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quarta-feira, 14 de dezembro de 2005

Amador do Estado: Metalúrgicos 1-0 Santos-PP

Opa,

Com uma demora monstro, mas por motivos extraordinários a esse que vos escreve, vamos com o post do jogo de domingo em que eu e o Mílton estivemos presentes. Dessa vez mais uma decisão na programação, agora com a primeira partida da final do Campeonato Paulista Amador de 2005, disputada entre o time do SE Metalúrgicos, de São Caetano e o Santos FC, de Presidente Prudente.

Debaixo de frio e uma garoa insistente, nos dirigimos até o Estádio Anacleto Campanella, aonde estava registrado que seria a partida. Chegando lá, e com o lugar às moscas, já vimos que tinha algo errado. Como sempre, os administradores do estádio, sempre bem informados e interados com o mundo, nos deixaram com as mesmas dúvidas de quando chegamos. O administrador achou, no final das contas, que eu queria jogar com o 'meu time' por lá e que para isso eu teria que ter uma autorização em três vias. A brincadeira do telefone-sem-fio perde para tanta desinformação.

Bom, acabamos indo então para o Águas de Nova Gerty e vimos que o jogo era lá mesmo. Adentramos o gramado para tirar as fotos dos times posados.


SE Metalúrgicos - São Caetano do Sul/SP. Foto: Fernando Martinez.


Santos FC - Presidente Prudente/SP. Foto: Fernando Martinez.


Trio de arbitragem com os capitães das equipes. Foto: Fernando Martinez.

Aproveitamos também para conversar com o pessoal do Santos-PP, via o "faz-tudo" Mauro, sobre as intenções do time caso seja o campeão. Eles não tem a intenção de se profissionalizar caso ganhem o título, mas tentarão disponibilizar o benefício de não pagar a filiação e jogar a Segundona para um time novo que está sendo montado na cidade, o Oeste Paulista Futebol Clube. Isso só confirma o que já sabíamos: esse pode ser considerado um campeonato de acesso, já que é opcional ao Campeão a possibilidade de se profissionalizar no ano seguinte e disputar a Segundona Paulista.

E outra situação foi ver qual era o escudinho do time. Procuramos por ele na camisa e só achamos um H um tanto quanto estilizado. Depois descobri que esse é o logotipo da empresa com a qual o time é relacionado e não um escudo específico do Santos FC. De qualquer forma, segue abaixo o escudo da empr... ops, do time de Prudente.


Escudo da empresa Hinomoto, que banca o Santos-PP.

Bom, agora começando o jogo, vale registrar que como sempre, solicitamos autorização para o árbitro, a AUTORIDADE MÁXIMA dentro do campo para ficar num dos gols por um tempinho para tirar algumas fotos de perto. Devidamente autorizados por ele e pelo quarto árbitro, nos postamos atrás do ataque do Metalúrgicos no primeiro tempo. Pena que, logo depois, e de uma forma um tanto quanto desrespeitosa, fomos expulsos de dentro do campo por algum aspone de plantão. Dizendo que "não poderíamos ficar ali de jeito nenhum", nos retirou da cancha e ainda fui intimado a "mostrar a minha identificação" a quem tinha mandado tirar.

Registro aqui que não seria leviano ao ponto de ficar dentro do campo o jogo todo, já que não há muito espaço para isso, era só para tirar algumas fotos razoáveis para o blog. Isso que ficamos dentro do campo em inúmeros campeonatos profissionais e em estádios maiores. E ainda fomos apupados por um japonês que ficou falando impropérios para nós quando saímos do campo. No mínimo triste...

Bom, agora falando do jogo, ele foi uma partida bem disputada, com as duas equipes indo ao ataque logo de cara. O Metalúrgicos, por jogar em casa e ter que reverter a vantagem do Santos, teve um leve domínio de bola. Mas aos poucos o time de Prudente foi mostrando a sua cara e fez o goleiro Róbson, do Metalúrgicos, praticar duas belíssimas defesas.


A única foto que tirei de dentro do campo, num ataque do Metalúrgicos na primeira etapa. Foto: Fernando Martinez.

Com o jogo sendo dominado pelo time do interior, o Metalúrgicos ficou um pouco perdido em campo, e seus ataques não surtiam efeitos decisivos, mas como futebol é futebol, num ataque despretencioso do time da casa, o atacante número 7 do Metalúrgicos, num belo chute, acertou em cheio e marcou um gol quase fantasma. O goleirão do Santos fez golpe de vista e traído pela curva da bola, viu a sua rede balançar. Com a vantagem do metalúrgicos no placar, o jogo foi para o intervalo.


Lance de ataque do Metalúrgicos na primeira etapa. Foto: Fernando Martinez.

No segundo tempo o jogo continuou bastante disputado, mas nada fazia lembrar que estávamos vendo uma final. Os times não levaram tanto perigo aos gols adversários e a chance mais aguda de gol nessa segunda etapa foi num ataque do Santos, que o zagueito tirou em cima da linha. Mas no final, o jogo acabou mesmo Metalúrgicos 1-0 Santos-PP.


Escanteio para o Metalúrgicos no primeiro tempo. É, as fotos foram todas na primeira etapa, já que as do segundo ficaram bem ruinzinhas. Foto: Fernando Martinez.

Agora o time do Santos precisa de uma vitória simples no Prudentão, no próximo domingo, para se sagrar campeão paulista amador de 2005. Já o Metalúrgicos precisa apenas não levar gols para garantir a taça. Vamos aguardar e ver o que acontece!

E em breve tem uma história que superou a epopéia do JOGOS PERDIDOS a Monte Sião/MG. Fiquem ligados!

Até mais

Fernando

segunda-feira, 12 de dezembro de 2005

Votoraty Campeão Paulista sub-20 2ªdivisão 2005

Fala povo,

Desculpem pelo atraso, mas sabem como é uma segunda-feira corrida no serviço, não sabem? Mas agora vamos com os posts dos dois jogos que estive presente no último fim-de-semana. Duas finais, uma na sua segunda partida e decisão e a outra na primeira parte da finalíssima (essa fica para o próximo post). Duas emoções bem parecidas nessas horas de decisões pelo estado de São Paulo.

Esse primeiro post vai com a grande final do Campeonato Paulista Sub-20 da 2ª Divisão, acontecida no último sábado na cidade de Votorantim. O jogo foi entre o novo time Votoraty FC e o Campinas FC. O time da casa jogava pelo empate, em virtude de ter a melhor campanha e de ter empatado em zero a zero o jogo em Campinas.


Placa indicando a fronteira entre Sorocaba e Votorantim e as taças para Campeão e Vice-Campeão do paulista sub-20 da 2ª divisão. Fotos: Fernando Martinez.

Acabamos decidindo cair na estrada totalmente de última hora, só no sábado de manhã. Junto comigo na jornada, o Emerson e o Orlando. Mesmo com um trânsito e calor insuportáveis e uma quase desidratação minha devido ao calor na estrada, conseguimos chegar a tempo de entrar no campo e tirar as fotinhos dos times posados. Ah, e detalhe que conseguimos estacionar dentro do Estádio Domenico Paolo Mitidieri, e ainda por cima numa providencial sombrinha, coisa que era rara por lá.


Votoraty FC (sub-20) - Votorantim/SP. Foto: Fernando Martinez.


Campinas FC (sub-20) - Campinas/SP. Foto: Fernando Martinez.


Capitães das equipes juntamente com o simpático trio de arbitragem. Foto: Fernando Martinez.

Agraciados com a vinda de nuvens para inibir a presença do chatíssimo sol, logo nos postamos atrás dos gols (eu e o Emerson em um e o Orlando no outro). Eu e o Emerson tivemos a sorte de estar atrás do ataque do Campinas na primeira etapa e foi por ali que o jogo se concentrou durante todo o primeiro tempo.

Precisando da vitória para conquistar o título, o time campineiro foi com tudo pra cima do time da casa e perdeu várias chances no início da partida. O Votoraty, um tanto quanto atordoado, assistia a partida sem incomodar o goleirão do Campinas. Depois das chances perdidas, o Votoraty foi aos poucos equilibrando o jogo e deixando a partida mais sob controle.


Escanteio para o Campinas ainda no primeiro tempo da partida. Foto: Fernando Martinez.

Mas justo na hora em que o jogo estava igual, o time do Campinas saiu na frente do marcador. Depois de uma cobrança de escanteio pela direita do seu ataque, o time campineiro foi presenteado com uma bola que foi tocada para trás pelo zagueiro do Votoraty e essa bola acabou sobrando livre para o jogador Cléberson marcar o gol que daria o título ao time. Isso aconteceu aos trinta e cinco minutos dessa primeira etapa.

Até o final do primeiro tempo o Campinas teve a chance de matar o jogo numa bela jogada do atacante Maranhão, que driblou o goleiro mas conseguiu chutar para fora. O jogo foi para o intervalo em um a zero para o time visitante. No intervalo, graças ao calor que ainda estava presente, consumimos alguns litros de refrigerante, água e vários sorvetes caseiros por lá. Ótimas pedidas, conseguiram reduzir nossa canseira...

Para a segunda etapa conseguimos ouvir a preleção super-motivatória do técnico Sérgio Dentinho, do Votoraty, para seu time. Palavras dóceis, num clima mais do que familiar foram proferidas. Talvez por isso o time tenha voltado com outro espírito para o segundo tempo.


Lance na área do Campinas na segunda etapa. Foto: Fernando Martinez.

Num jogo mais quente do que antes, o time da casa equilibrou na marra a partida e lances prigosos das duas equipes foram vistos por lá. Num belo jogo de futebol, o Votoraty ia com tudo tentando empatar a partida e levar seu primeiro título logo no ano de estréia. Mas o Campinas também perdeu boas chances no contra-ataque...

Tantas chances para o time do Votoraty resultaram finalmente no gol de empate. Depois de um cruzamento da direita, o zagueiro Rafael Rocha marcou seu gol e levou o bom público presente ao delírio. Um a um no placar e o jogo mais quente ainda aos vinte minutos. O time do Campinas pareceu que sentiu o gol e não levou mais tanto perigo ao gol do VFC assim e aproveitando uma falha do goleiro Diego do Campinas, aos trinta e seis minutos, o Votoraty chegou ao seu segundo gol e colocou as duas mãos na taça.


Escanteio para o Campinas no final do jogo. Desespero! Foto: Fernando Martinez.


Outro escanteio perigoso para o Campinas no final da partida. Foto: Fernando Martinez.

O jogo ainda teve as expulsões dos dois técnicos e muita emoção, mas no final acabou assim mesmo: Votoraty 2-1 Campinas e o time da cidade de Votoratim se tornou o Campeão Paulista da categoria sub-20 da 2ª divisão em 2005. Parabéns ao time e isso é legal porque incentiva o pessoal a criar cada vez mais times pelo nosso interior.

Depois da festa dentro e fora do campo, aconteceu a entrega das taças às duas equipes. Seguem as fotos abaixo:


Entrega das medalhas ao time vice-campeão, o Campinas FC. E o capitão campineiro com a taça de prata. Fotos: Fernando Martinez.


A taça de Campeão em duas telas: nas mãos dos jogadores do Votoraty numa grande festa e no meio do gramado numa grande oração coletiva de todos que estavam no campo. Fotos: Fernando Martinez.


As belas representantes do Votoraty, encarregadas da entrega das medalhas às duas equipes. Foto: Fernando Martinez.


Todo o time do Votoraty junto com grande parte da torcida que invadiu o gramado para comemorar o título de Campeão Paulista. Detalhe que a foto foi armada pelo Orlando. Foto: Fernando Martinez.

Logo depois da comemoração, nós saímos para verificar a parte histórica do estádio. Lá jogava o fantástico time do Savóia, de Votorantim, no começo do século passado. Lindo demais, é um dos belos marcos do futebol do nosso interior.


Fernando e Emerson numa nice nas arquibancadas históricas do Domenico Piero Mitidieri. Foto: Orlando Lacanna.


Detalhe da arquibancada ainda de madeira do local, lembra muito a antiga Fazendinha do Parque São Jorge. À direita uma das várias faixas espalhadas pela cidade anunciando a final. Fotos: Fernando Martinez.

Valeu a pena... na volta ainda degustamos alguns sandubas de calabresa no Frango Assado e pegamos um trânsito monstro na Castelo e na Marginal, que me atrasou bastante para o show da minha banda, o THE JENNIFFERS, no sábado à noite. Ah, mas isso já é outra história.

Depois tem o post do jogo de domingo.

Até

Fernando

sexta-feira, 9 de dezembro de 2005

Samba & Futebol (parte 2 de 2)

Olá!

Foi durante um passeio pela Urca que confirmei o que parecia um milagre: uma tal Copa Record começaria a ser disputada durante minha estadia no Rio (Out/05). Depois de “matar” as quadras de Grande-Rio, Vila Isabel, Porto da Pedra, Cubango, Império Serrano, Portela e Beija-Flor, e o estádio de São Januário, eu poderia assistir um jogo no espetacular Estádio da Rua Bariri. E não era um jogo qualquer, era um jogo do sensacional Bonsucesso contra o Flamengo, em uma sexta-feira à tarde. No sábado, outro jogo fantástico: Campo Grande x Villa Rio, além do já programado Botafogo x Coritiba.

Com a chegada de minha ex-noiva Natália ao Rio, tive que dar um drible espetacular na sexta-feira, mas até que não foi difícil. Em seu primeiro dia no Rio ela preferiu ir à Zona Sul do que à Olaria. Não sei porque. Olaria é um bairro simpaticíssimo.

O horário de verão me traiu mais uma vez. Acostumado às tarde “javariescas”, acreditei que o jogo seria às 15 horas. Pouco antes desse horário, perguntei a uma das moscas que estavam de frente às fechadíssimas portas do simpático estádio, e descobri que a peleja seria iniciada somente às 16 horas.

Com uma fome de leão, e pouco dinheiro no bolso, atravessei a rua para experimentar um delicioso hambúrguer acompanhado do indefectível “Guaravita”. O detalhe é que a “lanchonete” era super caseira, uma coisa improvisada na garagem de uma simpática vizinha do clube. Não pude reclamar, o lanche estava delicioso, e foi bem baratinho e revigorante.

Com todas as testemunhas aguardando o Flamengo (com seu time C, ou D, sei lá), meu coração palpitou forte com a chegada do “Barcelona” carioca. Ao entrar no estádio, percebi que seria um tanto difícil adentrar o gramado para fotografar as equipes, e aí começou mais uma andança. O único acesso ao gramado ficava junto a parte social do clube, mas o acesso me foi negado por um prestativo (ao seu patrão) segurança.

Foi então que saquei um cartãozinho do Blog e chamei um rapaz que acreditei ser da Federação, a julgar pela camiseta que vestia. Animadíssimo, ele me apresentou a seus colegas, e logo descobri que tratar-se na verdade de um membro da Comissão Técnica do Bonsussa. Em poucos minutos, eu estava sob a alcunha de fotógrafo oficial do clube na partida, incumbido de registrar a partida para a equipe do subúrbio. O detalhe é que o acesso ao gramado foi feio pelo vestiário do clube, cuja porta de entrada dava direto para a Rua Bariri... melhor impossível.

A situação não me era mesmo favorável: descobri que eu teria no máximo 7 fotos pra fazer, o que me deixou preocupado. Priorizei as fotos das equipes, mas não dei sorte, a julgar pelo triste ocorrido com a foto do Bonsucesso, que teve problemas na hora de baixar. Uma pena mesmo. No fim, consegui apenas 5 fotos do jogo. Fiquei muito sem graça e nem tive coragem de voltar a falar com o simpático rapaz que me colocou no campo. Aliás, prometi que o post estaria no blog na segunda-feira, e já faz um mês isso. Definitivamente não sou o melhor divulgador do Blog, mas sou melhor que o David!! Mesmo com esse pequeno atraso, seguem as fotos dos times posados:


Bonsucesso F.C. - Rio de Janeiro / RJ. Bom, isso foi o que eu consegui resgatar da foto, acho que serve como registro. Foto: Estevan Mazzuia.


C. R. Flamengo - Rio de Janeiro / RJ. Essa até que deu pra salvar. Foto: Estevan Mazzuia.

Quanto ao jogo, o Flamengo fez três gols logo no primeiro tempo, e depois fechou o jogo com 4 a 0, pra minha tristeza. Esperava muito mais do Bonsucesso, mas meu amigo antecipou o resultado antes do jogo: “Olha, se perdermos, não fale mal do nosso time, por favor”. Portanto não entrarei em mais detalhes.


Lance da partida Bonsucesso x Flamengo na Rua Bariri. Foto: Estevan Mazzuia.


Mais um momento do fantástico encontro entre o Bonsussa e o Mengo. Foto: Estevan Mazzuia.

Para alegria de muitos, aqui acaba o relato de minha viagem ao Rio em outubro, porque no sábado, enquanto procurava confirmar o local de Campo Grande x Villla Rio (fontes confiáveis diziam que seria em Caio Martins, fontes mais confiáveis ainda diziam que seria em Marechal Hermes), me deparei com um show ao ar livre da Tradição e da Vizinha Faladeira, com bateria, pavilhão, intérprete e mulatas... Foi quando resolvi que era hora de investir em um post para outro tipo de blog... E apesar de minha programada visita à Ilha do Governador, à noite, incluir uma passagem pela Arena Petrobrás, antes da escola de samba, acabei desencanando do jogo. Assim, fico sem saber se sou o doente mais doente, ou o são mais são desse clube!

Abraços!

Estevan

quinta-feira, 8 de dezembro de 2005

A História pré-JP, volume 10: Jogos Clássicos 2002

Opa,

Seguindo com fotos inéditas e históricas do arquivo pessoal do JOGOS PERDIDOS, agora vamos com o volume 10. Dessa vez, dois jogos históricos das nossas divisões inferiores do Campeonato Paulista. O primeiro jogo é de profunda lembrança sentimental por parte do Emerson e um dos jogos mais legais também que já vimos.

A partida foi entre o Osasco FC e o glorioso Jabaquara AC. O jogo foi em 21 de abril de 2002, valendo pela primeira rodada do Campeonato Paulista da Série B-3 daquele ano. Eu e o Mílton estivemos presentes, e o mais engraçado é que o Emerson também foi, mas ainda não o conhecíamos. O jogo foi a tão esperada volta do Jabuca ao futebol profissional, já que tinha ficado fora das competições em 2001. E por coincidência o palco da volta foi o mesmo palco da despedida no ano 2000, o Estádio José Liberatti.

Foi a primeira partida da espetacular campanha do time do litoral naquele ano. Com uma parceria com o time do Santos, o Jabuca destruiu todos os adversários e só foi perder seu primeiro jogo na segunda partida da final, quando jogou com a Portuguesa B. O resultado final desse jogo em Osasco foi Osasco FC 0-7 Jabaquara, e tivemos ainda o prazer de ver um dos mais belos gols da minha vida. Foi quando o jogador Jerri (aquele mesmo que jogou no time principal do Santos) driblou seis jogadores do Osasco, mais o goleiro e tocou para o fundo das redes. Fantástico!


Ataque do time do Osasco na partida contra o Jabuca em 2002. Foto: Fernando Martinez.


Detalhe da partida entre Jabaquara e Osasco pela B-3 de 2002. Notem que a arquibancada dos fundos do José Liberatti ainda era pequena. A parte maior foi construída depois. Foto: Fernando Martinez.

A segunda foto vem de um registro histórico e pesaroso de um time que não existe mais. O jogo aconteceu em 11 de maio de 2002, valendo pelo paulista da série B-1 daquele ano, quando Guapira e Batatais se enfrentaram no Estádio Aníbal de Freitas, no bairro do Jaçanã, aqui em SP. Um pecado não termos mais o glorioso time da Zona Norte paulistana jogando no nosso paulistão.

Isso aconteceu graças a uma diretoria que assumiu o clube em 2003 e que estabeleceu no estatuto interno a proibição de profissionalização do time. De uma forma totalmente tonta, preferiu jogar campeonatos internos do que jogar o nosso campeonato. Pena, pena mesmo, já que os nossos sábados à tarde nunca mais foram os mesmos desde a adoção dessa política.

Acredito que era um dos lugares mais agradáveis para se acompanhar uma partida de futebol. Eu particularmente demorava quase duas horas para chegar lá via condução. Mas nem ligava, fazia questão de estar lá naquele lugar fantástico. Foi assim que eu e o Estevan presenciamos o time ser Campeão Paulista da Série B1-B em 1998, num empate sem gols com o OSAN de Indaiatuba.


Ataque do time do Guapira no jogo contra o Batatais em 2002. Foto: Fernando Martinez.

Eu nunca vi uma única derrota do time azul e branco e nesse jogo eles infelizmente ainda tomaram o gol de empate aos 46 do segundo tempo. O jogo acabou Guapira 1-1 Batatais e fui embora pra casa sem saber que seria minha última vez naquele estádio. Ainda vi o time mais uma vez, num fantástico 3 a 3 contra o Guarulhos (em Guarulhos) e desde então temos esse vazio em nossas listas. Mas quem sabe algum dia alguém resolva voltar com o time, né?

Mas é isso, espero que tenham gostado dessas preciosidades.

Até mais

Fernando

quarta-feira, 7 de dezembro de 2005

A História pré-JP, volume 9: Copa São Paulo de Juniores 2001

Fala povo,

Com a chegada do final do ano, o número de jogos cai assustadoramente, para desespero de todos por aqui. Mas para não deixarmos ninguém na mão e sem detalhes de jogos e fotos exclusivas, hoje passo por aqui para postar pequenas historietas e fotos de quando ainda usava a minha querida máquina fotográfica comum. São quatro jogos (dois nesse post e dois na segunda parte) que deixaram marcas históricas para todos aqui do JP:

O primeiro deles aconteceu em 14 de janeiro de 2001, e foi entre Goiás e Auto Esporte, da Paraíba, valendo pela grande Copa São Paulo de Juniores. Naquele dia estavam presentes além do que vos escreve o Estevan, Victor, Mílton e Jurandyr. Em dois carros fomos 'matar' o time paraibano no primeiro jogo e na segunda partida 'matamos' o Roma, de Barueri, que jogou contra o Botafogo do Rio.

O que tornou esse dia histórico foi a chuva que tomamos no Orlando Batista Novelli. Acredito que foi uma das três maiores chuvas que tomei na vida e todo mundo ficou extremamente molhado. Depois disso ainda conseguimos a proeza de pegar uma manifestação na Castelo Branco e ficamos, debaixo de chuva e frio, até às 11 da noite (chegamos lá às 6 da tarde) esperando a galera resolver a situação. Desmontamos guard-rails na estrada, visitamos a favelinha do lado da Castelo e conhecemos muitas pessoas legais lá... foi fantástico e histórico.


Ataque do Goiás na partida contra o Auto Esporte/PB válida pela Copa SP de Juniores de 2001. Foto: Fernando Martinez.

O segundo jogo fez parte de um dos melhores grupos (senão o melhor) da história da Copa São Paulo de Juniores. Também em 2001, jogaram na sede de São Roque os times do Paulistano/SP, Brasil de Farroupilha/RS, Tombense/MG e Oratório/AP. Na época matei quatro times e um estádio nessa brincadeira. Nesse dia, 7 de janeiro de 2001, também os mesmos cinco membros do Clube estavam presentes. (Ah, vale contar que na época o David e o Emerson não faziam parte do JP, e só éramos em 6).

O primeiro jogo foi entre Tombense e Brasil de Farroupilha e foi 2 a 0 para o time gaúcho. A partida de fundo aconteceu entre o time da casa e o Oratório, do distante estado do Amapá. O estádio estava cheio, e para variar ainda tomamos uma chuvinha básica, mas nada que fizesse com que alguém se arrependesse de ter ido lá.


Detalhe do primeiro gol do time do Paulistano, numa bela jogada pelo meio, com a bola esticada até o atacante do time de São Roque. Foto: Fernando Martinez.

Para a surpresa de todos, o time do Amapá foi quem marcou o primeiro gol na partida, causando preocupação em todo mundo lá no estádio Quintino de Lima. Mas logo depois disso a verdade foi re-estabelecida e um dos maiores jogos que já vi na vida foi se definindo. Numa avassaladora sequência de gols, o jogo terminou Paulistano 8-4 Oratório/AP. Isso mesmo, doze gols e um placar que nunca vi em nenhuma das minhas pesquisas históricas. Alguém aí já viu um placar desses? Só lembro que naquele dia voltamos extremamente felizes para casa, sabendo que tínhamos presenciado uma data histórica.


Eu (quase cinco anos mais novo e com menos barriga) estupefato ao lado do placar final da partida. Com certeza foi um dos jogos mais incomuns, geniais e mais legais que eu já estive em toda minha vida. Foto: Estevan Mazzuia.

Em breve, tem a segunda parte desses jogos históricos. Fiquem ligados!

Abraços

Fernando

segunda-feira, 5 de dezembro de 2005

Corinthians Campeão Paulista sub-17 2005

Opa,

Continuando com a saga do Corinthians para poder ser Campeão três vezes no mesmo dia, acompanhamos a segunda partida no Parque São Jorge. Agora na final do Paulista sub-17, o jogo foi entre Corinthians e Guarani. A vantagem era toda corintiana, já que tinha ganho o primeiro jogo por 2 a 0, e seria campeão até perdendo por uma diferença de dois gols.

O legal é que o jogo teve transmissão da Rede Vida, será que seguindo os passos aqui do JOGOS PERDIDOS? Bela iniciativa... ah, e não liguem para as datas marcadas nas fotos, fiz isso para registrar minhas fotos do show do Pearl Jam e esqueci de desabilitar. No próximo jogo já voltaremos com as fotos 'limpas'...hehe!


Entrada dos times no campo. Legal, bem no estilo 'World Cup'. Foto: Fernando Martinez.

O jogo começou com o Guarani tentando marcar pressão, já que precisava desesperadamente dos gols. Mas o time não fez muito por merecer o seu gol não, e o Corinthians se aproveitava do desespero bugrino para mandar belos contra-ataques. De novo com jogadores perdendo gols fáceis, a primeira etapa acabou zero a zero mesmo.


Lance de escanteio no primeiro tempo do jogo entre Corinthians e Guarani pelo paulista sub-17. Foto: Fernando Martinez.

Já na segunda etapa, o Corinthians começou melhor e não demorou para marcar seu primeiro gol, depois de uma boa jogada pela esquerda. Com o um a zero, o Guarani praticamente perdeu o ânimo. Nessa brincadeira o Corinthians ainda teve um pênalti a seu favor. Pena que o atacante corintiano tenha jogado a bola na arquibancada na hora da cobrança.


Pênalti mal cobrado e chutado na arquibancada do Parque São Jorge no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

Até o final o Corinthians ainda teve boas chances para marcar o segundo gol, mas parou na precipitação do seu ataque. Restou ao Guarani perder o jogo e o título de cabeça erguida. Final de jogo: Corinthians 1-0 Guarani, e o Corinthians Campeão Paulista Sub-17 em 2005. O segundo título do dia.


Jogada na lateral do ataque corintiano na segunda etapa. Foto: Fernando Martinez.

Pena que as pilhas do dia estavam fracas e tanto eu quanto o Emerson ficamos na mão e não tiramos foto da comemoração. Paciência. E foi isso, depois foi só ir para casa acompanhar a conquista do quarto título brasileiro pelo Corinthians, no seu terceiro título do dia.

Abraços

Fernando

Corinthians Campeão Paulista sub-15 2005

Fala povo,

Na última sexta e sábado, tive a honra de acompanhar os shows fantásticos do Pearl Jam, aqui em São Paulo, mais precisamente no Pacaembu. Com isso, a parte esportiva ficou reduzida somente ao domingo. Mesmo sem voz, destruído e totalmente cansado em virtude dos dois dias históricos, fiz questão de acordar cedinho no domingão para curtir as finais dos paulistas sub-15 e sub-17 que aconteceram no Parque São Jorge. Era a chance de ver um dia histórico para a história do SCCP: o dia em que poderia gritar "É Campeão!" por três vezes!

A primeira final foi entre Corinthians e Santos, pelo Paulista sub-15. O Timão jogava podendo perder por um gol de diferença, já que tinha ganho a primeira partida por 2 a 1 na Vila Belmiro. Chegando lá encontrei o Emerson, já que outra caravana do JOGOS PERDIDOS seguiu até a cidade de Extrema (eu não tinha condições para ir até lá). Como acompanhamos o campeonato desde o começo, nada mais justo do que ver a final.


Visão geral da final entre Corinthians e Santos pelo paulista sub-15. Foto: Fernando Martinez.

Mesmo debaixo de um sol insuportável, e que me deixou um tanto quanto queimado, o jogo foi bastante interessante. Na primeira etapa os dois times tiveram chances para marcar, alternando seus momentos de domínio da partida, mas a primeira parte da partida terminou sem a abertura do placar.

No começo do segundo tempo, o Corinthians foi pra cima e logo abriu o marcador, depois de uma belíssima jogada do seu ataque, que terminou num golaço corintiano. Corinthians 1 a 0, e agora o Santos teria que marcar três gols para ser campeão.


Escanteio para o Corinthians no segundo tempo da partida. Foto: Fernando Martinez.

Tendo que marcar rápido, o Santos foi para o ataque e não demorou muito para empatar a partida, numa bobeada da zaga corintiana. Mas conforme o tempo ia passando, o Santos não criava boas chances e ainda via o Corinthians perder dois ou três gols cara a cara com o goleiro. Um deles inclusive SEM o goleiro...

Mas foi só administrar até o final do jogo: Corinthians 1-1 Santos, e o Corinthians Campeão Paulista Sub-15 em 2005. Era o primeiro título do dia.


Detalhe do ótimo público presente no Parque São Jorge. Foto: Fernando Martinez.


Mesmo de longe, aí está a comemoração do título corintiano. Foto: Fernando Martinez.

Depois, a final foi do paulista sub-17, mas fica para o próximo post.

Até lá

Fernando

Mineiro 2ªdivisão: Extrema 3-2 América-TO

Boa tarde,

Ontem pela manhã, juntamente com o Mílton e o David, estive no Estádio Sebastião Comanducci, acompanhando a partida entre o Extrema F.C. e o América F.C. de Teófilo Otoni, válido pelo hexagonal final do Campeonato Mineiro da 2ª divisão.


Extrema F.C. - Extrema/MG. Foto: Victor Minhoto.


América F.C. - Teófilo Otoni/MG. Foto: Victor Minhoto.


Pela primeira vez no JP o escudo do América de Teófilo Otoni. Foto: Victor Minhoto.

Todos esperávamos que o jogo começaria a todo vapor, afinal, se tratava da fase final do campeonato, mas ao contrário, o primeiro tempo não teve grandes emoções e acabou mesmo em zero a zero. Já o segundo tempo foi totalmente diferente, logo no início o Extrema partiu para cima do adversário e fez um a zero de cabeça, após o cruzamento de uma falta pelo lado esquerdo de seu ataque.


Parece que a bola vai passar sobre o travessão, mas ela acaba entrando no ângulo esquerdo do goleiro e abrindo o marcador para o time do Extrema. Foto: Victor Minhoto.

A partir daí o América foi obrigado a sair para o jogo, o que resultou em mais espaço para o time da casa. O resultado foi que em outro cruzamento e em mais uma cabeçada, o Extrema fez dois a zero. Aqueles que imaginaram que o jogo estava ganho se enganaram. Pouco depois, em uma bobeada da defesa do Extrema, o América fez seu primeiro gol.

Com o resultado novamente apertado o time mandante se viu obrigado a sair para o jogo, e com isso chegou ao terceiro gol sem muitas dificuldades.


Jogador do Extrema entra de carrinho para fazer o terceiro gol do time. Foto: Victor Minhoto.

Com a vantagem de dois gols no placar o Extrema voltou a administrar o resultado. Já o América tentou de todas as formas diminuir o marcador, mas como seu ataque não foi muito efetivo, somente chegou ao segundo gol em um chute de fora da área, já no finalzinho da partida.

Como não havia mais tempo para reação, o jogo acabou mesmo Extrema 3x2 América. Assim, o Extrema continua sendo o único time invicto no campeonato e passa a liderar a fase final.

Até a próxima,

Victor

sexta-feira, 2 de dezembro de 2005

Copa Felício Saad: Itapirense 1-1 Yuracan

Buenas!

Curtindo a idéia do Campeonato Interestadual de Futebol Sub-20 Felício Saad (para quem não sabe, Felício Saad foi o fundador do Saad Esporte Clube), eu e o Jandir fomos ontem assitir a partida de volta da outra semifinal do torneio: Itapirense x Yuracan. O jogo foi disputado no Estádio Chico Vieira em Itapira e antes das fotos oficiais, vale lembrar que a partida de ida em Itajubá foi 3 a 2 para a Itapirense.


S.E. Itapirense (sub-20) - Itapira / SP. Foto: Emerson Ortunho.


S.D. Yuracan F.C. (sub-20) - Itajubá / MG. Foto: Emerson Ortunho.


Trio de arbitragem e capitães. Foto: Emerson Ortunho.

O jogo começou bem morno e mesmo com o fato de a equipe mineira ter que reverter o resultado, quem jogava melhor era a Itapirense, procurando o gol como se tivesse que vencer a partida.


Lance de ataque da Esportiva Itapirense. Foto: Emerson Ortunho.

O melhor futebol apresentado pela equipe da casa acabou sendo recompensado com abertura do placar. A zaga do Yuracan cometeu um pênalti bobo. Na cobrança, o goleiro fez uma bela defesa, mas a zaga bobeou de novo e o atacante mandou para o fundo da rede no rebote.


Goleiro do Yuracan defende o penal. No rebote o jogador da direita manda para o fundo das redes. Fotos: Emerson Ortunho.

Com o placar adverso, o Yuracan resolveu jogar e partir para o ataque, iniciativa que teve pronto resultado. Mudando a postura em campo, a equipe mineira melhorou muito, até que empatou a partida no final da primeira etapa, levando o jogo para intervalo em 1 a 1. Com essa melhora do Yuracan, a segunda etapa prometia muitas emoções, mas ficou só na promessa... já explico... No intervalo conhecemos o Tiago, que mantém o sítio oficial da Esportiva Itapirense e que está sempre ligado no Jogos Perdidos. Um abraço Tiago!


Vista geral da arquibancada do belo Estádio Chico Vieira. Foto: Emerson Ortunho.

Como disse acima, o segundo tempo prometia muitas emoções, mas ficou mesmo só na promessa, porque ele não aconteceu. É verdade, para surpresa geral não teve segundo tempo.

O motivo? Bom, aconteceu uma das coisa mais estranhas que eu já vi na minha vida. O Yuracan foi eliminado do torneio no intervalo e a Itapiranse ficou com a vaga para a final. A eliminação aconteceu porque a equipe de Itajubá, até aquele momento, não pagara a taxa de inscrição do torneio, no valor de R$200,00.

Segundo o Nelly, organizador do campeonato, o presidente do Yuracan, adiou o pagamento durante toda a primeira fase e ele na confiança foi deixando a equipe jogar. A última promessa era de que a taxa seria paga nessa partida, mas até o intervalo o presidente do Yuracan não tinha nem aparecido no estádio. Certo que levaria um calote, o Nelly resolveu eliminar a equipe.

Confesso que fiquei meio boquiaberto, sem saber o que pensar e apesar de entender que a responsabilidade maior era mesmo do presidente do Yuracan, que não havia cumprido com sua palavra, acabei obviamente não gostando da decisão. Afinal, eu e o Jandir saimos de Sampa para ver uma partida inteira e só vimos metade. Os jogadores do Yuracan que não tinham nada a ver com o peixe, ficaram muito chateados e até mesmo os jogadores da Itapirense não gostaram, pois queriam ganhar a vaga jogando. Os poucos torcedores presentes, também não gostaram nada do que aconteceu. Então, diante de tudo isso, o placar da partida ficou: Itapirense 1 x 1 Yuracan.

Mas é isso aí! Como costuma dizer o Fernando, é mais um jogo que acaba virando lenda, e nessa vida de jogos perdidos, nós temos a plena consciência que tudo pode acontecer, tudo mesmo.

Abraços!

Emerson