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segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Palmeiras Campeão Paulista sub-20 de 2018

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na manhã do último domingo rolou a grande decisão do Campeonato Paulista sub-20 da Primeira Divisão e pelo segundo ano seguido a enorme equipe de reportagem do Jogos Perdidos se fez presente. Fui até a Arena Barueri para o clássico entre Palmeiras e Corinthians. Foi a segunda vez em todos os tempos - a primeira foi em 2004 - que marquei presença nas duas partidas finais do certame.

No duelo de ida, realizado quinta-feira na Fazendinha, o Mosqueteiro derrotou seu maior rival pela contagem mínima e jogava por um simples empate para conquistar o título pela quarta vez. O alviverde tinha que vencer por dois gols para ser campeão direto e se ganhasse por um tento de diferença a decisão seria nos pênaltis.


Esse dérbi tinha que ter sido realizado na capital, fato. Uma decisão assim no Pacaembu teria atraído muito mais gente. Por ser em Barueri, o número de presentes não foi tão grande assim. No ano passado, também tivemos um dérbi disputado ali pelas quartas-de-final que teve triunfo palmeirense pela contagem mínima. Assim como naquele 3 de novembro, só deu Palmeiras quando a bola rolou.



As taças para o campeão e vice do Paulista sub-20 2018. Podem falar que são modernas e tudo mais, mas eu acho elas totalmente sem graça



Palmeiras e Corinthians posando para as fotos oficiais da grande decisão


O árbitro Thiago Luis Scarascati, os assistentes Guilherme Holanda Lima e Renan Franklin Grejo, o quarto árbitro Rodrigo Pires de Oliveira e os capitães dos times

O atual campeão brasileiro da categoria jogou o fino da bola e não deu o menor espaço para seu maior rival. Diferente do que vimos na quinta-feira, o Corinthians foi dominado do início ao fim e não mostrou praticamente nenhuma inspiração ofensiva. No primeiro tempo o imenso domínio local não se traduziu em gols... mas por pouco.

O primeiro grande momento foi aos 17 minutos, quando a bola foi cruzada da esquerda e Papagaio acertou um belo voleio. A sorte alvinegra é que o tiro foi bloqueado e saiu pela linha de fundo. Aos 23, quase uma lambança monstro da zaga visitante. João deixou para o goleiro Filipe, que deixou para João. Luan Cândido aproveitou a indecisão da dupla e cruzou na área. Papagaio chutou e a zaga salvou em cima da linha.

Aos 32 Mateus Rocha avançou pela direita, chutou forte e Filipe fez grande defesa. Quatro minutos depois Wesley finalizou de longe e a pelota tirou tinta da trave. Totalmente acuado em seu campo e sem mostrar nenhum poder ofensivo, o Corinthians finalizou pela primeira vez somente aos 40 minutos, porém o chute de Nathan saiu sem direção nenhuma.


Igor se mandando pro ataque sob o olhar de Luan Cândido


Papagaio aparecendo no meio da área e chutando pela linha de fundo


Luan Cândido aproveitando o vacilo da zaga corintiana e tocando pro meio da área. Um defensor salvou em cima da linha a finalização de Papagaio


Janderson, 11 alvinegro, fazendo as vezes de defensor

Se o tempo inicial a atuação corintiana foi ruim, pelo menos o empate estava garantindo o título. Já no tempo final, o desastre alvinegro foi avassalador por conta da atuação magistral da molecada do Palmeiras. Os comandados de Wesley Carvalho foram mortais e massacraram o time de Parque São Jorge.

Aos três minutos os locais abriram o placar. Depois de cruzamento, a bola foi escorada no segundo pau e Airton, que tinha acabado de entrar, fez o primeiro. Aos 17, numa falha lamentável de Igor, Airton foi derrubado na área pelo camisa 2. Papagaio bateu o pênalti com estilo e ampliou. Aos 32, em mais uma falha da defesa, os corintianos perderam a bola e ela sobrou para Esteves. O camisa 6 entrou na área e chutou cruzado, ampliando a vantagem para 3x0.

O título estava 99% garantido, só que aos 35 Fabricio Oya cobrou falta da entrada da área, a bola desviou na barreira e foi parar no fundo do gol. Um novo tento alvinegro levaria a decisão para os pênaltis. Os visitantes tentaram fazer aquela pressão velha de guerra, mas nada aconteceu. Com o setor defensivo todo desarrumado, ficou fácil pro Palmeiras fazer o quarto gol num ótimo contra-ataque aos 44 minutos com Marcus Meloni.



No tempo final o Corinthians tentou atacar mas foi facilmente neutralizado pela zaga palmeirense. Aqui, dois lances de Janderson pela esquerda


O segundo gol do Palmeiras, em bela cobrança de pênalti de Papagaio


Bola estufando as redes de Anderson no primeiro tento corintiano

O gol de cabeça de Adson aos 50 minutos, o segundo alvinegro, não diminuiu a festa que já era grande nas arquibancadas. Quando o árbitro encerrou o cotejo com o placar de Palmeiras 4-2 Corinthians, o sexto caneco alviverde do Paulista sub-20 estava garantido. Vale de novo ressaltar: apesar do clube considerar esse sendo o sétimo título na categoria, isso é um erro histórico. Foi o sexto (1992, 1998, 2002, 2009, 2017 e agora), já que em 2004 o campeão foi o Palmeiras B. Como temos um compromisso de registrar o que realmente aconteceu, é sempre necessário fazer essa correção.


O time sub-20 do Corinthians recebendo a taça pelo vice-campeonato



A festa alviverde pelo bi estadual, o sexto título do clube desde a reorganização de 1980

Ainda fiquei um tempo dentro de campo para fazer as fotos da premiação e uma coisa me chamou bastante a atenção quando os jogadores do Corinthians foram ao tablado. Vários deles nem bem recebiam as medalhas de prata e já tiravam do pescoço. Alguns chegaram a ir embora embora do espaço reservado sem nem esperarem o seu capitão receber a taça.

Um comportamento absolutamente deplorável que mostra como essa molecada é mimada demais pelos empresários e pelos próprios clubes. Eles tem que aprender que apenas uma agremiação chega ao título e que ser vice-campeão não e nenhum demérito, pelo contrário. Tudo bem que uma derrota pro maior rival não é pouca coisa, só que hombridade acima de tudo. Saber perder é algo que definitivamente não é pra todo mundo.

Não sei se consigo emplacar mais uma cobertura em 2018. De qualquer forma estarei de olho para ver se consigo algo. Vou acabar o ano com menos de 100 jogos vistos, porém em tempos de recuperação pessoal e profissional, isso é o que menos importa.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Palmeiras 4-2 Corinthians

Competição: Campeonato Paulista sub-20 da Primeira Divisão; Local: Arena Barueri; Árbitro: Thiago Luis Scarascati; Público e renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Gabriel Menino, Matheus Neris, Papagaio, Marcus Meloni (Pal), Rafinha, Igor, Rafael Bilu (Cor); Gols: Airton 3, Papagaio (pênalti) 17, Esteves 31', Fabricio Oya 35, Marcus Meloni 44 e Adson 50 do 2º.
Corinthians: Filipe; Igor, João, Ronald, Caetano; Du, Fessin (João Celeri), Rafinha (Rafael Bilu), Fabricio Oya; Janderson (Adson) e Nathan. Técnico: Eduardo Barroca.
Palmeiras: Anderson; Matheus Rocha, Gabriel Furtado, Iago e Esteves (Guilherme Vieira); Matheus Neris (Patrick de Lucca), Gabriel Menino (Marcus Meloni) e Patrick de Paula (Airton); Wesley (Mateus Barbosa), Papagaio (Aníbal) e Luan Cândido. Técnico: Wesley Carvalho.
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sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Corinthians inverte a vantagem na final do Paulista sub-20

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois de três semanas - ô saudade - arranjei um ânimo que nem sabia que tinha e voltei aos gramados mesmo com sono, preguiça e com um calor dos infernos. Tudo para acompanhar o primeiro dérbi decisivo entre Corinthians e Palmeiras pelo Campeonato Paulista sub-20 da Primeira Divisão. Pela primeira vez desde a reorganização de 1980 os dois grandes rivais fazem a final desse certame. O antigo clássico foi realizado no genial Estádio Alfredo Schurig, a Fazendinha.

Antes de continuar, um parênteses: o alviverde foi campeão das edições 1992, 1998, 2002, 2009 e 2017 (em final contra a Ponte Preta, que teve cobertura do JP). Em 2004, quem conquistou o caneco foi o Palmeiras B. Naquele ano, alguém misturou as carteirinhas e colocou os melhores atletas no time B, deixando pro "A" a raspa do tacho. Resultado: o "A" foi eliminado na primeira fase e o B foi campeão em cima do Corinthians. É um erro histórico absurdo considerar que o time "A" foi o primeiro colocado daquela edição como o pessoal do clube da Zona Oeste faz.

Dito isso, podemos dizer que o Palmeiras está buscando sua sexta conquista enquanto o Corinthians, campeão em 1997, 2014 e 2015 (em decisão contra o Santos que também teve cobertura do blog) busca seu quarto título. Os dois tem um extenso histórico de duelos nessa competição, os mais recentes na segunda fase desse ano: vitória corintiana por 4x3 em Diadema e triunfo palmeirense por 2x1 em Osasco. No ano passado, no caminho do penta, a equipe da Zona Oeste eliminou o Mosqueteiro com duas vitórias pela contagem mínima nas quartas-de-final (a segunda delas, em Barueri, com cobertura do JP).

Depois de uma terça e quarta-feira com um calor absurdo na cidade de São Paulo, a manhã de quinta nasceu menos infernal. Não que estivesse frio ou algo do tipo, mas os três graus a menos já fizeram uma pequena diferença. Peguei o caminho da Zona Oeste até a Zona Leste na paz e cheguei no Parque São Jorge por volta das 9h20. O genial é que por estar devidamente credenciado, acessei o estádio pelo clube social. Fazia um tempo que não passava por ali e sempre que ando pelas alamedas históricas várias memórias do passado retornam.

Por estar credenciado também não fui obrigado a cozinhar nas arquibancadas, então fiquei numa das cabines, lugar também que não ia há muitos anos. As últimas vezes foram nos compromissos do Corinthians B na Série B3 de 2001 (!), quase uma eternidade. Não são cabines nababescas, porém elas cumprem seu papel de forma satisfatória. Tudo bem que os banheiros tem pias sem torneiras (!), ainda assim, é melhor do que grande parte dos estádios que já visitei.

Campeão do estadual em 2017 e atual campeão brasileiro da categoria, o alviverde fez a melhor campanha da competição, perdendo apenas dois dos seus 30 jogos. O Corinthians tem a terceira e, na fase semi-final, eliminou o São Paulo, dono da segunda melhor campanha com duas vitórias incontestáveis. Clássico é clássico até na base, então mesmo com a melhor performance em 2018, fica difícil cravar um enorme favoritismo nesse confronto.


Times perfilados antes do apito inicial


Não quis encarar o sol só para fazer a foto posada, então peguei carona lá do alto. Detalhe: só o Corinthians quis posar para o instantâneo oficial

Para um público abaixo do esperado, o Corinthians foi melhor durante o tempo inicial do dérbi. Só que a primeira oportunidade foi do Palmeiras aos cinco minutos numa cabeçada perigosa da pequena área. Aos 23, a primeira ótima chance corintiana em chute cruzado de Nathan que passou perto do canto esquerdo. Dois minutos depois o Timão fez o seu gol. Janderson fez belíssima jogada pela direita, passou liso pelos defensores, chegou na linha de fundo e cruzou pro meio da área. Fabrício Oya, super bem colocado, surgiu livre e chutou no canto esquerdo.

Antes do término do tempo inicial o Corinthians teve mais dois ótimos ataques que poderiam ter sido convertidos em gols. O melhor deles numa genial bicicleta de Nathan que foi bloqueada pela zaga na hora H. Mostrando muita qualidade ofensiva e uma boa segurança na zaga, o intervalo chegou com vantagem parcial do Mosqueteiro.


Fabricio Oya finalizando do meio da área


Palmeiras atacando pelo alto


Comemoração dos atletas mosqueteiros no primeiro gol, marcado por Fabricio Oya

Na volta pro tempo final o alvinegro permaneceu melhor e aos cinco minutos Fabricio Oya perdeu uma oportunidade absurda para fazer o segundo. O camisa 10 escorou livre na pequena área um cruzamento da esquerda mas mandou por cima. Aos oito, Papagaio - viva os apelidos no futebol brasileiro! - ajeitou para Wesley e o atleta alviverde finalizou mal. Aos doze, Lucas Piton teve bom momento e chutou com classe, só que os defensores visitantes mandaram pela linha de fundo.

A partir daí o sol apareceu forte e a partida caiu de produção. O Palmeiras ficou mais tempo com a bola nos pés e obrigou a zaga local a trabalhar muito. Em dois momentos os atletas alviverdes pediram a marcação de pênaltis, a meu ver sem razão, e a arbitragem deixou seguir. O Timão se segurou na boa e ao final dos 90 minutos conseguiu inverter a vantagem.


Sempre é uma delícia ver um jogo no Parque São Jorge, um dos estádios mais tradicionais do estado


Zaga corintiana prestes a mandar a pelota pra longe


Investida corintiana durante o segundo tempo

O placar de Corinthians 1-0 Palmeiras faz com que o time do Parque São Jorge jogue por um empate na Arena Barueri para conquistar seu quarto título do estadual da categoria desde 1980. Os atuais campeões brasileiros precisarão vencer para serem campeões pela sexta vez. Agora, com todo o respeito, esse era um clássico com a cara do Pacaembu, não? Um crime ser disputado fora da capital.

Foi isso. Depois do apito final peguei o caminho de volta pro QG para um providencial pit stop antes da labuta do dia a dia. Falando sobre novas coberturas, não tenho a menor ideia de quando será a próxima cobertura. Estamos de olho.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Corinthians 1-0 Palmeiras

Competição: Campeonato Paulista sub-20 da Primeira Divisão; Local: Estádio Alfredo Schurig; Árbitro: Lucas Canetto Bellote; Público e renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Nathan, Caetano, Ronald (Cor), Matheus Rocha, Iago, Papagaio (Pal); Gol: Fabricio Oya 25 do 1º.
Corinthians: Filipe; Igor, João, Ronald e Caetano; Du; Janderson (Vitinho), Fabricio Oya (Roni), Rafinha (Adson) e Lucas Piton (Welliton); Nathan (João Celeri). Técnico: Eduardo Barroca.
Palmeiras: Anderson; Matheus Rocha, Gabriel Furtado, Iago e Lucas Esteves; Patrick de Lucca (Marcus Meloni), Patrick de Paula e Wesley (Guilherme Vieira); Airton (Matheus Neris), Luan Cândido e Papagaio (Aníbal).  Técnico: Wesley Carvalho.
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quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Jogos Perdidos, 14 anos




E não é que chegamos aos 14 anos? Hoje tem um monte de blogs e sites que falam sobre futebol alternativo espalhados na grande rede, porém em 2004 a história era outra. Eram tempos em que as federações não tinham sites decentes, ninguém fala de jogo perdido e poucos realmente se interessavam pelo assunto. Se levarmos em conta a internet em si, 14 anos são uma eternidade.

Foi nesse árido cenário que, naquela segunda-feira, 1º de novembro de 2004, iniciamos os trabalhos do JP sem pensar no que nos tornaríamos. Com o tempo aprendemos direitinho a importância do trabalho feito e graças a isso ainda estamos aqui, independente de todas as dificuldades. Poucos podem se orgulhar de ter um histórico com tantas coberturas in loco como nós. Poucos tomaram tanta chuva, passaram tanto calor/frio e viveram um sem número de perrengues inimagináveis apenas para registrar uma partida de futebol. 

Ao contrário do que muitos pensam, conseguimos demonstrar na pele que o futebol é importante em todas as suas divisões, em todos os campos por todos os cantos. Já produzimos muito mais do que nos dias atuais, mas não vamos parar, pelo menos por enquanto. A responsabilidade é grande demais para que a gente desapareça. Apesar dos pesares, ainda não é hora de tirar o time de campo.

Vida longa ao Jogos Perdidos.



sexta-feira, 26 de outubro de 2018

JP com a base do Atlético Amazonense no CEE Pelezão

Texto e fotos: Fernando Martinez


A ideia dessa semana era iniciar os trabalhos na tarde de quarta-feira com um jogo da Copa do Brasil sub-17. Só que uma gripe monstra me deixou baleado e resolvi me poupar para um Jogo Perdido - com JP maiúsculo mesmo - na quinta de manhã. Fazia tempo que não emplacava uma sessão futebolística tão alternativa como a que fiz. Na pauta, um duelo inédito pela sempre legal Copa Ouro sub-19 da APF, a Associação Paulista de Futebol, com direito a time novo e estádio novo na Lista.

Tossindo igual cachorro velho, peguei um ônibus no Largo da Batata e segui até o Alto da Lapa. Meu destino era o Centro Educacional e Esportivo Edson Arantes do Nascimento, mais conhecido como Pelezão. Lá, pela terceira rodada da primeira fase do certame, Grêmio Osasco e Atlético Amazonense, isso, um time do Amazonas, se enfrentaram em duelo do Grupo B. Não é a primeira vez que um clube de fora do estado disputa esse certame da APF. Você viu aqui no JP o Paraná Clube (!) na edição 2011 da competição atuando contra o Juventus.


Fachada do CEE Edson Arantes do Nascimento, o Pelezão


Estátua do Pelé na entrada do clube. Certamente uma das mais assustadoras que já vi em toda a minha vida


Detalhe do campo sintético de futebol cercado por árvores

Chegar no Pelezão é de boa. Não levou mais do que 20 minutos o trajeto entre Pinheiros e a Rua Belmonte. Ainda deu tempo para fazer aquele café da manhã maroto antes de seguir pro clube. O local é referência e conta com quadras de tênis de saibro e cimento, piscinas, quadras de basquete, muita área verde e o campo de grama sintética onde a peleja foi disputada. O genial é que esse foi o 196º estádio - vamos chamar assim, na base da licença poética - em que assisti um jogo de futebol em todos os tempos.

Quando pisei no gramado com o clima nubladaço e quase ninguém nas redondezas me dei conta real da alternatividade da coisa e do tempo que estava sem fazer algo assim. Não é todo momento que temos a chance de colocar na Lista um time tão insólito. A Associação SC Atlético Amazonense foi fundada no começo do ano e disputou os certames estaduais das categorias sub-15, sub-17, sub-19 e sub-21. Se não fez nada de marcante vale registrar os 12x1 aplicados na Escola de Futebol do Cruzeiro pelo sub-17. O projeto é de entrarem no profissional em breve.


Grêmio Esportivo Osasco (sub-19) - Osasco/SP


Associação SC Atlético Amazonense (sub-19)


Capitães e trio de arbitragem

Os amazonenses tinham disputado dois compromissos até então pela Copa: fizeram 2x0 na liga de Futebol de Sorocaba e tomaram 4x1 do Barueri Esporte Forte/Oeste. Já o GEO, velho conhecido de nossas páginas, um triunfo por 4x0 em cima do time "B" do Nacional, chamado nesse certame de Nacional AC/SPR Ferroviário. Depois de acompanhar o aquecimento da molecada, as primeiras gotas começaram a cair e a chuva pintou forte. Com isso, fui obrigado a acompanhar toda a peleja do meio-campo, embaixo da cabine do Regra 3, no caso, Danielle, zagueira da Portuguesa.

No puído relvado sintético do Pelezão rolou um jogo muito bom e bem movimentado. Além disso tivemos várias chances e gols. O primeiro grande momento local foi aos nove minutos num chute de longe de Gabriel. Dois minutos depois, ele mesmo fez o primeiro num bom tiro de longe. O Atlético tentava e mostrava disposição, porém não conseguia dar combate aos rápidos atletas locais


Atlético iniciando um ataque no começo da peleja


Corte de cabeça da zaga paulista


Detalhe do gramado sintético do Pelezão com o seu círculo central totalmente desgrudado

Aos 25, Gabriel, o mais xingado pelo técnico osasquense. teve uma ótima oportunidade cara-a-cara com o goleiro Cleyton Fernando (!), mas o camisa 12 defendeu bem. Aos 34, o zagueiro Matheus Oliveira falhou e a pelota sobrou para Emersom. O camisa 11 tentou por cobertura e o arqueiro fez mais uma boa intervenção. Aos 44 saiu o segundo com Bruno Kaique. Ele recebeu passe na direita e chutou bem fraquinho. A bola passou por todo mundo e morreu mansamente no canto direito.

No tempo final o GEO continuou melhor e Gabriel, o destaque da manhã, ampliou aos quatro. Ele foi lançado pela direita e chutou forte no alto. A bola ainda bateu na trave antes de morrer no fundo do gol amazonense. Com os 3x0 o GEO sossegou o facho e com isso o Atlético passou a criar mais. O onze visitante chegou a criar boas oportunidades, mas marcou apenas uma vez. Lucas Mota, camisa 10 da equipe, arriscou de longe e fez um golaço aos 27 minutos.


Atleta amazonense se esticando todo tentando o domínio


Bruno Kaique se desvencilhando da marcação adversária


Um dos vários bons momentos do GEO no tempo final


Jogadores apostando corrida no relvado do Pelezão

Sem mais momentos agudos ofensivamente falando, a partida ficou em Grêmio Osasco 3-1 Atlético Amazonense. Ótimos 90 minutos numa jornada que hoje em dia não é tão comum de acontecer. Ainda debaixo de chuva peguei o caminho de volta à Pinheiros pois um dia de labuta de aguardava, Por conta da correria profissional não sei quando será meu próximo jogo. Nem posso reclamar, pois pelo menos estou saindo do fundo do poço.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Grêmio Osasco 3-1 Atlético Amazonense

Competição: Copa Ouro sub-19 (APF); Local: Centro Educacional e Esportivo Edson Arantes do Nascimento (Pelezão); Árbitro: Mateus da Silva Costa; Público e renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Bruno Kaique, Roberth, Mateus Prado, Danilo (GEO), Cleyton Levy, Antônio, Lucas Rodrigues, Luciano, Marco Vinicius, Lucas Mota, Matheus Oliveira (Atl); Cartão vermelho: Danilo (GEO); Gols: Gabriel 11, Bruno Kaique 43 do 1º, Gabriel 4 e Lucas Mota 26 do 2º.
Grêmio Osasco: Rodrigo (Isaque), Mateus Prado, Matheus Barbosa, Amarildo, Danilo, Thiago, Guilherme, Roberth (Wedson), Gabriel (Wesley), Bruno Kaique e Emersom (Hugo).
Atlético Amazonense: Cleyton Fernando (Lucas Oliveira), Cleyton Levy, Anthony, Matheus Oliveira (Luciano Silva), Lucas Souza (Lucas Rodrigues), Eduardo (Romário), Everton (Jonathas), Luiz Henrique, Darlilson (André), Lucas Mota e Antônio (Marco Vinicius).
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quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Ferroviária derrota o Juventus e está nas quartas da Copa

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois de 25 dias sem ver nenhum joguinho de futebol, retornei aos gramados na tarde da quarta-feira com direito a um duelo repleto de tradição. O Estádio Conde Rodolfo Crespi viu o clássico grená entre Juventus e Ferroviária, peleja que nos faz lembrar imediatamente de campeonatos paulistas entre as décadas de 60 a 80. Desta vez o confronto foi pela Copa Paulista na sua penúltima rodada da segunda fase.

O Moleque Travesso conseguiu a classificação sendo o terceiro colocado do Grupo 4, quebrando um jejum de cinco anos sem marcar presença na segunda fase. Já a Ferroviária entrou como um dos favoritos ao caneco pois é o atual campeão e foi vice em 2016. A Locomotiva terminou a fase inicial como líder do Grupo 2. Na disputa do Grupo 6, a AFE ganhou os três primeiros compromissos e era líder com nove pontos. Um triunfo na Rua Javari garantiria a vaga nas quartas por antecipação. Os juventinos, somando apenas dois pontos, precisavam vencer suas duas partidas e o Olímpia perder as duas.


Clube Atlético Juventus - São Paulo/SP


Ferroviária Futebol S/A - Araraquara/SP


O quarteto de arbitragem composto pelo árbitro Rodrigo Gomes Domingues, os assistentes Leandro Matos Feitosa e Paulo de Souza Amaral e o quarto árbitro Leônidas Sanches Ferreira junto com os capitães dos times

Com a presença da incrível dupla integrante da "velha guarda do JP" Milton, o maior comunista da Aclimação, e Victor Minhoto, o grande xerife de Minas Gerais, vi um jogo aonde a maior técnica araraquarense definiu as coisas sem muito esforço. Os paulistanos até que equilibraram as ações no tempo inicial pois sabiam que caso a vitória não chegasse estariam eliminados. Só que foi aquela coisa meio murcha, meio sem graça e sem muita objetividade no ataque.

A Ferroviária conseguiu neutralizar as tímidas investidas adversárias sem problema. Aos poucos a rapaziada de Araraquara foi se soltando e num período de cinco minutos definiu sua sorte. Decorridos 27 minutos Léo Artur recebeu na esquerda, tirou do zagueiro e acertou um chute com uma curva incrível, colocando a pelota no canto esquerdo de André Dias.

Cinco minutos depois, Higor Meritão resolveu arriscar de longe e mandou um tirambaço na trave. No rebote, Tom surgiu livre e fez o segundo tento visitante. O 2x0 contra foi uma ducha de água fria na cabeça dos atletas e da torcida do Juventus. Ali o pessoal viu que a vaca tinha ido pro brejo e que ela só sairia de lá na base do milagre. Antes do intervalo, a AFE quase fez o terceiro.

Quando o segundo tempo começou parecia que o mundo iria desabar na Mooca. Por sorte, o temporal caiu apenas ao redor do estádio e não sofremos nada. Quem sofreu bastante foi a zaga local, pois nos últimos 45 minutos só deu Ferroviária. O ótimo ataque visitante criou pelo menos quatro ótimos momentos para emplacarem uma goleada atuando longe da Arena da Fonte.

O principal responsável, como acontece há alguns anos, pela manutenção do marcador foi o grande arqueiro André Dias. Ele fez quatro defesas absurdas e segurou a onda da sua equipe. O seu principal momento foi num pênalti batido por Tom em que o camisa 1 fez brilhante defesa, defendendo com a ponta dos dedos e mandando pela linha de fundo. Entra ano e sai ano e o arqueiro grená é sempre o maior destaque do time.


Detalhe do primeiro gol da Ferroviária, marcado por Léo Artur


Ataque da Ferroviária pela direita


O segundo gol da AFE foi marcado pelo atacante Tom


Lance do início do segundo tempo


Grande defesa de André Dias na cobrança de pênalti de Tom


Elton, camisa 16 do onze juventino, tentando fazer o gol de honra pela esquerda

Depois de tudo isso, o placar final ficou em Juventus 0-2 Ferroviária. Moleque Travesso eliminado e Locomotiva classificada entre os oito melhores do certame. No final de semana a segunda vaga da chave será definida entre Olímpia e São Bernardo FC, com todo favoritismo do lado do alviazul interiorano. Provavelmente foi a despedida da Javari em 2018.

Com a agenda atolada de trabalho, não sabemos quando será a próxima cobertura, mas pode pintar algo bem perdido, bem perdido MESMO, semana que vem pela Copa Ouro da APF. Resta torcer para as coisas se ajeitarem bem.

Até a próxima!


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Ficha Técnica: Juventus 0-2 Ferroviária

Competição: Copa Paulista; Local: Estádio Conde Rodolfo Crespi; Árbitro: Rodrigo Gomes Paes Domingues; Público: 422 pagantes; Renda: R$ 6.160,00; Cartões amarelos: Vanlilo e Douglas (Juv), Felippe Mateus, Fábio Souza, Caio Mancha, Gabriel Leite e Arthur (Fer); Gols: Léo Artur 27 e Tom 32 do 1º.
Juventus: André Dias; Thiaguinho, Carlinhos, Robson e Paulo Henrique; Vanlilo e Douglas; França (João Gurgel), Cesinha (Raphael) e Portuga; Adilson (Elton). Técnico: Alex Alves.
Ferroviária: Gabriel Leite; Vinícius (Marcos Ytalo), Elton, Gualberto e Arthur; Higor Meritão, Pedro do Rio (Fábio Souza) e Léo Artur; Jorge Eduardo, Caio Mancha e Tom (Felippe Mateus). Técnico: Vinícius Munhoz.

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segunda-feira, 24 de setembro de 2018

O triste final de temporada do Nacional

Texto e fotos: Fernando Martinez


No sábado passado chegou ao fim a primeira fase da Copa Paulista e fui ao Estádio Nicolau Alayon para ver de perto a melancólica despedida do Nacional da competição. Jogando contra o Atibaia, o onze alviceleste queria tentar apagar um pouco a péssima impressão deixada durante o pífio segundo turno. Da minha parte, foi a 36ª peleja do time em casa que acompanhei, chegando a uma marca de dois anos e duas temporadas completas.

No turno final do Grupo 4 foram cinco jogos disputados pelo alviceleste e apenas um ponto ganho: um empate contra o Taboão da Serra, dono da pior campanha do certame, e quatro derrotas, todas com apresentações sem inspiração, com pouca vontade e com um futebol terrivelmente abaixo da média. Para uma equipe que terminou o primeiro turno na vice-liderança do Grupo 4, a performance vergonhosa deixou várias perguntas e nenhuma resposta.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Sport Club Atibaia - Atibaia/SP


Capitães dos times junto com o árbitro Cesar Luiz de Oliveira, os assistentes Leandra Aires Cossette e Guilherme Holanda Moura Lima e o quarto árbitro João Marcos Giovanelli 

A Comendador Sousa estava com um público abaixo do normal, algo natural em se pensando em tudo que (não) aconteceu nas rodadas anteriores. O sol estava forte e confesso que não esperava muita coisa. Jogando com uma equipe totalmente alternativa e repleta de reservas, o Nacional buscou se apresentar de forma convincente, mas o escrete laranja não estava para brincadeira. 

No tempo inicial houve relativo equilíbrio, porém as melhores chances foram todas dos visitantes. O onze nacionalino nacionalista buscava atacar pelos lados do campo e as investidas eram neutralizadas sem problema pelo sólido setor defensivo atibaiense. Pelo lado do Falcão, bons momentos e boa atuação do camisa 1 local Léo Siqueira.


Gabriel, 3 do Atibaia, dominando dentro da área


Investida ferroviária pela esquerda


Bola levantada na área do Falcão e corte do camisa 9 Mascote

Tudo que não aconteceu nos primeiros 45 minutos aconteceu na etapa final. A entrada de Filipe, camisa 17 atibaiense, transformou a vida dos defensores ferroviários num verdadeiro inferno. Aos 9 minutos o Atibaia teve um pênalti marcado a seu favor. Filipe bateu e Léo Siqueira fez uma defesa magnífica, mandando pela linha de fundo. É, só que nem deu tempo de comemorar, pois em seguida Samuel abriu o placar. Ele recebeu passe na direita e chutou cruzado. O camisa 1, herói 90 segundos antes, falhou e viu a bola passar por cima dele.

O Nacional desperdiçou duas boas chances de deixar tudo igual: uma numa cabeçada de Otacílio Neto que tirou tinta da trave direita e outra num chute à queima-roupa da pequena área que um zagueiro conseguiu desviar. Como desgraça pouca é bobagem, os visitantes fizeram o segundo aos 20. Filipe fez belíssima jogada pela esquerda, avançou com classe, passou pelo zagueiro e chutou. Léo Siqueira espalmou pro meio da área e Mascote, totalmente livre, completou de cabeça. Aos 28 Soares animou a desanimada torcida local com um bonito gol na pequena área, aproveitando cruzamento da esquerda e o vacilo dos defensores.

A esperança se transformou em novo desânimo um minuto depois com o terceiro gol do Falcão. Aliás, um golaço. O goleiro Ariel deu um chutão para o campo de ataque aproveitando que praticamente todos os jogadores estavam dentro da sua área. Filipe recebeu, com um drible sensacional tirou o zagueiro, enganou o goleiro e tocou no canto. Um golaço que consolidou a vitória laranja. Fechando o caixão do Nacional em 2018, Emerson marcou o quarto aos 34.


Léo Siqueira fazendo brilhante defesa em pênalti cobrado por Filipe


Minutos depois, Filipe conseguiu a vingança ao marcar um golaço em cima do arqueiro do Nacional


Raro momento de ataque do Naça nos minutos finais

Fim de jogo: Nacional 1-4 Atibaia. O clube da Água Branca terminou a sua participação na Copa Paulista a vice-lanterna do Grupo 4 com 13 pontos ganhos (quatro vitórias, um empate e sete derrotas), doze deles conquistados no primeiro turno. O time fecha o ano com uma sequência de seis compromissos sem nenhum triunfo e um gosto amargo na boca da coletividade ferroviária.

O 2018 nacionalino nacionalista começou bem e por muito pouco a equipe não conseguiu chegar na semi-final da Série A2. Caso não tivesse perdido de forma suspeita para o Água Santa na penúltima rodada, a chance de voltar à elite do estadual depois de 60 anos seria real e bem provável. Na Copa Paulista... bom, deu o que deu.


Placar mostrando o final melancólico de temporada do Nacional AC

Agora só em 2019, ano do centenário e com a velha esperança (mais uma vez) do retorno ao principal campeonato estadual do país. Esperamos que a diretoria possa fazer uma festa digna à altura da enorme tradição. Estamos também na torcida para que as almas que gerem o futebol do clube possam fazer uma camisa comemorativa do SPR, algo que nunca foi feito desde que mudaram de nome em 1946.

Foi isso. Agora é aguardar a segunda fase da competição já sentindo aquela brisa de fim de ano soprar mais forte. Além de trazer o calor, algo sempre incômodo, a reta final dos certames é legal por um lado e melancólica por outro. Quando a agenda permitir, nos faremos presentes.

Até a próxima!
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Ficha Técnica: Nacional 1-4 Atibaia

Competição: Copa Paulista; Local: Estádio Nicolau Alayon; Árbitro: Cesar Luiz de Oliveira; Público: 142 pagantes; Renda: R$ 1.610,00; Cartão amarelo: Otacílio Neto (Nac); Gols: Samuel 10, Mascote 20, Soares 28, Filipe 29 e Emerson 34 do 2º.
Nacional: Léo Siqueira; Janderson, Lucas Xuxa, Paulinho e Léo Carvalho; Luizinho (Allan Christian), Kevyn, Vitor Braga (Soares) e Juninho (Rikelme); Léo Cereja e Otacílio Neto. Técnico: Ricardo Silva.
Atibaia: Ariel; Gabriel (Renan), Gabriel, Matheus Abreu e Matheus Silva; Roberto, Emerson Guito, Samuel (Theo) e Mascote; Dudu (Filipe) e Emerson. Técnico: Carlão.
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