Procure no nosso arquivo

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Em jogo morno, PAEC empata em casa e avança na Copa Paulista

Olá,

Depois de uma noite mal dormida e uma manhã complicada, por conta de uma crise de sinusite, na última quarta-feira, após uma reanimada na hora do almoço, rumei até o lendário Estádio Nicolau Alayon, local da partida Pão de Açúcar E.C. x Comercial F.C. de Ribeirão Preto, válida pela quinta (penúltima) rodada da segunda fase da Copa Paulista, no seu Grupo 5.

Nessa partida iriam duelar o líder do grupo, o Pão de Açúcar com 8 pontos, contra o 3º colocado, o Comercial com 5, sendo que nesse encontro poderia ser definida a classificação do PAEC à próxima fase, caso conseguisse a vitória ou até mesmo o empate. O Comercial, mesmo conseguindo os três pontos, só iria definir a sua classificação no próximo domingo, em casa, contra o XV de Piracicaba.

Antes de fazer as fotos oficiais, fui aos vestiários para obter as duas escalações e em contato com o Coordenador de Comunicação do PAEC, o Eduardo Filho, fui informado que a nova denominação de Audax São Paulo, só será oficializada junto à FPF em 2.012, sendo essa a razão de ainda constar PAEC na tabela da competição e, sendo assim, o JP continuará chamando o time do supermercado de PAEC, até a conclusão da mudança em caráter oficial. Logo em seguida, fiz as fotos exclusivas, as quais estão apresentadas abaixo:


Pão de Açúcar E.C. - São Paulo/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Comercial F.C. - Ribeirão Preto/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Trio de arbitragem liderado por Philippe Lombard e seus assistentes Alex Alexandrino e Maria Núbia Ferreira Leite, ao lado dos capitães. Foto: Orlando Lacanna.

A partida começou num ritmo lento, até porque o calor estava forte, com as equipes indo pouco ao campo de ataque. Para os amigos que nos acompanham tenham um ideia, o primeiro arremate ao gol, aconteceu aos 22 minutos e foi do PAEC, através do camisa 11 Denilson, num chute que passou por cima do travessão.


Atacante do PAEC tentando livrar-se da marcação comercialina. Foto: Orlando Lacanna.

O primeiro arremate do Comercial, só aconteceu aos 25 minutos, através do camisa 9 Henan, com a bola indo pela linha de fundo. Mesmo precisando do resultado, o time visitante dava mostras que o empate estava de bom tamanho, pois pouco arriscava no campo ofensivo.


Uma das poucas defesas do goleiro Dheimison do PAEC no primeiro tempo. Foto: Orlando Lacanna.

Somente na marca dos 37 minutos, aconteceu o único lance mais agudo e foi do PAEC, através de uma cobrança de falta pelo lado esquerdo, executada por Denilson, que exigiu uma boa defesa do goleiro Alex, com a bola ainda tocando de leve no travessão.


Cobrança de falta por Denilson do PAEC, com a bola tocando no travessão. Foto: Orlando Lacanna.

O panorama da partida não mudava, ou seja, poucos ataques e ritmo lento, mas, mesmo assim, aos 39 minutos, o Comercial levou relativo perigo ao goleiro da casa, numa finalização do camisa 7 Tiago Marques, que saiu pela linha de fundo.


Zaga do PAEC impedindo ação ofensiva do ataque do "Bafo". Foto: Orlando Lacanna.

O fim da primeira etapa chegou com o placar óbvio de 0 x 0, ficando a expectativa de que pudesse ocorrer uma mudança de postura dos dois times, visando levar um pouco de emoção aos 119 pagantes. Durante o intervalo, fui fazer uma boquinha num bar localizado no próprio estádio e lá pude observar o descontentamento de alguns torcedores com o nível da partida que estavam assistindo.

Times retornado ao gramado e o Comercial voltando com outra camisa, deixando a preta no vestiário e passando usar a branca. Aliás, não entendi o Comercial ter começado a partida todo de preto numa temperatura elevada, pois o PAEC estava todo de amarelo e nada impedia do time de Ribeirão Preto usar o seu uniforme todo branco.

Com a bola voltando a rolar, o Comercial foi logo ao ataque, aos 3 minutos, numa boa arrancada do camisa 7 Tiago Marques, que fez um cruzamento à meia altura, porém o goleiro Dheimison fez uma bonita ponte e acabou com o perigo. Parecia que as coisas iriam mudar. Parecia....


Disputa pela posse de bola junto ao meio de campo no início da segunda etapa. Foto: Orlando Lacanna.

O time da casa jogava com muita cautela, até porque o empate lhe interessava e, sendo assim, arriscava pouco no campo de ataque, preferindo os arremates de meia distância, como aconteceu na marca dos 10 e 15 minutos, através de duas conclusões do camisa 5 André, totalmente sem direção.


Uma das poucas tentativas de ataque do PAEC no segundo tempo. Foto: Orlando Lacanna.

A partir dos 20 minutos, os visitantes deram sinais que poderiam sair mais, visando chegar ao seu primeiro gol, sendo que aos 22 minutos, o camisa 8 Hudson, por pouco não abriu o marcador, tendo chegado um milésimo de segundo atrasado e cabeceou de raspão uma bola cruzada da esquerda em cobrança de falta. Foi o melhor momento do time alvinegro na partida, não havendo outros ao longo do segundo tempo.


A bola não aparece, mas esse foi o lance mais perigoso do Comercial na partida. Foto: Orlando Lacanna.

À medida que o tempo ia passando, ficava cada vez mais nítida a sensação de que nenhum time iria balançar as redes e, para alívio dos presentes, o árbitro encerrou a partida com o placar indicando Pão de Açúcar 0 - 0 Comercial, resultado que classificou matematicamente o time paulistano à próxima fase da competição. O outro jogo do grupo (XV de Piracicaba x Inter de Bebedouro), também terminou empatado (2 x 2), ficando para a última rodada, a ser realizada no próximo domingo, a definição da segunda equipe classificada à terceira fase, sendo que XV, Comercial e Inter continuam na parada.

Fim de jogo e dessa vez sem viagem de retorno a São Paulo, chegando rapidamente ao aconchego do lar para um merecido descanso, pois o calor não foi mole e o jogo não ajudou. Foi isso.

Abraços,

Orlando

Juventus derrota o Velo e segue com chance na Copa Paulista

Fala, pessoal!

A Copa Paulista está chegando ao final da segunda fase, e nessa quarta-feira o JP se fez presente em dois jogos na quente tarde da capital bandeirante. Além disso, foi o primeiro de cinco dias seguidos com partidas marcadas na Grande São Paulo. A minha escolha foi seguir mais uma vez para o Estádio Conde Rodolfo Crespi, agora para ver o Juventus enfrentando o centenário Velo Clube.

Como essa poderia ser a despedida juventina do seu campo em 2011, não tinha como faltar. Cheguei cedo na Javari e logo encontrei os figuraças de sempre, antes de ser autorizado para as fotos da peleja, mais uma vez exclusivas do JOGOS PERDIDOS:


CA Juventus - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


AE Velo Clube R - Rio Claro/SP. Foto: Fernando Martinez.


O árbitro Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral, os assistentes Matheus Camolesi e Fábio Luiz Freire e os capitães das equipes. Foto: Fernando Martinez.

Vindo de um empate contra o Oeste fora de casa, o Juventus somava apenas dois pontos antes desse jogo começar, e segurava a lanterna do Grupo 6. Para ainda continuar com chances de conquistar uma vaga nas quartas de final, o Moleque Travesso estava com a obrigação de vencer o onze rioclarense, líder da chave e virtual classificado.


Boa intervenção do goleiro grená. Foto: Fernando Martinez.

Junto com o Victor, em mais um bate-volta Minas/SP, o Renato Rocha e o Fernando "Free Pass" (sem sua sacolinha de plástico), vimos um jogo sofrido e com poucas chances de gol no tempo inicial. O Velo Clube começou tentando impor uma pressão, mas o Juventus marcou primeiro. Numa boa jogada pela direita aos 14 minutos, o jogador Luizinho avançou pela direita e chutou cruzado, na saída do goleiro Rodrigo.


Saída de bola na zaga juventina. Foto: Fernando Martinez.

Mas a equipe paulistana ficou perto de sofrer o empate aos 23 minutos, numa cabeçada na pequena área que o goleiro Maurício defendeu de forma milagrosa. Os minutos restantes da etapa inicial ainda mostravam um leve domínio do time visitante, mas o intervalo chegou com a vitória parcial do escrete grená.


Cobrança de falta pela esquerda para o Velo Clube. Foto: Fernando Martinez.


Disputa de bola no meio de campo. Ao fundo, a presença da torcida velista na Javari. Foto: Fernando Martinez.

Separei a grana do lanche no melhor estilo "cantina da escola" e fui garantir meu sanduba de mortadela. Estava melhor do que nunca, e ganhou uma nota 9 com louvor de todos os presentes. Na volta para o segundo tempo, fomos acompanhar o ataque grená no "gol da creche".


Boa investida do ataque grená pela direita na segunda etapa. Foto: Fernando Martinez.

Os grenás começaram melhor, mas novamente pecando nas finalizações, que tanto atrapalharam o time na Javari contra o Oeste. Sem exagero, o time poderia ter feito pelo menos mais dois gols durante os 20 minutos iniciais da segunda etapa. O Velo jogava na boa, mais preocupado com que os atletas que tinham dois cartões tomassem o terceiro, já pensando numa eventual fase seguinte.


Falta de longe para os donos da casa. Foto: Fernando Martinez.

No final, o jogo terminou com o placar de Juventus 1-0 Velo Clube. Essa vitória grená, somada ao empate de Red Bull e Oeste no outro jogo da chave, fez com que o time ainda tenha esperanças de conquistar uma vaga entre os oito melhores times do certame. Além de precisar vencer o Red Bull em Campinas, o outro jogo do grupo, entre Velo Clube e Oeste, não pode ter o time de Itapólis como vencedor. Caso esses dois resultados aconteçam, o onze paulistano se classifica. Seria um verdadeiro milagre.

Bom, fiquei ainda um bom tempo na entrada da Rua Javari conversando e acompanhando algumas entrevistas com atletas das duas equipes. Depois fui fazer uma boquinha comendo uma deliciosa pizza ao lado da Javari. Tive a companhia de uma amiga, e a conversa foi mais do que agradável.

Até a próxima!

Fernando

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Guaçuano conquista o acesso para a Série A3 2012

Opa,

Depois de acompanharmos 86 jogos válidos pelo Campeonato Paulista da Segunda Divisão nesse ano de 2011, a última rodada da quarta fase chegou e o JP não tinha como ficar de fora. Tive a oportunidade histórica de acompanhar uma verdadeira decisão na cidade de Mogi Guaçu, com o duelo entre Guaçuano e CA Votuporanguense. O jogo, como não poderia ser diferente, foi realizado no Estádio Alexandre Augusto Camacho, casa do Mandi.

Para estar na cidade interiorana a tempo de chegar para as fotos oficiais, saí de casa às 5 e meia da matina. Segui para a Rodoviária do Tietê e faltando cerca de 15 minutos para as 7 horas, horário marcado para a saída do ônibus, já aguardava a chegada do mesmo na plataforma de embarque. Mas o pessoal da Viação Cometa não estava querendo ajudar, e o coletivo saiu do terminal atrasado em 20 minutos.

A viagem foi nervosa, pois o motorista parecia que estava fazendo um passeio turístico, andando abaixo da velocidade máxima da pista, talvez aproveitando as belas paisagens na bonita manhã de domingo. O relógio andava de uma forma implacável, e já tinha desencanado de fazer as fotos, quando o condutor do ônibus resolveu acordar e pisou fundo após a demorada parada em Campinas.

Na correria, desci na Rodoviária de Mogi-Guaçu faltando 20 minutos para o começo da peleja, e como não temos que andar muito para chegar no estádio, tudo acabou dando certo. O clima era de muita festa, com muita gente zanzando pelos arredores do estádio. Sem problemas logo estava no gramado para trazer aos amigos as fotos oficiais da partida.


CA Guaçuano - Mogi Guaçu/SP. Foto: Fernando Martinez.


CA Votuporanguense - Votuporanga/SP. Foto: Fernando Martinez.


O árbitro Luiz Vanderlei Martinucho e os assistentes Celso Barbosa de Oliveira e Alex Alexandrino junto aos capitães das equipes. Foto: Fernando Martinez.

A situação dessa partida era a mais simples possível: Para conquistar o acesso à Série A3 em 2012, o Guaçuano poderia empatar, enquanto o Votuporanguense precisava da vitória. O público, estimado em cerca de 4 mil pessoas, não contava com outro resultado senão a vitória. Vale registrar, e deixo um abraço a todos, a presença de vários amigos do JP no gramado do Camachão.


Ataque do Guaçuano no começo do jogo. Ao fundo, a ótima presença da torcida do CAV no Camachão. Foto: Fernando Martinez.

Mas o primeiro tempo foi para testar o coração dos torcedores do Mandi. O Votuporanguense começou melhor, e foi com tudo pra cima do onze local. A equipe alvinegra fez uma blitz dentro da área adversária e por muito pouco não abriu o marcador. A primeira oportunidade aconteceu já aos 2 minutos. Aos 12, Vítor fez milagre defendendo uma bola que entraria no ângulo esquerdo. Aos 13, Manginha bateu falta no travessão.


Cobrança de falta de Manginha que bateu na trave do Guaçuano. Foto: Fernando Martinez.


Jogador com cabeça de bola fazendo uma pose plástica para o JP. Foto: Fernando Martinez.

Os visitantes continuaram melhores em campo, e o Guaçuano centralizava suas investidas ofensivas apenas no camisa 9 Tiago Chulapa. Mas apesar de se esforçar muito, ele não teve sucesso. O time sentia falta dos jogadores suspensos, principalmente do meia Bruninho. O tempo ia passando e o empate, que dava a vaga para o Guaçuano, continuava estampado no marcador.


Ataque do Mandi pelo alto, buscando o camisa 9 Tiago Chulapa. Foto: Fernando Martinez.

Jogando contra o relógio, o onze de Votuporanga continuava melhor e merecia o gol. A melhor figura da equipe era o camisa 2 Manginha, que infernizava a defesa do Guaçuano com seu bom futebol. Mas a estrela do Mandi brilhou nos últimos minutos do primeiro tempo. Na primeira chance de gol da equipe local, aos 43 minutos, o zero finalmente saiu do placar. Após grande jogada de Tiago Chulapa pela direita, ele cruzou na área. A zaga rebateu mal, e a pelota sobrou para Thiago. Ele acertou um tirambaço no canto esquerdo do arqueiro Cairo, que nada pode fazer. A festa foi enorme no Camachão, dentro e fora de campo.


Início da jogada do primeiro gol do time local, mais uma vez com Tiago Chulapa. Foto: Fernando Martinez.

O Votuporanguense sentiu o gol e por muito pouco não sofreu o segundo no minuto seguinte, quando Tiaguinho invadiu a área e chutou para ótima defesa de Cairo. O primeiro tempo então terminou com a vitória parcial para o Guaçuano. Se o clima já era festivo antes do apito inicial, essa vantagem fez com que a torcida passasse a acreditar ainda mais no acesso. Nesse intervalo conversei com o pessoal dos dois lados e também acompanhei o desfile das cheerleaders do Mandi.


Belas cheerleaders do Guaçuano, que sortearam uma fantástica bicicleta. Foto: Fernando Martinez.

Na volta para o segundo tempo, o Guaçuano voltou num ritmo alucinante e ampliou antes do segundo minuto. Após escanteio vindo da esquerda, a bola sobrou livre para Tiago Chulapa encher o pé da entrada da área e colocar a pelota no ângulo esquerdo de Cairo. Poucas vezes vi uma festa tão grande numa comemoração de um gol.


Lance de ataque do Guaçuano no comecinho da etapa final. Segundos depois dessa foto saiu o segundo gol. Foto: Fernando Martinez.


Desolado, o goleiro Cairo se encaminha para pegar a bola no segundo gol local. Foto: Fernando Martinez.

O placar adverso de 2x0 foi como uma ducha de água fria para o time do Votuporanguense. Durante o resto da etapa final, a equipe não conseguiu armar uma jogada boa no seu setor ofensivo. Para piorar, o Guaçuano era extremamente perigoso e criava uma série de chances. O jogador Tiaguinho fez miséria com a zaga de Votuporanga, levando a torcida à loucura. Nessa hora, o interesse era se garantir na final, já que o acesso estava praticamente garantido.


Boa jogada pela direita, com a firme marcação da zaga do CAV. Foto: Fernando Martinez.

As notícias que vinham de Limeira iniciavam que o Mandi estava na final até 30 minutos da segunda etapa, quando o Galo fez o terceiro no jogo contra o Primeira Camisa. Um terceiro gol daria a vaga novamente ao Guaçuano, e essa chance veio aos 35, num pênalti marcado a favor da equipe. A cobrança foi de Tiago Chulapa, que tocou no canto direito, e marcou mais um. Só que o árbitro anulou o gol indicando invasão da área. Na segunda cobrança, Cairo fez bela defesa e impediu o terceiro.


Detalhe do que teria sido o terceiro gol do Guaçuano, mas o árbitro mandou voltar o pênalti. Foto: Fernando Martinez.


Boa saída de Cairo para tirar a bola do camisa 9 do Mandi. Foto: Fernando Martinez.

Mesmo sem a vaga na final, já que o Independente vencia seu jogo por 4x0, a torcida continuou comemorando demais, já que o principal objetivo tinha sido alcançado. Nem o jogo ríspido dos atletas do CAV nos minutos finais tirou o brilho da conquista. Final de jogo: Guaçuano 2-0 Votuporanguense. Após o apito final a festa foi tremenda, num dos momentos mais emocionantes que acompanhei nesses meus anos de estrada. Os portões foram abertos e a torcida foi toda para o gramado comemorar essa sonhada conquista junto aos jogadores. Foi bonito o que vimos no estádio.


Edmar, camisa 14 do Guaçuano, fazendo a festa do acesso com a inflamada torcida. Foto: Fernando Martinez.


Mais um detalhe da enorme festa dos jogadores dentro de campo. Foto: Fernando Martinez.

Depois de alguns anos batendo na trave, o Mandi finalmente conquistou um lugar na Série A3 do futebol paulista. Foi mais do que merecido, e o JP parabeniza o time e a torcida local por essa campanha histórica. Deixo aqui também os parabéns pela campanha do Clube Atlético Votuporanguense, que vem trilhando um bom caminho no futebol paulista e, se seguir com esse bom trabalho, ainda subirá para a Serie A3 em breve.


Uma enorme roda com jogadores, torcedores e jornalistas foi feita para agradecer aos céus o acesso. Foto: Fernando Martinez.

Voltando a falar do Guaçuano, a equipe volta ao terceiro nível estadual depois de 20 anos, já que disputou o equivalente à atual A3 no ano de 1992, ano em que foi vice-campeã da Segunda Divisão. O time perdeu o título para o Oeste de Itápolis, e ficou à frente de Paraguaçuense e DERAC no quadrangular final do certame. O Mandi conquistou acesso para a antiga Divisão Intermediária, mas com a reestruturação no futebol de São Paulo, não subiu e nem jogou em 1993. Voltando na B1B em 1994.


Uma enorme interação jogadores/torcida aconteceu no final da partida. A alegria era geral. Foto: Fernando Martinez.

Junto com o Mandi, o Independente e o Capivariano também se garantiram na A3 do ano que vem, e esses dois últimos farão a grande final da Segundona 2011. O Barretos também conquistou o acesso, mas pode permanecer na mesma divisão em 2012, já que foi citado pelo TJD e pode perder seis pontos no julgamento da próxima segunda-feira. Isso porque utilizou um jogador supostamente irregular por cerca de 3 minutos no jogo contra o Olímpia. Perder um acesso assim seria lamentável. Quem espera ansiosamente pelo resultado do julgamento é Briosa, que sobe caso o Barretos seja punido. Vamos aguardar.

A festa ainda estava rolando no gramado quando voltei para a Rodoviária da cidade e esperei conversando com o amigo Nivaldo Prado o ônibus que me traria de volta à capital chegar. Extremamente cansado, dormi durante todo o trajeto, chegando em casa cerca de quatro horas depois, com aquele famoso sentimento de dever cumprido.

Até a próxima!

Fernando

No apagar das luzes, Tigre vence o Linense e é líder na Copa Paulista

Fala, pessoal!

No sábado passado minha programação inicial apontava um jogo no Nicolau Alayon, mas por alguns percalços na parte da manhã, mudei os planos de última hora e fui para a cidade de São Bernardo do Campo. Pela primeira rodada do returno da segunda fase da Copa Paulista, São Bernardo FC e o genial Linense mediram forças no Estádio Primeiro de Maio.

Como sempre é legal poder acompanhar um jogo do Elefante da Noroeste ao vivo, nem reclamei da mudança repentina de agenda. E diferente do que rolou na Javari no meio da semana passada, aqui consegui as fotos oficiais e exclusivas:


São Bernardo FC - São Bernardo do Campo/SP. Foto: Fernando Martinez.


CA Linense - Lins/SP. Foto: Fernando Martinez.

No embolado Grupo 8 o certame, o Tigre somava os mesmos quatro pontos do Linense ao final do primeiro turno. A vitória obviamente era essencial para que o sonho da classificação ainda pudesse continuar vivo. Além disso, a equipe do ABC queria devolver a derrota acontecida em Lins.


Ataque local pela esquerda no começo da partida. Foto: Fernando Martinez.


Muitas jogadas do São Bernardo FC foram pela esquerda, diferente do que tinha visto em outros jogos. Foto: Fernando Martinez.

Mas durante o primeiro tempo o jogo foi muito abaixo do esperado. O São Bernardo FC não conseguiu fazer valer o fator campo, e a partida ficou concentrada no meio de campo. Somente nos minutos finais que a equipe amarela conseguiu acertar o pé, e obrigou o goleiro Célio Gabriel a fazer duas belas defesas, levando o jogo sem a abertura do placar para o intervalo.


Grande defesa do goleiro Célio em ataque do Tigre. Foto: Fernando Martinez.

Já abastecido com as tradicionais balinhas distribuídas pelo mascote do time local, aguardava o começo do segundo tempo quando os poderosos refletores do Primeiro de Maio se apagaram. Mesmo com luz natural ainda suficiente para se jogar alguns minutos, o árbitro resolveu esperar que a luz voltasse.


Ney Mineiro batendo escanteio ainda no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

A espera foi grande, já que os geradores não estavam segurando a bronca. Num vai-e-volta um tanto quanto chato, aguardamos 50 minutos até que finalmente os refletores decidiram voltar a funcionar quase na totalidade. Nos primeiros minutos do tempo final, outro apagão se viu no estádio, mas agora do time do Linense. O Elefante da Noroeste praticamente não voltou para o gramado e viu o Tigre ser dono absoluto das ações ofensivas.


Primeira grande oportunidade de gol do Tigre no tempo final, para ótima intervenção do arqueiro do Linense. Foto: Fernando Martinez.

Mas apesar de criar várias oportunidades, os atacantes do onze amarelo não conseguiram transformar esse domínio em gols. O jogo foi seguindo com o Tigre muito melhor e com o Linense se preocupando mais em se defender do que atacar. Poucas vezes os atacantes visitante receberam passes dignos de registro.


Ney Mineiro faz pose aérea em bola cruzada dentro da área do time de Lins. Foto: Fernando Martinez.


Escanteio para os donos da casa. Foto: Fernando Martinez.

O modorrento placar de 0x0 já era uma realidade quando o Tigre finalmente fez o seu gol, isso aos 43 minutos. Após um bom cruzamento da esquerda, a bola bateu num jogador do ABC, enganou o goleiro e sobrou livre para Ney Mineiro tocar para o fundo das redes. Era o fim do sufoco para o São Bernardo FC.


Ataque local pela direita. Foto: Fernando Martinez.

Placar final: São Bernardo FC 1-0 Linense. Essa vitória, somada ao empate entre Palmeiras e Francana no domingo, deixou o Tigre na liderança do Grupo 8 com 7 pontos, e a Francana na segunda colocação com 6. Na rodada desse meio de semana, o Tigre visita a Feiticeira enquanto o Linense joga contra o alvi-verde paulistano na Javari.

Cansado, voltei para casa tentar ajeitar o relógio biológico para a viagem do domingo, aonde tive o prazer de acompanhar in loco o acesso de uma equipe para a Série A3.

Até lá!

Fernando

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Empate em Santos e indefinição na final do sub-20 da 2ªdivisão

Salve amigos!

Aproveitei meu retorno ao litoral paulista para acompanhar, no último sábado, o jogo de ida do confronto que decidirá o título do Campeonato Paulista sub 20 2011, em sua segunda divisão. O confronto, envolvendo Jabaquara AC e EC São Bernardo teve lugar no genial Estádio Espanha, na Caneleira, em Santos.

Logo ao pegar as escalações, não pude deixar de reparar no nome do massagista do Cão, Ivan Mazzuia. Afinal de contas, meu sobrenome não é tão comum. Uma breve conversa foi suficiente para confirmar nosso parentesco, embora não tenha sido possível estabelecer o grau entre nós dois. Aclimatado, realizei as fotos tradicionais da partida:


Jabaquara AC (sub-20) - Santos/SP. Foto: Estevan Mazzuia.


EC São Bernardo (com o massagista e auxiliar técnico Ivan Mazzuia, o último em pé, à direita na foto – um primo distante) (sub-20) - São Bernardo do Campo/SP. Foto: Estevan Mazzuia.


Arbitragem formada por Thiago Duarte Peixoto, auxiliado por Newton dos Reis Barreira e Duardo Vequi Marciano, com o quarto árbitro Antônio Carlos Santana, e os capitães Ranses (ECSB) e Márcio Ceará (JAC). Foto: Estevan Mazzuia.


Visão panorâmica da partida, com quarto árbitro e treinadores à beira do gramado. Foto: Estevan Mazzuia.

Os primeiro minutos de jogo mostraram o que seria a partida: Jabaquara no campo de ataque, São Bernardo seguro na defesa e contra-atacando. A primeira chance do Leão da Caneleira foi logo aos 10 minutos, com índio caindo pela esquerda e cortando para o meio, batendo com perigo para o gol de Jefferson.


Índio (9) avança entre 3 adversários. Foto: Estevan Mazzuia.


Jefferson, arqueiro do Cão, repondo a bola em jogo; ao fundo, a barulhenta “Fúria Rubro Amarela”, marcando presença no estádio. Foto: Estevan Mazzuia.

Mas foram os visitantes que abriam o placar, aos 15 minutos: Vinícius ganhou da zaga na velocidade e bateu cruzado da entrada da área. Com a vantagem no placar, os garotos do ABC recuaram ainda mais, e o treinador Aguinaldo Moreira sacou o zagueiro Marquinhos para colocar em campo mais um atacante, Guilherme. Isso com 36 minutos do primeiro tempo.


Perigo de gol? Não: trata-se, na verdade, de jogada na lateral do campo, próximo à trave reserva. Foto: Estevan Mazzuia.


Maurício (6) cobrando falta para o Jabuca. Foto: Estevan Mazzuia.

A mudança surtiu efeito: aos 40 minutos, Luizinho cobrou falta da direita e Avatar empatou, de cabeça, desviando para o fundo das redes. No final da primeira etapa o Bernô teve ainda duas chances de retomar a vantagem, primeiro com uma falta cobrada pelo capitão Ranses, depois com Felipe, que interceptou lançamento e bateu à esquerda do goleiro Leandro.


Lance do empate jabaquarense: à direita, observa-se o arqueiro Jefferson se esticando para tentar evitar o empate. Foto: Estevan Mazzuia.


Detalhe da cobrança de falta de Ranses: bola rasteira e no cantinho do gol defendido por Leandro. Foto: Estevan Mazzuia.

A segunda etapa teve poucas emoções. Nos primeiros 15 minutos, resumidas a alguns escanteios para ambas equipes. O Jabuca permaneceu concentrando a posse de bola em seu campo de ataque, mas quando conseguia penetrar na área esbarrava na zaga bernardina. Aliás, era impressionante a quantidade de cortes do time alvinegro, em chutes fortes que derrubariam zagueiros experientes.


Zagueiros do Bernô cortando cruzamentos do Leão. Foto: Estevan Mazzuia.


Escanteio para o Bernô. Foto: Estevan Mazzuia.

A grande chance de carimbar a vitória rubro-amarela foi aos 40 minutos, em bela cobrança de falta de Maurício, que obrigou Jefferson a se esticar buscar a pelota onde dorme a coruja. Nos acréscimos, o Bernô teve sua chance também de falta, cobrada por Danilo. Mas ficou nisso.


Bonito balé aéreo na Caneleira. Foto: Estevan Mazzuia.


Jefferson se esticou para evitar o gol da vitória do Cão. Foto: Estevan Mazzuia.


Danilo cobrando falta: chance derradeira. Foto: Estevan Mazzuia.

Fim de jogo, Jabaquara 1x1 São Bernardo, e tudo indefinido para a finalíssima do próximo sábado. Até porque o Jabuca já reverteu tal adversidade nas semifinais, diante do ECUS. Foi isso!

Abraços

Estevan