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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Vitória suada do São Bento na Série A2

Olá,

Depois de ter conferido o jogo Votoraty x América, segui viagem até a vizinha cidade de Sorocaba, indo ao belo Estádio Walter Ribeiro, agora para acompanhar o segundo jogo do dia que reuniu as equipes do E.C. São Bento e do Marília A.C., também válido pela nona rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Série A2.

Como as cidades de Sorocaba e Votorantim são praticamente coladas, cheguei ao meu destino com tempo de sobra para fazer uma boquinha na lanchonete do estádio e depois descer para o gramado. Lá chegando, me deparei com duas situações não muito comuns, ambas envolvendo o time do MAC. A primeira dizia respeito ao bom goleiro Fernando, que iria jogar com uma máscara de proteção por conta de uma fratura no nariz, sendo que alguns torcedores locais gritavam que o goleiro já estava pronto para os festejos carnavalescos e, outros mais gozadores, gritavam que ele era um tremendo "mascarado".

A segunda situação envolvia a camisa que o Marília iria usar. Apurei que o MAC teria trazido apenas o jogo de camisa na cor azul, que não poderia ser usado por coincidir com a cor do São Bento. Nesse caso, o time deveria usar o seu segundo uniforme na cor branca, que não foi trazido por não ter ficado pronto, pois faltava estampar o nome do patrocinador. Diante do impasse, o jeito foi improvisar e jogar com uma camisa de viagem, na cor cinza, com os números sendo montados com esparadrapo.


Goleiro do MAC usando máscara de proteção e números das camisas feitos com esparadrapo. Fotos: Orlando Lacanna.

Mesmo com uma camisa improvisada, o time do Marília, gentilmente, posou para as lentes do JP de maneira exclusiva. Essa foto e as demais que também são exclusivas estão apresentadas abaixo:


E.C. São Bento - Sorocaba/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Marília A.C. - Marília/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de arbitragem com o árbitro Antonio Rogério Batista do Prado, os assistentes Dante Mesquita Junior e Rogerio Pablos Zanardo e o quarto árbitro Silvio Renato Silveira junto com os capitães das equipes. Foto: Orlando Lacanna.

Bem, agora falando da partida, o que se viu durante a primeira etapa, foi o São Bento dominando a maior parte do tempo e tomando mais iniciativa para realização de jogadas ofensivas, enquanto o Marília se fechava na defesa e, ao recuperar a posse de bola, tentava sair com rapidez para o contra-ataque.


Contra-ataque do Marília no início da partida. Foto: Orlando Lacanna.

O primeiro momento de real perigo foi do ataque do "Bentão", na marca dos 20 minutos, quando Pablo invadiu pela meia direita e soltou uma bomba que foi desviada pelo goleiro Fernando. Na sequência, na cobrança do escanteio, Júlio Madureira desviou de cabeça quase abrindo o placar, levantando mais uma vez a torcida sorocabana.


Goleiro Fernando todo espalhado, desviando arremate perigoso de Pablo. Foto: Orlando Lacanna.

A resposta do Marília ocorreu aos 28 minutos, quando o avante Leandro Love se livrou da marcação pelo lado direito e bateu firme, exigindo boa defesa de Vizotto. Um minuto após, o mesmo Leandro Love, agora pelo lado esquerdo, invadiu e concluiu com perigo, fazendo com que a bola triscasse no travessão antes de sair por cima da meta. Foi um belo lance que assustou a galera do São Bento.

A partida se mantinha com ótima movimentação das duas equipes e, em mais um ataque do time da casa, aos 35 minutos, a torcida local fez a festa, depois de uma bela infiltração pela direita de Felipe Blau, que cruzou na medida na cabeça de Júlio Madureira que mandou a bola para o fundo da rede mariliense, abrindo a contagem.


Bola no fundo do barbante do MAC no gol do Bentão. Foto: Orlando Lacanna.

Nos últimos dez minutos, ainda aconteceram dois bons ataques, um de cada time, sendo o primeiro do São Bento, aos 38 minutos, também com Júlio Madureira e o segundo, do Marília, aos 45 minutos, nos pés de Lê, mas como as duas conclusões não foram certeiras, a primeira etapa foi encerrada com a vantagem mínima a favor do time da casa.

No segundo tempo, a tônica foi o equilíbrio, com as duas equipes se revezando na criação de jogadas ofensivas que levaram preocupações aos respectivos goleiros. O primeiro lance mais agudo aconteceu aos 6 minutos, numa batida forte de Lê, assustando o goleiro Vizotto do São Bento.

Aos 21 minutos, o São Bento não ampliou o marcador, graças a uma portentosa defesa de Fernando ao desviar uma cabeçada à queima-roupa desferida por Alan.


Falta a favor do São Bento na segunda etapa. Foto: Orlando Lacanna.

A partir do vigésimo quinto minuto, o Marília passou a ter mais posse de bola, com esse domínio perdurando por quase dez minutos. Nesse período tentou várias conclusões de longa distância, mas seus atacantes não acertavam o alvo. Na marca dos 35 minutos, o São Bento chegou novamente próximo à marcação do seu segundo gol, mas o goleiro Fernando praticou mais uma bela defesa, agora desviando uma cabeçada de Felipe Blau. Três minutos depois, foi a vez do argentino Cristian Ortiz desperdiçar ótima chance para o time da casa.


Visão geral da área do MAC com o bom público ao fundo. Foto: Orlando Lacanna.

O jogo continuava lá e cá, porém aos 39 minutos, o Marília perdeu o atleta Washington ao ser expulso por ter cometido uma falta dura e receber o segundo cartão amarelo. Nos últimos cinco minutos, o São Bento passou a tocar mais a bola, esperando o tempo passar.

Fim de jogo com o placar eletrônico estampando São Bento 1 - 0 Marília que representou a quinta vitória consecutiva do time de Sorocaba, deixando-o na 4ª posição na tabela de classificação com 18 pontos, com amplas possibilidades de se tornar um dos classificados para a segunda fase da competição. Com relação ao Marília, mesmo derrotado, permaneceu no G8, ficando na 7ª posição com 13 pontos.

Vale ressaltar que após o encerramento da partida, houve um princípio de confusão, inicialmente, entre os atletas, com os jogadores do MAC tentando "pegar" o argentino Cristian Ortiz, alegando que o "hermano" agitou demais no pequeno período em que esteve em campo. Os jogadores do São Bento saíram em defesa do seu companheiro e a confusão foi armada, envolvendo inclusive as comissões técnicas.

Depois de muito empurra-empurra, a turma do deixa disso entrou em ação e os ânimos foram serenados no gramado, muito embora, o Presidente do Marília tenha alegado ao árbitro, que foi agredido juntamente com outras pessoas no interior do vestiário, conforme consta na súmula da partida. O árbitro afirma que não viu nada.

Tão logo deixei o estádio, voltei para a estrada, iniciando o retorno para São Paulo, já planejando o que faria nos próximos três dias de folga por conta do Carnaval. Foi isso.

Abraços,

Orlando

Empate entre Flamengo/SP e Guarani pela Série A-2

Fala povo!

Depois da goleada grená no sábado de carnaval pela manhã, uma sessão vespertina de futebol estava agendada na programação do JP. E era um confronto que seria loucura imaginar que poderia acontecer se estivéssemos no ano 2000 por exemplo. O Estádio Antônio Soares de Oliveira, em Guarulhos, foi palco dessa peleja, reunindo os times do Flamengo de Guarulhos e do Guarani de Campinas, em disputa do Campeonato Paulista da Série A2.

Saindo da Javari tinha tempo mais do que suficiente para a peleja da tarde, e resolvi ir para o bairro do Pari fazer uma boquinha numa ótima esfiharia da região e depois visitar meus avós, que ainda moram ao lado do meu antigo QG. Muita conversa familiar depois fui para a Marginal do Tietê pegar o ônibus com destino a Guarulhos. Cheguei super cedo por lá, com tempo mais do que suficiente para montar todo o esquema fotográfico da partida. E mesmo sendo jogo do Bugre campineiro, as fotos são exclusivas do JP.


AA Flamengo - Guarulhos/SP. Foto: Fernando Martinez.


Guarani FC - Campinas/SP. Foto: Fernando Martinez.


O árbitro Cássio Luiz Zancopé, os auxiliares Ivan Luiz Assumpção e Mauro André de Freitas, a quarta árbitra Regildênia de Holanda Moura e os capitães de Flamengo e Guarani posando para as lentes do JP. Foto: Fernando Martinez.

Graças à péssima campanha na elite paulista em 2009, o Guarani tem que enfrentar os tortuosos caminhos da Série A2, curiosamente no mesmo ano em que voltará à elite do Campeonato Brasileiro, só jogando contra os grandes clubes do país. Imaginar que o time vai jogar no Maracanã e Mineirão no segundo semestre, enquanto hoje precisa jogar em Guarulhos é algo altamante bizarro. Graças a isso, nada mais justo do que a nossa presença por lá. Ah, o David também estava comigo na peleja.


Atacante do Flamengo tentando roubar a bola da zaga bugrina. Foto: Fernando Martinez.

Mas o Bugre ainda não se achou no camponato, e vem rateando em jogos importantes dentro e fora de casa. Na rodada anterior tomou uma bucha de 4x2 para o São Bernardo FC e precisava demais da reabilitação. Ao Flamengo também a coisa não está nada boa, já que a equipe vem enfrentando a ameaça do rebaixamento desde o começo do torneio. Uma vitória era essencial para os dois clubes.


Saída para o ataque do onze guarulhense. Foto: Fernando Martinez.

Com um belo público presente no Antônio Soares de Oliveira, a partida começou com o Bugre tentando impor um melhor ritmo, mas sem conseguir encurralar o Flamengo para o campo de defesa. Mesmo com uma bola na trave sofrida aos 12 minutos, o time da casa passou então a dominar o jogo e aos 15 veio o primeiro gol da peleja. Foi um golaço armado em toques rápidos de todo o ataque rubro-negro. Depois de toque de Luis Carlos, Rodrigo Lopes apareceu sozinho dentro da área bugrina e fez a festa da torcida local.


Comemoração do Flamengo pelo primeiro gol do jogo. Foto: Fernando Martinez.


Zaga do Guarani tirando a bola de dentro da sua área. Foto: Fernando Martinez.

O gol assustou o Bugre, que não conseguia armar mais nada no campo ofensivo e ainda tomava um sufoco na sua defesa. Se o Flamengo tivesse mais calma, poderia pelo menos ter feito o segundo e deixado a situação do Guarani bem difícil. Mas quem não faz, toma... e depois de perder boas chances, o Flamengo deu bobeira na defesa e sofreu o empate aos 47 da primeira etapa. A bola foi cruzada na área, e o zagueiro Neto subiu mais alto, aproveitando falha do goleiro e da defesa, para deixar tudo igual.


Ataque do Fla no segundo tempo de partida. Foto: Fernando Martinez.


Escanteio para os donos da casa. Foto: Fernando Martinez.

No intervalo fomos tomar aqueles 4 litros de água e refrigerante já comuns em nossas jornadas pelo verão. Para o segundo tempo acredito que os dois times sentiram demais o calor e a partida caiu bastante de ritmo. No frigir dos ovos, o Guarani acabou criando até mais chances, mas o dia não era mesmo para vencedor em Guarulhos.


Goleiro do Guarani olhando a bola passar longe do seu gol. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Flamengo 1-1 Guarani. resultado ruim para as duas equipes, que continuam em posições pouco satisfatórias dentro da primeira fase da Série A2. Acredito que o Guarani possa subir sim, mas precisa melhorar bastante caso queira disputar o acesso contra União São João, PAEC e Linense, alguns dos melhores times até aqui. Para o Flamengo, esse campeonato terá sido satisfatório caso a equipe não seja rebaixada. Torcemos para que o onze guarulhense consiga se recuperar o quanto antes.

Saímos logo do estádio e demos uma sorte tremenda de pegar o ônibus sem esperar 20 segundos no ponto. Algum tempo depois estávamos no Metrô Tietê já prontos para o descanso-monstro que o Carnaval nos proporciona. Desfiles, bailes, samba? Sem chance... o Carnaval foi recheado de muito cinema, All-Star Game na NBA e muita Olimpíada de Inverno... quer mais?

Até a próxima!

Fernando

Votoraty e América não saem do zero na Série A2

Olá,

Depois de ter acompanhado a estreia de gala do Votoraty na Copa do Brasil, contra o Treze de Campina Grande/PB, retornei à cidade de Votorantim, em pleno sábado de Carnaval, para conferir a partida Votoraty F.C.L. x América F.C., realizada no Estádio Domênico Paolo Metidieri, valendo pela nona rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Série A2.

Fiz uma viagem extremamente cansativa e demorada, pois o congestionamento na Rodovia Castello Branco era de assustar. Num sábado normal, essa viagem demoraria, no máximo, 90 minutos, mas dessa vez, demorei mais de 3 horas. Mesmo demorando, cheguei ao estádio com tempo suficiente para ajeitar o esquema visando fotografar os dois times e o os árbitros, cujas fotos exclusivas apresento abaixo:


Votoraty F.C.L. - Votorantim/SP. Foto: Orlando Lacanna.


América F.C. - São José do Rio Preto/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de arbitragem com o árbitro Elcio Paschoal Borborema, os assistentes Marco Antônio Motta Júnior e Márcio D'Ávila Tragante e o quarto árbitro Eduardo Barbosa Mascena junto com os capitães das equipes. Foto: Orlando Lacanna.

Apesar do pequeno público de apenas 479 pagantes, a expectativa de uma boa atuação do time da casa era visível nas manifestações dos poucos torcedores do "Tigre" que esperavam outra ótima atuação do seu time, como aconteceu na estreia da Copa do Brasil na última quarta-feira. Por outro lado, o tradicional time de São José do Rio Preto, vinha disposto a brigar por um bom resultado, visando melhorar sua pontuação na tabela de classificação e se aproximar do G8. Tudo isso iria se confirmar ou não, com a bola rolando debaixo de um sol senegalesco.

Como era de se esperar, no início, o Votoraty tomou a iniciativa de sair para o ataque, porém encontrava dificuldades para penetrar no sistema defensivo americano, mas mesmo assim, criou alguns bons momentos, como aconteceu na marca dos 15 e 19 minutos, em jogadas que foram concluídas para fora por Neizinho e Hélder.


Avançada pela direita do ataque do Votoraty. Foto: Orlando Lacanna.

O time do "Diabo" colocou as manguinhas de fora, aos 24 minutos, quando Cortez só não concluiu com sucesso, por conta do arrojo do goleiro local Alex, que abandonou o gol com muita coragem e abafou o chute do adversário. Aos 37 minutos, os visitantes assustaram novamente, quando o meia Tony penetrou pela esquerda e, mais uma vez, o goleiro Alex trabalhou bem.


Goleiro Alex se preparando para mais uma defesa. Foto: Orlando Lacanna.

O encerramento da primeira etapa já se aproximava, mas ainda houve tempo para o surgimento de outros dois bons momentos, sendo o primeiro a favor do Votoraty, aos 42 minutos, quando Neizinho exigiu difícil intervenção do goleiro Matheus. A resposta dos visitantes foi dada aos 45 minutos, numa cabeçada à queima-roupa desferida por Sandro, que obrigou o goleiro Alex praticar a mais difícil defesa da primeira etapa. Dessa maneira, o árbitro encerrou os primeiros 45 minutos sem que ninguém mexesse no placar.


Difícil intervenção do goleiro Matheus do América. Foto: Orlando Lacanna.

Depois de um intervalo que passei me escondendo do sol e tomando muito líquido, a bola voltou a rolar e, novamente, o Votoraty saiu para cima do América, que se resguardou mais no seu campo de defesa. O primeiro lance mais agudo ocorreu aos 12 minutos, numa jogada em que o meia Hélder, na cara do gol, pegou mal na bola e desperdiçou uma ótima chance para o time da casa. Três minutos mais tarde, o América deu um susto na torcida local, numa cobrança de falta executada por Welington que forçou outra boa defesa de Alex.


Héder prestes a perder ótima chance. Foto: Orlando Lacanna.


Goleiro Alex se virando para defender cobrança de falta. Foto: Orlando Lacanna.

A partir do vigésimo minuto, o Votoraty passou a pressionar ainda mais, porém o fazia sem muita inspiração e, além disso, o América estava bem postado na sua defesa. A bola ia e voltava, mas nada de gol. A impressão que ficava era de que o Votoraty poderia atacar até o fim do Carnaval que não conseguiria inaugurar o placar.

Nos últimos cinco minutos, o Votoraty queimou seus derradeiros cartuchos e conseguiu criar três bons momentos, aos 43, 44 e 47 minutos, nos pés de Marco Aurélio, Carlos Magno e Víctor Santana, mas o gol teimava em não sair.


Mais uma defesa de Matheus com o lindo céu ao fundo. Foto: Orlando Lacanna.


Bola passeando pela área americana. Foto: Orlando Lacanna.

Final de jogo com o placar de Votoraty 0 - 0 América que tirou o time de Votorantim do G8, mandando-o para a 9ª posição com 13 pontos. Para o América, o pontinho ganho fora de casa o deixou na 13ª colocação com 10 pontos e ainda sonhando com a segunda fase, principalmente se melhorar o desempenho do seu ataque, que está entre os oito times que menos marcaram na competição, com apenas 10 gols.

Tão logo o jogo foi encerrado, me desloquei até uma cidade bem próxima a Votorantim, para acompanhar outra partida da Série A2 que iria começar logo em seguida, mas essa história fica para depois. Foi isso.

Abraços,

Orlando

Grande vitória do Juventus em cima do Batatais pela Série A3

Opa,

Sabadão de carnaval é sinômimo de farra, certo? Errado! Aqui no JOGOS PERDIDOS significa mais uma rodada dupla válida pelos campeonatos de acesso do estado. E o primeiro jogo do sábado de folia foi uma partida válida pelo Campeonato Paulista da Série A3 muito aguardada por muitos: Juventus x Batatais jogando oficialmente pela primeira vez em todos os tempos. O local não tinha como ser outro senão o Estádio Conde Rodolfo Crespi, a Rua Javari.

Graças a um probleminha na porta do estádio, não consegui entrar a tempo de fazer as fotos da partida, mas com fé teremos tudo resolvido já no próximo jogo (que será meu 200º jogo do Juventus na história). Mas falando desse jogo, a peleja prometia bastante, já que um dos líderes da competição, o genial Fantasma da Mogiana, estava em campo. Mas o Moleque Travesso estava embalado pela vitória suada contra o XV de Piracicaba e queria confirmar a boa fase.

Além do que vos escreve, o David também deu as caras por lá, assim como o Quarteto Fantástico da Javari (Alfredo, Jurandyr, Luís e o "Blaze Bailey" da Móoca Sérgio Manjuillo). O amigo dos velhos tempos de escola, Maurício "Nassau" também estava vendo essa partida com um olho do gramado e outro no seu potente celular com TV, tudo para não perder nenhum lance da peleja. E todos puderam acompanhar um grande primeiro tempo do time da casa.

O Juventus começou a partida de uma forma bem diferente do que foi contra o XV, encurralando o Batatais no seu campo de defesa e criando grandes chances. O maior delas foi quando o goleiro Anderson Henao fez milagre em cabeçada de Egon aos 24 minutos. O Batatais chegou apenas em duas oportunidades, mas sem assustar a torcida presente.


Jogada na lateral do campo com a torcida do Batatais se fazendo presente na Javari. Foto: Fernando Martinez.


Lance no ataque da equipe visitante. Foto: Fernando Martinez.

Mas o jogo seguia com o 0x0 estampado no marcador, até que aos 47 minutos o Juventus teve uma falta perigosa no canto da área. E para a festa da torcida, o jogador Fernandinho bateu perfeitamente colocando a bola no ângulo direito do goleiro do Batatais, levando o jogo para o intervalo com 1x0 no marcador. Era tudo que o Moleque Travesso precisava para fazer um jogo mais tranquilo no segundo tempo. Para variar um pouco, o intervalo foi recheado daquelas conversas surreais que só acontecem na Javari mesmo...


Cobrança de falta que originou o primeiro gol juventino na partida. Foto: Fernando Martinez.

E o Juventus voltou para o segundo tempo ainda melhor em campo, sem que o Batatais mostrasse o futebol que deixou o time empatado na primeira colocação do torneio antes dessa rodada. Aos 15 minutos os grenás marcaram o segundo depois de grande jogada de Fernandinho pela esquerda. Ele entrou na área e tocou para Fabinho, que só teve o trabalho de empurrar para as redes. Sem dar tempo ao Fantasma, aos 19 aconteceu o terceiro, em golaço do volante Nem.


Segundo gol grená na partida, aos 15 minutos do segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

Resolvemos então acompanhar o ataque grená atrás do gol "da direita" do estádio. Logo quando chegamos, percebemos um burburinho que era motivado pela presença da namorada (ou esposa) do goleiro do Batatais, Anderson. A bonita moça resolveu acompanhar o trabalho do seu amado por ali mesmo, sem se importar com a presença maciça da torcida juventina. Mas algum figura descobriu o nome dela - Karina - e logo todos por lá já começaram a entoar cânticos "homenageando" a menina.


O goleiro do Batatais Anderson, e a sua namorada Karina, em foto tirada durante algum dos cantos de "homenagem" da torcida juventina. Fotos: Fernando Martinez.

Foram momentos que lembraram bastante os meus tempos áureos de Javari, nos idos de 1996/1997 até 2001/2002. E mesmo com o pessoal infernizando, a heróica Karina não arredou o pé, agüentando firme todas as brincadeiras e a pressão da torcida. E para piorar ainda mais a sua situação, o Juventus não tinha piedade do seu companheiro, e chegava sempre com perigo. Nem mesmo com o Batatais fazendo seu gol de honra aos 29 minutos, através do jogador Flávio, os grenás diminuiram o ritmo.


Ataque perigoso do Juventus pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.

O Moleque Travesso então chegou ao quarto gol aos 33 minutos com o bom jogador Fernandinho chutando forte em ataque pela direita. Aos 41 mais um gol grená através do jogador Michel, em mais uma boa jogada individual da equipe paulistana. Fazia tempo que não víamos um jogo tão bom da equipe juventina... ah, e a brava Karina ficou lá até o apito final da arbitragem, mesmo com o goleiro Anderson tomando cinco gols.


Detalhe do chute do quarto gol grená, marcado por Fernandinho. Foto: Fernando Martinez.

Final de partida: Juventus 5-1 Batatais. Belíssima e maiúscula vitória grená na Javari, que deixa a gente com esperança que a equipe possa mesmo brigar pelo acesso à Série A2 em 2001. Já o Fantasma da Mogiana não msotrou o bom futebol que deixou o time na primeira colocação, mas torcemos também para que a equipe faça uma boa participação na A3 desse ano, já que é uma das favoritas do JP.

Mas ainda faltava a segunda partida do dia... um jogo que nem cogitaríamos a hipótese de acontecer no profissionalismo tempos atrás...

Até lá!

Fernando

domingo, 14 de fevereiro de 2010

JP no Sul-Americano Feminino sub-17: Brasil Campeão!

Fala pessoal!

Após acompanhar e mostrar aqui a maioria dos jogos do Sul-Americano Feminino sub-17, finalmente a hora da grande Final chegou e lá estava eu no histórico gramado do Estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, para a cobertura sempre presente do JOGOS PERDIDOS desde as primeiras rodadas do torneio. Para a festa da boa torcida presente no estádio, a seleção do Brasil era franca favorita jogando essa decisão contra a boa seleção do Chile.

Depois da festa venezuelana na preliminar, fui para a lateral do gramado fazer as fotos das duas seleções finalistas. E elas vem praticamente em primeira mão, pois mais fotógrafos tiraram as fotos, mas não as vi publicadas em nenhum lugar:


Seleção Feminina do Brasil (sub-17). Foto: Fernando Martinez.


Seleção Feminina do Chile (sub-17). Foto: Fernando Martinez.

Tendo feito um campeonato perfeito, com cinco vitórias em cinco jogos e 34 gols marcados até então, a seleção brasileira queria a todo custo vencer essa competição para apagar a frustração de 2008, quando foi vice-campeã no saldo de gols perdendo o caneco para a Colômbia. Com ótimas jogadoras e um esquema de jogo altamente ofensivo o Brasil não tinha nenhum medo do Chile. No final das contas, nesse campeonato não tinha time que atrapalhasse o sonho das brasileiras.

Foi o jogo começar para perceber que o dia era mesmo brasileiro e que a nossa seleção não estava afim de surpresas. Com jogadoras altamente habilidosas em todos os setores do campo, o time amarelo pintou e bordou dentro da área adversária. A seleção chilena entrou em campo tentando somente se defender. O time não conseguiu armar nenhuma jogada no seu ataque, inclusive com a goleira Dani não fazendo nenhuma defesa durante o tempo inicial.


Cruzamento da jogadora Jucinara pela esquerda. Ela foi um dos destaques do Brasil no torneio. Foto: Fernando Martinez.

Sem sofrer pressão no setor defensivo, não demorou muito para que a vocação ofensiva das brasileiras aparecesse. Logo aos 12 minutos saiu o primeiro gol da final, em boa jogada da camisa 10 Beatriz, que aproveitou bola espirrada da zaga e chutou forte da entrada da área. Aos 23 uma pintura de gol em cobrança de falta perfeita da jogadora Jucinara. Mesmo perdendo muitas chances, o terceiro veio ainda antes do apito final da primeira etapa.

A mesma Jucinara bateu escanteio pela direita aos 41 minutos e contou com a colaboração da arqueira Maria Troncoso para levar o jogo em 3x0 para o intervalo. Na saída de campo vi um clone do iraquiano Sayid, da série de TV Lost, trabalhando no time do Brasil. Não sei se ele está com a mente de 1977 ou 2004, mas com certeza ele estava feliz pela apresentação da seleção.


Detalhe do chute que originou o primeiro gol brasileiro na final contra o Chile. Foto: Fernando Martinez.


Segundo gol brasileiro em cobrança de falta primorosa da camisa 6 Jucinara. Foto: Fernando Martinez.


A bola estufando as redes no terceiro gol do Brasil, em mais uma bola parada da jogadora Jucinara. Foto: Fernando Martinez.

Com o título praticamente definido, o intervalo serviu para que o pessoal que estava dentro de campo apostasse qual seria o placar final da peleja. Até o técnico chileno Ronnie Radonich sentiu o cheiro de uma possível goleada histórica para as brasileiras e armou uma retranca-monstro para sua equipe não sofrer mais gols durante a segunda etapa.


A capitã Thaís dominando a bola dentro da área chilena no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

A retranca forte deu resultado, e o Brasil não conseguiu mais entrar na defesa chilena, pois todas as jogadoras estavam dentro da sua própria área. Mas de tanto insistir, as brasileiras finalmente conseguiram furar o bloqueio chileno aos 29 minutos, com um golaço de falta da jogadora Beatriz.


Quarto gol brasileiro, novamente em bela cobrança de falta, agora da camisa 10 Beatriz. Foto: Fernando Martinez.

A partir daí os gols vieram todos em sequência. Aos 31 veio o quinto, em cabeçada certeira da atacante Paula. O sexto aconteceu aos 35, com a camisa 8 Andressa chutando de longe e contando novamente com a ajuda da goleira adversária. E para fechar o massacre, a camisa 19 Gláucia - uma das artilheiras da competição junto com a camisa 9 Paula, com 7 gols - apareceu livre cara-a-cara com a goleira Trancoso e chutou para marcar o último gol do Sul-Americano.


E para fechar o massacre, a artilheira do torneio Gláucia marcou chutando na saída da goleira chilena. Foto: Fernando Martinez.


O placar final do massacre brasileiro na decisão do título e ao lado um clone do iraquiano Sayid Jarrah, atualmente membro da comissão técnica brasileira, passeando no gramado do Pacaembu. Em qual realidade alternativa da série Lost ele está? Fica a dúvida... Fotos: Fernando Martinez.

Final de partida: Brasil 7-0 Chile. Com esse resultado, a seleção brasileira sagrou-se campeã do II Sul-Americano Feminino sub-17, e se classifica - junto com as chilenas e as venezuelanas - de forma incontestável para o Mundial da categoria, que terá sua segunda edição em Trinidad & Tobago, entre os dias 5 a 25 de setembro.

A idéia fixa da comissão técnica e das jogadoras é fazer uma campanha bem melhor do que a que aconteceu no Mundial 2008, que foi realizado na Nova Zelândia. Naquele torneio, o Brasil perdeu seus jogos contra Inglaterra e Coréia do Sul e empatou com a Nigéria. Ficamos com apenas a 14ª colocação num torneio de 16 equipes. Aliás, as três seleções sul-americanas - além das brasileiras, Colômbia e Paraguai jogaram o torneio - fizeram campanhas péssimas. Em nove jogos disputados, três empates e seis derrotas deixaram uma má impressão para as meninas do continente. Esperamos que o futebol da região tenha melhor sorte nesse ano.

Após o apito final, não demorou muito para a festa da premiação começar. A jogadora Thaís recebeu o troféu de fair play para a seleção brasileira, em seguida as seleções da Venezuela e do Chile receberam respectivamente as medalhas de bronze e prata e depois de tudo isso foi a vez do Brasil fazer a festa no pódio. Por lá estavam o presidente da Conmebol Nicolás Leoz e o presidente da FPF Marco Polo del Nero.


Seleções da Venezuela e do Chile recebendo as medalhas de bronze e prata das mãos do presidente da Conmebol Nicolás Leoz e do presidente da FPF Marco Polo del Nero. Fotos: Fernando Martinez.


A capitã do time brasileiro Thaís recebendo o troféu de Fair Play para a seleção das mãos do presidente da Conmebol. Foto: Fernando Martinez.


Jogadoras brasileiras recebendo as medalhas de ouro pelo título. Foto: Fernando Martinez.


Agora o troféu de campeão da competição, também recebido pela capitã Thaís. Foto: Fernando Martinez.


Festa no pódio com as jogadoras e a comissão técnica brasileira. Foto: Fernando Martinez.

Depois da entrega do troféu e das medalhas pela conquista do título, as jogadoras foram dar a volta olímpica e fizeram a festa junto da torcida que estava espremida no alambrado do estádio. Foi bonito ver a presença dos torcedores, mesmo sem que a grande mídia falasse da competição (para ser justo ficam os parabéns à RedeTV! pela transmissao da Final e da Semifinal). Quem sabe em alguns anos não veremos o futebol feminino - do qual eu sou fã - disputando espaço nas páginas de jornais? Acho que a mentalidade da nossa mídia está longe de ser mudada... mas fica a esperança.


Volta olímpica das jogadoras brasileiras perto da torcida que esteve presente na final. Foto: Fernando Martinez.


E agora no gramado do Pacaembu, mais uma vez as brasileiras posando com as taças de campeãs da competição e de seleção fair play. Foto: Fernando Martinez.

Após muita festa no gramado, peguei o rumo de casa com o sentimento de dever cumprido mais uma vez no ar. Fazendo o dito trabalho de "formiguinha" que estamos acostumados, mais uma vez o JP levou para as páginas virtuais um torneio que foi praticamente ignorado pela grande imprensa. E nesse caso pior ainda, pois estamos falando de uma competição sul-americana na maior capital do país. Uma pena, mas isso acabou deixando que o JOGOS PERDIDOS fizesse um trabalho marcante e histórico para nós.

Até a próxima!

Fernando