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quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Nacional vacila e joga dois pontos fora contra o CATS

Texto e fotos: Fernando Martinez


A quarta-feira reservou mais uma rodada da Copa Paulista, a quarta do returno, no Estádio Nicolau Alayon. Vindo de duas derrotas, o Nacional recebeu o lanterna Taboão da Serra com amplo favoritismo para voltar a vencer e chegar perto do G4. Foi o 35º jogo seguido do onze ferroviário como mandante que contou com a minha presença. Dois anos de sequência e contando.

Esse foi o nono confronto entre os dois na história, e os quatro realizados na Comendador Sousa tiveram cobertura do JP: 1x1 em 22 de maio de 2010, 2x1 para os paulistanos em 18 de setembro de 2010, triunfo local pela contagem mínima em 19 de abril de 2014 e o empate por um gol em 25 de fevereiro de 2017. O retrospecto geral até então de cinco triunfos do escrete da capital, dois empates e apenas uma vitória do CATS.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Clube Atlético Taboão da Serra - Taboão da Serra/SP


Quarteto de arbitragem para a peleja com Willer Fulgêncio Santos, Claudenir Donizeti da Silva, Guilherme Holanda Lima e Luiz Carlos Júnior junto aos capitães dos clubes

Nada indicava que o Taboão da Serra pudesse surpreender e a esperança era que o Nacional pudesse fazer uma apresentação mais razoável do que vimos, principalmente nas duas últimas derrotas em casa, contra Juventus e Portuguesa. Só que dentro de campo o fraco futebol se repetiu na maior parte do cotejo.

Durante o primeiro tempo vimos pouco futebol no histórico gramado da Água Branca. O CATS se defendia e o Naça tentava atacar de forma insípida. Os locais não chutavam, não acertavam os passes e perdiam a bola facilmente para os zagueiros visitantes. Nesse cenário, um gol só poderia sair numa falha... e foi justamente isso que aconteceu.

Decorridos 31 minutos, a zaga do CATS bateu cabeça e Bruno Nunes, sempre ligeiro, roubou, invadiu a área e tocou na saída do goleiro. Foi o primeiro tento do atacante nacionalino nacionalista desde que ele voltou do São Bento. Tirando uma falta a favor do Taboão da Serra, nada mais aconteceu.


Bruno Nunes tentando o chute pela esquerda, porém a zaga conseguiu travar


Defensor do CATS tentando roubar a bola


Mais um ataque nacionalino nacionalista pelo lado esquerdo do campo

No tempo final a partida melhorou com um Nacional mais disposto. Aos 14 minutos o camisa 11 Léo Cereja ampliou num chutaço da intermediária que morreu no canto esquerdo do arqueiro. Detalhe: o gol saiu numa cobrança de escanteio curto, um verdadeiro milagre.

Com 2x0 a favor, o Naça ficou na boa e parecia que a peleja estava decidida, afinal, o ímpeto ofensivo do CATS era inexistente. Aos 24 minutos, Otacílio Neto, ele mesmo, entrou com a jaqueta 17 do onze paulistano. No primeiro lance do veterano atleta, ele cobrou escanteio e Fernando cabeceou na trave. No segundo, ele completou cruzamento pela direita e a pelota também bateu no travessão.

Naldinho teve a chance dos 3x0 numa oportunidade clara, cara-a-cara com o camisa 1 taboanense, porém o gol não saiu. Aos 26, no primeiro ataque perigoso do CATS, os comandados de Sandro Sargentim diminuíram com Allan completando cruzamento da direita. O que se viu a partir daí foi um sufoco que parecia impossível poucos minutos antes.

O Nacional recuou e chamou o adversário para seu campo de defesa. Os visitantes se mandaram na base do bumba-meu-boi e os atletas locais torciam para o relógio passar mais rápido. Após duas ou três chances ótimas, o Taboão da Serra se aproveitou de uma bobeada monstra da zaga e do arqueiro locais e deixou tudo igual aos 44 minutos. O autor do tento foi Allan, o artilheiro da tarde.


João Lucas cobrando escanteio pela direita


Detalhe do segundo gol do Nacional na partida. O goleiro Alan voou bonito, mas não conseguiu defender o belíssimo chute de Léo Cereja


Otacílio Neto, ele mesmo, um dos destaques do time da capital bandeirante


Bola que bateu na trave em cabeçada de Fernando

Final de jogo: Nacional 2-2 Taboão da Serra. Um triunfo teria recolocado o escrete ferroviário no G4 do Grupo 4. Como o time vacilou, a equipe está em penúltimo lugar com 13 pontos, dois abaixo da Portuguesa, a quarta colocada. Agora o Naça tem dois compromissos complicados longe dos seus domínios e precisa vencer pois depois de ter jogado fora oito dos últimos nove pontos disputados no Nicolau Alayon a vaga na segunda fase pode ter ficado longe demais.

Saí do presente e voltei ao passado, mais precisamente ao ano de 1966, depois do apito final. Fui bater meu cartão na Biblioteca Mário de Andrade com as intermináveis pesquisas sobre a história do futebol. Saber mais nunca é demais.

Até a próxima!

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Nacional vai mal e perde da Portuguesa dentro de casa

Texto e fotos: Fernando Martinez


No último sábado, chegou a vez de acompanhar o 34º jogo seguido do Nacional no Estádio Nicolau Alayon, uma sequência que vem há dois anos. O adversário da quente tarde de sábado foi a Portuguesa, em confronto válido pela abertura do returno da fase inicial da Copa Paulista.

Desde que voltaram a se enfrentar em 2007, essa foi a sexta peleja entre ambos, e todas elas foram devidamente registradas aqui no JP. Como disse nos outros posts, o onze ferroviário não ganha da Lusa desde um amistoso realizado em 1977. Em jogos oficiais, isso não acontece desde 1958. Será que tinha chegado a hora do tabu acabar?


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Associação Portuguesa de Desportos - São Paulo/SP


O quarteto de arbitragem formado pelo árbitro Márcio Roberto Soares, os assistentes Fabrini Bevilaqua Costa e Rodrigo Meirelles Bernardo e o quarto árbitro Luciano Rodrigo Zacharias posam para o JP junto com os capitães dos times


O abraço dos técnicos Ricardo Silva, do Nacional, e Allan Aal, da Portuguesa, antes do apito inicial

Se dependesse do ânimo dos entusiastas do time local não haveria melhor hora, até pensando nas partidas fracas que os rubro-verdes fizeram nas jornadas anteriores e no bom primeiro turno nacionalino nacionalista. Só que a apresentação do Nacional foi terrivelmente ruim, talvez a pior na competição até aqui. Não teve como fazer frente ao limitado, porém arrumado, escrete visitante.

A tarde ruim dos locais começou a se desenhar aos seis minutos, com o gol de Raul que colocou a Portuguesa na frente. Os atletas nacionalinos nacionalistas não foram capazes de criar uma boa jogada sequer durante o primeiro tempo. A primeira oportunidade foi num chute de longe de Bruno Nunes aos 39... e só.

No segundo tempo os ferroviários retornaram ainda sem nenhuma inspiração e a Lusa esperava um contra-ataque para ter a chance de fechar a fatura de vez. Aos 12, Luizinho se mandou pela direita e só parou quando meteu a bola no canto direito do arqueiro do Nacional.

Para piorar, Emerson Mi foi expulso aos 25 num lance besta e qualquer chance de reação do grêmio da Água Branca foi pelo ralo, afinal, se com onze a coisa estava complicada, com dez seria impossível. A Portuguesa chegou perto de ampliar, só que como o time também não é nada excepcional, ficou por isso mesmo.


A comemoração lusitana no gol que abriu as portas para o triunfo na Comendador Souza


Nacional atacando pela esquerda do seu ataque


Bola levantada na área visitante



Dois cruzamentos dentro da área da Portuguesa que não levaram perigo para a meta defendida por Leandro


Confusão que terminou com a expulsão de Emerson Mi

Final de jogo: Nacional 0-2 Portuguesa. A Lusa chegou aos doze pontos e agora é terceiro lugar do Grupo 4. O Naça também tem doze, mas está em segundo por conta do número de vitórias. O grande problema aí é a clara e evidente queda do futebol apresentado pela equipe da Zona Oeste. Numa chave tão embolada, esses pontos perdidos em casa vão fazer muita falta no final da fase.

Além de tudo isso, tabu mantido e estendido até 2019, quando ambos voltarão a se enfrentar pela Série A2. Ou então ainda nessa temporada numa fase mais decisiva da própria Copa Paulista... quem sabe?

Até a próxima!