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terça-feira, 5 de novembro de 2013

De virada, Briosa sai em vantagem nas quartas do Paulista sub-20

Fala, pessoal!

No final de semana em que o JP começou o décimo ano de atividades, estive presente em duas partidas. No sábado, após mais de quatro anos de ausência, voltei a ver um jogo no genial Estádio Ulrico Mursa. Pelo Campeonato Paulista sub-20 da Segunda Divisão, a Portuguesa Santista recebeu o Taquaritinga iniciando os trabalhos nas quartas-de-final do certame.

Desde o longínquo 29 de julho de 2009, quando o Jabaquara foi derrotado pelo CAL Bariri, eu não visitava a casa da Briosa, um absurdo que precisava ser corrigido o quanto antes. Vale registrar que o último jogo do onze rubro-verde que havia visto ali foi em 8 de abril do mesmo ano. Naquela noite, o time da casa venceu o Comercial por 3x0 ainda em tempos de Série A2.


AA Portuguesa (sub-20) - Santos/SP. Foto: Fernando Martinez.

De 2009 pra cá a Portuguesa despencou para a última divisão estadual e ainda não conseguiu sair de lá em três temporadas de sofrimento. Com isso, a equipe é "obrigada" a jogar o sub-20 também da segunda divisão. O time caiu na primeira fase em 2011, não jogou em 2012 e na atual edição vem fazendo um bom papel. Terminou a primeira fase como vice-líder do Grupo 6 e nas oitavas eliminou o atual campeão, o Osasco FC.


CA Taquaritinga (sub-20) - Taquaritinga/SP. Foto: Fernando Martinez.

O Taquaritinga é outro time tradicional que também despencou para a segundona profissional. Para piorar, a equipe principal lamentavelmente virou um saco de pancadas na disputa da última divisão e no sub-20 tem feito campanhas ruins em aparições esporádicas. Com tudo isso, ver o CAT ir bem num campeonato dá uma esperança grande para um futuro bem melhor. A equipe também terminou a primeira fase como vice-líder da sua chave e nas oitavas eliminou o Osvaldo Cruz.


Capitães dos times e trio de arbitragem liderado pelo árbitro José Roberto Marques e os assistentes Gustavo Chacon Moreno e Patrick André Bardauil. Foto: Fernando Martinez.

Com todos esses ingredientes colocados na panela, já cogitava a ida até Santos desde que o confronto foi definido. A logística foi armada durante toda a semana e acabei pegando a estrada para o litoral junto com os amigos Paulo "Shrek", Mílton e o casal mais importante do jet-set futebolístico de Mauá Luiz e Juliana. Nem o forte calor desanimou a caravana.

Chegando no Ulrico Mursa a moçada foi para a parte coberta se juntar ao bom público presente e eu fui ao campo de jogo. Logo encontrei o simpaticíssimo trio de arbitragem e com um sol pra cada um, a pugna teve início.


Saída para o ataque do Taquaritinga. Foto: Fernando Martinez.

Os times fizeram um jogo equilibrado durante os primeiros 30 minutos e concentraram as ações no meio de campo. A Portuguesa chegou perto do gol adversário por duas vezes, enquanto o CAT levou perigo nos contra-ataques. A partir do trigésimo minuto o time visitante colocou as manguinhas de fora e passou a jogar melhor.


Atleta da Briosa fazendo o drible. Foto: Fernando Martinez.


Atleta rubro-verde levitando no gramado do Ulrico Mursa. Foto: Fernando Martinez.

Vimos algumas boas jogadas do CAT mas o intervalo chegou com o placar ainda em branco. Na segunda etapa o Leão da Araraquarense voltou com tudo e dominou completamente as ações ofensivas na maior parte do tempo. O time chegou a marcar dois gols, ambos anulados pela arbitragem.


Boa chance de gol da Briosa no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

De tanto insistir, o CAT finalmente inaugurou o placar aos 14 minutos com o gol do camisa 10 Natan, concluindo uma ótima jogada tramada por todo o setor ofensivo. A Briosa não conseguia frear o ímpeto dos visitantes e parecia que a equipe interiorana aumentaria sua vantagem no duelo (por ter melhor campanha, a equipe leva vantagem no confronto).


Um dos gols anulados do Taquaritinga no tempo final. Foto: Fernando Martinez.

A Portuguesa estava abatida e atacava naquele famoso esquema do bumba-meu-boi. Nada indicava que a sorte do time santista pudesse mudar. Para a alegria da torcida local acabou brilhando a estrela do zagueiro rubro-verde Matheus Souza. Em dois lances de bola parada ele decretou a virada da Briosa.

No primeiro ataque real da Portuguesa no segundo tempo a equipe conseguiu um escanteio pela direita. A bola foi alçada na área e o camisa 3 apareceu no meio da confusão cabeceando firme para o gol, sem chances para o goleiro taquaritinguense. Eram decorridos 20 minutos do tempo final.


Exato momento em que Matheus Souza cabeceava para empatar o jogo. Foto: Fernando Martinez.

A partir daí o nível técnico da peleja aumentou demais e alcançou níveis elevados de dramaticidade. A Portuguesa precisava fazer o segundo para ficar em vantagem no jogo da volta. Sabendo disso, o Taquaritinga resolveu se segurar na defesa para garantir o empate. O relógio passava rápido para o onze santista.


Zaga do Leão afastando o perigo. Foto: Fernando Martinez.

Aos 37 aconteceu então o lance mais polêmico da partida. Depois de um córner pela direita do ataque rubro-verde, o zagueiro-artilheiro Matheus Souza subiu na pequena área junto com o goleiro Hotton. Os dois se esbarraram e a pelota ficou pipocando em cima da linha. Mais ligado do que todo mundo, o beque tocou meio de lado e fez o segundo.



O segundo gol da Portuguesa em dois momentos: o choque entre Matheus Souza e Hotton e a bola estufando as redes. Fotos: Fernando Martinez.

O pessoal do Leão reclamou demais pedindo a marcação de uma falta em cima do arqueiro. Apesar da chiadeira geral, o tento foi confirmado. O sofrimento agora não era para o relógio ir devagar, e sim para o fim do jogo chegar mais rápido. O CAT até tentou fazer uma pressão, mas não teve forças para alterar o marcador.


Comemoração pela virada dos jogadores da Briosa com a torcida local. Foto: Fernando Martinez.

No fim, o placar de Portuguesa Santista 2-1 Taquaritinga inverteu a vantagem para o jogo de volta. Agora a Briosa joga pelo empate, enquanto o CAT precisa de uma vitória simples para se garantir na semi-final do certame e enfrentará Atibaia ou Tanabi.

Fizemos uma viagem de volta no mais absoluto sossego e cheguei em casa por volta das 21 horas. O sábado à noite foi tranquilo para não atrapalhar o cronograma, já que no domingo teve mais.

Até lá!

Fernando

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