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sexta-feira, 20 de agosto de 2021

Virada monstro do Ibrachina contra o RB Bragantino no Paulista sub-20

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na quinta-feira teve rodada especial do Campeonato Paulista sub-20 aqui no JP. Tive o prazer de colocar um novo time da Lista, o 719º. O Ibrachina Futebol Clube Ltda é a mais nova agremiação da capital bandeirante e recebeu no seu estádio, a Ibrachina Arena, o Red Bull Bragantino pela terceira rodada da primeira fase.

Quase ninguém ouviu, claro, falar deles e acho que vieram para ficar (pelo menos enquanto a torneira está aberta). O nome da vem do "Instituto Sociocultural Brasil-China", instituição fundada em 2018 com o objetivo de "integração entre as culturas e os povos do Brasil, da China e de outros países que falam português". A equipe nasceu em setembro de 2020 e em 2021 fazem a estreia no sub-20, sub-17 e sub-15.

A Ibrachina Arena fica na Rua Borges de Figueiredo, no bairro da Mooca. O local foi inaugurado em 16 de fevereiro do ano passado, no terreno que ficava o antigo Tênis Place. Quatro quadras de futebol society se transformam no gramado completo. O complexo possui churrasqueiras, lojas esportivas e lanchonetes. Uma construção legal, pena que para quem vai cobrir os jogos seja tudo bastante ruim.


Fachada da Ibrachina Arena, o mais novo estádio da capital paulista



Detalhes da parte interna da "Arena", que na verdade é um espaço para alugar quadras bem ajeitado

Chegar lá é bem fácil. Basta descer na Estação Mooca da CPTM e seguir à direita na Borges de Figueiredo. Dá mais ou menos 1.500 metros. Não é demorado, o problema apenas é fazer o percurso no calor. Na hora que percorri o trajeto a temperatura era de 33 graus e não tinha sombra. Cheguei na cancha derretendo. Tirando esse detalhe, é sossegado.

Falando do torneio, nas duas primeiras rodadas, foram derrotados pelo Juventus e ganharam da Portuguesa atuando em casa. Agora o adversário era um clube de Série A do Brasileiro e um triunfo seria absolutamente especial. O Bragabull somou apenas um ponto e queria afastar a zica. Não esperava muito da peleja e acabei vendo 90 minutos de muita animação.



Equipes perfiladas para a execução do Hino Nacional Brasileiro e a imagem oficial dos árbitros e capitães

O Ibrachina foi um pouco melhor e buscou mais o gol do que os visitantes, mas foi justamente o onze de Bragança Paulista que abriu o marcador aos dez minutos em belo tiro de fora da área de Nathan. Apesar de até criarem um momento ou outro, os donos da casa não chegaram perto do empate. Foi o Braga que teve a chance de ampliar duas vezes nos acréscimos. Uma terminou na trave e a outra do lado de fora da rede.

Vale destacar com detalhes a dificuldade de fazer fotos na Ibrachina Arena. Por conta do calor absurdo, fiquei espremido numa providencial sombra no canto direito. O problema é que a grade é muito ruim e tirar fotos assim complica. Além de tudo, as "cabines" de imprensa são minúsculas. É fato que o local não foi pensado para receber repórteres e fotógrafos. Espero que se toquem disso no futuro.




Lances do início do duelo entre Ibrachina e Red Bull Bragantino. Na terceira foto, detalhe das nababescas cabines de imprensa



O Ibrachina sofreu pressão do onze visitante até o último lance do tempo inicial

Na etapa final a coisa melhorou pois o Ibrachina atacou justamente no gol em que eu estava posicionado. Como eles ficaram o tempo todo ocupando o setor defensivo visitante, consegui salvar o post. A molecada foi para cima, chegou perto do empate e em passe sem muita pretensão esticado no ataque interiorano o árbitro marcou pênalti. Cardoso bateu bem e fez 2x0 aos dez minutos.

A partir daí não restou alternativa ao Ibrachina. O Bragabull recuou e chamou a rapaziada paulistana perigosamente para perto do seu gol. Dez entre dez times fariam o mesmo, mas ficar tomando quase 40 minutos de sufoco nunca é legal. A equipe azul e amarela foi enfileirando oportunidades perigosas, infernizando os zagueiros visitantes. O ex-Massa Bruta foi se segurando como podia.

A pressão deu resultado aos 25 minutos com o gol de Henrique completando escanteio da esquerda. Com o 1x2, a pressão passou a ser ainda maior. Aos 32 o técnico Fabiano Carneiro colocou Kauã em campo. Foi ele o autor o tento de empate quatro minutos depois completando cruzamento da direita. O 2x2 não satisfez a fúria local e os avantes seguiram praticamente dentro da área adversária. Quando o relógio mostrava 50 minutos o milagre aconteceu. Em lance que nasceu todo errado do campo defensivo, a bola chegou até Gabriel Amaral na direita. Ele avançou livre e rolou. Henrique surgiu no segundo pau e tocou de leve. Virada espetacular na Ibrachina Arena.



O gol de Cardoso, o segundo do Bragabull, e a comemoração dos atletas visitantes


Flávio cobrando escanteio dentro da área na busca pelo primeiro gol paulistano


A bola está escondida, mas esse é o lance do primeiro gol do Ibrachina, marcado por Henrique


Aqui o tento de Kauã que deixou tudo igual aos 36 minutos


O Bragabull tomou sufoco nos minutos finais e estava se segurando bem... até o último lance


Placar final da bela partida e grande virada do Ibrachina contra o Red Bull Bragantino

O resultado de Ibrachina 3-2 Red Bull Bragantino registrou um triunfo maiúsculo e merecido dos paulistanos. Como três de cada chave se garantem na segunda fase, a chance de eles estarem lá é enorme. Vamos ver até onde podem chegar. Para o RBB fica o alerta, pois um ponto em três rodadas é pouco pelo poderio do clube. Falando por mim, foi um jogo sensacional, algo que sinceramente não esperava.

Saí da Arena sem demora, pois, tinha sessão noturna no cronograma do JP. Horário de rush é aquela coisa, então fui correndo até a Estação Mooca pegar o trem. O destino era a Estação Barra Funda. Conto isso no próximo post.

Até lá!

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Ficha Técnica: Ibrachina 3x2 Red Bull Bragantino

Local: Ibrachina Arena (São Paulo); Árbitro: José Donizete Gonçalves da Silva; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Henrique, Ruivo, Hugo Silva (AT-I), Fabiano Carneiro, Nathan, Itapira, Renan; Cartão vermelho: Wanilton Zambroti (AT-I) 22 do 2º; Gols: Nathan 11 do 1º, Cardoso (pênalti) 10, Henrique 25, Kauã 36 e Henrique 49 do 2º.
Ibrachina: Cainã; Samuel (Flávio), Murilo (Índio), Vitão e Dias; Evangelista, Marlon (Dudu), Pablo (Ruivo) e Breno; Henrique e Matheus (Kauã). Técnico: Fabiano Carneiro.
Red Bull Bragantino: Gustavo; Júlio (Enzo), Renan, Diogo e Bandaró; Nathan, Thiago (Itapira) e Cardoso; Felipe Braga (Breno), Bernabé e Whallyson (Gabriel Amaral). Técnico: Erick Martins.
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quarta-feira, 18 de agosto de 2021

São Paulo 14x0 Santo Antônio: A maior goleada da história da Copa do Brasil sub-17

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na terça-feira quis dar uma variada no cardápio de partidas e segui até a cidade de Cotia. Tudo para a Lista voltar a aumentar, o glorioso Grêmio Santo Antônio do Mato Grosso do Sul. O clube do Centro Oeste visitou o São Paulo no Estádio Marcelo Portugal Gouveia, o famoso CT de Cotia, na abertura da Copa do Brasil sub-17.

Não ia no bonito centro de treinamento tricolor desde o dia 12 de março de 2020 quando vi o triunfo paulista por 4x3 contra o Fluminense pelo Brasileiro sub-17. Três dias depois tudo parou e eu só voltei a ver um jogo de futebol na segunda quinzena de setembro. Desde então não mudei muito os palcos das coberturas. Com time novo na parada a gente dá um desconto.

O bom de estar na Zona Oeste da capital é que tem ônibus até Cotia do lado do QG. Do lado mesmo, pois não ando nem 100 metros. E diferente das vezes que fui lá de ônibus entre 2017 e 2018, agora os coletivos têm um sistema maravilhoso de ar-condicionado. Abençoada seja a pessoa que proporcionou isso à população. Levei 45 minutos até o terminal de Cotia e dali peguei um Uber. Rapidinho estava no vazio CT.

Como não teve Paulistão da categoria em 2020, a FPF indicou São Paulo e Palmeiras, campeão e vice de 2019, para as duas vagas garantidas ao estado. O sorteio foi legal comigo e as duas pelejas da primeira fase caíram com mando paulista. O São Paulo é o atual campeão do torneio e da Supercopa, os dois vencendo o Fluminense na decisão.

Por tudo isso, não era nada fácil a missão do Grêmio Santo Antônio FC, clube fundado em 2013 e que disputa apenas categorias de base. Eles são os atuais bicampeões do certame sub-19. Ganharam do SEDUC em 2019 e do Náutico em 2020, ambas as decisões nos pênaltis. Ano passado conseguiram uma proeza ao eliminarem o Cruzeiro na fase inicial. A posterior eliminação pelo Ríver do Piauí nem incomodou já que a história já tinha sido escrita.




As fotos oficiais de São Paulo, Santo Antônio (mesmo com uma leve atrapalhada do autor da imagem) e dos capitães com o quarteto de arbitragem

Nem o mais fiel torcedor ou dirigente da equipe do Mato Grosso do Sul esperava repetir a dose contra o poderoso tricolor paulista, ainda por cima jogando em terras bandeirantes. O que ninguém esperava era que tomariam a maior goleada da história da Copa do Brasil sub-17. Bom, mesmo com todo o favoritismo, aposto que nem o pessoal do São Paulo imaginava o que estava prestes a acontecer.

O Santo Antônio foi valente e segurou o tricolor por meia hora. Não que o escrete mandante não tenha criado chances de gol, pois as criou em profusão, mas o último toque estava defeituoso. Quando os atletas acertavam o alvo, Kayke, goleiro do Santo Antônio, mostrou serviço e impediu que o zero saísse do placar. Na base do "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura", aos 32 minutos Brito fez o primeiro. Antes do intervalo Alves e Kaiky Carvalho, aos 34 e 38, deixaram o marcador em 3x0.


Uma das claras chances de gol desperdiçadas pelo São Paulo na primeira metade da partida


O tricolor passou praticamente o tempo todo ocupando o setor defensivo adversário


Matheus dos Santos, 9 do Santo Antônio, em raro ataque visitante


A etapa inicial terminou com triunfo parcial tricolor por 3x0. Já no segundo a coisa foi bem diferente

A porteira estava aberta e para o tempo final esperava a construção de uma goleada, pois esse era o caminho natural. Uns sete ou oito gols, pois levo em conta que os times puxam o freio de mão quando o jogo está fácil demais. É, só que o São Paulo contrariou as estatísticas e foi avassalador durante os últimos 45 minutos. Poucas vezes vi uma equipe tão superior e com aproveitamento tão preciso. O Santo Antônio sofreu absurdamente.

Newerton fez o quarto aos sete minutos em cobrança de pênalti que ele mesmo sofreu. Aos 11 e 17, Kaiky Carvalho e Cauã anotaram. A partir dos 21, golpes sucessivos e fatais contra os sul-mato-grossenses. Boer fez o sétimo em chute rasteiro, Kayque Ryann conferiu o oitavo após receber bom passe da direita, Ythallo marcou de cabeça o nono, Boer completou os dois dígitos e João Douglas meteu na gaveta fazendo o 11º. O ritmo era intenso e João Gabriel, Perroni e Matheus Manso, no último lance, deram números finais ao massacre.



Newerton foi derrubado pelo zagueiro Paulo dentro da área aos sete do tempo final. Ele mesmo foi para a cobrança e fez o quarto gol paulista


Bola dividida no meio-campo


Kayque Ryann recebeu bom passe da direita e fez o oitavo aos 22 minutos


O nono tento saiu da cabeça de Ythallo completando bola alçada da direita


João Douglas, camisa 6, fez o 11º gol aos 29 minutos. Ele recebeu bom passe, tirou do zagueiro e colocou na gaveta


No último segundo Matheus Manso fechou o massacre em chute do meio da área. Foi a maior goleada da história da Copa do Brasil sub-17

No fim, o insano São Paulo 14-0 Santo Antônio bateu alguns recordes: foi a maior goleada da história da Copa do Brasil sub-17 superando o 12x1 do Botafogo/RJ contra o Paysandu em 2018 e a maior goleada da história do CT de Cotia, acima dos 13x0 contra o Grêmio Barueri em 2016, também no sub-17. Foi a segunda maior diferença de gols que vi in loco, atrás apenas do Brasil 15x0 Equador pelo Sul-americano feminino de 2010 e igualando os 14x0 do Corinthians em cima do Barcelona Capela pelo sub-15 em 2005. Ufa!

Vale dizer que o clube visitante não apelou, não foi violento, não cometeu nenhuma falta dura e isso merece ser louvado. Talvez a lição não seja aprendida logo de cara em virtude do tamanho da derrota, mas pode servir como uma grande experiência. Torço para que a molecada tenha sucesso e siga no esporte por mais difícil que isso seja. Como sempre digo, o verdadeiro futebol está aí.

Saí da cancha ainda sob o efeito de ter visto a história ser escrita e logo estava no terminal de Cotia novamente. Dali peguei a Raposo Tavares supercongestionada rumo à capital. Na quinta-feira volto à ativa com estádio e time novo na Lista... na Mooca.

Até lá!

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Ficha Técnica: São Paulo 14x0 Santo Antônio/MS

Local: Estádio Marcelo Portugal Gouvêa (Cotia); Árbitro: Matheus Delgado Candançan/SP; Público e renda: Portões fechados; Cartão amarelo: Welliton Santana; Gols: Eduardo Brito 32, Alves 34 e Kaiky Carvalho 38 do 1º, Newerton (pênalti) 7, Kaiky Carvalho 11, Cauã 17, Boer 21, Kayque Ryann 22, Ythallo 25, Boer 26, João Douglas 29, João Gabriel 32, Perroni 35 e Matheus Manso 45 do 2º.
São Paulo: Roberto (Andrey); Kayque Ryann, Ythallo, Marcos Brito e João Douglas; Paz (Boer), Kaiky Carvalho (João Gabriel), Alves e Cauã (Perroni); Eduardo Brito (Paulinho) e Newerton (Matheus Manso). Técnico: Menta.
Santo Antônio/MS: Kayke; Gui, Gustavo, Paulo e Matheus Ximenes (Maikon); Endrell, Guilherme (Pietro), Arthur (Fanaia) e João Vítor (Miguel Costa) (Rafael); Matheus dos Santos (Matheus Asmar) e Pedro. Técnico: Welliton Santana.
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segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Grêmio Novorizontino vence outra e praticamente rebaixa o Oeste

Texto e fotos: Fernando Martinez


No domingo eu caí da cama pois era dia de ver de perto um dos últimos capítulos do Oeste no Campeonato Brasileiro da Série C. Eu até estava segurando para falar isso, mas não tem mais jeito: em 2022 o rubro-negro estará na última divisão nacional. O Grêmio Novorizontino, rival do duelo válido pela 12ª rodada do Grupo B, provavelmente decretou o rebaixamento.

Sim, o Oeste venceu pela primeira vez na rodada anterior - 2x1 contra o Figueirense - e renovou as esperanças. Também é fato que o clube do interior é um dos favoritos a uma vaga na Série B ano que vem. Só que isso nada adianta vendo a campanha horrorosa que está sendo feita. A boa A2 e o quase acesso deu uma esperança de que o segundo semestre poderia ser produtivo. Ledo engano.


De novo não tivemos as fotos dos times posados, então de novo segue a única imagem oficial que o pessoal no campo tirou

Recém-promovido para a terceirona, o Grêmio Novorizontino vem mostrando serviço e vai disputar a segunda fase com a expectativa em alta. Aliás, vale ressaltar o trabalho bem-feito desde que entraram no profissionalismo em 2012. Subiram todos os níveis do futebol paulista e ano passado foram gigantes, conquistando o acesso após vencer duas vezes o Fast Club. Estão honrando de forma brilhante o legado do falecido GE Novorizontino. Não é nenhum absurdo acreditar que a chegada na B irá acontecer mais cedo ou mais tarde.

A vazia Arena é o retrato da atual fase do Oeste. Pior que no domingo eles nem foram tão mal assim e deram azar em momentos importantes. Aquele famoso azar que times rebaixados tem. A etapa inicial foi muito boa, melhor do que qualquer jogo que vi ali na atual edição da Série C. O rubro-negro se segurou bem e o Novorizontino ficou mais tempo com o domínio.

O que fez a diferença nos primeiros 45 minutos foi justamente um lance bizarro que mostra o motivo de eu achar que a queda já está decretada. Aos 23 Cléo Silva avançou pela direita e cruzou sem nenhum perigo. Não havia nenhum atacante visitante na área e mesmo assim Victor Lisboa armou o chutão quando poderia ter dominado sem nenhuma dificuldade. O galho é que ele meteu uma rosca totalmente bisonha e a pelota entrou no ângulo de Fernando Henrique. Gol contra que colocou o escrete preto e amarelo na frente.



O Novorizontino atacou com vontade desde os primeiros movimentos na Arena Barueri


O goleiro Fernando Henrique, a bola no fundo do gol e Victor Lisboa meio sem savber o que fazer depois de marcar um golaço contra



O Oeste não se intimidou com o tento sofrido e foi para cima do Tigre

Os locais assustaram aos 27 com belíssima cobrança de Léo Artur que Lucas Pereira espalmou pela linha de fundo. O arqueiro da casa, o veterano Fernando Henrique, mostrou serviço aos 33 em toque sutil de Willean Lepo. O intervalo chegou com o 0x1 no marcador e ele foi alterado novamente logo no comecinho do segundo tempo. A zaga do antigo clube de Itápolis deu espaço, Danielzinho avançou e rolou até Cléo Silva. O atleta teve o gol aberto à sua disposição e não falhou... Novorizontino 2x0.

O Oeste não se abalou e passou a ter suas chances de diminuir o prejuízo. Lucas Pereira pegou bom chute de Léo Artur aos nove, Édson Silva travou finalização de Kalil aos 27 e Victor Lisboa assustou de cabeça aos 29. O gol estava maduro e ele saiu aos 31. Luís Ricardo lançou Léo Artur em profundidade e o camisa 10 não vacilou. Um bonito gol na Arena. Sentindo que o astral estava bom, o onze local seguiu atacando e faltou um detalhe para deixar tudo igual. Aos 33 Kalil mandou na trave e na sequência Robertinho fez Lucas Pereira trabalhar de novo. Antes do último trilar do apito, foram mais três oportunidades do 2x2, só que ele ficou apenas na vontade.






No segundo tempo os donos da casa foram muito melhores do que o adversário, mas quando a fase é ruim não tem jeito. A queda para a Série D parece inevitável

O Oeste 1-2 Grêmio Novorizontino não foi um placar justo, porém não teve choro nem vela. O Oeste tem pequena chance de salvação e duvido sinceramente que ela chegue. Na minha humilde opinião, o rubro-negro de Barueri é integrante certo na Série D na próxima temporada. Podem me cobrar depois. Já o Tigre se igualou a Criciúma e Ypiranga na liderança da chave e vai dar trabalho no decorrer do torneio. Torço bastante pelo sucesso da equipe.

Nessa semana que se inicia tem coisa boa programada. Se vi apenas dois times novos durante a pandemia, pretendo ver três (!) de terça-feira até o próximo domingo. Torcer para a programação dar certo.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Oeste 1x2 Grêmio Novorizontino

Local: Arena Barueri (Barueri); Árbitro: Luiz Augusto Tisne/SC; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Ferreira, Douglas, Douglas Baggio; Gols: Victor Lisboa (contra) 23 do 1º, Cléo Silva 3 e Léo Artur 32 do 2º.
Oeste: Fernando Henrique; Luís Ricardo, Victor Lisboa, Sandoval (Douglas) e Salomão; Alison, Luizinho (Léo Ceará), Ferreira (Kauã Jesus) e Léo Artur; Zeca (Kalil) e Deivid (Robertinho). Técnico: João Brigatti.
Grêmio Novorizontino: Lucas Pereira; Felipe Rodrigues (Lucas Mendes), Édson Silva, Bruno Aguiar e Reverson; Adenílson (Barba), Cléo Silva, Willean Lepo e Danielzinho (Douglas Baggio); Michel Douglas (Guilherme Queiroz) e Anderson Rosa (Guilherme Lazaroni). Técnico: Léo Condé.
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Inter de Limeira surpreende a aniversariante Portuguesa no Canindé

Texto e fotos: Fernando Martinez


Sábado foi dia de aniversário... uhú! A gloriosa Associação Portuguesa de Desportos chegou aos 101 anos e recebeu a Internacional de Limeira em novo compromisso do Campeonato Brasileiro da Série D. Não foi a festa que o vazio Estádio Oswaldo Teixeira Duarte merecia, mas em tempos de canchas vazias, não tinha muito o que ser feito.

Fundada em 14 de agosto de 1920, a Lusa não está nos seus melhores dias, todo mundo sabe, porém tem melhorado nas duas últimas temporadas. Os 101 anos chegam com a esperança de um futuro melhor, começando pela atual campanha na quarta divisão nacional. A equipe era a líder do Grupo A7 antes da 11 rodada com 19 pontos ganhos e um triunfo a deixaria próxima da classificação antecipada.

Essa foi a primeira vez que o elenco principal do clube do Canindé atuou na casa inaugurada em 1972. Antes disso o elenco "alternativo", digamos assim, jogou e venceu o Palmeiras na Copa FPF em 2005 e só. Na história foram 15 os duelos no dia 14 de agosto com sete vitórias, três empates e cinco derrotas. Por conta da situação delicada da Inter, a sexta colocada da chave, a expectativa era de que pudessem garantir mais três pontos.



Portuguesa e Inter entrando em campo para a partida da Série D do Brasileiro junto com a imagem dos capitães e do quarteto de arbitragem

Falando de centenários, o jogo de sábado foi o meu 100º durante a pandemia. Comecei a minha saga em setembro de 2020 e menos de um ano depois chego a essa marca. Estamos mais perto do fim do que do começo (acho) e em breve todo mundo poderá estar de volta. Por sorte tenho o trabalho aqui no JP e ele me garantiu a presença nas pelejas. Não fosse isso, talvez já tivesse pirado.

Como de praxe, cheguei cedinho no estádio e dessa vez não fiquei na arquibancada logo de cara. Gostei de ter ficado nas cabines na terça-feira e fui lá acompanhar o primeiro tempo. Quem estava na arquibancada eram as duas mascotes lusitanas. Além do Leão, a tradicional Severa, utilizada até meados dos anos 90, ressurgiu das cinzas. Ambas gostaram do começo da partida.



Além do Leão, a Severa voltou a ser o mascote lusitano após 26 anos. Ambos ficaram zanzando pelas arquibancadas do estádio

A Portuguesa mostrou um futebol sólido, envolvente e criou várias chances de perigo. O goleiro Rafael Pin foi o principal nome nesse período. Lucas Douglas, duas vezes, Willian Magrão em tiro de longe, Marzagão em chute que passou perto da trave, Cesinha e Miguel infernizaram o setor defensivo visitante e não abriram o marcador por detalhe. Foram vinte minutos de domínio total da Lusa... e só.

A Inter teve seu primeiro ataque aos 22 em cruzamento de Daniel Vançan e Léo Reis desperdiçou na pequena área. No lance seguinte saiu o gol alvinegro. Vittor Moura recebeu bom passe de Guilherme e chutou firme, colocando o Leão da Paulista em vantagem. O ímpeto lusitano desmoronou após sofrer o tento e os atletas não conseguiram chegar novamente perto da meta da Inter. O tempo inicial terminou com o placar apontando um incômodo 0x1.




A Portuguesa iniciou os trabalhos muito melhor do que a Inter e enfileirou boas chances, quase todas defendidas por Rafael Pin


Quando estava sofrendo mais pressão, Vittor Moura abriu o placar para a Inter de Limeira e o jogo mudou completamente


Tiro de longe no ataque alvinegro ainda no primeiro tempo

Na etapa final o panorama não foi alterado e o que se viu foi uma série de passes errados, afobação de sobra e as poucas oportunidades de gol miseravelmente desperdiçadas. A Inter ficou na boa, se defendeu com afinco e nem precisou de bastante esforço para obter uma inesperada e importante vitória na busca por uma vaga na segunda fase da Série D.






A Lusa ficou o tempo todo com a bola no tempo final, mas chance clara de gol que é bom, não criou nenhuma

O Portuguesa 0-1 Inter de Limeira foi a primeira derrota rubro-verde em casa na última divisão nacional e aumenta a série invicta do Leão no duelo para sete confrontos (os paulistanos não vencem desde o ano 2000). Um resultado frustrante acompanhado de uma postura melancólica depois que sofreram o gol. Que estarão na próxima fase é quase certeza, agora fica a dúvida: uma equipe que quer voltar à Série C pode se abalar tanto por um gol sofrido? Vamos esperar e ver se a situação será corrigida no futuro.

Falando em Série C, no domingo de manhã fui até a Arena Barueri acompanhar, ao que tudo indica, um dos últimos capítulos do Oeste na terceirona. Tem rebaixamento à vista!

Até lá!

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Ficha Técnica: Portuguesa 0x1 Inter de Limeira

Local: Estádio Oswaldo Teixeira Duarte (São Paulo); Árbitro: Célio Amorim/SC; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Cesinha, Feijão, Patrick, Rafael Pin, Humberto, Guilherme, Vitinho, Daniel Vançan, Lucas Balardin; Gol: Vittor Moura 23 do 1º.
Portuguesa: Dheimison; Feijão (Lenon), Willian Magrão, Patrick e Marco (Raphael Luz); Caíque, Cesinha (Maykinho), Marzagão (Walfrido) e Danilo Pereira; Miguel (Caio Mancha) e Lucas Douglas. Técnico: Fernando Marchiori.
Inter: Rafael Pin; Elacio Córdoba, Lucas Balardin, Hélder e Daniel Vançan; Humberto, Guilherme (Matheus Porto), Vittor Moura e Júlio Rusch (Donizete); Léo Reis (Bruno Santos) e Vitinho (Fernandes). Técnico: Roger Silva.
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