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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Mauaense derrota o Tupã e está nas quartas do sub-20

Fala, pessoal!

A minha rodada de futebol nesse último final de semana se resumiu a duas partidas na tarde/noite do sábado, ambas válidas pelo Campeonato Paulista sub-20 da 2ª divisão. Por sinal, pelejas decisivas pelos confrontos de volta das oitavas de final. A primeira estava marcada para o Estádio Pedro Benedetti, num incomum duelo entre Mauaense e Tupã.

Ao chegar no estádio, novamente fui muito bem recebido pelo pessoal que comanda o Grêmio e pelos atletas da equipe. Notei também a presença da presidente do Tupã e de diretores do clube. Muito legal ver que mesmo após a desclassificação da equipe na Segundona e com a difícil missão de reverter o placar obtido no jogo anterior, eles prestigiaram o time.


GE Mauaense (sub-20) - Mauá/SP. Foto: Fernando Martinez.


Tupã FC (sub-20) - Tupã/SP. Foto: Fernando Martinez.


O árbitro Ricardo de Souza Tavares, os assistentes Everaldo Jorge da Silva e Cosme Tavares dos Santos e os capitães dos times. Foto: Fernando Martinez.

A situação do Mauaense era confortável para essa decisão, já que venceu o Tupã fora de casa no jogo de ida por 2x0. Somente uma derrota por três gols de diferença deixaria a equipe fora das quartas de final, já que teve melhor campanha na primeira fase. A torcida presente no estádio já contava com a vaga antes mesmo do jogo começar.


O Mauaense levava enorme perigo em ataques pela esquerda. A defesa do Tupã foi à loucura com essas investidas. Foto: Fernando Martinez.

E logo no primeiro minuto de jogo por pouco a vantagem local não foi ampliada num lance pela esquerda do ataque e que terminou com o zagueiro tupaense quase marcando contra. O Tupã buscava uma pressão, mas a defesa local trabalhava bem. A primeira chance real de perigo dos visitantes foi aos 13 minutos, numa brilhante defesa do arqueiro do Mauaense.


Bom ataque do Grêmio. Foto: Fernando Martinez.


Mais uma investida pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.

A tônica era essa: Tupã com maior posse de bola buscando um gol para tentar o milagre da classificação e o Mauaense se defendendo bem e levando perigo em rápidos contra-ataques. Num deles, aos 27 minutos, o bom camisa 11 do Grêmio Anderson Gindre recebeu bom passe em profundidade, entrou na área e tocou na saída do goleiro. A equipe da Grande São Paulo fazia 1x0 e agora só uma derrota por 4x1 classificaria o Tupã.


Chance da Locomotiva agora em bola alçada dentro da área do Tupã. Foto: Fernando Martinez.


O camisa 11 do Mauaense comemorando o primeiro gol da equipe na partida. Foto: Fernando Martinez.

O segundo gol ficou perto de acontecer nos minutos restantes da primeira etapa, mas ao final dos primeiros 45 minutos a vantagem era mínima para os locais. Antes do segundo tempo começar fui conversar com o amigo Luiz nas arquibancadas do Pedro Benedetti. Também tive o prazer de conversar com o Marrom, que faz parte da história do GEM desde sua fundação e deu detalhes interessantíssimos da história da equipe.


Disputa de bola pelo alto dentro da área visitante. Foto: Fernando Martinez.

Num segundo tempo com poucas emoções, o mais legal mesmo foi esse papo recheado de histórias legais. Por volta dos 20 minutos voltei ao gramado para captar algumas imagens do tempo final. Mas nem isso consegui direito, por mais que tentasse. O panorama da partida mostrava um Tupã tentando ao menos marcar um golzinho de honra no confronto, mas sem conseguir transpor o bloqueio defensivo do adversário. O Grêmio jogava na boa, sem forçar muito a barra e só esperando o tempo passar.


Chegada local pela direita no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

Após 45 minutos nesse esquema, o placar final não poderia ter sido outro: Mauaense 1-0 Tupã. Grande classificação da Locomotiva para as quartas de final, e agora a equipe joga contra Joseense ou Palmeirinha na nova fase. O time pode ir longe, pois está jogando muito bem. Independente do adversário, teremos um duelo muito legal pela frente.

Mas o dia ainda não tinha terminado. Fui junto com o Luiz até a estação de trem de Mauá, e dali segui para São Bernardo do Campo para mais um jogo decisivo, sem nem imaginar que estava prestes a assistir o meu melhor jogo de 2011.

Até lá!

Fernando

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Palmeiras vence a Itapirense e continua no G4 da Copa Paulista

Fala, pessoal!

Rodada da Copa Paulista com jogo marcado para quarta-feira à tarde, com frio e garoa, é um prato cheio para o JP. Com algumas opções na manga, decidi ir no Estádio Conde Rodolfo Crespi para o jogo entre Palmeiras e Itapirense, pela 14ª rodada do Grupo 3 da competição. Afinal, já fazia um bom tempo que não acompanha ao vivo uma partida do time de Itapira.

Animado com a bela tarde, segui sem percalços até a Rua Javari, já contando com a oportunidade de fazer as fotos oficiais. Mais uma vez publicamos aqui, de forma exclusiva. Ah, e foi muito legal ver a Itapirense com calções pretos, o que faz o time voltar definitivamente às suas origens nos anos 60.


SE Palmeiras - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


SE Itapirense - Itapira/SP. Foto: Fernando Martinez.


Trio de arbitragem e capitães das equipes. Foto: Fernando Martinez.

Jogando em casa, contra o lanterna da chave e que contabilizava cinco derrotas seguidas antes dessa partida, os três pontos eram "obrigação" para o Palmeiras. Ainda mais se contarmos que a equipe está na luta por uma vaguinha na segunda fase. Mas a diferença da campanha dos times não entrou em campo.


Falta para o Palmeiras no começo do jogo contra a Itapirense. Foto: Fernando Martinez.

Confesso que esse foi um dos jogos mais fracos que acompanhei ao vivo nesse ano de 2011. O primeiro tempo foi marcado pela absoluta ausência de emoções fortes. O Palmeiras não teve qualidade no ataque, e não criou nenhuma clara oportunidade de marcar o seu gol. A Itapirense também não fez nada digno de registro, embora tenha surpreendido com rápidos contra-ataques.


Lance no campo de defesa do time visitante. Foto: Fernando Martinez.


Mais uma imagem na direita do ataque palmeirense. Foto: Fernando Martinez.

O primeiro tempo foi tão fraco, que o destaque ficou mesmo pela boa conversa com o amigo Renato e com o Alexandre, repórter do UOL que já comprovou que a Tanzânia e o Zimbabwe existem de verdade. Os 45 minutos até que passaram rápido, já que um assunto leva a outro, sem que a gente perceba o tempo passar. Um óbvio 0x0 estava estampado no marcador, e a esperança era que a segunda etapa pudesse ser mais interessante.


Chance da Itapirense pelo alto na segunda etapa. Foto: Fernando Martinez.

No tempo final tivemos a companhia do Sérgio, sempre captando imagens para o programa FATV. Mas novamente continuamos sem ver um bom futebol. O Palmeiras até que jogou um pouco melhor do que na etapa inicial, mas as finalizações dos atacantes passavam longe do gol defendido pelo goleiro Evandro. Mas essa falta de pontaria não foi exclusiva do onze local, pois a SEI também não estava nos melhores dias, mostrando chutes a gol totalmente descalibrados.


Disputa de bola no meio de campo. Foto: Fernando Martinez.

O cheiro do 0x0 estava forte na Javari, mas aos 33 minutos aconteceu a única jogada consciente de todo o jogo. O jogador Amoroso conseguiu completar para o fundo das redes e colocou o alvi-verde na frente do marcador. O segundo até que poderia ter acontecido, mas parecia que ninguém mais queria marcar. Com isso, o placar não foi mais alterado.


Boa saída do goleiro alviverde no final da peleja. Foto: Fernando Martinez.

Final de partida: Palmeiras 1-0 Itapirense. Independente do jogo ruim, o que valeu mesmo foram os três pontos para o time paulistano. A equipe agora está na terceira colocação do Grupo 3 com 18 pontos, e o XV de Piracicaba e o União Barbarense somam 16. Torço pela classificação palmeirense, já que isso traria mais jogos in loco para acompanharmos na segunda fase. Para o time de Itapira, a preocupação é para que o campeonato acabe logo, e que comece ontem o cronograma para a A3 de 2012.

Após o apito final fomos conversar com o atual técnico da SEI, o ex-jogador Paulinho McLaren. Muito simpático, tirou fotos com todos, e depois disso, como não tínhamos nada melhor pra fazer, fomos comer pizza ao lado do estádio. Conversa vai, conversa vem, ficamos por ali até quase às 8 da noite.


Mesmo sem nada a ver com o jogo, essa imagem merece ser registrada no JP. Um figuraça, um sério cãozinho e uma "menina" passeando pela Mooca. Para a foto ficar melhor, ele ainda levantou o rostinho da "menina". Essa imagem rendeu vários minutos de risadas homéricas. Foto: Renato Rocha.


Alexandre, Renato, Sérgio e Fernando curtindo um bom papo depois de uma bela pizza. Foto: Garçom.

Sempre é bom ter a companhia de pessoas legais para falar sobre tudo, principalmente futebol. Já de noite, fomos para a Estação Mooca e dali cada um seguiu para seu destino final. Se o jogo não foi tão bom assim, o pós-jogo valeu demais a pena.

Até a próxima!

Fernando

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Chapecoense elimina o Santo André e se classifica na Série C

Fala, pessoal!

Fechando os jogos em que o JP esteve presente no último final de semana, tive o prazer de fazer minha estreia no Campeonato Brasileiro da Série C, depois de quase três anos sem ver nenhum jogo do certame. No ótimo horário das 16 horas do domingo, segui até a cidade de Santo André, aonde o próprio Santo André enfrentou o campeão catarinense de 2011, a Associação Chapecoense de Futebol, no destruído Estádio Bruno José Daniel.

Depois de faltar nos três primeiros jogos por motivos que fugiram (e muito) da minha alçada, minha presença nesse confronto era obrigatória. Além de ser uma verdadeira decisão, foi a segunda vez que pude acompanhar in loco um jogo do Furacão do Oeste (a primeira foi contra o Guarani, numa Copa do Brasil), e a primeira com a chance de fazer a foto do time. E devidamente autorizado, fiz as imagens para o JP:


EC Santo André - Santo André/SP. Foto: Fernando Martinez.


A Chapecoense de F - Chapecó/SC. Foto: Fernando Martinez.


Trio de arbitragem da partida, composto pelo árbitro Ítalo Medeiros de Azevedo (RN) e os assistentes Marcelo Braz Mariano (RJ) e Daniel Luís Marques (SP), e capitães andreense e chapecoense. Foto: Fernando Martinez.

Um público de 572 pagantes, entre eles os amigos Mílton e Renato, esteve presente no Bruno José Daniel para a possível despedida andreense da competição jogando no ABC. O ânimo do pessoal melhorou um pouco após o resultado positivo do Ramalhão contra o Caxias. Uma vitória contra a Chapecoense deixaria o time longe da zona de rebaixamento e com chances de classificação. Mas um triunfo do Verdão, somado a um empate entre Joinville e Brasil de Pelotas, classificaria os visitantes para a segunda fase.


Marcação firme da zaga da Chapecoense no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

Desde o apito inicial a torcida incentivou o time local, mas a equipe não se portava bem em campo. Mesmo jogando numa postura mais defensiva, a Chapecoense levou enorme perigo contra o gol defendido pelo arqueiro André Luís. Por duas vezes os atacantes chegaram perto de abrir o marcador, fazendo com que a torcida visitante ficasse perto de gritar gol.


Bom chute do Santo André pela direita do seu ataque. Foto: Fernando Martinez.


Boa cabeçada do ataque do Ramalhão após escanteio na direita. Foto: Fernando Martinez.

Somente após os 30 minutos o Santo André criou sua primeira chance de perigo, numa bola que tirou tinta da trave direita do goleiro Rodolpho em cobrança de falta de Cristiano Brasília. Minutos depois, um chutaço na trave, em boa jogada pela direita, novamente com o camisa 10 andreense. Mas no frigir dos ovos, não tivemos um bom jogo, e o intervalo chegou sem a abertura do placar.


Escanteio cobrado por Cristiano Brasília ao final do primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

No intervalo subi nas cabines de imprensa para ver do alto a situação da ex-parte coberta do Bruno José Daniel. Dali parece que temos algo relacionado ao coliseu romano ou algum cenário de um local destruído após uma guerra civil. Tive informações que o contrato de reforma finalmente foi assinado na semana passada, e esperamos que realmente a obra saia do papel. Santo André precisa de um estádio "inteiro" e melhor do que era antigamente.


Visão atual do Bruno José Daniel, com a ex-parte coberta sem cobertura. Foto: Fernando Martinez.


Boa presença da torcida da Chapecoense em terras paulistas. Foto: Fernando Martinez.

Alguns copinhos d'água depois, voltei ao gramado para o segundo tempo de peleja. O sol tinha baixado e um vento gelado passou a soprar e fazer a curva exatamente aonde estava. Fiquei os 45 minutos ali trincando os dentes, em momentos que podem ser considerados os últimos suspiros do inverno antes que aquele calor absurdo volte a dar as caras por aqui.


Ataque andreense pela direita. Foto: Fernando Martinez.

E para desespero dos torcedores do Ramalhão, o Furacão do Oeste abriu o marcador aos 7 minutos. Após cruzamento da esquerda, o camisa 9 Jean Carlos cabeceou de forma certeira no canto esquerdo de André Luís. O goleiro ainda tentou tirar, mas não teve jeito. Chapecoense 1x0.


O time local tentou, mas não chegou ao gol no segungo tempo. Foto: Fernando Martinez.

Atrás no marcador, os andreenses tentaram fazer uma pressão para chegar ao empate. Mas apesar da maior posse de bola, faltava qualidade no ataque, e todas as investidas eram facilmente neutralizadas. Num ótimo contra-ataque, a torcida do time visitante quase comemorou o segundo em chutaço de Neílson à queima-roupa, com grande defesa do arqueiro do ABC paulista.


Visão geral de escanteio para o onze paulista. Foto: Fernando Martinez.

O Ramalhão tentava, tentava, tentava... Mas nada dava resultado, deixando sua torcida impaciente e irritada. O final do jogo se aproximava, e a derrota parcial deixava a equipe numa péssima situação. Todos os atletas resolveram se lançar ao ataque para tentar a igualdade. O camisa 4 Daniel chegou a empatar a peleja aos 36 minutos, mas o tento foi anulado por impedimento.


Lance do gol marcado pelo jogador Daniel, mas que foi anulado por impedimento. Foto: Fernando Martinez.

Os minutos finais foram dramáticos, com a Chapecoense se segurando como podia na defesa, zonza com a troca de passes do ataque local. Mas aos 43 minutos o Verdão acertou um contra-ataque perfeito pela esquerda. Jean Carlos entrou na área, deu um corte seco no zagueiro e chutou forte no canto esquerdo de André Luís, para completo delírio da torcida do campeão catarinense de 2011.


Chute de longe e boa presença do goleiro catarinense Rodolpho. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Santo André 0-2 Chapecoense. A vitória classificou a equipe de Chapecó para a segunda fase da Série C 2011. A chave já está definida, e conta também com Joinville, Ipatinga e Brasiliense. Já estou na torcida para que o time alvi-verde possa fazer parte da Série B em 2012.

Falando do Ramalhão, a derrota fez com que a equipe permanecesse na lanterna do Grupo D da competição. No próximo domingo a equipe pega o Brasil de Pelotas fora de casa, e precisa vencer, caso contrário a equipe vai parar na quarta divisão do nacional no ano que vem. Se o jogo terminar empatado, o time ainda pode se salvar caso o Caxias perca por quatro gols jogando fora de casa contra a Chapecoense.

Mas independente da salvação ou da condenação ao limbo da quarta divisão, é evidente que o trabalho ali deixou muito a desejar. Dois anos atrás, a equipe fazia parte da elite do país, e agora pode amargar o terceiro rebaixamento em três anos (isso sem contar o rebaixamento no paulista nesse ano). Lamentável acompanhar esse declínio, e torcemos muito para que o time do ABC paulista possa assustar novamente seus adversários em campeonatos brasileiros.

Diferente do que aconteceu no jogo anterior por ali, dessa vez não aconteceu nenhuma confusão, e junto aos dois amigos já citados, fomos esperar o ônibus que nos levaria à estação de trem. Pegamos o coletivo com direito a uma genial trilha sonora de Elton John, que deixou muitos usuários do transporte coletivo andreense emocionados com músicas como Candle In The Wind e Your Song. Depois, foi só pegar o trem e voltar para a capital paulista, ainda com basquete masculino e a volta do futebol americano na telinha... O dia demorou a terminar.

Até a próxima!

Fernando

Virada sensacional do Olímpia sobre o ECUS pela Segundona

Olá,

Após ter acompanhado dois jogos no sábado, um na Vila Guarani em São Paulo e outro em Santos, no domingo pela manhã, fui até a vizinha cidade de Suzano, mais precisamente ao Estádio Francisco Marques Figueira, também chamado de Suzanão, com o objetivo de conferir a partida E.C. União Suzano x Olímpia F.C., válida pela terceira rodada da terceira fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão, em seu Grupo 15.

No dia anterior (sábado) havia sido realizada a partida Port. Santista 2 - 0 Independente, que teve cobertura do JP, valendo pelo mesmo grupo da competição, cujo resultado deu uma embolada geral na classificação. Diante disso, a conquista da vitória era de suma importância para as duas equipes, visando a permanência no campeonato. O time da casa estava na 4ª posição com apenas 1 ponto, enquanto o time do interior entrava em campo com 2 pontos, na 3ª posição. A partida tinha todos os ingredientes para ser sensacional.

Apesar de ter chegado ao estádio uma hora antes do início da partida, quase perdi a chance de fazer as fotos oficiais, pois saí do gramado para tomar um café oferecido pelo ECUS para o pessoal da imprensa e, quando me dei conta da proximidade da entrada das equipes, quis voltar ao gramado e me deparei com os portões trancados e aí foi aquela correira para achar a pessoa que estava com a chave. Felizmente o portão foi aberto e consegui fazer as fotos, mais uma vez na condição de exclusivas, contando com a colaboração dos dois times e dos árbitros que já estavam no gramado para execução do Hino Nacional Brasileiro. As fotos estão abaixo:


E.C. União Suzano - Suzano/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Olímpia F.C. - Olímpia/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de arbitragem comandado por Luiz Vanderlei Martinucho, seus assistentes Vicente Romano Neto e Luís Alexandre Nilsen, além do 4º árbitro Alexandre Bigai Miranda, ao lado dos capitães. Foto: Orlando Lacanna.

A partida começou com muita velocidade, com os dois times mostrando muita disposição, tanto na marcação, quanto na vontade de atacar, tornando a partida cheia de alternativas. O primeiro bom momento aconteceu logo aos 5 minutos e foi do Olimpia, numa jogada pela direita, cujo cruzamento foi aproveitado por Denis, que não pegou bem na bola, perdendo boa chance. Se tivesse acertado em cheio, poderia complicar a vida do goleiro Geison.


Saída precisa do goleiro Geison do ECUS neutralizando cruzamento. Foto: Orlando Lacanna.

O jogo seguia equilibrado, com o ECUS tendo mais posse de bola, mas encontrando dificuldade para penetrar na forte defesa visitante, que cobria bem os espaços e não tinha vergonha de chutar para o lado que desse, visando destruir o ataque do adversário.


Zagueiro do Olímpia impedindo avanço do atacante Thales do ECUS. Foto: Orlando Lacanna.


Agora uma boa saída do goleiro Klayton do Olímpia. Foto: Orlando Lacanna.

Mesmo com a partida equilibrada, foram os donos da casa que tiveram as melhores chances após os primeiros 20 minutos, como aconteceu aos 22, nos pés de Thales, que recebeu passe açucarado da direita, porém a sua conclusão foi desviada pela zaga e a chance foi embora. Aos 41 minutos, foi desperdiçada a melhor chance da primeira etapa e foi novamente com o camisa 9 Thales, que cabeceou próximo ao bico da pequena área, mas a bola foi para fora, com o goleiro Klayton tirando com os olhos. Diante disso, primeiro tempo terminou sem abertura da contagem, num bom jogo.

Durante o intervalo conversei com o Auxiliar Técnico do Olímpia, Douglas Santos, que disse que o pessoal do Olímpia acompanha o JP e nos convidou para irmos até lá, não só para fazermos a cobertura da alguma partida, como também para fazermos uma matéria sobre o estádio local, para ser exibida na seção "Estádios pelo Brasil" que também é muito admirada pelo pessoal do "Galo Azul". Sugestão registrada e vamos fazer o possível para viajarmos até lá ainda em 2.011.


Alguns dos vários amigos do JP torcendo pelo ECUS. Foto: Orlando Lacanna.

Com a partida reiniciada, o Olímpia foi com tudo para o ataque e só não inaugurou o placar, logo aos 2 minutos, por conta da infelicidade do camisa 2 Muller, que cabeceou sozinho próximo à pequena área, mas a bola não teve o endereço certo. Foi a melhor chance dos visitantes até aquele momento do jogo.


Chance de ouro desperdiçada pelo Olímpia no começo do segundo tempo. Foto: Orlando Lacanna.

A resposta do ECUS não demorou e foi fatal para a defesa visitante, pois numa jogada rápida iniciada no campo de defesa suzanense, o ágil camisa 11 Thales, invadiu pelo meio o tocou com categoria para marcar o primeiro gol da partida, aos 7 minutos, colocando o time da casa à frente no marcador. Cinco minutos depois, o ECUS desperdiçou uma chance incrível de aumentar a diferença, numa jogada que terminou com a conclusão do camisa 17 Roberto, que mesmo sem goleiro, não conseguiu mandar a bola para o fundo da rede, pois a zaga desviou.


Bola no fundo da rede do Olímpia e Thales comemorando o gol do ECUS. Foto: Orlando Lacanna.


Agora o camisa 17 Roberto desperdiçando ótima chance para aumentar o placar. Foto: Orlando Lacanna.

Em desvantagem no placar, o bom time do Olímpia continuou buscando a igualdade, tendo criado dois bons momentos, através de arremates do camisa 8 Aguinaldo aos 15 e 18 minutos, sendo que o primeiro foi defendido pelo goleiro e o segundo foi desviado para escanteio, cuja cobrança permitiu ao zagueiro e capitão olimpiense André cabecear, livre de marcação, com a zaga suzanense desviando novamente. O Olímpia vinha crescendo na partida.

A partida seguia sendo disputada com muita disposição e, na marca dos 21 minutos, o Olímpia teve o seu atleta Gilso expulso do gramado, após receber o segundo cartão amarelo, deixando sua equipe com um homem a menos e em desvantagem no marcador. O ECUS tinha tudo para definir a partida a seu favor.

Além da vantagem no placar e um atleta a mais, o ECUS teve a grande chance de aumentar a diferença, aos 31 minutos, quando o árbitro marcou pênalti, que foi cobrado Thales e defendido pelo goleiro Klayton. Esse lance foi decisivo para a mudança da história da partida, ocorrida em apenas 3 minutos.


Goleiro Klayton defendendo pênalti e evitando o 2º gol do ECUS. Foto: Orlando Lacanna.

Na primeira descida ao ataque por parte do Olímpia, um minuto após a defesa do pênalti, o gol de empate aconteceu e foi anotado pelo centroavante Jardel, aproveitando um sobra de bola no interior da área. Dois minutos depois, o mesmo Jardel, agora de cabeça, marcou o 2º gol olimpiense, deixando o time e a torcida do ECUS perplexos com a virada em apenas 3 minutos e ainda com a perda do pênalti.


Detalhe do gol da virada do Olímpia anotado por Jardel. Foto: Orlando Lacanna.

Evidentemente que o ECUS sentiu o baque da virada, mas, mesmo assim, tentou de todas as maneiras chegar pelo menos ao empate, porém o time do Olímpia segurou a onda e conseguiu um feito espetacular.

Fim de jogo com o resultado de ECUS 1 - 2 Olímpia, que colocou o time do interior na 2ª posição do grupo com 5 pontos, ao lado da Portuguesa Santista, mas perdendo a liderança por conta do saldo de gol inferior (1 x 2). Quanto ao ECUS, a derrota o deixou na última (4ª) colocação com apenas 1 ponto, comprometendo sua trajetória na busca pela classificação, muito embora ainda faltam 3 partidas para cada equipe e muita coisa possa mudar. Tão logo a partida foi encerrada, voltei para a Capital para almoçar e acompanhar o Brasileirão pela telinha, assistindo uma mancada atrás da outra dos primeiros colocados na classificação da Séria A.

Quando me preparava para escrever esse texto, tive conhecimento de uma notícia muito triste, envolvendo o atleta do ECUS, Jonathan Godoy, que esteve no banco de reservas com a camisa 16. Ele faleceu na manhã da segunda-feira, em razão de um acidente de carro, que envolveu outra vítima fatal, o também atleta Wilker Nelson Aparecido Rodrigues, que jogou pelo Osasco F.C. Em meu nome e de todos integrantes do JP, ficam aqui registradas as nossas condolências às duas famílias.

Abraços,

Orlando

Bernô sai na frente do Palestra nas oitavas do sub-20

Fala, pessoal!

Para variar um pouco, estive mais uma vez em São Bernardo do Campo para um joguinho perdido na tarde do último sábado. Novamente no Baetão, tive a chance de acompanhar in loco o clássico entre Palestra e EC São Bernardo, agora pela partida de ida das oitavas de final do Campeonato Paulista sub-20 da 2ª divisão.

Logo quando entrei no trem com destino ao ABC encontrei os amigos Rodrigo Colucci e Álvaro, ferrenho torcedor do Nacional, ambos ansiosos pelo confronto. Ao chegar no Baetão, notei que os dois times estariam muito bem representados com suas respectivas (e animadas) torcidas. Mas confesso que a primeira coisa que fui checar quando entrei no estádio foi a presença da ambulância, pois os meus dois recentes WO's em estádios (o primeiro no mesmo clássico, pelo segundo turno da fase inicial) me deixaram com sequelas.

Ambulância checada e cumprimentos aos amigos devidamente feitos, foi só esperar as equipes entrarem em campo para fazer as fotos oficiais:


Palestra SB (sub-20) - São Bernardo do Campo/SP. Foto: Fernando Martinez.


EC São Bernardo (sub-20) - São Bernardo do Campo/SP. Foto: Fernando Martinez.


O árbitro José Roberto Marques e os assistentes Everaldo Jorge da Silva e Ivan Luiz Assumpção prontos para a partida junto com os capitães. Foto: Fernando Martinez.

Com a terceira melhor campanha da primeira fase, e um dos três times ainda invictos na competição, o Bernô poderia ser considerado favorito absoluto para essa partida somente se levássemos em consideração os números. Mas o Palestra, que teve uma recuperação monstro e conseguiu uma classificação histórica (com direito a um 9x0 na última rodada contra o São Vicente), não seria um adversário fácil... Muito pelo contrário.


Lance do clássico entre Palestra e Bernô. Foto: Fernando Martinez.

Nem a demora de 15 minutos para o jogo começar, já que o médico ainda não havia chegado, deixou que os jogadores diminuíssem o ânimo. Desde os primeiros minutos já notava que a partida seria um Clássico com "C" maiúsculo, mesmo sendo na categoria de base. O São Bernardo mostrava melhor técnica, mas o Palestra equilibrava as ações com muita raça.


De dentro do gol, escanteio para o São Bernardo. Foto: Fernando Martinez.

As duas equipes centralizavam as ações no meio-campo, mas ambos tiveram suas chances de saírem na frente do marcador. Jogadas ríspidas, clima quente, muita animação nas arquibancadas. Um belo jogo para se assistir. Mas quem acabou fazendo mais festa ao final do tempo inicial foi a torcida do Bernô, graças ao gol marcado aos 42 minutos. Danilo Shiratomi chutou forte da entrada da área, após bola mal rebatida pela zaga palestrina, e ainda viu a pelota bater na trave esquerda antes de morrer no fundo das redes.


Momento em que a zaga do Palestra afastava a bola de dentro da área. Segundos depois, o Bernô abriria o marcador. Foto: Fernando Martinez.

O intervalo chegou e com ele aquela famosa friaca de São Bernardo do Campo resolveu também aparecer. Não estava preparado para aquela ventania toda, e no segundo tempo acabei indo me proteger do frio na "casinha" que fica no centro do campo. Dali vi 45 minutos fantásticos.

O Palestra voltou com ainda mais raça, e conseguiu a melhor chance para o empate aos 10 minutos, com um pênalti marcado pela arbitragem. A cobrança de Bagietto foi tranquila, deixando o time alviverde novamente vivo na peleja. O empate era justo, já que o panorama do primeiro tempo persistia: o São Bernardo tinha mais qualidade no ataque e criava mais chances, mas o Palestra igualava tudo na raça e com muita vontade.


Detalhe do empate palestrino, com a cobrança de pênalti de Bagietto. Foto: Fernando Martinez.


Chance alvinegra pelo alto. Foto: Fernando Martinez.

Aos 35 minutos o Bernô teve seu desempenho ofensivo sempre perigoso recompensado com a marcação de um pênalti. O jogador Ranses foi para a cobrança e tocou com classe no canto esquerdo do goleiro. Só que nem deu tempo para comemorar, pois na saída de bola o Palestra foi ao ataque e um dos zagueiros alvinegros tocou com a mão na bola dentro da área. Pênalti!


Segundo gol do São Bernardo, marcado aos 35 do segundo tempo com Ranses. Foto: Fernando Martinez.

Mas a cobrança do jogador Brito beirou o absurdo. Ele tentou dar uma cavadinha, mas ela saiu completamente equivocada e foi parar muito, mas muito longe do gol. A torcida alviverde, que já estava pegando no pé do jogador, foi ao desespero e passou a "homenagear" o camisa 20 da equipe com palavras que não posso reproduzir por aqui.


A bizarra cavadinha de Brito no pênalti que poderia dar o empate ao Palestra. Foto: Fernando Martinez.

Os 10 minutos finais foram recheados de emoção, mas no apito final nada mais foi alterado. Final de jogo: Palestra 1-2 EC São Bernardo. Grande vitória do Bernô, no sufoco e baseado na melhor qualidade técnica da equipe. Mesmo podendo perder por um gol no jogo de volta, o duelo não está definido, pois os palestrinos mostraram que serão adversários difíceis de serem batidos.

Acompanhei a saída dos atletas do gramado e fiquei ainda um bom tempo nas dependências do Baetão conversando com os amigos torcedores dos dois times. Saindo dali, ainda degustei um ótimo pastel perto do terminal de ônibus, antes de seguir de volta pra casa. Era dia para confirmar a volta do basquete masculino do Brasil às Olimpíadas. Mas no domingo teve mais futebol na pauta...

Até lá!

Fernando