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terça-feira, 22 de maio de 2018

Goleada do líder Paulista em Mogi das Cruzes

Texto e fotos: Fernando Martinez


No sábado passado, pela primeira vez em oito anos, fui até o Estádio Francisco Ribeiro Nogueira em Mogi das Cruzes para uma apresentação do Atlético Mogi como mandante. Ostentando uma pouco invejável campanha de 0% de aproveitamento, o escrete azul recebeu um dos favoritos do acesso no Campeonato Paulista da Segunda Divisão, o Paulista de Jundiaí.

Vi o Galo do Japi várias vezes desde os anos 90 e marquei presença em jogos históricos do time, como a final do Paulistão 2004, a decisão da Copa do Brasil de 2005 e um dos duelos na Libertadores de 2006 contra o Libertad do Paraguai, isso sem falar de várias pelejas de Série B e C do Brasileiro. Pouco mais de dez anos depois da melhor fase da história da equipe, é complicado para quem gosta do futebol do interior ver o tricolor na última divisão estadual.

Esse foi o resultado de algumas trágicas gestões do clube, algo comum em tempos de times com pires na mão lutando por qualquer migalha disponível. Com a dupla queda de 2016 e 2017, a Segundona se transformou numa dura realidade e não vai ser fácil a luta pelo acesso, já que temos várias equipes tão tradicionais quanto nessa divisão. Pelo menos o início de campanha foi bom e após seis rodadas o tricolor é líder do disputado Grupo 4. A vitória no confronto contra o onze mogiano era praticamente favas contadas, restava saber de quanto. O Atlético fez seis partidas e perdeu as seis, sofrendo 21 gols e marcando apenas dois.


Clube Atlético Mogi das Cruzes de Futebol - Mogi das Cruzes/SP


Paulista Futebol Clube - Jundiaí/SP


Capitães dos times junto com o árbitro Ricardo Bittencourt da Silva, os assistentes Domingos da Silva Chagas e Rafael Tadeu de Souza e o quarto árbitro Márcio Mattos dos Santos

Encarei a jornada sozinho e foi super sossegado chegar no Nogueirão. Aliás, sempre é bom dizer que adoro ver jogo em Mogi das Cruzes, ainda mais depois que o local foi reformado. Como peguei o caminho da roça bem cedo, pude curtir cada minuto da linda paisagem. Soma-se a isso o fato que estava frio e temos o cenário perfeito para assistir um joguinho de futebol.

Apenas 64 almas pagaram ingresso e viram 90 minutos de domínio completo dos visitantes. Não houve como o Atlético parar o inspirado ataque do Paulista. Aos quatro minutos, bola na trave. Aos catorze, o primeiro tento marcado por Carlos, de cabeça no canto direito. O Galo sobrou no gramado e desfilou um rol de gols perdidos: teve zagueiro local salvando em cima da linha, tento anulado e milagre do arqueiro mogiano. Nessas, o segundo só aconteceu aos 32 em cobrança de pênalti convertida pelo camisa 9 Wallace.


Ataque aéreo do Paulista no começo da partida


Lance do primeiro gol do Galo, marcado por Carlos


Defensor do Atlético se esticando todo para tentar evitar o cruzamento na área


Aos 32, Wallace fez o segundo do onze visitante


Detalhe do terceiro gol do Galo, aos 41 do tempo inicial

O mesmo Wallace fez o terceiro num belíssimo lance aos 41. Ele dominou a pelota, matou o zagueiro e tocou na saída do camisa 1. Foi com o 0x3 que a peleja chegou ao intervalo. No tempo final nada mudou e o Paulista se manteve ocupando o campo de defesa do Atlético. Victor, o goleiro da casa, fez um milagre aos nove, porém aos 22 não conseguiu evitar o quarto visitante nos pés de Vander.

Sem exagero, o tricolor criou mais de dez chances claras e cristalinas para aplicar uma goleada histórica no seu adversário, só que a finalização estava falha demais. Teve gol perdido de tudo que é jeito e eu pensava que o marcador estava definido. Pouco antes do apito final, mais precisamente aos 41 minutos, Carlos deu números finais à goleada do Paulista com o quinto gol.



Cruzamento que originou o quarto gol do Paulista e a comemoração dos jogadores


Bola dividida dentro da área local

Fim de jogo: Atlético Mogi 0-5 Paulista. Com o triunfo, o Galo se manteve em primeiro lugar da chave, agora com 16 pontos. São José e Guarulhos tem a mesma pontuação, mas um saldo de gols menor. Já o escrete mogiano permanece sendo o pior time da Segundona até aqui com seus 0% de aproveitamento. Duvido bastante que isso mude no segundo turno da primeira fase.

Voltei para a capital sem pressa, na boa e curtindo o belíssimo entardecer de outono. A ação do sábado ainda não tinha acabado, já que era dia de Virada Cultural e resolvi me embrenhar pelas ruas do centro de São Paulo. Pena que estava vivendo as últimas horas com meu celular, já que ele foi roubado numa muvuca na Barão de Itapetininga. Mazelas da cidade grande.

Mesmo sem celular, voltei aos gramados no domingo de tarde com um joguinho interessante pelo Grupo 5 da Segundona.

Até lá!

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Triunfo do Grêmio Mauaense no seu primeiro jogo na Javari

Texto e fotos: Fernando Martinez


A pedida do final de semana foi armar uma sequência de três dias seguidos com coberturas do Campeonato Paulista da Segunda Divisão, começando com mais uma apresentação do Barcelona Capela no Estádio Conde Rodolfo Crespi. O Elefante recebeu o Grêmio Mauaense. Detalhe: foi a primeira vez em que a equipe da Grande São Paulo atuou na Rua Javari em toda sua história.

Esse foi o 27º jogo consecutivo do clube da Zona Sul da capital em casa que contou com a minha presença. Ver todas as partidas do Trio de Ferro nos seus estádios de primeiro mundo é fácil, quero ver alguém conseguir emplacar essa marca com o Barcelona Capela. Enquanto eu tiver disponibilidade, manterei essa marca ativa.


Barcelona Esportivo Capela Ltda. - São Paulo/SP


Grêmio Esportivo Mauaense - Mauá/SP


Capitães dos times junto com o árbitro André Luiz Cozzi, os assistentes Patrick André Bardauil e Ademilson Lopes Filho e o quarto árbitro Luis Fabio de Almeida

Vindo de quatro derrotas seguidas, nada indicava que o onze paulistano fosse quebrar o jejum de vitórias em casa que já dura quase dois anos. Não que o Mauaense tenha um grande esquadrão, longe disso, e sim por conta do esforçado, porém limitado, elenco que possui. Apesar de tudo, vimos uma boa movimentação na cancha juventina.

No primeiro tempo os visitantes foram melhores, e o Barcelona só conseguiu cruzar a bola na área do goleiro Wagner. O camisa 1 defendeu todos os cruzamentos sem nenhuma dificuldade. Na boa, os visitantes chegaram aos 2x0 sem muito esforço. José Vítor abriu o placar aos 28 e Deijair ampliou aos 47 minutos. Os jogadores locais reclamaram demais desse gol, pedindo irregularidade no lance.

No tempo final a peleja melhorou, e os dois times criaram ótimos momentos para marcar. Os jogadores da equipe local mostraram mais uma vez muita disposição e força de vontade. Como já disse em matérias anteriores, o elenco é limitado sim, mas muito dedicado.

Gustavo Santos diminuiu o marcador aos 33 com um golaço no canto esquerdo do arqueiro do Grêmio. O time insistiu até o último trilar do apito, só que, mesmo merecendo demais o empate, saiu do tapete verde derrotado mais uma vez, o quinto revés em seis duelos realizados (sem contar o WO em cima do Guarujá) até aqui.


Goleiro do Grêmio subindo no segundo andar para fazer a defesa


Lance do segundo gol visitante, marcado por Deijair


Investida do Barcelona pela direita


Zagueiro do Mauaense fazendo o desarme dentro da área


Tiro livre indireto a favor do Elefante. O arqueiro visitante se esticou todo para impedir o gol


A bola está em cima da linha, mas incrivelmente não entrou. Seria o terceiro gol da Locomotiva

No final, o placar da Javari mostrava Barcelona 1-2 Mauaense. Com o triunfo, a Locomotiva vai para oito pontos e ocupa a quinta colocação do Grupo 5, cinco pontos atrás do Elosport. O Barça é o último (não dá pra contar o Guarujá na parada) com quatro pontos. Na próxima semana, começa o segundo turno da chave.

No sábado voltei aos gramados com o meu primeiro jogo do Atlético Mogi como mandante em oito anos. Algo que eu deveria ter feito há muito tempo.

Até lá!

terça-feira, 15 de maio de 2018

Corinthians feminino vence e mantém os 100% de aproveitamento

Texto e fotos: Fernando Martinez


Encerrando a rodada alvinegra do sábado, fui ao Estádio Oswaldo Teixeira Duarte pela 16ª vez em 2018 para ver o encontro entre Corinthians e Centro Olímpico pelo Campeonato Paulista Feminino. Foi o duelo entre líder com 100% de aproveitamento e lanterna do Grupo 2 da competição.

Essa foi a primeira rodada do segundo turno e nos seis jogos realizados até então, as meninas corintianas venceram todos, metade deles por goleada: 6x2 contra o próprio ADECO, 8x0 contra o Juventus e 6x0 contra a Portuguesa. Nenhum ponto perdido e 28 gols marcados... nada mal.

Se a campanha do time de Parque São Jorge impressiona, a do Centro Olímpico não é nenhuma surpresa. A equipe somou apenas um ponto (um 0x0 contra o Moleque Travesso) e perdeu os cinco compromissos restantes. Já disse aqui, mas vale a pena relembrar: a direção do clube resolveu utilizar apenas atletas jovens no estadual e essa decisão se espelha nos resultados dentro de campo. De qualquer forma, são meninas talentosas que estão ganhando experiência.


Sport Club Corinthians Paulista (Feminino) - São Paulo/SP


ADECO (Feminino) - São Paulo/SP


O árbitro Fábio Oliveira Mendes, as assistentes Leandra Aires Cossette e Patricia Carla de Oliveira e o quarto árbitro Everton Araújo de Oliveira posam para as lentes do JP junto com as capitãs

O Corinthians foi a campo utilizando um time reserva, já que a prioridade no momento é a disputa do Brasileirão, campeonato onde também derrotou todas suas adversárias. Um público de cerca de 50 pessoas, uma triste realidade na categoria, acompanhou o confronto e viu as comandadas de Arthur Elias começarem os trabalhos mostrando serviço, chegando aos 2x0 sem muito esforço.

Aos quatro minutos Adriana recebeu bom passe no meio da área e tocou na saída da goleira. Aos 11, todo o sistema defensivo do ADECO falhou e a pelota sobrou para Milene. Ela driblou a camisa 1 e ampliou a vantagem local. O que parecia ser uma goleada monstro se transformou em relativa decepção para boa parte dos presentes, já que apesar das várias chances criadas, a peleja chegou no intervalo com os 2x0 no placar.


Jogadora corintiana armando o tiro dentro da área


Detalhe do primeiro gol da tarde, marcado por Adriana


Outro ataque alvinegro pela direita


Marcela dominando a pelota quase na linha de fundo

O tempo final chegou e o cenário não mudou. As locais continuaram perdendo bons momentos e o Centro Olímpico foi se segurando bem na defesa. O panorama só foi alterado quando Cacau, Paulinha e Gabi Zanotti entraram, as três titulares. Também foi a campo Calan, que faz sua temporada de estreia com a camisa do Timão.

As atletas entraram aos 18, e aos 21 minutos saiu o terceiro gol. Foi Grazi, camisa 7 e artilheira do certame, que fez num tiro no canto direito. A atacante Marcela tentou deixar o seu durante toda a partida e foi recompensada com o seu tento aos 37. Fechando mais uma goleada mosqueteira, Grazi marcou pela sexta vez no estadual aos 40.


Bola levantada na área do ADECO


Grazi marca seu primeiro gol, o terceiro do Timão


A firme marcação de Leandra, camisa 3 do Centro Olímpico

O resultado final de Corinthians 5-0 Centro Olímpico manteve as alvinegras na primeira colocação da chave com 21 pontos, sete acima do vice-líder Santos. Faltam agora cinco rodadas pro final da primeira fase do Paulista Feminino. Já dá pra dizer que as meninas do Parque São Jorge estão classificadas. Ah, essa foi a décima vitória consecutiva na temporada.

Foi isso... no meio da semana não vai rolar futebol. O cronograma volta a ser acionado na sexta-feira, com o retorno da Segundona ao JP.

Até lá!

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Corinthians faz barba e cabelo em cima do Barcelona (parte 2 de 2)

Texto e fotos: Fernando Martinez


O segundo duelo entre Corinthians e Barcelona na manhã do sábado foi válido pelo Campeonato Paulista sub-17, também na sua sexta rodada, também pelo Grupo 8. Nessa categoria o domínio do alvinegro era ainda mais evidente, já que era líder e invicto, enquanto o Elefante havia conquistado apenas um ponto até então.

Assim como aconteceu no sub-15 (vencido pelo onze mosqueteiro pelo placar de 3x0), o Corinthians não sofreu para derrotar seu adversário. O que mudou foi o número de chances de gol e o ânimo dos atletas. Enquanto no infantil os jogadores pareciam com um sono enorme, no juvenil eles entraram muito mais ligados em campo.


Sport Club Corinthians Paulista (sub-17) - São Paulo/SP


Barcelona Esportivo Capela Ltda. (sub-17) - São Paulo/SP


Capitães do Elefante, do Mosqueteiro e o quarteto de arbitragem

Aos três minutos a equipe local teve seu primeiro grande momento com Gabriel Callegos quase abrindo o placar em falha do arqueiro do Barcelona. Com bons ataques a todo momento, os corintianos só marcaram aos 20 minutos com Thiago aproveitando sobra dentro da área.

Dois minutos depois Cauã ampliou após cruzamento de Gabriel Gallegos. Aos 28, o momento que ninguém esperava. Edherson, camisa 9 do Barcelona, acertou um chute incrível de fora da área e a curva que a pelota fez tirou o goleiro Alan do lance. Uma pintura de gol. Sem ter sofrido o golpe, antes do intervalo chegar o time de Parque São Jorge chegou perto do terceiro, porém não teve sucesso.

No segundo tempo o Corinthians não quis correr riscos e foi pra cima do clube da Zona Sul paulistana. Hyago fez o terceiro gol numa cobrança de falta por baixo, pela direita. Com 3x1, os atletas foram cozinhando o galo, levando a peleja de boa, sem sustos. Nos minutos finais a rapaziada do atual campeão brasileiro resolveu presentear a torcida que foi à Comendador Sousa com mais três tentos. O quarto gol saiu aos 29 dos pés de Danilo. Aos 34, Mangueira fez o quinto por cobertura e aos 39 Thalisson fechou o marcador.


Camisa 2 do Barcelona tentando iniciar jogada de ataque


Escanteio a favor do Corinthians pela esquerda


Cobrança de falta ainda no primeiro tempo


Lance do terceiro gol alvinegro, marcado por Hyago aos nove do tempo final


Outra falta, agora no tempo final, a favor do escrete de Parque São Jorge

O placar final de Corinthians 6-1 Barcelona não foi nenhuma surpresa e manteve os alvinegros na liderança da chave, agora com 16 pontos ganhos. O Elefante continua na lanterna com seu mísero pontinho. Sabendo da realidade da agremiação da Capela do Socorro, a grande vitória mesmo é entrar em campo.

Junto com a dupla Bruno e Mílton, saímos do Nacional com destino ao Canindé. Fechando a jornada do sábado, mais um jogo com a gloriosa camisa corintiana no gramado, agora com o futebol feminino em pauta.

Até lá!

Corinthians faz barba e cabelo em cima do Barcelona (parte 1 de 2)

Texto e fotos: Fernando Martinez


Meu final de semana futebolístico se resumiu ao sábado, mas um sábado com direito a rodada tripla. Iniciei os trabalhos com o sempre insólito confronto entre Corinthians e Barcelona Capela, líder e lanterna do Grupo 8 do Campeonato Paulista sub-15, certame que eu não acompanhava in loco desde junho de 2015 (!), no Estádio Nicolau Alayon.

Sem contar a Copa São Paulo de Futebol Júnior, essa foi a minha primeira rodada tripla em solo tupiniquim em quase três anos. De 2015 pra cá muita coisa aconteceu e por vários motivos desisti de acordar sete da matina aos sábados pra ver essa competição in loco. Quebrei o tabu por conta da surrealidade que sempre cerca duelos entre algum dos "grandes" contra um pequeno, ainda mais este sendo o pacato clube da zona sul paulistana.

Mas um Corinthians x Barcelona não é algo inédito na minha lista pois em 2005 também conferi de perto a partida realizada no CT de Itaquera, no exato local onde foi erguida a Arena Corinthians. Presenciei um massacre mosqueteiro pelo placar de 14x0, a maior goleada da minha vida em se tratando futebol masculino. Treze anos depois, hora de voltar a curtir esse incomum encontro.


Sport Club Corinthians Paulista (sub-15) - São Paulo/SP


Barcelona Esportivo Capela Ltda. (sub-15) - São Paulo/SP


Capitães dos times e quarteto de arbitragem

Antes dessa rodada o time de Parque São Jorge somava treze pontos em cinco jogos realizados, enquanto o Barça tinha apenas dois. O favoritismo pro onze "local" era óbvio, apenas restava saber qual seria o marcador... ou será que não? A dupla Bruno e Milton Haddad, sempre feliz com seu coração alvinegro, curtiu os 70 minutos de futebol junto comigo.

A peleja em si não teve nada de mais. O óbvio favoritismo corintiano se confirmou desde os primeiros movimentos. A primeira boa chance aconteceu aos 12 minutos numa bola na trave e aos 23 Jonathan Heidy abriu o placar. Antes do fim do tempo inicial, foi o Elefante que assustou num tiro no travessão.

Na volta pro tempo final o arqueiro visitante fez ótima defesa no primeiro minuto. Aos 13, o Timão fez o segundo. A bola foi alçada da direita e toda a zaga do Barcelona parou pedindo impedimento. Matheus, camisa 18, cabeceou livre de marcação e ampliou. Aos 34, de novo os defensores ficaram vendo o mesmo Matheus invadir a área e chutar da pequena área para fechar o triunfo local.


Atleta do Barcelona se preparando para mandar a pelota longe


Falta para o Mosqueteiro, cobrada por baixo pelo seu camisa 10


Bola viajando dentro da área do Elefante


Ataque corintiano pela direita no tempo final

Fim de jogo: Corinthians 3-0 Barcelona. O Mosqueteiro continua líder da chave, agora com 16 pontos, quatro acima do vice-líder Água Santa. O onze da Zona Sul da capital permanece na última colocação com dois. No próximo sábado termina o primeiro turno da primeira fase.

Finalizada a primeira partida do sábado, era a hora de acompanhar o mesmo confronto, agora pela antiga categoria juvenil. E a grande goleada que não pintou na preliminar, pintou no complemento da jornada na Comendador Sousa.

Até lá!

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Primeira vitória da Portuguesa na Série A1 do nacional feminino

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na última quarta-feira o Campeonato Brasileiro Feminino da Série A1 prosseguiu na sua terceira rodada e eu fui mais uma vez até o Estádio Oswaldo Teixeira Duarte ver de perto um compromisso da Portuguesa. As rubro-verdes receberam o Vitória/PE sob o olhar de mais ou menos trinta pessoas.

Esse número baixíssimo de torcedores é mais do que justificado, já que partida marcada para as três da tarde num dia da semana e sem nenhuma divulgação é cancha vazia na certa. Nessa temporada também não há mais o patrocínio da Caixa ou transmissão em nenhuma televisão, logo, o negócio fica ainda mais complicado.

Aliás, uma salva de palmas (#ironia) para as emissoras de TV que não se dão ao trabalho de divulgar o trabalho das meninas. Os que fazem isso são os mesmos que enchem a boca para falar aquele já conhecido rol de bobagens quando a seleção não conquista medalha na Olimpíada ou quando não vão bem na Copa do Mundo. Dizem que "ninguém apoia o futebol feminino", quando eles próprios não dão a mínima pro principal campeonato da categoria no país. E a CBF? Bom, dela a gente não espera nada.

Junto com o decano Milton Haddad, fui ao Canindé em mais uma bela tarde do outono paulistano e ninguém que passasse na porta do clube diria que algum jogo seria realizado ali naquele momento. Sem problemas fui ao gramado, bati aquele papo com o amigo Édson de Lima, com o Borracha, preparador de goleiros da Lusa, e fui captar os instantâneos oficiais.


Associação Portuguesa de Desportos (Feminino) - São Paulo/SP


Associação Acadêmica e Desportiva Vitória das Tabocas (Feminino) - Vitória de Santo Antão/PE


O trio paulista composto pelo árbitro Daniel Bernardes Serrano e pelos assistentes Fabrini Bevilaqua Costa e Enderson Emanoel da Silva posa para as lentes do JP junto com as duas capitãs

Ambas as agremiações não haviam vencido nas duas rodadas iniciais. A Portuguesa empatou sem gols com o Rio Preto dentro de casa e com o Foz do Iguaçu no Paraná. As pernambucanas foram derrotadas pela Ponte Preta e ficaram no zero com o Audax. No embolado Grupo 2, a Lusa era sexta colocada e o Vitória o sétimo. Vale dizer que essa foi a sexta apresentação do onze nordestino na Grande São Paulo e a primeira que eu vi. No JP, cobrimos a primeira visita, acontecida em maio de 2012 num duelo contra o ADECO pela falecida Copa do Brasil Feminina no Pacaembu.

Três dias depois sofrer um 6x0 pro Corinthians no estadual, a Portuguesa começou a peleja bastante inspirada e mostrando muita vontade. As locais sofreram um susto no primeiro minuto, porém aos três abriram o marcador com Baratinha recebendo passe da direita e chutando firme do meio da área.

Quando o relógio contava doze minutos, a equipe local atacou pelo meio e a finalização foi interceptada por uma das zagueiras. Outra defensora afastou e, quando a pelota já estava no campo de ataque visitante, o árbitro marcou pênalti após sinalização do assistente número 2. A marcação aconteceu pois a interceptação foi com o braço. Dayana Dias cobrou a penalidade com categoria e acertou o ângulo direito da arqueira do Vitória/PE.

O onze visitante acusou o golpe e demorou para voltar a assustar a arqueira local. Enquanto isso, a Lusa chegou perto de marcar o terceiro tento em dois momentos. Somente aos 44 minutos o Vitória criou a sua melhor oportunidade até então numa bola na trave.


A Portuguesa iniciou o jogo com tudo, não dando a menor chance pro Vitória/PE


Baratinha chutando para abrir o marcador no Canindé


O segundo gol da Lusa, marcado em cobrança de pênalti de Dayana Dias


Disputa de bola pelo alto no meio de campo


Novo bom ataque da camisa 11 Baratinha

No segundo tempo pouco mudou e a Portuguesa se manteve com os melhores momentos. No quinto minuto saiu o terceiro gol, porém ele foi anulado pela arbitragem por causa de uma falta na goleira. Aos 17 a camisa 7 Bia, um dos destaques do elenco, recebeu passe na direita e tocou no canto. A pelota ainda bateu na trave antes de entrar.

Com 3x0 a favor e jogando bem, até dava pra crer que as rubro-verdes já tinham garantido os três pontos. É, só que as meninas do Vitória não desanimaram e renovaram as esperanças de melhor sorte com o gol de Ronaldinha aos 26 minutos. A camisa 3 recebeu passe da direita e tocou do meio da área.

Vimos vários ataques seguidos a favor das visitantes e aos 38 a mesma Ronaldinha arriscou um tiro de longe. A camisa 12 paulistana foi mal e a pelota passou no meio dos seus braços. Era o segundo gol do Vitória/PE. O Tricolor das Tabocas buscou o empate com todas as forças, porém as locais conseguiram se defender bem e seguraram com unhas e dentes o placar.


Arqueira pernambucana saindo para cortar cruzamento dentro da sua área


A camisa 7 lusitana Bia, um segundo antes dela marcar o terceiro gol local


Dura disputa de bola na linha de fundo do ataque da Portuguesa


Placar final da ótima peleja realizada no Canindé, a primeira vitória do onze rubro-verde na Série A do Brasileiro Feminino

O resultado de Portuguesa 3-2 Vitória/PE marcou o primeiro triunfo da Lusa na Série A1 do nacional em 2018, o primeiro desde 16 de setembro de 2015 (um 4x2 em cima do Centro Olímpico também no Canindé). As meninas agora são vice-líderes do Grupo 2 com cinco pontos, dois atrás do Santos. O Vitória está na lanterna com apenas um.

Foi isso. Na parte da noite o lance foi ver mais um jogo dos play-offs da NBA antes de pegar o caminho do mundo dos sonhos. Futebol de novo só no final de semana, se tudo der certo com categoria de base e mais uma rodada do futebol feminino de São Paulo.

Até a próxima!