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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Linense goleia Atlético Sorocaba pela Série A2

Olá,

Na primeira quinzena de janeiro, teve início o Campeonato Paulista da Série A2, com a participação de 20 equipes, que disputarão quatro vagas para a Série A1 em 2.011. Como essa competição também tem a cara do JP, no último sábado à tarde, voltei a transitar pela Rodovia Castello Branco, rumando até a importante cidade de Sorocaba, indo ao Estádio Walter Ribeiro, para conferir a partida C.A. Sorocaba x C.A. Linense, válida pela quarta rodada da primeira fase da competição.

Chegando ao meu destino, após rever alguns amigos da região e de Lins, fui conversar com os capitães das duas equipes, visando acertar o esquema para fazer as fotos oficiais da partida, as quais são exclusivas e estão apresentadas abaixo:


C.A. Sorocaba - Sorocaba/SP. Foto: Orlando Lacanna.


C.A. Linense - Lins/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de arbitragem com o árbitro Milton Etsuo Ballerini, os assistentes Carlos Augusto Nogueira Junior e Junivan Rodrigues de Sousa e o quarto árbitro Sérgio Ricardo de Oliveira junto com os capitães das equipes. Foto: Orlando Lacanna.

Em razão das campanhas das duas equipes nas três primeiras rodadas, o Linense entrou em campo na condição de favorito, porém, nos minutos iniciais, foi o Atlético que forçou mais as jogadas ofensivas, exigindo pelo menos, uma boa intervenção do experiente goleiro Paulo Musse. O lance mais agudo ocorreu aos 14 minutos, quando o Galo local abriu a contagem, através do atacante Léo Souza.


Cruzamento do ataque sorocabano no início da partida. Foto: Orlando Lacanna.

Após o gol inaugural, o Atlético continuou tendo mais posse de bola, porém já era possível notar que o Linense começava a se soltar na partida e, a qualquer momento, poderia igualar o marcador. Não demorou muito e, na marca dos 22 minutos, o artilheiro Fausto empatou, num belo gol de cabeça, após receber um cruzamento perfeito vindo da esquerda, executado por Tarracha.


Bola no fundo da meta do Atlético e os zagueiros desolados pelo gol de empate do Linense. Foto:Orlando Lacanna.

Depois do empate, o Linense assumiu o controle das ações, mas, mesmo assim, acabou permitindo ao Atlético marcar outro gol, aos 30 minutos, porém não foi validado pela arbitragem que assinalou impedimento. O curioso nesse lance, foi que o operador do placar eletrônico não se ligou que o gol havia sido anulado e manteve o placar de 2 a 1 a favor dos locais por quase cinco minutos, gerando muita gozação por parte de vários torcedores.

Quando tudo indicava que a primeira etapa fosse terminar empatada, eis que, aos 40 minutos, o Elefante da Noroeste passa à frente no marcador, graças a outro gol de cabeça do artilheiro Fausto, levando para o intervalo a vantagem de 2 a 1 favorável ao time de Lins.


Redondinha indo para o fundo da rede do Atlético no segundo gol de Fausto. Foto: Orlando Lacanna.

A bola voltou a ser movimentada e, nos primeiros minutos, o Atlético deu impressão que assumiria o controle das ações, mas, aos 10 minutos, teve o seu atleta Léo Cruz expulso ao receber o segundo cartão amarelo, por ter cometido uma falta mais dura. Na cobrança, o meia Guaru, mandou um balaço que explodiu no travessão da meta defendida pelo goleiro Bruno Bueno que já estava batido no lance.


Bola saindo por cima após explodir no travessão sorocabano. Foto: Orlando Lacanna.

O Atlético, com um homem a menos, passou a encontrar mais dificuldades para penetrar na defesa dos visitantes que se mostrava muito segura, principalmente em razão da ótima atuação do zagueiro e capitão Rocha (ex-Guaratinguetá). O Linense seguia mostrando um futebol eficiente, tanto que, na marca dos 23 minutos, para variar um pouco, o artilheiro Fausto anotou o terceiro gol dele e da sua equipe e, por incrível que pareça, mais uma vez de cabeça. Talvez tenha surgido um outro "Cabecinha de Ouro", lembrando o saudoso atacante Baltazar que jogou no Corinthians e na Seleção Brasileira nos anos 50.


Escanteio cobrado pelo Linense no segundo tempo. Foto: Orlando Lacanna.

Ao estabelecer a vantagem de 3 a 1, o Linense passou a tocar mais a bola, fazendo o tempo passar, mas, ainda assim, chegou ao seu quarto gol, nos acréscimos, anotado contra através de Wanderson. Aliás, não consegui ver direito esse gol, pois naquele momento, estava desabando uma chuva torrencial que me deixou todo ensopado, me obrigando a encontrar um abrigo, uma vez que o meu guarda-chuva foi simplesmente destuído pelo forte vento.


Mais um ataque do Linense na segunda etapa com nuvens carregadas ao fundo. Foto: Orlando Lacanna.

Fim de partida com o placar eletrônico indicando corretamente Atlético Sorocaba 1 - 4 Linense, que colocou o time de Lins na quarta posição com 10 pontos, dando sinais claros que será um candidato forte a conquistar uma das oito vagas para a próxima fase. Quanto ao Atlético, a situação é preocupante, pois ficou na penúltima colocação (19ª) com apenas um pontinho ganho. Se não reagir rápido, é sério candidato ao rebaixamento.

A partida foi encerrada, mas eu não conseguia deixar o estádio, uma vez que a região em volta ficou toda alagada, não permitindo qualquer tipo de movimentação por parte dos pedestres e até mesmo de alguns carros. Graças à boa vontade de um dos fiscais da FPF, consegui uma providencial carona que me deixou no Terminal Rodoviário e, de lá, embarquei de volta para São Paulo. Mesmo todo molhado, comecei a planejar a cobertura de mais uma partida válida pela Série A2, que seria realizada no domingo pela manhã, mas isso é outra história que será contada mais tarde. Aguardem.

Abraços,

Orlando

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Volta ao Passado, volume 35: Palmeiras FC (Franca/SP)

PALMEIRAS FC (Franca)


Escudo alternativo do Palmeiras Futebol Clube de Franca que fica nas tribunas do estádio do time. Foto: Fernando Martinez.

Fala pessoal!

Finalmente os posts da cultuada série VOLTA AO PASSADO voltam às páginas do JOGOS PERDIDOS, e hoje com um pouco mais da história do tradicionalíssimo Palmeiras Futebol Clube da cidade de Franca, clube que visitei em meados de 2009 e é situado na Rua Santos Pereira. E pela primeira vez voltamos a falar de um time já citado - o Palmeiras foi visitado pelo Orlando em 2005, no primeiro volume da série - pois a situação atual da equipe é bem diferente do que ele viu há cinco anos atrás.


Fachada do time em março de 2009, completamentre restaurada. Foto: Fernando Martinez.


E a mesma fachada em 2005, quando da visita do Orlando, numa época em que o Palmeiras estava quase sumindo do mapa. Foto: Orlando Lacanna.

A viagem que fiz aconteceu pouco após o carnaval de 2009, num final-de-semana aonde visitei pela primeira vez a região. Na oportunidade vi a partida entre Francana e Nacional, vencida pela Feiticeira por 4x1 válida pela Série A3 do ano passado. E como fiquei na cidade para voltar à capital no dia seguinte, uma visita ao Palmeiras era mais do que obrigatória. Para a minha grata surpresa, encontrei o clube numa situação bem melhor do que o Orlando viu. Mas antes de falar da situação do clube, vale contar um pouco da história do time do Palmeiras através dos anos e das suas disputas em campeonatos paulistas.


Aqui o nome do clube na entrada de associados, também restaurada. Foto: Fernando Martinez.

A equipe foi fundada em 25/12/1917 pela colônia italiana que vivia na cidade em razão do cultivo do café. Exatamente 30 anos depois começava a história palmeirense no profissionalismo. O time foi um dos participantes do primeiro campeonato oficial de Segunda Divisão em São Paulo. Mas ao final daquele torneio, a equipe ficou na 14ª e última colocação. Nos dois anos seguintes a equipe continuou sem mostrar um bom futebol, e isso fez com que a equipe desistisse da Segundona em 1950 e só voltasse a disputar em 1953. Mas foi uma volta efêmera, pois o time não voltou para a disputa em 1954.


Time do Palmeiras em 12/08/1981, época em que o clube disputava o Campeonato Amador do estado visando voltar ao profissionalismo. Na época, a equipe podia jogar no futebol profissional depois de três disputas amadoras. Reprodução: Fernando Martinez.

Somente em 1983 a equipe reapareceu nos gramados paulistas numa sequência maior de campeonatos disputados. Mas tirando o ano de 1984, quando a equipe foi 6ª colocada numa Terceira Divisão com 42 participantes, o restante da década não foi muito proveitoso, num tempo em que a dificuldade e o "amadorismo" de quase todas as equipes era evidente. Era o final de uma época romântica do futebol, e isso custou a vida de muitas equipes desde então.


Time do Palmeiras FC posado no dia 26/06/84, quando venceu a Santa Ritense por 2x1 jogando em Franca. Reprodução: Fernando Martinez.

Em 1990 porém o Palmeiras chegou a sua melhor participação em algum Campeonato Paulista em todos os tempos. Jogando a Terceira Divisão (equivalente ao quarto nível da época), o time foi vice-campeão, só perdendo o título para o Corinthians de Presidente Wenceslau em virtude desse ter melhor campanha, pois não houve final após a última fase do campeonato. Em 1991 o time voltou a jogar a Segunda Divisão (equivalente à Terceira) e fez campanha razoável. Mas após isso, duas campanhas completamente desastrosas deixaram o time em situação ruim. Em 40 jogos disputados em 1992/1993, a equipe perdeu 28, um total de 70%, e venceu apenas 4 deles. O time ficou com a 49ª colocação em 1992 (entre 50 participantes) e na 42ª posição, o último lugar, no ano seguinte.


O Palmeiras FC posando para mais uma foto, agora em time do final dos anos 80. Reprodução: Fernando Martinez.

Nesse período, o time ficou 23 jogos sem nenhuma vitória, num período total de quase dois anos. As maiores goleadas sofridas pelo Palmeiras também aconteceram nesse meio-tempo. No campeonato de 1993, a equipe tomou duas buchas de 8x0 do José Bonifácio, uma delas dentro do seu próprio estádio. E a maior goleada sofrida pelo clube em toda sua história profissional aconteceu em 25/07/93, quando tomou um 11x0 do Monte Azul.

Para completar a tristeza dos torcedores do time, o campeonato de 1994 foi o pior de todos os tempos e o Palmeiras nem terminou a disputa. A equipe foi eliminada após 12 jogos disputados em virtude de dívidas com a FPF. O último desses jogos, e consequentemente último jogo do time no profissionalismo, aconteceu no dia 26 de junho, quando perdeu para o Guapira por 2x1 no Estádio Aníbal de Freitas. Foi a primeira vez que o time jogou na capital paulista em disputas profissionais e a velha guarda do JP, que estava presente no estádio nesse dia, com certeza nem imaginava que estava vendo um momento histórico.

Desde então a equipe perambulou pelos campeonatos amadores regionais por algum tempo até parar até com o amadorismo. Na época do primeiro post sobre o clube na série VOLTA AO PASSADO, o time estava completamente largado, com seu histórico estádio em ruínas e praticamente sem nenhum futuro. Não havia nenhuma movimentação de associados, nenhuma equipe adulta de futebol, e o campo de jogo era utilizado apenas por uma escolinha de garotos.

Ainda com essa imagem de abandono e destruição que tinha da visita de 2005, cheguei na Rua Santos Pereira e me impressionei com o estado atual do estádio. Tudo muito bem conservado e devidamente pintado com as cores verde e branca. Logo me identifiquei para o porteiro do local, e não demorou muito para que um dos atuais membros da diretoria do clube viesse me recepcionar. Muito simpático, foi me mostrar as dependências do reformado estádio palmeirense.


Detalhe das sociais do estádio palmeirense devidamente restauradas. Foto: Fernando Martinez.


Vista da parte coberta do estádio, bem diferente do que vimos lá cinco anos atrás. Foto: Fernando Martinez.


Placar do estádio do Palmeiras FC de Franca. Foto: Fernando Martinez.

Não existem mais os sarrafos de madeira escorando a parte coberta, não existe mais a pintura mal-feita e o lugar com cara de completo abandono. Todo o estádio foi reformado e pintado, exatamente como era no começo da história do Palmeiras. A tribuna que fica na parte coberta é o ponto alto do local, e o aspecto histórico do começo do século XX foi deixado intacto. Telhas novas na parte coberta também foram colocadas, deixando o local mais bem arrumado do que muito campo que vemos por aí.


Tribuna, a parte mais sotisficada aonde os figurões assistiam os jogos do time, completamente revitalizada do estádio alvi-verde. Foto: Fernando Martinez.


Mais uma visão do largo corredor das numeradas cobertas do estádio, com o ginásio do clube ao fundo. Foto: Fernando Martinez.

Mas o que chama mesmo a atenção fica dentro das quatro linhas, pois o gramado do estádio do Palmeiras é muito, mas muito bom mesmo. Em tantos gramados horrorosos que vemos na Segundona paulista, ver algo tão bem cuidado como vi lá é animador. Depois da visita, fui conhecer o restante das dependências do clube, que ainda possui uma cancha de bocha, ginásio e um espaço para confraternização dos associados.


Visão da parte esquerda do belo gramado da "cancha" palmeirense em Franca. Ah, os tufos que são vistos no campo estão aí pois estavam mexendo no gramado no dia da minha visita. Foto: Fernando Martinez.


Agora o lado direito do gramado palmeirense. Foto: Fernando Martinez.

Após essa avalanche de nostalgia fui conversar com dois diretores do clube, que disseram que a meta do time é voltar o mais rápido possível ao profissionalismo. Toda a restauração e revitalização da sede/estádio do time é em razão disso. Mas em primeiro lugar nos planos dos diretores palmeirenses está a criação do time amador para que se forme uma base suficientemente importante para que a equipe possa aguentar os desafios da Segundona paulista.


Sala de troféus do clube e os simpáticos diretores (se alguém souber o nome dos dois nos avise... o papel em que tinha anotado derreteu numa chuva de verão no ano passado) que conversaram bastante comigo, me agradecendo muito pela visita ao tradicional clube paulista. Foto: Fernando Martinez.

Muita conversa depois me despedi dos simpáticos membros da diretoria alvi-verde e peguei novamente meu rumo para a capital do estado, mas torcendo que o Palmeiras Futebol Clube de Franca possa voltar logo ao profossionalismo. Torcida aqui do JOGOS PERDIDOS com certeza é o que não falta.

Até a próxima!

Abraços,

Fernando

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Juventude classificado para as semifinais da Copinha pela primeira vez

Opa,

A 41ª Copa São Paulo de Futebol Júnior está chegando ao seu final e mais uma vez o JOGOS PERDIDOS esteve presente nos gramados paulistas, agora em partida válida pelas Quartas-de-Final do torneio. E mostrando que podemos sim ter "jogos perdidos" dentro de um torneio "não-perdido", Juventude e CFZ de Brasília duelaram por uma vaga nas semifinais no Estádio Nicolau Alayon, o tradicional campo da Rua Comendador Souza.

Um jogo desse naipe dificilmente teria a presença de inúmeros fotógrafos, e as fotos das equipes então seriam mais raridade ainda nas páginas virtuais da internet. Saí correndo de casa para não me atrasar um minuto sequer e mesmo com o metrô indo na famosa "operação tartaruga" cheguei a tempo de fazer as imagens dos times. Aposto que elas não serão publicadas em nenhum site além do JP...


EC Juventude (sub-18) - Caxias do Sul/RS. Foto: Fernando Martinez.


CFZ de Brasília SEL (sub-18) - Brasília/DF. Foto: Fernando Martinez.

E o jogo reuniu as duas únicas surpresas ainda vivas na Copinha 2010. O Juventude disputa a Copa São Paulo pela 15ª vez, e somente em 1994, o primeiro ano que jogou a competição, o time fez uma boa campanha e terminou com o 5º lugar na classificação final daquele ano. Depois disso, a melhor colocação do clube foi um pífio 20º lugar em 1996. Uma classificação para as semifinais seria algo inédito para o clube gaúcho.

Mas o time do Zico, independente da classificação, já tinha atingido uma histórica marca para os times da Capital Federal. Foi a primeira vez que uma equipe do Distrito Federal chegou entre os oito melhores times da Copa São Paulo. Antes do CFZ, que disputa pela primeira vez a Copa, outros seis times de Brasília jogaram a competição (Brasiliense, Brasília, Ceilândia, Gama, Guará e Tiradentes) e somente uma vez uma equipe de lá passou da primeira fase. Isso aconteceu em 2006, com o Brasiliense jogando contra o Paysandu e sendo eliminado na segunda fase.

Para acompanhar essa partida tivemos quórum cheio de membros do blog e amigos sempre presentes nos estádios. Do JOGOS PERDIDOS, o Emerson (voltando à ativa em momentos especiais), Victor e o agregado seu Natal estavam por lá. Dos amigos que sempre acompanham jogos por aí o Mílton, Rodrigo Colucci e até o sumido Fernando Galuppo deram as caras no Nicolau Alayon. Também senti a presença do "vulto-que-anda" por lá, mas ela ainda não confirmada pelas autoridades responsáveis. Que medo!


Jogadores do CFZ e do Juventude apostando corrida no ataque gaúcho no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.


Cabeçada perigosa para o time de Caxias do Sul. Foto: Fernando Martinez.

Apresentações à parte, já estava na hora do jogo começar, e então resolvi acompanhar o ataque dos gaúchos no gol das antigas bananeiras do Nacional. Mas os primeiros 45 minutos foram difíceis de aguentar. Além do forte calor, não tivemos absolutamente nenhuma jogada perigosa para nenhuma das duas equipes. O CFZ foi uma decepção, pois não foi nem sombra do time que massacrou o Coritiba no jogo das Oitavas-de-Final. A equipe do Distrito Federal não conseguiu armar um bom ataque e foi presa fácil para o time alvi-verde.


Zaga do CFZ afastando o perigo. Foto: Fernando Martinez.

Porém o Juventude também deixou a desejar, mesmo procurando mais o gol e tendo mais posse de bola do que o adversário. Só que na hora de chutar contra a meta adversária, as bolas foram parar nas arquibancadas. Faltava inspiração para todos, e o que valeu mesmo foi conversar com o pessoal que estava fazendo a cobertura do jogo dentro do campo. E como não poderia deixar de ser, a partida foi para o intervalo sem a abertura do marcador. Cheiro de disputa de pênaltis no ar.


Mais uma chegada do Juventude pelo alto no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

No intervalo saí do campo e fui encontrar o pessoal devidamente protegido so sol numa sombra ótima que ficaria no ataque gaúcho no tempo final. Muito papo sendo colocado em dia, e todo mundo ali com um mesmo intuito: colocar o CFZ na Lista. Eu já tinha matado o time na rodada anterior, mas ainda assim terminei a Copinha com um saldo bastante positivo de seis times novos vistos em nove possíveis. 2/3 das equipes que não tinha visto já fazem parte da minha Lista, proporção que dificilmente acontece hoje.


Chegada do time gaúcho pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.


Mílton, Fernando Galuppo, Victor, seu Natal e o Emerson posando para as lentes do JP. Hoje em dia tanta gente assim em um jogo virou acontecimento raro! Foto: Fernando Martinez.

O segundo tempo então começou e aos 10 minutos o Juventude teve o jogador Alex expulso. Com um atleta a mais em campo, o CFZ se animou e passou a ser mais agressivo. Com isso logo conseguiu chegar ao seu gol, marcado aos 17 minutos. E quem marcou foi o jogador Giuliano, que recebeu bom passe e de pé direito colocou a bola na forquilha esquerda do goleiro Folleman, que tem nome de escuderia da Fórmula 1 nos anos 70. Para a festa da torcida presente no Nacional (e que estavam torcendo em peso para os brasilienses), o CFZ passava à frente do placar.

Mas o time de Brasília não conseguiu segurar a vantagem no marcador, pois aos 30 minutos cometeu um pênalti bobo num dos ataques do time gaúcho pela esquerda. Na cobrança, o jogador Hiago bateu com classe e deixou de novo tudo igual no marcador da Comendador Souza. Até o final da peleja os times tentaram garantir a vaga no tempo normal, mas o dia era mesmo de empate. Para mais emoção, a vaga nas semifinais seria definida na marca de cal.


Bola estufando as redes no gol de empate do Juventude, aos 30 do segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

Aí apareceu a estrela do goleiro com nome de escuderia de Fórmula 1, Folleman. O time do CFZ foi extremamente infeliz nos seus chutes, e perdeu simplesmente quatro dos cinco pênaltis batidos, três deles defendidos por Folleman. Um aproveitamento pífio de 20% que deixou o time sem a vaga entre os quatro melhores times da Copinha. Não que o Juventude tenha sido brilhante nas cobranças, pois também perdeu duas, mas no final o goleiro gaúcho salvou a pátria do time de Caxias do Sul.


O segundo gol do Juventude, que veio na quarta cobrança do time, que deixou a equipe precisando que o CFZ perdesse seu quinto pênalti para se classificar antes da última cobrança. Foto: Fernando Martinez.


Quinto pênalti do CFZ e quarta cobrança desperdiçada. Em mais uma defesa do goleiro Folleman - a terceira do dia - o time gaúcho se classificou pela primeira vez às semifinais da Copinha. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Juventude 1 (2) - 1 (1) CFZ de Brasília. Único "intruso" no meio de três grandes paulistas (São Paulo, Palmeiras e Santos) nas semifinais, o Juventude vai tentar um milagre e caso consiga o título com certeza será uma zebra e tanto. Mas para mim o franco favorito ao título é o Tricolor Paulista, que tem o time a ser batido no torneio e joga para confirmar essa boa impressão que deixou a todos.

Bom, depois de duas horas e meia de futebol, voltei para o centro de São Paulo com o Mílton, para mais uma sessão de "visite o centro" com muita conversa e pastéis de qualidade como janta. Quarta-feira acabei abortando os planos de jogos, mas no final-de-semana já teremos mais partidas aqui no JP.

Até lá,

Fernando

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Portuguesa nas Quartas-de-Final da Copa São Paulo

Opa,

No último domingo tive a chance de ver mais um jogo da 41ª Copa São Paulo de Futebol Júnior, e pela primeira vez no ano - para o que vos escreve - na cidade de São Paulo. No Estádio Nicolau Alayon, casa do grande Nacional AC, Portuguesa e Botafogo/RJ deciciram uma vaga nas Quartas-de-Final da competição.

Como de praxe nesse torneio, cheguei cedo para não ter problemas no credenciamento e conseguir as fotos oficiais. E com uma grande ajuda do pessoal organizador que estava por ali, fiz as fotos sem problema algum, mesmo com a presença da TV, algo que sempre deixa a gente apreensivo devido aos apertados horários das grades de programação ao vivo.


A Portuguesa de D (sub-18) - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


Botafogo FR (sub-18) - Rio de Janeiro/RJ. Foto: Fernando Martinez.


Quarteto de arbitragem na Comendador Souza. Foto: Fernando Martinez.

Tanto Portuguesa quanto Botafogo se classificaram em primeiro lugar nas suas chaves da Primeira Fase da Copinha. Na fase seguinte o Fogão teve mais dificuldades para se classificar, garantindo a vaga somente nas penalidades máximas contra o São Carlos. A Lusa teve mais facilidades contra o Rio Preto e vinha como favorita para esse confronto. Tão favorita que acabei escolhendo o ataque da Lusa para acompanhar de perto durante o peleja.

E logo no segundo minuto de jogo o time do Canindé abriu o marcador. O Fogão tentou começar com tudo, mas perdeu a bola e num rápido contra-ataque o jogador Gaúcho recebeu ótimo passe na direita e tocou com classe por baixo do goleiro. Era tudo que a equipe lusitana queria, e esse gol deixou o time mais cuidadoso no seu jogo. O alvinegro tinha mais posse de bola, mas não conseguia chegar com perigo no gol do time paulistano.


Lance do primeiro gol da Portuguesa na partida, logo no segundo minuto do primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.


Goleiro do Fogão se esticando todo para tirar a bola de dentro da sua área. Foto: Fernando Martinez.

Após desperdiçar muito tempo com um jogo burocrático, os cariocas sofreram o segundo gol nos acréscimos. E ele saiu numa cobrança de pênalti precisa cobrada pelo jogador Gulherme Torres. Goleiro de um lado, bola do outro, Portuguesa 2x0 e intervalo de partida na Comendador Souza.


Cruzamento da Portuguesa para dentro da área do alvinegro carioca. Foto: Fernando Martinez.


Bola estufando as redes do Botafogo no segundo gol da Lusa na partida. Foto: Fernando Martinez.

Nesse intervalo a emoção não parou, graças a uma incômoda casa de marimbomdo no banco de reservas do Botafogo. Com algumas tochas olímpicas improvisadas na hora, um funcionário do Nacional conseguiu espantar os bichinhos e deixar que os jogadores reservas do time alvinegro não tivessem nenhum problema durante o segundo tempo.


Dois momentos em que uma casa de marimbondos foi queimada para que os reservas do Botafogo tivessem sossego durante o segundo tempo de partida, já que na primeira etapa sobrou picada para alguns que estavam ali. Fotos: Fernando Martinez.

Marimbondos à parte, fui novamente acompanhar o ataque lusitano nos 45 minutos finais de partida. E o time visitante voltou melhor para o campo e assustou bastante a defesa da Portuguesa. Mas o ataque deixou bastante a desejar, perdendo chances ótimas de gol. A maior delas veio aos 20 minutos, num pênalti claro marcado pela arbitragem. Mas a cobrança do jogador Carlos Tiago foi bisonha. Ele tentou bater com paradinha e só ajudou o goleiro Tom defender sem nenhuma facilidade.


Chegada forte da equipe paulistana pela direita do seu ataque. Foto: Fernando Martinez.


Péssima cobrança de pênalti e o Botafogo desperdiçava aqui a sua melhor chance na partida. Foto: Fernando Martinez.

O Fogão desanimou um pouco depois do pênalti perdido e a Portuguesa passou a acertar seus contra-ataques. A defesa carioca estava escancarada, mas somente aos 44 minutos o time rubro-verde marcou mais um e fechou o marcador. Após um lançamento de longe, o jogador Yago entrou sozinho, e vendo a saída desesperada de Luís Guilherme do gol, tocou com classe no canto esquerdo.


Detalhe agora do terceiro gol da Portuguesa, em belo e certeiro chute de Yago. Foto: Fernando Martinez.

Final de partida: Portuguesa 3-0 Botafogo/RJ. Com a vitória, a Lusa se classifica e é um dos oito melhores times da Copinha, algo que não acontecia desde 2004. Nas Quartas-de-Final o time enfrenta o Palmeiras, que eliminou o Desportivo Brasil nas penalidades máximas. O jogo será na cidade de São Carlos nessa quarta-feira, 20 de janeiro.

Após o apito final fui então para o centro de São Paulo passear um pouco, comer algo e voltar para meu doce lar, já pensando na programação da semana. Tem muito mais jogo aqui no JP!

Abraços

Fernando

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

CFZ Brasília nas quartas-de-final da Copinha

Olá,

Retomando a cobertura da 41ª Copa São Paulo de Futebol Júnior, no último sábado à tarde, voltei a viajar para o interior de São Paulo, agora indo até a moderna cidade de Paulínia, com o objetivo de acompanhar no Estádio Luiz Perissinoto, o duelo entre o tradicional Coritiba F.C. e o estreante CFZ de Brasília S.E.L., confronto esse que valeu pelas oitavas-de-final da competição.

Apesar de alguns pontos de congestionamento na Rodovia dos Bandeirantes, fiz uma viagem sossegada, em companhia do meu colega do JP, Fernando Martinez, que não perderia esse jogo por nada, pois era uma oportunidade imperdível de aumentar a sua famosa Lista, incluindo o 507º time, no caso o CFZ. Quem também deu as caras por lá, foi o Sr. Natal com o seu amigo inseparável Alemão, que iam para Jaguariúna, porém, no meio do caminho mudaram de ideia e acabaram indo até Paulínia.

Bem, voltando ao jogo, logo que chegamos, fizemos nosso credenciamento e nos postamos à beira do gramado para aguardar a entrada dos times e dos árbitros para fazermos as tradicionais fotos oficiais da partida, as quais apresento abaixo:


Coritiba F.C. (Sub-18) - Curitiba/PR. Foto: Orlando Lacanna.


CFZ de Brasília S.E.L. (Sub-18) - Brasília/DF. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de arbitragem ao lado dos capitães das equipes. Foto: Orlando Lacanna.

Apito inicial e, nos primeiros minutos, o que se viu foi as duas equipes se estudando, com os paranaenses tentando sair mais para o jogo. A equipe de Brasília começou jogando um pouco mais atrás, porém quando recuperava a posse de bola, saia em velocidade, levando perigo ao setor defensivo do "Coxa", como aconteceu aos 8 minutos, num chute desferido por Élvis da entrada da área que levou perigo. Dois minutos após, foi a vez do avante Marcos Fernando assustar o goleiro Cleiton do Coritiba, ao desviar de cabeça uma bola que se chocou contra o poste esquerdo.


Atletas levitando na disputa de bola. Foto: Orlando Lacanna.

O Coritiba mantinha a posse de bola por mais tempo, mas quem inaugurou o placar foi o CFZ, na marca dos 14 minutos, através de Marcos Fernando que aproveitou rebote do goleiro, após uma cobrança de falta. Apenas cinco minutos depois, o CFZ aumentou o placar por intermédio do lateral Tarcísio, que invadiu pela direita e soltou um foguete que foi morrer no canto direito da meta curitibana.


Momento exato do arremate de Tarcísio no segundo gol do CFZ. Foto: Orlando Lacanna.

Em desvantagem no marcador, o Coritiba não teve escolha e saiu com tudo para o ataque, mas o fazia de maneira improdutiva, pois insistia no chamado "chuveirinho", que não resultava em nada. Apenas aos 30 minutos, o Coritiba criou uma boa jogada pela direita, nos pés de Eduardo, culminando numa boa defesa do goleiro brasiliense Léo. A resposta veio um minuto depois, com o goleiro Cleiton salvando aquele que seria o terceiro gol do CFZ, numa ótima jogada do craque do time, Carlyle.

A primeira etapa já se aproximava do final, quando aos 39 minutos, o Coritiba conseguiu diminuir a diferença, através de um gol anotado por Dudu em cobrança de falta, com a bola entrando rente ao poste esquerdo.


Bola estufando a rede do CFZ no gol curitibano. Foto: Orlando Lacanna.

Antes do encerramento do primeiro tempo, ainda houve tempo para o CFZ quase marcar o seu terceiro gol, aos 42 minutos, após outro rebote do goleiro Cleiton, que não conseguiu segurar uma cobrança de falta de Carlyle, resultando num bate-rebate no interior da área, com os zagueiros tendo que se redobrar para afastar o perigo e, com isso, a vantagem de 2 a 1 a favor do time de Brasília permaneceu até a chegada do intervalo.

Durante o período de descanso, observei que se aproximava uma forte chuva e, como não estava a fim de me molhar, deixei o gramado e subi para as cabines de imprensa, de onde acompanhei a segunda etapa. Antes de chegar no meu novo local, fiz uma boquinha ao aproveitar uma mesa farta com salgados, doces e sucos gentilmente oferecida pela organização ao pessoal da imprensa.

A bola voltou a rolar e, logo aos 4 minutos, o Coritiba desperdiçou uma chance incrível de chegar ao empate, numa jogada em que Dudu tocou para fora uma bola recebida com afeto da direita.


Chance de ouro perdida por Dudu no início do segundo tempo. Foto: Orlando Lacanna.

A perda da oportunidade não desanimou o Coritiba que continuou atacando, buscando o gol de empate, tendo praticamente a posse de bola o tempo todo, tanto que, o seu goleiro Cleiton só tomou chuva nos primeiros quinze minutos. Na altura dos 19 minutos, o goleiro curitibano foi infeliz ao fazer uma reposição de bola, mandando-a em direção a um adversário que dominou e serviu Carlyle que, invadiu pela esquerda e mandou a pelota para o fundo da meta do Coritiba, anotando o terceiro gol candango.


Carlyle se preparando para marcar o terceiro gol do CFZ. Foto: Orlando Lacanna.

A marcação do terceiro gol derrubou o time paranaense que acusou o golpe, mas mesmo assim, continuou insistindo nas jogadas ofensivas, porém sem objetividade. A partida foi seguindo com o Coritiba tentando chegar à meta do CFZ que, por sua vez, procurava tocar mais a bola e fazer o tempo passar.


Jogada de ataque do Coritiba no segundo tempo. Foto: Orlando Lacanna.

O jogo entrou num ritmo que indicava que mais nada de importante aconteceria, quando aos 35 minutos, o CFZ chegou ao seu quarto gol, marcado por Marcos Fernando, aproveitando outro rebote do goleiro do time do Paraná.

Nos últimos dez minutos, nada se modificou e, dessa maneira, a partida foi encerrada com o placar indicando Coritiba 1 - 4 CFZ Brasília que classificou o time da Capital Federal para as quartas-de-final, quando enfrentará o time gaúcho do Juventude que eliminou o Corinthians jogando, no sábado à noite em Araraquara. Gostei muito do time candango que mostrou muita consciência e velocidade ao longo da partida e, além disso, tem um destaque especial que é o meia Carlyle que tem tudo para seguir na carreira com brilhantismo.

Fim de partida e início do retorno para São Paulo, debaixo de chuva na maior parte do trajeto, parando numa lanchonete temática localizada na rodovia. Foi isso.

Abraços,

Orlando