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quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Portuguesa dança o vira em cima do Grêmio

Opa,

Finalmente fechando os posts do final de semana, saí correndo da Javari no domingo de tarde rumo ao Estádio do Canindé. De novo digo, ver um jogo do Campeonato Brasileiro não é nada perdido, mas a minha presença se fazia obrigatória no jogo entre Portuguesa x Grêmio. O líder do campeonato contra a querida Lusa lutando para não cair. Graças a um motorista de táxi que não teve frescuras, cheguei no Pari sem o jogo ainda começado, e graças a um cidadão que me disponibilizou o ingresso logo na entrada do estádio fui rapidinho me instalar nas arquibancadas na condição de observador dos fatos.

O jogo era difícil demais para os donos da casa, já que o time faz uma campanha ruim e luta para não voltar para a Série B ano que vem. Ao Grêmio, a luta pelo título motiva o time na bela campanha desse ano. Mas não custava lembrar que em jogos da Série A a Lusa nunca perdeu para os gaúchos, e tal tabu era ouvido em cada canto do Canindé. Em tempo, o tabu é válido pela Série A, já que na Série B em 2005 o Grêmio venceu um dos dois jogos por 2x1.


Ataque da Portuguesa pelo lado direito do campo no início de partida. Foto: Fernando Martinez.


O zagueiro do Grêmio protegendo a bola em ataque lusitano. Foto: Fernando Martinez.

A Portuguesa começou o jogo dominando a partida com o Grêmio recuado demais. O time perdeu gols que fizeram falta na primeira etapa. O Grêmio por sua vez passou a dominar o jogo a partir de sua metade. O primeiro tempo então foi mezzo Lusa, mezzo Grêmio. O legal é que os primeiros 45 minutos tiveram ótima trilha sonora no meu mp3: Beatles, Who!, Breeders, Nirvana... só filé de primeira linha. E como o futebol é inglês, o som do rock and roll combina 100% com o esporte. Mas música boa à parte, o jogo foi para o intervalo sem a abertura do placar.


Mais uma chance da Portuguesa e mais uma vez a zaga aliviava. Foto: Fernando Martinez.

No intervalo nem tive como arredar o pé de onde estava, já que as mais de 7 mil pessoas presentes ocupavam um bom espaço no estádio. E como disse o profeta, "foi para o Japão, perdeu o lugar", resolvi ficar por ali mesmo. Dali vi um segundo tempo melhor do que o primeiro, e com um esperadíssimo gol da Portuguesa aos 11 minutos, através do zagueiro Ediglê. Festa lusitana nas arquibancadas, e a esperança de vitória mais viva do que nunca. O Grêmio então se lançou ao ataque e chegou perto da área rubro-verde. E enquanto rolava Bruce Springsteen, o trocolor gaúcho criava boas chances.


Mais um ataque dos donos da casa, ainda no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.


Já no segundo tempo, o Grêmio foi pra cima buscando o empate. Foto: Fernando Martinez.

Mas sabem aquela pressão não tão pressão assim? Então, essa foi a pressão gremista. O time jogava, jogava e não chegava com tanto afinco ao gol da Lusa. Como há muito tempo não via, a Portuguesa não sofreu muitos sustos no jogo. Para felicidade de todos, quando a torcida pedia desesperadamente o final do jogo, o jogador Edno partiu com velocidade e ao som de Beach Boys driblou o goleiro e marcou o segundo, fechando a vitória.

Final de jogo: Portuguesa 2-0 Grêmio. Vitória importantíssima da Lusa em casa. O time finalmente saiu da zona de rebaixamento e agora joga duas vezes contra adversários diretos na luta para não voltar à Segundona ano que vem. Para os gaúchos a certeza de uma partida ruim e de que tem muito time fungando no seu cangote em busca do título brasileiro de 2008. Faltando oito jogos, muita coisa pode acontecer ainda.

Terminando a partida voltei para meu QG no Pari para aquela social famosa. E já pensando num jogo genial na quarta-feira, com mais um time novo na Lista.

Até

Fernando

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Ponte Preta vence o Juventus pelo sub-20 da 1ªdivisão

Fala pessoal!

Continuando com os posts do final de semana, no domingo não tive condição nenhuma de acordar cedo devido a uma preguiça incrível de manhã. Mas acordei a tempo de ver uma rodada dupla na sessão vespertina/noturna aqui no blog. Saí correndo para a Rua Javari, para um jogo do Campeonato Paulista de Futebol Sub 20 - Primeira Divisão. A partida reuniu os times do Juventus e da Ponte Preta. Antes de falar do jogo, seguem as fotos oficiais do jogo, de forma exclusiva aqui no JP:


CA Juventus (sub-20) - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


AA Ponte Preta (sub-20) - Campinas/SP. Foto: Fernando Martinez.


O árbitro Márcio Roberto Soares, os auxiliares Fábio Luiz Freire e Márcio Jacob posam para o JP junto com os capitães dos clubes. Foto: Fernando Martinez.

O jogo foi válido pela primeira rodada da Segunda Fase do sub-20. A Ponte fez a quarta melhor campanha na primeira fase e conquistou o primeiro lugar num grupo que ainda tinha o Corinthians como adversário. O Juventus começou bem o campeonato, mas caiu muito de produção nos jogos finais e se classificou graças às boas partidas no começo do sub-20.

Bom, saindo do campo encontrei o Mílton vindo de Osasco e não perdendo um joguinho perdido no frio domingo à tarde. Das arquibancadas vimos um jogo quente no primeiro tempo, com os times começando a partida bastante animados.


Ataque juventino no começo de partida. Foto: Fernando Martinez.

Mas aos poucos a melhor categoria da Ponte foi vista no gramado. O Juventus não se encontrava e a Macaca passou a dominar o jogo. O jogo quente gerou quase uma briga generalizada entre as duas equipes. Muito bate-boca depois, os ânimos foram contidos e a partida continuou. Logo após o Juventus perdeu um jogador expulso, e isso deixou a Ponte com maior chance da vitória.


Briga entre jogadores das duas equipes na Javari. Foto: Fernando Martinez.


Cobrança de falta que originou o primeiro gol da partida. Foto: Fernando Martinez.

Quando o jogo ficou nas disputas normais de bola, a Ponte Preta abriu o placar. Depois de cobrança de falta, o goleiro juventino bateu roupa nos pés de atacante da Ponte que marcou o primeiro. Ainda nesse primeiro tempo a Ponte chegou também com chance de marcar, mas ficou só nesse gol mesmo. O Juventus tentou, mas não estava nos seus melhores dias.

No intervalo, sem a lanchonete aberta, tivemos que ir numa banca de jornal super equipada para nos abastecer com as já famosas guloseimas, já que saco vazio não para em pé. Voltamos super abastecidos com chocolate, salgadinho e muito suco. De sobremesa um estomazil para evitar qualquer problema posterior.


Zaga da Ponte afasta o perigo de um ataque grená. Foto: Fernando Martinez.

Bom, para o segundo tempo, a Ponte voltou dominando ainda mais a partida, e os gols eram questão de tempo. Enquanto isso, tínhamos uma conversa interessante atrás do gol juventino sobre filosofia existencial. De vez em quando faz bem.

Inspirados na filosofia, os jogadores da Ponte chegavam mais perto do gol grená e o segundo gol saiu aos 18 minutos da segunda etapa. Com o 2 a 0 no placar, a Ponte ficou tranquila e conseguiu ainda mais um tento aos 30 minutos, sem dar chances para o anfitrião. A Macaca ainda teve chances de fazer mais gols.


Zaga da Ponte protegendo a bola dos atacantes juventinos. Foto: Fernando Martinez.


Mais uma tentativa de ataque do Juventus, buscando diminuir o marcador. Foto: Fernando Martinez.

Mas no final o jogo ficou em Juventus 0-3 Ponte Preta. O time de Campinas já sai na frente do difícil grupo na segunda fase, que ainda conta com Palmeiras e Santo André. Palmeiras que fez 4 a 1 no time andreense e é líder depois da primeira rodada. Mas com cinco rodadas faltando, muita coisa pode acontecer.

Após o apito final saí correndo da Javari rumo a um jogo não-perdido, mas que pedia a minha presença. Jogo de líder do Brasileiro contra time lutando para não cair.

Até lá

Fernando

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Grêmio Osasco avança rumo ao acesso à Série A3

Olá,

Por conta de já ter se tornado freqüente ao JOGOS PERDIDOS acompanhar algumas partidas do empolgante Campeonato Paulista da Segunda Divisão, no domingo pela manhã, me desloquei até a cidade de Osasco para fazer a cobertura da partida G.E. Osasco x Barretos E.C. que foi realizada no Estádio Prefeito José Liberatti, valendo pela última rodada do primeiro turno da terceira fase da competição.

Essa partida tinha todos os ingredientes para criar uma grande expectativa nos torcedores locais, mas novamente a presença do público deixou a desejar, apesar da boa campanha do time da casa. Caso o Grêmio Osasco conseguisse os três pontos, daria um passo enorme na busca do tão sonhado acesso à Série A3 em 2.009, enquanto para o Barretos a vitória era imprescindível para continuar respirando no campeonato.

Ao chegar no meu destino, encontrei perdidos nas arquibancadas o Sr. Natal e o amigo do JP o Milton Haddad, que há tempos eu não encontrava num campo de futebol. Como cheguei com tempo de sobra, pude conversar com pessoas ligadas as duas equipes que colocaram suas expectativas não só para essa partida, como também para o restante do campeonato. Após muito bate papo, fui para o centro do gramado para fotografar os participantes da partida, cujas fotos estão abaixo:


G.E. Osasco - Osasco/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Barretos E.C. - Barretos/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Trio de arbitragem formado por Paulo Roberto de Souza Júnior e seus assistentes Aline L. Lambert e Junivan Rodrigues de Sousa, acompanhado pelos capitães das equipes. Foto: Orlando Lacanna.

Desde o início da partida dava para perceber que a disputa seria intensa na busca da vitória, sendo que nesse contexto, o Barretos foi mais atrevido no campo de ataque nos primeiros minutos de bola rolando. Com o passar do tempo, o GEO foi equilibrando as ações e chegou rapidamente ao seu gol inicial, aos 11 minutos, anotado por Dedé que foi inteligentíssimo ao aproveitar uma indecisão entre o ala Gilmar e o goleiro Renan do Barretos, pois acabou se infiltrando entre os dois barretenses, roubando-lhes a bola e tocando para o gol vazio. Foi um gol com a marca da esperteza.


Dedé esperto indo para a marcação do primeiro gol do GEO. Foto: Orlando Lacanna.

Mesmo em vantagem no placar, os donos da casa continuaram pressionando a defesa dos visitantes, tendo criado dois bons momentos, aos 18 e 20 minutos, por intermédio de Hugo Vieira e Renato, mas as conclusões não foram boas. O domínio osasquense perdurou até por volta dos 30 minutos, quando os anfitriões deram uma parada, permitindo ao Touro do Vale gostar do jogo e criar algumas jogadas mais perigosas, mas nenhuma que tenha levado muito perigo à meta defendida por Igor. Dessa maneira, o final da primeira etapa chegou sem que houvesse alteração no placar, ou seja, ficou mesmo no 1 a 0 a favor do time de Osasco.


Tentativa de ataque do Barretos no primeiro tempo. Foto: Orlando Lacanna.


Disputa de bola junto ao meio de campo. Foto: Orlando Lacanna.

A segunda etapa teve início e quem pensou que o Grêmio Osasco fosse ficar esperando o adversário para tentar pegá-lo no contra-ataque, acabou errando, pois os osasquenses saíram com tudo visando aumentar a vantagem e liquidar a fatura, tanto é verdade que em menos de dez minutos criaram pelo menos três boas chances nos pés de Daniel, Hugo Vieira e Renato que acabaram morrendo nas mãos do goleiro Renan, sendo que numa delas, a bola passou bem perto, porém acabou indo para fora.

Como para o Barretos uma nova derrota praticamente o alijaria da competição, os seus atletas saíram decididos para o ataque a partir dos dez minutos, tendo mantido maior domínio territorial até os vinte minutos, porém seus atacantes esbarravam na boa postura do setor defensivo do GEO que estava numa manhã super inspirada.


Goleiro Igor do GEO interceptando cruzamento do ataque barretense. Foto: Orlando Lacanna.

Os donos da casa voltaram a tomar conta da partida e chegaram ao seu segundo gol aos 32 minutos, marcado por Renato de cabeça aproveitando cruzamento vindo da direita em cobrança de falta, numa jogada em que a zaga barretense ficou plantada.


Após cabeceio de Renato a bola foi morrer no fundo da meta do Barretos. Foto: Orlando Lacanna.

Com a vantagem de dois gols, o Grêmio Osasco ganhou mais tranqüilidade, mas acabou levando um susto aos 42 minutos, quando o árbitro apontou um pênalti a favor do Barretos, numa marcação de falta que para mim aconteceu fora da área, mas como a arbitragem é soberana, o pênalti foi marcado e ponto final. O atacante Cristiano ajeitou a bola na marca da cal e soltou uma bomba, mandando a bola por cima do travessão da meta guarnecida por Igor. Esse lance matou qualquer chance do Barretos na partida.


Pênalti desperdiçado por Cristiano do Barretos. Foto: Orlando Lacanna.

No finalzinho, aos 43 minutos, o time da casa quase chegou ao seu terceiro gol, numa boa jogada de Willian Cardoso, mas que foi defendida por Renan. Nos minutos derradeiros o Grêmio Osasco ficou tocando a bola de um lado para outro, fazendo o tempo passar e levando a sua pequena torcida, que não parava de gritar "olé", ao delírio.

Não houve tempo para mais nada e a partida foi encerrada com o marcador mostrando Grêmio Osasco 2 - 0 Barretos que colocou o time da Grande São Paulo na liderança do Grupo 11 com sete pontos, ao lado do Batatais, tendo todas as chances de conseguir o acesso, muito embora ainda tenha que jogar três partidas, sendo que duas delas fora de casa. Quanto ao Barretos, entendo que o melhor será utilizar os últimos jogos para avaliar quem poderá continuar no elenco em 2.009, visando sair da Segundona, pois em 2.008 está quase impossível alcançar tal objetivo.

Fim de jogo e mais uma vez a carona especial do Sr. Natal se fez presente e, dessa forma cheguei com rapidez ao conforto do lar pra usufruir o resto do domingão no sossego. Foi isso.

Abraços,

Orlando

Juventus fica devendo na Rua Javari pela Copa Paulista

Olá,

Começando mais um final de semana futebolístico, com as costumeiras coberturas pelo JP, no sábado à tarde, fui até o tradicional bairro da Mooca para acompanhar, no Estádio Conde Rodolfo Crespi, historicamente conhecido como Rua Javari, a partida C.A. Juventus x Mirassol F.C. que valeu pela terceira rodada da segunda fase da Copa Paulista de Futebol. Como a Rua Javari é um dos locais preferidos dos integrantes do JP, além de mim, lá estiveram o Fernando Martinez, o David, o Jurandyr Júnior e o Sr. Natal. Depois das saudações e das conversas iniciais, fui me posicionar no gramado para fazer as fotos oficiais da partida que são exclusivas e estão abaixo:


C.A. Juventus - São Paulo/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Mirassol F.C. - Mirassol/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Trio de arbitragem formado por Aurélio Sant'Anna Martins e seus assistentes Dante Mesquita Júnior e Eduardo de Jesus Conceição, acompanhado pelos capitães das equipes. Foto: Orlando Lacanna.

A partida começou com o Mirassol tomando as primeiras iniciativas, mas com o passar do tempo o Juventus foi ganhando corpo no ataque, tendo inclusive conseguido quatro escanteios seguidos em menos de dois minutos, levando um certo perigo ao setor defensivo dos visitantes. O time da casa procurava articular suas jogadas de ataque pelos lados do campo, as quais invariavelmente acabavam em cruzamentos que eram neutralizados pela defesa adversária.


Um dos diversos cruzamentos alçados na área do Mirassol. Foto: Orlando Lacanna.

O jogo foi se desenvolvendo num ritmo de equilíbrio, sendo que o primeiro lance mais perigoso foi proporcionado pelo time grená, aos 14 minutos, numa cobrança de falta executada pelo ala Valdo da intermediária, com a bola se chocando contra o travessão da meta defendida por André Avaí que se esticou todo, mas não achou nada. O time do interior respondeu aos 20 minutos, num arremate cruzado desferido por Wesley que obrigou o goleiro Marcelo a pratica boa defesa.


Cruzamento perigoso do ataque do Mirassol. Foto: Orlando Lacanna.

O ataque juventino demonstrava algumas dificuldades para penetrar na defesa do Mirassol, quase só criando perigo em jogadas de bola parada, sendo que aos 30 minutos, o ala Valdo mais uma vez, cobrou uma falta com perigo, forçando o goleiro mirassolense a efetuar ótima defesa. Aos 32 minutos, finalmente o Juventus chegou ao ataque numa jogada com bola em movimento, num lance que começou na meia direita e terminou numa cabeçada de Rafinha que morreu nas mãos do goleiro adversário.

Ao longo da primeira etapa, os dois ataques não se mostraram muito inspirados e, sendo assim o placar fechado seguiu até o fim dessa etapa, num jogo que não entusiasmou a pequena platéia presente, composta por 332 pagantes.


Ataque juventino que morreu nas mãos de André Avaí. Foto: Orlando Lacanna.

Durante o intervalo, saí do gramado e fui me encontrar com os colegas do JP na lanchonete do estádio e lá a conversa rolou solta, regada com muito refrigerante e salgadinhos com sabor de isopor. Eta alimentação sadia!


Galera do JP tomando um lanchinho super natural. Foto: Orlando Lacanna.

Depois do intervalo, retornei ao gramado para me posicionar atrás de um dos gols, quando aos 23 segundos, o Mirassol inaugurou o marcador por intermédio de Wesley, que chutou cruzado uma bola recebida na direita, em jogada rápida que começou pelo meio e que pegou de surpresa não só a defesa juventina, como também boa parte do público que não viu o gol. Esse gol obrigou o Juventus ir a busca do empate, porém as dificuldades do ataque juventino em conseguir levar perigo à meta do Mirassol, ficaram mais evidentes.


Tentativa de domínio de bola na direita do ataque juventino. Foto: Orlando Lacanna.

Na base da vontade, o Moleque Travesso tentava chegar ao empate que esteve perto de acontecer aos 19 minutos, num arremate cruzado de Dewide pela direita que foi para fora. À medida que o tempo foi passando, o time da casa foi se enervando e, dessa maneira as dificuldades que já eram grandes ficaram maiores.


André Avaí socando a bola em mais um cruzamento do ataque grená. Foto: Orlando Lacanna.

O time da Mooca martelava no campo de ataque, porém não era objetivo nas conclusões, gerando com isso uma enorme preocupação junto a sua torcida de que o Mirassol pudesse encaixar um rápido contra-ataque e matar de vez a partida e não deu outra, tanto que aos 40 minutos, o Leão da Alta Araraquarense chegou ao seu segundo gol, anotado por Luthi, aproveitando rebote do goleiro Marcelo numa jogada que nasceu de um contra-ataque rapidíssimo pela meia esquerda.


Bola indo para o fundo da meta juventina no gol que sacramentou a vitória do Mirassol. Foto: Orlando Lacanna.

Fim de partida com o marcador indicando Juventus 0 - 2 Mirassol que colocou o time visitante na zona de classificação, na segunda colocação do Grupo 6 com quatro pontos, aumentando suas chances de ir para a próxima fase. Quanto ao Juventus, embora tenha ficado na última colocação com dois pontos, nada está perdido, pois ainda restam três jogos para cada equipe e a diferença de pontos entre os quatro times do grupo é muito pequena.

Após o término do jogo permaneci na Mooca para uma visita a familiares e em seguida retornei ao aconchego do lar, dando início à concentração para a cobertura que seria feita no domingo pela manhã a um jogo importantíssimo valendo pela Segundona, mas isso fica para depois.

Abraços,

Orlando

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Jogo fraco e empate sem gols numa manhã quente na Javari

Fala pessoal!

Falei sobre fazermos escolhas erradas no post da Portuguesa, não é mesmo? No domingo cedo me vi mais uma vez tomando na cabeça por uma escolha que fiz. Tudo bem que dessa vez a culpa nem foi tanta do que vos escreve, mas que fiquei mal ao final da rodada, isso eu fiquei. Tinha me programado para ver o jogo entre Pão de Açúcar x Red Bull pela Segundona.

Despertador no esquema e um bom sono me garantiriam essa partida. Mas durante a madrugada acabou a força em casa, e o dito cujo nem tocou. Acordei nove e meia já sem tempo para ir a Embu. Então o que me sobrou? Ir conferir mais um jogo da Copa Paulista de Futebol no Estádio Conde Rodolfo Crespi. Por coincidência reunindo os mesmos times que vi lá no sábado: Juventus x Sorocaba.

Como saí de casa atrasadão, nem cheguei a tempo para as fotos posadas. Logo fui para trás do gol "das árvores" na Javari. Lá encontrei os amigos perdidos Luiz, André e o "Blaze Bailey da Móoca" Sérgio Manjuillo. Fazia tempo que não via esses figuras reunidos e então foi uma festa só o primeiro tempo atrás do gol, lembrando muitas jornadas no templo juventino. Posso garantir que isso foi o que de melhor aconteceu no primeiro tempo de jogo.


Falta para o Juventus no primeiro tempo de partida. Foto: Fernando Martinez.

Os times não estavam nada inspirados, e por mais que o Juventus tivesse o domínio territorial, a equipe não conseguiu traduzir isso em gols. Olha, foram alguns gols perdidos de forma bisonha, coisa horrível mesmo. Mas falando sério, uma das "desculpas" que falam por lá é que isso acontece em função da qualidade do gramado. Realmente, o tapete da Javari não está tão lisinho assim e isso faz uma tremenda diferença na hora de dominar a pelota.


Marcação cerrada do Sorocaba na lateral do campo. Foto: Fernando Martinez.

Mas a torcida nem quer saber de gramado isso ou aquilo e quer ver mesmo a bola no fundo das redes. Mas o jogo foi para o intervalo sem a abertura do placar e no descanso na Javari fomos passear pela Javari. O Sérgio fez suas brincadeiras de sempre, o Luiz a sua campanha eleitoral e o André disse que atualmente estra como preparador físico nas categorias de base do São Paulo. Parabéns a ele, e o JP com certeza deseja muito sucesso nessa nova jornada profissional.


O goleiro do Sorocaba pula alto para evitar o gol grená. Foto: Fernando Martinez.

Para o segundo tempo encontrei por lá outro Sérgio, o da comunidade Futebol Alternativo e velho amigo do pessoal do JP. Fiquei conversando com ele durante o segundo tempo todo e muita novidade foi colocada em dia. Tudo porque o segundo tempo foi algo duro de se ver. Aos 10 minutos já tínhamos a idéia de que ali não sairia gol nenhum, para nenhum dos times. As equipes acho que viram o segundo tempo de Portuguesa x Coritiba e se inspiraram para esse jogo.


Ataque rápido do Juventus no segundo tempo de jogo. Foto: Fernando Martinez.

Mas tenho que ser justo: na Javari até que os times tentaram marcar o gol, mas a falta de inspiração era latente. E o tempo ia passando, o calor aumentando, e a certeza de que não veríamos a rede estufar cada vez mais nas nossas mentes. O jogo foi seguindo nessa toada até seu final.


Mais uma chance e mais um gol perdido do Juventus no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Juventus 0-0 Sorocaba. Para dois times sem inspiração, o placar resume tudo. Olha, as equipes vão ter que jogar muito mais se quiserem garantir vaga na fase seguinte da Copa Paulista, principalmente nesse difícil grupo, que ainda contra com o Mirassol e o Comercial de Ribeirão Preto. E em mais um momento "eu me arrependi", fiquei sabendo que o jogo entre Pão de Açúcar x Red Bull tinha acabado em 3 a 2 para os mandantes. Imaginem minha cara de satisfação quando fiquei sabendo disso?

Então após o jogo abortei a sessão vespertina de futebol para ir curtir o aniversário de 80 anos da minha avó com muito parente que não via faz tempo reunido. Olha, até que valeu a pena, apesar de tudo...

Em breve tem mais!

Fernando

Grêmio Osasco consegue importante vitória pela Segundona

Olá,

Concluindo minha jornada tripla do último final de semana, por conta das coberturas pelo JOGOS PERDIDOS, no domingo pela manhã, fui até a vizinha cidade de Osasco para acompanhar, no Estádio Prefeito José Liberatti, a mais uma partida do Campeonato Paulista da Segunda Divisão. A pedida dessa vez foi o jogo G.E. Osasco x C.A. Guaçuano que valeu pela segunda rodada da terceira fase do campeonato.

Como sempre acontece quando vou a essa cidade, contei com a presteza de um dos nossos amigos, o Luís Pires, que mais uma vez facilitou a minha ida até o estádio, com aquela carona especial,. Agradeço a atenção não só a ele, mas também a todos que demonstraram um carinho especial conosco. Valeu pessoal.

Ao chegar no estádio, encontrei perdidos nas arquibancadas, o David e, para minha surpresa, também o Sr. Natal, que em princípio iria até Embu para acompanhar com o Fernando a partida Pão de Açúcar x Red Bull Brasil, porém um problema causado por falta de energia elétrica o impediu de realizar o seu objetivo. Fica para a próxima vez. Após as saudações costumeiras, fui para o centro do gramado para fazer as fotos dos times e dos árbitros que estão abaixo:


G.E. Osasco - Osasco/SP. Foto: Orlando Lacanna.


C.A. Guaçuano - Mogi Guaçu/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de arbitragem formado por Flávio Rodrigues Guerra, seus assistentes Márcio Luiz Augusto e Sérvio Antônio Bucioli, além do quarto árbitro Jenkis Barbosa dos Santos ao lado dos capitães das equipes. Foto: Orlando Lacanna.

Apesar da pequena presença de público, havia muita curiosidade em ver o que as equipes poderiam realizar em campo, pois os dois times vinham de bons resultados, sendo que o Grêmio Osasco tinha conseguido um ótimo empate em Batatais, enquanto o Guaçuano havia goleado o Barretos em casa. O jogo prometia e o vencedor daria um bom passo em busca do tão sonhado acesso.

Depois de uma espera de quase 40 minutos, por conta da não chegada da ambulância, finalmente a partida teve seu início e, como era esperado, o Grêmio Osasco saiu com tudo para o campo de ataque e, aos 3 minutos, criou o primeiro lance de perigo para a meta adversária, quando numa jogada rápida pela direita, o meia Dedé chegou em velocidade e mandou uma bomba que explodiu na rede, só que pelo lado de fora, mas mesmo assim assustou o goleiro Jociel do Guaçuano.

À medida que o tempo ia passando, o GEO foi assumindo o controle da partida, porém até por volta dos vinte minutos, não conseguiu levar maior perigo ao gol dos visitantes, a não ser numa jogada de Dedé que foi invadindo a área, mas acabou perdendo o domínio da bola e desperdiçou a chance de sair na cara do gol.


Cruzamento do ataque do GEO na área do Guaçuano. Foto: Orlando Lacanna.

Mesmo dominando territorialmente, o Grêmio Osasco encontrava dificuldades para chegar até a área do "Mandi", cuja defesa e meio campo cometiam muitas faltas e, com isso, truncavam demais o jogo. Apesar das dificuldades, o time da casa não desistia e continuava forçando as jogadas ofensivas, tendo conseguido dois bons momentos através de Caio e Luciano, aos 33 e 37 minutos, porém as conclusões não saíram a contento.


Goleiro Jociel do Guaçuano defendendo cruzamento de Caio do GEO. Foto: Orlando Lacanna.

O final do primeiro tempo já se aproximava, quando aos 44 minutos, aconteceu mais uma falta cometida pela defesa do Guaçuano, que foi cobrada pelo meia Renato que mandou a bola contra o travessão e, no rebote, o esperto atacante Daniel enfiou a cabeça na bola e a mandou para o fundo do balaio do Guaçuano, decretando a abertura do placar que permaneceu até o final dessa etapa.


Bola no fundo da meta do Guaçuano no gol osasquense marcado por Daniel. Foto: Orlando Lacanna.

Após o intervalo as equipes voltaram para o campo de luta e, logo no começo da segunda etapa, o GEO realizou uma jogada perigosa de ataque pelo lado esquerdo, animando sua torcida e criando a esperança de que o segundo gol sairia rapidamente. Não foi bem isso que aconteceu.


Lance de ataque do GEO pela esquerda logo no começo da etapa final. Foto: Orlando Lacanna.

O Guaçuano assimilou o susto e passou a dar mostras evidentes de que havia retornado com outra postura e, dessa forma, nos primeiros quinze minutos, os visitantes apertaram o setor defensivo dos donos da casa, obrigando ao goleiro Igor a ficar esperto para não ser surpreendido nas saídas de gol, visando cortar os inúmeros cruzamentos endereçados à sua área.


Defesa do goleiro Igor em mais um cruzamento para sua área. Foto: Orlando Lacanna.

A torcida local começou a ficar apreensiva com a postura cautelosa assumida pelo Grêmio Osasco, que congestionou o meio de campo e procurava sair em rápidos contra-ataques quando conseguia recuperar a posse da bola. Mesmo tendo maior volume de jogo no início da etapa final, na verdade, o Guaçuano não criou nenhuma grande chance para chegar ao empate.

Vendo que a sua equipe não liquidava a fatura e ainda correndo um certo risco de sofrer o empate, o técnico Toninho Moura, colocou em campo o atleta Willian que entrou muito bem no jogo e deu outra cara ao time da casa, chegando com perigo em duas oportunidades, com reais chances de matar a partida, aos 34 e 38 minutos, mas novamente as conclusões não ajudaram e, dessa forma, o sofrimento continuava.


Chance perdida por Willian do GEO no final da partida. Foto: Orlando Lacanna.

O pessoal de Osasco olhava no relógio a cada segundo, torcendo para a partida acabar, até que finalmente o árbitro apitou pela última vez, acabando com o sufoco dos osasquenses, com o placar apontando Grêmio Osasco 1 - 0 Guaçuano que colocou o time da Grande São Paulo nas primeiras colocações do Grupo 11 com quatro pontos, num grupo em que nenhuma equipe disparou, tornando as próximas rodadas ainda mais empolgantes.

Fim de jogo e com aquela carona especial, agora do Sr. Natal, retornei rapidamente para São Paulo, para desfrutar o resto do domingo em casa, mas não deixando de pensar nas próximas coberturas do JP. Foi isso.

Abraços,

Orlando

Portuguesa empata em casa e segue na zona de rebaixamento

Fala povo!

Depois do jogo na Javari no sábado à tarde, tinha duas opções de partida para a sessão noturna do JP: a primeira era um jogo da Copa Paulista entre Santo André x Linense e outro por um torneio que não é perdido e que foi transmitido ao vivo pela TV. Bom, quem achou que escolhi a primeira opção errou, pois fui curtir mesmo a segunda opção, válida pelo Campeonato Brasileiro no Estádio do Canindé. Foi uma partida que em 2007 era ainda válida pela Série B (e que também teve minha presença): Portuguesa x Coritiba. Mais uma chance de ver a luta da Lusa contra o rebaixamento nesse campeonato. E mal sabia eu que minha escolha seria péssima...

Como sempre digo nos posts da Lusa: o jogo não é perdido, mas minha presença nas apresentações do rubro-verde em casa sempre se faz necessária. Ainda mais que o time parece estar querendo voltar para a Segundona nacional depois de tanta luta para subir no ano passado. Esse jogo era essencial para tentar evitar tal tragédia. Bom, cheguei lá cedo e vi uma coisa boa na venda dos ingressos. O pessoal colocou mais bilheteiros e organizou a fila. Parabéns para o pessoal do Canindé, já que esse era um problema crônico faz tempo por lá.

Já dentro do estádio, me acomodei nas arquibancadas do estádio e então passei a curtir o primeiro tempo de jogo. A Portuguesa foi pra cima do Coxa, mostrando o cartão de visita e dominando o jogo. O time criou muitas chances de gol, mas não conseguiu abrir o placar. O Coritiba, bastante acuado, via a Lusa dominar as ações.


Ataque da Portuguesa no primeiro tempo de partida. Foto: Fernando Martinez.

Mas chegou um ponto que irritou ver tantas chances perdidas. A a pior delas foi uma do atacante Jonas, que recebeu na entrada da pequena área e sem goleiro chutou por cima. Algo me dizia que o dia não era dos locais. A partir desse momento, o Coritiba passou a também tentar melhor sorte e equilibrou a partida. O time, muito bem colocado no Brasileirão, mostrou-se uma equipe com toque de bola interessante e também não chegou ao gol por azar. Mas o primeiro tempo se foi sem a abertura do placar.


Um dos perigosos ataques do Coxa nos primeiros 45 minutos. Foto: Fernando Martinez.

O intervalo veio e eu aproveitei para dar um belo cochilo nas arquibancadas do Canindé. Sabem aqueles quinze minutos que fazem a diferença do seu sono? Então, depois dessa rápida soneca me tornei um novo Fernando e pude ver mais atento o segundo tempo. Mas quem me dera não ter feito essa besteira, pois o segundo tempo foi simplesmente um horror para se acompanhar. A Portuguesa deve ter comido uma feijuca no vestiário e voltou modorrenta, sem nem lembrar os bons momentos do tempo inicial.


Falta para o Coritiba. Mas na cobrança, nenhum perigo para a Portuguesa. Foto: Fernando Martinez.

O Coritiba também não queria muito jogo. Então vocês podem imaginar o sofrimento que foi ver os dois times maltratarem a bola daquele jeito. A Portuguesa nem parecia time que lutava contra o rebaixamento, e sim uma equipe que estava ganhando o jogo por 6 a 0. O time não criou exatamente nada, e só deixou a torcida irritada. E ainda por cima o treinador Estevam Soares (filho de nosso companheiro Estevan Mazzuia com o Jô Soares) mereceu os famosos gritos de "burro" quando tirou o atacante Jonas para colocar um inoperante Vaguinho em campo. Foi a gota d'água para a torcida perder a paciência.


A Portuguesa não chegou ao tão sonhado gol no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

O sofrimento seguiu até o apito final do árbitro. Final de jogo: Portuguesa 0-0 Coritiba. A Lusa continua na zona de rebaixamento lutando contra um terrível destino que parece cada vez mais perto. Para o Coritiba, só resta melhorar ainda mais sua classificação e quem sabe conseguir o quase-milagre de uma classificação para a Libertadores. E pensar que o jogo entre Santo André e Linense foi 4 a 3... tem hora que fazemos escolhas erradas...

Depois do jogo fui para meu QG no Pari aonde fiquei jogando conversa fora por horas, regado à uma bela pizza e muita bobagem. Ainda consegui forças para ver a Fórmula 1 antes de dormir já pensando na rodada do domingo. Pena que a força acabou e tive que apelar para o "plano B"... mas isso é outra história.

Abraços

Fernando