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quinta-feira, 9 de maio de 2019

Com gol no fim, Corinthians empata com o Inter no sub-17

Texto e fotos: Fernando Martinez


Quarta-feira rolou outra folga na agenda e pela segunda vez emplaquei uma cobertura do Campeonato Brasileiro sub-17 (a primeira foi no clássico entre Palmeiras e Santos pela segunda rodada) na atual temporada. No histórico gramado do Estádio Alfredo Schurig, a Fazendinha, o Corinthians recebeu o Internacional de Porto Alegre, respectivamente sexto e quinto colocados do Grupo B. O duelo foi válido pela quarta rodada e coloquei essa peleja na agenda pois sempre é um enorme prazer visitar a antiga cancha.

Nas três rodadas anteriores, o alvinegro atuou como mandante apenas uma vez e venceu o São Paulo por 2x1. Jogando fora, empate contra a Chapecoense e derrota para o Flamengo. Os colorados também tinham quatro pontos, conquistados com um triunfo em cima do Bahia como mandante e empate na Boa Terra contra o Vitória. Fechando a campanha, foram derrotados pelo Grêmio. Apesar de ter importantes desfalques, o Timão queria vencer pela segunda vez.


Sport Club Corinthians Paulista (sub-17) - São Paulo/SP


Sport Club Internacional (sub-17) - Porto Alegre/RS


Quarteto de arbitragem e capitães dos times

Graças a um presente dos céus, os deuses nos presentearam com um tempo frio... pena que esse também foi o clima da peleja em si. Vimos relativo equilíbrio misturado com pouca inspiração de ambas as equipes. Os gaúchos estavam na boa e sabiam que um pontinho já estaria de bom tamanho. O problema mesmo foi a atuação desconexa do ataque corintiano e um crônico problema na armação das jogadas. Mesmo assim, a primeira chance foi paulistana aos oito minutos em bom chute de Rodrigo Varanda.

O escrete gaúcho teve seu primeiro bom momento aos 17 numa cobrança de falta. Vidmar bateu com categoria e abriu o marcador colocando a pelota no canto direito de Davi. Com a vantagem, o Inter passou a ocupar ainda mais o campo de defesa e, por conta da absoluta falta de inspiração corintiana, não correu tantos riscos. O melhor momento local foi aos 44 minutos em finalização de Julio. Tirando isso, muitos erros e nada digno de registro.


Ataque corintiano pela esquerda e a visão da numerada coberta da Fazendinha



Vidmar se preparando para a cobrança de falta que abriu o placar no Alfredo Schurig e a bola, mesmo um pouco escondida, entrando no gol de Davi


Tiro livre indireto cobrado dentro da área colorada

Nos últimos 45 minutos resolvi fazer companhia ao decano Milton Haddad nas arquibancadas. Não esperava muito, porém felizmente o jogo melhorou. Nada brilhante, nada antológico, mas pelo menos a molecada mostrou um pouco mais de qualidade técnica. Aos sete minutos o Inter chegou perto do segundo tento com Vinicius Mello. O camisa 7 saiu livre, driblou o arqueiro e na hora de finalizar perdeu o ângulo, mandando pela linha de fundo.

O Corinthians respondeu à altura aos 25 quando Rodrigo Varanda chutou à queima-roupa e obrigou Anthony a fazer brilhante defesa. Aos 32 foi a vez de Cauê levar bastante perigo. O camisa 9 recebeu entre os zagueiros, avançou sozinho e tocou com classe por cobertura. Caprichosamente a bola não entrou e tirou tinta da trave esquerda colorada. A insistência deu resultado aos 43 minutos quando Mangueira cruzou da direita e Gabriel completou na pequena área. Nos acréscimos quase saiu a virada em novo lance que envolveu todo o setor ofensivo alvinegro.


Escanteio a favor do Corinthians ainda no primeiro tempo


No tempo final, o Corinthians voltou mais inspirado e criou alguns bons momentos


Tavares, 9 do Inter, em investida pela esquerda


Bola alçada dentro da área mosqueteira

No fim, o Corinthians 1-1 Internacional teve uma etapa inicial nota três e um segundo tempo nota sete. Na média, a nota cinco fez os dois times passarem de ano raspando, quase precisando do conselho de classe. Ao final da quarta rodada, cada um subiu uma posição. Ainda faltam cinco e os quatro melhores de cada chave (são duas com dez clubes cada) se garantem nas quartas. No Grupo B, Grêmio, Flamengo e São Paulo despontam como favoritos. Na outra chave, o grande nome é o Palmeiras.

O futebol vai pedir passagem novamente aqui no JP na sexta-feira possivelmente com mais uma apresentação do Barcelona Capela na Segundona Paulista. Não está fácil, só que o dever cívico de acompanhar todos os compromissos do Elefante na Rua Javari sempre pede passagem.

Até lá!

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Ficha Técnica: Corinthians 1-1 Internacional

Competição: Campeonato Brasileiro sub-17; Local: Estádio Alfredo Schurig (São Paulo); Árbitro: Rodrigo Gomes Paes Domingues; Público e renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Riquelme, Rodrigo Varanda (Cor), Praxedes, Vidmar, Carlos Mesaque (Int); Gols: Vidmar 17 do 1º, Gabriel 43 do 2º.
Corinthians: Davi; Julio (Mangueira), Bruno, Belezi e Arthur Neves (Renan Chaves); Riquelme, Rodrigo Varanda (Gabriel), Pedrinho e David (Denilson); Cauê e Adriano (Brendon). Técnico: Gustavo Almeida.
Internacional: Anthony; Bernardo (Ruan), João Pedro, João Felix e Vidmar; Luis Rodrigo, Vinicius Mello (Roger), Carlos Mesaque (Igor) e Praxedes; Tavares (Stevanato) e Alisson. Técnico: Gabriel Carvalho.
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sexta-feira, 3 de maio de 2019

Tudo igual na primeira decisão da A3 entre Audax e Monte Azul

Texto e fotos: Fernando Martinez


Fechando a genial rodada tripla da quarta-feira, a cereja do bolo das coberturas do Jogos Perdidos. Na sessão noturna de futebol, a agenda reservava a primeira partida da decisão do Campeonato Paulista da Série A3. Em campo, os surpreendentes e recém-promovidos Audax e Monte Azul, respectivamente oitavo e sétimo colocados na primeira fase, buscando um título que parecia impossível há algumas semanas.

O Monte Azul fez uma campanha na fase inicial apenas razoável e se classificou na penúltima rodada. Já o Audax passou perrengue e conquistou um lugar nas quartas apenas no último compromisso contra o Primavera. No duelo, que contou com a cobertura do JP, a equipe vencia por 3x1, tomou o empate e quase foi eliminada num lance nos acréscimos. O 3x3 garantiu a vaga no sufoco. Por conta do conjunto da obra, parecia que os dois eram carta fora do baralho já nas quartas de final.

É, mas o que se viu na segunda e terceira fases foi algo que desafia a lógica futebolística. Primeiro o onze osasquense enfrentou o até então invicto Velo Clube, empatou o jogo de ida sem gols e na volta emplacou uma histórica e improvável vitória por 2x0 em Rio Claro. Na semi, derrota em casa contra o Barretos pela contagem mínima e novamente um triunfo por 2x0 longe dos seus domínios, resultado que garantiu o acesso. Depois a queda em 2018, o alvirrubro retorna à A2 no ano que vem.

Passando pelos mesmos perrengues, o Monte Azul perdeu a ida da segunda fase em casa contra o Capivariano pela contagem mínima e venceu por inesperados 2x0 fora de casa. Na disputa direta do acesso contra o Desportivo Brasil, empatou sem gols como mandante e derrotou o time de Porto Feliz no Ernesto Rocco, também se garantindo na A2 de 2020. Resumindo: ambos não venceram com o mando de campo e fizeram o serviço longe das suas cidades.


Grêmio Osasco Audax Esporte Clube - Osasco/SP


Atlético Monte Azul - Monte Azul Paulista/SP


Capitães dos times junto ao árbitro Leandro Carvalho da Silva, os assistentes Mauro André de Freitas e Fabio Rogerio Baesteiro e o quarto árbitro Alysson Fernandes Matias


As taças para o campeão e vice da Série A3 de 2019

Bom, eu não estava afim de perder esse cotejo de forma alguma, então saí do Canindé após a vitória santista em cima da Portuguesa pelo Paulista Feminino e peguei um táxi junto com o Milton até o Estádio José Liberatti. Chegamos cedo e o clima era incrível, bem diferente do público praticamente inexistente na cancha durante o decorrer do certame. No total, 3,792 torcedores pagaram ingresso e ocuparam bem as arquibancadas do Rochdale. 

Para delírio da boa parte dos presentes, o primeiro tempo foi todo do Audax. Danrley Marreta teve a primeira grande chance da noite, porém ele escorregou na hora H. Aos onze, os donos da casa abriram o marcador. Num lançamento pela direita, o lateral cruzou da linha de fundo pro meio da área, a pelota passou por um atacante e sobrou para Giovanni. Ele chutou e, no caminho o tiro foi desviado por um defensor, indo morrer no fundo da rede do goleiro Caio.

Aos 21, o mesmo Giovanni obrigou o camisa 1 visitante a fazer nova defesa e no rebote ele desperdiçou. Aos 26, o merecido segundo gol saiu. Numa grande investida pela esquerda, a bola foi cruzada e mais uma vez encontrou Giovanni. Ele chutou firme, vencendo o arqueiro Caio e colocando a bola no canto direito. Antes do fim da etapa inicial, Marcondele quase fez o terceiro em lance que tirou tinta da trave. No intervalo, vantagem tranquila de 2x0 a favor do onze da Grande São Paulo.


Goleiro Caio subindo no segundo andar para defender cruzamento na área


Chute de Giovanni no segundo gol osasquense



A alucinada comemoração dos atletas do Audax pelo segundo gol praticamente em cima da imensa equipe de fotógrafos do JP


O primeiro tempo foi todo dos donos da casa. O 2x0 foi pouco

A segunda etapa começou com o Audax ainda melhor. Aos três e aos cinco minutos os osasquenses chegaram bem perto de ampliar o marcador. Primeiro foi numa chegada cara-a-cara de Matheus Azevedo que terminou em cima de Caio e a segunda com Marcondele, também jogando fora ótimo momento. O Monte Azul tomou sufoco por dez minutos e depois finalmente se achou no gramado do Rochdale. 

Como quem não quer nada, o alvi-azul reduziu o prejuízo aos 15 minutos após escanteio pela direita que terminou com cabeçada de Lucas Cezane. Encurralando o Audax, na sequência Luizinho cobrou falta com perigo e Jeferson Romário apareceu bem. Aos 26 minutos não teve como o arqueiro osasquense impedir o empate visitante. Em boa jogada pela esquerda, a bola foi alçada e Túlio, camisa 8, meteu a cabeça, fazendo o segundo do Azulão.

Os locais sentiram o golpe e não passaram mais do meio-campo, confirmando o retrospecto negativo dos promovidos no mata-mata da A3 atuando como mandantes. O pior é que nem podem reclamar, já que o Monte Azul chegou perto da virada aos 34 e 43 minutos. No primeiro, Jonathan ganhou na velocidade dos seus marcadores, entrou na área e mandou a bola perto da trave, No segundo, Danilo Medeiros teve o gol aberto à sua disposição e conseguiu a proeza de concluir pela linha de fundo.


No tempo final o Audax até começou bem, mas depois dos dez minutos o Monte Azul passou a jogar melhor


Caio fazendo fácil defesa em raro lance de ataque local


Chegada do Audax pelo meio da defesa do Monte Azul... mas o atacante estava impedido

O placar de Audax 2-2 Monte Azul foi um resultado importante para os interioranos... pelo menos no papel. Como sabemos, jogar em casa não diz muita coisa, então o clube de Osasco, que vem de duas vitórias antológicas longe dos seus domínios, vai ao Otacília Patrício Arroyo com todas as chances de conquistar o título. Certamente teremos uma peleja bastante interessante no próximo domingo.

Da minha parte, novamente foi bem legal poder acompanhar bem de perto outra decisão das divisões de acesso de São Paulo. Sempre assistia esses jogos pela televisão quando era criança e, com o ocaso da imprensa esportiva em geral, me sinto honrado em levar ao grande público as emoções de um cotejo desse porte. Como não estamos no "país do futebol" de verdade, sigo fazendo uma tremenda força para que a memória do futebol paulista seja devidamente registrada. Posso dizer que é um enorme prazer.

A agenda esportiva até tem pauta no final de semana, só que a chance de acompanhar algo in loco é pequena. Certo mesmo é retornar aos gramados na quarta-feira que vem com o Brasileiro sub-17 no Parque São Jorge. Está muito mais fácil ver futebol no meio de semana do que de domingo...

Até lá!

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Ficha Técnica: Audax 2-2 Monte Azul

Competição: Campeonato Paulista Série A3; Local: Estádio Prefeito José Liberatti (Osasco); Árbitro: Leandro Carvalho da Silva; Público: 3.792 pagantes; Renda: R$ 22.030,00; Cartões amarelos: Bruno Higor (Aud), Caio Martins (Mon); Gols: Giovanni 11 e 26 do 1º, Cezane 15 e Túlio 25 do 2º.
Audax: Jeferson Romario; Fabio K, Lucas Andrade, Bruno Higor (Wesley Bolinha) e Kallyl; Giovanni, Pablo, Azevedo e Marcondele; Danrley (Gabriel) e Samoel. Técnico: Cavalinho.
Monte Azul: Caio; Léo Felix (Danilo Mederos), Trevisan, Cezane e Gelsinho (Alan Miranda); Hugo, Tulio e Caio Martins; Jhonatan, Vinicius Piveta (Luisinho) e Gabriel Souza. Técnico: Régis Angeli.
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quinta-feira, 2 de maio de 2019

Santos derrota fácil a Portuguesa pelo Paulista Feminino

Texto e fotos: Fernando Martinez


Seguindo na rota da rodada tripla feita na quarta-feira, dia 1º de maio, a sessão vespertina reservou nova cobertura do Jogos Perdidos no Campeonato Paulista Feminino. No gramado do Estádio Oswaldo Teixeira Duarte, a Portuguesa enfrentou o Santos novamente com as duas agremiações em situações totalmente diferentes na disputa do estadual, algo que estamos acostumados a ver há bastante tempo.

A Lusa começou o estadual com três derrotas e só venceu pela primeira vez - 2x1 em cima do Taubaté - na quarta rodada. O cenário provavelmente será esse até o final da primeira fase. Pelo andar da carruagem, dificilmente as comandadas de Prisco Palumbo lutarão por uma vaga entre as oito melhores do certame. Já as Sereias, quanta diferença... Após perderem para o Corinthians na estreia, elas conquistaram três triunfos seguidos e certamente seguirão firmes em busca do bi.


Associação Portuguesa de Desportos (feminino) - São Paulo/SP


Santos Futebol Clube (feminino) - Santos/SP


Capitães das duas equipes junto com o árbitro Luciano Silva, os assistentes Adriano Stange e Sidney Tadeu de Oliveira e o quarto árbitro Gustavo Holanda Souza

Falando um pouco da história desse embate no estadual feminino, o retrospecto é avassalador a favor do Santos. Tirando um empate por 1x1 no primeiro encontro acontecido em 2001, as alvinegras venceram nada menos do que todos os 14 duelos seguintes entre 2010 e 2018. Foram 43 gols marcados e apenas cinco sofridos. No ano passado cobrimos os compromissos de ida e volta: 5x0 com mando santista no Pacaembu no turno e uma surra implacável de 10x0 no Canindé no returno. Nada indicava que o primeiro confronto entre as duas na atual temporada tivesse outro desfecho.

Quando o jogo começou, a expectativa se confirmou rapidamente. Desde o começo as Sereias tomaram conta da peleja e, mesmo sem conseguirem criar chances efetivas, elas mostraram um futebol muito mais organizado. Aos oito minutos, as visitantes marcaram e o tento foi anulado por impedimento. Aos 11, Claudia Soto finalizou e tirou tinta da trave. Aos 29, Ketlen chegou tarde e não conseguiu completar um bom cruzamento.

A Lusa apenas se defendia e não conseguia emplacar um ataque sequer. Quando parecia que o tempo inicial terminaria empatado, saiu o primeiro gol visitante aos 43 minutos. Leila surgiu pela direita e cruzou para Amanda Gutierres. A centroavante emendou de primeira e fez um belo tento. Na etapa final as locais retornaram ao gramado um pouco mais inspiradas e criaram duas grandes oportunidades aos seis e aos oito minutos. Em ambas, a goleira Nicole (que havia entrado no intervalo) mostrou serviço.

Não demorou muito e o Santos cortou o barato das paulistanas. Aos 12 minutos a artilheira Amanda Gutierres ampliou a vantagem em cobrança de pênalti depois que a zaga colocou a mão na pelota dentro da área em chute de Paola Villamizar. O segundo tento sofrido desanimou as donas da casa e o Santos chegou perto de aumentar a vantagem em vários momentos. Villamizar chegou a marcar aos 26, mas o gol foi anulado. Aos 30, Dani Silva cobrou uma falta precisa e Letícia Rodrigues defendeu bem.


Chute de longe no ataque santista


Raro momento em que a Portuguesa passou do meio de campo na primeira etapa


Marcação rubro-verde pela direita do setor ofensivo das Sereias


Ketlen perdendo a bola para sua marcadora


Cadê a bola? Amanda Gutierres fez o segundo tento do Santos no começo do segundo tempo. A cobrança de pênalti foi tão rápida que pegou até o fotógrafo desprevenido



Dois bons momentos das Sereias com a camisa 25 Gláucia, um dos destaques da equipe do tempo final

Aos 40 Alanna recebeu na área, cortou com classe e chutou na trave. Aos 45 Glaucia entrou na área pela direita, driblou a defensora e finalizou com força, obrigando a goleira rubro-verde a trabalhar outra vez. Novamente Alanna teve outro bom momento aos 47 finalizando pela linha de fundo. No fim, o placar final de Portuguesa 0-2 Santos ficou barato pelo grande número de bons momentos criados pelas Sereias. As duas equipes só voltam a atuar pelo Paulista na segunda metade do mês. Antes disso, compromissos importantes de ambas pelas Séries A1 e A2.

Sem tempo a perder, peguei um táxi junto com o Milton até a cidade de Osasco. Fechando a rodada tripla genial do feriado, a primeira final da Série A3 Paulista pediu passagem. Foi uma noite sensacional e que será contada em detalhes no próximo post.

Até lá!

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Ficha Técnica: Portuguesa 0-2 Santos

Competição: Campeonato Paulista Feminino; Local: Estádio Oswaldo Teixeira Duarte (São Paulo); Árbitro: Luciano Silva; Público e renda: Portões abertos; Gols: Amanda Gutierres 43 do 1º e 12 do 2º (pênalti).
Portuguesa: Leticia Rodrigues; Naty, Edna, Bru e Avelar (Rubia); Pequena, Silmara (Steh), Abacaxi e Pires; Lins e Laiane. Técnico: Prisco Palumbo.
Santos: Michelle (Nicole); Leila, Cida (Monique Peçanha), Kelly e Katielle (Maria Dias); Claudia Soto, Rita Bove (Alanna) e Bebel; Villamizar, Ketlen (Dani Silva) e Amanda Gutierres (Glaucia). Técnica: Emily Lima.
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Barcelona segura o líder União Suzano na Rua Javari

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na quarta-feira passada, feriado de 1º de maio, armei uma rodada tripla em três campos diferentes pela primeira vez em cinco anos. A jornada começou bem cedo com novo jogo do Barcelona Capela pelo Campeonato Paulista da Segunda Divisão. O Elefante recebeu o líder (!) União Suzano em confronto inédito buscando a primeira vitória no certame. O palco, como acontece na atual temporada, foi o Estádio Conde Rodolfo Crespi. Foi a 31ª apresentação seguida do clube da Zona Sul que contou com a minha presença, todas desde 2015.

O onze paulistano empatou seus dois primeiros compromissos no torneio - um horroroso 0x0 contra o Guarulhos em casa e 1x1 contra o Mauaense - e no domingo conseguiu a proeza de ser derrotado pelo Flamengo fora de casa mesmo com dois atletas a mais. Tentando apagar a má impressão deixada, nada melhor do que ganhar do líder. O genial USAC está retornando aos campeonatos da FPF em 2019 e até aqui vem fazendo ótima campanha com três triunfos e apenas um revés.


Barcelona Esportivo Capela Ltda - São Paulo/SP


União Suzano Atlético Clube - Suzano/SP


O genial quarteto de arbitragem comandado pelo árbitro Alester Clauli Tambelli, os assistentes Danilo Nogueira da Silva e Marcos Regis Vasconcelos e o quarto árbitro Gonçalo Francisco Netto junto com os capitães dos times

Um público razoável de 141 pagantes marcou presença na Rua Javari, entre eles o decano Milton Haddad e o figuraça Fernando "Passe Livre", agora com uma mochila no lugar da sua lendária sacolinha de plástico. Em tempos de sustentabilidade, ele dá um grande exemplo. O que não muda é sua insanidade, totalmente intacta e funcionando a todo vapor. Junto com a dupla, vi um jogo legal em que o Barcelona deu trabalho ao escrete suzanense. Foi legal ver o Elefante atuando de forma competitiva, algo que não estamos tão acostumados a ver.

O Javali das Palmeiras mostrou serviço principalmente pela direita e deu trabalho para a zaga local, que neutralizou com sucesso as investidas. As melhores chances foram criadas aos 22 e aos 25 minutos respectivamente com Alexander e Santiago. Aos 30 foi a vez dos paulistanos se aventurarem no ataque e, quem diria, o gol saiu. Depois de tiro de longe o goleiro Fabricio deu rebote e, na nova finalização, a bola bateu no camisa 9 Johnny e entrou. O USAC buscou o empate nos minutos restantes porém no intervalo a vantagem mínima era do Barcelona.

Na segunda etapa os visitantes melhoraram a performance e aos oito minutos, numa falha do sistema defensivo da casa, deixaram tudo igual. Após cruzamento de Emerson Silva pela direita, os zagueiros ficaram olhando e a bola sobrou para Tocantins. O camisa 18 tocou entre dois adversários no canto esquerdo de Alexandre. O ritmo se intensificou com o 1x1 e ambas as agremiações criaram bons momentos. Aos 25 Felipe, camisa 7 do Elefante, entrou sozinho pela esquerda e tentou por cobertura. A conclusão caprichosamente saiu pela linha de fundo.

O União respondeu à altura aos 35 minutos. Mateus Vítor cruzou da esquerda e Victor Soares recebeu. O atleta entrou livre na área e, com o goleiro já batido, chutou para fora, perdendo um gol daqueles que até eu na minha forma física atual faria. Nos minutos restantes, o equilíbrio continuou sendo a tônica do cotejo, e apesar das boas oportunidades, o placar não sofreu mais alterações.


Gerson, camisa 5 do Barcelona, cruzando para dentro da área do USAC


De novo Gerson em ação, aqui protegendo a pelota de atleta suzanense


Ataque do União Suzano pela direita do campo ofensivo


Já no segundo tempo, o USAC buscou o empate, aqui em tentativa pelo alto


Tocantins, 18 do União, chutando de longe


Visão da Rua Javari na bonita manhã de feriado

O placar final de Barcelona 1-1 União Suzano tirou o onze da Grande São Paulo da liderança, agora ocupada pelo Flamengo. O Elefante continua na vice-lanterna, à frente apenas do Jabaquara e ainda sem vencer. Na próxima rodada o USAC descansa e os paulistanos visitam o Mauá FC. Será a última rodada do turno, mostrando que realmente campeonato de tiro curto assim é algo péssimo. Um dia os clubes ainda terão noção disso e lutarão por um calendário mais decente. Sei disso assim como acredito em Papai Noel e Saci Pererê.

Saímos da Javari e fomos fazer uma boquinha pertinho do estádio. Tudo bem rápido, já que a sessão da tarde não demoraria pra começar. Teve sessão do Paulista Feminino no Canindé e mais uma vez a imensa equipe de reportagem do JP foi conferir e prestigiar o futebol das meninas.

Até lá!

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Ficha Técnica: Barcelona 1-1 União Suzano

Competição: Campeonato Paulista Segunda Divisão; Local: Estádio Conde Rodolfo Crespi (São Paulo); Árbitro: Alester Clauli Tambelli; Público: 141 pagantes; Renda: R$ 1.355,00; Cartões amarelos: Felipe (Bar), Agostine, Santiago, Renato, Emerson Silva (Uni); Gols: Johnny 30 do 1º, Tocantins 8 do 2º.
Barcelona: Alexandre; Cristopher, Alessandro, Guilherme e Rodrigo; Gerson; Felipe (Wesley); Felix e Guilherme (Romilson); Johnny (Geovani) e Artur. Técnico: Murilo Souza.
União Suzano: Fabricio; Rafinha (Churrasco); Israel, Agostine e Alexander; Renato, Matheus Niterói (Tocantins), Léo Rincon (Marcelo) e Emerson Silva; Santiago e Vitinho. Técnico: Luiz Cavalheiro.
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sexta-feira, 26 de abril de 2019

Fácil goleada lusitana contra o Moreninhas no Canindé

Fotos e texto: Fernando Martinez


Na quinta-feira passada, mesmo sendo dia normal de trabalho, arranjei uma brecha na agenda e emplaquei uma sessão extra de futebol. O motivo foi mais do que justo, já que não é toda hora que temos a chance de ver times do Mato Grosso do Sul por essas bandas, ainda mais de futebol feminino. No gramado do Estádio Oswaldo Teixeira Duarte, a Portuguesa recebeu a genial Associação Atlética Moreninhas pela penúltima rodada da fase inicial do Campeonato Brasileiro Série A2.

A equipe do Centro-Oeste foi fundada em 6 de março de 1998 em Campo Grande. Depois de alguns anos apenas com equipe masculina, passaram a se aventurar pelo feminino. Se nunca venceram o estadual dos homens, as meninas já conquistaram duas taças: em 2008 e 2018. Ano passado foram campeãs de forma invicta, vencendo o Comercial de Três Lagoas com duas goleadas nos confrontos decisivos: 5x0 e 6x0. Na A2 nacional, estrearam sofrendo duas goleadas nas jornadas iniciais - 8x0 contra o Palmeiras e 7x0 contra o Grêmio - e venceram o Atlético Mineiro na rodada passada pela contagem mínima.

Já o clube do Canindé, rebaixado em 2018, chegou para esse confronto somando seis pontos - duas vitórias e uma derrota - e precisando vencer para não se complicar da derradeira rodada. Um triunfo deixaria as rubro-verdes com nove pontos e próximas da segunda fase pelo menos como uma das melhores terceiras colocadas. Como elas farão a despedida da fase inicial contra o Grêmio fora de casa, sem dúvida era melhor já resolver a parada atuando nos seus domínios.


Associação Portuguesa de Desportos (feminino) - São Paulo/SP


Associação Atlética Moreninhas (feminino) - Campo Grande/MS


Capitãs das equipes e o quarteto de arbitragem composto pelo árbitro Thiago Luis Scarascati, as assistentes Fabrini Bevilaqua Costa e Amanda Pinto Matias e a quarta árbitra Regildenia de Holanda Moura

Mais uma vez poucas testemunhas foram ao velho estádio, entre elas o decano Milton Haddad. Os cerca de 30 presentes acompanharam uma partida com avassalador domínio do onze local. O número de chances de gol criadas pelas comandadas de Prisco Palumbo foi enorme, mas para o desespero de boa parte dos presentes, a pontaria das atacantes da Portuguesa estava completamente desregulada. O que vimos de oportunidades desperdiçadas não está no mapa.

Como se a pontaria ruim não fosse por si só algo bastante complicado, as avantes ainda tiveram como problema crônico o posicionamento ruim. Antes dos dez minutos, dois gols foram anulados pois as autoras estavam impedidas. Foi somente na terceira vez que marcaram que o gol valeu. Aos 14 minutos, Amanda tocou em profundidade para Lins. A camisa 10 surgiu entre as zagueiras, entrou na área e colocou no canto esquerdo.

As meninas do escrete sul-mato-grossense não conseguiam passar do meio de campo e a Portuguesa fazia o que queria... menos ampliar a vantagem. Apesar dos vários momentos de perigo, o segundo saiu apenas aos 36 minutos. Num ataque pela direita, a goleira Mirela salvou, só que, no rebote, a camisa 9 Laiane chutou pelo alto e fez o dela. Aos 38 e 43, Sassá e Pires tiveram oportunidade de alcançar uma goleada ainda na etapa inicial, porém ambas as finalizações pararam no travessão.


Um dos primeiros ataques lusitanos na peleja


Marcação firme de atleta local em cima da defensora do Moreninhas


Lins abrindo o placar para a Portuguesa


Mais um ataque paulistano pela esquerda

No tempo final o domínio lusitano foi ainda maior. Aos cinco minutos Laiane acertou um belíssimo chute na trave, Na sobra, Pires teve o gol aberto à sua disposição e também acertou a baliza. Não perca a conta: com esses dois lances, já eram quatro as finalizações na trave. Aos sete, a Portuguesa teve escanteio a seu favor. Na cobrança, a zaga do Moreninhas falhou e a goleira Mirela marcou contra, ampliando a vantagem paulistana para 3x0 no placar.

Seguindo no esquema "ataque contra defesa", aos 20 minutos Sassá acertou a trave pela quinta vez. Aos 29, Laiane recebeu lançamento longo, entrou na área sem marcação e fez o quarto. Aos 36 Lins chegou a fazer o quinto, porém novamente a arbitragem impugnou o lance. Antes do apito final o marcador não foi alterado mas vimos outro tento anulado e a sexta (!) finalização no travessão.


Assim como no primeiro tempo, no segundo a Portuguesa foi dona absoluta das ações


De longe, o lance do terceiro gol local. O árbitro colocou na súmula que o tento foi da goleira Mirela, contra


Detalhe do quarto gol lusitano marcado por Laiane


A zaga do Moreninhas cortando cruzamento na área

O placar final de Portuguesa 4-0 Moreninhas ficou barato para as visitantes. Não é toda hora que vemos uma peleja com seis bolas na trave e quatro gols anulados. Se as paulistanas tivessem caprichado um pouquinho mais, poderíamos ter visto um massacre histórico no Canindé. De qualquer forma, a vaga provavelmente está assegurada. Falando do Leão, independente da atuação fraca, sempre merecem nossos aplausos, pois sabemos a luta que é fazer futebol feminino nesse país. Só o fato de entrarem em campo já é uma grande vitória.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Portuguesa 4-0 Moreninhas/MS

Competição: Campeonato Brasileiro Série A2; Local: Estádio Oswaldo Teixeira Duarte (São Paulo); Árbitro: Thiago Luis Scarascati; Público e renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Amanda (Por), Manu (Mor); Gols: Lins 14 e Laiane 36 do 1º, Mirela (contra) 7 e Laiane 29 do 2º.
Portuguesa: Leticia Rodrigues (Andreia); Naty, Edna, Bru e Amanda; Pequena (Steh); Pires, Silmara e Lins; Laiane e Sassá (Abacaxi). Técnico: Prisco Palumbo.
Moreninhas: Mirela; Nêga, Bia, Neguinha e Isa; Ziza, Fabíola (Camilinha), Manú e India; Brenda (Tania) e Sinharha (Karina). Técnico: Carlos Alberto de Oliveira.
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