. Empurrado pela torcida, o Timbu começou a peleja a milhão, criando muitas oportunidades de gol e marcando 2x0 sem nenhuma dificuldade, em gols de Araújo e Lúcio. 


Belíssima visão de "camarote" do prédio ao lado dos Aflitos. Foto: Fernando Martinez. 


Detalhe do telão inaugurado pelo Timbu nessa peleja. Legal que o jogo é transmitido ao vivo. Foto: Fernando Martinez. 

Só depois dos 30 minutos que o time da estrela solitária resolveu se arriscar no ataque, mas não conseguiu diminuir ainda no tempo inicial. O intervalo de jogo chegou ainda com o 2x0 no marcador eletrônico, que fazia sua "estreia" nesse dia. Após acompanhar o belíssimo show das "Timbu-leaders" durante os minutos de descanso, o segundo tempo começou. 


Jogadores dentro da área do onze pernambucano no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez. 


Detalhe do segundo gol do Botafogo na partida. Foto: Fernando Martinez. 

E o Fogão pareceu que tomou uma enorme injeção de ânimo nos vestiários, pois voltou elétrico em busca do empate. E conseguiu chegar à igualdade, com gols de Márcio Azevedo e Fábio Ferreira, deixando a torcida do Náutico bastante desanimada e já prevendo outro resultado ruim da equipe no Brasileiro. O jogo estava melhor para os cariocas, mas numa falha lamentável da zaga, o time pernambucano chegou ao terceiro gol aos 38 minutos através de Derley. 


O alambrado dos Aflitos fica muito, mas muito perto da bandeira de escanteio, como se pode ver nessa foto sem zoom. Foto: Fernando Martinez. 

Os minutos restantes foram de muito sufoco, mas no apito final de Heber Roberto Lopes, finalmente o pessoal pode comemorar a primeira vitória no certame: Náutico 3-2 Botafogo/RJ. Ainda fiquei um bom tempo dentro do estádio fazendo algumas fotos antes de sair dali para a hora do jantar. Enchi o bucho e voltei para o hotel, feliz com a rodada dupla vista na bela cidade. 


Fachada do clube no belo anoitecer da cidade de Recife. Foto: Fernando Martinez. 

Até a próxima! 

Fernando